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22. Quando Tudo Terminou


Fic: QUANDO TUDO COMEÇOU


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 22: Quando Tudo Terminou.

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Algo fofo contornava as linhas de seu rosto. Assustada ela inspirou ar para dentro de seus pulmões, prontamente abrindo os olhos que pareciam cheios de areia. Havia sido tudo um sonho? Fruto de seu medo de ser descoberta, de estar fazendo algo errado?

Não.

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Aquele travesseiro fofo em que ela cochilou por o que devia ter sido meia hora não a enganava. Sua vida estava arruinada. Ela e Severus não puderam conversar e pior, no final das contas foram obrigados a voltarem ser nada mais nada menos que aluna e professor. Sua história seria publicada no Profeta Diário e provavelmente no exato momento estaria a caminho dos muitos assinantes acéfalos e impiedosos do jornal, que aumentariam os boatos cinco vezes mais que a própria Skeeter já havia aumentado. Os corredores de Hogwarts deveriam estar repletos de crianças cochichando sobre como, quando, onde e porque ela e o Professor de DCAT estavam dormindo juntos. E ela perdeu o cargo de monitora-chefe. Perdeu o que mais se orgulhava de ter conquistado em vida para a vaca da DuBois e a pessoa que mais amava por toda aquela série de acontecimentos.

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- Mione?—Gina sacudia a montanha envolta em cobertores.—Mione, acorda... Você não está nada bem... Precisa comer.—sua testa franzia em preocupação.

- Não quero.—ela resmungou irritada pela amiga ruiva estar inadvertidamente a lembrando de que não estava mais em seu quarto... O quarto de monitora.

- Mas você tem que ir.—disse Gina puxando Hermione pelo braço. Ela se sentia tão exausta que não pôde protestar.

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Gina notou os olhos vermelhos da amiga enquanto a guiava escada abaixo, no entanto não fez comentários. Ela já sabia quais os boatos que corriam Hogwarts inteira há alguns dias, mas que somente agora ganhavam força. Talvez não fosse a melhor decisão levar Hermione para enfrentar os olhares da escola já cedo.

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- É... Pensando bem...—a ruiva disse parando em frente ao sofá da lareira—Já que você tá tão cansada, por que não fica aqui e eu te trago algo pra comer?—Hermione assentiu enquanto assistia a multidão de grifinórios passar a encarando. Harry se aproximou.

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- Bom dia garotas.—ele disse enlaçando um braço na cintura da namorada e olhou pesadamente para a amiga, abrindo e fechando a boca repetidas vezes, mas nenhum som saiu.

- Vamos?—Gina perguntou.

- Ah... –ele suspirou—Ok...

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Hermione permaneceu sentada no sofá de frente para a lareira em estado semi-catatônico, até que Harry irrompeu na sala com uma Gina de acompanhante. Feliz por ver que Gina havia trazido comida, foi com desgosto que percebeu o que Harry tinha em mãos. O Profeta Diário. O garoto depositou o jornal em sua frente e Hermione se viu obrigada a virar o rosto de vergonha. Era só o que faltava, agora ela receberia uma lição de moral até mesmo de Harry, o Rei da imprudência, pela sua imprudência.

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-Olhe—disse Harry. Ela sentiu seu estômago embrulhar.—Olhe—ele repetiu no que parecia ser uma voz encorajadora. Com a segurança que o amigo a passava, seus olhos flutuaram pela sala de volta ao jornal.

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Hermione analisou a primeira página que felizmente não continha nenhuma informação sobre sua vida ou a de Severus. Havia uma reportagem, como era de costume ultimamente, que relatava algo sobre o mundo bruxo pós-guerra. Uma pequena manchete contava sobre uma doação estrondosa em dinheiro feita por Narcisa Malfoy, em nome de Lucius Malfoy, para uma família que havia sido prejudicada por Voldemort durante sua ascensão ao poder e várias outros assuntos pipocavam a primeira página do jornal.

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- Pode olhar o resto... Não tem nada.—Harry declarou satisfeito ao que Gina sorriu, entregando um bolinho nas mãos de Hermione.

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- Como... Como você sabia?—ela questionou enquanto lágrimas de alívio insistiam em inundar seus olhos.

- Bem... Nós sabíamos de rumores rondando o Castelo, mas a maioria das pessoas achavam que era a maior besteira... –ele explicou— Depois ouvi Charmaine dizendo que iria se vingar... de você e do Sn... Professor Snape.—Harry acrescentou demonstrando respeito pelo homem que citava—Ela parecia furiosa, foi logo após aquele vexame na aula de DCAT.

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- E o que aconteceu?— Hermione perguntou logo se lembrando do que Minerva havia dito.—Será que a Professora McGonagall conseguiu impedir a matéria de ser publicada??

- Creio que sim. Acho que só ela teria poder para fazer isso.—Harry afirmou pensativo.

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- A Minerva gosta de você, Mione. Ela não deixaria isso acontecer, não se estivesse ao alcance dela.—Gina concordou.

- Mas tem uma coisa que você precisa saber, Mione...—Harry pareceu pessimista ao pronunciar as palavras.—Não foi publicado... Mas Hogwarts inteira sabe...

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- HARRY!—Gina o interrompeu dando um tapa de desaprovação em seu braço.

- Que foi Gina, ela precisa saber!

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Hermione engoliu seco. Ela não precisava saber, mas ao mesmo tempo precisava. Seria horrível sair andando pelo Castelo sendo o último assunto do momento sem nem ao menos fazer idéia. Ela se sentiu grata por Harry ser amigo o suficiente para ter coragem de avisá-la e também lisonjeada por Gina pensar que precisava a proteger. Pelo menos ela ainda possuía grandes amigos. E por que isso parecia não valer nada no momento? Somente uma palavra veio à sua mente: “Severus.”

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O sentimento de abandono e desespero que a consumia finalmente veio à tona e ela precisou se levantar imediatamente para sair dali, correndo em direção ao dormitório e trancando a porta atrás de si.

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-Aí! Viu o que você fez?!—Gina virou irritada para Harry após alguns segundos de perplexidade. Harry ainda observava onde a amiga estava há pouco tempo.

- Não acho que tenha sido isso...—sua voz saiu mais melancólica que pretendia.

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Uma figura envolta em vestes negras ajoelhava ao chão frio da masmorra. Os dedos longos e pálidos se esticaram para tocar o Profeta Diário jogado à sua frente. Sua face não guardava expressão alguma, nem resquícios de qualquer sentimento, no entanto, o jornal rasgado carregava as marcas de sua raiva. Raiva dele mesmo, por ter sido ingênuo ao ponto de pensar que não a prejudicaria, a ponto de pensar que algum dia seu passado finalmente o libertaria. O jornal não havia noticiado nada sobre ela, mas ele sabia que havia sido por pouco. Era uma questão de tempo até todo o mundo bruxo tomar conhecimento e a descreditar completamente, afinal, eles viviam numa sociedade mesquinha o suficiente para isso.

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Ele não poderia levar adiante.

Snape se lembrou das agradáveis sensações que tinha quando a segurava próximo de si. Ele se permitiu sorrir enquanto pensava em como se sentia diferente com ela por perto. No momento, a última coisa que ele faria no mundo seria prejudicá-la para sustentar sua própria paz de espírito.

Severus deixou um longo suspiro escapar de si.

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- POR QUE VOCÊ FEZ ISSO??—o sangue que subia à cabeça do ruivo deixava seu rosto mais vermelho que os próprios cabelos.

- Não é óbvio?!—Charmaine gritava em meio aos estudantes das variadas casas que passavam pelo corredor.

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- O QUE é óbvio?—Ron parou altivo em frente à garota, provavelmente pela primeira vez em sua vida parecendo ameaçador.

- Eles nos humilharam!! Eles mereceram!—a grifinória excessivamente branca tentava se justificar.

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- A Mione não fez NADA nem para você nem para mim.—ele disse cruzando os braços—E o Snape... Bem, o Snape é o Snape.—e deu de ombros.

- A HERmione fez sim e muito! Já se esqueceu do que ela te fez passar?!- Charmaine deu um empurrão no grifinório, que adquiriu uma expressão amarga por ter sido lembrado.

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- NA-DA daquilo foi proposital!—ele afirmou não parecendo muito crente no que dizia.

- E você ainda por cima a defende!—os olhos da francesa encheram de lágrimas—Você SEMPRE a defende! NUNCA, NENHUMA vezinha você se posicionou por MIM. É sempre ELA, ela é TUDO. Você não vê como a põe num pedestal??—agora ela gesticulava loucamente, captando também a atenção das pessoas que passavam pelas escadas.

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- SIM.—Ron a cortou, fazendo-a parar por alguns segundos, obviamente sem reação para a resposta. Ela estava esperando no mínimo uma negação.

- Sim??—ela franziu a testa deixando os ombros caírem.

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- Sim. Eu admito que admiro a Hermione.—ele falou calmo adquirindo logo em seguida um tom de voz hostil.—Mas acho que se algum de nós aqui a põe num pedestal, esse alguém é VOCÊ!—Charmaine arregalou os olhos com a acusação—VOCÊ Maine, desde a primeira vez que a viu, é VOCÊ quem procura ter melhores notas que ela, é VOCÊ quem decidiu que queria o cargo de monitora-chefe dela, é VOCÊ quem quis viver a vida dela e é VOCÊ quem quis o namorado dela!—Charmaine abriu a boca em ultraje.

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- SEU IDIOTA! O que você quer dizer com isso??—ela cuspiu.

- O que você ouviu! Não se faça de besta justo agora, Maine!—o ruivo cerrou os olhos—Você só quis ficar comigo por causa disso!— agora as lágrimas caíam sem controle dos olhos da garota.

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- E você! Você só quis ficar comigo porque eu era uma “cópia barata” da Sabe-Tudo??

- Provavelmente.—ele disse sem hesitar, parecia ter pressa em acabar logo com toda aquela demonstração.

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- DESGRAÇADO!—ela tentou socar o tórax do ruivo, que segurou seus braços olhando impaciente dos lados, para as pessoas que observavam a cena.

- Eu NUNCA vou te perdoar Charmaine.—ele afirmou veementemente enquanto apertava os pulsos da grifinória que se encolhia em direção ao chão.

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- É!—ela disse em meio a soluços.—Era isso mesmo que você queria! Agora você pode correr DIRETO pra ela!—ela acusou.

- Entenda uma coisa Charmaine.—ele suspirou impaciente.—E vê se escuta o que eu vou falar, porque só vou falar UMA vez. ISTO—ele gesticulou apontando seu dedo indicador para ela e depois o voltando para si mesmo.—Isto era só diversão, agora AMIZADE, ISSO SIM dura para SEMPRE! E entre MIL “vocês” e UMA Hermione, eu SEMPRE escolheria ela. Não me importa com quem ela esteja ou deixe de estar. E se você mexer com ela de novo, eu juro que você vai se arrepender! Pergunte pro seu amiguinho Draco, ele vai saber te responder o que é mexer com o Trio de Ouro.—Charmaine arregalou os olhos.—Sim, Charmaine, eu sei que o Malfoy te ajudou a tramar contra os dois.—as mãos que apertavam firmemente os pulsos da garota finalmente soltaram, mas com uma força tremenda que a garota que antes se encontrava agachada, agora se via obrigada a se manter num cotovelo.

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Após o choque, voltando à dura realidade, ela assistiu enquanto o ruivo dava às costas e a multidão se dissipava pouco a pouco. Ao se virar para finalmente prestar atenção na platéia, se sentiu extremamente envergonhada ao encontrar os olhares de reprovação de Gina Weasley, Harry Potter, Neville Longbottom e Luna Lovegood. Eles deram às costas a ela também.

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- ENTRE!—Snape disse ríspido após soltar uma longa bufada e guardar algo que tinha em mãos no bolso de seu sobretudo.

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Contra todas as chances e possibilidades, um menino-que-sobreviveu com a aparência usual de quem carregava o mundo nas costas adentrou em sua sala. Snape quase torceu a boca ao analisar o quanto ele e o garoto não tinham nada de parecido. Ambos carregavam o mundo nas costas, no entanto, o mais novo era o único que fazia questão de demonstrar. Além do mais, Severus não seria capaz de ser tão imprudente quanto um grifinório. Ele odiava isso no filho de Lily.

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- O que o senhor está fazendo??—Harry questionou perplexo ao correr os olhos pela sala totalmente sem adereços.

- Não que isso seja de seu interesse, Potter.—Snape fez questão de deixar claro que a presença era indesejada, apesar de ser de modo contido.—Mas estou me mudando.

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- COMO É?!—Harry quase gritou, fazendo Severus levantar uma sobrancelha.

- Não me diga...—ele falou azedo—Já está com saudades?

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- O senhor quer dizer que está se demitindo, não é?? Está fugindo!—o grifinório esbravejava na direção do professor que não esboçava emoção, além dos punhos cerrados e uma espécie de sorriso irônico contido. Harry não pôde deixar de estranhar a reação do homem.

- Meu trabalho aqui em Hogwarts terminou.—respondeu seco—O Lorde das Trevas está morto, não está?

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- É assim, então?

- Se significa tanto para você, prometo que venho visitar.—um sorriso de escárnio atravessou o rosto do ex-Comensal.

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- Eu vim aqui para falar que a Mione está arrasada, mas pelo jeito o senhor não dá a mínima.—com isso Harry pareceu tocar na ferida e deixou de ser alvo das ironias do sonserino.

- É lógico. Ela perdeu o cargo de monitora-chefe, o respeito da diretora, dos colegas... – Harry notou com um pingo de esperança que Snape parecia se chutar internamente a cada palavra.

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- Ela não perdeu meu respeito... Mas não foi isso que quis dizer.—Harry tomou a defensiva e Snape arqueou a sobrancelha, o que ele entendeu como um gesto de curiosidade contida.

Era preciso tomar muito cuidado numa conversa com Snape, ele sabia disso, mas estava aprendendo a lidar com o professor e conseguiu chegar até aquele ponto sem nenhuma lesão física ou emocional. Era a hora de arriscar.

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- Apesar de ter perdido tantas coisas importantes, e isso vindo de alguém que acha que tirar uma nota ruim é pior que a morte, ela está arrasada porque não pode ficar com o SENHOR.

- E suponho que o senhor tenha alguma idéia genial e tipicamente grifinória—ele usou o adjetivo como sinônimo de ingenuidade—para me apresentar?

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- Não.—Harry respondeu de cabeça erguida e peito inflado, ao que Snape riu.

- Foi o que pensei. Agora, se me dá licença, Potter, tenho mais a fazer.—Severus o dispensou virando nos calcanhares.

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- Não acredito por nem ao menos um segundo que o senhor não se importa com ela.— Harry desafiou. Snape que tinha as costas viradas para o garoto, deu um sorriso cínico.

- E porque exatamente eu deveria me importar com sua opinião, Potter?—ele rebateu.

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Harry não saberia explicar o motivo, mas estava achando aquela conversa muito esquisita. Snape estava ou dando brecha para convencê-lo ou realmente não se importava nem um pouco.

- Não importa, senhor. Mas achei que ELA importasse.—ele afirmou decepcionado e se virou para ir embora.— É uma pena que o senhor esteja fugindo, justo agora que havia começado a achar que o chapéu o havia sorteado para a casa errada.—e saiu.

Snape permaneceu plantado ao chão com a testa franzida. Dumbledore já o dissera algo parecido antes.

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- A senhora me chamou?—Hermione perguntou extremamente envergonhada ao entrar na sala da diretora.

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- Sim, sente-se Srta.Granger.—Minerva sinalizou a cadeira à sua frente enquanto a grifinória cumprimentava cabisbaixa o quadro de Dumbledore.—Chamei-a aqui para informá-la de que a senhorita DuBois desistiu do cargo de monitora-chefe.—Hermione sentiu que deveria ter ficado feliz com a notícia, mas nem ao menos ficou curiosa dos motivos que levaram a garota a tal decisão.

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- Uhm...—foi o máximo que ela conseguiu articular.

- E ela disse que o cargo deveria ser seu...

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- Uhm...—Hermione não conseguiu se surpreender nem se animar. Minerva estreitou os olhos.

- Senhorita Granger, tem algo que eu deva saber? Achei que esse cargo fosse importante para a senhorita!—ela afirmou abobada.

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- Eu também pensei, senhora.—seus olhos vazios encararam o da mulher mais velha. Após um longo silêncio de choque, Minerva se permitiu continuar.

- Ela me disse para não contar nada para a senhorita, somente dá-la o cargo de volta. – a diretora esperou por uma reação que não veio—Então, se não se importa, o cargo é seu.—Ela devolveu a insígnia de monitora-chefe a grifinória.

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A verdade é que Minerva estava com pena da garota e sabia que esse tipo de castigo era algo insuportável para alguém como Hermione, ou pelo menos era o que ela pensava. A garota tomou a insígnia e se levantou se despedindo.

- Obrigada, diretora. Pelo jornal.—e saiu.

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- Por que isso agora?—Hermione perguntou apontando sua insígnia de monitora, parando Charmaine na metade do caminho para o Salão Principal e deixando seus amigos irem na frente. A francesa suspirou profundamente.

- Porque você ganhou.—ela respondeu com amargura.—Cansei.

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- Estou dizendo, Gina... Ele vai embora... Ele pediu demissão...—Harry sussurrava ao ouvido da namorada.

- E por isso você acha melhor que a Mione não esteja aqui?—ela respondia olhando cautelosa para trás.

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- Que bem vai fazer a ela? Você não deveria ter insistido para que ela viesse.—Harry reclamou.

- Que culpa eu tenho?? Só não queria que ela morresse de fome...—Gina se defendeu com um sorriso de quem tramava algo.

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- Mione!—Rony chamou a garota que vinha logo atrás e a puxou para perto de si e dos amigos.

- Como está, Mione?—Luna, que tinha a cintura abraçada por Neville, perguntou avoada.— Desde toda aquela história acho que não te vi por aí.

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- Estou bem...—ela respondeu com um sorrisinho amarelo, pensando em como Luna poderia ser dolorosamente sincera às vezes.

- Sentem-se.—McGonagall anunciou.—Tenho um comunicado importante para dar.

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Hermione tinha seus olhos vagando timidamente sob o professor de Defesa das Artes das Trevas. Ele correspondeu seu olhar com uma firmeza que transformaram suas pernas em gelatina e logo em seguida, levantou-se. Ela percebeu que Minerva se direcionou a seu tão amado professor enquanto falava e Snape se dirigiu para a frente. Gina a olhou e num sorriso sem-graça segurou uma de suas mãos.

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-Nosso ex-professor de Poções e atual professor de Defesa Contra as Artes das Trevas está deixando nossa ilustre bancada dos professores.—disse Minerva.

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O mundo congelou. Não havia sons nem movimentos, até que um sentimento horrível borbulhou dentro de si, a consumindo de dentro para fora. Ela podia sentir suas bochechas ardendo em fogo e quando a sensiblidade de sua pele voltou a despertar, largou a mão da amiga que agora a apertava com mais vigor.

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- Mione! Volte!—ela pôde ouvir Gina gritando, mas nada mais se passava em sua mente além do senso de abandono e da explosiva vontade de desaguar em lágrimas.

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Nada seria capaz de pará-la agora.

- Senhorita Granger.—nada além da voz em questão.

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Ela parou no meio do caminho, observando os olhares atentos a seu redor e corajosamente, se virou. O que diabos o homem que a havia esquecido poderia ter a dizê-la justo agora? Justo agora que a abandonava para todo o sempre, que iria deixar Hogwarts decidindo que ela não era digna de explicações.

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- Hermione...—a voz de Severus aveludou num tom quase carinhoso.—Eu havia decidido não me intrometer mais em sua vida.—o homem caminhava em sua direção pelo grande corredor—Havia decidido que isso era o melhor que poderia te oferecer.—ele declarou.

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Lágrimas tracejavam o rosto de mescla pálida avermelhada da grifinória.

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- Mas eu percebi que não conseguiria fazer isso. Não conseguiria te deixar. Eu sou um egoísta. Um egoísta por me preocupar mais com meus sentimentos do que com seu bem-estar...—ele anunciou deixando todo o Salão em polvorosa. – Por outro lado, creio que o que VOCÊ quer também é importante.—O homem finalmente venceu a distância entre os dois, e protegendo-a o rosto com suas mãos, beijou-a apaixonadamente.— Estou me demitindo...—ele falou em alto e bom som para todos que quisessem ouvir—Para dá-la o direito de escolha.

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Então, Hermione viu Snape fazendo algo que nunca o imaginou fazendo nem em suas mais loucas fantasias, e pelo que ela pôde notar, não era a única presente incapaz de imaginá-lo numa cena como aquela. O sonserino retirou de suas vestes uma pequena caixinha negra de veludo e se ajoelhando no chão pronunciou as palavras.

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- Hermione. Você me daria a honra de ser a senhorita Snape?—ele questionou com tamanha firmeza que se a grifinória quisesse dizer “não”, não ousaria,e abriu a caixinha que segurava, mostrando um anel prateado extremamente delicado e com uma única pedra esverdeada ornamentando-o —E não se iluda, Potter, eu já havia tomado minha decisão antes de você aparecer em minha sala.—ele latiu para o grifinório que se sentiu inútil e ridículo após encaixar as peças. Hermione só pôde rir quando o homem voltou a encará-la atrás de uma resposta.

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- Sim... SIM!—ela gritou fazendo-o pular do chão para abraçá-la. Senti-lo próximo mais uma vez foi como uma nova brisa de vida, e ao senti-lo entrelaçar os dedos em volta de seus cabelos ela continuou.—Eu te amo seu rabugento.

- Eu te amo minha Sabe-Tudo Insuportável.-- ele a abraçou como nunca havia feito antes e o Salão Principal irrompeu em aplausos e urros ensurdecedores.

Naquele momento, tudo havia valido a pena e nada poderia mudar isso.

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Aeeeeeeeee, finalmente!

AAaaahh, que felicidade!

Aposto que quando vocês leram o título do capítulo apostaram q eu ía separar os dois...hsuahusahusa

Foi sacanagem, eu admito. xD

Mas ta aí, este é o último capítulo, mas ATENÇÃO, ainda tem o epílogo!

Queria postar o último capítulo e o epílogo juntos, mas sei q vcs estão muito ansiosos, então... hehe

Espero que tenham gostado.

Muito obrigada a todos que leram e acompanharam. Espero que eu tenha entretido vocês!

Quanto ao fator “será que ele era mesmo virgem”, deixarei que vocês concluam o que quiserem. Para mim, acredito que ele era sim, virgem. Mas o fato de ele ser virgem, não significa q ele era inocente. E já que ele a amava, se entregou completamente. Era uma nova chance que ele tinha na vida e não queria desperdiçar.

Good-bye everybody, I’ve got to go.

Gotta leave you all behind to face the truth...

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