FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

3. Preparativos


Fic: Desencontros


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Capítulo 3 – Preparativos

Com o passar dos dias Harry percebeu que o lago que havia descoberto era de fato visitado com freqüência por outras pessoas e, graças a Deus, eram seus novos amigos. Passavam a manhã de sábado conversando e se divertindo enquanto se refrescavam nas águas calmas do lago, e quando Hermione e as outras garotas por algum motivo não estavam por perto, ele e os outros aproveitavam para nadar a vontade.

Era incrível o jeito que a amizade entre Harry e Ron se intensificou. De inimigos declarados passaram a amigos inseparáveis. Faziam os trabalhos juntos, andavam juntos, se divertiam juntos e só não sentavam juntos durante as aulas porque num acordo não declarado, Ron continuou a se sentar ao lado de Mione enquanto Harry passara a se sentar imediatamente atrás junto com Neville, o que não os deixava de forma nenhuma separados.

Harry fora devidamente apresentado aos outros membros da família Weasley e era na casa deles que passava praticamente todos os finais de semana desde então. Lá ele, Ron e seus irmãos gêmeos Fred e George, eram sempre vistos jogando futebol, pescando e até mesmo realizando algumas tarefas da casa. E havia Ginny. Com o maior convívio entre ele e os Weasley, Harry começou a se sentir “estranho” perto da ruiva. Do mesmo jeito que desejava poder estar ao lado dela e conversar como fizeram ao se conhecerem, Harry se sentia incomodado ao ficar perto dela. Era só avistar a longa cabeleira vermelha que ficava tenso, seu raciocínio se tornava ilógico e isso bastava para irritá-lo. Mas quando ele não a via ficava procurando-a com os olhos. Como no dia que Ron lhe levara para conhecer a casa da árvore.

A casa da árvore era uma pequena construção que o senhor Weasley havia feito. Toda de madeira, com uma escada de ripas pregadas ao tronco, um pequeno alçapão que levava para o seu interior e uma janela que proporcionava uma magnífica vista do lago, que Harry percebeu, ficava logo em frente. Assim que sua cabeça surgiu pelo alçapão aberto por Ron que subira antes dele, não precisou vê-la para saber de sua presença. Não precisaria nem mesmo ter escutado o amigo mandando-a sair e nem a resposta malcriada com a qual ela revidou. O perfume floral típico da garota o havia avisado de sua presença antes.

Lá estava ela num canto, sacudindo um caderninho preto na frente de Ron, dizendo que também era direito dela estar ali e que havia chegado primeiro. O rosto vermelho e a expressão determinada só faziam com que ele ficasse meio hipnotizado. Por que ela não escrevia na mesa de casa como todo mundo? Afinal pelo lápis que a acompanhava era óbvio que era isso que ela fazia com aquele caderno. Por que ela apenas não ia para outro lugar e deixava que eles jogassem cartas como haviam planejado? E por que diabos ela ficava tão bem naquele vestido florido? Viram!? Mais um pensamento ilógico! Isso já estava ficando um pouco constante e era isso que o irritava.

Só percebeu que a casa estava em silêncio quando se deparou com os dois irmãos olhando-o atentamente, se dando conta então de que ainda não tinha entrado completamente e seu corpo impedia a saída de Ginny. Subiu ligeiro e olhou em direção a ela em tempo de receber de volta um olhar fulminante. Foi até a janela com a intenção de ver se a vista dali era realmente tudo o que Ron havia falado. Seus olhos acompanharam Ginny, depois que esta acabou de descer, parando para observar o momento em que ela apanhou algumas pedrinhas e lançou-as sobre a superfície calma do lago, fazendo-a vibrar, do mesmo modo que fizera quando haviam se conhecido. Só tocou novamente os pés na terra quando ouviu a voz do amigo ao seu lado.

- Eu não te falei que a vista daqui era fantástica?

- Com certeza. – Harry respondeu, mesmo sabendo que seu amigo se referia às montanhas ao longe e ao bosque que rodeava o lago e não à garota a quem ele admirava.

-----~~---

Junho chegou como uma tormenta. Todos os professores pareciam ter sido afetados por alguma misteriosa doença masoquista e encheram todos os alunos de provas, testes, argüições e trabalhos. O final do ano letivo só não estava sendo insuportável para Harry pelos olhares de frustração que Dudley lhe lançava quando percebia que suas notas eram maiores que a dele e também por causa da ajuda de seus amigos que tentavam fazer com que sua mente não fugisse para Londres a todo instante.

O fato era que sua mãe havia lhe escrito novamente, mas não relatara detalhadamente os acontecimentos e as notícias que escutava nas transmissões do rádio o deixava ainda mais angustiado. Os nazistas estavam bombardeando os portos ingleses com freqüência, fazendo estragos cada vez maiores e ao que tudo indicava, arrasar Londres seria o próximo passo dos alemães. Com isso Harry via cada vez mais distante seu desejo de que pudesse voltar em breve para junto de seus pais, o que significava permanecer em Bourghill ainda mais tempo.

Como uma medida para aliviar um pouco a tensão que inevitavelmente todos sentiam, o pastor Dumbledore teve a idéia de realizar uma quermesse, para teoricamente comemorar a chegada do verão, logo após o fim das aulas, na primeira semana de julho. Isso claramente não os fez esquecer da guerra, contudo era algo para se distrair.

Os moradores da cidade se desdobravam para esconder o quanto estavam animados com a perspectiva de algo diferente acontecendo, pois com a nação em guerra poderiam ser mal interpretados, mas estavam falhando miseravelmente em dissimular suas feições alegres e os cumprimentos mais amáveis e freqüentes.

Todos pareciam empenhados em fazer da festa da igreja um sucesso, o que resultava em vários benefícios para Harry. Como seu tio fazia parte do conselho da cidade, suas tarefas aumentaram, portanto ele, ao menos temporariamente, não tinha mais tempo de prestar tanta atenção em Harry. Além do fato de não ter mais o tio o olhando com desdém Harry tinha mais um grande motivo de estar adorando a idéia da quermesse. Com o aumento de trabalho de seu tio, acabara sendo sua tia quem lera a última carta de sua mãe e como Petúnia também fazia parte do comitê de organização, não hesitou em repassar para ele todo dinheiro que Lilly havia enviado na última carta.

Também havia, é claro, o lado irritante da coisa que indubitavelmente eram os olhares e sorrisinhos das garotas, e entre elas estavam também incluídas Hermione e Ginny. Elas acreditavam que era dever dos rapazes convidarem-nas para que os acompanhassem ao baile que haveria durante a quermesse. Que diabos! Se elas iam todos os domingos à igreja com seus pais, por que desta vez tinha que ser diferente só por conta de um grupo tocando algumas musicas, ele ainda não conseguia compreender.

Essa aparente divergência de opiniões ocasionou mais uma das constantes brigas entre Ron e Hermione e com isso Ginny também passara a tratar Harry de um jeito frio, provavelmente por ser amiga da morena, apesar dele ainda não entender onde ele, Harry, se encaixava na história.

- Eu ainda não sei qual é o problema, Hermione. – O ruivo falou ao sentarem próximos ao coreto na entrada da cidade, um dos locais preferidos dos jovens.

- Francamente, grande novidade. O dia que você souber qual é exatamente o problema eu me torno a rainha da Inglaterra.

- Ahm? – Bom, certo ele admitia, não havia entendido o motivo dessa reação tão exagerada.

- Ronald Weasley você é realmente um... um... um legume insensível!

- Ei, você é que está chateada por não ter sido convidada para ir a um lugar que você vai sozinha toda semana, e eu que sou um legume?

- Gr.... – Hermione não tinha palavras para revidar. Sua única vontade era definitivamente, afogar Ron no rio.

- Vem, Hermione. Eles são tapados demais para entender o que está bem na cara deles de qualquer forma.

Ginny puxou a morena pela mão e juntas foram passear pela rua principal, deixando os rapazes ainda sentados e sem entender nada. Harry olhou para Ron e viu no rosto do amigo a mesma incompreensão que devia estar estampada no seu próprio. A única certeza que tinham era que se ainda estivessem em aula, Hermione passaria a se sentar com qualquer um menos com eles.

---~~~---

Depois de quase uma semana sendo tratado friamente por Hermione, Ron decidiu fazer o que ela queria e convidá-la para ir ao baile da quermesse. Ele e Harry estavam sentados na cozinha da casa dos Weasley, saboreando um belo bolo que a mãe do ruivo preparara para o lanche, antes de irem colher frutas para que ela fizesse as geléias que iria vender na festa.

- Então é isso. Eu não quero que ela fique chateada por uma coisa tão simples. Além do mais não vai ser nenhum tipo de encontro realmente, não é?

- Acho que não... – Respondeu Harry com um levantar de ombros.

- Pois então. Nós estaremos no mesmo lugar e no mesmo dia de qualquer forma. Desse jeito eu evito que ela fique frustrada por ninguém ter feito o que ela esperava.

- Vocês são mesmo uns idiotas! – A mais nova dos Weasley entrou na cozinha a tempo de ouvir a conversa do irmão.

- Ginevra! – A senhora Weasley repreendeu sua filha que mesmo assim não desfez a cara irritada.

- Você só está falando assim porque não foi convidada. – Continuou Ron com desdém.

- Só pra sua informação, irmãozinho, Dean Thomas me convidou domingo passado depois da missa.

- Como?! – Harry exclamou praticamente engasgando com um pedaço de bolo.

- Do mesmo jeito que Seamus convidou a Lavander e Neville...

- Neville convidou alguém? – Ron interrompeu incrédulo.

- Sabe, eu não vou gastar meu tempo com vocês. Mãe, já fiz o que a senhora pediu, qualquer coisa estarei no meu quarto ajeitando o meu vestido.

- Você acha que ela foi realmente convidada? – perguntou Ron num sussurro audível para o amigo.

Mas Harry não respondeu. Sua mente estava bastante ocupada no momento tentando descobrir o motivo pelo qual havia esmigalhado todo o pedaço de bolo que estava em seu prato, sem perceber. A resposta de Ron quem deu foi a sua mãe.

- Claro que foi. O menino Thomas convidou-a na minha frente. Ele realmente é muito educado...

Harry agradeceu mentalmente o fato de não ter sido chamado a se pronunciar, pois seus pensamentos haviam fugido. Terminou de engolir os farelos do bolo e seguiu Ron para ajudá-lo na tarefa que fora incumbido. Quando já haviam colhido duas grandes bacias de amoras, esperou o amigo se arrumar e juntos voltaram para a cidade pelo atalho que passava por trás da igreja. Ao chegarem na rua Bingley, Harry se despediu e voltou para a casa dos tios, enquanto Rony seguiu decidido para a casa de Hermione.


----~~~----

Hermione tinha decidido parar um pouco a leitura que fazia de um de seus romances preferidos. Talvez fosse agradável passear um pouco pela cidade e ver se algo de novo tinha acontecido. Hummm, um sorvete também parecia algo bastante agradável... E quem sabe encontraria Ron e poderia lhe contar... NÃO! Decididamente não iria contar nada para aquele tapado. Mas ela até conseguia imaginar aqueles olhos azuis brilhando ao saber que teriam uma banda tocando swing no baile. Não era nenhuma Big-band, obviamente, apenas alguns músicos de uma cidade vizinha, mas ao menos tocariam jazz e não apenas valsa e polca como no último baile que havia ido.

Quando já estava descendo as escadas, Hermione ouviu batidas na porta da frente. Rapidamente avisou à sua mãe que já saia da cozinha para atender, que ela mesma abriria.

- Já vai! – Falou ao notar a insistência das batidas.

- Er... Olá Hermione. – Disse Ron levemente constrangido.

- Oh! Ron... oi. – Um leve sorriso ameaçou se formar em seu rosto, mas ela rapidamente se lembrou que ainda estavam brigados, então continuou fria. – O que você quer?

- Eu po-posso entrar?

Hermione fez um gesto com a mão impedindo-o e completou.

- Eu ia dar uma volta. Você, bem... quer vir comigo?

- Claro. – Sentiu um calorzinho aquecer suas entranhas ao responder.

- Espere só um minuto.

Ron observou-a rumar para dentro de casa, provavelmente para avisar sua mãe que iriam sair. Esperou que ela fechasse a porta atrás de si, e começaram a andar rumo ao centro da cidade com passos lentos, um ao lado do outro.

- Você vai me dizer agora o que veio fazer aqui? – Hermione perguntou, esperando que sua voz tivesse saído firme ao invés de ansiosa,

- Eu... bem... – Ron tinha a face corada e completou num fio de voz – Eu vim convidar você para o baile.

- O que? – A garota achava que não tinha escutado direito.

- Eu vim te convidar para o baile da quermesse. – O ruivo repetiu, num tom mais alto.

- Você veio me convidar. – Hermione repetiu como fazia para entender uma fórmula muito difícil de matemática.

- É. – Definitivamente ele não havia esperado uma reação dessas.

- E onde foi parar todo aquele papo de que era tolice chamar alguém?

- Bom é que... é uma coisa tão simples, não é? E não me custava nada te chamar, então...

- Deixa eu ver se entendi. – Começou Hermione, parando abruptamente no meio da rua Gardiner. – Você está me fazendo uma espécie de favor?

- É... quer dizer não! – As orelhas de Ron tinham agora atingido uma cor próxima ao púrpura. – É que eu não queria que você ficasse chateada por uma coisa tão simples.

- Você... você... Francamente! - Concluiu ultrajada.

- O que houve? Não era isso que você queria, ser convidada para o maldito baile? – Explodiu Ron em seguida.

- Só para seu conhecimento eu já fui convidada, seu... seu... argh!

- Ahm? Como assim já foi convidada?

- Sendo. E posso afirmar que Neville foi muito mais habilidoso que você.

Hermione respondeu e deu as costas para Ron, rumando de volta pra casa, tinha perdido toda a vontade de passear. Talvez Sheakspeare a animasse um pouco, mas antes que desse mais do que dois passos sentiu a mão grande de Ron segurando seu braço.

- O Neville te convidou?

- Me solta! – Conseguiu desvencilhar seu braço da mão do ruivo e disse. – Foi, qual o problema? Ou você achava que todos os garotos fossem como você?

- Não. É que... – Ron agora falava derrotado. – Você aceitou?

- Isso é óbvio, já que disse que vou com ele.

- Mas e... e eu?

Hermione olhou o garoto a sua frente. Ele parecia abandonado, e o brilho nos olhos cor de cobalto, que havia permanecido durante toda conversa tinha se extinguido. Sentindo um aperto em seu peito, respondeu com a voz sem mais nenhum traço de raiva, apenas decepção.

- Você foi a primeira pessoa com quem comentei que queria ser convidada...

---~~~---

As intensas blitz que os alemães infligiram Londres no início de julho fez com que a alegria que os moradores de Bourghill demonstravam passasse de real a forçada. Todos se empenhavam para que a quermesse ficasse perfeita o suficiente para que se esquecessem do perigo da guerra ao menos por algumas horas.

Harry aproveitou seu tempo livre para ajudar os Weasley. Não que sua tia não precisasse de ajuda no comitê responsável pela ornamentação da festa, mas simplesmente por que ela não acreditava que Harry fosse capaz de fazê-lo adequadamente. Já acostumado com a rotina imposta pela tia para ele durante as férias (ou você acha que vai ficar à toa às nossas custas?), Harry acordava cedo, arrumava seu quarto, limpava o banheiro, ou o quintal, dependendo do humor de sua tia no dia, e rumava para a casa de Ron de onde só voltava normalmente na hora do jantar.

Na Toca, que era como os Weasley chamavam a própria casa, Harry se sentia feliz. Não tão feliz como se estivesse com seus pais, certamente, mas era o mais próximo do mesmo tipo de felicidade. Lá ele se sentia útil e não usado e com prazer ajudava Ron e seus irmãos nas tarefas, que com a quermesse haviam aumentado consideravelmente.

A senhora Weasley era uma excelente cozinheira, daquelas que qualquer coisa que fizesse, mesmo as mais simples, se tornava um verdadeiro manjar dos deuses. Harry sentia a boca aguar cada vez que lembrava dos bolos, doces e geléias que ela estava preparando para vender na quermesse.

Quase martelou o próprio dedo ao se distrair com o perfume de Ginny que se aproximava com copos de uma refrescante limonada para ele e Ron, que haviam perdido uma aposta com os gêmeos e agora tinham que montar sozinhos a barraca que os Weasley usariam na festa. Mas algo no grande sorriso que ela exibia chamou a atenção de Harry que percebera que este vinha aumentando gradativamente de tamanho desde o início da semana.

- O que foi? – Perguntou sem conseguir conter as palavras dentro de sua boca.

- O que foi o que? – Ela respondeu enquanto via-o pegar o copo de cima da bandeja.

- Por que você está tão feliz? – Definitivamente tinha algo errado com ele, pois não estava conseguindo segurar sua língua, concluiu ao vê-la endurecer o olhar enquanto suas orelhas ficavam rubras.

- Minha felicidade te incomoda?

- Não é só que... fiquei curioso. Você, fica muito.... bem... bonita sorrindo assim. – Oh puxa, por que ele não abria logo um buraco e se enfiava dentro?

- Ah! Hum... Obrigada. É que Bill e Charlie chegam hoje para a festa.

Os irmãos mais velhos de Ron e Ginny, Bill e Charlie, trabalhavam em minas de carvão numa cidade mais ao norte e por isso vinham poucas vezes visitar os pais, de modo que Harry só os conhecia de nome, mas pelo que tinha ouvido falar eles deveriam ser tão legais quanto o restante dos Weasley.

Harry bebeu a limonada em um só gole e devolveu o copo para a garota com um sorriso incerto. E ao vê-la voltar para perto de Ron para pegar o copo vazio, pensamentos vagos de como esperava que aquele sorriso fosse na verdade porque Dean Thomas teria caído gravemente doente e não poderia mais leva-la à festa inundaram-lhe a mente. O lado racional dele sabia que se isso realmente tivesse acontecido a ruiva com certeza estaria chateada e não radiante, e ele também já que o outro garoto era seu colega. Ou ele estaria feliz? Perguntou-lhe uma vozinha divertida dentro de seu cérebro. Bom o fato era que tanto ele quanto Ron não tinham convidado ninguém e desde que soubera que Hermione havia sido convidada por Neville, o amigo não tocou mais no assunto.

Realmente ele não queria convidar ninguém, ou queria? Não ele NUNCA havia sequer cogitado a hipótese de convidar ninguém... OUCH!!! Dessa vez acertara em cheio o dedo em vez do prego que segurava.

---~~~---

Ron agradeceu a sua irmã pelo copo de limonada e vendo-a se aproximar de Harry para oferecer-lhe a bebida não pode evitar pensar que as meninas eram seres realmente muito complicados. Uma hora querem ser tratadas como iguais, outra hora querem toda a atenção disponível e logo em seguida não quer que sequer fiquemos perto.

Ginny por exemplo, sempre quis ser tratado com igualdade pelos irmãos, subia em árvores, nadava no rio, até jogava bola junto com ele e os gêmeos, mas de uma hora pra outra parecia um insulto convida-la para algo do tipo. Na tarde anterior quando a chamou para empinar pipa junto com ele e Harry ela só faltou explodir e não quis mais falar com ele durante todo o resto do dia. E agora estava ali com um grande sorriso lhe oferecendo limonada.

E Hermione? Primeiro brigaram porque ele achava tolice convidar alguém pro baile. Depois brigaram porque quando ele resolveu convidá-la outro já tinha feito. Por que será que Neville tinha convidado Hermione para começo de conversa? Ele nunca havia percebido nenhum tipo de interesse mais específico do amigo pela garota. Sabia que os pais de Hermione e os de Neville eram amigos, ainda mais quando tanto o Sr. Longbotton quanto o Sr. Granger faziam parte do conselho administrativo da cidade, mas será que havia mais alguma coisa por trás disso? Será que ele havia sido tão cego assim por todos esses anos? Ou apenas Neville tinha decidido fazer por Hermione o mesmo que ele? Porque Neville era amigo de Hermione do mesmo jeito que ele, não era? Se ele, Ronald Weasley, que era somente amigo de Hermione, iria convidá-la só para que ela não ficasse triste, Neville devia estar fazendo o mesmo, ou não? É Neville estava somente ajudando Hermione e ele tinha era que agradecê-lo na primeira oportunidade, isso sim.

Pelo menos ele não precisava mais se preocupar com aquilo. Ele iria sozinho e ponto final. Bom, pelo menos ele não era o único, já que Harry também não convidara ninguém. Será que Harry também havia convidado alguém e se dado mal, como ele? Não vira o amigo comentando se tinha a intenção de convidar alguém, tão imerso estava em sua indecisão de convidar Hermione. Não importava, o fato era que Harry assim como ele, também ia sozinho, o que obviamente não impedia Fred e George de implicarem com isso. Os dois poderiam se divertir muito mais sem ter que ficar presos a alguém, veriam as barracas que mais lhe agradassem e nem precisariam se preocupar em ter que parar perto daquelas que ofereciam objetos tipicamente femininos, o que fatalmente aconteceria se tivessem que acompanhar alguma garota. A única coisa ruim era que não poderiam aproveitar o baile. Ron só achou realmente essa parte ruim quando soube da banda que viria tocar jazz durante a quermesse. Enquanto ele achava que era polca ou valsa nem se importou, mas ele realmente gostava de swing...

---~~---~~

A manhã daquela sexta-feira, dia que começaria a quermesse, surgiu ensolarada e quente. E fora toda a agitação normal que aquele tipo de festividade, a cidade acordou com outra grande novidade: a chegada, no último trem do dia anterior, de uma jovem desconhecida de beleza estonteante, o que causou furor entre os homens e mulheres de Bourghill, por motivos diferentes, é claro.

- Ela deve ser uma daquelas... daquele tipo de mulher! – Exclamou a Sra. Dursley enquanto cortava um grande pedaço de bolo para o marido.

- Ora Petúnia, deve ser só mais uma pessoa que veio conhecer a cidade.

- Com aquele cabelo? Aquilo deve ser para conseguir enfeitiçar os homens! – Continuou indignada.

Inacreditavelmente Dudley virou-se para Harry e sem nenhum traço de hostilidade (apenas curiosidade), perguntou somente movimentando os lábios, se o primo sabia de quem eles estavam falando. Harry apenas negou com um movimento de cabeça, continuando a ouvir os impropérios que sua tia falava sobre a recém chegada.

- É muita coincidência ela chegar justo antes da festa da cidade. – Colocou a jarra com leite sobre a mesa com força. – Ela veio aproveitar que a cidade estará cheia para tentar desgraçar algumas pessoas. Aqueles cabelos! É tão óbvio.

- O que tem de diferente no cabelo dessa mulher? – Perguntou Dudley não contendo mais sua curiosidade.

- Está vendo, Vernon! Ela já está agindo, eu não falei que ela veio enfeitiçar os homens! Ah meu pobre filhinho. – A Sra. Dursley parecia prestes a iniciar um choro compulsivo quando seu marido a interrompeu, alisando os grandes bigodes.

- Cale-se Petúnia. Você deveria preparar para si um grande copo de suco de maracujá. – A sugestão soava como uma ordem. – A organização da quermesse está deixando você muito nervosa.

- Mas Vernon...

- Eu vou fazer o seguinte. Eu vou sair agora e tentar saber quem é essa moça e o que veio fazer aqui. Se eu ao menos suspeitar que você tenha razão eu mesmo a coloco no trem de volta de onde ela tenha saído.

- Mas...

- Sem mas. Você precisa estar inteira para hoje à noite. Você será a mulher mais bonita da festa eu não tenho dúvidas, agora faça o que eu falei.

- Oh, certo. – Petúnia Dursley se levantou, parcialmente convencida pelos elogios do marido, e já estava chegando na porta da cozinha quando girou nos calcanhares e virou-se novamente para a mesa completou apontando para Harry e Dudley. – Vocês dois não se atrevam a chegar perto dessa... mulher.

Harry apenas ergueu a sobrancelha, incrédulo por ter sido incluído nas preocupações da tia, e percebeu que seu primo parecia tão perdido quanto ele. Os dois rapazes se olharam antes de concordarem com a ordem dada por ela. Mas eles sabiam, mesmo que normalmente não se dessem bem, que a curiosidade devia estar correndo na veia dos dois e que provavelmente a primeira coisa que fariam era tentar descobrir quem era a tal mulher misteriosa e o que tinha de diferente o cabelo dela.



------~~~~~~---

N/B: Obaaaa tem festa! Alguém tinha alguma dúvida de que Harry e Ron iriam sozinhos? rs Eu n tinha! Eles são bem lentos as vezes... E ainda se sentem no direito de ficarem com ciúmes quando descobrem que as meninas já foram convidadas. Humpf! Garotos! rsrs Pri, amei o cap...cada vez melhor, e muito gostoso de ler! Não vejo a hora da quermesse. Será que Ron e Harry vão ficar só olhando a dança ou vão arrumar alguma para dançar? E quem será essa mulher misteriosa...pq falam tanto do cabelo dela??? Não querendo ser chata, mas EU SEI QUEM É!!!!!!!!! Hahahaha Ó, se n tiver ninguém para dançar com um dos garoto, to livre hein! Rsrs Beijos amiga. Amo-te...To chegando!!!!
N/A: Oi povo!!!! Eu sei... foram mais do que os 15 dias que eu falei antes, mas pelo menos não foi tanto assim né? O capítulo não ficou muito grande, mas é porque em seguida vem a quermesse e eu queria um capítulo todinho só pra ela. Coisas vão acontecer, pessoas vão aparecer, e quem será que é a “jovem misteriosa” ??? Obrigada a todos que tem lido e comentem. Digam suas opiniões pra eu saber como a fic está andando ok? Um grande beijo nas minhas betas Paty e Pam (agora nem a distância separa!!!!) BJKS DA PRI

Bernardo Cardoso Silva: Querido, você é que é supimpa!! Hahaha. E ai? o que está achando, meu consultor? Beijos.

Alessandra Amorim: Nossa, fiquei nas nuvens com seu comentário. Que bom que eu consegui prender sua atenção, isso é a glória pra qualquer autor. Não esqueça de me dizer o que você achou desse, ok. Bjks.

Mayana Sodre: Obrigada pelos elogios. Harry e Gina é tudo de bom, não é mesmo? Espero que você tenha gostado desse também. Bjks.

Pamela Black: Amore, obrigada por tudo. Não vejo a hora de quinta chegar e a gente poder reunir as 3Ps. O Rio nunca mais será o mesmo! Hahaha. Te amo, beijos.

Naty L. Potter: Obrigada querida. Atualizei e também dei uma passada na sua e to louca de curiosidade por mais. Bjks.

Lady Eldar: Querida,que bom ter você por aqui também! Espero que você goste do nosso Rony aqui também. Bjks.

Marcia M: Obrigada pelo apoio querida. E o Harry ainda vai subir pelas paredes pela Gina, não só em árvore, hahaha. Bjks.

Morgana Black: Também achei fofo o encontro dos dois. (ainda bem que eu não sou o Be, hihi) Obrigada e bjks.

Paty Black: MANAAAAA, eu sei que você não comentou porque estava viajando, só por isso te perdoo. Bjks te amo.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.