N/a: Hey, brigada para que comenta! :D Isso insentiva, realmente e me desculpem pela demora, realmente sinto muito por ter acontecido isso, estava sem tempo! Mas enfim, agora estou tentando recompensar com este capítulo, espero que curtem.
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2º Capítulo – O reencontro do passado.
- Nada muda por aqui!- dizia Sophie enquanto se jogava em um macío e vermelho sofá na sala de estar da mansão. Sua voz soou meio fraca e triste. Era chato ver que sua mãe passava tanto tempo sozinha sem se divertir de trocar os mómeis, ou algo do tipo.
- O que você queria? Um parque de diversões?- a voz de Henry era tão irônica que ela nem se atreveu a olhar na cara dele, e depois ela que era de sonserina. Não entendia muito disso, mas sabia que a sua mãe não estava bem o suficiente para sorrir todos os dias com o mesmo sorriso verdadeiro e feliz.
Enquanto os garotos já estavam se ajeitando lá em cima, Sophie ficou a observar a sala em que se encontrava. Agora, eles viviam em uma mansão, uma bonita e confortável mansão que os deixava felizes. A Sala era bastante grande, os seus papéis de parede eram brancos com algumas flores vermelhas bonitas destacadas nas paredes, e um carpete dourado pelo chão. A sala era bastante iluminada, pois continha janelas grandes que estavam enfeitadas com bonitas cortinas vermelhas.
- O que vão comer? - Sophie acordou de um transe rápido. A voz de sua mãe vinha do corredor, certamente estava no primeiro degrau da escada, pois esta pergunta estava sendo feita também para seu irmão e seu amor platônico que se encontravam no segundo andar agora, com certeza conversando sobre a garota que eles cantaram!
- A gente vai descer daqui a pouco mãe! Não se preocupe!- veio a voz de Henry, claro que eles estavam ocupados naquele momento, e isto estava óbvio! Então Sophie vê a mãe entrando pela porta que separava o corredor da sala de estar, com um sorriso bobo no rosto.
- Igualzinho o seu pai!- será que ela sentia a dor daquilo que ela falava as vezes, comparando Henry com o pai? Está bem que este era um jeito de dizer que ela o ama muito por causa destas caractérísticas, mas o que Sophie não entendia era, como era que ela conseguia falar em Rony Weasley sem chorar? Quando ela falava de seu pai seus olhos ardiam, será que a mãe não o amou tanto assim? - Você está bem?
Hermione estava a duas palmas de distância de Sophie, o olhar da garota estava distante, mergulhado em pensamentos, mas jogou o olhar contra os olhos castanhos da mãe que estava a encarando com uma certa preocupação, mas dava para ver que ela estava entendendo o que aquela cena de silêncio significava para a filha.
- Não, estou ótima!- diz mostrando um sorriso bem bonito e enganativo, no qual a sua mãe sempre caía. - E ai mãe? A Natalli pode passar as férias aqui em casa?- O seu sorriso mudou para algo tão natural e meigo, afinal o que podia ser melhor que ter a melhor amiga por perto? Mas a mãe virou-se de costas para Sophie, o que a fez não saber o que ela queria dizer com este ato estranho.
A expressão da mulher mudou para algo mais severo, como será que a filha ainda podia ser amiga de uma Malfoy? Mas o que ela podia fazer? Se proibisse esta amizade, ela sabia que Sophie a odiaria por muito tempo.
- Claro, mas me avisa o horário em que eles virão!- o que ela menos queria era o Malfoy por perto, e se a filha viesse passar as férias aqui com certeza o Malfoy iria vir investigar o lugar! Mas e se ela estiver fora de casa neste momento?! Um sorriso brotou em sua face e ela voltou a encarar a filha, sendo que sua expressão passou despercebida por Sophie.
- Obrigada mãe! Você é a melhor! Eu aviso sim!- diz Sophie correndo para dar um beijo na bochecha dela e em seguida se retirando daquela sala.
- Desde que eu não tenha que olhar na cara do Malfoy, será perfeito...- murmura Hermione quando vê a sombra de sua filha desaparecendo atrás da porta, o seu olhar severo voltou ao seu ser. Aquele homem não deixara sua vida nem neste presente distante, como podia a vida ser tão dura o colocando no caminho? Não entendia.
...
Querida Natalli
está tudo dando certo, minha mãe deixou você vir aqui em casa, será a nossa grande chance!
Está tudo seguindo as nossas adivinhações, agora só falta você falar com seu pai e me dizer quando é que vocês vão aparecer em casa!
Já estou com saudades das nossas conversas!
Beijos, Sophie...
Sophie terminou de escrever e colocou a sua pena juntamente com a tinta ao seu lado e enrolou o pergaminho olhando para fora da janela que dava para seu jardim. O dia estava bem claro, ótimo dia para ir passear lá fora, e seria exatamente isso que ela faria naquele dia. Amarrou o pergaminho em volta da pata de sua coruja marrom, que estava acordando agora para uma longa, não tão longa, viagem.
- Entrega para Natalli!- diz ela passando a mão carinhosamente pelas penas de sua coruja. Abrindo a janela ela observou que estava um pouco calor naquele quarto e somente então virou-se para encarar direito seu quarto. Estava a mesma coisa de antes. Um extenso cômodo, como já disse, bastante iluminado. Seu papél de parede era branco com alguns detalhes verdes. Antes eram roxos, mas depois que ela entrou para Sonserina ninguém mais podia mudar seu quarto sem a sua permissão. O carpete verde escuro, bem macio, como se estivesse pedindo que todos andassem descalços por ele.
A cama de Sophie era de casal, e era um pouco alta, com cobertas de veludo verde. E em cima de sua cama estava um lindo gato preto que sua mãe lhe deu de aniverário dos 11 anos, mas ele parece bem mais apegado a sua mãe do que a ela mesma.
- Olá Lucifer!- diz Sophie sorrindo e se sentando ao lado do gato. A sua pelagem brilhava refletindo a luz que adentrava o quarto pela janela aberta, e seus olhos estavam entreabertos, eram olhos verdes esmeralda. Passou a mão carinhosamente na barriga gorda de seu gato, e solto um abafado riso. Amava aquele gato, mas pelo visto ele não era de ficar passeando na rua, muito menos ir para uma escola distante de casa.
Sophie se levantou da cama jogando um último olhar para o gato negro que estava abanando o rabo. Foi até sua cômoda abrindo uma gaveta que ficava dentro de outra gaveta. Na verdade era seu esconderígio, onde deixava coisas intocáveis pelos outros.
- Este está perfeito!- Sophie tirou de dentro algo que ficava dentro de uma embalagem de bombom. Um sorriso apareceu em sua face, não mais aquele sorriso santo e inocente quando olhava para seu gato, ou para sua mãe, e sim um olhar com ar de maldade, de mistério. Colocou a embalagem no bolso olhando para a janela, como se estivesse querendo ter certeza de que ninguém viu isso.
Seus passos silenciosos e delicados a levaram para fora do quarto, indo diretamente para o quarto do irmão. Uma porta marrom, grande e bonita separava o quarto de Henry e do corredor. Sem bater Sophie entrou. Os garotos estavam sentados na cama de Henry, conversando, pelo visto não perceberam a sua entrada.
O quarto de Henry era totalmente diferente do de Sophie. Era igualmente grande, porém seu papél de parede era totalmente branco, com muitos cartazes do time de quadribol preferido dele e a decoração vermelha, com grandes leões nela.
- Oi!- Sophie pulou na cama do irmão, assustando os dois garotos que estavam totalmente concentrados em sua conversa.
- Como entrou aqui?- pergunta muito óbvia, saindo da boca de seu irmão. Henry estava com uma expressão realmente assustada, ou meio descontrolada, enquanto escondia algo debaixo do lençol.
- Pela porta, dãã...- disse sorrindo e observando Nate com um sorriso de canto, fingindo que não viu o ato do irmão, pois descobriria mais tarde o que era que ele tanto escondia cada vez que ela entrava ali. - Alias, trouxe um presente pra você!- enfiou a mão no bolso tirando dali a embalagem verde limão com detalhes roxos. Estendeu a mão para o irmão pegá-lo, mas o seu rosto estava lhe entregando, se o irmão fosse mais esperto, talvez conseguiria notar. - Como desculpas por ter invadido seu quarto!- será que ele ia cair naquele papo? Novamente?
O garoto recebeu o presente, abrindo um sorriso meio satisfeito. - Estas aprendendo!- diz para Sophie equando abre a embalagem fazendo barulhos chatos aos ouvidos e coloca o bombom inteiramente na boca.
Não precisou mais de cinco segundos para fazer efeito. Os olhos do garoto se arregalaram num tom de desespero, enquanto suas mãos iam diretamente para segurar sua barriga, que parecia que ia explodir. - O que você me deu?- perguntou Henry quase gritando de dor. Enquanto Sophie sorria satisfeita e maldosa.
- Pensei que depois da sua caganeira aos oito anos, você nunca mais esqueceria como esse bombom era! Mas me enganei!- estava óbvio demais, como ele não reconheceu? Fora a mesma brincadeira que ela fez com ele no Natal, há 8 anos atrás. Sophie revirou os olhos pensando em como seu irmão era leso, e porque será que não percebeu a sua expressão?
Pelo visto Nate estava achando graça, o que era um bom sinal! E era um ponto positivo para Sophie. Henry pulou da cama correndo para seu banheiro enquanto tropeçava em cada coisa jogada no chão, e quando ia fechar a porta encarou Sophie. - Você me paga!- diz fechando a porta com todas as suas forças demonstrando sua furia e sua vontade de matá-la.
Agora Nate estava ali somente para ela. - Ele disse a mesma coisa quando tinha oito anos! - diz soltando uma leve risada do irmão. E voltou a olhar para Nate, que parecia estar tão bonito e fofo, sentindo um certo arrepio na espinha, a fazendo se arrepiar por inteiro... Era sua chance de fazer acontecer algo. - Quer dar uma volta no jardim? Henry ainda vai demorar bastante ali!
O modo que as palavras saíam de sua boca faria qualquer um perceber que não era somente carinho de amigo que estava ali. Os lábios da menina se moviam com uma expressão de bico apaixonado louco por um beijo, enquanto seus olhos verdes brilhantes piscavam vagarosamente observando o garoto que estava ali.
O menino coçou a nuca ainda olhando para a porta onde ainda a segundos desapareceu o amigo, e um sorriso de canto apareceu em seu rosto. Seus olhos azuis caíram sobre a face de Sophie, e a encararam de modo surpreendente. Seus lábios se abriram calmamente demorando alguns segundos antes de emitir algum som.
- Claro, não vejo problema nisso!
- Vamos... - Sophie levantou da cama observando onde ia pisar, tinha medo de pisar em alguma coisa que poderia machucá-la. Especialmente no quarto do irmão que tudo era mil vezes mais bagunçado que em seu quarto. O que ela não notou naquele momento foi o olhar que Nate que parecia demonstrar todo aquele carinho que sentia pela garota, mas para qualquer pessoa que entendesse de sentimentos, saberia que aquele olhar era carinho de irmão.
Não havia nenhum sentimento no coração dele que dissesse achá-la atraente ou algo do tipo. Quando o garoto entrou na escola virou melhor amigo de Henry, acreditando que a amizade dos dois seria pra sempre, e assim conheceu Sophie, já a conheceu como a irmã do melhor amigo. O garoto de aparência apresentável e nome honrado era mulherengo e não prestava muita atenção a coisas que aconteciam diretamente em sua frente.
Os dois desceram aos jardins, com um sorriso meio bobo no rosto. O dia estava claro, com algumas nuvens que faziam o céu ficar com uma paisagem perfeita. Parecia silencioso demais, porém não fazia muita diferença no momento, afinal, algum barulho por ali iria atrapalhar tudo, pelo menos assim pensava a ruiva.
- Então, Sophie... - a voz de Nate parecia meio indecisa, mas a garota não ligou muito para esse fato. Virou-se de fronte para o garoto, percebendo que ele estava à sombra de uma árvore que estava a mais ou menos um metro e meio de distância de onde Sophie estava no momento. - Quer sentar? - perguntou o loiro apontando para as raizes da árvore, poderia ser um local muito desconfortável para sentar, mas Sophie passava a maior parte do tempo ali quando estava triste.
A menina andou com seus passos largos e calmos até a árvore, o vento forte que passava por ali bagunçava os cabelos vermelhos que refletiam à luz do sol. Sophie tentou ajeitá-los, porém era uma tentativa inutil, seus fios perfeitos voavam na cara fazendo uma cortina em seus olhos.
Nate já havia sentado e se ajeitado. Seu olhar parecia bem distraído, mas sem expressão nenhuma, como se seus pensamentos estivessem muito longe. Não dava para descobrir o que ele estaria pensando naquele momento.
A ruiva sentou-se ao lado do melhor amigo do irmão, recolhendo as pernas e as puxando para si, abraçando-as, enquando colocava a cabeça deitada em seus joelhos para poder olhar para o garoto sem ter de fazer muito esforço. Seu rosto pálido a fazia parecer doente, mas seus cabelos vivos que continuavam a voar conforme o vento mostravam que ainda havia vida ali. Seus lábios se entreabriram, como se estivesse pronta para perguntar algo, ou fazer algum comentário, mas em seguida se fecharam no mesmo silêncio.
- Estas namorando com alguém? - a voz de Nate pareceu bem calma, como se estivesse perguntando como um rimão ciumento, algo que sabia que Henry não era, ou achava isso. Seus olhos verdes viraram-se encontrando com os da garota.
Demorou um pouco para que a menina conseguisse entender a pergunta, afinal, porque ele estaria perguntando isso? Será que não sabia que ela tinha olhos somente para ele? Balançou a cabeça negando. Um sorriso de canto apareceu nos lábios do garoto, fazendo com que Sophie sinta um certo arrepio em sua nuca, não sabia se fora por causa do vento ou por ficar encantada com o sorriso.
- Por que?
Sophie pensou em uma resposta. Não podia dizer porque te amo, ia parecer patético demais, ainda mais para a irmã do melhor amigo. Coçou a nuca ainda buscando o que responder, e então uma idéia se iluminou, não seria a melhor resposta que ela poderia dar, mas estava tentando se esforçar com isso.
- Digamos que não sou correspondida no amor! - diz a menina se sentindo meio incomodada com o que estava falando, sabia que era a mais pura verdade. Era algo que todos negavam, parecendo que fechavam os olhos para a verdade, porém pelo que parecia a unica pessoa que realmente parecia fechar os olhos para o que ela sentia era ele mesmo.
Nate ergueu as sobrancelhas, em demonstração de choque. Em seus pensamentos o garoto achava que era impossível no corresponder uma garota linda como Sophie, mas o que ele não sabia era que era ele mesmo que não correspondia.
- Então é um babaca se não te nota! - o tom que o garoto usou foi tão formal, tão sério que Sophie não podia deixar de sorrir, mas era um sorriso meio triste, afinal o comentário era somente a metade da verdade. - Sério, acho que você devia deixar de pensar nele e se concentrar em pessoas que realmente gostem de você!
Isso soava tão óbvio, realmente como se fosse a coisa que a ruiva mais desejava a muito tempo, mas parecia impossível essa tarefa.
- Não tenho certeza que isso me ajudará! - diz Sophie se irritando com o cabelo que já estava entrando em seus olhos. Repuxou-os para trás e os colocou para dentro da blusa para que sossegassem em fim.
Nate se aproximou um pouco de Sophie, sentando-se bem perto da garota, a puxando contra o peito. Seus braços fortes envolveram-na como se estivesse a protegendo, e Sophie sentiu sua orelha encostrando no peito perfeito do garoto. Podia ouvir as batidas de seu coração, calmas e constantes.
- Ajudará sim, qualquer coisa você sabe que pode contar comigo para qualquer coisa!- ele realmente não sabia o quanto estava enganado a respeito disso. Sophie sorriu tristemente não querendo que esse momento acabasse. A sensação era inesquecível, porém tudo que é bom dura pouco.
- Sophie... Juliet está aqui! - a voz da mãe ecoou pelo jardim, fazendo com que a ruiva revirasse os olhos. Juliet Portuar, a garota de Grifinória que por acaso era louca por Nate. Não havia nada que a ruiva pudesse fazer a não ser se soltar do abraço que o garoto lhe dava para receber a garota.
Na verdade eram vizinhas, porém Sophie nunca gostou da garota, achava-a muito fresca, cheia de si. Juliet era filha de bruxos franceses, uma garota que tirava somente notas altas, e era totalmente mimada, sem saber a palavra “limite”.
A francesa apareceu com um sorriso de orelha a orelha no jardim. Realmente era muito bonita, tendo seus 15 anos, porém com corpo de mulher totalmente formada. Seus cabelos eram negros, com um brilho incrível que não podia ser definido, somente apreciado. Seus olhos azuis e sua pele branca principalmente destacavam com a cor de seus cabelos. A altura não era muito baixa, nem muito alta, uma altura adequada para uma garota em sua idade.
O sorriso que a garota trazia era muito suspeito para Sophie, e ela sabia perfeitamente que não podia lhe enganar. Era algo misturado com prazer e mistério, algo que tinha o sabor perfeito para conquistar um homem.
Todos os passos da garota pareciam ensaiados, o jeito que andava, o jeito que passava a mão nos cabelos para que aqueles se aquietassem em seu lugar, mtudo parecia uma farça. Os olhos de Sophie faiscaram quando perceberam a reação de Nate. O garoto logo já estava de pé, se mostrando apresentável para receber a garota ali.
- Olá... - disse a menina estendendo a mão para Nate, que já estava delicadamente encostando-na os lábios frios e macios. Sophie daria tudo para estar no lugar dela neste momento, mas era algo impossível de ser realizado. Não havia mais como se livrar dela no momento. Revirou os olhos, enraivecida.
- Juliet, você sumiu... Resolveu deixar a escola? - pelo que Sophie já percebera, estava totalmente por fora, realmente não lembrava de ter visto a garota pelo castelo, mas qual seria o motivo?
- Não, terminei o quinto ano em casa, meu pai adoesseu e minha mãe está de viagem, então tive que vir aqui! - a voz de Juliet não soou nem um pouco sentimental. “Certamente está escondendo algo” pensou Sophie cerrando os dentes, porém não conseguiu mais prestar atenção, um assobio havia penetrado em seus ouvidos a fazendo ficar um pouco tonta.
Procurou em desespero de onde vinha o som, seus olhos procuraram pelos céus alguma espécie de pássaro que poderia produzir um som tão péssimo, mas o céu estava limpo. Seus olhos pararam na janela de seu irmão. Claro, só podia ser ele mesmo. O garoto estava na janela a chamando, porém a sua distração era imensa.
Pela milésima vez revirou os olhos, não podia deixar de ir descobrir o que o irmão queria, porém no podia deixar aqueles dois sozinhos no jardim, era um local muito romântico para deixar a pessoa que gosta e a sua rival.
Mas novamente ela não tinha escolha. Sem dar muita importância a despedidas a garota seguiu para a casa.
...
- O que você quer? - a voz de Sophie soava muito irritada, mas ela estava tentando se controlar. Henry parecia meio distraído olhando para a janela e depois virou de fronte para a irmã. Sophie não entendeu o que ele quis dizer com isso.
- Primeiro isso... - Henry segurava um envelope branco nas mãos, estendendo-o para que Sophie pudesse pegar. - Segundo aquilo! - o dedo indicador de mão direita do garoto apontava para a janela, e a ruiva para poder ver melhor chegou mais perto, mais tarde se arrependendo de ter visto isso.
A cena não era a das melhores, os braços de Nate que ainda a pouco lhe confortavam estavam abraçando Juliet, e os lábios que ela sonhava em selar um dia estavam colados nos da garota de cabelos pretos. Os dois estavam envolvidos em um apaixonante beijo para quem estivesse olhando de lado, para alguém que não conhecesse Nate e sua mente.
De primeira Sophie sentiu uma certa tontura, sentindo o olhar do irmão sobre si, não era um olhar de deboche, porém de pena, da mais pura pena. Não podia fazer nada a respeito disso. Fechou os olhos chateada, porém tinha certeza que tinha que manter a calma. A razão acima de tudo.
- Vou descobrir o que tem na carta! - e sem mais um mais nem menos se dirigiu para o seu quarto, se fechando ali. Não, ela não abriu a carta... Se trancou e se jogou na cama sentindo seus olhos arderem em fogo, eram mais ou menos oito e meia da noite.
Não queria nada no momento, somente ficar sozinha. Não estava nem um pouco disposta a ler carta alguma, somente queria chorar. Seus olhos se encheram de lágrimas, enquanto o ódio ia lhe corroendo o coração. Não era para isso que ela levara Nate para o jardim, e não seria assim que ela deixaria ver o seu amor nas mãos de outra garota.
Sem perceber a ruiva adormeceu, trancada e silenciosa em seu quarto...
...
Acordou de um sono profundo, deviam ser umas 7 horas da manhã, pois os pássaros já começaram a cantarolar.
Sophie abriu seus olhos confusa, tentando lembrar como foi parar ali. Sentiu a carta em suas mãos e sentou na cama. O envelope era branco com a escrita destacada, com a letra de Natalli. Se ajeitou um pouco para poder lê-la.
”Hey ruiva,
Foi ótimo saber que a sua mãe deixou, estou guardando as minhas coisas para ir para ai! O papai disse que vai querer ver onde eu vou ficar, por isso disse que vai comigo. Espero que não tenha incomodo nisso. Amanhã é sábado, sei que gostaria de dormir mais neste dia, mas sinto muito, só posso chegar pela manhã, ou seja, oito horas. Espero que não morras até lá! Beijos querida, até amanhã!
Natalli Malfoy...”
De fato Sophie não percebeu que já faltava menos de uma hora para que a melhor amiga chegasse, e isso seria suicídio, ela não avisou a mãe. Mas não tinha mais saída.
Tentou o mais rápido possível tomar seu banho e trocar de roupa, colocando um short preto e uma blusinha verde de ficar em casa. Prendeu os cabelos em um rabo de cabelo e colocou suas sapatilhas de salto baixo, verdes e passou um tom fraco de maquiagem no rosto.
Não precisava de relógio para saber que faltavam somente 10 minutos para que a amiga chegasse. O que será que ela tinha em mente para chegar em uma hora dessas? Uma hora que somente quem acorda é a mãe e os dois elfos que a casa continha.
Saiu do quarto à procura da mãe, que claramente devia estar em seu escritório. Não tinha muito tempo para ficar desfilando pela casa, por isso se apressou tentando chegar logo no escritório. O dia já estava claro a mais ou menos 4 horas, mas agora que o sol saía, mostrando sua beleza.
A garota bateu três vezes na porta antes de entrar. Adentrou o escritório procurando a mãe com um olhar preocupado. Claro, ela estava sentada em sua poltrona lendo um livro. Um sorriso mal expressado apareceu em seus lábios enquanto seguia para junto da mãe.
- Porque se trancou em seu quarto ontem? - a voz da mãe não soava brava, e sim preocupara, mas Sophie não estava com saco para responder e contar sobre seus sentimentos, e novamente estava ela inventando uma desculpa esfarrapada.
Não é nada importante, só estava cansada demais, e estava querendo descansar em paz sem que ninguém me interrompesse. - sabia que isso soava muito falso, pois percebeu que a mãe largou o livro para olhá-la nos olhos, mas o que mãe entende sobre sofrimento de filhos? Nada mesmo. - Mãe, a Natalli está chegando daqui a cinco minutos!- diz a ruiva com medo do que a mãe dirá sobre isso. Sabia que a bronca não seria pouca, por não ter avisado antes, mas esperava que ela entendesse.
- Muito bem...- palavras eram algo que seriam muito fáceis de serem jogadas, mas o olhar que Hermione lançou para a filha a fez entender de imediato o que ela quis dizer, a sua furia de saber em ultima hora.
Hermione se levantou em silêncio abrindo a porta do escritório e saíndo primeiro, sendo seguida pela filha. Não trocaram mais nenhuma palavra. Sophie só esperava que desse tudo certo e que a sua mãe se apaixonasse pelo pai de Natalli.
Mãe e filha desceram a escada que dava para o primeiro andar, para a entrada da casa. Pararam ali olhando para fora esperando a chegada dos dois. Não demorou muito para que pai e filha parecessem ali em frente. Certamente eles desaparataram ali, e Sophie ficou contente que eles cumpriram com o prometido e chegaram no horário.
Hermione fora abrir a porta, com uma expressão vazia no rosto. Sophie devia desconfiar ao ver o comportamente da mãe, mas a sua anciedade tomou conta dela a deixando completamente cega.
Natalli entrou primeiramente correndo diretamente para o lado de Sophie, a puxando para um abraço de duas amigas. Porém enquanto as duas se distraíam...
Draco Malfoy adentrava a mansão Weasley, o local onde ele pensava que nunca iria na vida dele. Um sorriso malicioso de canto apareceu em seus lábios finos e pálidos. Enquanto os olhares de dois inimigos se tocavam, um barulho forte invadia o ouvido de todos. Um trovão, que apareceu tão derepente como desapareceu...
Isso não era uma guerra, mas o suspense pairava entre um pai e uma mãe...
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