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3. Capítulo III


Fic: Harry Potter e o fim da profecia


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Noite do dia 30 de julho, Rua dos Alfeneiros nº4

Harry estava deitado em sua cama, já passavam das onze e meia da noite. Recebera a carta de Hogwarts dias atrás, assim como uma de Rony, onde este contava que Luna fora passar as férias n’A Toca e uma mensagem de Gina, falando sobre suas notas dos N.O.M.’s. Ela mostrara grande interesse em fazer curso para se tornar auror e suas notas tinham sido excelentes. Tinha certeza que o Sr. e a Sra. Weasley deveriam estar muito orgulhosos e que Hermione também ficaria.

Também comentara algo sobre as notas de Luna, que queria se tornar medibruxa. Não lembrava exatamente o que estava escrito, a mensagem se apagara logo depois que ele fechou o caderno. Esquecera-se completamente desse mero detalhe.

De súbito, debruçou-se na cama abraçado ao travesseiro e ficou a observar o céu estrelado. Estava preocupado. Hermione não lhe escrevia há dias... E Edwiges também não retornava há quatro dias. Que teria acontecido?

Várias lembranças tomaram conta de seus pensamentos e ele acabou adormecendo. Acordou somente cerca de quarenta minutos depois, com batidas insistentes à janela do quarto. Consertou os óculos no rosto e levantou-se rapidamente dirigindo-se à janela, abrindo-a para que as corujas adentrassem o aposento.

Edwiges pousou imediatamente no ombro do dono, enquanto as outras se acomodaram sobre a cabeceira da cama. Retirou o pergaminho que a sua coruja trazia consigo junto com um pacote de tamanho médio. Como ele imaginara, era de Hermione.

Harry,
Sei o quão importante este dia é para você e queria muito passá-lo em sua companhia, mas como não poderei, gostaria de me fazer presente de alguma forma. Hoje você tem uma responsabilidade a mais nas costas... A maior idade. E com ela algo que creio não saber: a validade da proteção que envolve a casa dos Dursley. Hoje esta é extinta e você já não está protegido em lugar nenhum. Por isso, espero, sinceramente, que se cuide e tenha muita cautela.
Hoje você pode deixar a casa dos Dursley e seguir a sua vida, fazer o que bem entender... Agradeço por ter tomado consciência e assumido um tanto de responsabilidade no ano passado. É um alívio para mim. Mas o que eu quero realmente com essa carta, ainda não disse. Quero desejar meus parabéns e tudo de bom e repetir mais uma vez o quanto eu te amo.
Em anexo, segue um livro que eu ainda tenho esperanças de que um dia você o leia, assim como o Rony e lembrem que ele faz parte de nossas vidas desde o dia que entramos pela primeira vez no Expresso de Hogwarts.
Estou morrendo de saudades, não imagina o quanto. Edwiges passou esses dias me atormentando para que eu lhe enviasse algo, mas estou tão ocupada que fica difícil escrever. Talvez tenha ficado preocupado, não? Dá para imaginar... Bem, vou parando por aqui. Nos veremos em breve.
Um grande beijo,
Com amor,
Mione


Não precisava nem abrir o embrulho para saber o título do livro. Hermione dera todas as pistas... Era grosso e pesado, porém novo. A edição mais recente de Hogwarts: uma história jazia sobre o seu colo. Sorriu.

Também recebera cartões de aniversário de Hagrid, dos Weasley, dos Black e dos membros da Ordem, junto com uma comprida safra de doces e bolinhos, além de todos os presentes. Por mais incrível que fosse, também recebera um breve cartão de Malfoy. Quando terminou de ler, estava realmente surpreso. Como Draco Malfoy lembrara?

Sua atenção foi desviada por um barulho abafado e ele, que até então estava sentado em sua cama, levantou-se e pegou seu caderno sobre a escrivaninha. A mensagem era de Isabella. Perguntou-se o motivo de estar acordada ainda àquela hora.

Mas a própria respondia isso na carta, ainda avisando que lhe entregaria o presente quando chegasse à sede da Ordem, pois não tivera outros meios de enviá-lo antes.

Depois de abrir os presentes, voltou a se deitar, dessa vez encarando o teto. Ele agora era maior de idade, era responsável pelos seus atos, agora mais do que nunca. Fechou os olhos e ficou esperando o sono voltar.

---


Fazia apenas alguns instantes, a campainha tocara e sua mãe desatara a chamá-la de forma incessante. Esperava que ela não acabasse por fazer a vizinhança toda acreditar que a estavam matando.

Acabara de sair do banho e estava se trocando.

- Herms, querida! Há alguém a sua espera. – murmurou a mãe, sua cabeça aparecendo à porta. – E sugiro que ponha uma roupa mais arrumada. Você está de saída.

Antes mesmo que Hermione pudesse perguntar quem estava aí, a mãe sumiu e fechou a porta. Ela guardou a roupa que pegara segundos atrás e a substituiu por um vestido de tecido leve e cor clara com faixas pretas anexas e um sapato, também preto, estilo boneca. Os cabelos, os quais cortara durante as férias, caíam soltos pouco abaixo dos ombros e tinham um aspecto suave, com cachos bem definidos nas pontas.

Deixou o quarto levando consigo uma pequena bolsa e andou lentamente pelo comprido corredor, curiosa para saber quem estava a sua espera.

- Oh, aí está ela! – disse Jane, ao que um homem alto de cabelos e barbas brancas, semblante calmo e sereno, olhos azuis cintilantes por detrás dos oclinhos meia-lua e vestido impecavelmente voltou-se para a garota que adentrava a sala.

- Bom dia, Hermione. – cumprimentou.

- Bom dia, senhor. – murmurou Hermione, surpresa.

- Deve estar se perguntando a que vim, não? – perguntou Dumbledore, sorrindo amigavelmente.

- Na verdade, sim. – respondeu, ainda confusa.

- Bem, vou deixá-los a sós. Tenho que terminar algumas coisas antes de ir para o consultório. – disse Jane, encaminhando-se para a cozinha, onde, Hermione tinha certeza, iria terminar de tomar o café da manhã.

Dumbledore sorriu em silêncio enquanto via Jane sumir e só então tomou a palavra.

- Como sabe, suas férias tomaram rumos completamente diferentes dos que nós planejamos anteriormente. Teve todo este mês livre e agora está na hora de começar a colocar em prática algumas coisas. – começou. – Hoje nós iremos ao Ministério da Magia, onde você e Harry farão os testes de aparatação e colocarão seus nomes no livro que legaliza a sua posição de animago na sociedade bruxa. Logo depois, seguiremos para a sede da Ordem, onde vocês aguardarão seus amigos e à noite, teremos um jantar para a comemoração do aniversário de Harry.

- Mas era certo que só iríamos fazer tudo isto após o casamento de Gui e Fleur, e depois seguiríamos direto para a Casa dos Gritos, onde aconteceria o treinamento. – replicou Hermione.

- Pois então. No dia dois de agosto, vocês, adolescentes, seguirão para A Toca e lá permanecerão até o dia seis, retornando para a Ordem. E mais para frente, dia quatorze, irão para a Casa dos Gritos, onde terão todo um processo de preparação. – uma pausa. – Primeiro de setembro, deixarão a casa dos Gritos pela manhã, indo diretamente ao Ministério, onde Gina irá se legalizar como animago e depois poderão seguir para o Beco Diagonal, fazer saque ou troca de dinheiro e regularizar a vida de vocês do lado de fora do confinamento. À noite, já deverão estar em Hogwarts. – finalizou.

- E nós estamos saindo agora?

- Gostaria que arrumasse suas malas, Hermione. Não voltará mais para Godric’s Hollow até o Natal, creio eu. – disse Dumbledore sem rodeios.

---


- Vamos. Acorde! – tia Petúnia adentrava o quarto batendo palmas para despertar o garoto. – Mas que diabos são esses pacotes?

Harry colocou os óculos e sentou-se na cama, apoiando-se nos dois braços.

- Por acaso, esses pacotes são os meus presentes de aniversário. – respondeu, secamente.

- E-er... – ela pareceu ficar sem jeito. – Vamos garoto, troque-se. Nós iremos ao parque levar o Dudinha e os amiguinhos dele. – disse num sussurro. – A propósito, parabéns.

E deixou o quarto, batendo a porta com força.

Harry tomou banho e se trocou. Estava tentando pentear os cabelos, mesmo sabendo que suas tentativas seriam em vão, quando escutou a campainha tocar.

- Potter! – escutou tia Petúnia berrar.

Tinha certeza de que se tio Valter estivesse ali, aquele grito seria mais como um rugido. Por sorte, este estava trabalhando aquela manhã, tinha saído há cerca de duas horas.

- Estou descendo! – gritou em resposta, impaciente. Desceu as escadas correndo. – O que foi agor...? – parou de repente. – Dumbledore?

- Bom dia, Harry. – disse o diretor, sorrindo e abrindo espaço, para que outra pessoa ficasse a mostra.

- Hermione... – o nome da garota saiu num sussurro, enquanto ele a olhava de cima a baixo, notando como estava diferente. Com toda certeza, cortara os cabelos durante as férias. Estava linda.

- Antes de mais nada, parabéns, Harry. – disse o diretor, interrompendo o silêncio que tomara conta do aposento. – Agora, acho melhor arrumar suas malas. Estamos partindo já e creio que sua ida poderá ser definitiva. – anunciou. – Hermione, peço que suba e lhe explique como tudo irá acontecer. Preciso conversar com a Petúnia. – disse, se aproximando da tia de Harry e depositando a mão sobre seu ombro.

Hermione imediatamente caminhou até Harry e sorriu quando chegou mais perto. Passou a frente e subiu as escadas, sendo seguida de perto por ele. Ao chegarem à porta do quarto, no entanto, nada mais os impedia. Harry a puxou pela cintura e a envolveu num beijo avassalador.

Às cegas, tateou a maçaneta da porta e a abriu, ainda grudado na garota. Fechou a porta ao passar e permaneceram daquele jeito por mais alguns segundos, até que ele caiu sobre ela na cama.

- Não sabe como eu senti falta disso! – ele disse num sussurro, arrancando um sorriso da namorada.

- Não imagina o quanto eu senti falta de você! Eu te amo! – ela disse, antes de ser envolvida, novamente, por outro beijo, mais calmo que o anterior. – Parabéns, Harry.

- Obrigado. – ele murmurou, rouco, e se levantou, puxando-a junto. – Cortou o cabelo, hã?!

- Você notou, foi? – ela fez com um sorriso sonso.

- Claro, te conheço tão bem quanto a mim mesmo, diria.

- Então vamos arrumar isso, não é? – ela sacou a varinha. - Fazer malas! – ordenou. – Pronto, agora a gente aproveita...

---


- Petúnia, acho que sabe que hoje a proteção é finda, não? – começou Dumbledore, agora acomodado no sofá.

- Sim, eu sei. – murmurou em resposta. – E hoje o garoto deixa a casa definitivamente, ou pelo menos deveria ser assim.

- Hoje ele completa dezessete anos, logo, essas decisões cabem apenas a ele. Para onde ele vai, se vai voltar ou onde vai viver, tudo isso somente ele pode escolher. – replicou Dumbledore. – Mas creio que a ida dele seja definitiva. Sei que embora não o tenha recebido de braços abertos como qualquer outra pessoa o teria recebido, cuidou dele e o criou, mesmo que não da forma que merecia. Ele teve um lugar o qual pôde chamar de casa durante estes dezesseis anos que passou aqui e isso é o que importa, a segurança dele.

- E você acha que ele volta? – ela perguntou, os olhos arregalados.

- Creio que não, Petúnia. – respondeu Dumbledore, convicto. – Harry tem duas casas próprias, das quais só soube no ano passado.

O interesse da mulher pareceu aumentar.

- Duas casas?

- Sim, as que os pais dele compraram para que a família pudesse viver bem. Ele teria uma terceira, caso o padrinho dele tivesse realmente morrido. E há indícios de haver uma quarta, onde a sua avó ainda vive. – explicou. Petúnia empalideceu ao ouvir a última frase. – Ela e um primo seu, Giuly.

- Em York? – foi a única coisa que conseguiu perguntar.

- Em York. – assentiu o diretor.

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Deixaram a Rua dos Alfeneiros cerca de meia hora depois e seguiram para o Ministério da Magia. Dumbledore contara com pequena participação da Sra. Figg para que fizesse com que as malas de Harry e Hermione fossem levadas à sede da Ordem. Não seria muito agradável andar por aí carregado de malas.

Ao chegarem ao Ministério, seguiram diretamente para o Departamento de Legalização, onde não se demoraram. Receberam folhetos com novas informações adotadas pelo Ministério para que o acesso ao livro de animagos fosse restrito.

Departamento de Transportes Mágicos. Lá as coisas pareceram levar uma eternidade. Só o fato de não terem feito a inscrição, de certa forma, já implicara na realização do teste. Por sorte, estavam acompanhados com Dumbledore, que exercera um grande papel na persuasão do chefe do Departamento.

- Creio que não irão dar trabalho. Já sabem aparatar perfeitamente, inclusive fizeram algumas aulas com os instrutores que enviaram a Hogwarts. – interveio.

- Quais os nomes dos garotos?

- Harry Potter e Hermione Granger. – Dumbledore sorriu. Sabia que conseguira.

- Tudo bem. – assentiu o homem corpulento, com uma expressão indiferente. – Venha o garoto primeiro. – chamou e antes de fechar a porta, disse no ar: – Haley, leve a garota para a sala de teste dois.

Uma mulher que aparentava pouco mais que trinta anos se aproximou de Hermione.

- Venha comigo, Srta. Granger. – chamou e antes de adentrar a sala, apresentou-se. – Denise Haley, sua instrutora.

Só conseguiram oficializar a licença cerca de duas horas depois, mesmo já tendo realizado os testes há tempos. O processo demorou tempo suficiente para que Dumbledore fosse e voltasse da sala do ministro da magia, segundo ele, para uma longa conversa.

Apesar de todos os contratempos, antes de sair, o diretor dirigiu-se à mulher que instruíra Hermione:

- Denise, esta noite haverá reunião. Enviarei o sinal quando for a hora.

Harry e Hermione podiam não ter entendido tão bem, mas aquilo fez parecer que Denise Haley fazia parte da Ordem. Não demoraram a tomar rumo do Largo Grimmauld 12, que estava pouco movimentado aos olhos dos dois adolescentes.

- Ah, Harry, querido! Parabéns! – Molly Weasley os recebera na chegada à antiga casa dos Black. – Como você está, querido? Vejo que cresceu durante as férias... Esteve se alimentando direito? – bombardeou, após um abraço esmagador, típico da matriarca Weasley.

- Molly, vou pedir que os instale. Não poderei me demorar. Tenho compromissos marcados para esta tarde. – pediu Dumbledore, despedindo-se de Hermione. – Mais tarde, talvez, eu esteja de volta. Até logo!

E viram o diretor sumir.

- Oh, Hermione! Como você está, menina? – perguntou, dirigindo-se agora a garota.

- Estou bem, Sra. Weasley. Obrigada. – respondeu.

- Ora, vamos! Venham comigo. – chamou, subindo as escadas. – Arabella já trouxe suas coisas. Colocamos no quarto que irão dividir, novamente.

- E o Rony e os outros? – fez Harry. – Quando chegam?

- No final da tarde. Virão com Arthur após o expediente terminar. – eles haviam acabado de chegar ao terceiro patamar. – Os quartos ficarão divididos assim: – ela fez uma pausa. – Vocês dois dividirão o quarto ao lado do de Bicuço com Amy e dois amigos que ela convidou para passar as férias aqui; Rony, Fred, Jorge, Carlinhos e Gui no quarto das beliches do terceiro andar; Gina, Luna, Débora e Fleur no quarto menor do mesmo andar, onde instalamos duas beliches e colocamos uma das camas de solteiro no quarto dos garotos; e no terceiro e último quarto livre do pavimento, ficarão Denise Haley, Thais Oprah e Suzana Fletcher. – outra pausa, dessa vez mais curta. – E claro, no segundo andar, serão os quartos para os casais. Os restantes ficarão alojados na sala de estar, que acabou se transformando num grande quarto. Sirius e Alissa ocupam o quarto em que ficaram no ano passado. – finalizou. – Vamos, entrem. Amy só chegará mais tarde junto aos amigos. Ela está no Ministério, chegará com Arthur.

- E a que horas descemos? – perguntou Hermione.

- Sugiro que descansem. A noite será longa. – disse a Sra. Weasley, sorrindo maternalmente.

Ao sair, ela fechou a porta às suas costas, deixando o casal de adolescentes sozinhos pela segunda vez aquele dia.

- Talvez devêssemos conversar. – disse Hermione, sem muita certeza do que fazer.

- Sobre?

- Harry, há muita coisa que precisa ser dita. – ela começou. – E tudo vem de lá de trás, de um passado que nós não vivemos, mas somos fruto do mesmo.

- Do que está falando, Mione? – perguntou, fazendo-a sentar-se de frente para ele em uma das camas do aposento.

- Harry, antes mesmo de seus pais se conhecerem, sua mãe já havia passado muitos verões em York, numa casa maravilhosa, a qual é conhecida por Mansão Branca, onde sua bisavó ainda vive. – ela parecia procurar as palavras para continuar durante uma pausa, onde o silêncio reinou completamente. – Sua mãe e minha mãe eram amigas de infância. – revelou de uma só vez.

- Sua mãe? Mas... Como? – ele fez, sem entender muita coisa.

- Isso mesmo que você ouviu, Harry. Elas eram amigas. – reafirmou. – Sua mãe sempre passava os verões em York, assim como a minha mãe. Eram grandes amigas, pelo que entendi. Visitei a casa onde sua bisavó vive com um de seus netos, Giuly Evans, primo de sua mãe. A conheci e devo dizer... Dona Katine é uma pessoa maravilhosa. Irá gostar dela. – assegurou.

- Como descobriu tudo isso?

Hermione já não tinha certeza se deveria contar sobre a profecia ou não e optou pela segunda opção. Seria apenas mais uma angústia na vida do garoto e preferiu poupá-lo enquanto pudesse.

- Por fotos. Mamãe me contou bastante coisa e contei com a ajuda de umas pessoas em York. – ela omitiu a verdade a fim de protegê-los. – Sei apenas que numa convivência forçada, nas férias em que Lílian passou pouco mais de três semanas em York, quando viajou para Oxford, a fim de passar o restante das férias na casa de Alissa Vector, também compartilhadas com ninguém menos que Sirius Black e James Potter. – ela pausou. – Eles acabaram aprendendo a conviver com os defeitos um do outro e ficaram “amigos”, de certa forma. Bem, aí acho melhor você perguntar o restante da história para Sirius, que poderá lhe contar com riqueza de detalhes.

- E eles começaram a namorar. – concluiu o garoto. – Aí vem toda aquela história que Tonks, Lupin e a profª. Vector nos contaram, certo?

Hermione apenas confirmou com a cabeça.

- Creio que já saiba o suficiente sobre a rivalidade entre famílias, mas... – e desatou a contar tudo o que sabia, sempre evitando a profecia. – E aqui estou eu, te contando tudo isso. Acho que Giuly e dona Katine irão gostar de conhecer o filho da famosa Lily. – ela sorriu. – Tão famoso quanto ela, por sinal.

- Mas que nunca ligou para isso. – sussurrou, antes de beijá-la.

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- Gina conseguiu N.O.M.’s altíssimos. Mamãe quase explodiu em lágrimas dizendo o quanto estava orgulhosa... – dizia Rony para Bebel, enquanto eles adentravam a casa, em meio a um grande grupo de adolescentes, somados a Arthur Weasley, Tonks e Débora.

- Amy, e os trabalhos? Resolveu com qual vai ficar? – perguntou Gina.

- ... Talvez eles já nem saibam mais que você existe. – disse Luna para Draco.

- Voldemort não esquece daqueles que o rejeitam. – afirmou com segurança.

As vozes se misturavam numa confusão que se encaminhava para a cozinha, quando a campainha tocou e Molly Weasley apareceu.

- Silêncio! – berrou. Todos silenciaram imediatamente. – Onde pensam que estão? Numa feira? – e caminhou para abrir a porta, por onde entraram os gêmeos Weasley e suas respectivas namoradas, Angelina e Katie. – Ora, meus queridos. Entrem! – voltou-se para a pequena aglomeração postada no hall de entrada. – Vão todos para seus respectivos quartos e quando estiverem devidamente acomodados, desçam para o jantar, que esta noite, em especial, será no salão.

E todos subiram as escadas ainda juntos, mas o falatório diminuíra consideravelmente.

Até ali, as novidades compartilhadas ainda eram poucas e muitas delas ainda estavam guardadas, aguardando o momento certo de serem expostas. Aquelas férias seriam únicas, singulares. Todos tinham certeza de que a bagunça e a confusão ainda estavam para começar.

Molly ficou parada, esperando que todos sumissem degraus acima, as mãos postadas na cintura, os olhos estreitos e uma expressão reprovadora.

- Ora, essa! – e voltou para a cozinha.

Aparentemente, já previra que o mês que se seguiria seria uma completa loucura. Ela só não imaginava quantas surpresas estavam por vir...

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