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11. Capítulo XI


Fic: Uma dor chamada saudade


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo XI

NA: Eu gostaria de dedicar este capítulo para duas pessoas que eu tô devendo e-mail há seculos e que mesmo assim continuam sendo minhas amigonas (CACL e Fransoah)... Espero os comentários e e-mails de vcs... Boa leitura!!!


*¨* If it's lonely where you are come back down
Se é solitário onde você está, volte *¨*


Jonathan abriu seus olhos com dificuldade. Olhou ao redor e só via sombras desfocadas. Sentia-se fraco e desnorteado. "Onde estou?" e "Por que estou aqui?" eram as únicas perguntas que sua mente conseguia formular. Aos poucos, sua visão foi perdendo a turvação e ele pôde notar que estava deitado em um chão gelado e empoeirado de piso. Levantou-se com dificuldade e deu mais uma boa olhada no lugar onde estava. Apesar do breu do ambiente, Jona pôde notar que estava em uma casa. Parecia que há anos a casa não recebia a visita de ninguém, pois o pó, as teias de aranha e as rachaduras nas paredes davam uma aparência de abandono ao local. O lugar não lhe parecia estranho, muito pelo contrário, era-lhe extremamente familiar, só não sabia porquê.
Ainda não compreendia o que estava fazendo ali. A única coisa de que Jona se lembrava era de ter pegado sua varinha na cabine do Expresso de Hogwarts. Ao lembrar disto, quase que por reflexo, ele levou suas mãos ao bolso e sentiu que sua varinha se encontrava ali.
Sentia umas pontadas agudas em sua cabeça, que o deixava tonto por alguns segundos. Continuou caminhando com dificuldade pela escura casa. Chegou a esbarrar em uma pilastra central, que o fez pensar por um segundo que todo lugar fosse desabar. O breu do ambiente começara a incomodá-lo realmente, pois o que Jonathan mais queria era encontrar a saída daquele lugar. Pegando a varinha do bolso, passou por sua mente o quanto seria útil ter poderes mágicos para poder efetuar um Lumus. Aprendera lições em Hogwarts que, infelizmente, jamais usaria.
Após esbarrar e ir ao encontro de algumas paredes, Jona chegou a conclusão que achara uma porta. Girou com dificuldade a empoeirada e provavelmente enferrujada maçaneta. Neste instante, Jona se lembrou que não estava ali porque queria e sim, porque alguém o havia trazido e, provavelmente, esta pessoa não estaria longe. Com este pensamento em mente, Jonathan abriu rapidamente a porta, mas, antes que pudesse botar os pés para fora ouviu uma voz dizer "Estupefaça!" e sentiu uma rajada de luz o jogando para dentro da casa novamente.
Fora lançado a alguns metros de distância e, quando bateu contra uma das paredes, sentiu pequenos pedaços do teto caindo sobre si.
- Quem está aí? – perguntou levando as mãos à cabeça, tentando amparar poeira e pedras que caiam do alto.
Ouviu passos firmes e lentos vindo em sua direção. Tentou se levantar, mas estava sentindo dor. Um medo também começou a invadi-lo quando viu a sombra da pessoa a sua frente projetada por causa da claridade vinda da porta aberta.
- Quem está aí? – perguntou novamente, mas sem tanta firmeza na voz como antes.
- Phosphoro... – um murmúrio foi ouvido e neste instante a sala foi iluminada pelo que parecia ser centenas de pequenas velas brancas que levitavam no ar.
A repentina claridade fez os olhos de Jona arderem e rapidamente ele os fechou, na tentativa de se acostumar à luz.
- Incomodado com a luz, Jonathan?
Aquela voz arrastada era inconfundível.
- Professor Malfoy? – Jona perguntou enquanto abria os olhos – Por que ...
- ... por que eu te trouxe aqui? Será que eu não posso levar meu filho para onde eu quero?
- Não sou seu filho!
- Não seja tolo, Jonathan. – Malfoy falava calmamente – Aquele Weasley inútil, a quem você chama de pai, nunca seria capaz de, se quer, gerar um filho.
- Não o chame de inútil!! Ele é meu pai, pois foi ele quem cuidou de mim.
Malfoy soltou uma forçada e fria gargalhada, que fez Jonathan se arrepiar.
- E era isso que você estava indo dizer a ele? – perguntou com uma voz falsamente melosa – Comovente, isto realmente é comovente. Você terá a oportunidade de dizer isso a ele quando formos procurá-lo.
- O que você quer?
- O que eu quero? O que eu quero, Jonathan, é ver aquele Weasley nojento sofrer. Sofrer por descobrir que seu único filho é filho de seu grande inimigo. Quero vê-lo sofrer ao saber que sua esposa amou o homem que ele mais odeia. Sofrer e agoniar por ter nascido, por respirar.
Jona não sabia o que dizer. Sua raiva era tanta que até pronunciar algo se tornara difícil.
- Você sabe que é meu filho. Queira ou não, você é um Malfoy.
Sentiu-se enojado só de ouvir a última frase do bruxo a sua frente, mesmo sabendo que era tudo verdade. Uma triste verdade, mas, uma verdade.
- Você é extremamente previsível! Eu sabia que você preferiria passar o natal junto de sua falsa família, então, nem precisei planejar como te tirar de Hogwarts, mas, tenho que admitir, que você ter esquecido sua varinha no trem e ter voltado para busca-la, facilitou muito meu trabalho.
- O que você quer de mim? – Jona perguntou entre os dentes.
- Já disse, quero passar mais tempo com meu filho.
- Mentira sua! Você me trouxe aqui por algum motivo e eu quero saber o porquê! – Jonathan sentia que sua irritação chegara ao limite. Queria descontar toda sua raiva destes últimos meses naquele arrogante mentiroso. Suas mãos tremiam de nervoso. Sentia seu sangue ferver em suas veias, enquanto levantava com dificuldade do chão.
- Não devias chamar teu pai de mentiroso, sabia? – Malfoy tinha um sorriso enquanto falava.
- Mesmo que você seja meu pai, mesmo que eu tenha seu sangue, eu nunca serei como você, pois eu te enojo. Tenho certeza que você deve ter usado algum truque em minha mãe, pois sei que, em sã consciência, ela nunca teria nada com um fracassado como você!
O garoto percebeu que suas palavras pareceram afetar Malfoy, pois o sorrisinho de esvaiu de seu rosto lentamente.
- Fracassado?
- Fracassado. É isso que você é! Um fracassado que sofre, pois trabalha em um emprego que não gosta, sofre porque ninguém gosta de você e sofre porque sua máscara de "Senhor Malvado" não assusta ninguém!
- Não seja infantil, Jonathan. – Malfoy falava sem o seu típico sorrisinho – Quem disse que me importo? Não ligo para o que você pensa sobre mim. Você, nem ninguém!
- Você diz isso porque não admite que todos sentem pena de você! – Jona queria ferir Malfoy de qualquer maneira. Parecia precisar disso... A raiva que sentia precisava se esvair por algum meio. – Ninguém te ama. Ninguém nunca vai te amar!
- Cale-se. – Draco Malfoy parecia ter começado a se incomodar com as palavras do garoto.
- As pessoas fogem de você, pois sua presença incomoda. Você incomoda a todos. – falava em meio aos "cale a boca" de Malfoy.
- Eu nunca quero ser como você, pois não quero que todos pensem que eu sou um fraco como você é. – Jona tirara uma força interior que o fazia suportar a dor física e o cansaço que sentia. Só o que pensava no momento era que odiava aquele bruxo do fundo de sua alma e queria que ele morresse uma morte dolorosa e lacerante.
- Cale a boca... Cale a boca!!! – Malfoy "explodiu" de repente com sua varinha pontada fortemente para a garganta do garoto – Cale essa sua boca antes que eu faça alguma besteira!
Draco estava com o rosto muito vermelho, que demonstrava o quão nervoso as palavras de Jona o deixara. Sua respiração estava ofegante e seus olhos miravam Jona com ódio. O garoto sentia-se bem pelo estado em que deixara Malfoy, apesar do medo que aflorava dentro de si após notar o olhar frio e impiedoso do bruxo.
- Faça o que quiser, não me importo com mais nada. Prefiro a morte a ser um Malfoy desprezível. – Jona pronunciou a frase derradeira, fechando seus olhos.
Só houve tempo de abrir rapidamente seus olhos no exato momento em que viu o bruxo a sua frente ser lançado para longe após ser atingido por uma rajada de luz prateada e ofuscante.
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Fazia anos em que Rony não andava por aquele bairro. Tudo estava diferente desde a última vez que estivera ali. Tantas coisas havia acontecido desde que comprara aquela casa com Mione, mas parecia que fora ontem que vira o olhar admirado da esposa.
O silêncio do local encantou Hermione. O bairro era extremamente isolado. Não se via transeuntes, muito menos veículos por perto. O cheiro de campo que emanava do local também cativou Rony logo de inicio.
Viajava de carro trouxa, pois preferia apreciar a paisagem. O ar gelado que batia em seu rosto por causa da janela aberta o fazia esquecer os problemas temporariamente. Era como se vivesse uma vida diferente por alguns segundos.
Cada lugar que passava, apesar de estar bem diferente do que Rony se lembrava, o fazia recordar a esposa. Hermione se mostrara uma bruxa encantada por plantas, flores e pássaros. O sorriso que emanava de seu rosto era divino quando iluminado ao sol... Rony se lembrava bem daquele sorriso. Trocaria sua vida só para ver aquele sorriso novamente.
A estrada de terra se estendia em direção a morros verdejantes ao fundo, que mais pareciam pintados a óleo. A neblina provocada pelo frio só embelezava ainda mais a paisagem. Apesar da solidão que sentia ao ver toda aquela beleza sozinho, Rony deixou um breve sorriso lhe tomar.
O sol sumia tímido no céu; em breve anoiteceria. Ao longe Rony avistou a casinha em que passou os melhores (e os piores) momentos de sua vida. Um sentimento de nostalgia o invadiu. Olhar o estado em que a casa se encontrava o deixou triste.
A casa tinha a aparência de bem mais velha do que realmente era. As paredes um dia brancas, agora estavam de um cinza sujo, mal conservado. As gotas de chuva pareceram acabar com os alicerces, provocando rachaduras imensas nas dobras da casa. Janelas pareciam mais do que corroídas pelo tempo.
Rony parou o carro de fronte a casa. Desligou o motor e ainda ficou sentado alguns instantes, tentando avaliar se lhe faria bem entrar ou não. Tantas coisas haviam acontecido naquela casa, que nem mais sabia se lhe faria bem entrar e encarar o passado.
Levantou os olhos e olhou em direção a entrada da casa. Uma coisa o surpreendeu: a porta da sala estava aberta. Rony achou extremamente estranho, já que havia anos que não freqüentava o lugar e sabia que, além da imobiliária, ninguém mais aparecia ali.
Saiu do carro e caminhou até o pequeno portão. Não tinha bom pressentimento quanto àquela situação. Tirou sua varinha das vestes, deixando-a em mãos, e continuou caminhando lentamente até a porta principal. Desviou de um largo arbusto e seguiu o caminho de pedra que findava na porta aberta.
Ouviu vozes vindas de dentro da casa, mas continuou a passos lentos e silenciosos. Uma voz juvenil falou "Prefiro a morte a ser um Malfoy desprezível" no mesmo momento em que Rony entrou na sala. Draco Malfoy estava com sua varinha apontada em direção a Jonathan... Ele iria matá-lo.
Rony lançou um feitiço de estuporação que fez Draco Malfoy cair a metros de distância de seu filho.
- Pai! – Jonathan gritou indo na direção de Rony abraçando-o.
Apesar do carinho do filho, Rony não baixou sua varinha – que continuava apontada para Malfoy – como se estivesse esperando um movimento em falso do bruxo oponente.
- O que você pensa que estava fazendo?! – Rony gritou assim que viu Malfoy recuperando suas forças – Hãm? Responda!!!
Rony nunca estivera tão furioso em toda sua vida. Tinha um ódio dentro de si que não podia ser explicado. Como aquele bruxo sórdido poderia estar tentando matar seu filho? Matar sua razão de viver?
Draco Malfoy sentou-se no chão e limpou com as costas das mãos o sangue que escorria do canto de seus lábios. Olhou Rony com um olhar de puro desprezo antes de cuspir para longe o sangue acumulado na boca. Levantou-se tentando limpar "discretamente" suas vestes. Abaixou-se novamente para pegar sua varinha segundos depois de Rony dizer "Accio Varinha".
- O que você quer que eu diga, Weasley?
Jonathan ainda tentou segurar seu pai, mas com uma velocidade – e ódio - que normalmente Rony não tinha, ele foi em direção a Malfoy jogando as duas varinhas a distância. Rony apertou com toda a força que tinha o colarinho de Draco.
- O que você estava fazendo aqui com meu filho? – falava entre os dentes – Diga, seu crápula nojento!!! – Rony puxou Malfoy fortemente para perto de si antes de soltá-lo com violência para longe.
- Você quer saber a verdade, Weasley?
- Não brinque comigo, senão...
- Brincar? – Draco caminhou pela escura sala. Já tinha recuperado aquele olhar e fala imponente de sempre – Você é realmente muito ingênuo, Weasley. Tolo você em pensar que eu brincaria com relação ao que está em jogo aqui. Isso é grande, Weasley. Realmente grande. – e olhando para Jona completou - Não é Jonathan?
Rony continuava extremamente zangado, mas um certo receio tomou conta de si. A fala de Malfoy o tomava de um jeito estranho. Olhou Jonathan de relance e viu que seus olhos estavam cheios de lágrimas. Apavorou-se no mesmo instante.
- Do que você está falando?
- Você nunca se perguntou porque o Jonathan não puxou o seu horrendo cabelo ruivo? Ou qualquer coisa sua?
Não entendia o que Draco Malfoy estava dizendo... Ou talvez Rony não queria entender. Estava sentindo seu ódio crescer novamente. Procurou sua varinha com o olhar e a viu na mão de Jonathan, juntamente com a de Malfoy. Inconscientemente achou melhor mesmo, pois se estivesse com sua varinha em mãos já teria assassinado aquele bruxo nojento a sua frente.
- Jona, do que ele está falando? – Rony perguntou com a voz ligeiramente trêmula.
Jonathan abaixou a cabeça e encarou o chão. Rony viu lágrimas molharem o piso empoeirado e finalmente sentiu o peso da situação; sabia que seu filho tinha algo realmente importante e doloroso a dizer.
- Vamos, Jonathan. Você não tinha me dito que estava indo contar a verdade para ele quando você saiu de Hogwarts?
- Saiu de Hogwarts? – neste instante Rony se lembrou que seu filho devia estar na escola naquele exato momento.
Após alguns minutos de silêncio, Jona levantou a cabeça. Encarou seu pai com os olhos inchados e vermelhos. Rony sentiu uma pontada no coração ao ver seu filho naquele estado.
- Eu... Eu estava indo passar o Natal com você, pois eu precisava lhe contar uma coisa.
A voz do garoto saia fraca e algumas vezes parecia lhe faltar forças para pronunciar as palavras. Rony permaneceu firme até o momento em que escutaria o que o filho tinha a dizer de tão horrível.
- Diga a ele, Jonathan. – Malfoy falava friamente – Diga que você não é seu filho. Diga!
Seus ouvidos o enganavam... Jonathan não era seu filho? Era uma brincadeira estúpida de Malfoy com certeza! Rony olhou Jonathan em busca de um conforto, de uma confirmação de que aquilo era mentira.
- O que ele está dizendo, filho?
Jonathan abaixou sua cabeça novamente e o mundo de Rony caiu. Não, não podia ser real!
- É verdade. – Jona disse em um sopro de voz. Lágrimas caíram novamente pelo rosto sujo do garoto. – Malfoy é meu pai.
Seu coração pareceu parar naquele instante. O mundo pareceu parar de girar e todo o ar que estava em seus pulmões ficou preso. Sentiu seus olhos se encherem de lágrimas, que começaram a escorrer sem sua permissão ou atenção.
- Não, Jonathan! Ele te enganou de alguma forma. Isso é mentira filho!
- Eu vi. Eu entrei na Penseira dele... Eu sinto muito.
Rony ainda lançou um olhar incrédulo ao filho, que estava sentando-se no chão se esgueirando pela parede. Jonathan deitou sua cabeça por entre as pernas e Rony pôde ouvir seu choro alto. Sua visão se tornou turva, mas ainda conseguiu focalizar Malfoy quando ouviu-o dizer:
- Ele é meu filho, Weasley. Não seu!
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Hermione gritava e chorava. Sentia seu coração partido ao ver aquela cena... Não podia fazer nada e odiava-se por isso!!!
- Não! – gritou antes de jogar-se derrotada no chão ao lado de seu filho – Não...
Lágrimas escorreram de seus olhos. Lágrima nenhuma seria capaz de levar sua dor embora. Nada podia fazer para amenizar aquela situação. Aquela mentira de Malfoy acabaria com a vida de sua família... Acabaria com Rony.
Hermione sabia que Jonathan era a única coisa importante na vida de Rony. Ser pai dele fazia Rony viver dia após dia. Aquela mentira não duraria para sempre, mas duraria o bastante para acabar com a sofrida vida de Rony.
Podia ouvir os pensamentos dele... Nada a deixara pior em toda sua vida ou morte. Ela sabia que Rony estava morrendo por dentro. Sentia sua família acabada... Sentia-se acabada... Derrotada.
Abaixou sua cabeça em uma posição igual a de seu filho, ao seu lado. Chorou. Chorou com talvez jamais tivesse chorado antes...
Sentiu uma mão afagar seus cabelos. Levantou os olhos e viu Jaqueline e Sabe abaixados ao seu lado. Jaque estendeu sua mão esquerda para ela e a ajudou a se levantar.
Hermione não entendeu o que eles estavam fazendo, mas não estava em situação de contestar nada. Caminhou ao lado dos dois alguns passos.
Sabe segurou sua outra mão. Hermione jamais vira os rostos de Jaqueline e Sabe mais sério antes. Viu o bruxo segurar, com a mão vazia, a mão direita de Jaqueline formando assim um circulo silencioso entre eles.
Uma vibração forte, porém boa, pareceu percorrer o corpo de Hermione. Sentia uma força poderosa indo em direção a ela. Não entendia, mas pressentia algo grande daquilo. Algo novo.
- Desculpe- nos por não termos te contado antes. – Hermione ouviu Jaqueline dizer antes de fechar os olhos e sentir um impulso invadir seu corpo.
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- Não é verdade! - Rony disse após uns instantes de silêncio. A raiva que estava sentindo por Draco Malfoy aumentou em proporção, mas não sentia mais vontade de atacá-lo, matá-lo, machucá-lo. Não tinha forças para isso. – Jonathan é meu filho e de Mione!
- De Hermione sim, não seu. – Malfoy falou com a voz mais venenosa do mundo.
Como de Hermione? Filho de Hermione e Malfoy? Hermione e Malfoy juntos? Pensara que ele estivesse insinuando ter havido um erro, um engano, mas não uma traição. Hermione nunca faria isso... Nunca...
Foi em direção ao filho e o ergueu com força do chão. Olhou firme para ele.
- Por quê, Jona? Por que você está mentindo?!?! – Rony deu-se por derrotado e suplicou – Diga que é mentira! Isso é mentira...
Rony abraçou Jonathan e sentiu desabar de vez. Chorou com seu filho nos braços. As lágrimas quentes de Jonathan encharcavam sua alma. Seu filho sempre tão amado... Sua razão de viver... Seu tesouro, sua dádiva, sua vida... Como poderia viver agora?
Lembrou-se de todas as coisas que passara por ele. As pequenas gripes, os pesadelos noturnos, as noites mal dormidas e as noites não dormidas. Lembrou-se das juras de amor de Hermione, de seus beijos, abraços, carinhos... Todas as lembranças que agora não significavam nada. Tudo não passava de uma mentira! Toda sua vida fora uma mentira! Sempre amara Hermione, mas jamais fora amado. Hermione enganara a ele, e pior, deixara que enganassem Jonathan.
Segundos passaram como horas enquanto abraçava Jonathan e lembranças de anos, décadas, passaram como segundos em sua mente. Toda uma vida passava em seus pensamentos como canções antigas ecoando em sua mente. Vagas lembranças que faziam escorrer lágrimas. Lágrimas que queimavam seu rosto e faziam pesar seus olhos.
Fechou seus olhos mais fortemente. Queria sair daquele lugar e daquele tempo. Abraçou mais forte seu filho na tentativa de protege-lo de tudo. Protege-lo de uma verdade que o matava... De uma verdade maldita que findava com uma vida inteira, com um sonho inteiro, em segundos.
Vagava em pensamentos regados a lágrimas cruéis. Ouvia uma voz nos confins de sua mente. Uma voz doce, como uma lembrança. Já ouvira aquela voz antes. Já ouvira aquelas palavras antes. Não se lembrava onde, nem quando, mas já ouvira aquela súplica antes. "Cuide muito bem do nosso filho, pois ele vai passar por algo que eu não pude evitar, eu amenizei, mas não pude evitar... Eu estarei ao seu lado sempre... Cuidarei de Jonathan também, mas preciso que você o zele. Prometa que não se afastará dele e que nunca deixará de amá-lo. Prometa... Preciso que você nunca se esqueça que ele é nosso filho, meu e seu. Nada mudará isso... Eu te amo."
Como poderia ignorar aquelas palavras? Já ouvira aquelas palavras antes e prometera não se esquecer. Jonathan era sim seu filho. Seu e de Mione. Hermione o amou com um amor imenso, um amor infinito... Jamais o traíra. Malfoy mentira para ele. Enganara Jonathan e o fizera chorar!
- Seu canalha! – virou-se para Draco Malfoy que pareceu surpreso com a mudança repentina de Rony. – Você mentiu para mim!
- Não seja tolo, Weasley. Por que eu mentiria? Eu e Hermione nos amamos. Fomos amantes.
- Não diga mais nenhuma de suas palavras venenosas, Malfoy!!! – Rony foi em direção de Draco novamente. – Nada do que você diga me enganará. Você está louco! Hermione nunca te amou e nunca teve nada contigo.
- Como tem tanta certeza? Como tem certeza de que não está enganado? Diga!!!
- Algo que você jamais entenderá: Amor. O amor dela por mim é muito maior que qualquer desconfiança.
- Amor? Eu a amava! Eu convivi com Hermione tempo suficiente para nos amarmos. Ela fez de tudo por mim. Ela se opôs a você ao Nojento do Potter para me defender. Não me venha falar de amor, Weasley, pois eu sei o que é.
- Se soubesse não seria tão amargo. Se soubesse teria uma razão de viver. Se soubesse seria uma pessoa melhor.
- Você está chateado, só isso. – Malfoy perdera sua imponência e agora dava lugar a um olhar perdido, um olhar alucinado, um olhar louco. – Você se chateou, Weasley, pois não consegue imaginar que Hermione já esteve em meus braços. Imaginar que eu já tenha beijado aqueles lábios macios como a seda o machuca, não?
Rony sentiu que sua raiva crescera ao extremo. Ouvir aquele insulto à mulher de sua vida era demais! Não conseguindo mais controlar o que fazia, deu um soco no rosto cínico de Malfoy, que sem esperar caiu no chão.
Jonathan estava perplexo com a cena que assistia, pois Rony fora em direção de Malfoy e começara a bater com força com sua cabeça no chão. Draco, após alguns instantes sem reação, começara a revidar os golpes que levava com chutes nas pernas e onde conseguia acertar no oponente. Rony não conseguia controlar-se mais; batia em Malfoy como se sua vida dependesse disso.
Ambos levavam tão a sério a briga que não ouviam os gritos de súplica de Jonathan até que o garoto juntou suas forças e gritou para eles pararem.
Malfoy e Rony olharam e viram Jonathan com a varinha de seu pai abaixada em sua mão esquerda enquanto mantinha a varinha de Malfoy erguida na direita.
- Parem de brigar!!! – Jona falava aos prantos.
- Filho, me dê isso antes que alguém se machuque. – Rony estava cauteloso, pois tinha medo do que o filho podia fazer.
- Apenas parem de brigar!!! – Jona repetiu.
- Não seja tolo Jonathan, - Malfoy começou a falar, atraindo a atenção de Rony novamente – Você sabe que não pode fazer magia.
- Você sabia disso? – Jonathan perguntou perplexo.
- Do que vocês estão falando? – Rony não estava entendendo.
- Se eu sabia? Jonathan, eu sou seu pai. – Malfoy caminhou para mais perto do garoto - Você é amaldiçoado... Sua maldição não tem cura...
Rony olhou para Jona buscando uma explicação.
- - Eu sou um aborto. – disse Jonathan a Rony. – Não tenho magia, pai.
Jonathan largou as varinhas que tinha em mãos, deixando-as cair lentamente no chão. Rony não compreendia mais nada novamente... Um filme obscuro e complicado se tornara sua vida. Caminhou em direção ao filho e o abraçou. Protege-lo era tudo o que ele queria naquele momento.
Afagou os cabelos castanhos do filho, cabelos tão parecidos com o de Hermione, e enxugou suas lágrimas.
- Largue meu filho, Weasley.
Rony virou-se e viu Draco Malfoy com sua varinha ostensivamente apontada para eles. Poderia esperar de tudo, vindo daquele bruxo perverso.
- Ele é meu filho, Malfoy. Não seu!
No momento em que Rony pensara que receberia alguma azaração de Malfoy uma luz ofuscante iluminou a sala. O que antes era um completo breu, agora era tomado por uma luz florescente e pacífica.
Por segundos Rony não pode enxergar nada. Sentiu medo no início, mas aquela claridade tomava o local como uma onda de paz, um clarão da salvação.
Aos poucos o local foi adquirindo uma iluminação menos clara e a visão de Rony foi retornando gradativamente. Percebeu que os demais na sala também passavam pela mesma situação que ele, pois via seus "borrões" esfregando seus olhos. Olhou em frente e uma silhueta feminina pairava na direção da porta. Reconheceu de imediato de quem se tratara, mas a exclamação de Jonathan tiraria a dúvida de qualquer um.
- Mãe...?!?!



NA2: O próximo é o último... snif, snif... Bom, espero não ter deixado vcs ansiosos com este finalzinho de capítulo que eu fiz... hehe. Beijinhos e até mais...

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