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9. Doce Pesadelo


Fic: Qual foi o maldito dia que a vi bela. - Cap. novo!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Lumus*
Ola!
Como eu sei q demorei muito pra postar esse cap. ñ vou m demorar muito aqui... Posso falar pq demorou? Posso? ta blz! O cap. tava prontinho lindu e maravilhoso, o q mais gostei d escrever ate agora, a unica coisa q faltava era mandar pra minha beta... beijo Cele... + so q eu meio q tava sem tempo resolvendo algumas coisas na universidade.... ai qndo estava com tempo, meu irmão formatou o pc, e metade do cap sumiu, ou seja, tv q escrever boa parte tudo d novo... e consegui, so espero q vcs gostem...

Quero agradecer a minha linda Beta, ^Cele^, pela sua paciência em decorrencia da minha demora... Sorry Mulher!

Ahh e tbm a moça q fez a capa pra mim, Kissy Slytherin, moça muito thanks msm... E Desculpa a insistência... Ahh A sua capa ganhou... =P

E é Claro a vcs, leitores, se q minha fic ainda tem algum =( Muito obrigadinhu por esperarem o cap... valeu msm...
B-jusss pra todos e vamus ao cap.
*nOx*


~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Nunca pensei que fosse tão difícil encontrar um lugar para morar. Pra falar a verdade, nunca me interessei nesses assuntos. Era fácil para uma pessoa com um sobrenome que causasse obediência por transpassar medo e por ter uma enorme quantidade de ouro em sua conta bancária, como os Malfoy, encontrar um lugar apresentável em um único estalar de dedos.
Mas os tempos são outros. O sobrenome que abre todas as portas agora é: Potter. O mundo bruxo se curvando a um sangue sujo só porque ele derrotou o maior bruxos das trevas dos nossos tempos. Ridículo! Ah! Isso qualquer um faria! Exagerei? È. Acho que sim. Mas isso não interessa. Se pelo menos ele tivesse extinguido todo o mal do mundo, eu ate aplaudiria, sentado é claro.

Mas isso não me faz desacreditar que o cabeça rachada esteja morando em uma cabana rústica no fim do mundo, barrigudo, quase careca, cheio de rugas na cara, sentado em uma poltrona cheirando a mofo, rodeado de seus seis filhos... Por que é isso que dá se casar com um Weasley... De cabeças vermelhas, ansiosos para ouvir, pela trilhonésima vez, a historia do menino-que-sobreviveu que derrotou o Lord você-sabe-quem. Enquanto que sua preciosa pobretona Weasley, segurando o filho mais novo no colo e com outro na barriga, confirmava aos gritos a historia do marido da cozinha. Ou isso, ou um pouco mais que isso.

Sabendo como o Potter é, com certeza, isso deve ser o sinônimo de uma família grande e feliz.

Merlim, aonde nos vamos parar? Esse mundo esta perdido! Pensando bem, esse mundo já se perdeu há muito tempo. Desde quando colocar uma sangue-ruim em uma cargo tão importante de um hospital como o St. Mungus? Concordo que a Granger sempre foi uma irritante sabe-tudo, levantando a mão ate o teto da sala em Hogwarts, só para mostrar que por de baixo daquela juba de leão escondia-se um cérebro brilhante. Mas deixá-la ir tão longe? Com certeza o sobrenome que abre todas as portas esta por trás de tudo. Isso só pode indicar três coisas: ou o Potter considera muito a Granger por tê-lo ajudado passar em todos os exames de Hogwarts e acha que desse jeito pode pagar por não ter recebido nenhuma “T” de trasgo. Ou ele tem muita pena dela, o que é provável. Ou, o que é muito mais provável que as outras possibilidades, a pobretona da Weasley possui um enorme par de chifres na cabeça, daqueles bem grandes, tipo de veado. Por que cá pra nos, é muita cumplicidade para o meu gosto. E onde fica o Weasley nisso tudo? Bom, sempre achei o Potter e o Weasley amigos demais. Sem tirar que ele nunca apresentou ter nenhuma habilidade em relação às mulheres. Diferente do papai aqui é claro! Dentre duas uma: ou ele nunca gostou de mulher, ou ele sempre foi a fim do Potter. Uma dessa,
com certeza é!

Mas voltando ao papo anterior sobre a guerra travada entre mim e os vários lugares que visitei com a intenção de morar, por que esse papo aqui já esta virando o pouco de comida que consegui colocar no estômago.

Andei por todas as ruas conhecidas, das mais ricas, onde não consegui encontrar um lugar sequer a altura do pouco dinheiro limpo que carrego. Não que eu tenha mesmo pouco dinheiro, tenho o suficiente para morar confortavelmente no centro de Londres, mas tenho outras obrigações que não podem, nunca, jamais serem esquecidas, como meu boticário no Brasil... Ao subúrbio, onde não conseguir encontrar um único lugar limpo e normalmente espaçoso para que uma única pessoa consiga, pelo menos, se acomodar em uma poltrona.

No total foram cinco táxis, sete apartamentos bruxos, sendo que um desses, apenas um, me chamou a atenção e se não fosse pela velha ensebada, que mais parecia o Snape de saia, não tivesse me lançando várias azarações, além de ofender todas as gerações anteriores e futuras de minha família, é claro, eu teria ficado com aquele pedaço de teto que Merlim não deixou ensebar. Mas não, eu tive a prepotência de achar que se dissesse o meu nome eu levaria alguma vantagem, por ter levado em consideração o que Lalau, a espinha ambulante do Nôitibus, havia falado aquilo sobre o Potter. Tinha me esquecido que um dia o Potter foi chamado de adolescente problemático, lunático que só queria atenção. Lunático! Por que então ele não se casou com a Di-lua Lovegood? E ai, gostaram do apelido? Foi a mente brilhante do papai aqui que colocou. Draco Malfoy também é humor.
Mas tudo bem, o pior ainda não veio. Da próxima vez que eu encontrar a Granger, eu juro que ela vai ficar careca, cabeçuda... não, cabeçuda ela já é, mas vai ficar mais, além de ter vários tentáculos, do tamanho dos da lula Gigante, grelando dela, de todas as partes do corpo. Por que? Simplesmente por ela ter falado a ninguém menos que a Rita Skeet sobre eu ter voltado a Londres. Teria sido melhor se ela, ou melhor, não... Ela mesmo não tivesse entrado naquele pub, no pub que sempre fui desde quando não tinha permissão para sair de casa e muito menos para comprar bebida. Eu mato a Granger!

Respiro fundo por que, sinceramente, a Granger está tomando mais dos meus pensamentos do que devia, do que eu imaginaria e do que eu deixaria. Ta péssimo demais a tê-la como... chefe! Puts CHEFE! Que diabos eu fiz pra Deus pra merecer isso? O quê?

Voltando ao assunto. Depois disso e de duas portas batidas na minha linda face, entendi que o melhor lugar para ficar seria em um apartamento trouxa.
Visitei vinte apartamentos. De todos os tipos. Pequenos demais, que o meu dinheiro poderia sustentar dois desses. Grandes demais, mas perfeitos, porém... Deixa pra lá! Alguns na medida, no entanto, a vizinhança era no mínimo barra pesada só pela cara. Apesar de tudo, três apartamentos me chamaram a atenção, no entanto achei melhor visitá-los melhor outro dia. Pra falar a verdade a oferta estava boa demais para lugares sem defeitos visíveis.

Mas, quando estava esgotado, quase dando o ultimo suspiro de derrota da batalha que estava sendo aquele dia, encontrei um lugar ate que bacaninha, meio que por acaso.

Estava eu dando a última volta por um quarteirão antes de voltar para aquele hotel e pagar mais uma diária, quando ouvi a conversa entre uma senhora e um padeiro e ela contava que ia se mudar, aquilo fez a chama da esperança que estava se apagando dentro de mim acentuar. Como quem não quer nada esperei a velha terminar suas compras que por sinal demorou muito para a compra de 10 pães, com certeza, como toda a velha, estava fuxicando a vida dos outros e a segui ate onde seria sua morada. Ela entrou em um prédio simples, de seis andares, que fica de frente para uma praça. Esperei um momento ate me direcionar ao porteiro e perguntar se haveria ali um lugar que alguém que quisesse alugar ou vender ele abriu um sorriso falando “O senhor tem sorte, heim! A Sra. Macllem, ainda não encontrou ninguém que transpasse confiança o suficiente para ocupar seu lugar.”
E foi usando todo o meu charme, educação e muita, mas muita calma e paciência mesmo, que conseguir o tal apartamento. Por que foram tantas as perguntas que a velha fez, que Merlim me livre, eu já estava desistindo. Mas no final eu descobrir o motivo de todo aquele interrogatório. Naquele andar moram, três mulheres jovens, bonitas e simpáticas. Uma viúva e duas legalmente solteiras. Aquilo foi como música para meus ouvidos, porém não deixei transpassar nada, fiquei firme no meu papel de bom menino. Mas se elas fossem realmente tudo que a velhota falava, eu iria me dar muito bem.

Mas... E esse “mas” que me persegue! Não tenho móveis, não tenho nada que possa colocar no apartamento, tirando as roupas que trouxe, mas não foram muitas, apenas o suficiente para alguns dias.

Bom, pelo menos eu tenho um teto, um emprego e uma chefa que terei que agüentar ao máximo sem fazer cara feia ou azará-la. Um final perfeito!

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Eu imaginei tantas reações para o Harry e para Gina quando lhes contasse que o Malfoy tinha virado o assistente do meu departamento, que nem me impressionei, mesmo estando com raiva do meu amigo por ter me lembrado dessa fatalidade, quando Gina caiu no sofá com a boca aberta, tadinha! E Quando o Harry, depois de um bom tempo me olhando tão abestadamente como se nunca tivesse me visto na vida, sentou ao lado da esposa em câmera lenta.

- Tem certeza, Hermione? – pediu Gina procurando no vazio a mão de Harry que ao encontrá-la apertou com tanta força que ouvi os dedos de Harry estalarem, eu juro!

- Absoluta! Eu nunca que iria brincar com isso, nem nos meus piores pesadelos.

- Quando ele chegou? O Profeta Diário não informou – perguntou Harry, que parecia voltar a si, colocando a mão livre em cima da que Gina esmagava, pedindo, ou melhor, implorando, que ela a soltasse, mas a ruiva não moveu um músculo. – Gi, ainda quero que meus dedos se movam um dia. – Gina olhou para Harry da mesma forma que ele me olhou quando lhe contei que sabia da lesma Albina, como se nunca tivesse o visto. Harry olhou para sua mão, que já estava vermelha, por fim Gina entendeu e a soltou lançando-lhe um sorriso de desculpas. Ah! Que bonitinho!

- Creio que foi ontem. Acho que ele falou alguma coisa, ontem à noite, em relação a ter acabado de chegar de algum lugar...

- QUÊ? ELE falou? Co-como assim, ontem à noite? – Harry tornou a perguntar levantando rápido do sofá, fazendo o Cafetão, que estava dormindo, como sempre, a um canto, erguer a cabeça em nossa direção.

- Bom... – e comecei a lhe contar tudo que ocorreu comigo desde o momento que sai da casa de meus pais, sendo que eu e Gina entramos em uma pequena discussão sobre as loucuras que minha mãe apronta, só paramos porque Harry parecia soltar fogo pelas ventas, só não sei porque. Estava tão divertido! Contei que encontrei com o Malfoy no pub e sobre a sua nomeação como meu... Meu não! Assistente do Departamento que coordeno. E eles ficaram ali me olhando como se nunca tivessem me visto na vida, bom que já estava me acostumado com isso. Mas, por consideração ao Harry, eu não azarei a Gina ali mesmo, por que eu tenho certeza que vi, algumas vezes, um sorriso escapar daquela carinha de criança. Fala sério! Ela não envelhece não? Esta com 23 anos, mas ainda tem a mesma carinha de menininha doce de 11 anos. E só pra lembrar, essa criatura que mais parece com a Bárbie, não pelo fato de ser loira, por que Gina está longe de ser assim, mas porque, como a boneca de plástico, mesmo com trocentos anos, não envelhece, tem filha! Sim! Uma filha linda por sinal, porém, uma sobrinha legítima de Fred e Jorge. Só podia ser bruxa mesmo!

- E por que você não nos contou antes? – Harry começou a andar de um lado para o outro.

- O... Co... Harry! Você ouviu bem o que acabei de falar? – é impressionante como Harry é tão insensível. Ta bom! Ele não é insensível, só um pouco desligado com os sentimentos dos outros. Mas eu não consigo entender como ele é capaz de ser assim. Esse título era somente do Rony, caramba!

- E muito bem! Mas não entendo o por que de você não ter nos contado antes. Pelo menos pra mim, isso é de extrema importância. – Harry parou na minha frente, me olhando furiosamente, como se tudo aquilo que estava acontecendo fosse culpa minha. Como se eu tivesse me abalado até o Brasil e pegado o Malfoy pelos seus cabelos sebosos e o arrastado até aqui. Só pode ser! “Vamos entrar em um consenso? Os cabelos deles nem estão tão sebosos, mas sim Sedosos. Da até vontade de se deixar levar e acariciar...” Quê isso Consi? Para de me desejar o pior! Credo! Ate deu uma comichão na minha mão só de pensar em... Arg! Que nojo! “Vai dizer que você não tá com vontade de...” Claro que não! Mas que pensamento!

- Hermione? – chamou Gina de algum ponto da sala.

- Hãn? Quê? Ah! – olhei para Gina e logo após para Harry, e lembrei que deveria, naquele momento, estar brigando com ele e não com a minha adorável consciência - Ma... Mas não perece! Você acha que eu tive cabeça para lembrar de que deveria avisar a um bando de gente que o insuportável do Malfoy tinha voltando, quando eu fiquei petrificada ao vê-lo na minha frente em carne, osso e aquela cara de c...? – Gina arregalou os olhos - Sem tirar que foi no mesmo dia que terminei o meu namoro de cinco anos com o Rony e por isso ter que suportar a Sra. Granger bancando uma de cupido pra cima de mim. E como você acha que eu me senti quando cheguei no dia seguinte, ou seja, hoje, no hospital e para minha grande felicidade ganhar de presente o Malfoy como meu assistente quando estava tudo certo que a sua mulher aqui virasse a minha assistente. – eu senti Gina me olhar, mas pouco me importei, estava com raiva não só pelo o que Harry falou, mas por tudo que tinha acontecido nos últimos dois dias. Poxa! Era no mínimo injusto!
Não era, mas me senti bem ao falar todas aquelas coisas, mesmo que Harry não merecesse, pois eu sabia disso. Ele não merecia. Só estava preocupado, como todas às vezes quando algo ameaçava o seu bem estar, e principalmente agora, quando tudo estava tão bem.

- Por que você não me contou que queria trabalhar Gina? – perguntou Harry voltado a sentar ao lado da esposa pegando sua mão.

- Bom! Eu acho que você conhece a mulher que tem. Ficar parada em casa, cuidando de nossa filha, gastando seu rico dinheiro... Não que eu esteja reclamando! Sendo uma esposa fútil não é a minha cara. Então eu queria fazer uma surpresa pra você. Bom, não era bem essa surpresa que eu esperava. – disse Gina tristemente de cabeça baixa, às vezes olhava para o Harry, mas sempre desviava... Eu desviaria também. Harry tem o poder de nos deixar pior quando já estamos péssimos, quando nos olha assim, como se ele fosse o culpado de estar acontecendo tudo. É maravilhosa essa preocupação que ele tem por quem ama, mas chega a irritar às vezes. Como agora.

- Desculpa Gi. – falei me sentindo tão mal. Nem me lembrava que aquilo tudo estava sendo bem difícil pra ela. Tudo que Gina mais queria era trabalhar e surpreender Harry, mas perder para o Malfoy essa tão sonhada conquista, era muito complicado e ninguém esperava.

- Oh, Gi! Você não precisa fazer isso para me surpreender. – Harry começou a falar procurando o olhar de Gina... Ai que inveja! Por que Deus não me dá um marido desses? – Você já é uma mulher extremamente surpreendente. – e deu um selinho nela. Ah, que lindo! – Pode contar comigo sempre viu. Eu sei que você não vai querer a minha ajuda para encontrar um emprego – ela consentiu sorrindo bobamente, como uma adolescente apaixonada. Isso sempre me surpreende nesses dois, mas é um sinal que ainda existe muito amor verdadeiro um pelo outro. – Mas sempre estarei aqui assistindo todas as suas conquistas de camarote. – e renderam-se a um beijo.

Pois eh! Que estranho! Sabe quando o que você mais quer no mundo é ter uma pessoa que a compreenda e esteja a teus pés te amando loucamente e ao invés disso fica servindo de vela, ou melhor, de um castiçal cheio de velas para seus amigos que se beijam a qualquer momento e não estão nem aí para quem está presenciando tamanha vergonha e muito menos para a amiga que está no fundo do poço por ter terminado com um namorado de anos? É assim que estou me sentindo, não que eu esteja olhando para Harry e Gina, mas só pela respiração descompassada e barulho de um beijo estilo desentupidor de pia que estão fazendo, dá pra perceber que eles não estão nem aí pra mim, que estou aqui chupando dedo só de lembrar do... Rony!

- Gente! Desculpa atrapalhar, mas eu não quero presenciar mais uma tentativa de... Ah! Assim já esta melhor! – falei quando percebi que aquele beijo já estava indo longe demais, assim como a mão do Harry. Gina corou violentamente amarrando os cabelos em um rabo de cavalo que haviam se soltado.

- Desculpa Hermione. Acho que me excedi com você.

- Não faz mal Harry, eu entendo. – sorri para meu amigo que retribuiu. – Nos dois sentidos! – Harry me olhou como se não estivesse entendido, já Gina... Bem, estava da cor de seus cabelos. Sinal que havia entendido benzinho ao que estava me referindo também.

- Pelo menos agora sabemos o motivo do Malfoy ter voltado. – falou Harry apoiando os braços nos joelhos, mudando a expressão do rosto para uma preocupada, mais uma vez.

- Será que é só por isso mesmo, ou...

- Claro que não é só por isso! – falei interrompendo Gina, que pelo o que percebi, parecia caminhar pelo mesmo caminho que o meu.

- Como assim? Vocês querem dizer que tem mais alguma coisa por trás dessa volta repentina do Malfoy? – perguntou Harry nos olhando questionadoramente.

- Sinceramente? Eu acho muito estranha essa volta dele. Assim do nada. – disse Gina.

- Sem contar que é extremamente estranho que ele tenha voltado só por causa de um emprego no St. Mungus e ainda como assistente. Sabemos muito bem como o Malfoy é. Sempre gostou de aparecer e ostentar tudo que tinha, tanto o poder financeiro quando o seu tão nobre nome. Eu não acredito que ele tenha voltado só por isso. – falei pondo todo o meu ar sério e calculista na voz. Gina balançou a cabeça confirmando a minha teoria.
Harry ficou calado por um tempo, olhando as chamas crepitarem a madeira que ia se tornando cinzas, parecia pensar em tudo que eu havia dito. Por fim...

- Quando finalmente Voldemort foi derrotado e, aceitando ou não, tivemos a ajuda do Malfoy para isso...

- Pelo simples fato dele tentar salvar a própria pele. – colocou Gina. Harry a olhou pelo canto do olho.

- Eu achei que um pouco de humildade e até mesmo um sentimento qualquer pelo próximo, Malfoy tinha no coração... – continuou, como se não tivesse sido interrompido.

- Pra mim ele nunca teve coração. – Gina interrompeu mais uma vez.

- Harry, uma vez Comensal da Morte sempre Comensal da Morte. – falei olhando de esgoela para a ruiva.

- É a simples lei da vida! – Gina cortou mais uma vez, falando sonhadoramente, como se estivesse vendo uma linda borboleta voando esplêndida dentro da minha sala.

- Eu concordo com você Hermione. É realmente estranho que ele tenha voltado por uma coisa tão pequena como essa. Não que eu esteja desprestigiando o trabalho de auxiliar, Gina – Harry colocou rapidamente por que Gina lhe lançou um olhar ameaçador. – Mas, como Hermione mesma falou, conhecemos o Malfoy suficientemente bem pra saber que esse não é o tipo de coisa que atrairia a atenção dele.

- Claro! Ele sempre foi prepotente. – falou Gina.

- Então concordamos que é extremamente estranho esse retorno dele a Londres? – perguntei.

- Claro que é. Sinceramente eu nunca acreditei que o Malfoy desapareceria para sempre.

- No entanto, Gi, temos que, de certa forma, agradecer a ele. A ajuda do Malfoy foi, sem dúvida alguma, bem vinda. – Harry falou encostando as costas no sofá e passou um dos braços por trás de Gina que se acomodou bem junto dele.

- Agradeça você. Pra mim, mesmo que tenha ajudado o que fosse, não esqueço o que o Malfoy foi e sempre vai ser. Um mal caráter sem procedência, além de um incompetente ambicioso, egoísta, patético, prepotente, intrometido...

- O que vamos fazer agora, Harry? – perguntei, alteando a voz, interrompendo o acesso de sinônimos que Gina daria a Malfoy, sem fazer transparecer que a minha mente estava elaborando atrocidades para fazer com o Malfoy. Hahaha! (risada maligna).

- Nada, por enquanto. – Ah! Como assim! Fiquei desolada. Foi como tirar doce de criança. – Mas vou ter que lhe pedir uma coisa Hermione.

- Ficar de olho no Malfoy e tentar saber o verdadeiro motivo do seu retorno. Acertei? – falei como se fosse um esforço enorme fazer tudo isso. Claro que não era. Faria de tudo para tirar o Malfoy de perto. Harry confirmou com a cabeça.

- Infelizmente, você é a única capaz disso. Só quero que você tenha cuidado. Não sabemos ainda o que o Malfoy esta pretendendo...

- Mas eu acho que está óbvio! – disse Gina, Harry revirou os olhos por mais uma interrupção da mulher. Levantou-se e puxou Gina consigo que se assustou.

- Espero que essas suspeitas não se concretizem. – Harry me olhou como se estivesse tentando me explicar alguma coisa com aqueles olhos verde-esmeralda e entendi no mesmo momento. Harry não estava preocupado apenas com o motivo de Malfoy ter voltado, mas com o que ele estaria planejando para prejudicar a ele, seus amigos e, principalmente, a sua família que se resumia a Gina e a filha, Émilly. Senti um aperto no coração por saber que de alguma forma a nossa tranqüilidade estava ameaçada e o pior de tudo eu ainda não tinha percebido isso.

Após me despedir de meus grandes amigos e lhes prometer que um dia desses qualquer eu apareceria pela casa deles, a pouca fome que eu sentia me fez tomar apenas um copo de leite frio. Pra falar a verdade não tava com cabeça o suficiente para preparar algo pra comer, se normal à comida não sai lá grandes maravilhas, imagine com a cabeça cheia de preocupações. Tomei um banho para tentar esfriar a cabeça para pensar melhor no assunto que nos atormentava, mas estava um tanto complicado, já que a música na casa da Sra. Macllem estava me incomodando, além de fazer aumentar a minha dor de cabeça. Coloquei comida para meus bichinhos lindos, peguei um livro, “A História da Alquimia no Ocidente”. Deitei na minha cama macia e comecei a ler, tentando esquecer tudo que estava acontecendo para poder ter uma, pelo menos, uma noite de sono mais ou menos, porém... E esse “porém” que me persegue... Estava sendo impossível, não pelo barulho vindo do apartamento vizinho, mas pela imagem dos olhos de preocupação que Harry me lançou antes de ir embora.
Preocupações! Enquanto eu estava apenas preocupada com o fato do Malfoy ser o meu mais novo assistente e na ameaça que ele representava para o meu cargo, não imaginei que o seu retorno fosse abranger tantos problemas. Não sei como fiquei cega a ponto de não perceber que o seu retorno não era estranho, era absurdamente estranho. O melhor que posso fazer é seguir o pedido de Harry. Cercar o Malfoy por todos os lados e descobrir, nem que custe a minha vida, o que ele está pretendendo fazer.

O que ele está pretendendo fazer...

Ele... pretendendo fazer...

Pretendendo fazer...

Fazer...

...zer...

Uma fina camada de sol, que atravessou a cortina branca do meu quarto e pousou em cima da minha cama, mas precisamente no meu rosto, isso foi o suficiente para me acordar...

- QUÊ? ACORDAR? COMO ASSIM? – me assustei, sentando na cama e olhando para o relógio na mesa-de-cabeceira, que já havia amanhecido e que, como sempre nos últimos dias, eu estava atrasada. Caramba, eu juro do fundo do meu coração, que acabei de colocar minha cabeça, que está rodando nesse exato momento, no travesseiro e já to acordada. Que merda! Será que nem posso dormir direito. Poxa vida!

Bum!

Joguei-me de volta na cama, virei de bruços e afundei meu rosto no travesseiro para soltar um grito daqueles.

-AHHHHHHHHHH!!!! QUERO VOLTAR A DORMIR!!!!

Resmungando, como uma criança que acabara de pedir para mãe que não fosse para a escola e receber um não como resposta, levantei-me da cama ainda de olhos fechados, me arrastei até o banheiro, tomei uma ducha que estava muito fria por sinal, mas não foi o suficiente para me fazer acordar de vez. Com o mesmo ânimo, me arrumei, ou melhor, coloquei a primeira roupa que vi na minha frente e amarrei de qualquer jeito meus cabelos em um rabo-de-cavalo e me dirigi até a sala. Senti meus bichinhos de estimação andarem atrás de mim, por toda a casa, pareciam estar me vigiando para que não fizesse nada de errado, que provocasse a minha morte de tão zonza de sono que eu estava. Eu mais parecia um zumbi de tanto sono. Café da manha? Eu não estava com nenhuma vontade e nem paciência para perder tempo na cozinha preparando o tal do café da manha, primeiro que para mim ainda nem tinha amanhecido.

- Como qualquer coisa no trabalho! Ahhhhh! Trabalho? Eu não quero trabalhar hoje. – choraminguei, batendo o pé no chão. Mas uma coisinha começou a fazer cosquinhas na minha barriga fazendo com que um vestígio de um quase possível sorriso escapasse de minha boca. Essa cosquinha foi à lembrança de que aquele seria o primeiro dia do Malfoy no trabalho e que ele estaria à mercê de minhas ordens. Nossa! Como é doce a vingança.
No momento seguinte estava ouvindo o barulho dos carros no movimentado centro de Londres.

E que barulho! Puts! Com medo de que meus tímpanos fossem afetados pela amplitude do barulho de trânsito e de gente andando de um lado para o outro, apressadas, corro em direção àquele manequim velho e feio pensando no conforto e no silêncio da minha sala no departamento e no soninho gostoso que poderia tirar. Sem mais pensar em nada sigo em direção ao meu tão sonhado destino...

BANG!

A única coisa que conseguir ver foi minha bolsa e meu jaleco descrevendo uma semi-circunferência a uns dois metros de altura do lugar que anteriormente me encontrava e sentindo minha bunda sendo achatada contra o chão. Mas que merda! Era só o que me faltava. Quem foi o infeliz que me derrubou? Mas se você pensa que com isso eu fui acordada do transe do sono, enganou-se, pois esse “acidente” não me despertou. Apenas me fez ficar com mais raiva e com uma vontade louca de matar essa pessoa pelo simples fato de ter atrasado o sono que eu tiraria na minha sala. Vai ser uma morte bem rápida. Não vou fazê-la sofrer por que minha vontade de dormir não foi afetada, apenas por isso.

Escuto o indivíduo falar alguma coisa e se levantar. E eu ali, estatelada, com a minha bunda sendo comprimida contra aquele chão duro pensando em todas as possíveis mortes que poderia praticar. Um Avada Kedavra seria o suficiente?

- Desculpe! – escuto a pessoa falar. E só pela voz grave é um homem. A raiva que eu sentia... Raiva, que raiva? Só foi ouvir aquela voz grave que a raiva que me possuía sumiu. Foi automático. Claro, né! Depois esse homem é o meu segundo príncipe encantado... Evidente que o primeiro é o Rony!... Ah Rony por que você foi embora?... Não é hora para lamentações Hermione Granger! – Posso ajudá-la? – perguntou ele estendendo a mão para mim.

Nem hesitei em pegá-la e logo em seguida eu estava sendo levantada por aquele homem super cheiroso. Gente! Ele tem um cheiro muito bom! Antes de eu levantar o rosto e conhecer o autor da dor que estou sentindo em minha bunda eu o escuto perguntar:

- Você está bem? – olho para ele com o melhor sorriso simpático...

- Não lhe interessa como estou. Me solta! – e saí andando em direção ao vidro, bufando de raiva.
Por que da raiva? Ah por que? Oh meu Deus! O que foi que eu fiz para merecer isso? Por que tinha que ser justamente o Malfoy? Sim! Era ele. O indivíduo que colidiu comigo era o imbecil do Draco Malfoy. E o sono? Ah sumiu é claro!

Será que estou passando por tudo isso só pelo fato de não ter ido embora com o Rony? Eu vou matar o Rony quando encontrá-lo! Por que jogar uma praga tão grande pra cima de mim. Sinceramente, eu acho que não mereço tamanha desonestidade. Tudo isso só porque eu coloquei em primeiro lugar o meu lado pessoal e não o sentimental? Ah! Vai catar sapinho! Claro que eu não podia simplesmente deixar tudo isso pra traz e seguir ao lado do homem, amigo, companheiro da minha vida... Ah! Que merda! Se arrependimento matasse, todos os bichos nojentos que se alimentam de carne humana em putrefação estariam, nesse exato momento, brincando de pira dentro de mim. Oh! Merlim que injustiça... Uma camada fria me fez parar com esse arrependimento, congelando uma lágrima que já ia dando uma de doida e escorregando de meus olhos.

Entrei no St. Mungus pisando forte sem notar várias pessoas, que estavam ali por algum motivo, olhando para aquela pessoa que bufava e soltava palavrões que era eu.

- Hei Granger! Espera aí... – escuto Malfoy me chamar.

- Me esquece Malfoy!

- Ih Granger dormiu comigo foi...?

- Se tivesse você estaria fazendo companhia ao Voldemort nesse exato momento. – escutei várias pessoas prendendo a respiração... Mas que ridículas! O cara de cobra já bateu as bostas, ou melhor, botas um tempão já e ainda fazem isso quando falam dele! Humhum!

Antes de começar a subir os degraus para chegar logo ao meu precioso destino que era minha sala e me trancar lá, agora mais que nunca, senti uma pressão de uma grande mão masculina em meu braço, me fazendo virar tão rapidamente que não consegui desviar de alguma coisa que bateu em meu rosto. A dor foi tão grande que senti todas as lágrimas que a pouco reprimia saírem num jorro. Levei minhas mãos ao rosto, escondendo-o. Meu lado esquerdo foi ficando quente de tão vermelho, com certeza. Logo em seguida não era apenas meu rosto que estava latejando, mas toda a minha cabeça parecia pulsar de muita dor.

- Puta que pariu! – foi à única coisa que conseguir falar. Mais uma vez ouvi as pessoas prenderem a respiração. Por que fizeram isso? Há, sei lá! Deve ser porque eu trabalho lá como chefe de um dos mais importantes departamentos, ou porque sou uma mulher, ou pelo simples fato de eu ser a melhor amiga de Harry Potter, a cabeça pensante do Trio Maravilha. Ah! Me poupe!

Chorando quase convulsivamente pela dor que parecia ter se alastrado por todo meu corpo, olho para o Malfoy, por entre os dedos, que me olhava com uma expressão de pena e espanto. Seu braço estava meio estendido segurando nada menos que minha bolsa e meu jaleco. Então foi com isso que ele me bateu? Tentei pegar minhas coisas, mas ele foi mais rápido que eu e as puxou para junto de si. Minha raiva aumentou assim como meu acesso de choro.

- Descul...
Nem esperei ele terminar de falar, dei meia volta e comecei a subir as escadas, correndo. Senti alguém também correndo atrás de mim pedindo para que eu parasse. Não vou parar é nunca. Se eu olhar pra cara de trasgo do Malfoy vou ser capaz de fazer uma besteira. Como eu gostaria que quem estivesse correndo atrás de mim fosse o Rony e não o Malfoy. Seria muito mais fortalecedor ver aqueles olhos azuis cheios de vida do que os azuis acinzentados de tanta frieza que sãos os do Malfoy.

- Granger! Faz o favor de parar? - ouvi mais uma vez a voz de Malfoy vindo de algum ponto atrás de mim.

É incrível como quando queremos chegar muito a um lugar, esse lugar nunca chega. É exatamente isso que está acontecendo. Parece que esses degraus se multiplicaram bem umas cinco vezes, no mínimo. Pelo esforço de subir correndo esses degraus, chorar e ao mesmo tempo prender o choro e a vontade de mandar o Malfoy para um lugar bem feio meu coração está acelerado e minha respiração ofegante. É bem provável que eu tenha um treco ou coisa parecida antes de chegar ao terceiro andar.

- Granger! Cuidado! Você... não acha... que... esta correndo... muito... rápido? - ouvi Malfoy perguntar parecendo tão ofegante quanto eu. Abri um sorriso ao mesmo tempo que a aquela preocupação me fez ficar pior. Ele não deve se preocupar comigo. Ele nunca se preocupou comigo. Quem ele ta pensando que é? Os únicos homens que podem ter essa preocupação comigo são: meu pai, Harry e... Rony! Ai caramba! Mas uma coisa varreu esses pensamentos da minha cabeça. A placa informando que aquele era o Terceiro andar.

Virei o corredor correndo o mais rápido que podia quando vi a porta do departamento. O barulho de meus passos se mesclando com os de Malfoy. Senti a ponta de seus dedos tocarem minha costa rapidamente. Ele estava perto. Oh Deus! faça com que esta porta esteja aberta, por favor! Não estou nem um pouco afim de parar e encarar o Malfoy naquele corredor, com essa cara extremamente inchada. Já esta sendo desconfortante demais saber que ele me viu chorando. No mínimo ele vai me chamar de fraca. Uma coisa que não sou!

Há dois passos da porta estiquei a mão em sua direção, percebi que a porta estava semi-aberta, e a abri. Atravessei aquele portal com rapidez, mas pude ver um vulto branco ali... Não gente! não era um fantasma. Mas eu aposto um autógrafo do Harry com vocês que Maire ficou parecida com um, pelo sustão que levou. Abro a porta da minha sala com a mesma rapidez, porém, não fui rápida o suficiente que o Malfoy pois, antes que eu pudesse fecha-la e me trancar lá dentro, a pessoa enfiou um braço e a empurrou, fazendo com que eu desses alguns passos para trás, virando-me rapidamente de costas para ele. A única coisa que ouvi, logo em seguida, foi um click informando que eu estava trancada na minha própria sala com ninguém menos que Draco Malfoy.

Ficamos alguns minutos recuperando o fôlego, ou melhor, ele ficou, pois eu ainda estava chorando, segurando minha boca para que nenhum soluço fosse ouvido por aquele indivíduo.

- Granger, olhe para mim. - pediu ele.

- Malfoy d-dá o... fora! - falei, tentando controlar a minha respiração para que ela não falhasse naquele momento, mas a individua me obedeceu? Claro que não! Ultimamente nem meu próprio corpo me obedece. To bem arranjada mesmo!

- Ah Granger! Pára com isso. Você já ta bem grandinha pra ficar fazendo birra - Malfoy falou esticando uma das mãos para tocar em meu ombro que o puxei para fora do seu alcance. Ele soltou um bufo de indignação. Birra? Como assim, birra? Parece minha mãe falando, caramba!

- Malfoy! Eu tô pedindo com o pouco de paciência que me resta que você se retire de minha sala. - falei me sentindo cansada de tudo aquilo. Já estava me sentindo péssima só de lembrar do Rony, ainda mas com o Malfoy do meu lado querendo me consolar. Ah! Isso já é demais! Receber consolo de Draco Malfoy? Nem pelos cacetes. O mundo não é um doce! Alguém pode dizer isso pra essa pessoa albina que invadiu a minha sala? - Eu não preciso... da sua ajuda. Sai daqui. Deixe-me em paz.

- Eu até entendendo que você não queira e muito menos precise do meu ombro amigo, - começou ele sarcástico - Mas pense que sou o Potter ou o Weasley e me conte o que lhe aflige. - se ele queria que isso soasse engraçado ele não foi feliz nessa tentativa.

Muito pelo contrário só me fez ficar pior do que já estava, se isso era possível, quando ouvi o nome Weasley. Apoiei-me na mesa e comecei mais um acesso de choro. Dessa vez não consegui prender o soluço que castigava minha garganta, apenas apertei com mais força minha boca com uma das mãos, levando a outra a gola de minha camisa e a apertando com grande afinco. Acho que o Malfoy percebeu o mal que tinha me feito, por que o senti se aproximar de mim e depositar suas mãos no meu ombro apertando-o com... carinho? Por incrível que pareça, e estou quase para me matar por ter que compreender isso, foi consolador e confortador. Algo que nunca esperaria dele. Deixei-me levar pelo momento deprê de minha ínfima existência, virei e joguei-me em seus braços, chorando como nunca, abafando meus soluços no seu peito forte. Ele me abraçou com tal delicadeza que me surpreendeu.

- Calma Granger! Shiiii... - começou a afagar meus cabelos e a me balançar de um lado para o outro no mesmo ponto e por incrível que pareça aquilo começou a me acalmar, a me deixar livre de qualquer receio, a me surpreender... - Independente do que seja, não vale a pena. Ninguém deseja e muito menos merece o seu choro. Você tem que ser forte, não para impressionar ninguém, mas para encarar todos os ganhos e as perdas que a vida ainda irá lhe aprontar... - se a intenção era me deixar bem com aquelas palavras, definitivamente, não estava conseguindo. Eu já estava me sentindo mal o suficiente para ainda ter que ouvir Draco Malfoy falando de perdas que ainda aconteceriam na minha vida. Mais uma vez, meu acesso de choro, que já não era tão grande, criou vida. - Na-Não Granger! Não faz isso de novo. Desculpe! Acho que já deu para perceber que não sou muito bom com palavras de consolo. Pra falar a verdade, acho que nunca consolei ninguém, muito menos uma mulher. Bem, não dessa maneira se você me entende.

Eu sabia que tudo tava sendo muito mais ou menos para ser verdade. Ele tinha que soltar uma besteira como essa agora? Mas claro que tinha. Estamos falando de Draco Malfoy! Mas o incrível é que isso, essa besteira, me fez rir. Olhei para ele balançando a cabeça negativamente, sem fazer o menor esforço de sair daqueles braços fortes, ele, também parecia que não estava com vontade alguma de fazer algo parecido, pois não afrouxou os braços do aperto em minha cintura. Cintura? Opa! Ponto de risco!... Ele soltou a respiração como se estivesse indicando que havia relaxado da pressão do meu choro e retribuiu o sorriso. Claro e evidente que não deixei de reparar como aquele sorriso tinha ficado tão bonito. Não era esnobe e muito menos perigoso, como sempre fora, nesse momento era simpático, bonito e um tantão charmoso. O tipo de sorriso que deixaria qualquer mulher encantada e total e tolamente desnorteada, como eu havia ficado.

- Sabia que você fica até simpática quando sorri? - disse ele.

- Sabia que você fica bem mais humano quando tenta ajudar alguém? - falei e ele fechou a cara. Ah! Cadê o sorriso? Poxa! Estava tão mais bonito sorrindo!

- Você me acha bonito sorrindo Granger? - Arregalei os olhos assim como meu sorriso havia desfalecido. Fiquei paralisada, olhando para ele como se nunca o tivesse visto mais gordo. Eu não acredito que ele ouviu isso! Ai, Caramba! Como ele pôde ouvir? Ele tá lendo meus pensamentos? Era só o que me faltava!

- Não entendi. De onde você tirou isso? - falei tentando me soltar daqueles braços que não estavam mais confortadores e sim constrangedores.

- Foi você que falou. - ele sorria cafajestemente. - É verdade? Você me acha bonito sorrido?

Fiquei sem ação. Simplesmente não sabia o que fazer. Dizer que não havia falado? Ele me atazanaria até eu dizer que falei. Mudar de assunto? Ele não mudaria e me atazanaria até confirmar. Mandar ele embora dali? Ele não iria e me atazanaria até eu repetir. Matar ele? Bem, seria ótimo, mas acho que até como fantasma ele me atazanaria para falar. Então...

- E seu eu achar? - Perguntei sentindo meu rosto ficar vermelho tentando sair de seus braços, mas ele me apertava com tanta firmeza que estava sendo impossível.

- Vou achar que tenho uma chance. - Ele começou a se aproximar lentamente de mim, porém, não percebi, pois havia ficado perdida naquelas palavras sem saber o que entender e muito menos o que dizer. - Me deixe fazer você sorrir mais vezes?

- Co-como? - perguntei sem saber o que estava perguntado.
- Fazendo você feliz. - a última coisa que vi foi Malfoy a milímetros de distância do meu rosto, avaliando minha boca enquanto que molhava a sua com a ponta da língua, antes de fechar os olhos, coisa que fiz antes de...

PEM-PEM-PEM-PEM-PEM

"Que merda é essa?" Minha mente pergunta para o barulho infernal que invadiu meu sono. "Quem ousa interromper o meu sonho?". Abro os olhos com espanto e vejo o teto branco do meu quarto. Completamente desnorteada estico o braço com a intenção de desligar o despertador, mas acabo o derrubando. Pelo menos desligou! Penso, me ajeitando na cama. Tirei “A História da Alquimia no Ocidente” de cima de meu peito. Sento na cama, ainda um pouco confusa com tudo que havia acontecido. Olho ao redor como se estivesse procurando alguma coisa. Mas a coisa não estava ali e não poderia estar.

- Foi só um sonho Hermione. Ou melhor, foi só um pesadelo Hermione. -
falei mais para mim do que para as paredes brancas ao meu redor.

"Para um pesadelo até que você reclamou por ter sido interrompido!"

- Cala a boca Consi!

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Prontinhuuu... e ai gostaram???
Espero q sim...
Prommeto do fundo do meu S2 q vou postar com + pressa o próximo..

b-Jusssss

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