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9. A outra face


Fic: Herdeiros das Trevas


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry estava sentado em sua cama tentando tirar os sapatos, pela porta se via o rastro de sangue que ele deixara ao se arrastar para lá. Hermione seguira esse mesmo rastro para chegar ao quarto e, ao ver vê-lo, se atirou sobre ele em um abraço desesperado.

-Harry! Como você está? Ela te machucou muito? –Hermione pergunta preocupada, observando-o de cima a baixo depois de soltá-lo.

-Sim, mas se você não me esmagar de novo eu vou ficar bem. –fala tentando se deitar, mas soltando um gemido de dor e voltando a posição anterior.

-Eu te ajudo. –Hermione fala o levando para trás e tentando deitá-lo devagar. –Quase fiquei louca quando Calisto deu a entender que tinha te matado.

-Ela chegou perto. Ainda não sinto minhas pernas e mal consigo mexer os braços. –Harry fala com dificuldade.

-Eu também não paro de sentir gosto de sangue e minhas costelas esquerdas não estão nada bem. Hermione fala ajeitando um travesseiro sob a cabeça dele. –Está confortável? Quer beber ou comer algo?

-Não. E você devia descansar, está péssima. –Harry fala tentando não rir da face inchada, pior do que a de um lutador de boxe. –E te aconselho a não se olhar no espelho.

-Obrigada pela gentileza. –Ela fala se deitando ao lado dele e passando um dos braços, com dificuldade, pelo tronco dele.

Harry nada disse, apenas fechou os olhos para descansar, agora mais tranqüilo ao saber que Hermione estava bem. Já a morena não fechou os olhos enquanto não teve certeza de que ele dormia.

Calisto havia os observado a distância e no momento se encontrava na porta do quarto, olhando com um sorriso satisfeito ao vê-los juntos, apesar do olhar demonstrar certa preocupação. Havia gostado do teste que fizera com eles, mais os dois ainda tinham muito que aprender.

Em Londres, Gina estava saindo da loja dos gêmeos por uma porta lateral, quando viu alguém na ruela de trás da loja e reconheceu os olhos acinzentados. O observador saiu rapidamente, o capuz da capa lhe cobria o rosto, mas Gina sabia quem ele era. A ruiva o seguiu pelas ruelas que levavam a travessa do tranco e pensou tê-lo encurralado quando entrou em um beco, no entanto não conseguiu vê-lo.

-Maldito! Onde pode ter ido... –Gina resmungava enquanto olhava para os lados a procura de qualquer sinal.

De repente alguém a segurou por trás e pôs uma mão em sua boca, a outra a abraçava pela cintura de modo a também prender os braços. Gina foi puxada para uma parte mais encoberta e depois jogada contra a parede, logo quem a imobilizara estava a pressionando contra a parede com o corpo, havia uma varinha apontada para seu pescoço.

-Nunca te disseram que a curiosidade matou o gato? –a voz fria e arrastada de Draco soou em seus ouvidos e ela perdeu o medo que tinha nos olhos, parando para olhá-lo com interesse.

-É melhor me soltar, Malfoy! –Gina tentou soar ameaçadora, mas o braço pressionando seu pescoço, mal a deixava falar.

-Se não vai fazer o que? Mal pode falar, quanto mais gritar ou se mexer, está completamente a minha mercê. –Draco fala com um sorriso satisfeito, havia tempo que não se divertia assim.

-Não pretendo resistir, mas quero negociar. –Gina fala encarando-o sem demonstrar medo.

-Negociar? –Draco pergunta afrouxando o braço e se afastando um pouco, mas sua varinha ainda colada a ela.

-Vamos para um lugar mais tranqüilo e eu te faço a proposta. –Gina fala pegando sua varinha em movimentos lentos e entregando a ele. –Não pretendo fugir ou te entregar, muito pelo contrário. –Draco a olhou sem entender bem o que ela queria, mas conhecia bem o olhar que a ruiva sustentava, por isso concordou.

-Me siga em silêncio e não tente nenhuma gracinha. –ele fala a guiando pelo braço de uma forma não delicada, mas ela pareceu não se importar e apenas assentiu.

Os dois seguiram pelas ruelas estreitas da travessa do tranco e, por mais que Gina se esforçasse, não conseguia ver muita diferença entre elas, o que tornou o caminho um verdadeiro labirinto. Chegaram até um beco muito parecido com todos os outros e entraram por uma porta escondida e enferrujada que dava em um bar abandonado e destruído.

-Essas ruas são todas iguais para confundir perseguidores, não é? –Gina pergunta em uma observação perspicaz, que faz Draco parar para olhá-la por um instante, antes de voltar a andar na direção do fundo do bar.

-Até que você não é tão burra quanto eu pensava e espero sinceramente que continue me surpreendendo para o bem, porque se fizer alguma graça, eu acabo com você, será uma questão de sobrevivência então não haverá hesitação. –Draco a avisa de forma direta e fria. Ao mesmo tempo ele dava duas batidinhas em um local não marcado na parede, fazendo a estante de bebidas se deslocar e abrir passagem para um quarto pequeno e limpo. –Sente-se. – indica se encaminhando até um pequeno bar, que era a única mobília do lugar fora a cama.

-Muito luxuoso. –Gina fala em tom provocativo, sem esconder a ironia.

-Certamente mais que o barraco em que você mora. –devolve mordaz e Gina morde o lábio segurando a resposta. –Foi você quem começou.

-Ok, desculpe. –ela fala enquanto ele se serve de uísque de fogo.

-Quer um? –pergunta como manda a boa educação.

-Não, obrigada. –ela responde e ele vai até a cama com o copo, que Gina observa não conter gelo.

-Então o que pretende aqui? Seu namoradinho não ia gostar de saber que está comigo. –Draco fala tentando suprimir uma provocação, mas sem conseguir tirar o sorrisinho sonserino dos lábios.

-Vejo que está desinformado. Harry me trocou pela Hermione. –Gina responde de modo ácido, seu olhar mostrava que queria vingança. Draco apenas riu e ela o olhou tão feio que ele se viu obrigado a justificar.

-Eu sempre soube que ele perdeu boa parte dos miolos quando fez aquela cicatriz, mas não sabia que haviam sido tantos. –responde tentando parar de rir, tomando um gole de sua bebida. Gina sorriu, aparentemente concordando com o que o loiro dissera.

-Então, eu quero que você acabe com aqueles dois e eu faço questão de ajudar. –a proposta vem em tom frio e carregado de rancor.

-Weasley, eu não gosto do cicatriz, mas isso não significa que minha vida se mova em torno dele. Se tiver um problema com ele e com a sangue-ruim, resolva você mesma. –fala de modo indiferente, mostrando que não se importava nem um pouco com o que ela faria ou com o que aconteceria.

-Não pode ou não quer me ajudar? –pergunta tentando se conter.

-Não posso e não quero. Aliás, a menos que possua muitos galeões, creio que apenas comensais te ajudariam. –a resposta vem em tom simples e Gina não se segura, socando a cama e se levantando, andando de um lado a outro do quarto.

-O que gostaria para me ajudar? Qual seria seu preço? –Gina pergunta pensativa, nem sequer olhando para ele.

-Minha preocupação é minha segurança, comensais e o ministério estão atrás de mim, não tenho tempo e nem condições para pensar no seu problema... –ele começa a falar em tom ríspido, já cansado do assunto, quando ela pára e o interrompe.

-E se eu garantisse sua segurança? Como favor, em troca você me ajudaria a me vingar daqueles traidores? –Gina fala o encarando, em seus olhos havia um brilho confiante e determinado.

-Como pode garantir minha segurança? – pergunta interessado e realmente prestando atenção na ruiva.

-Vou te fazer protegido da ordem. Eu tenho muita influência sobre meus pais e eles são importantes na ordem, não será muito difícil. Mas preciso que me conte exatamente o que aconteceu no ano passado. –Fala voltando a se sentar na cama, agora de modo a ficar de frente para ele.

-Você já sabe, Weasley. Eu fiz os comensais entrarem em Hogwarts e fui cúmplice na morte do velho. –Draco fala amargurado, toda sua vida tinha virado de cabeça para baixo após o ano anterior.

-Mas quais foram as ordens de você sabe quem? Você se ofereceu para a missão? Tem a marca negra? –Ela pergunta tentando exemplificar e ele bebe mais um pouco antes de responder.

-Tenho a marca negra, mas nunca quis ser um comensal. Eu gostava da minha independência, queria ser um bruxo rico, poderoso e influente, como meu pai, fazer o que quiser sem dar satisfações a ninguém, jamais iria querer um mestre . –Nova pausa para um, gole no uísque.

-Sempre imaginei você como um riquinho mimado e egocêntrico, por isso estranhei quando disseram que era o comensal. Isso quer dizer que eu acredito em você. –Fala pensativa, mas depois completa em sinal de que ainda estava respeitando a trégua.

-Bom, a escolha do Lorde das Trevas é bem óbvia. Ele precisava de alguém que tivesse acesso a todo o castelo, conhecesse as passagens secretas, fosse inteligente, tivesse influência sobre outros alunos e ainda uma mente aguçada o suficiente para dissimular e executar as ordens o melhor possível, ou seja, não havia ninguém mais perfeito que eu. Tudo isso se agrava quando se observa que o imbecil do meu pai não só falhou em uma missão simples, como expôs a volta do Lorde e foi responsável pela captura de vários comensais e dele próprio, que era um bruxo de muita influência no ministério. As perdas foram muito grandes e eu devia pagar a divida da família, senão eu e minha mãe morreríamos.

-E você não procurou Dumbledore porque sua mãe estava sendo vigiada pelos comensais e poderia morrer... então você tem sentimentos! Ganhou meu respeito. –Gina fala admirada, provocando uma careta em Draco.

-A que ponto eu desci. –murmura para si balançando a cabeça negativamente.

-Bom, você fez o que qualquer um faria em seu lugar, foi coagido a isso. Acho que não terei nenhum esforço em fazer você ser aceito. –Gina fala despreocupada, ignorando o comentário do loiro.

-Acha que será realmente fácil? –Draco pergunta desconfiado.

-Você só precisa escrever uma carta explicando isso, dizendo que está arrependido e disposto a ajudá-los dando informações sobre os comensais, se eles prometerem não o entregar para o ministério, o que é justificável, já que somente prendendo alguns deles é que você terá como provar sua inocência. –Gina explica de modo simples e Draco sorri otimista.

-Você tem razão, nem seria uma mentira tão grande assim e os otários da ordem ainda poderiam livrar minha cara no ministério. Gostei do seu plano! –Draco fala se empolgando com a idéia.

-Então pega pergaminho e tinteiro, vou levar a carta e dizer que havia acabado de chegar em casa, assim eu terei certeza de estar sozinha com minha mãe e de que vou poder sensibilizá-la bem, para quando ela falar com meu pai, já estar convicta de que você é um pobre rapaz órfão e com medo. –Gina fala com um sorriso maquiavélico que quase assusta Draco.

-Acho que aquele chapéu velho te colocou na casa errada, deveria estar na Sonserina. –fala deixando passar um pouquinho de admiração na voz.

-Você escreverá para os Weasley porque sabe que somos parte da ordem e a nossa localização não é nenhum mistério. Dê um endereço para um encontro daqui a quatro dias, tem que ser um local onde você possa se esconder muito bem. Exija que eu esteja presente, para o caso de ser uma “armadilha” você ter um elo fraco a atacar. Se eu estiver de vermelho, você pode sair do esconderijo que será seguro, se eu não estiver com nenhuma peça vermelha, vá embora e eu entrarei em contato.

-Se isso tudo der certo, pode apostar que o cicatriz e a sangue-ruim vão se arrepender de um dia terem se falado. –Draco fala com um sorriso cúmplice, bebendo o resto do uísque e se dirigindo ao malão onde pegou pergaminho e pena.

-Não se esqueça de parar de falar sangue-ruim, agora você é um homem regenerado. –Gina fala em tom cínico, provocando uma boa risada em Draco.

-Estou gostando do seu estilo ruivinha. Desse jeito nossa parceria será longa e produtiva. –Draco fala sorrindo cúmplice, gesto correspondido por Gina.

Quatro dias depois, Draco estava na copa de uma árvore, observando a rua. Ele escolhera um bairro trouxa perto do Beco Diagonal, onde poderia fugir em segurança, sabendo que eles não iriam ficar usando feitiços na frente de trouxas. Observou um grupo surgir à esquerda e pôde identificar os ex-professor Remo Lupin e o Sr. e a Sra. Weasley, que traziam Gina consigo, sorriu ao perceber que a garota usava uma blusa vermelha. Saiu do esconderijo e se aproximou do grupo, que apesar de alerta, não parecia ameaçador.

-Devo imaginar que aceitaram minha proposta? –pergunta tentando parecer incerto e os observando atentamente.

-Se nos der informações, lhe daremos proteção. –Remo responde de modo frio e firme, mas de imediato Molly toma a frente.

-Não seja tão grosseiro com o menino! Ele perdeu a família, está sozinho e com medo! –fala indo em direção a ele e o olhando como se procurasse ferimentos. –Não se preocupe Draco, eu cuidarei de você e garantiremos que nenhum comensal o ameace ou que aqueles obcecados do ministério ponham as mãos em você.

-Estamos dispostos a provar sua inocência, coisa que não será tão difícil com o depoimento de Harry e com sua ajuda na luta contra os comensais e você sabe quem. –Arthur fala tentando passar segurança a Draco, que não resiste a olhar discretamente para Gina, que lhe sorria também discretamente.

-Obrigado, prometo que não se arrependerão. –Draco fala parecendo fragilizado e agradecido.

Sem ter o que dizer, Lupin apenas concordou com os Weasley. Depois seguiram até onde Draco havia escondido suas coisas e a seguir usaram uma chave de portal que os levou para a Toca. Lá, Lupin se despediu e os Weasley seguiram para dentro com Draco, que permaneceu quieto durante todo o tempo.

-Eu vou mostrar a ele o quarto que era dos gêmeos, Draco deve estar cansado. –Gina se oferece gentilmente e a mãe sorri em aprovação.

-Antes de descansar você não gostaria de comer algo, querido? –Molly pergunta atenciosa e Draco não evita uma expressão confusa.

-Hã... er, sim, eu gostaria de comer algo diferente de sanduíches. –responde sinceramente, seu estômago pedindo por comida decente.

-Imagino que não deve ter se alimentado direto esse tempo. –a matriarca Weasley fala com cara de dó. –Mas não se preocupe, vou preparar algo especial para você. Enquanto isso suba, se acomode e tome um banho quente. – o tom maternal estava definitivamente o assustando, mas decidiu ignorar isto e seguir Gina para o andar superior.

Andaram em silêncio até o quarto que pertencera aos gêmeos. Draco observava tudo em silêncio e atentamente, inclusive os passos da ruiva a sua frente. Quando chegou percebeu que o quarto havia sido arrumado para ele e teve que se segurar para não sorrir diante do quarto limpo e mais confortável que seu esconderijo.

-Então, agora que está a salvo, creio que possamos pensar na recepção aos pombinhos. –Gina fala para Draco, pegando-o de surpresa.

- Recepção? –pergunta sem entender, enquanto deixava o malão aos pés da cama.

-Eles estão viajando, aliás, preciso te contar as novidades sobre eles. –Gina fala se sentando na cama que ficaria vazia. Draco arrumava suas coisas na cômoda e separava algumas roupas.

Após todo o relato, Draco fica em silêncio e pensativo, sua expressão estava preocupada, afinal agora os alvos estavam bem mais poderosos e eles não poderiam agir abertamente. Gina esperou paciente até ele se manifestar, ciente de que a questão era delicada.

-Isso vai ser muito mais difícil do que imaginei. Precisamos agir sutilmente, mas só poderemos definir como, quando eles chegarem e pudermos observar até onde foram essas mudanças. Também vou te ensinar o que sei sobre vampiros e lycans, assim estará preparada para não só enfrentá-los, como para esconder coisas deles. –Draco fala se levantando com algumas roupas em mão. –Agora me mostre o banheiro, pretendo tomar um banho antes de comer.

-Ok, venha comigo. –Gina se levantou e começou a guiá-lo pelos corredores. –Rony está por aqui e tem treinado pesado, está atento a mim e ficará muito mais atento a você. O idiota entendeu o relacionamento dos dois. –Gina sussurra para Draco, que caminha próximo a ela.

-Ele tem jeito mesmo de ser capacho do cicatriz, sem falar que qualquer um que tenha amor a vida, não disputaria uma mulher com um vampiro primogênito. –Draco responde com seu humor Sonserino, mas Gina não demonstra qualquer divertimento com aquilo.

-Não o enfrente demais, Rony anda muito sério por esses tempos, acho que o idiota resolveu crescer. Mas ainda é muito ingênuo para nos atrapalhar se formos cuidadosos. –Gina fala com cautela, mas não escondendo o sorriso desdenhoso diante da inocência do irmão. –O banheiro é aqui. Guardou o caminho?

-Não sei, talvez seria melhor você ficar para me guiar de volta. –Draco fala sorrindo maliciosamente e Gina revira os olhos, antes de se afastar.

-Não sou a Pansy, Draco. Não beijaria seus pés só porque me é útil por enquanto. –fala antes de seguir na direção do andar inferior.

Draco sorri ao vê-la se afastar, seus olhos percorrendo o corpo bem formado da jovem, ao qual nunca dera a devida atenção já que a ruiva sempre lhe pareça tão sem graça quanto os irmãos. Entrou no banheiro ainda sustentando um sorriso malicioso, estava conhecendo uma faceta muito interessante da ruiva e que junto ao belo corpo, a deixava muito atraente.

“Estou em um lugar seguro, vou dar uma lição no Potter e na Granger e ainda ganhar pontos com uma ruivinha gostosa... Como será que se pode ir do inferno ao céu tão rápido?” -Draco pensa divertido, enquanto começa a preparar a banheira para tomar um banho relaxante.

Hermione estava deitada de bruços em sua cama, lendo um livro grande e grosso, que estava apoiado na cama. Harry ficou a observando por um tempo e se aproximou silenciosamente, sentando-se ao lado da morena, que não desgrudara os olhos do livro, apesar de ter sentido a aproximação do “irmão”.

-Porque você insiste em estudar esses círculos? –Harry pergunta franzindo o cenho. Hermione retira os olhos do livro e sentindo que a conversa seria longa, se senta de frente para ele.

-Os feitiços avançados de defesa e ataque a que se dedica são muito bons e eficientes para um duelo direto um para um, mas meus círculos são ideais para proteções e armadilhas. –Hermione responde com simplicidade e os dois se voltam para a porta de entrada, por onde Calisto entrava.

-Exatamente. –Calisto fala se aproximando e permanecendo em pé na frente deles. –Ninguém pode ser igualmente yin e yang, é impossível ser perfeito. Portanto estão absolutamente corretos em se fortalecerem de acordo com seus talentos e deixarem suas deficiências para o outro trabalhar. E não pensem que isso os torna fraco, pelo contrário, com isso quero dizer que individualmente serão muito fortes, mas juntos serão invencíveis.

-É isso que você acha que é o poder que eu tenho e que Voldemort não tem, amigos? –Harry pergunta pensativo.

-Não. Voldemort também tem aliados, qualquer bruxo ou ser poderoso sabe que sozinho não pode chegar a lugar nenhum. A vantagem que vocês dois têm que nenhum outro tem, é que ambos se completam perfeitamente como yin e yang, sintonia que é muito difícil de encontrar. Pensem nisso hoje, eu irei preparar nosso regresso e passarei o dia fora. –Calisto avisa e logo depois sai, deixando-os perdidos em seus pensamentos.

-Então você é yin ou yang? –Harry pergunta em tom divertido, mas sem esperar que ela respondesse.

-O yin representa a mulher, a escuridão, o frio, a flexibilidade. Homens são yang, luminosos, quentes, rijos...

-Hum interessante... –Harry fala se aproximando “perigosamente” –Adoraria ver como minha rigidez quente, se encaixaria a sua flexibilidade fria. –sussurra sensualmente no ouvido de Hermione, que apesar de estremecer, começa a rir compulsivamente.

-Adoro ver você rindo. –ele fala em tom conformado, depois da decepção com a reação dela. Aquele comentário a faz corar e parar de rir.

-Então, o que vamos fazer hoje? –pergunta em tom casual e ele a olha com a sobrancelha erguida, enquanto se deita ao lado dela.

-Achei que já tivesse dado a minha sugestão. –fala enquanto acaricia o rosto dela.

-Perguntei o que faríamos durante o dia e não nos próximos vinte minutos. –ela tenta soar divertida, não gostando do clima que ele estava tentando formar.

-Hei! Isso não é coisa com que se brinque. –Harry fala ofendido e se afastando.

-Ok, desculpe. Esqueci de como os homens são sensíveis. –fala em tom defensivo, logo depois se levantando. –Vem, vamos explorar o castelo, afinal só conhecemos as salas de treino até agora.

-Verdade, até que é uma ótima idéia! –fala surpreso ao ver que ela não sugerira horas de estudos.

-Como pode ver, eu não sou tão obcecada assim. –fala entendendo a reação dele, que ri do jeito dela. –Quem sabe não encontramos Escalibur e você tenta tirá-la da pedra. –ela brinca e ele sorri gostando da idéia.

-Só se você for minha Guinevere. –Harry fala em tom charmoso e Hermione pára pensativa.

-Isso vai depender de quem for Lancelot. –ela devolve em tom malicioso e volta a andar.

-Ah! É claro, eu já tenho uma espada, não preciso de outra. –Harry fala como se lembrasse de algo importante e Hermione ri, segurando a mão dele e o puxando por um corredor paralelo, pelo qual nunca tinham andado.

Ambos andaram pelas várias salas e corredores do castelo, passando por quartos vazios, depósitos de substâncias estranhas, salas de leitura, escritórios e até um salão de baile lindíssimo na opinião de Hermione. Pararam a exploração quando chegaram a uma sala com várias armas e alguns mapas e outras coisas utilizadas em guerra.

-Me sinto em um museu, em uma seção referente à idade média. –Hermione fala observando a tudo com cuidado e interesse.

-A diferença é que podemos tocar. –Harry fala já caminhando até o fundo, onde havia algumas armas típicas da idade média.

-Só tome cuidado. –Hermione o lembra, enquanto ia até um mapa que era acompanhado de vários objetos estranhos. –Ai! –ela exclama alto, chamando a atenção de Harry, que se aproxima para ver o que tinha acontecido.

-O que houve, se queimou? –pergunta ao ver a marca na mão dela.

-Aquele objeto é de prata. –fala se recuperando, apesar da mão continuar ferida.

-Temos que tomar cuidado, pode ter muita prata aqui. –ele passando os olhos ao redor.

-Sei como saber. –Hermione fala e se concentra uns instantes. Harry a ouve murmurar algo e uma luz azulada começa a brilhar em volta de alguns objetos. –Os que estão em destaque são de prata.

-Depois quero que me ensine isso. –ele fala observando em volta, parando ao ver um feixe de luz descer do teto ao chão. –Isso não estava aí antes. –fala indicando o feixe a Hermione.

-Ele parece estar convergindo para um ponto, como se indicasse algo. –Hermione fala pensativa, observando o chão.

-Será que há alguma passagem secreta por aqui? Podemos tentar o alohomorra. –Harry sugere tentando ver alguma diferença no piso.

-Tenho algo melhor. –Hermione fala se abaixando e fazendo um corte em um dedo com o dente.

-Não me diga que vai fazer um círculo? –fala incerto sobre aquele método, enquanto a via começar a desenhar no chão. Hermione fez o círculo e começou a desenhar símbolos dentro dele, que tinha como centro o feixe de luz.

-Veja e reconheça a utilidade e eficiência de meus métodos. –Hermione fala apontando para o círculo que começava a girar, os símbolos dentro dele não giravam, apenas se moviam para o feixe e formavam um desenho em forma de fechadura. Quando o círculo parou de girar, um clique foi ouvido e Hermione sorriu vitoriosa.

-Ok, eu reconheço que estava certa. –Harry reconhece enquanto se afastava com um salto para trás. O chão se abrira e revelava uma sala no andar de baixo.

-Acho que passamos da sala de exibição para a sala de artefatos úteis. –Hermione constata ao ver os diversos artefatos que exalavam magia e poder.

-Nesse caso, vamos testar tudo e ver o que podemos usar, afinal Calisto disse que nós poderíamos levar o que quiséssemos, não é? –Harry pergunta ansioso por verificar o que aqueles instrumentos poderiam fazer.

-Creio que não haveria problemas, mas a gente separa o que quiser e depois pergunta a ela. –Hermione sugere e Harry não demora em começar a testar os objetos mágicos.



N/A: Oi, o cap demorou um pouquinho, mas fiz caprichado, para dizer a verdade esse é um dos poucos caps que eu escrevi e que realmente gostei.

N/A²: Gina se revelou, conseguiu um aliado e pretende dar o troco em Harry e Hermione. Vocês acham que ela consegue? Aliás, gostaram do jeito que comecei D/G?

Próxima Atualização: Sitra Achra e O Príncipe Istari

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Comentários: 1

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Enviado por Mione Jean Potter em 06/06/2015

Meio super raiva da Gina kkk
Céus, que manipuladora
Gostei das qualidades atribuída a cada um, acho que condiz com a personalidade (me refiro a um combate um a um e o outro proteção, etc)
Espero que os dois se resolvam logo :((((((
Curiosa quanto aos objetos achados 

Nota: 5

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