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20. Obliviate


Fic: Não era ódio, era amor...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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 Alex Band - Only One


- Para Hogwarts? Como assim, para Hogwarts? Achei que ele manteria o garoto afastado de tudo isso! – espantou-se Gina.
- Eu também achei, mas vejo que nos enganamos – Harry ficara sabendo naquela mesma manhã que Tristan havia chegado a Hogwarts. Ainda segurava a carta que recebera de Mc.Gonagal...
” O garoto está extremamente fascinado com toda essa mudança, como se todos não estivessem, mas vejo em seus olhos um brilho peculiar que não sei explicar. Devo dizer que o reconheci no instante em que pisou nesse castelo, seus olhos azuis são tão iguais ao de Malfoy, mas o resto é puramente Hermione Granger. É um garoto encantador, sim, com certas crises de vaidade, tal qual o pai, mas mesmo assim encantador.
O que mais me chamou a atenção foi sua seleção para as casas. Ele implorou para ir para Sonserina, mas assim que o Chapéu Seletor tocou sua cabeça ele foi anunciado para a Grifinória. Ficava dizendo algo sobre o pai não aceitar, creio que esse “pai” que ele se refere seja Voldemort, é claro. Você sabe como o Chapéu Seletor é irredutível, mas o mais espantoso é que ele se dobrou ao pranto do garoto. Tristan é o Sonserino mais Grifinório que entrou nesse castelo até hoje.
Estaremos de olho nele, mas com cautela para que ele não pense ser observado. Longbotton se disponibilizou a me ajudar, mas creio que posso contar com a ajuda dos fantasmas também. Espero que esta carta possa acalmar a todos, em especial Hermione, sei que ela deve estar totalmente abalada sem ter notícias do filho por todo esse tempo, mas sei que agora teremos maior controle da situação. Sei que quando o assunto é Voldemort, todo cuidado é pouco, mas duvido que ele se atreva a pisar nessa escola mais uma vez.
Mas Harry, tem outro assunto que me deixou preocupada. Assim que me viu Tristan me entregou um envelope todo manchado e lacrado, dizendo que precisava ser entregue imediatamente para a pessoa a quem era destinado. Essa pessoa é Hermione. Não sei o que fazer, não acho que a carta seja do garoto, pois duvido que saiba da existência da mãe, muito menos da sua identidade. Duvido também que seja de Voldemort, pois conhecendo Tom do jeito que conheço, ele jamais mandaria uma carta para alguém, muito menos nesse estado. Meu medo é que a carta seja de Malfoy, o que devo fazer? Mandei-a do mesmo jeito, pois não acho seguro mantê-la comigo.
Mandarei notícias sempre que possível.
Atenciosamente,

Minerva Mc.Gonagal”
- Você acha que devemos falar para Hermione? – perguntou o garoto meio duvidoso.
- Juro que não sei Harry, meu medo é que ela resolva aparecer em Hogwarts para pegá-lo e acabar fazendo alguma besteira...
- Pegar quem? – perguntou Hermione que havia entrado na cozinha sem que ninguém percebesse. Após muita insistência da Sra. Weasley ela havia se mudado para a casa da família de Rony.
- Ah, nada, é algo de trabalho... do Harry – apressou-se Gina em dizer, escondendo a carta de Mc.Gonagal.
- Em Hogwarts? Gina, você nunca soube mentir muito bem... E que carta é essa que você está escondendo?
- Eu, escondendo, imagina... –disse a mulher, já corando fortemente.
- Gina, mostre pra ela – disse Harry calmamente.
- Mas Harry...
- Não é justo, ela deve saber...
- Saber o que? – perguntou Hermione já com cara de preocupada.
- Sente-se Mione, recebi hoje uma carta de Hogwarts, da professora Minerva e bem...
- O que ela disse?
- Tristan chegou à Hogwarts ontem...
- Tristan?! Mas como... Então ele está vivo! – disse pondo-se de pé – eu tenho que busca-lo agora!
- Não, você não pode! – disseram Harry e Gina juntos.
- É exatamente isso o que Voldemort quer, eu acho – disse Harry – caso contrário, por que ele mandaria Tristan justo para Hogwarts, onde todos o conhecem e conhecem a nós também?
- Vendo por esse lado...
- Agora ele está mais perto do que imaginamos Hermione.
- Sim, perto... O que você acha que é perto Harry? Meu filho está com onze anos! ONZE ANOS, e eu não o vejo a nove! Agora que sei onde ele está você espera que eu fique de braços cruzados?
- Sim, por mais um tempo...
- NÃO!
- E o que você faria depois de pega-lo? Diria “oi meu filho, sou eu, sua mãe!’? Claro que não Mione, sem contar que Voldemort os caçaria até a morte. E não duvido que ele mataria Tristan também; para ele o garoto é apenas um peão em seu tabuleiro. Você precisa se acalmar, pois agora, mais do que nunca, temos que ter tudo sobre controle!
- Ah Harry, me desculpe, mas saber que meu filho está tão perto e eu não poder vê-lo é muito doloroso pra mim...
- Eu sei, não consigo me imaginar sem os meus também... – completou o garoto com um sorriso para a amiga – mas saiba que todos em Hogwarts estão olhando por ele, olhe o que Mc.Gonagal disse na carta.
Hermione começou a ler rapidamente, como se sua vida dependesse daquele pedaço de papel, se emocionava a cada linha, apenas em imaginar como o filho estaria naquele exato momento. Se havia crescido, claro que havia crescido, estava com onze anos, mas como ele estaria? Seus olhos se demoraram no final da carta, onde falava sobre Malfoy. Seria possível ele estar vivo a todo esse tempo?
- Cadê a carta Harry? – perguntou finalmente – Mc.Gonagal disse que mandou junto com esta.
- Mi, você tem certeza que...
- Me entregue a carta Harry, por favor.
- Está aqui, não temos certeza se é realmente dele, não...
- É dele – disse a mulher ao ver a letra em que seu nome fora escrito – reconheço a letra do Malfoy em qualquer lugar...
- Você tem certeza que quer abri-la? – tentou Gina.
- Que mal pode me fazer? Já passei por tanta coisa que abrir uma carta do Draco não é nada... – então abriu o envelope com cuidado e começou a ler atenciosamente.
”Sei que provavelmente não quer saber mais de mim, mas agora que sabe que Tristan está em Hogwarts, sinto-me mais seguro em lhe mandar esta carta, escrita a tanto tempo, como a primeira que lhe mandei. Não espero que você me Entenda, muito menos me perdoe, quero apenas que você leia com cuidado e se possível um pouco de carinho essas palavras que foram tão difíceis para eu escrever.
Há milhares de palavras que poderia dizer pra você me perdoar, Sei que parti há muito Tempo e de uma maneira horrenda. Ainda lembro você me dizendo que eu estava estranho, e que tudo poderia ser resolvido, mas não, eu estava muito cegO para ver a verdade.
Agora fico sentado aqui e não paro de pensar em você. Estou dando o meu melhor para ser homem e forte. Estou enlouqUecendo desejando poder tocar seu rosto, mas a verdade sempre é mais fOrte.
Minha vida desde que deixei vocês não foi Nada fácil. Fui expurgaDo da sociedade, tratado tal qual um verme, mas tudo isso valeu a pena, pois pude ver Tristan todos os dias, mas sinto que Ele não lembre de mim, nem ao menos de Você.
Assim que cheguei Voldemort já sabia do meu planO com Dumbledore, sim, sua morte não passou de um plano, mas Voldemort achou isso tudo muito previsível. Ele esperou eu chegar para poder Completar o que Ele tinha em mente, praticou a maior das torturas de todas, a tortura emocional. Deixou-me segurar Tristan por breves segundos antes de arrancá-lo dos Meus braços sem ao menos deixar que Ele me olhasse.
Começou então um discurso de como ele trataria o garoto e de como me trataria. Disse como tudo foi em vão, mas que TristaN cresceria como um garoto normal, com todos os cuidadOs e carinhos, Se é que podemos acreditar que Voldemort tem carinho por alguém. Ele enfeitiçou nosso filho, apagou toda sua Memória e completou-as com mEntiras.
Para Tristan, Ele é filho de Voldemort, cuja mãe morreu ao dar-lhe a luz, porém vê em mim algo maiS que um criado. Consegui cultivar sua amizade e creio que ganhei sua confiança. Ele não entende muito bem como eu, mesmo tendo a marca dos Comensais, acabei numa posição tão dePrimente na hierarquia dessa ‘família’, mas tenho que dizer, não me arrependo de nada e faria tudo novamente só para poder Estar perto do meu filho.
Tentei inúmeras vezes me comunicar com alguém, mas eRa sempre impossível. Tentei me rebelar, mas Voldemort sempre usava o garoto como um trunfo sobre mim. Apanhei muito, literaLmente. Talvez quando você me vir, se Algum dia quiser me ver novamente, não me reconhecerá, mas as dores físicas são todas esquecidas quando vejo o sorriso do nosso filho, que mesmo criado por um monstro ainda cultiva sua doçura e inteligência, Hermione.
Sinto não mandaR nenhuma foto dele, mas todas foram-me proibidas. Tive minha varinha quebrada, assim como minha dignidade, o que me mantém vivo até hoje é a esperança de um dia poder me vingar de tudo isso que fizeram conosco, para quem sabe, vivermos em paz...
Nunca te esqueci Hermione, sei que não tenho o direito de entrar na sua vida mais uma vez. Você provavelmente está com o Weasley e não a culpo por isso, mais uma vez estraguei com tudo, mas espero poder reconstruir o que foi destruído.
Eu sei que o caminho certo nem sempre é a melhor escolha e que o amor é um sentimento complicado, que faz heróis perderem a cabeça e vilões mudar de rumo. Sei que o amor é capaz de tudo!
Em tempos de guerra lugar nenhum é um bom lugar e ninguém é confiável. Em tempos de guerra não há vencedores. Em tempos de guerra tudo sai do lugar certo. Mas E Se Fosse Verdade? O Amor Seria Capaz?
Então Hermione, será que o amor seria capaz?
Agora vejo que estou livre, não há mais motivos para fingir...
Draco...
- Como pode... – Gina e Harry também haviam lido a carta. A ruiva estava totalmente atônita enquanto Harry estava pensativo.
- Vendo pela perspectiva de Malfoy tudo faz mais sentido...
- Com assim, mais sentido, Harry? – Hermione estava abalada, mas não chorava, talvez porque não havia mais lágrimas para serem choradas.
- Eu sempre desconfiei que Draco e Dumbledore tivessem algum plano e agora tudo se encaixa – disse pegando a carta da mão de Gina – mas o que eu não entendo é isto, olhe – disse colocando a carta sobre a mesa – por que ele escreveu certas palavras com maiúsculas intercaladas?
- O que? Não percebi – disse Hermione se aproximando da carta.
- Sim, olhe: Entenda, Sei, Tempo, cegO, enlouqUecendo ... Não faz sentido algum.
- Não poderia ser alguma mensagem? – arriscou Gina.
- Não sei... – desacreditou Hermione.
- É, difícil, a não ser que... – então Harry conjurou um pedaço de pergaminho e uma pena e começou a riscar algumas letras.
- O que você está fazendo Harry? – perguntou Gina curiosa.
- Estou escrevendo todas as palavras que ele intercalou as letras. São vinte e nove, mas elas não fazem sentido...
- Deixa-me ver Harry – pediu Gina já com o pergaminho nas mãos. Ficou um tempo observando e tentando juta-las em uma frase, mas foi inútil.
- Dê-me aqui Gina, talvez não seja isso – disse Hermione que até então só observava a amiga – e se separar-mos apenas as letras maiúsculas?
- Quem sabe, talvez tenha algo escrito – então Harry pegou o papel novamente e começou a escrever.
- Então, tem algo escrito?
- Parece que sim, “ESTOUONDEVOCEMENOSMEESPERALAR”.
-O que? – Ninguém conseguiu entender direito, mas Hermione levantou rapidamente da cadeira e começou a andar de um lado para o outro, extremamente agitada.
- Será? Não, é muita loucura...
- O que está havendo Mi?
- Meu Deus, não é possível, é verdade!
- O que é verdade? – perguntaram Harry e Gina juntos.
- “Estou onde você menos me espera. Lar”!
- Como assim?
- Eu sei onde ele está! – e segundos depois de terminar a frase ela aparatou.
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Seria um ato de extrema loucura ele retornar naquele lugar. Os comensais já tinham conhecimento da localização, Voldemort sabia onde encontra-lo, como assim?
- Ele deve ter ficado maluco, só pode ser isso... – Hermione ia repetindo essa frase para si mesma até que avistou a pequena cabana no meio das árvores.
Estava bem diferente desde a última vez que estivera ali. A folhagem a escondia por completa, trepadeiras também ajudavam na camuflagem, estava bem destruída, mas mesmo assim ela conseguia ver uma fina fumaça branca saindo do que parecia uma chaminé. Aproximou-se da porta e bateu duas vezes, bem delicadamente. Conseguia ouvir certa movimentação do lado de dentro, mas quando bateu à porta tudo silenciou. Ficou alguns minutos esperando e nada.
- Vamos Draco, eu sei que você está aí, abra a porta – disse com a voz baixa com o rosto próximo da porta.
Então a porta se abriu, estava bem escuro dentro da cabana. O fogo do fogão fora apagado e Hermione não conseguia enxergar absolutamente nada, assim que entrou na cabana a porta se fechou com um estalo.
- Que brincadeira é essa Draco, não consigo te ver.
- E é melhor que não veja – disse o rapaz em um tom melancólico.
- Como assim, que quero te ver, foi pra isso que vim!
- Mi, eu estou acabado...
- Não me importa sua aparência, Draco, nunca me importou... Vamos, deixe-me te ver. Acenda a sua varinha...
- Não tenho mais varinha, lhe disse na carta...
- Como? Lumus... – então um fino feixe de luz saiu da ponta da varinha de Hermione, mas nenhum sinal de Draco – Draco, cadê você?
Correu os olhos pela pequena cabana e encontrou-o encolhido num canto próximo a si, tinha o rosto escondido entre os joelhos, aparentemente chorava. Hermione achou aquela cena toda deprimente então se aproximou lentamente do rapaz.
- Draco, olhe pra mim... – pegou então em uma de suas mãos e sentiu pelo menos uns três dedos quebrados – Ah meu Deus, o que fizeram com você?
- Eu lhe disse que...
- Não fale nada...

 Caetano Veloso - Beleza Pura - Ana Cañas - Coração Vagabundo


Sacou então sua própria varinha e com suaves movimentos começou a curar os dedos de Draco, assim como todas as feridas em seus braços e pernas. Colocou a mãe em seu rosto e então Draco a olhou pela primeira vez em nove anos. Os olhos castanhos, os cabelos, tais quais em seus sonhos... Estava vai madura, mas continuava bela, doce como sempre. Fechou os olhos e respirou profundamente aliviado de finalmente estar com alguém confiável.
Hermione sentiu extrema pena de Draco, jamais o vira em tal posição de desamparo. Estava totalmente desarmado, em todos os sentidos, não tinha mais aquele ar arrogante e prepotente, aparentava constante sofrimento e uma enorme carência de carinho. Ao olhar o homem á sua frente esqueceu tudo que havia acontecido de errado entre eles, viu que Draco jamais poderia ter matado Dumbledore. Ouviu seu coração e concluiu que ele merecia, sim, uma última chance, pois dessa vez não havia nada que os separassem, muito pelo contrário, estavam unidos pelo desejo de ter Tristan de volta; e agora nem Voldemort nem ninguém poderia impedir.
Conjurou então uma bacia de pedra com água e uns panos limpos. Acompanhou Draco até a cama, onde ele se sentou com Hermione ao seu lado. Ajudou Draco a despir-se e começou então a passar o pano molhado em suas costas. A quantidade de cicatrizes era imensa e a fez imaginar o que as causaram. Seriam feitiços, queimaduras, chicotadas? Sentiu uma dor em seu peito, fechou os olhos e chorou silenciosamente por tudo que Draco tinha passado nesses anos.

“Meu coração não se cansa de ter esperança
de um dia ser tudo o que quer
meu coração de criança não é só a lembrança de um vulto
feliz de mulher”

O rapaz continuava calado, sentindo o toque delicado de Hermione por todo o seu corpo, também chorava silenciosamente, mas não sabia exatamente o motivo, afinal de contas eram tantos...
“Que passou por meus sonhos sem dizer adeus
E fez dos olhos meus um chorar mais sem fim
Meu coração vagabundo quer
Guardar o mundo em mim
Meu coração vagabundo quer
Guardar o mundo em mim”

Começou então a limpar seus braços e o peito, onde mais cicatrizes se somavam. Evitava olhar para Draco, para que ele não a visse chorando. Concentrou-se nas mãos, onde os dedos, já curados entrelaçavam-se aos seus. Ao seu toque Hermione estremeceu levemente. Olhou então diretamente para Draco e viu que ele a olhava firmemente. Sua respiração era profunda e compassada, tremia por completo. Suas mãos passaram pelos braços de Hermione até que chegassem ao seu rosto. Acariciou-a suavemente, assim como aos seus cabelos. Com a outra a pegou pela mão e colocou-a em seu peito, sobre o coração, estava batendo rápido, como se fosse sair do peito a qualquer minuto. Então se encararam e com um único movimento Draco a beijou.

“Meu coração não se cansa de ter esperança
de um dia ser tudo o que quer
meu coração de criança não é só a lembrança de um vulto
feliz de mulher”

Ela retribuiu o beijo com igual vontade. Ainda segurava o pano úmido em um das mãos quando ele a puxou mais pra perto de si. Deixou então que ele escorregasse para o chão encardido e tocou os ombros de Draco. Ele a abraçava fortemente, com medo que, ao solta-la, ela escapar.
Há muito tempo ela esperava por esse beijo, esse toque. Somente Draco era capaz de fazer com que ela se sentisse assim. Começou então a tirar a blusa que vestia enquanto Draco se despia das calças. Deitou-a na cama com toda a delicadeza, mas mesmo assim com todo o desejo que cultivava em seu peito.

“Que passou por meus sonhos sem dizer adeus
E fez dos olhos meus um chorar mais sem fim
Meu coração vagabundo quer
Guardar o mundo em mim
Meu coração vagabundo quer
Guardar o mundo em mim”

Se amaram finalmente, após nove anos de espera se amaram como da primeira vez. Seus corpos se moviam no mesmo ritmo, seus corações batiam no mesmo compasso e suas respirações se completavam. Eles se completavam.
- Draco... promete que... que nuca mais vai...
- Prometo Mione... nunca mais vou embora... Não mais... Eu te amo...!
- Também te amo... sempre...
- Sempre amei...
Abraçaram-se fortemente. Hermione beijou-lhe o pescoço, tentando esvair com todo o seu desejo. Gemiam, beijavam, se olhavam, se tocavam. Era tudo uma explosão de sentimentos e a felicidade dentro deles era tanta que chegava a doer. Draco a puxou mais para perto de si, estavam sentados, um de frente para o outro, abraçados fortemente quando aconteceu. Um milésimo de segundo que poderia durar para sempre, tempo em que o próprio tempo parou e os sentidos se fundiram em um só. Hermione deitou sobre o peito de Draco e ali ficaram juntos, ainda perdidos no próprio prazer.
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- E você deixou ela ir?! – Rony mostrava total descontrole à notícia de que Hermione fora ao encontro do Draco – não acredito como é só ele aparecer para ela mudar seus objetivos!
- O que você está falando Rony? Ela não mudou e objetivos!
- Como não Gina, era pra ela estar pensando em Tristan, nosso filho!
- E você acha que ela não pensa nele cada dia que passa?
- Claro! E aproveita para se encontrar com Draco pra fazer sabe-se lá o que?
- Não seja idiota Rony!
- Ah claro que não Gina, eu sei muito bem o que eles fazem todas as vezes que se vêem, só achei que não seria conveniente dizer que eles ficam transan...
- Não é conveniente mesmo Rony! – gritou a irmã – você não pode ficar tirando conclusões...
- Precipitadas? Ta bom... – disse Rony dando um chute na cadeira a sua frente – O que me deixa mais possesso é que nós continuamos casados! Será que ela não percebe?
- Claro que não! Vocês não estão mais juntos há anos! Hermione assinou toda a papelada do divórcio! Que por sinal foi SUA idéia!
- Ela assinou... – disse mancando com o pé que chutara a cadeira.
- Não vá me dizer que você não assinou os papéis Rony...
- Não é da sua conta!
- Será que você é tão tapado a esse ponto?! Por que você fez isso?
- Eu esperava voltar com ela, pronto!
- Rony, será que você não percebe que ela ...
- Não me ama? – perguntou desafiando a irmã.
- Não quis dizer isso...
- Mas disse!
- E você acha que agindo desse jeito vai conseguir alguma coisa? Acorda Rony! Não queria estragar a amizade de vocês por causa de uma simples assinatura...
- Chegamos mamãe! – Gina ouviu Harry chegando pela cozinha da casa dos Weasley, trazendo Melody, de 4 anos, no colo – Ela deixou sua mãe exausta! Agora dormiu. Oi Rony, beleza?
- Oi Harry...
- Coitada da mamãe... Essa garota tem uma energia que me espanta – disse pegando a garota no colo.
- Também, vindo de vocês dois, não esperava algo diferente – disse Rony com um riso no rosto.
- Valeu, eu acho – disse Harry – mas então, qual era a conversa? Ouvi vocês da porta da frente – percebeu então a mudança repentina no clima entre Rony e Gina – Hei, o que está havendo?
- Rony não assinou a papelada do divórcio!
- Como é que é?
- Ah Gina, tinha que meter o Harry no meio né!
- Pára de agir feito criança!
- Cara, assina isso, já faz tanto tempo!
- Vocês não entendem! – então saiu derrubando as cadeiras.

 Tiziano Ferro - Ti Scattero Una Foto


Chegou então em seu quarto e ali se trancou. Não podia dar o divórcio para Hermione, não continuando a amá-la dessa maneira. Andou de um lado para o outro imaginando o que Hermione diria se soubesse que ainda estava casada com ele.

Ricorderò e comunque anche se non vorrai
Ti sposerò perché non te l' ho detto mai
Come fa male cercare, trovarti poco dopo
E nell' ansia che ti perdo ti scatterò una foto...
Ti scatterò una foto...

Sentou-se na cama e começou a folhear o álbum de casamento, que agora ficava constantemente sobre a mesinha de cabeceira. Aquelas fotos pareciam de uma outra vida, de uma outra realidade. A felicidade que emanava de ambos era algo que Rony a muito não recordava possuir. Não havia Malfoy, não havia ninguém além dos dois.

Ricorderò e comunque e so che non vorrai
Ti chiamerò perché tanto non risponderai
Come fa ridere adesso pensarti come a un gioco
E capendo che ti ho perso
Ti scatto un' altra foto

Perdeu-se em lembranças. Imaginou sua vida hoje sem todos esses acontecimentos, como seria diferente... Tudo seria tão diferente sem a presença de Malfoy!
- É ele quem está no caminho, somente ele... – pensou consigo não conseguindo conter as lágrimas que escorriam pelos seus olhos – ela ainda estaria comigo se não fosse por ele.
Via como ela sorria para ele nas fotos, por que não era mais desse jeito, por quê? Ele não conseguia entender. Estava tão absorto em seus pensamentos que nem ao menos reparou que Harry batia à porta. Depois de alguns minutos o amigo acabou desistindo.
- Ele deve ter dormido Gina...
- Espero que seja isso mesmo... – disse a mulher com um olhar preocupado.
- Você acha que ele poderia...
- Não, não acho que ele teria coragem de fazer tamanha besteira como se matar. – ela negava, mas no fundo esperava que o que falava fosse a mais pura verdade. Rony não teria coragem de fazer tamanha besteira.

Perché piccola potresti andartene dalle mie mani
Ed i giorni da prima lontani saranno anni

E ti scorderai di me
Quando piove i profili e le case ricordano te
E sarà bellissimo
Perché gioia e dolore han lo stesso sapore con te
Io vorrei soltanto che la notte ora velocemente andasse
E tutto ciò che hai di me di colpo non tornasse
E voglio amore e tutte le attenzioni che sai dare
E voglio indifferenza semmai mi vorrai ferire

A chuva começava a bater levemente na janela do quarto de Rony, despertando o rapaz de seus sonhos. Olhou ao redor e viu como o quarto não havia mudado em nada nesses anos. As mesmas paredes alaranjadas, o mesmo pôster do Chudlley Cannons na parede, tudo, exceto por algumas fotos novas, mas nada mais brusco continuava igualzinho...
Percebeu então que o quarto refletia ele próprio. ELE não havia mudado!
- Como nunca percebi? – disse para si mesmo- como nunca vi o que estava bem à minha frente?
Então um sentimento forte começou a apoderar-se do seu corpo, levantou da cama em um pulo, encarou o pôster com tamanha seriedade e em um único movimento rasgou-o da parede. Tirou a colcha que cobria sua cama, rasgou os lençóis, travesseiros, uniformes, abajur, cortinas... Ofegava, chorava enquanto destruía todo seu quarto, seu passado, sua vida... Estava enraivecido, não sabia com o que, talvez consigo mesmo.
- Nunca mais... Chega... – repetia enquanto destruía a pintura das paredes com um dos pés da cama.

E riconobbi il tuo sguardo in quello di un passante
Ma pure avendoti qui ti sentirei distante
Cosa può significare sentirsi piccolo
Quando sei il più grande sogno il più grande incubo

Siamo figli di mondi diversi una sola memoria
Che cancella e disegna distratta la stessa storia

E ti scorderai di me
Quando piove i profili e le case ricordano te
E sarà bellissimo
Perché gioia e dolore han lo stesso sapore con te
Io vorrei soltanto che la notte ora velocemente andasse
E tutto ciò che hai di me di colpo non tornasse
E voglio amore e tutte le attenzioni che sai dare
E voglio indifferenza semmai mi vorrai ferire

Então parou em meio à bagunça e a poeira que pairavam no quarto totalmente destruído. Olhou o tamanho do estrago e caiu ao chão, ainda respirando com dificuldade. Agora chorava compulsivamente, as lágrimas formavam um caminho em seu rosto sujo de poeira. Viu ao chão o álbum destruído, com as fotos espalhadas em meio a pedaços de madeira, papel e vidros. Rasgou-as sem dó, destruiu a maior das lembranças eu tinha de sua vida com Hermione.
Achou então entre as fotos os papéis do divórcio, já assinadas pela mulher. Respirou profundamente lendo o documento outra vez, pela última vez.

Non basta più il ricordo
Ora voglio il tuo ritorno...
E sarà bellissimo
Perché gioia e dolore han lo stesso sapore
Lo stesso sapore con te
Io Vorrei soltanto che la notte ora velocemente andasse
E tutto ciò che hai di me di colpo non tornasse
E voglio amore e tutte le attenzioni che sai dare
E voglio indifferenza semmai mi vorrai ferire
E voglio indifferenza semmai mi vorrai ferire....

Conjurou uma pena e, com uma tremenda dor em seu peito, assinou-os. As lágrimas sujando os papéis, as mãos tremiam, mas era o certo a fazer. Se Hermione queria tanto o divórcio, aqui estava. Tirou sua aliança e colocou sobre o documento, deixado no meio à bagunça e desaparatou da casa parando ao topo de uma das colinas que ladeavam a casa dos Weasley. Deu uma última olhada no local em que vivera antes de apontar a varinha para a própria cabeça e dizer:
- Obliviate! – então seus olhos saíram de foco e ele desmaiou...


N/A: Então, oq acharam?? Triste né? Pois é, o Rony está realmente transtornado... quero que, a partir de agora, esqueçam a imagem que têm de Rony, na minha fic ele vai se tornar uma pessoa bem diferente daquela que JK nos mostrou... Pelo menos até que ele se enconte, ou o encontrem. Bom, só posso dizer isso por enquanto senão serei minha própria spoiler... Continuem acompanhando essa fic e comentem!! Fans de Rony Weasley, não se deserperem, também sou super fã do ruivo, por isso estou começando a dar um maior destaque a ele... mas prendam a respiração porque aí vem coisa. e das boas!! Espero que estejam gostando da fic.. e mais uma vez, comentem, por favorrrrrrrr

Beijos a todos os leitores!!!!!











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