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58. Alguém atrás de mim e para mim


Fic: AVENTURAS EM HOGWARTS- Rony e Mione- Cap 59 e 60 ATUALIZADA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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58
Alguém atrás de mim e para mim

A manha de terça feira amanheceu chuvosa. Talvez para embalar a tristeza de todos que estavam sentados no sofá esperando.
Muitos alunos passaram por eles sem se aproximarem. Todos sabiam que era um momento difícil para o trio mais comentado da escola. A separação. Talvez por muito tempo. Alguns filhos de trouxas passavam de olhos arregalados talvez imaginando que um dia isso pudesse lhes acontecer.
Hermione estava sentada no meio do sofá, com bichento no colo. Harry e Gina dividiam uma poltrona e Rony estava ao lado dela. Um braço jogado sobre o encosto, a mão mexendo em seus cabelos crespos.
Ninguém precisava dizer nada.
O som das respirações. O brilhos nos olhos. As marcas rosadas na face de Gina, denunciando as horas de choro escondido. As mesmas marcas que traiam o rosto sereno de Hermione.
O quadro da mulher gorda abriu-se e revelou Ayana. Ainda não era a hora, mas todos se sobressaltaram.
A jovem menina, aproximou-se e sentou ao lado de Hermione.
-Mione... – ela começou a falar. Ainda tinha muita dificuldade com algumas palavras, mas estava usando uma verbalização impressionante considerando que nunca antes falara até seus dezesseis anos. –Isso é para você.
-Ayana, não precisava!
Hermione pegou o embrulho e abriu. Era um livro antigo, com a capa bastante velha de um couro marrom macio. “A Arte das Trevas e os Oráculos da Luz”.
-Esse livro é muito raro, Ayana... – sussurrou encantada. Abriu-o e folheou as paginas já muito usadas. No canto de uma reconheceu a letra do prof.Snape. nas próximas também. Olhou curiosa para a menina.
-Severus....disse que você gostaria...que foi muito útil quando estudava e que...você aprenderia muito com ele.
Hermione ficou emocionada. De verdade.
-Agradeça seu pai por mim, Ayana. É um presente incrível...eu...estou encantada! – olhava para aquele livro como se fosse uma pedra preciosa.
Rony, Harry e gina se entreolharam. Gosto era gosto afinal.
-Eu não quero que vá... – continuou Ayana – Escrevi isso para você...
havia um pedaço de pergaminho dobrado em suas mãos. Nele a frase: Minha eterna amiga. Lagrimas se formaram em seus olhos novamente. A caligrafia era bem ruim ainda, mas ela já conseguia formar frases.
-Você é um milagre, Ayana. Eu a adoro,não se esqueça disso, mesmo que não nos vejamos mais... – abraçou a menina por preciosos segundos.
-Severus iria se despedir, mas teve um compromisso de ultima hora...
-Porque não o chama de pai? – Harry perguntou de repente.
-Eu não sei se ele iria querer... – baixou os olhos triste.
-Ayana – Hermione ergueu o rosto pálido e belo com a mãe e sorriu – Meus pais estão me levando embora. Isso me entristece. É ruíam a bessa. Mas não quer dizer que não me amem. Apenas acham que é o melhor para mim. Snape esta fazendo a mesma coisa. Afastando você dele, acha que a está protegendo. Você entende isso?
-Sim... – suspirou.
-Mione está certa. – opinou Gina, - Tente chamá-lo de pai logo que o vir. Ele ficara encantado. Mas, ayana. Faça isso quando eu estiver perto, ok?
-Gina! – Harry cutucou-a. todos riram. Mas logo perdeu a graça. O relógio na parede marcou três da tarde. Acabara. Era o fim.
Em segundos o retrato abriu-se e seus pais e professora Minerva apareceram na sala comunal.
Pontualidade era o forte da matriarca da Grifinólia.
Alicia Granger andou apressada até a filha, que havia se levantando, e tentou um abraço, não correspondido.
-Querida, como você está?
-Como ela poderia estar? – ironizou Gina.
Alicia a olhou sem coragem de responder a altura. Afinal era apenas um adolescente.
-Onde estão meus pais? – perguntou rony, estranhando a ausência de sua metida mãe.
-Estão lá embaixo. – Antonio Granger aproximou-se da filha que não ergueu os olhos para ele. – Arrumou todas as suas coisas?
Hermione apenas maneou a cabeça concordando.
-Não esqueceu nada?
-Se esqueceu ela pega depois. – ironizou novamente Gina.
Harry quis manda-la calar a boca. Mas levando-se em conta seu gênio difícil, seria arriscado demais.
-Então está pronta, Hermione?
-Não. Eu não estou pronta – sua voz era baixa – Eu nunca vou estar pronta... – suspirou.
Ele apenas olhou para a mulher buscando apoio. Ela afastou os olhos também, incerta do que fariam.
-É melhor irmos. – disse decidido. Virou-se para prof.Minerva que lhe pareceu emocionada. – Podemos sair daqui de alguma forma NORMAL?
-Oh, não. Precisará usar a lareira. – disse Minerva – Sr.Granger, antes que parta devo lembrar-lhe que está levando consigo uma das melhores, se não a melhor, aluna que já houve em Hogwarts. Suas notas, sua habilidade com a varinha. Incomum para a idade, assim como a esperteza e a honestidade. Será uma falta inexorável ao mundo bruxo. Peço que tente repensar sua decisão.
-Infelizmente não posso voltar atrás. – disse seco – Hermione será boa em qualquer lugar. Escolherá uma profissão que lhe trará tanta satisfação quanto...isso.
-Isso o que? – perguntou Rony vermelho – uma escola que a admira? Colegas que passaram a semana inteira se lamentando pela partida dela? Amigos que a amam e precisam dela? É ISSO?
-Acredito, Ronald que temos pontos de vista diferentes. São adolescentes ainda. Tudo parece maior e intenso nessa idade.
-E o que é MAIOR? Hermione ter passado obstáculos intransponíveis em seu primeiro ano, levando Harry a salvar a pedra filosofal de uma monstro que poderia destruir o mundo? Ou quando ela sacrificou-se andando sozinha pelo castelo buscando a verdade sobre o basílico que nos levou a salvar gina da morte? Ou talvez quando ela ajudou a salvar um homem da morte e um pobre hipogrifo, com toda sua inteligência e dinâmica? Ah, não, quem sabe só o fato dela ter preparado Harry par ao torneio tribuxo, e ele estar aqui vivo graças a isso? Talvez haja algo maior que isso lá fora. Talvez no seu mundo, Hermione possa ser MAIOR. Talvez ela ganhe prêmios arrancando dentes de trouxas. Talvez tenha filhos. talvez isso seja maior. Mas sabe o que pra mim é o MAIOR disso tudo? – olhou-o diretamente nos olhos – o seu egoísmo, sr.Granger. vai ferrar a felicidade de sua filha por puro egoísmo.
-Você não sabe o que está dizendo! – deu-lhe as costas indignado.
-Talvez eu não saiba. Afinal, sou um adolescente, não e? um carinha todo qualquer. Mas sabe o que eu sei? Eu conheço bem a vontade de ficar vigiando a Gina pelos corredores com medo de voldemort a usar de novo! Eu conheço bem a sensação de medo quando meu irmão doma Dragões! Eu conheço melhor ainda a sensação de imponência quando não posso evitar de pensar que logo, Harry vai lutar com Voldemort! Eu queria que ele voltasse a ser trouxa e se afastasse de tudo isso, que gina não o namorasse e nem ele fosse meu amigo,. Assim ninguém correria perigos! – disse de um fôlego só – Mas e daí? Quem ficaria feliz com isso? NINGUÉM. Esse é o problema!
-Ora, pelo amor de Deus! Você não tem idéia do que está falando garoto! – ironizou – Não quer perder a namorada. Ok. Quem é o egoísta aqui?
-Diga-me você. – desafiou-o.
presidindo a briga feia, Hermione aproximou-se do pobre bichento escondido atrás de uma almofada e disse com voz embargada:
-É melhor irmos de uma vez...
-Isso! – gritou rony vendo-os aproximarem-se da porta, com lágrimas nos olhos – Faça Hermione sofrer. Puna-a por não fazer parte do mundinho de vocês dois! Quebre nossos corações!
Gina havia sentando numa poltrona, chorando. Harry olhava para baixo, segurando o nó na garganta.
Hermione não se virou para eles mas todos ouviram seu soluço. Alicia Granger aproximou-se de Rony e segurou seus ombros.
-Todos serão bem vindo lá em casa nas férias, Rony. – deu-lhe um abraço rápido- Eu realmente sinto muito. – sussurrou em seu ouvido.
-Se você sente, porque está fazendo isso com sua filha?
A frase ecoou pela sala comunal.
Não havia respostas. Saíram de lá. Logo atrás Harry, Rony e gina, cabeças baixas, Gina ainda tinha lagrimas rolando pelo rosto.
Chegaram ao corredor das aulas, indo em direção a sala do prof.Dumbledore, onde daria-se as formalidades da sua retirada definitiva da escola.
Estranho ele não ter se manifestado, pensou Harry. Chegaram a sala dele, e logo viram a figura mórbido de snape junto a mesa dele.
-Alvo, a srta.Granger partira agora. – informou Minerva contrariada.
-sim, sim...Mas antes, o prof.Snape gostaria de entregar algo a sta.Granger.
snape olhou para todos e então para a menina abraçada ao gato de estimação. Não lembrava em nada a garotinha petulante que vivia enchendo em suas aulas.
-Isso – estendeu um pergaminho enrolado com fita vermelha na direção dela – É um oficio do ministério. Haveria uma audiência amanhã pela manhã, mas em função de sua partida, consegui uma abreviação das formalidades.
-O que é isso, professor? – Hermione soltou o gato e pegou o pergaminho, sem animo.
-Isso é o reconhecimento formal de seu feito, srta.Granger. é de conhecimento público que cada feitiço inédito criado, com alguma realização útil, deva ser registrado e reconhecido. Seu nome entrara para a história.
-Porque? – franziu as sobrancelhas.
-O que está acontecendo? – o ser.Granger pegou o papel de suas mãos lendo-o – O que é isso, Hermione?
-Eu...criei um feitiço para colocar fogo nas coisas...fogo sobre a água, e embaixo dela. É que...que...íamos duelar perto do lago e o Rony é meio medroso...achei que fosse querer se esconder na água... – corou. – eu pesquisei bastante atrás de um feitiço assim, e quando não achei, comecei a tentar criar algo..eu...não achei que isso servisse para alguma coisa... – disse com lágrimas nos olhos.
-Ajudou a nos salvar quando lutamos com aquele monstro. – disse Harry bastante orgulhoso – Não fosse por isso, estaríamos mortos agora.
-Bem...obrigada, prof.snape. – olhou para Dumbledore e para Minerva – O brigada a todos. Eu apreendi muito aqui. Não só feitiços. – baixou a cabeça.
Foi impossível não ouvirem o suspiro alto de Antonio Granger. Ele sentou-se na primeira poltrona que encontrou e cobriu o rosto com as mãos.
-É isso que querem? – disse com voz embargada – Me convencerem que sou um monstro? Não precisam eu já sei disso! Sei que o lugar de Hermione é aqui. Sei que irei perder minha menina de uma forma ou de outra se a levar a força. Mas o que todos esperam de mim, afinal? Que não me preocupe? Que não tenha medo?
-quando Lord Voldemort retomar seu poder – a voz sempre fúnebre de Snape o fez se arrepiar – Todos iremos correr perigo. Aqui, ou entre trouxas. Srta.Granger faz parte de um elo que pode evitar isso.
-Você quer ficar? – olhou diretamente para os olhos da filha.
-Não – disse surpreendendo a todos – Eu quero terminar meus estudos, e ter minha vida. Mas não se para isso eu tenha que perder minha família. – disse sincera.
-Vem aqui – estendeu a mão para ela que aceitou ficando de pé em frente ao pai – temos que concordar que você jamais será totalmente feliz vivendo entre trouxas. Por outro lado, eu e sua mãe, jamais poderemos viver no lado bruxo. Há um grande abismo entre nos, Hermione. Mas não permitiremos que ele nos vença, ok? – tentou sorrir – Molly e Artur conseguiram nos ligar a sua lareira. Talvez nos venhamos com freqüência saber como você está. Talvez eu tenha vontade de mudar de idéia. Mas você vai ficar.
Hermione nada disse por um segundo. Seu coração tinha um peso tão grande que quase não permitiu que ouvisse os gritos de alegria de Gina. Ou a exclamação de apreciação de Dumbledore.
Pela primeira vez em semanas, ou talvez até anos, já que com a medida dos anos, os filhos se afastavam dos pais, abraçou seu pai. Forte e firme. Para nunca esquecerem que o sentimento que tinham um pelo outro era maior que as diferenças. Maior que o mundo.
A sra.Granger estava quieta, lágrimas de alegria nos olhos. Quando separou-se do pai Hermione virou-se para os amigos e disse:
-Eu vou ficar! Eu vou ficar! – jogou-se nos braços de Rony que a rodopiou pela sala.
Daí então, foi difícil se livrar dos abraços de Gina e de sua choradeira.


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