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45. Seperate Ways!


Fic: The darkness Within


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/T: Foi mal a demora gente! Bom Chap!

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Capítulo Quarenta e Cinco: Caminhos separados

Os três adolescentes ficaram olhando Ron, tentando entender o que ele disse.

“Hum... desculpe, mas... o que diabos você está falando?!” Damien disse.

“A Toca é o lugar mais seguro. Harry vai ficar lá até se recuperar. Não vai demorar mais que duas semanas. Nós podemos ajeitar tudo.” Ron disse calmamente.

“Ok e onde exatamente você planeja colocá-lo? Em um quarto invisível não-existente?!” Ginny perguntou sarcasticamente.

“Não, melhor que isso.” Ron disse e encarou a irmã.

“Ronald, por favor, explique rápido. Precisamos tirar o Harry daqui antes que eles acordem.” Hermione disse apontando para os três Comensais inconscientes.

“Certo, venham comigo e eu explicarei quando chegarmos lá.” O ruivo disse.

Ele rapidamente pegou Harry e preparou-se para aparatar. O ruivo não tinha nem mesmo passado no teste, mas já tinha aparatado várias vezes. Damien segurou em Ron para os três irem juntos, enquanto Hermione e Ginny foram juntas. Os cinco apareceram na Toca.

Ao invés de correr para dentro, Ron pegou Harry e foi em direção à garagem.

“Ronald! O que você está fazendo?” Ginny sibilou para o irmão, que a ignorou.

Os três adolescentes seguiram o ruivo e chegaram em um pequeno quarto acima da garagem. Hermione ficou olhando em volta abobada. O local era pequeno e empoeirado, com apenas duas camas.

Ron colocou Harry em umas das cama e virou-se em direção aos outros três.

“Ok, explique.” Hermione comandou.

“Bem, como vocês disseram, as opções de Harry são limitadas agora. Ele não pode mais viver no mundo trouxa, não antes de se recuperar, e o mundo bruxo ainda é perigoso. A única opção era ficar aqui ou em Godric´s Hollow. Se ele...” O ruivo foi cortado por Hermione.

“Aqui! Você realmente acha que Harry deveria ficar aqui! Harry está muito doente, ele precisa de um lugar decente, não um barraco congelante no seu quintal!” Hermione gritou.

Ron ficou espantado e esperou a morena terminar de gritar, antes de falar novamente.

“Deixe-me terminar! Eu não estou dizendo que esse é o melhor lugar para Harry ficar, mas nós não temos outra opção. Ainda não há quartos o suficiente na casa e nós não poderemos mantê-lo escondido lá dentro. Esse barracão era usado por Fred e George para 'a fase de experimentos' da loja de logros deles. Depois deles terem queimado uma boa parte do quarto, papai disse para usarem esse lugar. Os gêmeos passaram uma boa parte do tempo aqui. Como ninguém mais vem aqui, o lugar não é vistoriado. E se for pela poeira e pelo frio, nada melhor que alguns feitços de limpeza e de aumento de temperatura, depois disso o lugar vai ficar bem confortável.” Ron terminou.

“Ron, você não acha que é ariscado? E se Fred e George aparecem, ou se alguém aparece?!” Damien perguntou infeliz por causa das condições do barracão.

“Ninguém vai vir aqui. Mamãe e Fleur estão literalmente ficando ao lado de Bill no hospital. Mesmo que ele venha para casa, as duas vão ficar atrás. Papai está sempre trabalhando, Chalie já voltou a trabalhar com os dragões. Todos vocês sabem que Percy está sempre ocupado com o trabalho e Fred e George estão na loja de logros. Eles têm um apartamento na parte de cima da loja e estarão se mudando logo. Os gêmeos estavam guardando as notícias como surpresa para depois do casamento, sabem, não queriam roubar a cena de Fleur. Eles contaram para mamãe ontem, já que estarão na loja amanhã. Isso deixa apenas nós. Além do que, podemos colocar feitiços na porta, assim ninguém, sem ser a gente, poderá entrar.” Ron disse.

“É que parece meio cruel deixá-lo aqui.” Ginny disse ao olhar em volta. O quarto era assustador e frio.

“Não Ginny, seria cruel deixá-lo nas mãos dos adultos. O Sr. e Sra. Potter não serão capazes de mantê-lo em segredo. Como Harry temia, Dumbledore o colocaria como prisioneiro de sua própria casa. Ele não vai deixá-lo ir embora. Sem esquecer Moody e o resto da Ordem. Muitos gostariam de entregar Harry para o Ministério. Essa é a melhor coisa que podemos fazer por ele. Acredite em mim.” Ron disse para acalmar.

Ginny assentiu e olhou para Damien. O menino estava bem desconfortável, isso não era bom. Qual seria a reação de Harry quando ele acordasse? O que ele diria ao saber que viveria no quintal dos Weasleys? 'Definitivamente não vai ser uma boa coisa' pensou consigo, enquanto ouvia os comandos de Ron para que todos fizessem algo que ajudasse seu irmão.

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Nott, Reid e Kerr ficaram quietos diante de Voldemort. Não importava o quanto eles tentassem parar de tremer, nada ajudava. O medo que fluia estava afetando todos os outros Comensais. Todos observavam o Lorde das Trevas com medo. Os três tinham acabado de explicar como perderam Harry de novo. Os idiotas disseram que o garoto foi salvo por um grupo de adolescentes.

'Idiotas', Malfoy pensou consigo. Se fosse ele, nunca teria dito tal coisa para o Lorde das Trevas com tanto detalhe.

Voldemort escutou os três e logo depois apontou sua varinha para Kerr, lançando um jato de luz verde contra o homem. Ele havia sido o mais quieto de todos e ficou em pé, tremendo, o tempo inteiro. O corpo sem vida de Kerr caiu e automaticamente os outros dois ajoelharam-se e começaram a implorar por suas vidas.

Lorde Voldemort olhou para eles com seus olhos vermelhos e sem nenhuma dó. Ele forçou Nott a se levantar e perguntou com uma voz gélida:

“Você me contou tudo, Nott?”

“S-sim Meu Lorde. Tu-Tudo!” Nott gaguejou.

“Bem, como vocês puderam cair em uma armadilha planejada por um monte de crianças?” Voldemort perguntou perigosamente.

O Comensal engoliu em seco. Ele olhou para aqueles olhos vermelhos, que brilhavam de raiva. Obviamente o homem tinha deixado de lado a parte em que torturara Harry. A verdade foi que ele e seus comapnheiros estavam tão atentos tortuarando o menino que não perceberam a chegada dos adolescentes. Nott começou a suar. O que seu Lorde faria se soubesse do tempo perdido, enquanto ele podia simplesmente ter aparatado direto para a Mansão Riddle? O Comensal tremeu involuntariamente.

O Lorde das Trevas podia dizer que o homem estava segurando alguma informação. Nott não estava em seu círculo interno à toa. Ele era um Comensal eficiente, com muita habilidade e discrição. Portanto, para que tenha sido pego de guarda baixa por meras crianças... Era algo suspeito. Voldemort sabia que houve uma única vez em que seu Comensal foi surpreendido por uma criança, e esse havia sido Harry, o que tornava as coisas bem diferentes. Harry era poderoso, mesmo com sete anos. Esse caso era mais complexo.

Os olhos vermelhos de Lorde Voldemort encararam Nott e sem nem mesmo dar chance para que o homem se recuperasse de sua tremedeira, entrou na mente de seu Comensal. Não foi difícil encontrar a memória, já que o homem estava desesperado para escondê-la. Voldemort sentiu seu coração apertar ao ver Nott atacando Harry, que estava com uma aparência extremamente doentia. O Lorde das Tervas sentiu algo bater fundo ao ver seu filho doente. Por que ele estava assim? Ele nunca ficou doente! Harry tinha muito poder para ficar nesse estado. Foi nesse momento que o Lorde das Trevas percebeu que o garoto estava sofrendo por causa da transferência mágica feita para aquele patético James Potter! Voldemort teve que segurar ao máximo sua ira.

De qualquer modo sua paciência esgotou ao ver Reid atacar Harry por trás, jogá-lo no chão, violentamente, e depois chutá-lo. Nott disse algo sobre se vingar antes de conjurar uma corda e prendê-la em volta do pescoço do garoto. Voldemort nem mesmo quis assistir mais, ele tinha uma boa idéia do que aconteceria a seguir, mas também queria saber como as crianças atacaram seus Comensais.

O Lorde das Trevas sentiu sua fúria borbulhar ao ver Harry sendo levitado no ar e preso por aquela maldita corda. O garoto se revirou e tentou se soltar, mas suas tentativas foram inúteis. Voldemort escutou os risos maníacos de seus Comensais, que zumbiram em seu ouvido, quando os olhos de Harry rolaram e o moreno caiu no chão.

Nott virou para ver quem tinha cancelado o feitiços de levitação e deu de cara com os quatro adolescentes o encarando e com varinhas em punho. Um garoto ruivo lançou um 'Estupefaça' em direção à um surpreso Kerr, que caiu no chão imediatamente, enquanto ao mesmo tempo, uma garota de cabelos castanhos armados dava uma pancada em Reid com um tronco de árvore levitado. Os dois Comensais caíram instantaneamente. Nott lançou uma maldição em direção ao garoto moreno do grupo. O feitiço parou antes de atingí-lo e pareceu desaparecer no ar. O menino nem mesmo se arrepiou ao ver o feitiço sendo lançado. Ele mandou um 'Estupeçafa' para Nott e conseguiu derrubá-lo.

Lorde Voldemort saiu da memória e avançou em cima de Nott, que estava paralisado. Por causa da estupidez de seus Comensais, Harry não foi capturado e trazido de volta. Nott tinha se atrevido a ferir o garoto, sendo que ele deixou ordenado, específicamente, para apenas capturá-lo e não machucá-lo.

Voldemort lançou Nott para longe de si e o homem caiu violentamente no chão. O Comensal olhou para seu Mestre com olhos medrosos e começou a chorar pateticamente. O Lorde das Trevas apontou sua varinha para ele e, imediatamente, Nott começou a implorar por sua vida.

“Não! Não! Meu Lorde, por favor, não me mate! Por favor, me perdoe. Eu não vou fazer nada para chateá-lo novamente. Eu juro! Por favor, Meu Lorde, tenha piedade.”

Lorde Voldemort respondeu friamente.

“Você deveria ter pensado em minha fúria antes de levantar sua varinha para Harry. Você, acima de todos, deveria saber que não tolero ninguém o ferindo.”

O jato de luz verde saiu da varinha de Voldemort e acertou Nott no peito. Os olhos do Comensal escureceram e a luz vital os deixou para sempre. Todo mundo encarou o corpo do homem.

O Lorde das Trevas olhou para o terceiro Comensal da Morte. Reid ajoelhou-se imediatamente e começou a se desculpar. Quase não se entendia suas palavras, devido à quantidade de soluços entre elas.

Lorde Voldemort nem mesmo parecia o escutar. Ele derrubou o homem no chão, com um giro de varinha e o matou também. Os corpos dos três Comensais foram rapidamente retirados de lá.

Voldemort não queria falar com ninguém, ele passou por Bella, sem nem mesmo percebê-la. Sua mente estava nublada de preocupação, não por Harry, mas estranhamente pelo outro 'garoto Potter'. Ele sentou em seu escritório, pensando no feitiço que nem mesmo chegou a atingir o menino. O moreno de olhos avelã parecia ser o mais novo do grupo, nem mesmo parecia ser poderoso. 'Bem, ele é o irmão sangüineo de Harry...' pensou consigo. Voldemort balançou a cabeça, clareando-a. Harry apenas era poderoso por sua causa, porque ele o fez ser descendente de Slytherin, sendo assim o garoto possuia duas linhas ancestrais poderosas. Essa era a razão de seu poder. Não tinha nada haver com ser um Potter. Não! O menino tinha que ter algo o protegendo. Mas o que poderia ser? E como poderia ser tão poderoso? O menino sabia que não podia ser atingido, pois nem mesmo se arrepiou ou reagiu. Lorde Voldemort suspirou e massageou suas têmporas, ele estava ficando com dor de cabeça e prometeu a si mesmo que chegaria ao fim desse mistério. Voldemort sabia que Harry estava envolvido. Ele sabia.

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Harry acordou com uma grande dor de cabeça e ao abrir os olhos, olhou em volta de si. Novamente acordou sozinho. Dessa vez, porém, ele não reconheceu aonde estava. O garoto entrou em pânico e tentou pular da cama. Seu corpo cansado protestou, por causa do movimento rápido e Harry acabou deitando de novo. Os olhos esmeralda dele arregalaram-se e tentaram observar tudo o que acontecia no quarto.

O garoto visualizou o pequeno quarto, menor do que o do da Taverna. Havia um carpete velho no chão e apesar de estar limpo, o local tinha cheiro de mofo. Harry lutou contra sua náusea e massageou seu peito, para pacificar seu enjôo.

Ele olhou para a cama em que estava deitado. Havia uma similar ao seu lado. Harry não estava sentindo frio, mas um arrepio perpassava por ele. Será que os Comensais o trouxeram pra cá? Não, eles definitivamente foram atacados. Harry lembrava ter sentido o chão tremer e de ter visto corpos caindo. Ele lembrava do rosto preocupado de Damien, que viu antes de desmaiar.

De repente, a pessoa em que pensaba abriu a porta e entrou no cômodo. Harry o olhou e viu que seu irmão parecia cansado e muito procupado. Viu que os olhos avelã do menino se arregalaram de surpresa e alívio. Damien correu até ele.

“Você está acordado! Graças a Merlin! Eu já estava entrando em pânico. Já se passaram cinco horas!” Damien disse ao se aproximar do irmão.

Ele chegou perto para sentir a temperatura da testa de Harry, com o intuito de verificar sua febre, mas o garoto se afastou. Damien ficou chocado com a reação, mas antes que pudesse perguntar algo, Harry falou primeiro.

“Onde estou?” Perguntou com uma voz baixa, mas o tom de raiva ficou claro. Damien decidiu ignorar a reação, por agora.

“Nós não sabíamos para onde levar você. Nós não podíamos ficar no mundo trouxa, portanto trouxemos você pra cá. É... é a Toca. Você está nos Weasleys.” Damien disse, esperando que seu irmão não entrasse em pânico.

Já era tarde. Harry pulou da cama e encarou o irmão furioso.

“Eu estou aonde? Você me trouxe aonde?” Ele perguntou incrédulo.

“Na... na Toca.” Damien repetiu, querendo que alguém estivesse com ele.

Harry sentiu suas pernas tremerem um pouco quando ficou em pé sem apoiar na cama. Ele deu um passo em direção à Damien, mas parou ao vê-lo andar para trás com medo. O moreno mais velho fechou os olhos e tentou se acalmar.

“Harry, o que há de errado? Por que você está tão bravo?” Damien perguntou.

O moreno de olhos esmeralda perdeu a paciência e gritou:

“O que há de errado? Você está realmente me perguntando o que há de errado? Caramba, Damien! Você fez tudo o que podia para que me matassem! E já que aquilo não funcionou, você me traz bem na porta dos Membros da Ordem! E você está realmente questionando a minha raiva?!”

Damien ficou parado quieto, deixando que seu irmão gritasse. O quarto estava envolvido por um feitiço 'Silencio', portanto ninguém ouviria. Harry respirou fundo para se acalmar.

“Damien, me conte a verdade. Você quer que eu seja pego?” O garoto perguntou o mais calmo que podia.

“Não!” Damien respondeu, chocado por seu irmão dizer algo como aquilo.

“Então por que você está fazendo isso comigo?”

“Harry, eu... eu não tive escolha. Nós não sabíamos o que fazer, os Comensais da Morte sabem sobre você no Mundo Trouxa! Nós não...” Damien foi cortado pelo irmão.

“Por que você não tentou adivinhar como eles me acharam? Vamos lá, Damien, tente descobrir. Vamos, tente!” Harry vociferou.

O moreno sabia que não era culpa de Damien, mas estava com uma grande dor de cabeça. Uma que dava pontadas. Sua garganta estava dolorida por causa daquele estúpido do Nott e ainda por cima, estava no quintal dos Weasleys!

“Por que você está me culpando? Eu não contei à ninguém sobre você.” Damien disse com uma voz chorosa.

“Você não tinha que dizer nada. Eles te seguiram! Eles te seguiram por três dias sem você nem perceber. Uma coisa é não perceber seus três amigos te seguindo, mas não perceber três homens vestidos de preto te seguindo por três dias?! Como você não percebe um negócio desses?”

Harry começou a sentir seu peito doer, sua visão manchar e ele instintivamente se apoiou na cama. Sentou-se e respirou fundo.

“Eu... eu não sei o que dizer. Desculpe. Eu nem sei como eles conseguiram me seguir. Eu fui tão cuidadoso, eu... eu, Harry, por favor, me perdoe. Eu realmente sinto muito.” Damien disse ao se ajoelhar e encarar o irmão.

“Desculpas não significam nada. O que você acha que teria acontecido se eu fosse levado embora? Eu teria minha memória removida e voltaria a ser um cachorrinho adestrado! E a primeira coisa que Voldemort faria, era me mandar para matá-lo!” Harry observou os olhos cheios de lágrimas de seu irmão e percebeu que tinha que desviar o olhar de novo.

“Esqueça, Damien. A culpa é minha. Eu achei que você seria discreto, mas estava pedindo muito. Apenas saia!”

Damien tentou falar com o irmão, mas ele se recusava a responder. Logo o adolescente, em lágrimas, desisitiu e foi embora. Harry teria ido também, se pudese ficar em pé.

Damien correu de volta para a Toca e contou aos outros o que seu irmão tinha dito.

“Isso foi um despropósito dele! Não foi sua culpa. Como você iria saber que alguém o seguia? Eu vou falar com ele.” Ginny disse depois de escutar sobre a conversa.

“Não, Gin. Deixe de lado. Harry tem razão. Eu estraguei tudo. Ele poderia ter sido capturado e levado de volta e a culpa é toda minha.” Damien disse triste.

“Apenas me faça um favor. Leve isso para ele.” O moreno de olhos avelã disse e entregou à ela a varinha de Harry. Damien tinha voltado à Taverna e fechado a conta de seu irmão. Ele também pegou os pertences do moreno.

Ginny pegou a varinha e olhou para o amigo com compaixão. Hermione se aproximou e abraçou, apertado, o menino.

“Ele está apenas bravo agora. Dê tempo à ele, Damy. Harry vai pensar melhor e perceber que você não quis que isso acontecesse.”

Ginny e Hermione foram levar comida para Harry e assim que entraram no quarto, viram que ele dormia profundamente. A ruiva colocou o prato de comida próximo à cama e fez um feitço para manter a temperatura. Hermione ficou na porta esperando pela amiga.

Ginny estava chateada por Damien, mas ao mesmo tempo não conseguia ficar zangada com Harry. O garoto tinha acabado de passar por 'maus bocados' nas mãos daqueles Comensais. Ela viu o hematoma enorme no pescoço do moreno e instintivamente esticou a mão para tocar. Uma onda de raiva pepassou-a, quando lembrou sobre os atos dos Comensais.

“Animais.” Sussurrou nervosa.

Ginny e Hermione não foram checar Harry até a manhã seguinte. Mesmo com os quatro adolescentes tentando se desculpar, o garoto não respondia. Após sua conversa com Damien, ele não queria falar com mais ninguém.

Os dias passaram e Harry estava se recuperando devagar. Ele comia qualquer coisa que lhe traziam e tomava todos os remédios que Hermione lhe dava. A única pessoa para quem ele respondia alguma coisa era Ginny e mesmo assim, sempre monossilábico.

Ron estava certo. Ninguém veio investigar o quartinho da garagem. Molly e Fleur ainda estavam com Bill, que se recuperava. Fred e George vinham de vez em quando, mas sempre corriam de volta para a loja no Beco Diagonal. Percy e Arthur estavam sempre exaustos quando chegavam em casa, então nunca percebiam o tempo que os adolescentes passavam no barracão.

Depois de dez dias, Harry estava totalmente recuperado. Suas reservas mágicas estavam cheias e, mesmo que não admitisse em voz alta, os quatro adolescentes tinham tomado conta dele muito bem. Seu quartinho era bem confortável, mas, mesmo assim, o garoto estava feliz com o final de tudo aquilo.

Em seu último dia, os adolescentes tentaram desesperadamente falar com ele.

“Pra onde você vai agora? Você deveria esperar alguns dias antes de ir. Você não parece estar totalmente curado.” Hermione disse preocupada.

“Quando você vai nos contactar?” Damien perguntou tímido.

Harry olhou para o adolescente, antes de pegar sua capa.

“Nunca.” Ele respondeu simplesmente.

“Vamos lá, Harry companheiro! Nós todos dissemos que sentimos muito, o que mais você quer de nós?” Ron disse com um toque de irritação na voz.

“Eu não quero nada de vocês. Eu nunca quis. Vocês que insistiram em me ajudar. Eu disse que isso poderia me comprometer... com todos os nossos encontros. Agora aconteceu. Eu não vou arriscar de novo. Está acabado! Vocês não vão mais me ajudar.” Harry disse com um tom de voz final.

As duas garotas ficaram sem palavras. Elas sabiam que o moreno estava bravo, mas não achavam que ele os deixaria de canto desse jeito. Especialmete depois de arriscarem tanto. Sem mencionar as duas últimas semanas, aonde eles o ajudaram a voltar a ficar saudável. Antes que alguém dissesse algo, Ron falou com Harry:

“Então é assim! Você diz que acabou e de repente acabou! Você acha que depois de nos envolvermos tanto, todos nós vamos ficar de lado só porque você mandou?! Você pode fazer o que quiser, Harry. Você pode falar o que quiser! Nós começamos isso e não vamos ficar de lado até que a última Horcrux seja destruída!”

Suas palavras ecoaram pelas paredes do pequeno quarto. Por um momento ninguém falou nada. Damien estava segurando sua respiração, esperando Harry reagir. O moreno de olhos esmeralda passou por Ron e silenciosamente dirigiu-se à porta.

“Faça o que quiser, apenas não fique em meu caminho.” Harry disse para o ruivo, antes de abrir a porta e se afastar dos adolescentes que o ajudaram mais do que qualquer outra pessoa.

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Aonde Harry tinha ido e como ele conseguiu ficar escondido dos Comensais da Morte, ninguém sabia. Ron, Hermione, Ginny e Damien ocuparam suas mentes em procurar por possíveis Horcruxes. O moreno de olhos avelã passava o máximo de tempo, que podia na Toca. Quanto mais eles pesquisavam, menos tempo ele tinha para sentir falta de seu irmão. Damien sabia que Harry faria contato novamente. Ele se acalmaria e eventualmente o perdoaria.

Assim o moreno esperava.

Bill finalmente voltou para casa depois de três semanas e, como esperado, a Toca ficou muito ocupada. Parentes vinham para ver como ele estava e para desejar uma melhora rápida. Sendo assim, os quatro foram para Godric´s Hollow.

Foi só na quarta semana, desde que Harry saiu da Toca, que os adolescentes finalmente conseguiram uma pista sobre a próxima Horcrux. Havia um recorte de jornal do Profeta Diário que avisava sobre a abertura de uma exibição na Galeria de Artefatos Mágicos e Famosas Obras Primas.

O objeto que provavelmente era o mais caro na Galeria inteira, sem dúvidas, era uma Horcrux. Uma Pena Dourada, que tinha cinco vezes mais o tamanho de uma normal. Pertenceu à Rowena Ravenclaw.

Os quatro adolescentes se olharam chocados. A descrição da Pena se enquadrava muito bem em uma Horcrux. Pertencia à um dos Fundadores de Hogwarts, era muito cara, sem dúvida era um artefato mágico de grande valor histórico e tinha acabado de ser movido para a Galeria em Londres, depois de passar por vários locais do mundo.

“Ok, isso definitivamente é uma Horcrux, certo?” Ron perguntou.

Os outros assentiram com a cabeça.

“Mas, eu não entendo. Isso não é perigoso?! Digo, para V-Voldemort. Qualquer um poderia roubar o objeto. Eu não entendo porquê ele não o está protegendo.” Ginny disse, pensando alto.

“É como a Taça. Ele coloca suas Horcrux em lugares bem protegidos de propósito. E se alguém consegue roubar, provavelmente não irá querer destruir, já que é um Artefato precioso. Essa Pena não vai ficar ali parada, pronta para alguém pegar. A Galeria tem seus próprios feitiços de proteção, assim como os feitiços de proteção de Voldemort.” Hermione explicou.

“Então, o que vamos fazer? Falamos para a Ordem, ou vamos fazer isso por nós mesmos?” Damien perguntou.

Os adolescentes se olharam e decidiram sem palavras que iriam resolver isso eles mesmos. Se falhassem, poderiam colocar um sinal que evidenciasse, para a Ordem, o Artefato como uma possível Horcrux.

“Certo, então vamos amanhã?” Ron perguntou.

“Combinado.”

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Há algumas milhas dali em um pequeno quarto, Harry estava parado segurando o recorte de jornal do Profeta Diário. A Pena Dourada! Ele sabia que era uma Horcrux, sem dúvidas. A Galeria abriria amanhã.

'Amanhã' pensou consigo mesmo. Ele destruíria essa Pena amanhã.

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