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Visualizando o capítulo:

1. Uma declaração para Você


Fic: Uma Promessa Para a Eternidade


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Música: Dido – Take My Hand.


Capitulo Um: Uma declaração para Você.


Touch my skin, and tell me what you're thinking.
Take my hand, and show me where we're going.
Lie down next to me,
look into my eyes,
and tell me -- oh tell me what you're seeing.



XxX



“Toque minha pele e me diga o que esta pensando
Pegue minha mão e me mostre onde estamos indo
Fique perto de mim, olhe em meus olhos e me diga, me diga o que esta vendo. Diga-me o que esta sentindo. O que você sente é o que eu sentirei... Por você.”



XxX



Ela acordou lentamente com o barulho do vento assoprando em sua janela, fazendo as persianas se abrirem e começarem a se chocar contra a batente, onde a cada vez que era puxada para trás, sua cama era banhada pelos raios de sol, que já se colocavam muito presentes no horizonte.


A brisa balançava suas cortinas de seda branca para frente, numa delicadeza de movimentos suaves e rítmicos.


Girando o corpo e colocando-se de frente para o teto, esticou os braços e pernas, sentido todos os seus músculos estalarem com o movimento preguiçoso.


Soltando um grande bocejo, balançou a cabeça para afastar a sonolência e voltou-se para o relógio em forma de coruja em sua cabeceira, mas soltou um muxoxo rabugento quando viu a cabeça da ave marrom caída para baixo e a asa posta dentro de seu bico numa cena grotesca.


- Quando Fred e Jorge vão parar de testar as suas malditas experiências nas minhas coisas? Elas não são cobaias! – exclamou para o nada. Notando que estava dando uma de louca, jogou as cobertas para o lado e colocou as pernas para fora da cama.


Pela sua experiência aguçada de várias vezes ter acordado com os primeiros raios de sol, caminhou até a janela e abriu a janela de uma vez, o barulho desta batendo começava a fazer sua cabeça lateja.


Esticou os braços, sentindo o gostoso calor percorrer seu corpo como um arrepio.


Sorrindo, deduziu que não deveria passar das oito e meia.


Com certo gosto azedo – não feito pelo hálito da manhã – Gina lembrou-se que naquele dia Gabrielle, irmã de Fleur, chegaria na A´Toca para ajudar nos preparativos para o casamento. Gui e Fleur chegariam de Paris apenas no final da semana, e isso daria tempo para a Senhora Weasley adiantar muitas coisas.


- Droga! E serei eu que terei que aturar aquela garota metida! – resmungou, indo para o banheiro. – É bom eu guardar minha varinha, senão a transformo numa ratazana bem gorda!


Lógico que o seu desagrado com a garota parente de veelas não tinha nada haver com seus modos fúteis e infantis. Era algo muito mais pessoal. E que se chamava; Harry Potter.


Desde que Harry a salvara no Torneiro Tribruxo em seu quarto ano, a garota parecia ter se dedicado ao máximo a chamar sua atenção por meio de cartas e presentinhos. Até mesmo quando soube que ele estava namorando! Na verdade, esse pequeno detalhe parecia ter acendido algo muito mais forte dentro de Gabrielle, onde Gina chamava – além de orgulho ferido – como, determinação.


- Ela que se atreve a... – começou, mas decidiu que era melhor não dar importância para um ciúme que cavalgava dentro de si ferozmente. Ela e Harry não tinham mais nada. Ele deixara isso muito claro.


Era bobagem de sua parte. No inicio de seu amor por ele, não passava de apenas uma paixão boba, algo de criança que fica encantada em conhecer um Herói de verdade. Depois, percebeu que ao passar dos anos, seus sentimentos por Harry continuavam iguais, tornando-se mais e mais forte e foi então, como num clarão, que percebeu que o que sentia por ele era algo tão intenso que se descrevia numa palavra de poucas letras; amor.


Ela quase subiu pelas paredes quando Harry pareceu a notar, finalmente. Os olhos incrivelmente verdes brilhavam de forma intensa cada vez que ela se punha em sua linha de foco. Pareceu perceber nela muito mais além do que uma garota boba, ruiva, que corava por tudo e irmã de seu melhor amigo. Ele observou-a como uma garota de verdade, que têm atrativos e pode despertar desejos. E Gina quase explodiu de tanta alegria quando Harry beijou-a pela primeira vez. Foi algo do nada, eles haviam acabado de ganhar um jogo de Quadribol, e com um sorriso que se estendia por toda sua face ela correu... Em direção a ele, pronta para lhe dar um abraço apertado e vitorioso. E num gesto terno, como se não estivesse ligando que mais de cinqüenta pessoas estavam os observando, Harry a beijou.


Foi uma sensação de como estivesse caindo de um lugar muito alto. Como um precipício. No inicio, um formigamento se iniciou em sua barriga, como uma leve vertigem, e no instante seguinte, ela se espalhara por todo seu corpo.


Droga. Só se Harry fosse realmente muito estúpido ao pensar que ela aceitaria receber um pé no traseiro depois de tanto tempo tentando conquistá-lo e aceitar aquilo com um sorriso. Foram tantos momentos. Lembranças que se impregnavam em sua mente, assim como o cheiro dele que estava por todo o seu corpo.


Ela se entregara a ele. Harry a levara para um lugar no paraíso que jamais sonhou que existiria. Ele já era experiente nessa área de hormônios, prazer e sexo, mas ela não. O máximo que havia chegado foi nuns bons amassos com Dino, que nem acendia um fiasco de fogo dentro dela. O namoro deles, a seu ver, era altamente mecânico. Mas, para o rapaz parecia que era uma chaleira de emoções tão arrebatadoras que Gina se viu, uma vez, temendo que Dino fosse explodir de tão alto que gemia.


Em relação a Michael... Bem. Desse seria melhor nem comentar. O idiota da Corvinal mostrou-se tão chato, irritante e mais viciado em Quadribol do que seus irmãos, que ela pensou seriamente em lhe rogar uma azaração para calar a maldita boca.


Mas com Harry fora completamente diferente. Ele a amara de todas as formas, a fizera perceber que o amor deles era intenso e único. Se fechasse os olhos poderia recordar com clareza as mãos dele marcando seu corpo, a boca explorando todos os seus pontos íntimos e os gemidos que escaparam de sua garganta quando ela, também, o tocava.


Mas, agora, o infeliz estava com tantas coisas na cabeça que se enrolou todo e fez a maior loucura que poderia ter feito; terminar com ela.


Fora um momento mágico. Único e perfeito. E tudo o que lhe restava daquilo era apenas lembranças que se encontravam no passado.


Com um sorriso malicioso, Gina entrou no boxe e ligou o chuveiro.


- Vamos ver se você vai resistir, Harry. Pois, quando um não quer, dois não fazem. E eu definitivamente não aceitei o fim para nós.


Quando terminou o banho, Gina correu para o quarto e se trocou, todo momento repassando a lista de afazeres gigantesca que teria que fazer naquele dia.


Colocou uma roupa simples e fresca, provavelmente faria muito calor no inicio da tarde como vinha acontecendo nos últimos dias. O sol era tão forte que algumas vezes ela se viu afundando a cabeça na pia da cozinha, deixando a água gelada molhar sua nuca. Quando a Senhora Weasley via aquela cena, ria de forma divertida antes de empurrar a filha para o lado e censurá-la dizendo que aquele espaço era para lavar os vegetais e não a cabeça.


Gina apenas balançava as longas madeixas, fazendo respingos gelados caírem sobre a mãe, que se divertia com aquela ingênua brincadeira, balançando as mãos no ar numa tentativa frustrada de se defender das gotas de água.


Terminando de escovar os cabelos e prendê-los num alto rabo de cavalo, Gina saiu de seu quarto e desceu as escadas, locomovendo-se com agilidade em direção à cozinha para comer alguma coisa antes de iniciar suas tarefas.


Esperava piamente que Gabrielle ainda não houvesse chegado, assim conseguiria manter sua fome por mais tempo e a comida no estômago. Apenas a imagem daquela garota mimada a deixava nauseada.


Mas, se tinha algo que Gina orgulhava-se em si mesma, eram suas manobras emocionais. Dificilmente alguém conseguia reconhecer que havia algo de errado com ela ou o que se passava dentro de sua cabeça incrivelmente vermelha. Poderia estar com o sorriso mais lindo no rosto, e por dentro estar em completos pedaços. Podia sentir vontade de chorar, mas conseguia se manter firme e rir da maneira mais natural possível.


Bem, ela não conseguia enganar a todos. Hermione era uma garota tão observadora que poderia pegá-la no ato de uma mentira imediatamente. Rony, por sua vez, mesmo sendo um tapado, podia captar a magoa que algumas vezes deixava resplandecer em seus olhos, e por fim... Havia Harry.


Gina suspirou e parou na porta da cozinha, sentindo um aperto no peito. Harry era capaz de dizer se ela estava sentindo uma porcaria de coçeira! A conhecia tão bem que chegava a ser assustador. Bastava um único olhar daquelas íris esmeraldas que Gina se revelava por inteiro. Com um abaixar de cabeça, uma mordida em seu lábio ou simplesmente; um sorriso fraco. Ele, simplesmente, sabia o que estava se passando com ela e tinha um conhecimento nato de como animá-la. Mas, a facilidade que Harry continha para deixá-la alegre, animada, tinha também para, perigosamente, acabar com ela de todas as formas possíveis e imagináveis.


E no dia em que ele rompera o namoro, Gina pensou que jamais iria sentir-se tão pequena, sozinha e incompleta como naquele momento. O que ele havia dito, como havia a olhado... Simplesmente a detonaram como um feitiço de tortura. A única coisa que lhe restara fora o famoso orgulho Weasley que não permitira que suas lágrimas viessem à tona e se mostrassem para ele. Ela nunca mais voltaria a chorar por Harry. Sofrera muito no passado, permitira-se se sentir vazia por alguém que nem sequer sabia de sua existência. As lágrimas por anos que banharam seu semblante secaram, e a única coisa que restara dentro de si foram apenas palavras de consolo ou gesto de nítida tristeza quando permitia que alguém soubesse o que se passava dentro ela. Mas, lágrimas? Aquilo não existia mais em seu culto vocabulário.


Sentindo-se de repente, como se uma família de hipogrifos tivessem a atropelado, Gina passou a mão pelos olhos, tentando controlar suas emoções e acreditar na esperança que sustentava dentro de si: tudo daria certo, era apenas uma questão de tempo.


Colocando o seu sorriso mais angelical no rosto, ergueu a cabeça e entrou na cozinha.


- Bom dia, mamãe. – cumprimentou a Senhora Weasley, que se virou do fogão onde estava com uma colher de pau na mão cheia de chocolate derretido a tempo de ver o rosto da filha ficar extremamente pálido.


Tentando segurar sua vontade de correr até ela e abraçá-la, Molly apenas falou de modo cuidadoso e um pouco animado para disfarçar seu nervosismo:


- Oh, bom dia Gina, querida. – o rosto da ruiva mostrava puro choque antes dela dar um leve passo para trás, como se houvesse recebido um soco. – Veja que surpresa agradável nós temos. – e apontou para as quatro pessoas que estavam sentadas ao redor da mesa.


Gina vagou seus olhos de Rony, que sorriu para ela num cumprimento gentil, para Gabrielle, que a fitava com uma careta extremamente torta como se a sua presença ali a afetasse profundamente.


A garota havia crescido ainda mais desde que a vira pela última vez. Era bastante nítido agora a sua beleza radiante e invejável. Os cabelos loiros estavam longos e muito lisos, onde fazia uma sintonia muito bela com seus enormes olhos azuis e a pele alva com bochechas rosadas.


Por alguma razão, ao ver como a garota estava vestida, Gina arrependeu-se de não ter vestido algo melhor para aquele dia.


Foi então que a ruiva permitiu que sua visão se focasse nas duas últimas pessoas que faltavam. Lupin estava sentada à frente de Rony, parecendo bastante satisfeito com a deliciosa variedade de pães e bolos que estavam postos na mesa, e ocupando o lugar entre o professor e a descendente de veela... Estava Harry.


So sit on top of the world, and tell me how you're feeling.
What you feel is what I feel for you?
Take my hand, and if I'm lying to you,
I'll always be alone, if I'm lying to you.




Ele acordara na manhã seguinte com uma dor de cabeça tão terrível, que pensara seriamente em arrancar os próprios cabelos para ver se o peso sobre esta, diminuindo, era capaz de melhorar aquela dor infernal.


Passara grande parte da noite acordado, apenas pensando sobre sua volta A´Toca no dia seguinte. Já estava hospedado na casa de Lupin fazia quase uma semana, e a discussão que havia tido entre eles fora realmente terrível. O professor mostrou-se implacável em suas decisões, e Harry enfrentou-o de igual expondo suas idéias e motivos para querer distância das pessoas que amava, principalmente de Gina.


Ao dizer tudo aquilo o que recebera de Lupin fora muito pior do que um xingamento ou uma boa resposta inteligente. Ele havia rido! Rira tanto que chegou a jogar a cabeça para trás e uma sonora gargalhada que ecoou pela elegante casa de estilo alemão.


- Harry, você é pior do que seu pai e Sirius. Muito pior. – Lupin dissera depois de conseguir controlar o ataque, fazendo o rapaz ficar o encarando como se fosse um louco precisando urgentemente de ajuda psiquiátrica.


- Desculpe se minha apreensão com a morte das pessoas não deva ser colocado em primeiro lugar e, sim, levada a grau de piada. – respondera frio, sentando-se na mesa e começando a comer seu almoço. Quando deu a primeira colherada e deduziu que aquela gosma verde o deixaria vivo, continuou a comer. – Mas, o que é isso? – perguntou, suspeitando da tripa comestível de algum animal desconhecido.


Lupin apoiou-se no balcão da cozinha, ainda sorrindo divertido. Harry detestava aquela sua fama de herói pelo Mundo Mágico, mas portava-se perfeitamente como um. Com certeza, um Salvador da Pátria muito cabeça dura.


- É melhor você comer e depois eu te contar. – respondeu, vendo o garoto fitá-lo com os olhos verdes desconfiados. – E em relação a sua preocupação. Harry, todos podem muito bem se virar sozinhos. Pare de achar que você é o Anjo dos Milagres. Voldemort já matou antes e continuará o fazendo. E você não pode deter isso, muito menos quando ele conhece as pessoas que você ama há muito tempo. Provavelmente desde a primeira vez que você o enfrentou.


- Eu não estou dando uma de Herói afoito se é isso que você está pensando. – Harry retrucou sem humor em seu timbre. – Apenas já estou cansado de receber textos de motivação que sempre estão na primeira página do Profeta Diário – e apontou para o jornal sobre a mesa.


Lupin suspirou. Em relação àquilo o garoto estava certo. Os jornalistas e o restante da mídia estavam fazendo muita pressão sobre ele, pedindo incansavelmente por uma entrevista ou um leve depoimento por escrito se necessário, alegando que os bruxos do mundo tinham direito de saber se iriam sobreviver à guerra, ou deveriam continuar presos em suas casas, acreditando que aquele lugar seria seguro o bastante.


Emburrado com aquela situação constrangedora para o garoto, Lupin olhou para o jornal de forma séria e irritada.


Na primeira página do Profeta do Diário tinha uma enorme fotografia de Harry que eles haviam conseguido de alguma maneira. Ele estava numa das aulas de Defesas Contra as Artes das Trevas, duelando com um Sonserino, e para a impressionante sensação de orgulho que se formou em seu peito, Lupin notou que Harry estava perfeito e se saindo muito bem na hora de conjurar feitiços de ataques e defesas. Usava alguns até mesmo não ensinados em classe, mostrando o quanto ele estava se esforçando para aprimorar suas habilidades.


Fez uma nota mental para agradecer Hermione.


Nos textos que se seguiam ao lado e a baixo da foto, o título brilhava incansavelmente; “Harry Potter; Vamos todos sobreviver?”.


Lupin cerrou os punhos com força, pensando se aqueles urubus depenados tinham algum cérebro dentro da cabeça, ou faziam aquilo apenas para irritar profundamente. Provavelmente seriam as duas coisas. Harry não era vidente agora! E nunca seria! Na verdade, era quase desesperador ver um jovem com quase dezessete anos carregando tantas responsabilidades nas costas e lidando com tudo aquilo como vinha fazendo há anos.


Olhando novamente para Harry, Lupin se permitiu vagar nas suas lembranças. Era quase assustador como Harry se parecia com James, e os olhos verdes eram idênticos aos de Lily. Uma mistura de duas pessoas que se amavam incondicionalmente e pelo fruto desse amor, gerou um capaz com tanta força e um temperamento forte que era impossível de não perceber. Harry era um dos bruxos mais poderosos que conheceu durante sua vida, e ele estava apenas começando a descobrir todo aquele poder dentro de si. Mas, para destruir Voldemort não iria adiantar nada ele estar sozinho, e muito menos sem toda a fonte de esperança que estava precisando naquele momento. E tudo aquilo viria se ele estivesse perto de seus amigos e, principalmente, de Gina, que despertava nele o mais forte dos sentimentos; o amor.


Tinha que fazer alguma coisa. Algo que o ajudasse abrir os olhos e ver o quanto estava sacrificando.


Desencostando-se do balcão da cozinha, caminhou até a porta, indo em direção às escadas.


- Aonde você vai? – Harry perguntou sem olhá-lo, apenas continuando a comer.


- Eu já volto. – respondeu, caminhando rapidamente em direção ao seu quarto.


Abrindo a porta de sua suíte, Lupin foi até a delicada estante ao lado da janela e entre milhares de livros sobre todos os assuntos, achou o que queria... Uma delicada caixa de madeira ordenada por mármore preto. Tinha a idéia de dar a Harry aquele presente quando se cassasse, mas a situação naquele momento pedia por atitudes desesperadoras.


Voltou para a cozinha e sentou-se a frente de Harry, que já parecia bastante satisfeito e agora havia escorregado um pouco pela cadeira e cruzado os braços em frente ao peito, olhando para ele com um ar tranqüilo, mas suas feições ainda continuavam contraídas numa fisionomia séria e debochada, apenas esperando.
Quando colocou a delicada caixa sobre a mesa, os olhos verdes do rapaz fixaram-se nela.


- Meu aniversário é apenas semana que vem. Mas se você tiver alguma coisa interessante para me dar, irei aceitar com muito bom agrado. – informou irônico.


Para seu desapontamento, Lupin não viu um único brilho de curiosidade nas íris claras e lembrando-se do que iria fazer, começou.


- Isto aqui era de sua mãe. – avisou de modo brando. Harry ergueu uma sobrancelha e não disse mais nada, apenas ficou ouvindo e era exatamente o que Lupin queria. – Ela pediu para que eu desse isso aqui a você quando se casasse, seria um presente para a sua esposa na lua-de-mel, assim como seu pai fez. – as emoções se reviravam dentro de seu estômago, mas segurando-se, continuou: - Sua mãe foi implacável na decisão de não querer se casar com seu pai, Harry. Ela, por alguma razão temia que se os dois ficassem juntos, morreriam, e ela jamais aceitaria perder o seu pai, e vice-versa. Mas, James havia suado tanto para conquistá-la que não seria Voldemort a separá-los. Então, numa noite, depois de vários berros e palavrões, eles acabaram se entendo e casaram-se na semana seguinte, não queriam perder tempo, e foi quando seu pai deu isto a sua mãe. – e num gesto delicado, Lupin ergueu a tampa da bela caixa e dentro de seu recipiente aveludado, havia uma belíssima corrente de ouro branco, com um pingente vermelho em forma de uma lágrima. – Seu pai sempre disse que o rubi era a jóia perfeita para a sua mãe.


“E para Gina também.” Foi o primeiro pensamento de Harry, antes de curvar-se sobre a jóia, para vê-la mais de perto.


Era realmente muito linda... E extraordinariamente cara.


- Por quê está me dando isso agora, Lupin? – perguntou ele, fitando o professor. – Eu não estou pretendendo me casar. Eu nem faço a mínima idéia se irei estar vivo para fazer isso.


Lupin já estava esperando por aquela atitude de humor sádico e apenas continuou falando:


- Este é a jóia, Olho da Fênix, Harry, é uma peça muito antiga que veio sendo uma relíquia muito valiosa ainda mais sendo uma tradição de família dos homens darem isso para suas amadas.


- Tradição da família Potter? – Lupin balançou a cabeça, agora sim vinha a melhor parte.


- Da família, Dumbledore.


Aquilo foi como uma cornetada estridente em seu ouvido, fazendo-o franziu o cenho e os lábios se entreabrirem num gesto atônito.


- Como assim? – Harry perguntou, sentindo que no lugar de seu coração houvesse se alojado uma pedra, onde não batia, não sentia dor e nem um sufocante aperto, era apenas um lugar duro e vazio.


A idéia de saber mais sobre seus pais conquistou sua atenção por completo, ainda mais quando imagens em sua mente lhe davam a cena deles brigando ou felizes nos braços um do outro. Era como se eles ainda estivessem vivos, que o acolhiam no meio da noite quando estavam com medo ou comemoraram seu aniversário. Mas aquilo não passava de uma ilusão dolorosa. Uma falta de carinho materno e paterno. E quando se via na dura realidade; James e Lily não estavam ali. Nunca estariam.


Mas, quando o assunto mudou para algo relacionado à Dumbledore, Harry fitou o professor com absurdo interesse. Jamais soubera muito sobre o ex-diretor de Hogwarts, apenas que era... Velho. Muito velho.


- Espere. Você está querendo me dizer que Dumbledore deu esse colar para o meu pai? – perguntou ele a Lupin, que o observava com atenção, apenas assentiu. Harry não pôde esconder seu sorriso sádico. – Ora, eu não sabia que Dumbledore tinha certos interesses em pessoas do mesmo sexo. Porque, como você mesmo disse Lupin; esse é um presente que se dá para a pessoa amada.


Lupin balançou a cabeça novamente, e soltou um fraco riso com o comentário ilusório do garoto.


- Eu não posso negar, Harry, que pensei a mesma coisa. Imagine o que Sirius falou quando James nos contou isso e da origem da jóia. Eu tive que segurar o seu pai para não azarar o seu padrinho.


- E minha mãe, o que ela fez quando soube? – Jogando a cabeça para trás Lupin gargalhou.


- Ela quase chamou Dumbledore para um duelo, onde pretendia deixar muito bem explicito que James tinha interesse apenas em mulheres. Foi um Deus nos acuda quando ela perguntou para ele se tinha gostado do presente.


Harry acomodou-se melhor na cadeira, começando a se divertir com aquela loucura toda de seus pais.


- Deixe-me adivinhar, meu pai não compreendeu a armadilha.


- Exato! E quando finalmente entendeu o sentido da pergunta de sua mãe – deu de ombros – bem, ele já estava voando pela janela da Torre da Grifinória.


Fora a vez de Harry de gargalhar com aquilo. Não pôde deixar de pensar, por um breve instante, qual seria a reação de Gina se eles estivessem no lugar de seus pais. Provavelmente a ruiva não o jogaria da Torre da Grifinória... Ela optaria para algo melhor; o lançaria diretamente para a área inimiga; a Ala da Sonserina. Com as mãos atadas e, amordaçado.


Afastando aqueles pensamentos, voltou sua atenção para o ponto central daquela conversa.


- Certo, Lupin, agora me diga o motivo de Dumbledore ter dado esse presente ao meu pai.


O homem se levantou e serviu-se de um copo de água antes de prosseguir:


- Seu pai foi falar com Alvo sobre a insegurança que ele e Lily estavam sentindo em relação à Voldemort e a guerra, e se não seria melhor eles ficarem afastados um do outro. Pois, pesavam que os riscos seriam menores. Por alguma razão, sua mãe deve ter dado ótimos argumentos para colocar aquela idéia absurda de separação na cabeça de seu pai. – com os olhos fixos em Harry, Lupin disse de maneira firme: - James era completamente louco por ela e nunca iria permitir que algo ou alguém os separassem.


Harry entendeu as entrelinhas daquele argumento e o confirmou para si mesmo. Ele era completamente louco por Gina, e se as coisas fossem diferentes, jamais iria permitir que qualquer motivo o separasse dela. Mas havia um, forte o suficiente para querê-la longe dele; Voldemort e os riscos que a guerra trazia.


- O que aconteceu depois? – perguntou de maneira neutra, tentando não demonstrar as emoções que começavam a borbulhar dentro dele. Lembrar-se da caçula dos Weasleys ainda era doloroso, e a idéia de que ela não estava mais ao seu lado era um martírio.


Lupin colocou o copo de água dentro da pia e voltou a se sentar em frente à Harry, que o esperava com paciência.


- Pelo que seu pai me contou de maneira direta e bastante objetiva, Alvo apenas lhe entregou a Olho da Fênix, lhe explicou a história e disse; "O que é para ser será, mas sempre há riscos que devemos correr, e a decisão de enfrentá-los sozinho ou com alguém amado é apenas sua". Seu pai demorou exatamente três segundos; um para entender o que Alvo falara, dois para agradecer e, três para sair atrás de sua mãe e lhe dar uma boa sacudida.


Harry começava a entender o caminho que tudo aquilo estava levando e de maneira irritada fechou a tampa da caixa de madeira, antes de arrastar a cadeira para trás e levantar-se.


- Esqueça, Lupin, você não vai me manipular com essa história emocionante do romance perfeito dos meus pais. Eu não irei para A´Toca!


O professor seguiu-lhe os mesmos gestos e curvando-se sobre a mesa, deu sua cartada final:


- Entenda uma coisa, Harry, e quero que você preste bem a atenção. Esta jóia serve não apenas para darmos a quem realmente amamos, mas ela tem um poder fantástico que serve como proteção. Mas, isto acontece apenas quando o amor do casal é verdadeiro, e acredito que o seu e o da Gina seja. Eu não estou pedindo para você reatar com ela, somente quero que pense em suas atitudes, que irão se refletir em conseqüências mais tarde. Você pode perdê-la para sempre, Harry, se não parar de ser tão cabeça dura. Querendo ou não, os Weasleys já estão em perigo e Hermione também, e não há nada que você possa fazer para impedir. O que você deveria fazer é: parar de sentir medo pelas outras pessoas e ajuntar-se a elas. Sozinho você nunca irá vencer, mas com a força de uma equipe e do amor você encontrará muito mais força internamente do que pode imaginar. – suspirando, Lupin cerrou os olhos tentando compreender o que estava passando pela cabeça de Harry, mas ele se mostrava inabalável.


- Meus pais decidiram se casar e viver juntos e em um ano foram assassinados.


- Mas foram felizes o máximo possível que poderiam ser. Eles agarraram aquela chance que lhes fora dada pelo destino e a aproveitaram de todas as maneiras, e o fruto daquele amor gerou você. Quando morreram, eles se sacrificaram para te salvar, então, Harry, não irei permitir que você diga algo como se estivesse os condenados por uma escolha que eles decidiram seguir. – colocando-se em maneira ereta, Lupin terminou de forma fria e séria: - Eu me enganei profundamente num julgamento...


- Qual?


- Você se parece com seu pai e sua mãe apenas na aparência física, mas por dentro não há semelhança alguma. Seus pais jamais seriam covardes quando a felicidade deles estava em risco e jamais dariam as costas ao sentimento que sentiram um pelo outro.



Voltando ao momento presente, Harry olhou para a delicada caixa de madeira com detalhes de mármore preto que estava sobre a cômoda ao lado de sua cama.


Quando Lupin acabara de dizer aquilo sobre seu pai, saiu da cozinha bufando de raiva, deixando-o sozinho com os próprios sentimentos.


No final, chegou à conclusão que era uma anta! E pegando caixa sobre a mesa de jantar, subiu em direção ao quarto que estava acomodado e trancou-se até a manhã seguinte.


Agora, deitado na confortável cama de casal, fitando as rachaduras do teto e já vestido para voltar à Toca, Harry repassava pela milésima vez se o que estava fazendo era certo.


Concordou com Lupin de que tendo a ajuda de Hermione e Rony seria muito melhor do que planejar seu sistema de ataque sozinho. Além do mais, os amigos sentiram-se ofendidos se no final daquela jornada turbulenta contra Voldemort eles fossem jogados para o banco de reserva.


Tinha o restante da família Weasley e os integrantes da Ordem da Fênix, onde estariam encarregados de deixá-lo informado de tudo enquanto estivesse em Hogwarts.


E, depois de toda aquela montanha russa, havia Gina.


Harry disse a si mesmo que não adiantaria nada mantê-la longe de si... Mas, precisava de um tempo. Sentia-se tão confuso e atordoado que precisava de um pouco de ar para ajeitar suas decisões e ver se o que estava fazendo era o certo. Então, por enquanto teria a ruiva ao seu lado como uma amiga. Nada mais do que isso.


Teria que pesquisar nos livros da biblioteca ou perguntar a Hermione se existia alguma poção para controlar o nível de testosterona ou, simplesmente, fazer seus hormônios ficarem congelados.


Gina fazia-o pegar fogo apenas com um único olhar, e a lembrança fresca dos dois se amando pela primeira fez o infernizava constantemente. Suas mãos coçavam por ansiarem deslizar pelo corpo dela mais uma vez, e sua boca almejava por um beijo, um contato delicado de encontro aos lábios dela.


Fora tão bom... Perfeito, e um momento único para eles.


- Harry, está pronto? – Lupin lhe chamou do outro lado da porta, fazendo-o acordar de seus veraneios e jogar-se para fora cama.


- Sim, já estou descendo.


- Não demore.


Colocando a varinha no bolso traseiro do jeans e guardando a caixa que guardava a belíssima jóia na mochila com todo o cuidado, Harry sorriu de modo verdadeiro. A alegria resplandecendo dentro de si como uma chama.


Abriu a gaiola de Edwiges e mandou-a ir diretamente para a casa dos Weasley. A coruja piou obediente e levantou voou, suas incríveis penas brancas reluzindo contra os raios de sol.


Harry ficou observando a ave até que o horizonte a engoliu.


Estava voltando para a família que lhe acolhera por anos.


Estava retornando a sua casa.


See my eyes, they carry your reflection.
Watch my lips, and hear the words I'm telling you.
Give your trust to me
and look into my heart,
and show me -- show me what you're doing.



Não era possível! Harry Potter estava realmente ali? Tomando café na cozinha de sua casa como se nada entre eles tivesse acontecido? E a olhando com o mesmo brilho nos olhos de antes? O mesmo carinho, desejo... Amor.


Gina se encontrou num transe tão profundo que arrancou um sorriso divertido de Harry. Ela era a única que ainda o conseguia fazer sorrir daquela maneira.


- Bom dia, Gi.


Gi? GI? Ele havia a chamado realmente daquele modo carinhoso, que sempre usara com ela quando estava tentando ser delicado, amoroso e romântico?


Seu peito encheu-se num tufão de esperanças e ela encarou-o de volta com o mesmo olhar caloroso.


- Bom dia, Harry. – cumprimentou-o, correspondendo ao sorriso dele, num gesto mudo e explicito de como estava feliz em vê-lo. – Pensei que você não fosse vim para A´Toca nessas férias.


Harry a observou por cima da xícara de café que estava tomando, e ao pôr o delicado objeto no pires, respondeu:


- As coisas mudam...


- Ou as pessoas enlouquecem... – ela argumentou, enquanto sentava-se ao lado de Rony, estrategicamente, na frente de Harry.


- Eu sou mais da lógica de que as pessoas enlouquecem apenas se outra desejar isso. Isso se torna melhor ainda quando há vários sentimentos em jogo.


Gina riu com o que ele disse. Aquilo era inacreditável; acabaram de se ver e em menos dois minutos já estavam discutindo. Mas, diferente de Rony e Hermione, eles se divertiam duelando por suas idéias e provocações mútuas.


Gina serviu-se de leite quente e colocou um pequeno pão em seu prato, enquanto começava a cortá-lo ao meio.


- Bem, ai vai depender da intensidade desses sentimentos. Pode haver luxúria, paixão, divertimento, ou até mesmo... – fitou-o, repousando a faca ao seu lado para poder pegar a manteiga. Harry estava atento a todos os seus gestos e aquilo a fez sentir o sangue ficar quente. – vingança.


Ele cerrou os olhos, parecendo analisar o que ela acabara de falar.


- E se houver amor, carinho e afeto? Você tem que concordar comigo Gi, que o jogo se torna outro completamente diferente. – ele respondeu com outra pergunta, ficando satisfeito por ver a ruiva parecer ficar sem uma resposta, mas esse doce gosto de vitória durou pouco quando ela falou:


- E como você classificaria o seu jogo, Harry?


Aquela pimentinha sabia como pegá-lo de jeito. Tinha uma experiência e um conhecimento único de como o fazer ficar sem resposta, e nem como agir em determinados momentos.


O sorriso delicado que ela tinha sobre os lábios o fez engolir em seco e conter o desejo de pular sobre a mesa e agarrá-la, sem se importar se tinha algumas pessoas ali e que fosse uma cozinha!


A última vez que a tinha visto fora no enterro de Dumbledore, mas agora, com roupas simples e o cabelo que parecia ter sido preso às pressas, intensificava a vontade de soltá-los e senti-los deslizando entre seus dedos como acontecera tantas vezes. Harry jamais a tinha visto tão bonita. O coração de pedra explodiu e deu-se lugar a algo com vivacidade e uma arrebatadora vontade de fazê-la sua novamente. Sentir aquele corpo de curvas tentadoras arqueando de encontro o seu, de ouvir os gemidos dela e se perder naqueles olhos de amêndoas.


A resposta que daria a ela já estava pronta em sua garganta e quando foi dá-la a Senhora Weasley o interrompeu quando colocou um prato cheio de panquecas a sua frente.


- Gina não perturbe o Harry, ele acabou de chegar e vocês dois já estão discutindo. Deixe-o respirar fundo, pelo menos e comer. Veja como está magro. – apontou a colher de madeira para a garota. – E não se esqueça que você vai ter que ir ao Beco Diagonal comigo esta tarde, esqueci de comprar umas coisas para o casamento.


Gina encolheu os ombros desolada, murchando na cadeira como uma flor que se fechava na primavera.


- Ah, mãe. A gente tem ido praticamente ao Beco todos os dias! Como a Senhora foi esquecer algumas coisinhas?


- Virginia Weasley não use esse tom com a sua mãe! – a mulher repreendeu sem se virar, mexendo alguma coisa dentro da panela fervilhante no fogão, fazendo à ruiva soltar um resmungo as suas costas junto com uma careta emburrada.


- Desculpe, mamãe. – pediu, largando o pão que levava a boca no prato. Apenas a hipótese de voltar ao Beco deixou-a completamente sem fome. Virando-se para Rony, que comia tudo com vontade em seu prato gigantesco, provocou: - Cuidado para não explodir!


Com a boca cheia, Rony olhou para a irmã com o cenho franzido.


- Não enche! – as palavras quase não foram entendidas pela ruiva, que ficou mais preocupada em desviar das migalhas de pão que voaram em sua direção, enquanto Rony protestava.


Harry admirava a cena, encantado. Parecia ser um hobbie diário para Gina irritar o irmão e divertir-se com ele em relação ao seu enorme estômago. Estava preste a dizer algo inusitado para Lupin quando viu o professor comer na mesma intensidade do que o ruivo.


- Quando foi a ultima vez que você comeu? – perguntou, erguendo uma sobrancelha.


Diferente de Rony, Lupin terminou de mastigar e engoliu a comida que estava dentro de sua boca antes de responder:


- Ontem. Já que você pareceu gostar bastante do meu mingau verde e comeu tudo, sem pensar que havia outra cabeça para ser sustentada em casa.


- O que era aquilo? – Harry não se conteve, mas arrependeu-se de perguntar quando Lupin lhe direcionou um sorriso de canto.


- Tem certeza que vai querer saber?


Harry balançou a cabeça.


- Acho melhor deixar para lá.


- Boa escolha. – terminando seu café, Lupin levantou-se e abraçou Molly. – Molly, querida, é melhor eu ir indo, tenho algumas coisas para fazer no Ministério. Parece que aquele lugar não funciona sem uma ajuda com cérebro.


A Senhora Weasley riu e abraçou-o de volta de maneira calorosa.


- Mas Tonks não está lá cuidando de tudo?


- Eu disse com cérebro, Molly. – a mulher soltou uma gargalha e bateu no ombro do professor de modo desdenhoso.


- Ora, Lupin, não diga uma coisa dessas. Tonks é uma Auror formidável. – Lupin assentiu e pegou seu casaco no encosto da cadeira.


- Quando está de boca fechada e a varinha longe de suas mãos. – vestindo o sobretudo, voltou-se para os jovens sentados na mesa. – Vejo-os em Hogwarts.


- Você não vai vir no casamento? – Harry perguntou, estranhando aquela escapatória de professor em relação à festa. Se havia algo que Lupin tinha um fraco eram os doces, principalmente o bolo se este tivesse cobertura de morango.


- Provavelmente não, eu tenho que entrar em contato com a Minerva e me informar sobre como será Hogwarts esse ano, já que ela foi reaberta. Provavelmente terão algumas disciplinas a mais.


Rony gemeu.


- Mais aulas? – olhou para Harry com os olhos azuis choramingados. – Hermione vai nos depenar vivos para que estudemos! Ela própria vai enlouquecer quando souber disso, já que é uma desmiolada e passa quase metade do horário escolar estudando, isso quando não está tentando salvar o próprio pescoço.


- Em relação a isso você pode ficar calmo, Ronald Weasley, pois eu não vou fazer nada que você não queira. Além do mais, eu tenho que defender algo que vale a pena em mim, e isso é a minha cabeça. Enquanto você faz de tudo para preservar o buraco negro que chama de estômago. – Hermione informou sarcástica entrando na cozinha toda suja de fuligem. – Bom dia a todos.


Varias cabeças voltaram-se para ela e ao ver a amiga, Gina abraçou-a como se fosse sua tabua de salvação.


Ótimo, mais uma companheira para agüentar as birras de Gabrielle que, desde que ela entrara na cozinha, não havia tirado os olhos de Harry como se estivesse querendo provocá-la. Teve que conter a vontade de jogar a xícara na cara de porcelana da garota. Provavelmente fizesse isso depois do casamento... Não queria Fleur implicando com ela alegando que sua adorável irmãzinha estava com um hematoma horroroso no olho e alguns dentes faltando.


Como se tivesse engolido um sapo, Rony também se levantou e foi em direção a amiga.


- Hermione, pensei que você iria chegar apenas mais tarde. – a morena ergueu o queixo de forma ousada e fitou o ruivo com seus olhos castanhos inteligentes, enquanto soltava-se de Gina.


- Por que, Ronald, por acaso a minha presença aqui desagrada a sua tapada visão e polui o seu oxigênio?


Ele sentiu as orelhas começarem a queimar, enquanto encolhia os ombros e escondia as mãos dentro dos bolsos de sua calça.


- Claro que não, Hermione, você sempre foi muito bem vinda aqui, apenas imaginei que você chegaria mais tarde porque me disse numa das cartas que estaria viajando.


A morena sorriu de maneira debochada.


- Mas eu estava mesmo, só que voltei ontem à noite. Estava com saudades de casa, ficar longe por quase uma semana não é fácil quando se está de férias e você pode ficar com seus pais, além do mais... – deu de ombros - Não agüentava mais a Bulgária.


Aquilo fez Rony ergueu a cabeça num gesto brusco, quase que imediatamente ao processar as informações em sua cabeça. Não era difícil entender o que Hermione quisera dizer com “Bulgária” . Era a mesma coisa do que somar um mais um... Apenas, pense no resultado e pronto, você terá a informação da garota com clareza.


Rony cerrou os olhos em duas fendas negras e Gina notou as mãos do irmão se fechar em punhos poderosos, prontos para entrarem em ação a qualquer momento.


- Ah, então é por isso que você demorava a responder as minhas cartas – ele deduziu sarcástico e balançando a cabeça, incrédulo. – Estava ocupada demais com o seu Vitinho!


Hermione, que antes teria se ofendido com aquela alegação e retrucado de maneira grossa, apenas assentiu e tirou sua capa, notando que todos esperavam por sua resposta.


Ela sorriu radiante e aproximou-se de Rony, quase encostando seu rosto no dele. Mas, como o ruivo era umas boas cabeças maior do que ela conteve-se em ergueu os olhos e fitá-lo calmamente.


- É. Finalmente cedi ao pedido dele e fui visitá-lo na Bulgária. Sabe, nunca pensei que um jogador de Quadribol soubesse cozinhar tão bem quanto ele, e muito menos morar em lugar tão belo. A família dele então é maravilhosa. Muito hospitaleira. – sabendo como fazer o rosto do ruivo a sua frente esquentar ainda mais de raiva, Hermione concluiu: - Eles me trataram como se eu já pertencesse a casa. Tenho algumas fotos que tirei enquanto estava lá, se você quiser ver.


Ele iria dizer a ela onde poderia enfiar aquelas fotos!


Bufando como um touro enfurecido, Rony abaixou a cabeça, fazendo seu nariz quase encostar-se ao de Hermione, que o fitava como se dar aquelas informações omitidas há alguns dias a ele, fosse algo completamente natural.


- Então vejo que suas férias foram muito interessantes, Hermione. Espero que tenha se divertido junto com aquele Búlgaro exibido! – ele sibilou entre os dentes trincados com força.


Hermione inclinou a cabeça ligeiramente para o lado e curvou os lábios delicadamente num sorriso genuíno.


- Ora, ora... - murmurou. – Isso que estou ouvindo na sua voz, Ron, seria por acaso... Ciúmes?


Ela notou o ruivo perder um pouco a cor do rosto e isso fez apenas o seu sorriso aumentar.


- Ciúmes? De você? – Rony riu sarcasticamente – Ainda não cheguei a esse ponto de insanidade.


Hermione balançou a cabeça.


- Eu não estava referindo a mim. – ele engoliu em seco. – Estava dizendo em relação ao Vitor.


Rony fez uma careta tão ultrajante que Gina abaixou a cabeça para que as pessoas não a viessem rindo. O que estava havendo ali?


Era impressão dela ou Hermione estava mesmo provocando e seduzindo Rony? E parecia estar dando muito certo, pois o ruivo estava, agora, em cima de uma corda bamba e seria apenas decisão dele querer cair ou não.


Gina teria muitas perguntas para fazer a Hermione mais tarde, e não via a hora de tê-las respondidas. A curiosidade em seu peito rugia como um leão faminto.


- Ciúmes daquele Jogador-Babado? – Rony exclamou, girando os olhos e dando a volta nos calcanhares indo se sentar ao lado de Harry, que já estava erguido, pronto para separar qualquer briga de tapas e socos que os amigos poderiam ter. - Ainda não cheguei a esse ponto de insanidade. – ele repetiu friamente, lançando um olhar mortal a amiga e sentando-se como uma criança birrenta.


Hermione apenas deu de ombros, dando pouco caso aquela discussão e – o que ela já sabia – o ciúmes de Rony. Mais cedo ou mais ele teria que assumir que se incomodava – e muito – com a sua amizade ou quando recebia cartas de Vitor.


Ela não tinha culpa se o Búlgaro agia mais rápido do que Rony, onde este parecia mais uma lesma rastejante do que qualquer outro animal na natureza.


E ela jamais daria o primeiro passo. Tinha muito orgulho para isso. Mas nada a impediria de pressionar um pouco os neurônios de Rony para trabalharem não é mesmo?


Feliz pelos resultados que conseguira com sua provocação, Hermione deu mais uma olhava na cozinha e não pôde esconder a surpresa ao ver Harry, parado do outro lado da mesa, com as mãos no bolso e olhando para ela.


- Harry! – exclamou, correndo até o moreno e jogando-se em seus braços.


Harry apenas sorriu com aquela demonstração de afeto e recebeu a amiga de bom agrado num abraço apertado e forte. Afundou no nariz naquele emaranhado de cabelos ondulados e respirou fundo. Como era bom estar com os verdadeiros amigos.


- Quando você chegou? – Hermione perguntou, soltando-se dele, mas as mãos repousadas ainda no ombro do moreno que também não tirara as mãos de sua cintura.


- Cheguei hoje de manhã, na verdade há quase uma hora. Estou muito feliz em ver você, Mi. – afastou-a um pouco e entendendo o jogo da amiga para cima de Rony, olhou-a de cima para baixo e provocou: - Nossa, você está ótima. A Bulgária te vez muito bem.


Ele ouviu com satisfação plena Rony, as suas costas, derrubar a xícara de café na mesa e soltar um resmungo irritado.


- Obrigada, Harry, você também está muito bem. – Hermione deu-lhe uma piscadela de agradecimento. – Por acaso você ficou mais alto e... Forte?


Gina sentiu as bochechas corarem com aquele comentário da amiga porque ela mesma estava pensando nisso e reparando como Harry estava extremamente bonito. Seus olhos haviam deslizado para das nádegas dele quando o mesmo virou a cabeça e lhe enviou um olhar assanhado junto com um risinho malicioso.


Fingindo que nada havia acontecido, Gina ocupou-se em começar a arrumar a mesa.


- Você acha? – Harry perguntou. – Eu andei fazendo muitos exercícios na casa de Lupin nesses últimos dias, mas acredito que o Quadribol ajudou bastante a desenvolver ainda mais.


- Ah, tenho certeza disso. – Hermione garantiu segurando a gargalhada das atrapalhas que via Gina fazendo pelo canto dos olhos; ora derrubando uma xícara vazia que saia rolando pela mesa, ora o vidro com mel ou o recipiente de açúcar.


- Hermione, você vai tomar café? – Gina perguntou entre os dentes, querendo mais do que tudo sumir dali. Até que colocar a roupa no varal não seria uma má idéia! Pensou.


- Ah não, Gi, obrigada.


- Ela deve ter trazido muita comida da casa do Vitinho e já deve ter comido tudo esta manhã. – Rony alfinetou desgostoso com a voz estranha.


Hermione colocou a mão no ombro do ruivo e perguntou com falsa surpresa:


- Nossa! Como você descobriu? – aquilo pareceu ser o fim da paciência do ruivo, que se levantou da cadeira num gesto brusco, arrastando-a fortemente para trás, e virou-se para Harry, sem encarar Hermione diretamente.


– Você vai dormir no quarto dos gêmeos. – avisou - Quando for arrumar suas coisas me chame, temos muito que conversar. – e saiu da cozinha com passos rápidos, os punhos cerrados e o rosto contorcido em uma expressão de raiva de tão vermelho.


- Mas que bicho mordeu esse menino? – A Senhora Weasley perguntou enxugando as mãos num pano de prato e encarando a porta pelo qual o filho mais novo havia acabado de sair.


Gina apenas balançou a cabeça para mãe, enquanto retirava o prato de panquecas que Gabrielle ainda comida num movimento natural, como se a garota não estivesse ali.


A loira lhe enviou um olhar mortal, que foi ignorado completamente.


- Nada, mamãe, ele deve estar apenas estressado ainda, por ter perdido o jogo de xadrez pra mim ontem à noite.


Molly balançou a cabeça e saiu da cozinha resmungando - “Essas crianças de hoje em dia” - e foi fazer suas outras tarefas, sabendo que teria o dia muito corrido na parte da manhã, já que à tarde toda provavelmente passaria no Beco Diagonal terminando as compras para o casamento de Gui e Fleur.


Gina notou quando Gabrielle se levantou e foi andando, remexendo os quadris de forma sedutora, em direção a Hermione. A garota colocou-se atrás de Harry e lhe tocou no final das costas num gesto intimo.


O moreno virou-se para ela, que lhe sorriu docemente.


- Olá, Herrrmione. – ela cumprimentou educadamente, mesmo sem tirar os incríveis olhos azuis de Harry.


- Olá, Gabrielle, como você está? – Hermione respondeu no mesmo tom educado, reparando no interesse explícito da loira em Harry, que ainda mantinha os olhos nela, não quebrando aquele contato visual.


Reparou o prato de panquecas nas mãos de Gina começar a tremer perigosamente, como se a qualquer momento fosse sair voando em direção a cabeça da descendente de veela.


- Muuito ben. Obrrigaada. – descartando-a descaradamente numa girada de corpo, Gabrielle voltou-se para Harry, que era seu verdadeiro alvo. - Seu aniversárrio está chegando, non é mesmo, Ary?


Ele deu um passo para trás afastando as mãos da garota de seu corpo antes de responder sombriamente:


- Sim, está mesmo.


- Irei lhe dar un presseente muito bonito.


- Não se incomode, não estou com ânimo para festas e presentes. Apenas um “parabéns e muitas felicidades” está mais do que bom para mim.


Aquilo pareceu destruir os planos da garota, que abaixou um pouco a cabeça, envergonhada pelas maneiras frias do garoto e de ser descartada sem nenhuma sutileza.


- Ben – Gabrielle deu de ombros e voltou a encará-lo, sem se importar com o olhar fulminante de Gina em si. – Enton irei garantir parra que eu seja a primeirra a lhe darr parrabéns.


- Que gentil da sua parte. – Harry disse irônico, mas a loira pareceu não notar isso e continuou:


- Acho merror eu ir indo, tenho coisas a fazerr – virou-se para Gina com um ar superior e não se afligiu quando a ruiva cerrou os olhos em sua direção num breve aviso para não falar com ela. – Non esqueça de dizerr a sua mãe para pegarr o meu vestido parra o casamento, Ginny. Eu non vou ao Beco Diagonal. – sorriu de canto. – ficarrei aqui na A´Toca.


E subiu para o seu quarto, com o sorriso desdenhoso em seus lábios vermelhos, não se preocupando em ser azarada quando deu as costas à ruiva que seguiu seus movimentos com os olhos âmbar, transformados em duas chamas perigosas.


Aquelazinha ainda tinha a audácia de mandar nela!


- Pegar o vestido dela? – urrou raivosa, jogando o prato de panquecas na mesa com força e colocando as mãos na cintura. – Ela quer que eu pegue o vestido dela? Como se eu fosse uma escrava! – riu sem humor, indignada com aquele absurdo. – Vou mandá-la enfiar aqueles babados, bainhas e seda no...


- Gina, acalme-se. – Hermione pediu, interrompendo-a. – Ela apenas trocou algumas palavras inocentes com o Harry. Foi até gentil em se lembrar que o aniversário dele é neste sábado.


A ruiva girou os olhos, parecendo talhar uma luta interior consigo mesma para conter a vontade de subir até o quarto onde Gabrielle estava e jogá-la pela janela como se fosse uma galinha voadora.


Seria um sacrifício, praticamente, segurar-se para não azará-la pelo menos uma vez até o casamento. Talvez se conversasse com os gêmeos, eles teriam uma poção leve que ela poderia jogar no suco da loira, apenas para criar nega algumas verrugas e certos furúnculos em sua cara irritantemente perfeita por apenas um dia. Aquilo não iria matá-la... Infelizmente.


Harry estava se divertindo muito com aqueles vários tons de vermelho que atingiam desde o pescoço até o ultimo fio de cabelos da garota, que murmurava blasfêmias e xingamentos, enquanto terminava de arrumar a mesa da cozinha.


Hermione tentava acalmá-la, mas aquela cena de ciúmes explicita estava o deixando com o peito estufado de tanto orgulho e o coração disparado. Gina provavelmente não tinha conhecimento do quanto que ela linda, por isso sentisse certa raiva em relação a Gabrielle. Bem, ele teria que fazer alguma coisa para acalmar os nervos da ruiva, e não via a hora de poder entrar em ação.


Gina passou por ele como um furação, e jogou todos os pratos, copos e talheres na pia, enquanto mandava aquela “Geringonça aquática, começar a funcionar antes que a mandasse ir ferver um pouco no inferno”.


Trocando um olhar cúmplice com Hermione, ele moveu a cabeça ligeiramente para que a amiga saísse da cozinha para ele ficar sozinho com a ruiva. Entendendo o recado a garota abaixou a cabeça e sorriu, parecendo imensamente feliz pelos amigos estarem começando a se entender.


- Eu vou lá em cima mostrar as fotos da Bulgária para o Rony. – ela murmurou encantada e saiu correndo em direção as escadas.


Harry voltou sua atenção para Gina que parecia alheia a tudo, se movendo de um lado para o outro pela pia, guardando as coisas ou colocando-as para serem lavadas, e ainda soltando suas lamúrias inconformadas.


Caminhou até ela e colocou-se a suas costas, seus corpos quase se tocando, e quando uma de suas mãos roçou-lhe nas costas e deslizou delicadamente por sua cintura, espalmando-se perto de seu umbigo, ele puxou-a para si antes de afundar o nariz na curva alva de seu pescoço, deliciando-se com o suave perfume.


Era tão bom estar perto dela. Tão perfeito poder sentir Gina em seus braços sem ela oferecer resistência alguma. Apenas se entregava a ele, deixava-o fazer o que queria, e aquilo apenas deixava bem claro a confiança que eles tinham um com o outro. Sorrindo contra a pele dela, Harry percebeu o quanto estava a ponto de enlouquecer se não a tocasse desde que a vira entrando naquela cozinha e o olhar como se fosse à reencarnação de um lendário Jogador de Quadribol de seu time preferido.


Tão linda...


Gina havia parado de jogar os talheres dentro da pia ao senti-lo aproximar-se de si, o corpo quase se encaixando ao dede. E quando a mão firme e quente encontrou-se em alguma parte de suas costas e deslizou, foi como uma cobra flamejante que circulava seu corpo com agilidade.


Ele puxou-a para si e ela apenas deixou-se levar por aquele gesto firme e seguro.


Seu corpo pareceu gritar completamente arrepiado quando Harry inspirou com força seu perfume. Suas pernas tremiam e ela se viu segurando o braço do garoto que estava abraçando-a e ajudando-a a manter-se em pé.


Fechou os olhos e jogou a cabeça para trás. Uma recarga de felicidade que há muito tempo não sentia arrebatando-se com força dentro de si, como uma onda que era jogada pela força da maré contra as rochas.


- Se essa é uma tentativa para me acalmar e mudar de idéia em relação a azarar aquele Periquito Oxigenado, esqueça! – a risada de Harry penetrou em sua cabeça com graça e ele apertou-a ainda mais de encontro ao corpo dele, o nariz roçando contra sua pele.


- Eu diria que isso é para acalmar um pouco a minha vontade de fazer o que realmente quero com você, Gi. – mordeu-lhe o lóbulo da orelha, fazendo uma exclamação abafada soltar-se do interior da garganta da ruiva.


As unhas dela cravaram-se na pele de seu braço antes de soltar uma risada divertida quando ele lhe beijou o local onde sentia cócegas, perto da nuca. Divertiu-se ao tê-la se contorcendo em seus braços, o corpo roçando contra o seu, excitando-o.


Seria relativamente fácil fazer Gina começar a arder em chamas de desejo e vontades luxuriosas entre seus braços, e senti-la sobre a palma de suas mãos novamente era algo que ele vinha há muito tempo ansiando. Ouvir os gemidos, suas unhas cravarem-se em seus ombros e a boca unindo-se a ela, parecia um martírio para sua mente transtornada de amor e paixão. Mas, ele ainda preservava sua existência e tentar alguma coisa daquele tipo com Gina no meio da cozinha da A´Toca seria o mesmo do que ir enfrentar Voldemort sem varinha e cego.


Mas, não havia ninguém ali naquele momento, e nada o impedia de provocá-la.


Seus dedos ágeis começaram a puxar para cima o tecido fino da blusa dela e não se demoraram em encontrar a bainha. Gina arfou quando as unhas de Harry arranharam sua pele descoberta.


Ele tinha um toque tão firme, seguro e experiente... E ela apenas se entregava para aquele pedaço do paraíso que era estar ao lado do moreno, enquanto o mesmo divertia-se com as reações involuntárias de seu corpo. Erguendo os braços, Gina abraçou-o pelo pescoço, sua cabeça tombando ao lado do pescoço de Harry para que lhe sentisse o perfume gostoso.


- Levando em consideração que meu irmão e Hermione estão lá em cima, minha mãe em alguma parte da casa, e nós estamos aqui na cozinha sozinhos, provavelmente teremos apenas essa chance de ficarmos juntos pelo resto do mês, já que nos próximos dias a correria irá ser muito grande. O casamento de Fleur está estressando demais o pessoal aqui.


- Então não seria muito sensato perdemos tempo... – Harry argumentou rouco. Sua boca traçou uma linha úmida da bochecha da ruiva até seu pescoço, fazendo-a se arrepiar quase que imediatamente ao contato daquele toque.


- Nós podemos pular a janela à noite e nos encontrarmos no jardim, ou em algum lugar escuro. Ninguém precisa saber dessas escapadas.


Gina sentiu uma luz de esperança transbordar em seu peito junto com uma felicidade plena de satisfação. Harry estaria mesmo ali? Abraçando-a, provocando-a e seduzindo-a da mesma forma que fazia na época em que namoravam? Aquilo seria um pedido silencioso para reatarem? Ela não sabia, mas rezava numa prece desesperada que sim. Acordara tantas vezes no meio da noite suada e apenas desejando que o que sua mente lhe mostrara não fosse apenas um fruto imaginário, mas sim a doce realidade. Que ela e Harry houvessem feito amor novamente, e que quando abrisse os olhos ele estivesse bem ali, ao seu lado. O braço rodeando-a num gesto protetor e possessivo, insinuando que haviam mesmo se entregado ao amor mais uma vez. Que o toque dele ainda estava frescos em sua pele, que seus lábios ainda se encontrassem inchados por seus beijos incontáveis, e seu interior preenchido pela vida dele.


- Que excitante – ele murmurou, as mãos começando a deslizar para cima de seu corpo, passando pela curva da cintura dela em direção a lateral dos seios túrgidos.

– Você está insinuando um encontro às escuras, onde correríamos o perigo de sermos pego fazendo algo muito errado?


- Bem, você não pode negar que a sugestão é muito apropriada, já que eu não vou conseguir manter as mãos muito longes de você enquanto o quarto dos gêmeos que você estará ocupando é ao lado do meu.


Harry sorriu e enterrou os dentes no ombro dela antes de dizer animado:


- Uma fuga para o seu quarto também é uma ótima idéia. Não me agrada voltar para a minha cama todo sujo da terra e grama, isso se o sereno não nos molhar um pouco e pegarmos um baita resfriado.


- Não seja fresco, Harry. Um ar noturno faz muito bem aos pulmões, e quanto à grama, ora – ela balançou a mão no ar num jeito desajeitado. – você não vai deitar na cama com o pijama todo sujo, então – deu de ombros. - tire-o e pronto.


- Está insinuando que eu durma nu, Virginia? – ele perguntou falsamente incrédulo. Gina enrugue os olhos para fitá-lo diretamente nas íris verdes e respondeu:


- Eu venho dormindo nua há um bom tempo, mais precisamente desde que você me fez sua pela primeira vez, – Harry sorriu com aquilo com ar triunfante e orgulhoso. Sim, Gina era sua de todas as maneiras. - mas agora com a chegada da Hermione eu vou ter que começar a usar pijama. – a idéia de entrar no quarto dela e vê-la sem roupa sob os lençóis deixou-o ainda mais excitado.


- Não se ela e Rony se acertarem antes... - Gina riu.


- Acredito que eles vão demorar um pouco antes de chegarem ao mesmo estágio que nós se namorarem. Mesmo que esteja mais na cara que eles se amam. Você viu como o meu irmão ficou quando a Mione falou da Bulgária.


- Ela está apenas jogando verde para colher maduro...


- Se continuar assim, ela vai acabar tendo uma árvore. – Harry não pôde segurar o riso com aquele argumento. - Isso se Rony não estragar tudo antes. Do jeito que ele é idiota, é bem capaz de querer provocar a Mione e fazer algo completamente estúpido, acabando com os planos dela de incentivá-lo a tomar alguma atitude.


Harry ergueu uma sobrancelha.


- E você acha que ele seria capaz do quê? – Gina girou os olhos.


- Você o conhece a muito, meu amor, e sabe do que ele é capaz quando está se roendo de ciúmes. Ainda mais quando a Hermione está no meio disso e o Vitor Krum também.


As palavras dela vagaram em sua mente como uma sonata baixinha e cálida. Mas sua mente focou-se apenas quando ela disse; “meu amor” . Seu cérebro parou tão de repente que pensou que estivesse tendo um ataque cerebral grave, prejudicando todo o resto de seu corpo que se martirizou com a declaração tão proferida com naturalidade. A mesma que apenas Gina tinha. O som delas fez seu peito estufar-se de um sentimento tão arrebatador que ele não se conteve mais. Voltando a colocar suas mãos envoltas da cintura da ruiva, virou-a para si e prensou os quadris dela contra a pia.


- Harry?


- Diga novamente... – ele pediu rouco, a boca quase encostando na dela. Gina engoliu em seco e sentiu os joelhos fraquejarem com aquela aproximação tentadora e perigosa.


- Dizer o quê? – perguntou de forma dengosa, umedecendo os lábios com a pontinha da língua. Sorriu marota ao ver as jades de Harry seguirem seu movimento com atenção.


- Repita do que você me chamou – Gina pôde ouvir o sufoco de Harry, ele estava ansioso, quase implorando, para que ela voltasse a se declarar para ele.


Ficando na pontinha dos pés e abraçando-o pelo pescoço, roçou seu nariz no dele e fitando-o profundamente nos olhos, murmurou:


- Meu amor.


Aquilo foi o suficiente para mandar sua sensatez para os ares, e antes que ele pudesse conter seus impulsos ou controlar suas emoções, prensou o corpo de Gina com mais força contra a pia e colocou-se entre as suas pernas. Sorrindo malicioso, agarrou-a pela nuca e puxou-lhe a cabeça em sua direção.


Pode ouvir a exclamação de surpresa da ruiva, a mesma que foi sufocada por um beijo intenso e cheio de saudades.


Sentiu as unhas dela cravarem-se em seu couro cabeludo, no momento em que suas mãos vagaram pelas costas dela.


Eles gemeram juntos com aquele beijo tão esperado e sonhado por ambos, era como uma mensagem de boas-vindas, e quando as bocas se entreabriram para um contato mais intenso, foi como se estivessem caindo... Caindo...


So sit on top of the world, and tell me how you're feeling.
What you feel is what I feel for you?
Take my hand, and if I'm lying to you,
I'll always be alone, if I'm lying to you

Take your time, if I'm lying to you.
I know you'll find that you believe me,
You believe me




Continua…



Tradução:



Toque minha pele e me diga o que esta pensando
Pegue minha mão e me mostre onde estamos indo
Fique perto de mim
olhe em meus olhos
e me diga -- me diga o que esta vendo



Então sente no topo do mundo
e me diga o que esta sentindo
O que você sente é o que eu sentirei por você
Pegue minha mão, e se eu estiver mentindo pra você
Eu sempre serei sozinho se eu estiver mentindo pra você



Olhe meus olhos
eles refletem seu reflexo
Admire meus lábios
e escute as palavras que te digo
Confie em mim
e olhe dentro do coração
e me mostre -- me mostre o que você esta fazendo




Então sente no topo do mundo
e me diga o que esta sentindo
O que você sente é o que eu sentirei por você
Pegue minha mão, e se eu estiver mentindo pra você
Eu sempre serei sozinho se eu estiver mentindo pra você



Procure tempo
se eu estiver mentindo pra você
Eu sei que você verá que pode acreditar em mim
Você acredita em mim



Sinta o sol em seu rosto
E me diga o que você esta pensando
Barre a neve em sua língua
e me mostre qual é o gosto

Pegue minha mão, e se eu estiver mentindo pra você
Eu sempre serei sozinho se eu estiver mentindo pra você



Procure tempo
se eu estiver mentindo pra você
Eu sei que você verá que pode acreditar em mim
Você acredita em mim



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