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4. A noite é traiçoeira


Fic: Um sentimento inesperado


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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A noite é traiçoeira – pensou, enquanto mexia a colher na xícara de chá, durante o café-da-manhã. Ron estava sentado à sua frente, olhando-a com a face ruborizada e um sorriso irritantemente inocente. Será que ele não percebe como não estou correspondendo a esse sentimento? – ela se perguntou. Mas sabia que não. Era um sentimento inesperado até para si mesma.

- Mione, querida, será que hoje você pode ajudar Gina a recolher alguns gravetos ali atrás? – apontou a simpática sra. Weasley para a porta que dava para o quintal, enquanto passava com um montante de roupa suja. – Harry pode ajudar assim que terminar no galinheiro com Ron. Aliás, Rony – gritou, virando-se para o rapaz – Por que o coitado do Harry está fazendo tudo sozinho? Ele não dá conta de tantas!

Não sei se foi a frase com duplo sentido mais dentro do contexto que Hermione já tinha ouvido, mas não pôde deixar de sorrir levemente com o humor negro da situação. Olhou pelo vão da porta entreaberta e viu Harry com um saco de comida para as galinhas, jogando-a sem o menor jeito para que as aves se alimentassem. Ron se levantou e, dando um beliscãozinho de leve em seu braço, saiu pela porta, esfregando a nuca, desajeitado. Ele era muito alto – muito mais do que Harry – pensou. Seus cabelos ruivos estavam inexplicavelmente sedosos e, na altura dos ombros, deixava-o com um aspecto bastante atraente. Mas foi só ela olhar novamente para Harry, e não sabe se foi quando o chá quente tocou seus lábios, ou a intensidade do momento, que o fez perceber e olhar para ela no mesmo momento, e por alguns segundos eles se perderam naquilo, despertando somente quando uma galinha deu um pulo assustada ao seu lado, porque levara um pisão. Hermione sorriu e levou a xícara à pia, e ao virar encontrou Gina parada em frente à porta, encarando a amiga.

- O que foi? – perguntou a ruiva desconfiada, olhando do namorado para a amiga.

- Nada.. – disse Hermione, ainda sem vontade de mentir, mas com responsabilidade – Uma galinha atacou o Harry e foi... engraçado. Vamos? – perguntou abruptamente.

- Vamos – respondeu Gina, sinceramente convencida com a resposta.





Estava sentada com flores na cabeça quando viu Gina se afastar com Ron, provavelmente porque encontraram um esquilo ou algo do tipo. Harry percebeu o momento único e se aproximou, sentando ao seu lado. Ambos estavam envergonhados, mas felizes. Era algo que pertencia somente aos dois. Ele iniciou a conversa, ansioso:

- Er... alguma chance de vocês terem conversado? – ele perguntou.

- Não.

Alguns segundos de silêncio e olhares no horizonte. Um gritinho de Ron, possivelmente mordido pelo esquilo, e as risadas de Gina, mas tudo ainda soava muito longe, em outro mundo, pra dizer a verdade...

Então Harry falou.

- Eu sei que é difícil, mas nós não podemos continuar fingindo que não aconteceu nada ontem, Mione. Eu sequer consegui dormir, pensando em tudo aquilo...

- Eu sei – ela disse – Mas não podemos fazer de qualquer jeito.

- Mas não é justo com eles continuarmos um dia sequer sem...

- Harry – interrompeu Hermione – Não é fácil assim.. Ontem à noite o Ron e eu conversamos, ele estava realmente mal e...

- Vocês fizeram as pazes?

- Não, você não entende.. Eu não poderia ter dito nada naquele momento, ele estava tão frágil e...

- Vocês dormiram juntos?

- Harry... não... – sua voz tinha um tom de súplica.

- Hermione, simplesmente responda: vocês dormiram juntos?

A garota abaixou os olhos, aflita, despedaçando a florzinha que tinha nas mãos.

Harry suspirou frustrado, e apertou a cabeça com seus pulsos.

- Harry – ela continuou – Você precisa entender que temos que fazer isso devagar... Pense em tudo, em todos, na sra. Weasley... Pense no que eles vão achar de tudo...

Harry permaneceu em silêncio.

- Meu namoro com o Ron não vai bem, mas você e Gina têm um relacionamento mais recente, então é mais fácil vocês dois terminarem, e depois de algum tempo eu termino com o Ron... e aí...

- Você está falando sério? – ele interrompeu, muito bravo – Eu quero dizer.. sério mesmo?

- Ãhn, por quê?

- Isso vai demorar uma eternidade! É muito melhor acontecer tudo de uma vez. Será um choque, mas passa. Eu não posso, não, você não entende, Mione – ele disse, se levantando – EU NÃO CONSIGO ficar mais um dia sem poder te abraçar como eu fiz ontem, sem poder ficar livremente com você como eu fiz ontem. Não dá, precisa ser já. Eu vou falar com a Gina! Ei, Gina! – gritou em direção aos dois irmãos ao longe – Ron! Venham aqui!

- Harry, você enlouqueceu? – sussurrou Hermione, agarrando a barra de sua calça.

Aflita, sequer viu quando os dois se aproximaram.

- Que foi, cara? – perguntou Ron, ainda segurando o dedo machucado e Gina rindo ao seu lado.

Hermione desviou o olhar. Estava em pânico com o que Harry poderia dizer.

Fechou os olhos e se preparou para o pior, quando ouviu de sua boca:

- Ali daquele lado tem uma fonte muito maneira! – disse – Sua mãe ia gostar se levássemos um pouco daquela água para casa, não?

- Ah, sim... – respondeu o ruivo, intrigado – Vamos lá.

Hermione observou os três andarem com dificuldade entre a mata alta, antes de acompanhá-los. Respirou aliviada por não ter acontecido o que ela temia, mas ao mesmo tempo sabia que uma hora aquele momento chegaria, e que quando isso acontecesse ela teria que estar preparada.

Não conseguiu deixar de olhar para a bundinha de Harry enquanto desciam a colina. ;)





A verdade é que, com os preparativos do casamento de Gui e Fleur, a sra. Weasley quase não os deixava juntos. Harry olhava intensamente para Hermione sempre que ela passava, mas a garota parecia tentar ignora-lo. Ele respeitou sua decisão, mas não concordava com ela e ficava maquinando como poderiam resolver tudo aquilo. Sabia que a garota também sofria com a situação.

Em poucos dias eles viajariam e talvez tudo fosse mais fácil. Com Gina as coisas seriam menos piores, porque ele já havia dito que preferia não se envolver com toda a situação em torno de Voldemort acontecendo, e ela aceitou. No final das contas, foi a melhor coisa a ser feita, porque ele quase não tinha contato com Gina, e seria mais fácil a separação para a viagem. Mal poderia esperar para estar com Hermione...

Mas tinha o Ron. E era o seu melhor amigo.

Mas ele a amava. Complicado, ham?






E era cada vez mais difícil passar uma noite sem beija-la. Naquele dia, eles tinham jogado quadribol (que ela odiava) e ficaram suados, sujos, ao pôr-do-sol, mas ainda assim achava-a linda. Sentiu um aperto no coração quando Ron desceu de sua vassoura, segurou-a pela cintura e a beijou. Queria estar em seu lugar. Queria tomar Hermione em seus braços e fazer amor como fizeram daquela vez. Já se passaram dias desde aquela noite e nada mais acontecera. Ele já estava ficando maluco e prestes a explodir, contar tudo a todos e fugir com ela. Só não fazia isso por causa do Ron.

- O que foi, amor? – perguntou Gina, assustando-o quando o abraçou por trás, passando levemente as unhas sobre seu peito, embaixo de sua camisa. Era uma deliciosa tarde de verão e estava realmente quente. Ao ver Hermione mais à frente, com Ron, sumindo no gramado alto, teve vontade de entrar em uma interessante competição, e assim deitou a namorada no chão.

Mas por Merlim, como elas eram diferentes. Ela sorria para Harry da mesma forma de quando a viu pela primeira vez, com dez anos de idade, na plataforma do Expresso para Hogwarts. Parecia uma menina. Tinha um corpo lindo, esguio, é verdade, mas não tinha qualquer vontade de apertá-la e beija-la como tinha com Hermione. Ela simplesmente não era Hermione.

Mesmo assim, tirou sua camisa e beijou seu pescoço, enquanto ela gemia e dava risadinhas de prazer. Levantou sua blusinha rosa e lambeu seus seios de menina, que eram tão inocentes quanto todo o resto ali. Fechou os olhos e lembrou-se dos seios carnudos de Hermione, e de repente se viu tomado por muito tesão. Seu pau ficou muito duro e queria arrombar a calcinha de Gina, toma-la com força, e despejar nela toda a energia que estava acumulada desde aquela noite com a amiga.

A garota recuava, trançava as pernas... Harry estava começando a se irritar com isso. Ela era virgem, ele sabia... Mas também sabia que só não tinha feito o ato, porque ela era muito espertinha... Lembrou-se da vez em que a surpreendeu com Dino em um corredor, há uns dois anos, não se lembrava direito... Mas ela sabia muito bem o que estava fazendo, essa era a verdade.

Ela segurou o seu pênis com delicadeza, mas ainda assim era gostoso... Ele sabia que teria que ser hoje, teria que come-la naquele dia, porque senão isso jamais aconteceria. Ele não ia mais ter aquela vontade...

E então ela segurou seu rosto em suas mãos, olhando em seus profundos olhos verdes, e disse:

- Harry, você me ama?

Ele engoliu seco, mas estava pouco ligando, naquele momento, e disse que sim. Ela o puxou para dentro de si e ele invadiu tudo, com certeza machucando-a, porque escutou quando ela soltou um gemido sincero, e ela era muito apertadinha. Segurou em sua cintura e a empurrava para frente e a puxava, como se fosse uma boneca, de tão magra e leve. Mas seus cabelos lisos batendo em seu peito e aqueles seios de menina em sua boca lhe deixavam excitadíssimo... não poderia negar. Foi enfiando com cada vez mais força, sentindo seu pau latejar a cada estocada, e a garota rebolando de tanto prazer...

Escutou, ao longe, um gemidinho, e sabia que era Hermione, assim como sabia que ela estava pensando nele...

E então ele acelerou, sem qualquer pudor, e começou a penetrá-la com muita força. Seu peito batia contra o dela e a garota pulava como uma cadela no cio. Ele estava cada vez mais perto de gozar... cada vez mais perto...

Numa última estocada, seu pau pareceu explodir... e ele inundou Gina com todo seu leite quente, o suor dos seus corpos misturados e aquele aroma adocicado de gozo no ar...

Ela o abraçou, e assim ficaram durante alguns segundos, enquanto recuperavam o fôlego. Harry não queria falar nada, apenas deixar aquilo passar. O cheiro de flores invadiu seu cérebro e, apesar de tudo, era um momento bom...

Viu de relance quando Ron e Hermione se levantaram, indo em direção à Toca, e achou prudente esperar mais algum tempo antes de partirem juntos também para a casa de sua namorada. Ela o olhava apaixonada, e ele sequer tinha forças para qualquer coisa. Foi a trepada mais necessitada que ele já tinha dado na vida, e só queria chegar na casa, tomar um bom banho e sonhar com a sua Hermione, ou quem sabe conversar com ela sobre isso, ou até beija-la, abraça-la, fazer amor... Sua cabeça ia longe. Estava completamente apaixonado e era uma situação tão difícil.

Depois do jantar – delicioso como sempre – as luzes aos poucos foram se apagando e só quem restou na sala foram Harry, Hermione, Ron e o sr. Weasley, que contava animadamente sobre a última vez que teria encontrado um trouxa de nome Bonifácio que lhe explicava como funcionavam as geladeiras.

Com o passar das horas, o pai dos meninos foi dormir e Ron há tempos tinha adormecido no sofá. Assim como ele, Harry e Hermione também tinham tomado uma dose considerável de uísque de fogo, mas o efeito que despertou neles fora o contrário do que o em Ron.

Eles se observavam com as mãos entrelaçadas, sem muito que dizer.

Harry olhou para a escada e lembrou-se do quarto de Ron que agora estava vazio.

- Vamos? – perguntou à Hermione.

A garota viu e entendeu, mirando-o assustada.

- Você está louco?

- Sim – ele disse – Por você.

Ela mordeu os lábios, olhou mais uma vez para Ron roncando apagado no sofá, e puxou Harry em silêncio para subir os degraus.

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