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23. Estação King's Cross


Fic: Não era ódio, era amor...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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 30 Seconds To Mars - I'll Atack


Estava urrando, tamanho seu nervosismo, havia saído daquela casa o mais rápido possível. “Como podiam conviver com tanta hipocrisia?”, pensou andando pelas colinas, agora a casa era apenas um ponto iluminado no vale.
- Como posso acordar todos os dias e olhar para a cara desses podres? – tirou a faixa do braço e olhou a Marca Negra, parecia estar viva, tal qual sua raiva – o que estou fazendo aqui, meu Deus?
- Cumprindo uma tarefa, talvez? – Rony se sobressaltou, não via ninguém naquela escuridão. Pegou sua varinha e iluminou o local de onde ouvira a voz, vendo ninguém menos que Malfoy.
- Me seguiu é? – perguntou na ofensiva.
- Depois do show que você deu no jantar, o que você acha? – disse se aproximando – o que está acontecendo com você, heim Weasley?
- Não é da sua conta! – disse puxando a manga da blusa sobre a marca negra.
- Não se dê ao trabalho de escondê-la, já vi – disse Draco olhando para o braço do rapaz.
- E o que vai fazer heim? Contar para todos?
- Não – disse erguendo sua manga deixando a mostra a sua própria marca negra.
- E isso significa que eu deveria confiar em você?
- Não disse isso – respondeu Draco sério.
- Então o que é?
- O maior erro da sua vida...
- Tá, conta outra – disse Rony passando secamente por ele.
- O que aconteceu com você heim Weasley? Você ta diferente...
- Talvez agora eu esteja bem.
- Não, não está! O que foi aquilo com seus pais? O Weasley de antes jamais...
- O Weasley de antes morreu! – disse explodindo de raiva – morreu junto com a esposa que você e aquela outra friamente torturaram, se esqueceu? – disse olhando para Draco com fúria em seus olhos, apontando ferozmente a varinha para ele.
- Do que você está falando?
- Não se faça de idiota! - Estupore! – Rony havia disparado contra Draco sem nem ao menos pensar. Este por sua vez desviou o feitiço apenas com um movimento das mãos.
- Não é por que estou sem varinha que significa que estou desarmado. Pense no que você está falando homem! Ninguém torturou sua esposa! Eles devem ter feito uma lavagem cerebral em você – disse mais baixo.
- Não, eles me acordaram. A lavagem quem fez foram vocês! – disse
- Meu Deus Rony, o que você está falando? – Draco estava preocupado com o rapaz, não falava coisa com coisa, acreditava cegamente que sua esposa havia sido torturada e morta – Nunca, jamais Harry e Hermione fizeram algo que lhe magoasse.
- Já você, não é?
- Eu era um cretino, um covarde – disse olhando para a marca – não me orgulho das coisas que fiz no passado, posso lhe assegurar que essa não é a resposta! – disse apontando para a Marca de Rony
- Então agora você encontrou o caminho da salvação e...
- Não venha com ironias, não combina com você. E o caminho da salvação a gente encontra dentro de nós.
- Profundo, muito profundo... E você espere que eu acredite em tudo que você me disse?
- Meu Deus homem, lembre de tudo que você viveu! Será que não é o suficiente?
- A minha vida foi um inferno graças a você e aqueles dois, especialmente aquela mulher maléfica que...
- Hermione? Não pode ser... – Draco acreditava cada vez menos em Rony, estava perplexo.
- Ela mesmo, vocês tornaram minha vida um inferno! – repetiu arregalando os olhos.
- Eu não andava com nenhum de vocês na época de Hogwarts, estava mais preocupado com a minha imagem, descontando em vocês meu desagrado com meu pai, mas nunca fiz nada que pudesse te deixar marcado pro resto da vida, e se fiz desconte somente em mim, não em Harry, muito menos em Hermione!
- Claro, defenda! – disse ironizando.
- Não é isso Weasley! Acredite, aqueles malditos fizeram alguma coisa com você! Você tem que lutar contra...
- Não me venha dizendo o que eu tenho que fazer! – estava voltando a sentir aquelas dores de cabeça, tal qual mais cedo.
- Quero apenas o seu bem e...
- Cale a boca! – Rony levou a mão para sua testa, estava com a cabeça latejando, começou a perder o foco da visão e então sentiu seu corpo bater ao chão com um baque surdo.
”- O que foi aquilo? – disse Rony ao se sentar e servindo-se de frango (tremia tanto que derrubava mais sobre a mesa que em seu prato).
- Aquilo o que? – perguntou calmamente. Enquanto isso Harry juntava-se ao lado dela.
- Como “aquilo o que”? AQUILO NA AULA! – gritou meio sem fôlego.
- Faria o mesmo se fosse com um de vocês dois.
- Claro que faria, mas com o Malfoy? O MALFOY? – disse balançando freneticamente o garfo em direção ao sonserino, derrubando mais frango sobre a mesa.
- Deixe de ser imaturo – respondeu sem tirar os olhos de seu próprio prato.
- Imaturo? Qual é Hermione, TODO MUNDO ESTÁ COMENTANDO!
- Que comentem!
- Pelo jeito você não ta nem aí né? - perguntou já revoltado com a situação.
- Não estou mesmo! Deixe que as pessoas falem o que quiserem!
- Mas Mione...
- Ah, chega Rony! – disse pegando sua mochila e saindo do salão, que de repente se encheu de murmurinhos.”
- Weasley, acorda! – Draco estava ajoelhado ao lado de Rony, tentando freneticamente acordá-lo, e mais uma vez seu nariz sangrava intensamente.
- Já estou bem... – disse fracamente.
- É, estou vendo... Vou te levar para o St. Mungus agora!
- Não precisa! E você não é meu pai! – disse com raiva e num tom meio infantil.
- Não, mas visto o que você fez com ele na cozinha, até prefiro não ser. Então aparatou com Rony sem mesmo este esperar por isso.
Chegaram na recepção do hospital, estava bem deserto. Draco tratou de arrumar um leito para Rony e logo o Curandeiro de plantão foi atendê-lo. Por estar muito agitado, administraram-lhe um tranqüilizante, que surtiu um efeito imediato, deixando assim Draco livre para conversar com o Curandeiro.
- Ele não está normal, esteve sumido por algumas semanas e voltou hoje, mas está estranho. Não quero que o senhor comente nada, mas ele voltou com a marca negra no braço e dizendo algo sobre ter a esposa torturada e morta por pessoas que ,acredite, jamais fariam isso. Pensei que ele poderia estar sendo usado em algum plano de Vol... Você-sabe-quem – acrescentou ao ver a cara de desaprovação do Curandeiro.
- Você não acha isso tudo muito improvável? – perguntou o homem com um certo ceticismo em sua voz.
- Acredite, não – disse mostrando sua própria marca.
- Você é o Malfoy, não é?
- Curandeiro, não estamos aqui para falar de mim, não é? Quero saber o que ele tem, e espero que você seja sigiloso quanto a nossa visita – acrescentou estreitando os olhos.
- Posso fazer alguns exames e ver se sua memória fora alterada, mas não posso trazer de voltar lembranças apagadas assim, por magia. Se isso realmetne aconteceu, ele mesmo terá que se lembrar...
- Faça isso então, ficarei esperando...
- Mas isso demora alguns di...
- Algumas horas, no máximo – disse apontando a varinha para o Curandeiro, que se espantou – Não me leve a mal, mas estou com pressa, doutor – disse acrescentando um sorriso.
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- Eles estão demorando muito – disse Hermione olhando pela janela – onde será que eles se meteram?
- Draco deve estar conversando com o Rony – acrescentou Gina, que consolava sua mãe – afinal, alguém precisa colocar o Rony nos eixos, ele está estranho – concluiu com um olhar cabisbaixo.
- É Mione, eles não vão demorar... – disse Harry se aproximando da amiga, dando-lhe um abraço.
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O relógio da recepção dava a última badalada indicando dez horas da noite quando o curandeiro retornou com alguns pergaminhos em mão.
- Sr Malfoy, me acompanhe, por favor. Entraram então em uma sala menor, toda mobilhada tal qual um consultório – fiz o que pude e consegui obter os resultados que o senhor esperava.
- E então? – perguntou curioso.
- Suas suspeitas estavam corretas. Encontramos uma boa parte do cérebro dele obstruída por magia, mas o que não entendemos é o fato dele mesmo ter feito isso...
- O que? Ele se obliviou?
- Exato, o por que não sabemos...
- Hum, mas eu posso imaginar... Ele já está acordado?
- Sim e está meio impaciente, senhor... – acrescentou rapidamente.
- Posso vê-lo?
- Claro, siga-me
Subiram mais dois andares no hospital até chegarem a um corredor mais movimentado, onde Draco concluiu ser a enfermaria. Várias pessoas esperavam por tratamento, uma mais grave que a outra. Rony estava em uma ala mais reservada do corredor, provavelmente pelo seu agitamento.
- Ótimo que você chegou, agora me tire daqui! – bradou assim que viu Draco.
- Calma, já estamos da saída, mas antes vamos conversar.
- Não quero conversar!
- Você não está se lembrando de nada Rony, isso é sério!
- Me lembro do necessário!
- Mas não é o suficiente!
- Não me venha com mais mentiras!
- Você não entende! Ah, esquece... Obliviate! – disse apontando para Rony e depois para o Curandeiro – Rony, você sumiu por uns tempos, mas agora voltou, mas não se lembra de muita coisa, você não é um comensal, mas para seu próprio bem continue achando que é um, não conte pra ninguém essa nossa conversa e continue agindo como tem agido... Tá, não tão babaca assim – acrescentou antes de se virar para o curandeiro – E quanto a você, esqueça que estivemos aqui...
Antes de qualquer aviso aparatou com Rony em seu encalço.
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- Onde vocês estavam? – perguntaram Hermione e Gina aflitas, o relógio já marcava mais de onze horas da noite quando retornaram. Rony subira direto para seu quarto, deixando Malfoy com as duas mais o Harry na sala de vizitas.
- Demos uma volta pelas montanhas, conversamos, enfim... Acho que agora ele vai ficar bem...
- Bem? Mas o que ele tem afinal? – perguntou Gina sem esconder sua preocupação – Ele nunca agiu assim antes!
- Seu irmão finalmente amadureceu, Gina, mas agora vai ficar tudo bem... – disse querendo acreditar nas suas palavras.
- Ele não precisa ficar agressivo pra amadurecer! – contestou a mulher.
- Ele não ficará mais agressivo, acredite.
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- Você não é um Comensal – repedia olhando a marca em seu braço – você não é um comensal... Mas então por quê? – deitou-se na cama e adormeceu sem mesmo tomar banho, tamanho seu cansaço.
Seu sono não seria dos mais tranqüilos, várias imagens desconexas surgiam em sua mente como flashes de um filme. Tudo era tão rápido que se sentiu enjoado mesmo no sonho e elas apareciam cada vez mais rápidas e rápidas até o ponto em que Rony não conseguia distinguir os rostos das pessoas. Então tudo começou a desacelerar
- Rony! – gritou finalmente quando já estava caída ao chão – Rony, me ajuda!
- Mione, o que foi.
- Me leva... me leva pro... – mas ela não conseguiu terminar a frase, acabou desmaiando.
Rony aparatou imediatamente para o Sant. Mungus, que estava bem vazio naquela hora.
- Ajudem, por favor! Ajudem!
(...)
- Cara, será que ela está bem? E meu filho, o que será que está acontecendo? Por que não vieram chamar?
- Calma Rony, ela está bem, e o seu filho também, afinal, que nome vocês darão pra ele, agora que sabem que é um garoto? – perguntou Harry com o braço pelo ombro do amigo.
- Hermione achou melhor Tristan, eu também gostei, é um nome forte sabe...
- Bacana, muito bom...
- Sr. Weasley, o senhor já pode ir ver seu filho – disse um curandeiro, após meia hora de agonizante espera.
Lá estavam as duas pessoas que ele mais amava nessa vida, Hermione com seu filho no colo. Como era pequeno, dormia serenamente no colo da mãe. Rony se aproximou e deu um beijo na testa do bebê, olhando apaixonadamente para Hermione, que tinha lágrima em seus olhos. Beijou a mulher com todo o amor que tinha para dar.
- Esse foi o melhor presente que você poderia me dar... – completou com lágrimas em seus olhos.
Não conseguiu mais dormir, ficou deitado em sua cama até que os primeiros raios de sol entrassem pela janela. Seus sonhos eram muito reais para serem considerados apenas sonhos, não tinha como negar que havia algo muito obscuro em sua mente, o que aconteceu? Nem ele sabia dizer. Seus sonhos não batiam em nada com as memórias que Voldemort lhe mostrara, que também eram bem reais. A dúvida martelava em sua cabeça, mais dos que os sonhos.
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Em Hogwarts as férias de Natal estavam se aproximando e Tristan voltaria para casa, para Voldemort, para passar o fim de ano, assim como Rony, que deveria voltar para passar informações para os demais Comensais.
Naquela manhã do dia 20 de Dezembro, Rony arranjara uma desculpa para sair de casa. Iria procurar emprego, algo para fazer. Não quis a ajuda oferecia pelo pai para ter de volta seu emprego no Ministério, queria algo diferente, que não o prendesse às normas. Saiu cedo de casa e aparatou diretamente para o Covil de Voldemort.
- Chuck! – disse o bruxo com um sorriso no rosto – achei que não voltaria mais, achei que havia se rendido aos encantos de sua “família” – disse com ironia.
- Hum, jamais mestre – disse Rony fazendo uma reverência para Voldemort – essa é minha verdadeira família.
- Claro que sim... Então, aceita fazer-me outro favor? – perguntou em meio aos Comensais que já demonstravam curiosidade.
- Quantos forem precisos mestre – disse com outra reverência.
- Meu garoto chega hoje de Hogwarts e creio não poder ir pegá-lo na plataforma...
- Seu garoto, mestre?
- Sim, meu filho Tristan. Imagino que não se incomodaria em ir pegá-lo por mim, não é?
- Mestre, mas o senhor acha sensato mangar justo ele para... – interrompeu Bellatriz.
- E quem você quer que eu mande, você? Esqueceu que não podemos ser vistos, isso colocaria todo o Ministério atrás de nós! – explodiu em raiva. Rony estava pasmo, jamais havia visto Voldemort com tamanha raiva.
- Por que eu não poderia pegar o garoto, mestre?
- Ah meu caro Chuck, isso foi apenas um engano da Bella, claro que você pode pegar o Tristan... ele chega amanhã. Você irá para a estação King’s Cross, paltaforma 9 ¾ , mas claro que isso você já sabe...
- Sim... – confirmou
- Por enquanto é só isso, mas por que você não se senta e nos conta sobre sua estadia na casa dos Weasley?
O resto da manhã correu com Rony contando todos os acontecimentos sem importância na casa de seus pais, porém não achou sensato contar sobre os sonhos, só não soube o motivo, afinal, Voldemort era uma pessoa extremamente atenciosa com ele.
- Continue assim Chuck, informe-nos sobre tudo e todos, assim quanto mais soubermos, mais fácil será para nós agirmos, assim acabamos com essa família de assassinos!
- Acabar como, mestre?
- No momento certo você saberá...
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Já de volta para sua casa Rony encontrou Draco e o Sr. Weasley conversando na cozinha, cumprimentou-os brevemente e seguiu para seu quarto. Minutos depois uma batida seguiu-se pela porta.
- Quem é? – perguntou cobrindo o braço.
- Sou eu, o Draco.
- Entra! – disse secamente – o que você quer?
- Onde você passou toda a manhã?
- Realmente você deu pra me controlar, não é?
- Você estava com eles, não é? Com os comensais...
- Cale a sua boca, isso não é da sua conta!
- Então me diga, por que minha marca ficou extremamente escura essa manhã? Ele convocou todos para uma reunião, não foi? - era impossível esconder as coisas de Draco, afinal, ele tinha um feeling para essas coisas, afinal, também possuía a marca negra.
- Foi – disse trancando a porta após verificar se não havia ninguém nos corredores – mas não foi nada de mais...
- Como não foi nada de mais? Isso sempre é algo de mais!
- Ah ele só quer que eu vá pegar um fedelho na estação!
- Que, como assim?
- O filho dele, ele quer que eu vá pegar o filho dele que chega de Hogwarts amanhã!
- Tristan? É você quem vai pegá-lo?
- É deve ser esse o nome e sim, sou eu, por que?
- Estranho, achei que ele mesmo iria pegá-lo, ou mandaria talvez um Comensal mais fort...
- O que tem de errado com eu ir pegar o fedelho heim!
- Acontece que esse “fedelho” é meu filho! – disse rispidamente.
- Que? – Rony misturava o espanto com a desconfiança – como seu, ele é filho do mestre e...
- Seu MESTRE não passa de um assassino, mentiroso e...
- Cale sua boca! – berrou apontando a varinha para Draco.
- Tudo bem, não falarei nada, vou deixar que você mesmo veja a verdade, só espero que não demore muito pra isso...
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Faltava quinze minutos para o trem chegar na estação. Rony acabara de tomar café com os demais quando saiu com o pretexto de procurar emprego, ao passar pela primeira colina aparatou para a Estação King’s Cross. Estava bem cheia, todos iam para a mesma direção, a plataforma 9 ¾ , Rony seguiu o fluxo quando chegou entre as plataformas 9 e 10, aproximou-se lentamente e atravessou. Sentiu então algo diferente, como se recordasse de algo que não sabia o que era.Uma sensação familiar de felicidade iminente entrou em seu corpo. Então avistou a locomotiva vermelha, chegando na estação, soltando baforadas e grossas nuvens brancas.
- Rony, calma, estamos em tempo, espere um pouco! – dizia a Sra. Weasley correndo atrás do garotinho ruivo que segurava um rato nas mãos.
- Vamos mãe! – disse puxando a mulher pela mão – não quero perder o trem pra Hogwarts.
- Você não vai perder o trem, fica tranqüilo...
- É filho, deixe a gente respirar!
- Mas Fred e Jorge já entraram!
- Mas eles são eles! Agora preste atenção, querido – disse a mulher se ajoelhando em frente Ao filho, já com lágrimas nos olhos – se cuide, tudo bem? Não se meta em problemas, não vá na onda dos seus irmãos, eles são mais velhos...
- Molly, deixe o garoto – disse o Sr. Weasley dando palmadinhas carinhosas nas costas da mulher – ele se sairá bem...
- Eu sei que sim... Bom agora vá querido, boas aulas!
Então o garotinho entrou felizmente em um dos vagões, entrou na primeira cabine que achou vazia, mas lá já estava um outro garoto, megricela, cabelos arrepiados e óculos redondos.
- Posso me sentar? Todas as outras estão cheias...
- Claro que sim...
Ficou tão entorpecido pelos seus pensamentos que não percebeu que o trem já havia parado e várias crianças já estavam com suas famílias. Procurou pro Tristan, mas não fazia idéia de como o garoto era, esquecera de perguntar para Voldemort, mas não deveria ser muito diferente do pai. Então lembrou de Malfoy dizendo que Tristan era seu filho, e não de Voldemort. Procurou então seguir seus instintos e começou a procurar por um garoto que lembrasse Malfoy. Não foi muito difícil, ele estava parado ao lado do seus malão, procurando por alguém conhecido que iria levá-lo embora. Seu olhar encontrou o de Rony e se encararam por alguns segundos até que ele foi ao encontro do garoto.
- Você é o Tristan?
- Sim, e você, quem é? – perguntou descofiado.
- Chuck, seu pai pediu para que viesse te pegar.
- Chuck? Como sei se...
- Bom, acho que todos as amigos do seu pai têm isso, não tem? – perguntou mostrando a marca para o garoto.
- Bom, é verdade...
Passaram pela plataforma e pegaram um trem até o local mais próximo do covil de Voldemort, visto que Tristan não poderia aparatar. Entraram na cabine dos fundos, que estava bem vazia.
- Então você estuda em Hogwarts – disse Rony puxando papo com o garoto.
- Sim, estou no primeiro ano, Sonserina, como meu pai – disse com um sorriso tirando os olhos da foto que segurava e olhando para Rony.
- Legal...
- E você, estudou em Hogwarts também?
- Creio que sim... não me lembro bem. – acrescentou pelo olhar de Tristan – É uma longa história...
- Certo... – disse voltando os olhos para a foto.
- O que você tanto olha aí? – perguntou curioso.
- Minha mãe... Ela morreu quando nasci e essa é a única foto que tenho dela, mas meu pai não pode saber disso, ele não fala muito dela... – acrescentou como um pedido a Rony.
- Ahm, todos temos nossos segredos, o seu está a salvo comigo – disse com um sorriso para o garoto, não sabia o porque, mas gostou dele.
- Quer ver? Ela era muito bonita, sabia...
- Hum, deixe-me ver...
Tristan entregou a foto quase que totalmente queimada para Rony que olhou e não acreditou no que viu.
- Essa é sua mãe?
- Sim... Ganhei essa foto do Sr. Malfoy, ele trabalha na casa do meu pai, acho que você conhece ele...
- Malfoy? Draco Malfoy?
- Sim, você o conhece? Como ele está? Ele disse que me escreveria, mas deve ter esquecido...
- Conheço...
- Que cara é essa Chuck?
- Não é nada... Mas essa foto, quando você... Como você sabe...
- Essa é minha mãe, já disse, mas ela morreu, você a conheceu?
A cabeça de Rony voltara a doer, o sonho começou então a fazer sentido. Seu nariz voltou a sangrar, tirando-o de seu breve devaneio.
- Você está bem? Está sangrando!
- Estou bem, não conte ao seu pai sobre isso, ok?
- Tudo bem, mas você conheceu minha mãe?
- Acho que sim... – não sabia se deveria contar a verdade pó completo, nem ele mesmo sabia o que era verdade...
O trem começou a diminuir sua velocidade até que parou por completo. Estavam naquela estrada que levaria à mansão onde todos os Comensais estariam reunidos. Deixou o garoto na estação, não poderia voltar para Voldemort, não agora que tudo em sua mente pulsava com os fatos que se passaram.
- Tristan, terei que ir, você sabe como chegar em casa, não sabe?
- Claro que sei, mas por que?
- Lembrei de um compromisso – mentiu – só pesso para não contar isso pra ninguém, está bem?
- Claro, mas o que está acontecendo?
Rony não ouvira a pergunta do garoto pois já havia aparatado de volta para a Toca.



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