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14. O Poder Marrilin


Fic: Sitra Achra


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O capitão Savage era um bruxo de cinqüenta anos no auge da forma física, tinha 1,80m, cabelos grisalhos, a pele bronzeada pela exposição ao Sol, olhos castanhos cor de uísque, que enxergavam como olhos de águia. Nascera em um barco e aprendera desde pequeno com o pai a conhecer o mar e cuidar de um navio, sua paixão pelo mar era tão grande que só ficava em terra quando estritamente necessário. Hoje era capitão do Harpias VII, um navio que pertencera a seu pai e que desde que herdara sofrera mudanças para ser mais rápido e seguro que qualquer outro bruxo ou trouxa.

Aquela noite Savage estava a caminho de Azkaban, a prisão inglesa para bruxos, com uma encomenda valiosa e encomendada pelo Lord Negro em pessoa, o que significava que mesmo não sendo um simpatizante da causa deste, havia aceitado o trabalho, principalmente ao ver os diamantes que receberia como pagamento. Estava a vinte minutos do local e no horário, não havia deixado nem que os furacões na costa americana o atrapalhassem, sua eficiência e pontualidade eram o que o tornava o melhor no ramo.

-É uma bela noite... lua cheia, mar calmo... –Murmurou para si mesmo enquanto observava o brilho da lua refletido no mar, como se lhe mostrasse o caminho a seguir. De repente uma forte onda surge à direita do barco, fazendo-o se inclinar bruscamente para a esquerda e derrubar alguns homens no mar. - Homens ao mar! Joguem as bóias! –Ordena rapidamente, enquanto seus olhos aguçados observavam a fonte da onda. –Que Poisedon nos proteja! –Exclama, pela primeira vez em sua vida, sentindo temor do mar.

À frente do capitão se encontrava uma fera gigantesca de aparência felina, os dentes lhe lembravam um tigre dentes de sabre, a cauda parecia dupla, as asas eram imponentes e o pelo era alvo como a neve e os olhos azuis gélidos. Já havia visto e enfrentado várias bestas marinhas, mas nunca vira criatura semelhante. Observando melhor, ela lhe lembrava uma criatura típica de regiões árticas o que o fez pensar no que poderia estar fazendo ali.

-Está vindo para cá, capitão! –Um marujo bradou com evidente temor na voz, as bóias estavam sendo atiradas ao mar para resgatar os homens que haviam caído.

-Preparem os canhões, vamos queimar esta besta! –Savage brada de modo a ser ouvido por toda a embarcação. A ordem indicava que tipo de arma usariam para o ataque.

Em segundos, vários canhões surgiram na lateral do navio, não foi necessária ordem alguma para que os disparos começassem e arpões com chamas verdes foram lançadas contra a besta, que agora estava a menos de cinco metros do barco, andando calmamente.

-De que inferno esse demônio pode ter surgido! –Savage exclama ao ver as asas baterem a frente do corpo do animal e provocarem uma rajada de vento tão violenta, que desviou os arpões. –Usem as poções ácidas e venenosas! –A ordem em tom firme e confiante fez o pânico dos tripulantes cessar e todos se voltarem para a tarefa ordenada. O pulso de ferro com o qual Savage comandava sua tripulação era lendário, suas ordens eram sempre imediatamente cumpridas.

No minuto seguinte, jatos potentes de ácido e veneno saíram dos mesmos canhões, mas de uma maneira assustadoramente rápida, a criatura passou para o outro lado do barco, completamente ilesa. Os arpões foram atirados instantaneamente, dessa vez além das chamas verdes, possuíam um suporte para líquido que poderia ser para veneno ou qualquer outra coisa. Como não haveria espaço para o bater das asas, houve uma grande vibração por todo navio, mas Savage não seria tão otimista. De forma assustadora, um rio de chamas foi lançado pela bocarra do animal e os fez se sentirem no inferno.

-Abandonar o navio! –O imediato bradou a plenos pulmões, mas antes mesmo da ordem, vários tripulantes já se lançavam ao mar. Savage urrou de dor ao ver seu navio ser destruído e apanhou sua varinha. Iria lutar até a morte e tentaria ao menos lhe levar um olho que fosse.

-Venha besta do Inferno! Avada Kedrava! –O feitiço mortal saiu em um verde vivo e intenso cruzando rapidamente a pouca distância entre ele e a besta.

A besta não se moveu, mas um escudo mágico se formou a sua frente e dissipou a maldição mortal. Os olhos gélidos focaram no agressor e então uma onda surgiu repentinamente, sem nenhum motivo aparente e tomou o navio, apagando as chamas e só não arremessando Savage ao mar, pela experiência do capitão, que se firmou com um feitiço que o fez ficar colado ao chão mesmo quando o navio quase se deitou no mar, voltando logo depois a posição normal.

-Poisedon, porque enviaste tal castigo a mim, que sempre fui seu mais fiel e devotado servo! –Savage urrou o lamento enquanto se ajoelhava derrotado. Viu o monstro saltar e o barco ficar nas trevas. Fechou os olhos esperando que o peso do animal destruísse o casco e naufragasse seu lar.

-Um nobre capitão sempre naufraga com seu navio, certo? –Savage ouviu a voz feminina e suave perto de si e quando abriu os olhos viu uma bela mulher de rosto angelical se aproximar.

-És uma enviada de Poisedon? Vieste reclamar meu barco e meus serviços ou punir este fiel servo? –Savage pergunta estupefato, seus olhos não acreditavam que aquela besta pudesse ter se transformado em tão divina criatura.

-Posso ver em seu coração o quanto respeita o mar, por isso, exigirei apenas a carga de Voldemort, poupando a ti e teu navio. Contudo, se aceitar novamente servir a ele ou qualquer um de seus aliados, serei impiedosa e cruel. –Hermione soara ameaçadora apesar do tom de sua voz não ter se alterado.

-Trarei o baú imediatamente. –Savage fala de modo servil e faz uma mesura antes de seguir rapidamente para sua cabine, onde guardara em segurança a encomenda especial.

Cerca de cinco minutos depois, Savage reapareceu levitando o baú negro com inscrições em prata. Hermione encontrava-se observando o mar à volta do barco e o capitão não resistiu a ver para onde ela olhava. Um grunhido incompreensível escapou de seus lábios ao ver seus homens flutuando em esquifes de gelo.

-Seus corpos serão preservados para todo o sempre nesses esquifes que repousarão no fundo do mar. Serão o tributo por seus pecados e pesarão em sua consciência lhe lembrando que deve seguir o caminho correto de agora em diante. –Hermione fala em tom solene, caminhando até ele e fazendo o baú sumir com um gesto simples de sua mão. –Partirei agora e espero que mantenha nosso pequeno encontro em segredo. Se Voldemort ou seus servos tentarem lhe fazer mal como reprimenda, procure os irmãos Weasley no Beco Diagonal em Londres, eles saberão como lhe ajudar.

-Obrigada, Rhodus, minha deusa! –Savage agradece se curvando perante Hermione, que suprime o riso, voltando a sua forma animaga e partindo pelo céu claro. –Agradeço a nova chance, meu senhor, prometo que lhe serei mais fiel que antes. –Savage agradece em prece enquanto observa o ser alado voar e rapidamente chegar próxima a Lua.

Na torre negra que se erguia do revolto oceano, dois comensais guardavam o buraco que usaram para invadir a fortaleza que era a prisão dos bruxos. Ambos estavam razoavelmente entediados, mas não desobedeceriam seu mestre saindo de seus postos. De repente uma enorme sombra pairou sobre eles, que se olharam espantados.

-De onde veio isso? –Um deles fala observando o lado de fora da prisão.

-Não sei, mas está diminuindo. –O outro comensal aponta a sombra no chão, que diminuía em boa velocidade, mas ainda se mantendo acima deles.

Surpreendendo-os, duas correntes surgiram os prendendo e depois uma força invisível os atirou contra a parede, deixando-os tontos. Harry caiu à frente deles e após uma breve consulta a mente de ambos, fez um gesto e um bloco de pedra se ergueu à meia altura, ele subiu no bloco e este disparou a frente, como se fosse uma vassoura.

Havia um sorriso satisfeito nos lábios do moreno, que voava a toda velocidade pelos corredores, havia um escudo mágico a sua frente que devolvia os feitiços aos comensais que os disparavam e correntes mágicas se desprendiam do moreno e prendiam os comensais que já não estivessem presos e mortos.
Mesmo passando em frações de segundos pelos corredores, Harry podia notar os sinais de batalha, havia sangue nas paredes, algumas estavam rachadas, havia marcas de garras em determinadas partes e até lascas do teto caíam esporadicamente. Contudo, a estrutura da prisão parecia intacta, era como se a torre houvesse sido feita e projetada para suportar grandes batalhas em seu interior.

Mergulhou em um buraco que parecia não ter fim, arrebentou a porta que dava para um dos andares inferiores e parou sua “prancha” ao mesmo tempo em que seu coração falhou uma batida. A sua frente ele viu um cenário aterrador e a descrição poderia se resumir à palavra carnificina. Em frações de segundos seus olhos registraram as paredes e o chão quase totalmente lavados por sangue, havia pedaços de membros jogados pelos cantos displicentemente, os corpos estavam parcialmente devorados, as expressões fixadas no rosto sem vida registravam o pânico diante das bestas e a dor imensurável de ser devorado ainda vivo.

Harry urrou a plenos pulmões, seus olhos ficaram totalmente vermelhos e os lobisomens se viraram para observá-lo, os seis tinham pedaços de aurores e prisioneiros na boca, braços, cabeças, intestinos e qualquer outra coisa não-identificável, mas provenientes dos corpos no chão. Os seis saltaram sobre o moreno, que fez uma explosão luminosa lançar os lobisomens contra as paredes do salão.
Sem esperar por um segundo que fosse, Harry saltou e pegou um dos lobisomens antes que caísse e enfiou sua mão no peito dele, arrancando seu coração e jogando na boca do outro lobisomem, que partia para cima de si. Deu dois passos e saltou chutando a cabeça do lobisomem tão forte que esta se desprendeu do corpo e atingiu outro que se erguia. Seguiu para o próximo e saltou por cima deste, dando um mortal, em que permitiu que ele enfiasse os dedos das mãos em cada olho do lobisomem, o arremessando para a parede enquanto, Harry ia até ele e lhe arrancava o coração, esmagando-o sem demora. O próximo lobisomem tentou morde-lo no pescoço, mas com agilidade sobre-humana e flexibilidade, Harry se curvou para trás e usou as mãos para pegar a bocarra e abri-la tanto que metade da cabeça se separou do corpo, deixando o cérebro exposto, Harry apenas pisou nele enquanto se dirigia aos dois últimos, que vinham para atacá-lo em conjunto, mas Harry apenas precisou desembainhar sua espada e fazer com que os dois lobisomens caíssem divididos ao meio no chão.

-Vocês dois eu vou deixar “vivos” para sofrerem pelos que morreram aqui. –Harry murmura com nojo na voz.

Depois de se concentrar um instante para ver o que havia atrás da porta magicamente fechada, Harry sorriu balançando negativamente a cabeça, seria muito fácil. Com o murmúrio de algumas palavras, o sangue que havia em suas mãos se dirigiu para a lâmina de cristal que ficou negra e brilhante. Usando um feitiço ele abriu a porta e não se importou em continuar pelo corredor na absoluta escuridão, afinal aquele era seu território.

Uma besta com cara de morcego, corpo humanóide e coberto de pelugem escura, com asas que se ligavam a seus braços como as de um morcego, caiu do teto e avançou sobre Harry, dezenas de outras bestas semelhantes seguiram aquele ataque, mas Harry empunhou a espada e com movimentos tão rápidos que chegavam a vinte cortes por segundos, retalhou as bestas lançando seus pedaços pelo chão do estreito corredor.

Ao passar pela porta no fim do corredor dos vampiros-bestas, Harry chegou à área da carceragem e parou um segundo. Ao mesmo tempo em que o sangue amaldiçoado escorria pelo seu corpo e se concentrava em sua espada, Harry expandiu sua mente de modo a tocar todas as que estavam naquela área da prisão. Identificou alguns presos antigos e aurores que haviam sido presos durante a invasão. Usou seu poder para que as celas dos aurores abrissem instantaneamente e se dirigiu a uma no fundo, onde encontrou um homem agonizante.

-Se acalme, tudo ficará bem, mas precisará ser forte e se manter consciente. –Harry falou calmamente, enquanto fazia um corte em seu dedo e desenhava com seu sangue algo na testa do homem. –Você pode ficar bem, a dor vai passar, mas precisará se manter firme e acordado. –Harry viu o que desenhara ficar dourado e então saiu da cela, onde os libertos se uniam e pareciam se organizar.

-Onde estão os outros? –um dos homens fala e Harry o observa por um instante.

-Eu vim sozinho, mas ainda há combates nos pisos superiores, vão ajudá-los, já me livrei dos lobisomens e das bestas vampiro. –Harry fala enquanto se dirige para uma parede ao fundo. Ouviu o homem dizer algo, mas ignorou, fazendo uma passagem se abrir e passando por ela.

Harry havia visto na mente dos comensais que Voldemort estava em uma sala que usavam para interrogar os prisioneiros. Só havia um caminho para entrar e, portanto apenas um para sair. Ele teria sua chance de por fim aquela guerra e seria naquele preciso momento.

“Cuidado, Harry, estará enfrentando alguém mais experiente que você, então seja prudente.” -Maat o lembra enquanto ele se dirigia a porta que o separava de seu destino.

“Não se preocupem, eu saberei como me cuidar.” -Harry garante mostrando sua calma, não seria precipitado nem descuidado.

“Te darei o único conselho que pode te ajudar de fato. Esqueça as pessoas que Voldemort matou, sentimentos desencontrados e de vingança vão te cegar e podem fazê-lo errar em um momento crucial, portanto não caia na provocação dele.” -Ak o lembra e Harry assente, parando a frente da porta de aço e selada com magia.

-É hora de mostrar o poder Marrilin. –Harry fala determinado enquanto move o braço para trás, a palma da mão paralela ao tronco. Com um movimento rápido para frente, um vento forte soprou e fez a porta voar com grande força sala a dentro, passando logo acima da cabeça de Voldemort. –Sortudo. –Harry murmurou desgostoso enquanto entrava com a espada empunho, a lâmina estava prateada pela mistura dos sangues amaldiçoados.

Pelo chão havia várias pessoas, provavelmente carcereiros e funcionários da prisão bruxa, todos feridos de alguma forma e pela posição em que estavam além da fraqueza que demonstravam, estava sendo torturados com a maldição da dor, antes que Harry interrompesse a tortura. Alguns se arrastavam para um canto mais escuro, outros tentavam apenas se afastar do bruxo das trevas.

-Mas que visita mais oportuna! Quem diria que o primeiro convidado de minha nova casa seria o Grande Harry Potter . –Voldemort fala exibindo um sorriso satisfeito e não evitando a ironia ao final.

-Serei sua primeira e última visita . –Harry devolve o tom provocativo e dá alguns passos à frente. Os homens que estavam no chão foram puxados na direção das paredes laterais por uma força invisível e um escudo róseo se formou entre eles e o restante da sala.

-Além de tentar me desafiar, ainda irá querer proteger esses vermes? –Voldemort não contém uma risada fria ao se certificar de que os escudos eram uma forte proteção. –Vai cometer o mesmo erro de seu mestre, que morreu sem energias, mas protegeu o castelo até o último segundo de vida? –Voldemort perguntou dando alguns passos que o deixaram frente a frente a Harry, entre ambos havia cerca de cinco metros de distância.

-Não estará enfrentando alguém de incontáveis anos e espero que não se esqueça disto Tom. –Harry não se deixa intimidar e, após a pequena provocação, parte na direção do inimigo.

Harry tenta golpear Voldemort na linha da cintura, mas em uma velocidade mais rápida que os olhos poderiam captar, o bruxo saltara, Harry murmurou algo e o bruxo foi atingindo com força por uma potente energia, que o fez bater no teto com tanta força, que este rachara levemente. Contudo, Voldemort se pôs de pé no teto, tão naturalmente quanto se estivesse sobre o chão e Harry logo se juntou a ele fazendo uma corrente negra aparecer do teto e dar apoio para que ele não só se segurasse, como também se balançasse para frente, possibilitando um ataque com sua espada, a qual foi bloqueada por um escudo mágico conjurado por Voldemort. Harry usou a energia do movimento para chutar o bruxo na cabeça, fazendo-o desequilibrar. Nos segundos em que o bruxo desequilibrou, Harry fincou a espada no teto e atingiu Voldemort nas costelas com outro chute, o que fez o bruxo perder contato com o teto e cair em direção ao solo. Harry fez um movimento semelhante a um soco e um raio azulado saiu de seu punho e atingiu o inimigo no peito, fazendo-o cair com força no chão e ser arrastado por dois metros antes de parar.

-Não pode fugir de mim, porque está em meu domínio. Eu sou o verdadeiro Senhor das Trevas. –Harry fala voltando ao chão e depois sumindo e reaparecendo atrás de Voldemort, que rapidamente se pôs de pé.

-Não julgue que venceu moleque, pois a única coisa que conseguiu foi sujar minha roupa. –Voldemort vocifera e Harry não se dá o trabalho de responder, partindo com a espada em punho. Voldemort não se intimida e retira seu sobretudo negro, desembainhando sua espada a tempo de bloquear o ataque de Harry, que rosnou sob as faíscas vermelhas liberadas pelas lâminas.

-Está espada não lhe pertence! –Harry vociferou, irado por ver Escalibur nas mãos do inimigo.

-Será minha até que me mate. –Voldemort falou com um sorriso de canto, que fez Harry aumentar a força em seus braços e empurrá-lo.

A luta ficou mais feroz, Harry começou a atacar velozmente, mas para sua surpresa Voldemort era tão rápido quanto. Estava ainda mais rápido do que quando enfrentara Dumbledore, o que explicava a aparente trégua do bruxo; ele estava treinando.

As lâminas cruzavam o ar e se chocavam com força e perícia, as faíscas vermelhas combinavam com a canção de lamento provocada pelo brandir de Escalibur. A melodia era grave e intensa como uma tempestade, muito diferente da doce e reconfortante que a espada ressoava nas mãos de Hermione. Harry não evitou pensar que a música de Voldemort só devia aumentar a agonia dos moribundos, anunciando sua jornada ao inferno, enquanto a de Hermione poderia se assemelhar às trombetas que precediam a ascensão aos céus. De repente, ainda perdido em seus pensamentos, Harry pisou em algo gosmento e escorregadio, caindo para trás e vendo a lâmina de Escalibur desceu em sua direção.

Antes que Voldemort pudesse comemorar seu sucesso, viu o corpo do rapaz sumir no chão como se houvesse passado direto por ele. Escalibur fora fincada no chão de pedra, e o bruxo rapidamente a tirou de lá e deu passos para trás, olhando em volta e tentando saber onde Harry estaria.

-O que foi Potter? Sua coragem Grifinória se esgotou? –Voldemort o provoca enquanto tenta achar Harry pela mente, mas só conseguindo captar os lamentos e pensamentos desesperados dos homens ao redor. –Apareça seu maldito! –Voldemort fala já perdendo a calma, seus sentidos aguçados também não conseguindo encontrá-lo.

Tentando forçá-lo a aparecer, Voldemort começa a atacar a barreira que estava próxima de si, lançando alguns feitiços nela. Nesse momento, correntes surgem do chão na direção das mãos de Voldemort e este pula para desviar delas, mas Harry que surgira atrás dele crava sua espada na base das costas de Voldemort, atravessando-o com a lâmina. Porém, antes que Harry pudesse fazer qualquer coisa, Voldemort se transforma em sombra e se junta à escuridão do ambiente.

-Se acha que pode usar o mesmo truque, esqueça. Posso sentir seu sangue podre nos meus domínios. –Harry fala aparentando calma, enquanto embainhava sua espada.

O rapaz começou a murmurar palavras na língua Marrilin e a escuridão começou a se adensar, gritos assustados e gemidos de dor vinham dos homens feridos, até que Voldemort surgiu “expulso” pelas sombras.

-Eu te disse que sou o verdadeiro mestre das sombras, mas você não me deu ouvidos. –Harry fala se aproximando, mas rapidamente parando ao ver a criatura no chão se lançar sobre ele. Não fora Voldemort, mas sim um demônio acinzentado, de olhos negros esbugalhados e grandes dentes serrilhados.

Harry tentou usar de magia para afastar e queimar a criatura que estava sobre si, mas assim que se livrou dela um feitiço veio em sua direção, obrigando-o a rolar para o lado e se levantar para escapar de um segundo feitiço. De repente mais demônios vieram em sua direção e o atacaram em conjunto.

-Você pode dominar as sombras, mas eu domino as criaturas das trevas. –Voldemort fala rindo, enquanto Harry se livrava dos demônios com feitiços. –Eles sempre voltam, isso deve ser bem irritante, não é? –Voldemort brinca ao ver que Harry tinha dificuldade com os demônios, pois eles sempre se reconstituíam e voltavam.

-Cala a boca sua aberração maldita! –Harry fala com raiva. Desembainhou sua espada e começou a retalhar os demônios, que graças à lâmina amaldiçoada, não voltavam a se reconstituir.

No entanto, antes que pudesse comemorar, Harry sentiu o chão tremer e algo vindo em sua direção. Voldemort começara a lançar feitiços na sua direção, aos quais conseguia defender com a espada e alguns feitiços escudo. Quando conseguiu alguma distância e pensou em contra-atacar, um demônio lhe mordeu no calcanhar e uma dor aguda lhe subiu pela perna, seguida de imediata dormência.

-Adeus Potter! –Voldemort disse enquanto apontava Escalibuar para Harry. - Avada Kedavra

-Vai precisar ser mais rápido, Tom. –Harry fala atrás de Voldemort, ele havia desaparecido e aparecido rapidamente e sem fazer barulho, o que indicaria uma aparatação. –Mesmo sem me apoiar em uma perna, ainda sou melhor que você. –Harry fala se pondo de pé usando apenas a perna boa como apoio.

De repente o ar ficou mais frio e denso, então Voldemort se virou para a porta, onde viu Hermione parada e encostada no batente. Harry sorriu e piscou para a esposa, que devolveu o gesto e lhe dispensou um sorriso.

-Vejo que seu cachorrinho lhe deu minha espada. –Hermione fala se dirigindo a Voldemort, reparando em Escalibur. –Eu quero-a de volta, Tom, agora. –Hermione falava calmamente, mas o tom de sua voz foi inegavelmente imperativo.

-Da próxima vez, eu também não estarei sozinho e o campo não será tão favorável a vocês. –Antes que pudesse fazer algo, Voldemort desaparecera com um forte estalo. Sem que percebessem, ele havia tirado o feitiço que proibia a aparatação dentro de Azkaban.

-Maldito, desgraçado! –Harry pragueja irritado, enquanto Hermione se aproxima.

-Se acalme querido. O que houve com sua perna? –Pergunta o abraçando, para ajudá-lo a se equilibrar.

-Um demônio me mordeu, mas cuidei dele. –Harry olha para a espada, que estava cravada na cabeça de um demônio.

-Melhor voltarmos para escola e cuidarmos disso, tire a proteção deles, o pessoal do ministério já está aqui. –Hermione o avisa e ele assente, retirando a proteção dos feridos, que se alegraram ao poder finalmente ver claramente o que acontecia.

Antes que alguém perguntasse algo, Harry e Hermione desapareceram sem fazer som algum, reaparecendo no escritório de Amon em Hogwarts. Rony e Gina pularam assustados ao vê-los aparecer de repente e o professor se dirigiu preocupado a eles.

-Está ferido, Harry? –Amon pergunta enquanto põe uma cadeira para Harry se sentar.

-Um demônio feito do sangue de Voldemort me mordeu. Não sinto a perna. –fala se sentando e pondo a espada no chão. Amon direcionou os olhos para ela um segundo, antes de ver o ferimento que Harry lhe apontava.

-Cara, isso está muito feio! –Rony exclama ao ver o tornozelo roxo, inchado e soltando pus esverdeado nos buracos deixados pelos dentes.

-Vocês mataram Voldemort? –Gina pergunta aflita, eles entendiam o nervosismo dela e que logo se refletiu também em Rony.

-Ele fugiu quando Hermione chegou, devia estar morrendo de medo. –Harry fala com um sorriso de canto, que logo deu lugar a um urro de dor, quando Amon tocou o lugar ferido.

-Parece que apesar de dormente, você ainda sente o pé. –Amon fala em tom divertido, mas Harry o olha de cara feia.

-Maat me disse que sabe de uma poção que vai curar isso rapidamente, vou prepará-la. –Hermione fala interrompendo o que prometia ser uma boa discussão.

-Nós ficaremos e ouviremos os relatos de Harry, depois passo para Minerva. –Amon fala e Hermione assente.

-Vou ouvir a história de longe e daqui a uma ou duas horas trago a poção e conto minha parte. –A morena fala e dá um selinho no marido antes de sair.

-Então, o que houve? –Rony pergunta curioso e se sentando no chão para ouvir a narração do amigo. Gina e Amon o acompanharam.

Harry narrou tudo o que aconteceu e os irmãos Weasley ficaram quietos e pálidos, enquanto Amon fez algumas perguntas práticas sobre os movimentos de Voldemort. Hermione chegou com a poção e umas talas, as quais ela encharcou com a poção e depois usou para imobilizar o tornozelo de Harry, enquanto contava o que acontecera quando fora pegar a tal encomenda de Voldemort. Amon, que recebeu o baú, disse que ainda não havia conseguido abrir, mas quando conseguisse, ele a avisaria sobre o conteúdo.

Sem que pudessem fazer mais alguma coisa, resolveram ir dormir, até para que Harry pudesse descansar e se recuperar. No dia seguinte a manchete do Profeta Diário relatava que Harry fora visto em Azkaban e ajudara a recuperar o controle da prisão bruxa, havia relatos de alguns funcionários da prisão que diziam que ele e sua esposa haviam colocado Voldemort para correr e os salvado do terrível bruxo das trevas. Tendo em vista a comoção que isso gerou em Hogwarts, Gina se oferecera para ficar com Ryan, enquanto Hermione cuidaria de Harry no quarto e fugiria do assédio dos alunos.

-O que está havendo? Porque está tão sério? –Hermione pergunta assim que entra no quarto e observa o marido.

-Estou frustrado... Ele estava tão perto! Se eu não tivesse me descuidado... –Harry resmunga irritado consigo mesmo, o tornozelo ainda estava bem inchado.

-Sei como se sente, mas não resuma tudo a um descuido seu. Voldemort está muito mais forte que antes, com uma quantidade pequena de sangue foi capaz de fazer dezenas, senão centenas de demônios, que apesar de fracos, podem fazer muito estrago. –Hermione fala com cautela. Sentando-se ao lado dele e segurando-lhe uma das mãos.

-Temos que acabar logo com ele, senão pode ser que nos surpreendamos demais. –Harry fala em um tom mais sério que o normal. Hermione percebe que se ele não estivesse com o pé machucado, Harry já teria ido atrás do bruxo.

-Não vamos pensar nisso agora. Pense que conseguimos uma vitória importante, o colocamos para correr! –Hermione fala em tom divertido e Harry ri.

-É verdade! Fizemos ele sair correndo com o rabinho entre as pernas! –Harry ri ao imaginar a cara de Voldemort depois de fazer um recuo tão importante.

-Então considere esse um jogo do campeonato de quadribol, mais algumas vitórias e ganhamos o campeonato! –Hermione fala com bom humor e Harry sorri malicioso antes de puxá-la para si.

-E como em toda partida que ganho, devo comemorar não é? –Harry fala em tom malicioso antes de beijá-la. O beijo é lento e sensual, fazendo Hermione se aconchegar mais a ele, o que dá espaço para Harry avançar com a mão por baixo da camisa dela.

-Ei! O senhor está machucado, já esqueceu? –Hermione interrompe o beijo e se afasta enquanto fala.

-É só um pé! Te garanto que não fará falta a nós dois. –fala a puxando para si novamente.

-Devia estar descansando...

-Vou descansar com você nos meus braços. E pára de falar, temos que aproveitar que conseguimos mais uma folguinha. –Aquele argumentou balançou Hermione, que acabou se deixando beijar.

Harry conseguiu colocá-la em seu colo e já jogara a jaqueta dela longe. Hermione acabou se deixando levar e aproveitou a oportunidade para puxar a camisa dele e retirá-la, despejando-a ao lado. Novamente suas bocas se tocavam e dessa vez era com fervor, Harry estava disposto a comemorar sua vitória de um jeito mais que especial.

-Hermione... –Tonks entrara no quarto para falar com a morena, mas parou ao ver o que acontecia. O casal se afastou bruscamente, seus rostos passando por todos os tons de vermelho até ficarem roxos.

-Porque não bateu na porta? –Harry quebrou o silêncio constrangedor e Tonks pareceu despertar de seus pensamentos.

-Porque achei que encontraria uma esposa dedicada cuidando do marido ferido com todos os mimos que a situação exige e não dois amantes que parecem não se ver a tempos. –Tonks fala segurando o riso.

-Em todo caso deveria ter batido, ou aconteceu algo tão grave que deve ignorar as regras da boa educação? –Hermione retruca irritada por ser flagrada em tal situação por uma professora.

-Desculpe, mas como Gina me disse que você tinha acabado de subir quando eu cheguei ao salão comunal, pensei que não precisaria bater. –Tonks fala ainda se segurando para não rir, apesar da cara feia dos amigos. -Em todo caso é importante, está acontecendo uma reunião da ordem para discutir o que aconteceu ontem. –Agora o tom dela era sério e viu que os dois haviam trocado um olhar.

-Amon já sabe o que aconteceu e Rony também, eles podem contar tudo. E se insistirem, diga que estou muito ocupado comemorando minha vitória. –Harry fala sem conseguir esconder o sorriso malicioso, fazendo Hermione quase saltar de tão constrangida e Tonks rir.

-Harry, você ficou louco? Não se diz uma coisa dessas, além do que podemos “conversar” mais tarde, agora tem uma reunião impor... –Ela falava e já se levantava, mas Harry a puxa para seu colo a interrompendo.

-Eles dispensaram nossa presença todos esses anos, não vão se desesperar por mais uma ausência. –Harry fala determinado e a beija para evitar mais algum comentário da esposa.

-Eu direi que estão descansando. Até a noite! –Tonks fala sem segurar o riso e sai tomando o cuidado de trancar a porta com um feitiço.


N/A: Oi, cap demorou um pouquinho, mas apartir de agora infelizmente vai demorar um pouco mais, a faculdade anda consumindo um bom tempo e só tende a piorar rsrsrs.

N/A²: Cap com bastante ação e uma luta entre Harry e Voldemort. O que vocês acharam disso tudo? Voldemort quase se deu mal, apesar de estar mais forte que na época que derroutou Dumbledore.

N/A³: Algumas pessoas perguntaram sobre essa identificação do Ryan com as aves e eu até então não tenho muita certeza do quanto ele vai estar envolvido com elas, mas elas simbolizam algo importante para ele sim.

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