FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

7. O castelo de Mérlim


Fic: Herdeiros das Trevas


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Harry voltou um pouco antes do amanhecer, seu rosto não demonstrava emoção alguma. Encontrou Calisto e Hermione na sala, já de malas feitas, e apenas resmungou que já descia.

-Não fique assim, ele está bem. –Calisto fala ao ver o olhar triste de Hermione.

-Não sei, ele nunca me olhou daquele jeito. –Hermione fala tristemente, Calisto abafa um risinho e Hermione e olha indignada, como poderia rir de seu sofrimento.

-Vocês dois se parecem muito com Cassius e Isabel, ele mascarando seus sentimentos com a frieza dos vampiros e você insegura, frágil aos seus instintos mais básicos. –o comentário vem em tom inocente, mas faz Hermione ficar pensativa. O silêncio só foi quebrado com a chegada de Harry, que trazia uma mochila consigo.

-Como vamos? –Harry pergunta a Calisto, que verifica a hora.

-Vou aparatá-los para uma estação de trem, de lá seguiremos ao modo trouxa para uma cidade, de onde partiremos para o castelo. –Calisto os informa e faz sinal para que se aproximem.

Alguns segundos e uma viagem desagradável depois, Harry se viu em uma estação bem pequena e de aparência antiga, apesar de bem conservada. Calisto disse para que esperassem enquanto comprava os bilhetes, deixando Harry e Hermione sozinhos e com um clima tenso.

-Está bravo comigo? –a voz da morena soa de modo inseguro, fazendo com que pela primeira vez, ele a encare.

-Porque deveria? Você foi honesta, vou respeitar isso e te dar um tempo para se decidir com certeza. Também não se preocupe que não vou ficar atrás de você como um cachorrinho, sem ofensa. –fala com o mesmo jeito indiferente, o que faz Hermione duvidar do que ele falara, pelo menos quanto a estar bravo com ela.

-Eu só queria dizer, que eu espero que não se afaste de mim, sabe que sua presença me faz sentir bem. –Hermione pede e tenta segura uma das mãos dele, mas ele recua com o pretexto de observar Calisto, que retornava.

Após a breve conversa, os três embarcaram no trem que já aguardava os passageiros, ficando sozinhos em uma confortável cabine. A viagem duraria várias horas e por isso Harry e Hermione, que não haviam dormido durante a noite anterior, rapidamente dormiram.
Quando Hermione acordou, tinha um travesseiro sob a cabeça e um cobertor lhe cobrindo, a janela estava fechada de modo a deixar tudo escuro, mas o tecido fino mantinha a cabine ventilada. Olhou para o lado e viu que Harry dormia, Calisto não estava na cabine, então aproveitou para se aproximar.

“Pelo menos seu sono está sendo tranqüilo.” –Hermione pensa ao acariciar os cabelos negros e rebeldes de Harry.

-O que sente? –o sussurro veio de Calisto, que acabara de entrar.

-Vontade de cuidar dele, de protegê-lo e vê-lo tranqüilo e feliz. –a resposta também veio em um sussurro, sem que Hermione se afastasse ou deixasse de observá-lo.

-Quer que eu a deixe só? –Calisto pergunta de modo simpático.

-Sim, se não for te incomodar. –Calisto nem respondeu, somente saiu deixando Hermione velando o sono de Harry.

Harry acordou pouco antes de chegarem à estação já ao pôr-do-sol, mas deu tempo de comer algo no vagão restaurante, então quando o trem chegou a estação, pegaram um taxi que os levou até um bosque, dali em diante seguiriam a pé.
A velocidade que os três atingiam era impressionante, cruzaram o bosque em minutos e rapidamente chegaram a um enorme desfiladeiro. Calisto pediu que aguardassem e começou a caminhar na encosta, fez isto por quase meia hora e depois os chamou.

-Eu vou e depois vocês me seguem. –Calisto fala, mas Harry e Hermione mostram não entender o que ela queria dizer.

Não demorou muito para que entendessem. Calisto deu um salto para frente, caindo no nada por quase cinco metros, onde depois de um brilho verde sair dela, o ar pareceu sustentá-la e aparar sua queda. Harry e Hermione se entreolharam como se ponderassem o que deviam fazer, pois a queda total tinha muito mais de cem metros.

-Não precisam ter medo, eu já invoquei a ponte! –Calisto fala e chama a atenção dos dois, que não vêem ponte alguma. –Ela tem dois metros de largura, então podem cair bem na minha frente, um ao lado do outro.

-Eu tive uma idéia, pode ser que isso faça você se sentir um pouco mal, mas considero melhor que pular no nada. –Harry fala em tom sério, Hermione não gosta nada daquilo, porém antes que ela pudesse falar, ele já tirava sua mochila e jaqueta, viu as costas deles incharem e de lá asas negras e mórbidas saírem num rompante.

-Uau! Isso foi incrível. –Hermione fala observando as asas se agitarem com imponência.

-Não sente nada de estranho? Talvez alguma repulsa? –Harry pergunta temeroso.

-Não, você continua adorável como sempre. –fala sorrindo e pondo a mochila dele nas costas.

-Esse é o tipo de sorriso que dificulta eu manter a promessa de te dar um tempo. –fala a puxando e erguendo nos braços. Ambos sentiram uma eletricidade diferente percorrer seus corpos, os olhos verdes de Harry adquiriram um brilho que a intimidou, mas Harry apenas bateu suas asas e se juntou a Calisto.

-É uma pena que ainda não confiem em mim. –Calisto comenta tentando disfarçar, mas deixa transparecer um pouco de magoa. –No entanto não pode usar estas asas para chegar ao castelo, Mérlin fez proteções contra energias suspeitas. –falou simplesmente antes de começar a andar na direção oposta ao desfiladeiro.

“Ela se magoa fácil. Como poderia esperar que pulássemos no meio do nada?” -a voz de Harry surge na mente de Hermione, que após devolver a mochila responde do mesmo jeito.

“Calisto nos vê como seus filhos, então tente compreende-la” -a voz de Hermione soa na mente de Harry e ele mantém silêncio, observando a mulher que seguia a frente deles.

Quando chegaram ao meio do caminho, o brilho prateado da lua ganhou um tom fortemente azulado. Calisto novamente murmurou algumas palavras e então uma escada feita com o luar se formou a frente dela. Harry e Hermione a viram pisar nos degraus e subir tranquilamente até simplesmente desaparecer. Depois de uma troca de olhares, Harry tomou a frente e seguiu um pouco hesitante, Hermione estava logo atrás.

Houve uma rápida mudança, o ar puro e abundante ficou rarefeito e abafado, o que era claro ficou escuro e o parecia ter sumido. Quando Harry conseguiu raciocinar, percebeu que estava em uma sala escura e sem janelas, as paredes eram de pedra e o chão de madeira de lei.

-Venham, temos um longo caminho até a sala de estudos. –Calisto chama a atenção dos dois, que mesmo um pouco desorientados, a seguem.

Os três atravessaram diversos cômodos e os jovens se assustaram ao perceber que estavam completamente limpos e arrumados, mesmo sem que, segundo Calisto, ninguém pise lá a pelo menos cem anos. Só pararam ao chegar a uma grande porta dupla de madeira, Calisto estava séria muito séria e isso os intimidou um pouco.

-Vocês deverão ir sozinhos a partir daqui. Atrás desta porta vocês encontraram o caminho para a mensagem que Mérlin deixou para vocês. Eu estarei na porta em frente, onde fica a sala de estudos. –Calisto os instrui e se afasta para que os dois sigam.

Ambos deixam as bagagens no chão e a porta se abre sozinha, mas atrás dela só viram uma intensa escuridão. Harry fez algumas chamas surgirem em uma de suas mãos e seguiu na frente, iluminando um corredor úmido, o ar parecia mais rarefeito e mesmo com o fogo parecia muito escuro. Assim que Hermione entrou e se pôs ao lado de Harry, a porta se fechou e archotes acenderam nas paredes, tornando as chamas de Harry desnecessárias.
Depois de alguns minutos os dois chegaram a um desdobramento, havia um corredor para a direita e outro para a esquerda.

-Acha que devemos nos separar? –Harry pergunta para ela, que fica pensativa por alguns instantes.

-Mérlin sabia que seriamos dois, por isso devemos nos separar, talvez seja um teste. –Hermione pondera e Harry parece concordar.

-Nesse caso, fique com a varinha em mão e qualquer coisa tente fazer contato mental comigo. –Harry a instrui e Hermione concorda.

O ar era diferente naqueles túneis, os dois sentiam-se cansados e aos poucos perderam a noção do tempo. A dificuldade de respirar era tremenda, mas depois do que pareceram horas, avistaram uma pesada porta de madeira.

Harry demorou a se acostumar à luz mais forte do cômodo onde entrou, mas quando conseguiu sentiu seu coração disparar, Hermione estava caída e havia sangue em uma das mãos dela e um pouco na roupa. Rapidamente foi até ela e a tomou nos braços, verificando se respirava.

-Hermione, acorde, por favor! –chama em tom urgente, estava nervoso demais para tentar fazer contato mental.

-Harry... –a voz dela soou fraca e então ele a viu abrir os olhos.

-Oi, eu estou aqui! Pode falar. O que houve? –Harry pergunta preocupado, seus olhos procuravam ferimentos nela, até que de repente os cachos castanhos cobriram-lhe a visão. Ela o abraçara forte e chorava em seu ombro.

-Havia uma coisa aqui, não sei o que era... me atacou... tentei de chamar... foi horrível. –fala entre soluços, Harry a aninhando em seus braços e a apertando forte.

-Desculpe ter demorado, eu devia ter sido mais rápido, sinto muito. –Harry se sentia culpado, era como se sempre falhasse quando precisavam dele.

-Eu te amo! –a voz não era mais que um sussurro, mas foi o suficiente para fazer Harry se virar para encará-la. –Quando pensei que nunca mais fosse te ver, percebi o quanto era importante para mim. Me perdoa por tudo o que te disse ontem?

-Claro, mas não acho que esse seja o momen... –Harry não conseguiu terminar de falar, Hermione erguera o rosto e o beijara.

Por mais que Harry soubesse que não era o momento, não poderia a afastar, então a abraçou mais forte e aprofundou o beijo. Hermione descera uma de suas mãos para as costas dele e tornara o beijo mais agressivo, de repente Harry sentiu os dedos dela cravarem em suas costas e uma mordida em sua boca. Com uma explosão de fogo, afastou a garota que tinha suas roupas em chamas, mas rapidamente apagara o fogo com magia.

-Quem é você? –Harry pergunta raivoso, mas isso o faz tossir e o sangue que lhe veio à mão o comprovou que ela perfura seus pulmões com os dedos, ou seja, tentara matá-lo.

-Hermione Granger, sua melhor amiga. –responde calmamente, o semblante tranqüilo.

-Mentira! Hermione nunca tentaria me matar. –Harry retruca seriamente, sentia os danos do seu corpo sendo curados rapidamente.

-Eu nunca tentaria matá-lo, enquanto me fosse útil ser amiga de alguém tão poderoso e influente no mundo mágico. –fala com ar zombeteiro, o que fez o sangue de Harry ferver.

-Vamos, Harry, você não notou nada de estranho no meu gosto para homens? –Hermione o provoca e ele estreita os olhos. –Lockhart era influente e um grande bruxo, até ser desmascarado, Krum tinha contatos muito importantes, era famoso e todo bruxo gosta de Quadribol, isso tudo seria potencializado ainda mais se aquele comensal nojento não o tivesse enfeitiçado, porque caso contrário, tenho certeza que ele teria ganhado o torneio Tribruxo. Por fim, veio você, o grande herói, além de ter ganhado novíssimos poderes...

-Se isso é verdade, porque terminou comigo? E o Rony, onde entra nisso? –Harry pergunta desdenhoso, não acreditaria em uma palavra daquele ser.

-Rony foi uma estratégia para aproximar você de mim, afinal meu melhor amigo não iria deixar de me consolar, fora que fazia a Gina ter certeza de que poderia confiar em mim. Aquela ruiva foi muito tola, só precisei fazer a cabeça dela dizendo que você provavelmente tentaria protegê-la e por isso terminariam! –uma risada um tanto maléfica escapou dos lábios da morena e fez Harry se por em posição defensiva. –Agora, porque eu terminei com você? Bom, primeiro todo aquele grude e melação me enjoavam, você até é gostosinho, mas é chato demais. Além do que eu sempre seria a mulher do Harry Potter, e eu queria mais, queria que reconhecessem minha superioridade. Então conversando com Calisto, juntei umas informações com uns livros que havia lido sobre vampiros e lobisomens, para chegar a conclusão de que se eu beber teu sangue ou comer seu coração ainda batendo, poderei ter todos os seus poderes, me tornando invencível. Claro que como estamos sozinhos, posso alegar qualquer coisa e todos vão acreditar, esse será o primeiro passo para me tornar a primeira Ministra da Magia, mesmo sendo “apenas” uma sangue-ruim. –as palavras finais foram ditas com rancor, os olhos castanhos ficaram negros de ódio.

-Isso é mentira, você não é Hermione, ela nunca pensaria assim! –Harry fala tentando parecer o mais firme possível, mas sua cabeça girava em pensamentos, como se cada lembrança sua de Hermione fosse analisada.

-Acredite no que quiser, irmãozão . –Fala antes de cruzar, em um piscar de olhos, os dois metros que os separavam.

Hermione acertou um direto de esquerda em Harry, fazendo-o cambalear, então o joelho direito acerta o abdômen dele e sem dar tempo para respirar, os punhos fechados da morena atingem as costas do moreno que cai. Rapidamente Harry rola no chão e pega o pé que lhe acertaria um pisão na direção do peito, empurrando-o para cima e fazendo Hermione recuar, aproveitando isto, ele girou os pés e passou uma rasteira nela que caiu para trás, mas com um rolamento rapidamente se pôs de pé, assim como Harry. Os danos de Harry eram evidentes, havia sangue escorrendo por sua boca e parte de seu rosto havia afundado, a morena sorriu vitoriosa e novamente tentou avançar, mas desta vez Harry estava preparado e lançou uma bola de fogo que a lançou contra a parede, a idéia era ganhar tempo para se recuperar das lesões. A roupa havia queimado e praticamente já não existia, no entanto as queimaduras se curaram quase instantaneamente.

-Quase me deixou nua! Você não tem vergonha, não? –Hermione fala ao perceber os danos da roupa, sua face parecia levemente corada.

-Pare de jogar, eu sei que você não é Hermione, posso ver em seus olhos. E vou fazer você pagar por tentar manchar a honra dela. –Harry fala friamente, seus olhos clareando um pouco, assim como a pele, na boca duas presas eram visíveis.

-Se é assim que você quer brincar. –Hermione fala com um sorrisinho de canto, antes de seu corpo começar a ser coberto por pelos castanhos avermelhados, seu rosto começava a se alongar em forma de focinho e sua envergadura aumentava deixando-a maior que ele.

Um uivo potente revelou a forma bestial de Hermione e aquilo fez Harry estremecer levemente, mesmo que soubesse que aquela não era sua Hermione, não imaginava que a forma Lycan dela seria tão assustadora, ela era muito mais intimidadora que qualquer lobisomem que já vira. Com uma só “passada” Hermione cruzou a sala e se lançou sobre Harry, mas as asas negras saíram das costas dele e os ossos perfuraram a loba nos peitos, mantendo-a longe o suficiente para as garras não alcançarem o vampiro.

-Eu não sou um lobisomem! –a voz grave e bestial surpreendeu Harry e não o deixou reagir, quando a Lycan pegou os ossos que a perfuravam e os jogaram para cima, arremessando Harry longe.

O moreno não se deixou abater e girou no ar, tomando impulso na parede e atingindo a Lycan com um soco no focinho, logo depois a perna esquerda atingiu o abdômen da fera, que deu um passo para trás, então as duas mãos fechadas bateram de cima para baixo no focinho, fazendo a Lycan recuar e ter um acesso de espirros. Harry estava parado, sentia suas mãos e perna latejando.

-Espirrar, isso é o máximo que consegue fazer comigo? –Hermione fala com escárnio, ver aquela besta rindo era mais horrendo que vê-la furiosa.

Harry percebeu que sua força não se comparava a dela, teria que lutar de outra forma, nada de combate físico ou magia, porque certamente todos os feitiços bateriam em sua pele e voltariam ou se dissipariam. Hermione não deu tempo para ele se recuperar, começou uma sessão de ataques que visavam perfurar o corpo dele com suas garras, ou arrancar sua cabeça se ele abaixasse a guarda. Porém Harry era mais rápido e ágil, conseguia se esquivar até com certa facilidade.

-Pare de fugir, onde está sua coragem, grifinório? –a Lycan urrou impaciente, não agüentava aquele jogo de gato e rato.

Vendo que realmente não poderia fugir para sempre, Harry saltou forte e ficou de pé no teto, como se aquele fosse o chão. Ainda era estranho sentir aquilo, ainda tinha a sensação de que cairia a qualquer instante. Deixando estas sensações de lado, curvou seu pescoço para frente e sua mão alcançou um volume em suas costas, perfurou a pele e puxou algo que se revelou a espada de cristal que Harry encontrara em Azkaban.

A Lycan encontrou Harry acima e um pouco atrás de si, mas quando foi atacar sacudiu a cabeça ao ver vários Harry’s descerem e saltarem para seus lados. Em poucos segundos, dez vampiros portando uma espada de cristal cercaram a Lycan, que tentava encontrar pelo cheiro o verdadeiro, no entanto um ataque em massa começou e uma a uma as espadas foram investindo contra a besta, que bloqueava os ataques mais perigosos, estando ao final com uma espada cravada em cada mão, duas nos braços, e as outras pelo corpo. Um urro furioso veio e a Lycan ignorando aqueles “arranhões” avançou contra as imagens lançando uma a um os vampiros, sem notar uma movimentação rápida que veio de cima. O verdadeiro Harry, que comandara aquelas ilusões e via a Lycan atingir o vazio, saltara do teto com a espada e aproveitara um ataque forte que atingiu a parede e prendeu a mão da Lycan, para fazer a lâmina separar a cabeça do corpo da fera, que se manteve em pé enquanto a cabeça rolava alguns metros para o lado.

***

Hermione chegou a uma porta similar a que Harry havia chegado, ao adentrar observou o local amplo e vazio até ver Harry caído no chão. Correu até o moreno aflita e o virou para ver a extensão dos danos, encontrando uma grande perfuração na lateral esquerda do abdômen.

-Se afaste de mim! –Harry vocifera se afastando cambaleante.

-Como assim, deixa eu te ajudar...

-Se quisesse me ajudar tinha vindo quando eu te chamei! –o tom dele era raivoso, os olhos pareciam opacos, sem vida.

-Me chamou? Mas eu não ouvi nada. –Hermione argumenta tentando lembrar-se de ter ouvido algo, mas estava tão zonza e desorientada, que talvez não houvesse escutado.

-Muito conveniente dizer isso, mas eu não me importo, já vi que você não dá a mínima pra mim! –a voz era tão fria, que mesmo dita em tom baixo, parecia uma acusação a plenos pulmões.

-Isso não é verdade! Eu jamais te deixaria sozinho, você sabe o quanto é importante pra mim...

-Importante? Se eu fosse importante você não teria me jogado fora como lixo, como um brinquedo que perdeu a graça! –a acusação foi feita cheia de mágoa e atingiu Hermione como uma punhalada no peito.

-Harry, eu jamais quis que você pensasse isso, eu me importo com você, me preocupo com...

-Corta esse papo! Eu já não ligo mais, eu sou um vampiro, não preciso de emoções humanas que só fragilizam as pessoas. Ontem à noite eu enterrei meu coração, assim como enterrei você. –as palavras foram duras, mas breves. Sem dispensar um último olhar a ela, Harry se virou para caminhar na direção da porta pela qual ela havia entrado.

-Harry, por favor, me escuta. –Hermione pediu e tentou segurar o braço dele, que com um movimento brusco, a atirou contra a parede.

-Nunca mais toque em mim ou me dirija à palavra. –Harry fala em um tom claro de ameaça e volta a caminhar.

-Eu não vou desistir, eu nunca vou desistir de você! –Hermione se levanta e tenta bloquear o caminho, ajoelhando-se diante dele. –Me perdoa, vamos conversar...

Harry a chutou como se fosse um cachorro sarnento, fazendo-a voar e bater contra a parede que rachou até o teto. Hermione sentiu seu corpo doer, mas sabia que não havia sofrido lesões graves fisicamente, já seu coração havia se despedaçado e sua alma agonizava. Viu pela poeira o olhar frio e maligno que Harry sustentava. Agora as palavras dele faziam sentido, havia abdicado de suas emoções para se tornar um Lorde Vampiro, alguém tão frio e mau quanto Voldemort, e a culpa por tudo isto era apenas dela.

A poeira subiu cobrindo a visão de Harry e do meio da poeira se ergueu Hermione seus olhos castanhos estavam mais claros como vidro, ela via e sentia todo seu corpo pulsar, aquele não era ele, não podia ser o seu Harry, não deixaria sua alma se tornar aquilo que mais odeia. Gritou com força, não hesitaria, se seu amigo tivesse realmente se tornado aquilo, faria um favor ao antigo Harry e não deixaria ele se tornar tão cruel quanto Voldemort.

A nuvem abaixou a revelando, não demorou muito e Harry vinha em sua direção com o punho fechado, um assomo de ódio passou pelo seu corpo e Hermione também fechou o punho. Os punhos se encontraram, tudo ao redor pareceu tremer, ondas de energia emanavam por entre os punhos, havia fúria nos dois pares de olhos. Ela não esperou o moreno sair de perto, com um grito seu braço esquerdo se alongou de tal forma e ficou exatamente igual ao da sua transformação e com isso ela o agarrou pela cabeça e o jogou para esquerda com força, o fazendo cair no chão, imóvel, o sangue escorria rapidamente.

Não acreditou que pudessem ter chegado aquilo, como ele podia atacá-la com tanta ferocidade depois de tudo que dissera, de tudo que viveram. Pensou que tinha vencido, seu braço voltara ao normal não se importara com a roupa rasgada que logo voltou ao normal. Ela ouve uma risada baixa e fria, e se volta com espanto para onde Harry estava e o viu se levantar, estava sem metade do rosto, o branco do osso estava amostra e rapidamente os ferimentos foram se curando.

-Porque você quer lutar? Os anos de amizade e tudo o mais que vivemos não significam mais nada para você? –pergunta sem entender aquela atitude dele.

-Agora que não preciso mais das suas anotações e que você não quer ser minha, você se tornou uma presença desnecessária. –o tom foi frio e formal, os olhos brilhavam em malícia e o sorriso era desafiador.

Aquele olhar não poderia ser de Harry, mesmo depois dessa transformação em vampiro, ele jamais poderia sentir prazer em matar e por mais raiva que estivesse sentindo, ele não iria desprezar tudo o que viveram e isso a fez pensar que era um golpe, algum tipo de ilusão, mesmo sendo difícil, decidiu se agarrar a isso e lutar.

Antes mesmo de terminar de se curar, Harry criou grandes asas em suas costas e alçara vôo, o teto alto facilitou a locomoção dele assim como as paredes largas. Ele veio em sua direção, então resolveu se abaixar rapidamente, mas não fora rápida o suficiente e sentira o impacto em seu peito, não caíra, mas fora arrastada para trás, olhou mais uma vez para o alto e ele ainda estava lá.

Aproveitou a distância para se transformar, seu corpo começou a aumentar, suas roupas rasgaram e em questão de segundos lá estava um enorme Lycan de pelos castanhos avermelhados, a transformação não era mais dolorosa o que lhe provocou alívio, então ouviu o farfalhar das asas e Harry veio mais uma vez em sua direção com grande velocidade. Ficou parada por algum tempo, tinha de se movimentar no tempo certo, ficou sobre as quatro patas, a distância diminuiu muito e, quando faltavam apenas trinta centímetros, ela saltou e caiu em pé, nas costas do vampiro, que tentou se debater para derrubá-la, mas Hermione esperava por isso e cravou suas garras nas costas dele, o que rendeu um grunhido de dor. Depois de se estabilizar pegara as asas dele com suas enormes mãos com garras, o fazendo parar no ar por um segundo e no outro ela as puxa com força, as arrancando, o sangue espirrou em seu pêlo e um sangue negro e mal cheiroso saiu do corpo de Harry, que caíra no chão com ela ainda por cima o que aumentou o impacto.

Hermione ainda em sua forma Lycan, fechou seus enormes punhos e ia golpear Harry, quando este pôs a mão em seu peito, uma luz alaranjada saiu por entre os dedos dele antes de ela ser arremessada para trás, caindo sobre as quatro patas, balançou a cabeça atordoada e quando voltou a olhar para frente, o moreno não estava lá, ficou quieta por alguns segundos e então olhou para o teto, lá estava ele pendurado de ponta cabeça, os olhos verdes opacos demonstravam uma satisfação sombria e demoníaca. Olhou para o chão de pedras negras e grandes, cravou as garras numa delas e com uma facilidade assustadora a arrancara do chão e atirou em direção ao rapaz, este ergueu a mão e a pedra simplesmente parou a sua frente, cobrindo a visão da oponente.

-Primeiro erro. -Falou Hermione ainda em sua forma Lycan, logo atrás do moreno, este ficou surpreso e a olhou as garras dela, estavam cravadas no teto, ela se soltou rapidamente e pareceu flutuar por alguns segundos antes de abraçá-lo, prendendo os seus braços e ambos foram mais uma vez de encontro ao chão, mas antes de tocá-lo, Harry sorrira e simplesmente desaparecera e reaparecerá em cima das costas da Lycan, em sua mão esquerda uma bola de fogo do tamanho de uma goles.

Foi rápido, nem mesmo Hermione soubera como conseguira, estava a apenas vinte centímetros do chão quando simplesmente ela desapareceu, desequilibrando o rapaz que se vira sem nada para se apoiar e caíra no chão curvando levemente os joelhos, a esfera de fogo ainda brilhava em sua mão esquerda, então Hermione reapareceu a sua direita, atentou acertá-la com a bola de fogo, mas esta simplesmente colocou uma mão na frente e não fizera efeito nenhum, em seguida, com as garras da mão direita, ela atravessou o peito do rapaz sem nem ao menos hesitar, suas enormes mãos apareceram do outro lado segurando o que parecia ser o coração.

Era um músculo negro e viscoso que pulsava por entre seus enormes dedos, olhou para Harry e o viu estático seu sorrisinho que havia permanecido desde o início da luta desaparecera, seus olhos encaravam o vazio, aquele realmente não era o seu Harry, então sem remorso esmagou o coração e tirou as garras do peito dele, em seguida girou em torno de si antes de fazer suas garras decapitarem o moreno, que começou a cair para trás e quando tocou o chão se estilhaçou feito vidro. Hermione voltou a sua forma humana, caindo de joelhos, mesmo não tendo demonstrado piedade ela sofrera com aquilo tudo.


N/A: Oi, cap especial de aniversário para a Yasmin, ela escreve uma fic comigo e faz niver hoje, Parabéns!

N/A²: Nesse cap um pouquinho de luta e demonstração de habilidades, além de uma noção de como ta o clima entre Harry e Hermione, espero que vocês estejam mais tranquilos em relação a eles.

N/A³: Eles não são irmãos biológicos, mas há uma ligação especial e fraternal mantida pelo feitiço de Mérlim.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2021
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.