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8. Uma nova missão


Fic: Herdeiros das Trevas


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry ainda estava enjoado com toda aquela cena quando sentiu algo no ambiente mudar. Seus olhos percorreram a sala, vendo-a ser envolta por uma densa névoa, que tão rápido quanto surgiu, se foi, revelando uma grande biblioteca. No entanto, sua atenção ficou presa à garota ajoelhada no chão, chorando compulsivamente com o rosto oculto pelas mãos.

-Já terminou, foi só um teste. –Harry fala e, sem querer, sua voz sai em um tom tão neutro, que quase soou frio e indiferente a ela.

Hermione sentiu vontade de chorar ainda mais, as palavras do falso Harry ecoavam como verdades em sua mente, mas não mostraria sua fraqueza. A garota parou de chorar e enxugou o rosto com as costas das mãos antes de se virar. Ao contrário do que esperava, não encontrou o olhar piedoso, consolador, compreensivo ou mesmo um frio sobre si, pois Harry estava ocupado verificando algo protegido por um vidro em cima de um pedestal colocado no centro da sala.

-O que é? –pergunta se esforçando para não demonstrar seus sentimentos na voz, tentando fazê-la soar o mais normal possível.

-São dois pergaminhos, este parece de Mérlin, o outro deve ser dos “nossos pais”. –Harry fala erguendo o vidro e pegando o pergaminho, logo depois sua expressão ganhou traços frustrados. –Não consigo ler, deve estar em latim.

-Deixe-me ver. –Hermione pede e ao tocar o pergaminho, este passa a brilhar e então se liberta das mãos de ambos, para flutuar a frente deles. Uma voz que transmitia grande sabedoria e, que ao mesmo tempo, transmitia paz e firmeza, soou pela sala.

- Sejam bem-vindos e, desde já, me desculpem pela recepção não muito amistosa, mas era necessário verificar a extensão de seus poderes e avaliar seus sentimentos, não poderia admitir que um de vós fosse uma ameaça ao outro.

A história dos dois começou quando, Cassius, um Lord Vampiro de um poderoso clã rompeu com o mesmo e se uniu a Isabel, uma Lycan, os piores e mais temidos inimigos de qualquer vampiro. Esse amor era um risco a toda guerra de poder que Lycans e vampiros travaram por séculos, mas a gravidez de Isabel era um risco ao equilíbrio de poderes entre os amaldiçoados e também entre os bruxos e todos os seres mágicos envolvidos direta e indiretamente nesta disputa. Os bruxos mais poderosos da época pretendiam se oferecer para serem tutores do Imperador da Noite, nome que se espalhou diante da perspectiva de poderes que o herdeiro teria.

Se houve uma ocasião onde vampiros e Lycans pensaram da mesma forma, foi diante deste fato. Nenhuma das raças poderia permitir que um ser mais poderoso que todos os outros escolhesse um lado e subjugasse o outro, então a morte seria o único caminho. Bruxos que eram contra o envolvimento com vampiros e lobisomens ajudaram a baixar as defesas mágicas do castelo de Cassius e colocaram a cabeça dos gêmeos a prêmio, após saberem do fracasso da empreitada.

Justamente para garantir que tivessem uma vida segura, selei vossas maldições e deixei nas mãos do destino a escolha do momento certo para que a batalha iniciada por Cassius e Isabel, fosse retomada. Caberá a vós a missão de acabar com a guerra entre as raças e exterminar aqueles que usam seus iguais para a prática do mau.

Meus estudos mostraram que um será semelhante aos andarilhos da noite, mas não será um vampiro, seu coração baterá e possuirá habilidades que só um Lycan teria. O outro se assemelhará aos “lobos”, mas não será um Lycan, pois sua mente será mais aguçada e possuirá habilidades que só um vampiro possuiria. Ambos terão fraquezas e aconselho que as descubram antes que seus inimigos o façam. Meus estudos, assim como minha biblioteca estarão a vossa disposição.

Meu último conselho é: Não importa o que aconteça, jamais se separem, a união dos dois é o que garantirá o sucesso de suas missões e honrará a memória de Cassius e Isabel, que deram suas vidas por vós.


A voz de Mérlin sumiu e o pergaminho começou a cair, mas antes que pudesse se aproximar do chão, Hermione o pegou e colocou novamente no pedestal. Nenhuma palavra foi dita, ambos já sabiam de quase tudo que havia sido dito, apesar da participação de bruxos em toda aquela trama ser novidade. Harry já pegara a outra carta e já a levava para Hermione, mas ao contrário da outra, esta não flutuou e nem “se traduziu”.

-Calisto deve poder traduzi-la. –Hermione sugere e Harry apenas assente.

Os dois mantiveram silêncio e, em um acordo sem palavras, decidiram que não se separariam desta vez. Porém a não-separação ou qualquer outra medida de segurança no caminho de volta foi desnecessária, já que assim que Harry abriu a porta, os dois se depararam com o corredor do castelo, onde, alguns metros à frente, estava a porta da sala onde Calisto os esperava.

-E eu achava que Hogwarts era um castelo estranho. –Harry comenta desistindo de tentar pensar em alguma explicação lógica para aquilo.

-Talvez seja melhor não nos afastarmos muito de Calisto. –Hermione fala olhando para ao redor, como se esperassem que as paredes e tudo o mais ganhassem vida.

Assim que atravessaram a porta, se depararam com uma biblioteca muito maior que a de Hogwarts. Ela deveria ter de três a quatro andares, as paredes eram forradas de estantes e o centro possuía mesas com diversos instrumentos, além de um caldeirão a um canto adjunto a uma estante com ingredientes de poções. Calisto estava lendo em uma confortável poltrona perto a lareira.

-Encontrou seu éden! –Harry comenta com Hermione sustentando um sorriso maroto, antes de se dirigir a Calisto. –Encontramos a mensagem de Mérlin, ela “se leu”, mas essa carta não fez o mesmo e pensamos que você poderia traduzir para nós. –Harry fala a Calisto, logo depois entregando o pergaminho, mas ela o afasta gentilmente.

-É uma carta de Isabel para vocês, algo íntimo e particular. –os dois iam argumentar, mas ela os impediu com um gesto. –Toquem o pergaminho com suas varinhas e digam Codex Revellis .

Os dois se aproximaram e juntos tocaram o pergaminho com suas varinhas e pronunciaram o feitiço, seus olhos brilharam e por segundos milhares de letras e combinações passaram em sua mente. Quando terminou, os dois olharam o pergaminho e o documento continuava em sua língua original, mas agora aqueles amontoados de letras formavam palavras, as quais podiam compreender perfeitamente.

-Isso funciona com tudo? Quer dizer, podemos aprender qualquer coisa em questão de segundos, só com esse feitiço? –Harry pergunta empolgado, sob um olhar severo de Hermione.

-Apenas línguas que não conhecem. Esse feitiço era muito útil para mim nos anos em que tinha que mudar de região e muitas vezes de país para acompanhá-los. –fala sorrindo ao ver a expressão de alívio de Hermione e de frustração de Harry. –Vou providenciar algo para comermos. –seu tom demonstrava que estava apenas dando privacidade aos dois.

Uma sensação estranha tomou conta de Harry e Hermione, era como se de repente todo o local houvesse esfriado. Ambos sentaram-se lado a lado em um sofá, as gargantas pareciam travadas, então Harry segurou o pergaminho de modo a que os dois pudessem ler.

“Meu anjo,

Gostaria de ter certeza de que está carta nunca precisará lhe ser entregue, porém, preferi me assegurar de que saberás com minhas palavras a história de teus pais. Sou tua mãe, Isabel, uma Lycan, cujo único “pecado” foi se apaixonar.

Conheci Cassius, teu pai, justamente no momento em que pensei não haver mais esperanças para mim, havia sido atacada e ferida por Lycans, não poderia voltar para meu lar. Meu mundo havia desabado, mas então eu o encontrei, ferido, perto do rio em que me banhava, e mesmo percebendo que ele era um vampiro não poderia deixá-lo ali. Como poderia tê-lo abandonado? Levei-o para meu abrigo, cuidei de seus ferimentos, o alimentei, e nem ao menos percebi o quanto estava me apegando aquele que “deveria ser” meu inimigo natural. Apaixonei-me por um vampiro.

Todavia, seria impossível não me apaixonar por alguém como Cassius. Sem dúvida é o homem mais maravilhoso que já conheci e foi apenas ao lado dele que experimentei essa felicidade inédita em minha vida, e que certamente jamais encontrarei em lugar algum, senão ao lado dele.

E foi o meu Cassius quem me permitiu ser mãe, e a cada momento em que te sinto dentro de mim, meu anjo, uma vida concebida por duas raças inimigas, eu tenho mais certeza de que esta “guerra” é sem sentido. Não há motivos para que essa rixa secular continue, há um motivo para que ela termine. Diferente deles, acredito que sua existência não é uma ameaça para as raças, mas sim um sinal de que vampiros e lycans não precisam ser inimigos.

Apesar de minha gravidez ter me deixado fraca, em nenhum momento a felicidade me abandonou, pelo contrário, só tem aumentado, saber que tu, meu anjo, cresce em mim, só me traz força para continuar a enfrentar aqueles que conspiram contra a minha nova família. Lembre-se sempre de que não és culpado pela minha fragilidade atual, eu escolhi o meu caminho, e nunca me arrependi um segundo sequer, mesmo que isso signifique ter que dar minha vida por ti.

Agora, sabes tudo que aconteceu e também da imensidão do amor que sinto por teu pai e por ti. Peço que entendas as escolhas que Cassius e eu fizemos, peço que ames e respeite teu pai, mantendo-se ao lado dele sempre, como também ames essa orgulhosa mãe que sou, e que tem certeza de que seu filho lhe trará muito orgulho, não importa onde eu esteja. Por último peço que seja forte e lute, mas não contra lycans ou vampiros, e sim em prol de uma união entre essas raças, pois eu sinto que tu, meu anjo, é a luz que estes cegos precisam para enxergar o caminho da conciliação.

Amo e sempre te amarei, anjo.
Com amor,
Isabel”.



Hermione enxugou as lágrimas e olhou para Harry. Viu que ele não possuía lágrimas nos olhos, mas ao acompanhar seu olhar percebeu que ele estava perdido em si mesmo, sua expressão era vazia e seus olhos não possuíam brilho algum, se limitando a refletir as cicatrizes de seu passado.

-Deixe-me chegar a você, mesmo que por um momento. –Hermione pede ao abraçá-lo. Hesitante, Harry acaba por retribuir o abraço.

Por mais que tivesse pleno controle de suas emoções, aquela carta abrira sua ferida mais profunda. Ao terminar de ler não pode deixar de associar a história de Isabel e Lílian, ambas amavam homens fortes e corajosos com os quais tentaram construir uma família feliz e amorosa, mas que foram destruídas pelo medo e pela sede de poder de seres dominados pelas trevas.

-Não vou deixar acontecer de novo, minha mãe foi a última. –Harry fala se afastando de Hermione e se levantando determinado. –Vou procurar Calisto. –comunica antes de se adiantar até a porta, mas esta já adentrava levitando uma grande bandeja com comida.

-Antes de mais perguntas, vamos comer. –Calisto fala em tom maternal, pondo a bandeja em uma mesinha à frente do sofá onde Hermione estava.

Nos minutos seguintes Calisto explicou que aquelas estantes estavam cheias de livros, pergaminhos, grimórios e até diários de bruxos poderosos, os quais foram adquiridos por Mérlin ou seus colaboradores, como ela mesma. Também mostrou como funcionava o feitiço que ajudava a localizar os livros desejados ou apresentava os títulos relacionados ao assunto que desejavam pesquisar.

Após o lanche, ela mostrou a eles onde ficariam os quartos onde os três dormiriam e recomendou que dormissem, para que no dia seguinte estivessem não só bem dispostos, mas com o corpo descansado para que pudessem começar o treinamento. Não foi uma tarefa fácil para Harry e Hermione, ambos estavam ansiosos e ainda muito abalados com tudo o que acontecera aquele dia, o que fez os dois se assemelharem a zumbis durante o café da manhã, o que não agradou em nada Calisto.

Novamente na sala de estudos, Calisto se senta a frente dos dois, que estavam sentados no sofá parecendo um tanto impacientes e ansiosos.

-Certo, qual a primeira pergunta? –Calisto dá início às explicações e escolhe começar por Hermione, que era a mais velha.

-Tem como descobrirmos até onde somos parecidos e diferentes? –a pergunta parece ser uma das perguntas de Harry, que também se mostra atento.

-Creio que só explorando suas mais especificas habilidades e fraquezas, apesar disto com certeza não ser algo agradável de se fazer. –Calisto fala com um olhar de sinto muito, que os faz estremecer.

-Você irá nos treinar? Ou conhece alguém que pode fazer isto? –Harry pergunta tendo em vista as limitações mágicas e da própria raça de Calisto.

-Imagino que vocês estejam esperando por um mestre Lycan, no caso eu, um mestre vampiro e um mestre bruxo, no entanto devo-lhes dizer que não terão nenhum dos três, pelo menos não do modo convencional. –aquela resposta fez os dois ficarem ainda mais confusos. –Harry, quando você se transformou, deve ter sido “inundado” de experiências e conhecimentos sobre vampiros, não estou certa? –Calisto pergunta e Harry assente. –O mesmo aconteceu com você, Hermione, mas com habilidades Lycans, certo?

-Está dizendo que tudo o que precisamos saber está em nosso sangue? –Hermione pergunta entendendo a linha de raciocínio de Calisto.

-Sim, no entanto como uma das maldições se sobrepõe a outra dentro de vocês, creio que seja necessário que um prove o conhecimento do outro. Depois disso eu começo a testar seus limites. Quanto à parte bruxa de vocês, creio que podem desenvolvê-la à-vontade nesta biblioteca, inclusive vou separar alguns livros para lerem depois.

-Quando você disse sobre provar o conhecimento um do outro, você estava querendo dizer...

-Beber o sangue do outro. –Calisto completa o que Harry dizia, fazendo os dois se entreolharem com uma expressão que misturava nojo e apreensão. –Sei que a idéia não é das mais agradáveis, no entanto é o jeito mais fácil e rápido.

-Isso não nos fará mal? Quer dizer, se lobisomens bebem sangue vampiro ou o contrário, eles morrem, não é? –Hermione pergunta hesitante, a idéia de beber sangue lhe lembrava a noite de sua primeira transformação.

-Sim, mas vocês já não nasceram puros, são um misto dos dois, portanto o sangue do outro não fará nenhum mal a vocês. –Calisto fala de modo tranqüilizador, apesar disto ainda causar uma sensação estranha neles.

-Então vamos logo terminar com isso. –Harry fala decidido ao se levantar. Para Hermione ele parecia não estar se importando nem um pouco em ter que beber sangue, o que mais uma vez invocou as lembranças do “teste”.

-Creio que um corte profundo em um pulso baste. –Calisto comenta ao ver Hermione se levantando incerta.

A morena se levantou e já puxava a manga da camisa para expor o pulso, quando foi puxada para frente, tendo seu corpo colado ao de Harry, que a abraçava com força e pressionava os lábios contra os seus. Harry nunca a beijara de modo tão possessivo, praticamente não dando escolha a ela a não ser corresponder, pelo menos foi o que pensou, porém logo sentiu um hálito mais frio vindo dele. Algo cortou sua língua e bateu em seus dentes, sentiu um líquido quente e viscoso em sua boca e imediatamente soube que não era só o sangue dela que invadia sua boca.

Harry havia por instantes se transformado e cortado as línguas e um pouco da boca de ambos com suas presas, permitindo assim o contato sangüíneo. Como esperava que acontecesse, ao sentir o sangue quente junto ao gosto da boca de Hermione, seus instintos fizeram o beijo se tornar voraz e exigente, ao mesmo tempo em que sugava-lhe o sangue amargo, aprofundava mais e mais o beijo buscando a doçura dos lábios da morena.

Menos de um minuto após provarem o sangue do outro, suas mentes foram envolvidas em um mundo a parte de seus corpos. Imagens de todos os tipos invadiram suas mentes, algumas eram lembranças pessoais do outro, outras informações sobre seus lados vampiro e lycan. Obrigada pela necessidade de ar, Hermione o afastou, sua força maior do que a intencional o afastou quase um metro e meio.

Hermione o observou ofegante, seus olhos quase negros fitavam os intensamente verdes de Harry, o qual nem de longe estava ofegante, pelo contrário, olhava-a ereto, de forma penetrante, os lábios vermelhos sangue entre abertos. Uma estranha tensão percorria seus corpos, ao mesmo tempo em que suas mentes giravam em informações, seus músculos estavam tensos, a adrenalina alta, os instintos mais profundos haviam despertados e brigavam ferozmente com suas mentes para atacar o “inimigo”.

A troca de olhares foi rudemente interrompida por algo os derrubando com força no chão. A frente deles estava uma lycan de pelos castanhos aloirados parecendo feroz e ameaçador. Harry e Hermione deram vazão a toda aquela animosidade partindo para cima do adversário, mas este desaparecera e aparecera na porta da biblioteca, de onde lançou uma das portas duplas, na direção deles. Harry quase flutuou por cima ao saltar com suavidade, já Hermione se agachou e correu quase que de quatro na direção da porta. A lycan já não estava mais lá, porém Hermione conseguia sentir seu cheiro, assim como Harry sentia sua presença, apesar de fraca.

-Vamos encurralá-la. –Harry fala rapidamente antes de seguir pelo norte. Hermione seguia pelo sul, seu corpo se alterando no caminho, até que ela estivesse totalmente transformada.

Harry desceu dois andares e se sentiu completamente à-vontade no corredor escuro em que estava, a presença de Calisto subitamente havia aumentado e seguindo seus instintos, ele se aproximou silenciosamente de uma porta. A fim de surpreendê-la, Harry abre a porta rapidamente, na intenção de entrar e fechar em questão de segundos, no entanto a luz que atingiu seus olhos foi tão intensa que ele urrou de dor.

Calisto o segurou pela camisa e o lançou com toda força contra a parede. Os sentidos de Harry estavam confusos e ele não conseguia abrir os olhos, então antes que pudesse pensar em levantar, sentiu seu estômago afundar mediante um grande impacto, a seguir sua cabeça foi arremessada para o lado e seu corpo lançado para a direita, até se chocar em algo duro, que infelizmente não era a parede, já que uma força ainda maior o lançou para a parede do lado oposto, sentiu suas costelas do lado esquerdo perfurarem seus órgãos, a dificuldade em respirar e ouvir reforçava a idéia de que os ossos do lado direito da face haviam afundado, e o gosto amargo em sua boca era sinal de que em algum momento havia vomitado e nem percebera.

-Verme! –uma voz grave e carregada de desprezo ecoa em seu ouvido. –Uma vergonha para sua raça! –a voz parecia mais perto e então seu corpo foi içado.

Suas narinas captaram o cheiro “podre” de lycan e seus pêlos se arrepiaram pressentindo perigo, então ergueu o braço a frente do peito e instantes depois sentiu o punho fechado de Calisto na palma de sua mão, a qual se fechou em torno da mão peluda. Harry sabia que vampiros não podiam rivalizar em força com lycans, mas ele também sabia que não era apenas um vampiro. Sentiu seu sangue esquentar e sua mão começou não só a resistir, mas a empurrar a mão da lycan, então, em um rápido movimento, girou para trás e fez seus pés baterem com força no focinho de Calisto. Seus pés tocaram a parede e ele tomou impulso se tirando para frente, depois saltando para o lado e atingindo a lycan que tentava desviar, ela soltou um leve gemido ao bater contra a parede.

-Eu não só um vampiro, também sou lycan e sou bruxo! –a voz fria de Harry a “distraiu”, enquanto as mãos dele se movimentaram e do chão se ergueram pedras que pretendiam formar uma jaula para Calisto. –Não me subestime. –a ameaça surgiu enquanto ele, ainda guiado pelo olfato, avançou contra o local onde a tinha aprisionado, de seus dedos enormes e afiadas garras surgiam.

Calisto não ficou ali para ver mais nada, acertou um potente soco em uma das grades e depois desaparatou, sem esperar para ver a lança rochosa atravessar o abdômen de Harry, que caiu no chão inconsciente.

Hermione estava em um andar acima do andar da biblioteca, sentia o cheiro de Calisto mais forte a cada passo, então parou atrás de uma porta e com um soco a arremessou longe, arrancando-a e fazendo-a se cravar na parede oposta. Estava no quarto de Calisto, suas roupas e objetos pessoais em cima da cama, expostos, a janela aberta para propagar mais o cheiro, caíra em uma distração tola. Uma raiva que nunca sentira antes lhe tomou, urrou com todo o fôlego que possuía. Já saía dali atrás de Calisto, quando sentiu uma forte dor, de repente sentiu-se zonza e sabendo que aquilo não vinha de si, tentou alcançar Harry, mas este não respondia. A preocupação tomou conta de si, tentou farejar, mas não sentia cheiro que não o do quarto.

Cinco minutos agonizantes se passaram, a cada segundo novas dores e sensações preocupantes, não conseguia pensar com clareza, só queria achar Harry. Sentiu o cheiro do sangue dele e seu coração ficou ainda mais apertado, descia o mais rápido que podia, porém no meio do caminho, sentiu um forte impacto no ombro e foi arremessada em uma sala, inicialmente fechada. Calculou que Calisto deveria estar em uma parte escura do teto, esperando Hermione aparecer, mas rapidamente foi tirada de seus pensamentos, pois fora arremessa da contra uma parede, assustou-se ao ver que estava gelada. Tentou ficar de pé, mais caiu pateticamente não conseguindo se firmar. Estava em uma sala cujas paredes, chão e até o teto eram de gelo.

-Patético! –a voz grave de Calisto chamou sua atenção e logo depois a grande porta que derrubara e sobre a qual caíra, atingiu-lhe a cabeça. –Se não se apressar, seu amado sanguessuga irá morrer. –tentou cantarolar, o que só foi menos bizarro que a risada em uma voz tão bestial.

Hermione tentou se levantar, não tinha danos, mas não conseguia se firmar, suas patas deslizavam no gelo e após uma dança desengonçada caía de focinho no chão. Viu Calisto andando apenas nas patas traseiras, vinha em sua direção, tentou primeiramente se sentar e sentiu um incômodo “gelado” ao conseguir.

-Que cadelinha mais obediente, eu digo fica e você fica! –Calisto fala em algo que Hermione interpretou como sendo um tom sarcástico. Logo depois um dos longos braços da lycan foi à direção de Hermione e esta conseguiu se defender com uma de suas mãos. –Criança tola e fraca! –Calisto a puxa e gira, fazendo-a bater contra a parede.

Hermione ouviu as risadas bizarras e sua fúria aumentou, percebeu as garras da lycan cravadas no gelo e tentou fazer o mesmo. O gelo fazia suas unhas doerem levemente, mas conseguiu certo sustento a ponto de se por de quatro, no entanto os pés de Calisto bateram em seu corpo e ela não conseguiu se defender e nem se manter de pé, suas costas bateram com força no gelo e sentiu suas costelas partidas perfurarem algum órgão.

-Pelo menos seu irmãozinho patético lutou mais que você, que só sabe apanhar! –Calisto falou já furiosa com a apatia de Hermione.

A morena a viu novamente se mover em sua direção, percebendo que aquela atitude parecia ir além da pressão psicológica, Hermione percebeu a brecha e mesmo tomando mais uns socos certeiros, manteve o contato visual para adentrar com força a mente de Calisto. Viu imagens desconexas de crianças, depois, ao ir mais fundo, viu um homem de aparência grotesca a surrando, um ganido se seguiu a um estalo e Hermione notou que Calisto aparatara.

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