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21. O Futuro à Espera


Fic: Como Tudo Deve Ser


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 21 – O futuro à espera




O dia do regresso amanheceu ensolarado. Lílian teria ficado até feliz, se não fosse o fato de que, provavelmente, aquela seria a última vez que ela veria o castelo de Hogwarts, pelo menos como estudante. Levantou-se antes de suas amigas e se sentou na janela, observando os jardins e a Floresta Proibida.

Gostaria de ter entrado alguma vez na floresta, mas como isso era proibido aos alunos, nunca se arriscou. Começou a pensar em tantas coisas que não fizera ali, tantas oportunidades que perdera. Talvez se tivesse se importado menos com as regras e mais com a diversão, estaria saindo mais feliz dali. Talvez se tivesse começado a namorar antes com Tiago, teria burlado algumas regras por aí.

Então, imaginou a cara do maroto se ele soubesse no que ela estava pensando. Ele daria tudo para que ela admitisse que deveria ter quebrado mais regras. Mas, apesar de tudo, ela estivera mais relaxada esse ano. Fechou os olhos e ficou pensando em tudo que tinha acontecido e, sempre que pensava num certo maroto de óculos, um sorriso se abria no seu rosto.

Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar


- Rindo de quê, Lily? – ela ouviu a voz de Keiko dizer. Agora já não era a única acordada.

- De nada... apenas pensando em tudo o que aconteceu esse ano...

- A gente mudou muito, né? – comentou Keiko, que agora também tinha o olhar perdido na janela – As três envolvidas com marotos, quem diria...

- Ai – Lílian fez uma careta – pensar nisso ainda me dá náuseas.

As duas começaram a rir e acabaram acordando a Anna, que se juntou as duas na janela.

- Queria continuar aqui... – disse a loira – O mundo lá fora parece complicado... ainda mais agora com todos esses ataques dos bruxos das trevas...

- É... – concordou Lílian – mas fazer o quê? Teremos de enfrentar o que nos espera... seja lá o que for – e, involuntariamente, se lembrou do sonho que tivera na noite anterior, onde vira uma luz verde ofuscante e acordara sem fôlego.

- Eu ficaria feliz se ao menos pudesse permanecer na Inglaterra – disse Keiko, a mais triste das três.

- Não sei porque estamos tão tristes! – exclamou Lílian, tentando arranjar motivo para se mostrar feliz – Nos formamos, terminamos a escola... cumprimos mais uma etapa! Se for para ficarmos separadas, assim será... Não sei realmente como sobreviverei sem vocês, mas... – e então a garota começou a chorar.

A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar


Anna e Keiko a abraçaram também chorando. Tinham a impressão de que aquela seria a última vez que estariam juntas, as três.

Depois disso, as três arrumaram suas coisas em silêncio, cada uma mergulhada em seus próprios pensamentos e desceram para a sala comunal, onde encontraram os quatro marotos como se estivessem fazendo conferência.

Eles também não estavam muito felizes de abandonar a escola. Sirius e Tiago entrariam para o treinamento de auror juntos, mas Remo iria viajar para se formar em Defesa Contra Artes das Trevas e Pedro assumiria o controle da loja de sua mãe no Beco Diagonal. Parecia estranho, mas os marotos se separariam também.

- Se o Aluado não fosse tão chato e o Rabicho tivesse melhores notas, estaríamos todos juntos ainda... – resmungou Sirius, mal humorado – Como se não bastasse, minha namorada vai para o outro lado do mundo... o que eu fiz para merecer isso?

Algumas horas depois, estavam embarcando no trem, na estação. O humor deles havia melhorado um pouco, embora Sirius ainda fosse o mais emburrado. Keiko tentou consola-lo, mas ele não via como as coisas melhorarem.

- E quando você vai voltar? – perguntou ele.

Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar


- Sirius, a gente já falou sobre isso... Não faço idéia! – respondeu ela, meio a contra-gosto – Treinamento de shaman não é uma coisa premeditada, caramba!

Ele a abraçou.

- Quero cartas suas toda semana! Ou melhor, todos os dias!

- Farei o que puder! – disse ela sorrindo, e ainda meio admirada como o rapaz se tornara possessivo. Talvez ele tivesse evitado namoradas por tanto tempo com medo disso... da separação... do fim... Queria até pensar que o veria de novo, mas algo a sufocava, como se fosse sua consciência dizendo que nada mais seria o mesmo, e que, de certa forma, Sirius não faria parte de seu futuro.

Naquele momento, eles não imaginavam que, após descerem na plataforma nove e meia, seria a última vez que trocariam palavras. Keiko acreditaria até certo momento poderia voltar para a Inglaterra... porém, soube dos aumentos dos ataques do agora chamado Você-Sabe-Quem.

Recebeu muitas cartas de Sirius contando o que acontecia, elas sempre terminavam com um “Estou te esperando”. Durante muito tempo, aquelas cartas foram seu único alento no duro treinamento para shaman. Sonhava com os beijos e abraços do rapaz, e tinha certeza de que jamais seria completa se não estivesse de novo ao lado dele. Mas o destino pregou suas peças e a última carta que recebeu dele apenas dizia: “Eu sou inocente”. Só duas semanas depois entendeu o que era aquilo, quando Remo lhe escreveu dizendo que Sirius traíra o segredo dos Potter, que Lílian e Tiago estavam mortos e Sirius preso.

Passou muitas noites chorando com tudo que havia acontecido, imaginando qual fora o destino do filho de sua amiga e se perguntando se Sirius era realmente inocente. Sua mente, pelos fatos que Remo narrara, o considerava culpado, mas seu coração insistia no contrário.

Forçada por sua família, acabou se casando com um rapaz rico e japonês em seu país natal. Por mais que fosse feliz com ele, não deixava de pensar em Sirius e se ele ainda se lembrava dela ou se Azkaban exterminara suas memórias.

Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade


E, antes dele morrer, ela pensou tê-lo visto, no jardim de sua propriedade, em forma de cão. Um cão enorme e negro que fizera uma cara realmente triste ao vê-la. Mas, antes que pudesse ter alguma reação, o cão já desaparecera. Começou a fazer as contas e deduziu que Harry estaria indo para o seu quarto ano em Hogwarts e desejou que ele não tivesse o mesmo fim que os pais.

Após isso, ela depositou todas as suas lembranças numa penseira para que esses pensamentos não a atormentassem mais. E nunca mais viu sua querida Inglaterra.

- Remo! – dizia Anna – Você não acha arriscado viajar sozinho?

- Eu sei me cuidar, Anna! – ele sorriu ao ver a sua preocupação – Quando você menos esperar, estarei de volta...

- Assim espero! – disse ela, antes de beija-lo.

Mas seus medos e receios Anna foram confirmados, não pôde ao menos acompanhar o desespero dos amigos e as intrigas que vieram porque logo depois que saiu da escola, foi assassinada por um Comensal quando seguia para o St. Mungus, onde fazia curso para se tornar curandeira. Remo soube da notícia apenas dois meses depois e se tornou fechado e mais sério. Passou a não responder as cartas que seus amigos o escreviam e comparecia a poucos encontros. Talvez tenha sido o que causou a desconfiança de Sirius de que o rapaz era o traidor.

Se recusara a acreditar que Sirius era traidor, mas as evidências eram claras. Pela primeira vez se sentiu realmente sozinho. Todas as pessoas próximas a ele tinham ido embora, e a única que sobrara passaria o resto dos seus dias em Azkaban. Sua rotina de vida não se alterou desde então, até receber uma carta de Dumbledore... E dar aulas para um garoto de treze anos que era a fotocópia de um dos seus melhores amigos pareceu bastante interessante...

- Acho que vou procurar o carrinho de lanche – disse Pedro, discretamente. Tornara-se uma vela ambulante e queria sair de perto daqueles três casais.

Talvez sua covardia, ou então inveja de os amigos serem tudo que ele gostaria de ser, Rabicho tenha feito o que fez. Um erro que seus amigos jamais o perdoariam e que causaria sua desgraça em todos os termos, pois também era considerado um nada em meio aos Comensais.

Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só


- Tiago, CHEGA! – gritou Lílian, o maroto estivera fazendo cócegas nela.

- Ah, Li... Desculpa! – disse ele, tentando abraça-la enquanto a garota tentava se esquivar – Eu só não digo que não farei mais isso porque tenho certeza de que não poderei cumprir a promessa.

- Eu sei... – disse ela – A única coisa que não entendo é porque gosto de você...

Tiago e Lílian. Um futuro brilhante a frente destruído por uma guerra, uma profecia, um traidor e um bruxo maligno. Nunca imaginariam o que os esperava naquele momento descontraído na cabine do trem.

Não imaginavam que seriam perseguidos pelo tal bruxo, que ele resolveria matar o filho deles por sei lá qual motivo e eles morreriam tentando proteger o garoto. Não imaginavam que um de seus melhores amigos seria capaz de entrega-los apenas para se manter vivo.

- Mais ataques em trouxas – murmurou Anna, que folheava o jornal – E agora ataques a bruxos também. Aqui diz que Marlene McKinnon, do Ministério, foi morta na noite passada.

- Esses ataques acabarão! – disse Sirius – Pontas e eu seremos aurores e acabaremos com essa palhaçada.

- Gostaria muito de acreditar nisso – disse Lílian, meio séria e meio sorrindo.

- Você vai ver – Tiago entrou na conversa – Logo, logo tudo isso vai acabar e estaremos no jardim da nossa casa fazendo um piquenique com os nossos amigos.

- Nossa casa? – espantou-se Lílian.

- Claro! Nos vamos casar, não?

- Isso é um pedido?

- Pontas – Sirius interrompeu – Por favor, compre a aliança antes! – disse ele, arrancando risadas dos presentes.

- Obrigado pela dica, Almofadinhas.

Rápido demais para o gosto deles, o trem parou na estação de King Cross.

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar


Lílian correu para os pais carregando um Tiago extremamente vermelho para apresenta-lo aos futuros sogros. Porém, a mãe de Tiago os encontrou primeiro e o feitiço se virou contra o feiticeiro.

- Então essa que é sua namorada, Tiago? – disse a Sra. Potter olhando para uma Lílian da cor de seus cabelos.

- Espero que passe a ser muito mais que isso daqui um tempo... – respondeu o rapaz, dessa vez tirando toda a cor que havia no rosto da namorada.

Keiko parecia não escutar os chamados do irmão e continuava abraçada a Sirius. Queria se lembrar para sempre da sensação que era estar junto dele.

- Promete que nunca se esquecerá de mim? – perguntou ela de repente.

- Que você tá falando? – Sirius mirou-a, surpreso – Nós vamos ficar juntos de qualquer jeito... esse treinamento seu acabará logo... e enquanto isso passarei todos os dias pensando em você!

- A gente não é dono do destino, Sirius... eu só quero garantir!! – ela respondeu, rindo.

Sirius cumpriu sua promessa. Nunca esqueceu daquela misteriosa japinha que levou seu coração para o outro lado do mundo e nunca mais o devolveu.

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar


Remo e Anna também pareciam estar tendo alguma dificuldade para se separarem. Ele limpava as lágrimas que insistiam em escorrer pelo rosto dela.

- Não ficaremos tanto tempo separados assim... – dizia ele.

- Ah, mas é triste... – ela disse, sem conseguir explicar porque ainda estava chorando.

- É TPM? – perguntou o maroto, meio receoso.

- É... – disse ela, rindo – pode ser...

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar


Depois de todas as despedidas, Lílian se virou para as amigas, queria muito dizer algo como “Até o próximo ano letivo”, mas este não teria mais. Pensou então em dizer “A gente se vê”, mas sua garganta deu um nó e a única coisa que conseguiu fazer foi acenar com lágrimas escorrendo dos seus olhos, abraçada por Tiago.

Eles não sabiam o que os esperava e nem poderiam imaginar. A vida começava ali, e não reservava bons momentos. Sabiam que precisariam lutar, e muito. Pois as manchetes do jornal mostravam isso... que de agora para frente nada mais seria simples. E sabemos que eles não decepcionaram... fizeram o que puderam. Exceto o rato...

E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só


Mas coisas acontecem sempre como deve ser. Por mais que sempre nos pegamos pensando se tivéssemos feito isso, deixado de fazer aquilo seria diferente... mas talvez estivesse pior. Pois ninguém pode dizer ou saber como poderia ter sido.

Estranho dizer que tudo pode estar relacionado ao destino ou então em profecias. Nosso destino está ligado as nossas escolhas e nossas escolhas, ao que somos.

Lílian, de certa forma, estava destinada a Tiago, e tudo mais o que eles viveram. Pois, se não tivessem morrido, quem teria bloqueado Voldemort?

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar


Se pararmos para pensar, sempre tem uma razão para que as coisas aconteçam, embora nós, muitas vezes, não enxerguemos isso... somos imediatistas e queremos respostas e explicações rapidamente. Porém, devemos lembrar que as coisas acontecem...

Como Tudo Deve Ser.




ACAABOOOOOOOOOOOOUUUU!!!!
Finalmente concluo essa obra, após um ano. Engraçado dar tão certinho assim, NÃO FOI PROGRAMADO!! Rsrsrs

É que passei, e ainda estou passando, para falar a verdade, por uma crise emocional ENORME nos últimos tempos, e não conseguia nem olhar para esse capítulo para revisar... Mas, enfim, estou aqui, conluindo-a.

Devo dizer que, graças a Carol que estou aqui agora. Semana passada ela me cobrou o último capítulo, e eu resolvi criar vergonha na cara... rsrsrs. Valeu!!! ’

Dedico esse capítulo a minha querida amiga Mariane que, mesmo de longe, às vezes é o meu único alento em Araraquara, com as nossas loucas conversas via msn. Estamos tendo que aprender a conciliar amizade e distância... além de superar as dificuldades que insistem em aparecer cada vez com mais freqüência para nós. ’

Dedico também a Carol, né? Que além de ter me “ajudado” a concluir essa história, também é prova de que podemos superar a distância e fazer a amizade continuar.

Aos meus amigos do Ensino Médio, que ocupam, pelo menos por enquanto, 18 horas por dia os meus pensamentos quando estou em Araraquara.

À minha irmã, dona Letécia (rsrsrs), prova de que irmãos não vivem apenas brigando, mas também podem ser amigos. Mesmo que ela tenha me passado a perna e comprado uma camiseta do Potterish só para ela... XP

E, é claro, a todo povo que apareceu aqui... leu, elogiou, xingou, se emocionou... se tornou amigo meu, bem, acho que mais provável dizer, amiga minha... rsrsrs. Queria colocar o nome de todo mundo aqui, mas acho que vai ficar muito grande, né? E aí vocês desistirão de ler essa nota... Mas, enfim, você sabe que eu estou falando de você, não é? Rsrs

AHHH!! Antes que eu me esqueça, a música do capítulo é
O Anjo Mais Velho, letra perfeita do mais-que-perfeito Fernando Anitelli (sim, estou apaixonada por ele!!) e cantada e tocada por ele e a trupe de O Teatro Mágico. Não sei se combinou... Digam vocês!!

Bom, acho que não escreverei mais histórias tamanho monstro como essa por muito tempo, pelo fato de não ter mais tempo para se dedicar, além de faltar um computador disponível 24 horas lá na Terra do Sol Quente, vulgo Araraquara.

Acho que está bom de nota, não?

Qualquer coisa eu abro mais um capítulo... AH!! E se ficou alguma coisa sem explicar... mandaÊ sua dúvida que eu explico... hehheheh

Blllaaaahhhhhhhhh...

Cansei!!

Acabou...

Obrigado a todos vocês pela audiência e paciência!!!

Bjus a todos!!

Sentirei saudades...

FUI!!! ;)

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