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30. Devolta ao Trabalho, Potter


Fic: Harry Potter e o Prêmio de Riddle


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry aparatou logo atrás de um recolhedor de bilhetes, de uma plataforma que ele sabia que estava desativada há muito tempo.

Ninguém pareceu perceber o aparecimento repentino do garoto. Harry viu Gina e o Sr. Weasley saindo de um corredor de entrada restrita à funcionários e Carlinhos veio de um dos banheiros masculinos. Com a balbúrdia ninguém pareceu ter ouvido os estalos que seguiram o aparecimento dos quatro.


Harry se encontrou com os outros na porta da passagem para a plataforma 9 ¾ e discretamente passaram para o outro lado.


Harry ainda se surpreendia toda vez com a grandiosidade da locomotiva vermelha, o Expresso de Hogwarts.


Harry reencontrou muitos amigos, agora seus alunos.


— Bem Harry, aqui eu me despeço e espero que você cuide bem de minha Gina. — O Sr. Weasley bagunçou os cabelos rebeldes e acariciou a cabeça de Gina e depois a beijou.


— Cuide bem da minha irmãzinha, olha lá hein!!! Você é professor dela. — Brincou Carlinhos.


— Tudo bem, eu sempre cuido bem de meus alunos, não se preocupem. — Respondeu Harry fingindo um tom sério.


Harry subiu no trem, com a ajuda de Gina. Após acharem uma cabine, Gina desceu para se despedir de seu pai e de seu irmão.


Harry ficou olhando aquela grande família, grande e feliz, essa guerra traria tristezas, a todos eles.


Harry pensou em quanto aquela guerra trazia tristezas e perdas desde antes dele nascer, mas as tristezas e perdas não estavam ligado diretamente a ele. Ele hoje já tinha consciência disso.


Neville sofreu antes mesmo de conhecer Harry, e talvez até mais do que Harry já que, diferente de Harry, ele havia perdido os pais. Não para a morte, mas sim para o esquecimento, os pais de Neville nem se quer o reconhecia, estavam ali, mas não sabiam quem era ele e isso chegava a ser pior que suportar a dor da morte.


Mas essa guerra não trouxe perdas só para um lado, pensava Harry, Lúcio Malfoy devia estar agora em Azkaban, atrás das barras de ferro, louco, pensando em uma forma de sair de lá, e provavelmente conseguiria, só para se vingar.


Lúcio não só foi preso e abandonado em Azkaban pelo seu Lord, a quem foi tão leal, como também perdeu seu único filho, não sabe o paradeiro da esposa, perdeu sua identidade no mundo bruxo e tudo aquilo que tinha antes de achar que se unindo ao Lord das Trevas estaria seguro.


Essa guerra não fazia distinção de amigo ou inimigo, eram todos vítimas da cobiça e de um único ser, ser que só Harry sabia como detê-lo, mas para isso teria que causar um imenso sofrimento na família que ele olhava agora pela janela.


Harry sorriu para o Sr. Weasley e para Carlinhos que acenavam para ele enquanto Gina entrava na locomotiva que apitava agora.


Estavam partindo.



— Essas férias foram curtas, queria que elas tivessem se esticado mais. — Comentou Gina logo após entrar na cabine e se sentar próxima à janela, enfrente a Harry, para acenar para seu pai e seu irmão.


— Você devia ter aproveitado mais, e não ter passado todo o tempo no St. Mungus me vigiando, eu não ia sair de lá mesmo. — Brincou Harry enquanto acenava pela janela também.


— Sim, você não iria sair. Mas você acha que eu confiaria você a aquela enfermeirazinha... — Gina parou de acenar depois que o trem ganhou velocidade e fez a curva. — ...Todos os cuidados e todos os banhos?


Harry congelou.


— Banhos?


— É, você não achou que ficou esse tempo todo lá fedendo a sujeira de cemitério, ainda mais com aquela maldição que deixava um cheiro carne podre. — Gina fez uma cara de nojo.


— Banho? — Repetiu Harry deprimido. — Quem me deu banho? Não foi a enfermeira, foi?


— Claro que não. — Respondeu Gina fechando a cara.


— Nem você, certo?


— Bem que seria, mas minha mãe não deixou.


— Então...? — Harry teve receio de completar.


— Foi a curandeira, uma senhora já de “muita” idade. — Gina enfatizou bem a palavra.


— Ainda bem que eu não vi a cara dessa curandeira. — Harry fez uma cara de desânimo.


— Qual o problema Harry? Algo a esconder? —Gina perguntou com certa malícia.


— O quê? Ahn! Mas… — Harry se engasgou com as palavras e ficou vermelho.


— Não fique tão envergonhado, ela só estava fazendo o trabalho dela.


— Fácil pra você dizer, não foi com você. — Harry tentou abrir a janela pra entrar um pouco de ar. — E se ela tiver se aproveitado de mim?


— Não aproveitou não. — Respondeu Gina distraída.


— Tô até com medo de perguntar... — Harry corou ainda mais.


— Eu disse que passei o tempo todo ao seu lado.


Harry ficou em silêncio por alguns minutos, constrangido com tudo aquilo, até que a mulher do carrinho da comida chegou e quebrou a tensão.


— Vão querer alguma coisa? Querida? Professor? — Estranhamente a senhora do carrinho de lanche estava muito formal.


— Eu nada e você Gi... Srta. Weasley? — Harry reparou no olhar desaprovador da senhora.


— Não, nada. — Respondeu Gina com um tom áspero. — Que mulherzinha atrevida! — Falou Gina após a mulher fechar a porta. — Você viu? Ela estava agindo como se eu fosse uma...


— Calma Gina, Minerva me advertiu que isso poderia acontecer, sorte que não era nenhuma mãe de nenhuma outra aluna, isso sim traria confusão... — Falou Harry pensando no que diria os outros alunos se vissem só os dois ali.


— Como assim confusão? — Perguntou Gina com as mãos na cintura, lembrando sua mãe quando os gêmeos aprontavam uma.


— Poderiam processar o colégio, e eu não quero isso, já tenho outros processos pendentes.


Nesse instante a porta da cabine se abriu novamente e o sangue de Harry gelou e seu coração parou.


— Estávamos procurando vocês. — Eram Neville e Luna.


— Ufa! — Suspirou Harry aliviado.


— O que foi? — Perguntou Neville.


— O Harry anda preocupado com o que os outros vão pensar de nós. — Gina parecia irritada com aquilo tudo.


— Não é bem assim, é que a escola pode ser processada, eu sou um professor agora. — Explicou-se Harry.


— Bem, já andam comentando. — Falou Luna com seu jeito avoado.


— O quê?! — Exclamou Harry.


— Andam falando de como vocês estão agindo estranhos agora, como se não tivessem tido nada antes do Harry se tornar professor. Coisas do tipo. — Comentou Neville.


— O povo de Hogwarts não tem mais o que fazer, então tem que falar da vida dos outros. —Comentou Luna.


— Então eu darei o que fazer a eles, afinal sou professor. — Falou Harry com um sorriso triunfante e lunático.





A grande locomotiva vermelha soltava grandes baforadas de nuvens brancas e fofinhas quando parava na estação de Hogsmead.


Várias carroças puxadas por Trestálios, cavalos alados de aparência espectral e invisíveis a quem nunca viu a morte de perto, esperavam pelos alunos para levá-los até Hogwarts.


Harry, Gina, Neville e Luna ocuparam uma dessas que só tinham quatro lugares.
Os quatro desceram enfrente as portas de carvalho de Hogwarts. Neville e Luna foram entrando na frente e Gina segurou Harry pelo braço.


— Quando entrarmos por aquela porta será Sr. Potter e Srta. Weasley. — Falou Gina.


— Eu sei, mas será necessário se você me quiser por perto. — Falou Harry com tristeza no olhar.


— Bem, mas só depois que entrarmos. — Gina puxou Harry pelo pescoço e lhe deu um beijo.


Quando Harry estava começando a se envolver no beijo Gina já havia saído. Harry abriu os olhos sem querer acordar e olhou para ela já entrando pelos portões de Hogwarts.


— Até amanhã, Professor Potter.


— Até amanhã, Srta. Weasley.






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*!* Capítulo enrolado e curto, é eu sei, mas nem só de ação vive uma história... Em breve a Juh vai betar isso aqui... Gente comentem e votem... E mais, parabenizem a Juh pelo trabalhão q ela tá tendo p corrigir todas as minhas asneiras... Ela merece... Vlw Juh... Bjão *!*

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