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8. O Retorno


Fic: Eximere Tempus


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Após receber um comunicado do diretor convocando uma reunião urgente, Lílian se dirigiu ao escritório deste, já imaginando a bronca que a aguardava. Assim que entrou se deparou com Minerva McGonagall e Severo Snape, ambos com caras de poucos amigos, enquanto Dumbledore apenas observava impassível aos três.

-Gostariam de se acomodar? –Dumbledore pergunta e aponta os lugares a frente de sua mesa, no entanto somente Lílian se senta. McGonagall preferiu ficar de pé ao lado de Fawkes e Snape recostado a uma estante, parado com uma expressão carrancuda, como se fosse uma gárgula.

-Imagino que o senhor tenha me chamado aqui, para ouvir minhas explicações sobre o que ocorreu esta tarde. –Lílian tinha um tom tranqüilo e parecia confiante de que não fizera nada de errado.

-Pois me espanta ver sua passividade diante de uma situação tão grave! –Snape praticamente rosna o comentário ácido. –Obrigou dois alunos a se enfrentarem de um modo bárbaro!

-Logo em sua primeira aula fez com que uma aluna exemplar entrasse em um conflito e ainda marcasse a fogo outro aluno! Sem mencionar o fato de ter permitido que ela recebesse uma maldição imperdoável sem nada fazer. –Minerva tinha um tom altamente reprovador, mas em seus olhos Lílian podia ver uma grande decepção, o que sem dúvida a atingia muito mais que qualquer bronca que poderia receber.

-Acalmem-se, por favor. –Dumbledore interfere de modo apaziguador. –Deixem que Lílian relate os fatos e dê as explicações que achar necessárias. –Apesar de o diretor usar um tom calmo, Minerva e Snape perceberam que ele não admitiria novas intromissões.

-Quando eu estava me apresentando à turma e dando minhas referências, ouvi Draco Malfoy se referindo a mim como sangue-ruim e planejando tornar minha vida um inferno, palavras dele. Como não admitiria ninguém usando termos como “sangue-ruim” na minha classe ou em minha presença, resolvi propor um embate direto de forças, de modo que o Sr. Malfoy pudesse perceber que os nascidos trouxas podem ser tão bons ou melhores que qualquer sangue-puro. Protegi os demais alunos e selecionei a Srta. Granger por já ter ouvido ótimas referências dela. Inclusive, assim que ela concordou em participar me perguntou as regras do combate e eu disse que a única restrição era quanto a feitiços que pudessem levar um dos dois a morte. –Snape fez menção de falar algo, mas Dumbledore fez um gesto para que se calasse. –Eu sabia que Draco Malfoy iria usar de Artes das Trevas no duelo, o que seria uma ótima chance de preparar a turma para o que podem ver de agora em diante, se os rumores sobre outro bruxo das trevas se confirmarem. E sobre eu não ter interferido quando a maldição cruciatos foi usada, bom, em princípio eu me surpreendi, não imaginei que ele seria tão ousado, mas já estava erguendo a varinha para interferir, quando vi a Srta. Granger mostrando reação, fiquei surpresa e esperei para ver o que ela havia planejado. E no final, como eu não cheguei a interromper a maldição do Sr. Malfoy, achei que seria injusto interferir no que a Srta. Granger fazia, já que ela pararia assim que o oponente reconhecesse a derrota, portanto, se Draco Malfoy foi marcado daquela forma, o único culpado é ele mesmo, que por orgulho não se rendeu antes. –O tom de Lílian era impassível, afinal tudo havia sido conduzido com o acordo dos participantes e a segurança do restante da turma foi garantida por seus feitiços.

-Está claro que a Sra. Potter não tem bom senso para diferenciar uma turma com adolescentes de quinze e dezesseis anos, de adultos em um curso preparatório de aurores! –Snape acusa mordaz.

-Realmente Lily! Não se pode deixar alunos que naturalmente são adversários, se transformarem em inimigos mortais. O que você fez hoje acirrará os ânimos entre sonserinos e grifinórios, além disso, Draco Malfoy não aceitará a derrota tão fácil, é capaz de fazer o pai nos processar! –Minerva tenta explicar a gravidade da situação, mas Lílian parece não se alterar.

-Além disso, Draco Malfoy infringiu a lei, meu dever como diretor seria não só expulsá-lo, como também entregá-lo as autoridades. –Dumbledore fala de modo sério, seu olhar demonstrava que ele esperava uma atitude da professora.

-Falarei com ambos os alunos envolvidos, creio que nenhum dos dois se negará a assinar um termo que tornará o ocorrido legal. Também assumo total responsabilidade por qualquer coisa que venha a acontecer e garanto que não irei propor outro duelo destes, apesar de reafirmar que estou aqui para preparar estes alunos para sobreviverem a uma guerra. Quanto ao clima entre grifinórios e sonserinos, talvez tenha razão, mas de agora em diante o termo “sangue-ruim” não deverá ser tão usado, assim como eu acredito que o Sr. Malfoy tenha aprendido a respeitar a Srta. Granger, duvido que ele tente algo, até porque sabe que ela é uma ótima aluna e anda sempre atenta, além de ter amigos que a ajudariam em uma situação difícil.

-Amigos? Vê-se que não conhece muito dos alunos! Draco Malfoy, assim como todo Malfoy é orgulhoso e jamais deixará que esta derrota fique impune, não admitirá ser subjugado por uma nascida trouxa, mesmo ela sendo uma sabe-tudo como a Granger...

-Eu não admito que fale dessa forma de minha aluna! –Minerva o interrompe, mas Snape parece não se importar. –No entanto sou obrigada a concordar com o que o Severo disse, Lily. Draco Malfoy é vingativo e Hermione Granger é conhecida por não ser muito popular no colégio, apesar de parecer ter se aproximado de sua filha.

-Eu sei disso tudo, Minerva. Mas o que os dois não sabem é que por algum motivo que desconheço, meu filho, Harry, está apaixonado por ela, inclusive devem se lembrar do tal beijo antes das provas práticas. Ao que parece ela não o corresponde, mas pelo que conheço, Harry não vai desistir e inclusive já está promovendo a “boa convivência” entre ela e os irmãos Weasley. Ou seja, ela agora anda para cima e para baixo com Harry e Rony, além disso, depois da demonstração que ela deu hoje, conquistou o respeito dos grifinórios e possivelmente de muitos outros, já que não é qualquer um que escapa da maldição cruciatos sozinho e desarmado.

-Pode ter razão em vários termos Lílian, e realmente espero que tenha, assim como espero que consiga os fazer assinar o documento. Agora, mesmo que eles o assinem, vou dar detenções aos dois e tirar cinqüenta pontos da Sonserina e mais vinte da Grifinória...

-Por que trinta a mais de minha casa? –Snape o interrompe completamente irritado e frustrado.

-Porque a Srta. Granger usou feitiços legais, apesar da gravidade das queimaduras. Já Malfoy usou feitiços que poderiam causar danos irrecuperáveis e ainda uma maldição imperdoável. Inclusive alerte-o de que está sob aviso, se eu souber de qualquer outro delito da parte dele, perderá o distintivo de monitor e será suspenso, podendo ser até expulso. As detenções serão designadas por mim e não tem data para terminar, mas começarão a partir do fim de semana, para que tenham tempo de se recuperar dos ferimentos.

Apesar dos protestos, que se seguiram, dos dois diretores, Dumbledore manteve-se firme em sua decisão e providenciou o documento para Lílian levar aos dois alunos. Sendo assim, Lílian deixou o escritório antes dos outros, já havia se metido em confusão demais para se envolver em disputas de casas. Ao passar em frente à biblioteca, encontrou com Hermione e sem dizer muito, pediu que a aluna a acompanhasse até seu escritório, fazendo o caminho em silêncio.

-Sente-se. – Lílian fala assim que entra na sala, mas ao invés de apontar para a mesa, apontou para um sofá que havia mais ao centro do escritório.

-Imagino que a senhora queira falar sobre o duelo de hoje. –Hermione fala um pouco receosa, pois já havia sido alertada por Melissa de que a mãe poderia querer discutir a relação dela com Harry.

-Sim. Acabo de vir do escritório do diretor, que me deu este documento. Aqui diz que você e o Sr. Malfoy estavam de acordo com os termos do duelo e que a maldição cruciatos estava, segundo as regras previamente acertadas, permitida no duelo, ou seja, isenta Draco Malfoy de qualquer representação legal. Com isso tudo eu quero dizer que preciso que os dois assinem este documento para que Draco Malfoy não seja preso por usar uma maldição imperdoável, para que a escola não seja processada por Lucius Malfoy ou por você e seus pais. Eu entenderei se não quiser assinar, afinal você não fez nada de muito grave e, portanto não tem o que temer, ao contrário de Draco que pode passar o resto da vida em Azkaban. –O tom de Lílian era impessoal, como se fosse apenas um advogado informando um cliente sobre um processo.

-Eu concordo em assinar. –Hermione responde de modo tranqüilo, já retirando uma pena de sua mochila. Porém ao perceber o olhar surpreso de Lílian, Hermione explica. –A senhora foi bem clara ao informar as regras e, apesar de nenhum de nós ter imaginado o que Draco faria, eu as aceitei e confesso ter gostado muito do duelo. Depois de anos sendo menosprezada e ofendida, foi bom dar o troco e provar que mesmo que ele pudesse usar de armas sujas, eu ainda sou melhor que ele. –Havia um sorriso satisfeito nos lábios de Hermione ao assinar, o que explicava o porquê da garota estar na Grifinória, além de corajosa, ela apreciava uma boa luta.

-Devo admitir que sua reação me surpreende. Percorri o caminho até aqui imaginando como a convenceria a assinar o documento, visto que você é o lado “mais inocente” dessa história. –Havia algo que Hermione interpretou como admiração na voz da mulher, o que deixou a garota mais relaxada.

-Gosto de resolver meus problemas e lutar minhas batalhas, nunca fui de correr para meus pais ou professores para resolver conflitos. Na verdade, eu gostaria de agradecer a senhora por me proporcionar uma oportunidade para me impor e mostrar do que sou capaz, apesar de saber que não me saí tão bem quanto deveria naquele duelo. –Hermione admite se deixando corar.

-Não seja modesta, apesar de não saber muito sobre feitiços negros, apresentou um ótimo poder de reação, coragem e determinação, além de uma execução perfeita de feitiços básicos. Isso sem falar nos feitiços não-verbais, que geralmente são vistos apenas no sexto ano e sempre causam muita dificuldade nos alunos.

-Mas eu nunca havia feito um feitiço não-verbal antes. Andei lendo sobre o assunto e creio que estava com tanta raiva e tão determinada a lançar aqueles feitiços, que eles acabaram acontecendo. Quer dizer, eu me assustei quando aconteceu da primeira vez e também fiz inconscientemente da segunda vez, mas na terceira eu usei a raiva que eu sentia para executar o feitiço. Sei que fiz do jeito errado inicialmente, mas agora estou determinada a treinar do jeito certo. –Hermione se mostrava sincera e realmente disposta.

-Entendo e admiro sua sinceridade. Inclusive, quero aproveitar o momento para lhe perguntar sobre suas intenções para com meu filho. –Lílian adotara uma postura mais rígida e olhava para Hermione como se a analisasse. Hermione imediatamente corou e abriu e fechou aboca algumas vezes antes de conseguir responder.

-Eu e Harry somos amigos. Ele é uma ótima companhia, mas...

-Ele também é muito charmoso e atraente, não é? – Lílian fala de modo direto, querendo ver exatamente o que Hermione sentia.

-Sim, certamente. –Hermione fala ainda mais sem jeito, os olhos baixos. –No entanto eu não pretendo tê-lo como algo mais que amigo. Esse é o ano dos NOMS e eu tenho que estudar bastante, com certeza não teria tempo para me dedicar a um namorado. –Apesar de estar sem jeito, Hermione parecia certa do que planejara.

-Neste caso eu gostaria de lhe fazer um convite. –Aquilo chamou a atenção de Hermione, que encarou a professora com curiosidade. –Quando eu estudava aqui, havia um professor que possuía um clube do qual só os alunos mais notáveis podiam participar, infelizmente não posso dizer que aprovava os métodos e finalidades dele, mas eu quero fazer algo parecido. Minha idéia é convidar os alunos mais notáveis em DCAT para um clube, onde pretendo compartilhar conhecimentos mais avançados. O que você acha disso? –Lílian parecia realmente interessada e empolgada com a idéia e o sorriso de Hermione mostrava que ela compartilhava tais emoções.

-Creio que será maravilhoso! Inclusive posso lhe dar alguns nomes de alunos que parecem ter muito interesse na matéria, além de serem aplicados. –A partir daquele momento, as duas começaram a discutir sobre o clube e os possíveis participantes.

Mais tarde, no dormitório feminino do quinto ano, Melissa e Gina entraram para falar com Hermione, que estava sozinha, se preparando para descer para o jantar. A morena ficou intrigada com a presença das ruivas e mais ainda com as expressões preocupadas que sustentavam.

-Soube que esteve com minha mãe e que ficou bastante tempo conversando com ela. O que ela queria? –Melissa perguntou seriamente, enquanto se sentava na cama da amiga.

-Ela me levou até lá para assinar um documento que evita problemas por causa do duelo com Malfoy.

-Mas se ficaram tanto tempo lá, não devem ter falado só sobre isso. –Gina conclui e deixa Hermione um pouco nervosa. –Ela falou com você sobre Harry, não é?

-Sim, mas eu disse a ela que somos só amigos e nada ia mudar. –Hermione fala sem se preocupar, apesar de não gostar muito dos olhares que recebeu das amigas. –Passamos mais tempo falando sobre um clube que ela quer montar, mas explico melhor no caminho pro salão principal! –O tom mais animado de Hermione fez Melissa e Gina trocarem um olhar mais que preocupado.

Já era tarde quando Lílian foi para seu quarto, havia tirado o restante da noite para ler o histórico de todos os alunos, não queria estar desinformada e precisava planejar bem as aulas. Porém ao acender a luz conteve um grito ao ver o marido em sua cama, usando apenas a calça do pijama como se estivesse pronto para dormir.

-Thiago! O que está fazendo aqui? –Lílian pergunta atônita ao vê-lo sorrir e acenar para ela.

-Ora, não acreditava que eu fosse ficar sozinho naquela casa enorme, não é? – Thiago fala com sua melhor cara de menino carente.

-Eu pretendia te encontrar em Hogsmeade nos fins de semana, mas de toda forma, como não me avisaram que você estava aqui? Aliás, o que está fazendo de pijama? –A mente de Lílian mal funcionava, principalmente ao ver o marido se levantar e se aproximar com seu sorriso mais maroto.

-Porque ninguém sabe que eu estou aqui. –Parou para rir ao ver a expressão chocada da esposa. –Ora Lily, já esqueceu que conheço este castelo como a palma da minha mão? Posso entrar e circular por Hogwarts sem que ninguém me veja!

-Você é louco? Eu não posso receber “visitas”, mesmo do meu marido, no meu quarto! –O tom de Lílian era exasperado, pressentia que a qualquer momento Minerva entraria ali e ela seria pega em flagrante.

-E isso não é excitante? Me sinto com dezessete anos de novo! É como quando eu tinha que me esgueirar pelos corredores para te surpreender nas rondas e te levar pr... –Thiago exibia seu sorriso maroto e falava empolgado quando Lílian o interrompeu cobrindo-lhe a boca com a mão, com medo de que alguém ouvisse sobre seus “maus passos”.

-Não somos mais adolescentes inconseqüentes! Eu sou uma professora aqui e não pos... –Foi a vez de Thiago a interromper, só que a beijando com paixão, querendo matar a saudade pelos dias que passaram longe. Lílian não resistiu e correspondeu ao beijo, mas assim que se afastaram, voltou a falar em seu tom sério. –Não posso correr o risco, já fui repreendida hoje e...

-Você foi o quê? –Thiago pergunta incrédulo, não imaginava sua esposa certinha levando uma bronca de Dumbledore.

-Repreendida por promover um duelo entre Draco Malfoy e a tal Hermione... –Thiago ficou sério e se afastou um passo. –Ela o fez pedir penico e ainda deixou uma ótima lembrança. –Ao acrescentar aquilo de modo descontraído, Lílian conseguiu converter o jeito sério do marido em um sorriso divertido e empolgado.

-Me conta direito essa história e com todos os detalhes! –Thiago pediu se sentando na cama e fazendo Lílian se sentar a sua frente. Rapidamente ela contou o ocorrido desde o duelo à reunião onde ela assinara sem problemas o documento. –Essa garota é das minhas! Acabou com a raça de um Malfoy e ainda saiu por cima sendo a primeira a assinar o acordo que o livra da prisão. Eu pagaria para ver a cara do Lucius vendo a queimadura no peito do filho!

-Com certeza seria uma cena maravilhosa! Ver aquele comensal tomar conhecimento de que uma nascida trouxa não só derrotou o filhinho dele, como superou a maldição da dor e ainda resumiu o que toda aquela corja é, com uma simples palavra marcada a fogo. –Os olhos de Lílian mostravam o mesmo divertimento que Thiago sentia, o que o tranqüilizou um pouco mais.

-Então você gostou dela, não é? Não vai fazer nada para impedir que Harry e ela namorem. –Thiago novamente havia ficado sério, deixando Lílian sem saber o que fazer.

-Eu ainda não a conheço o suficiente para saber se ela é ou não uma boa garota. E não adianta tentar argumentar, porque enquanto eu não tiver certeza de que ela merece nosso filho, eu não vou dar meu consentimento a eles. –A postura séria e os braços cruzados mostravam que ela estava resoluta.

-Não posso obrigá-la a aceitar um possível namoro deles, mas você também não pode proibi-los de namorar ou armar para que fiquem longe, entendido? –Thiago ainda sustentava o tom sério e o olhar firme.

-Não se preocupe, como prometi ao Harry, se eles quiserem namorar eu não vou me intrometer. – Lílian garante e Thiago sorri mais tranqüilo. –Agora o senhor pode se vestir e dar o fora daqui. –Lílian se levanta e indica a porta para o marido.

-Ora, pare com isso, Lily! Sabemos que você quer que eu fique tanto quanto eu quero. –O tom de Thiago era grave e melódico, assim como seus leves passos em direção a ela, enquanto os olhos fitavam os verdes intensamente.

-Querer é uma coisa, poder é outra. –Tenta se livrar daquele jogo se afastando em direção ao seu guarda-roupa para pegar uma camisola.

-Isso me lembra a primeira vez que te surpreendi em uma ronda. Você estava perto da sala de astronomia...

-Thiago pára com isso! –Lílian pede já sabendo o que ele pretendia e procurando fugir indo em direção ao banheiro.

-Você veio com essa mesma conversa de que não podia, de que tinha que dar o exemplo por ser monitora-chefe... –Thiago continuava avançando devagar, como um predador encurralando a presa.

-Eu já disse não ! –Lílian fala resoluta e entra no banheiro batendo a porta na cara dele.

-Você disse a mesma coisa na época. –Thiago murmura com um sorrisinho vitorioso, enquanto pega sua varinha.

Pela manhã, Harry desceu ao salão comunal e encontrou Hermione bocejando, mas vestida para acompanhá-lo nos exercícios. Sorriu animado com aquela perspectiva, afinal poderia aproveitar aquele tempo que teriam todas as manhãs para aproximá-la de sua mãe, o que certamente o ajudaria a conquistar a garota.

-Bom dia! Ainda com muito sono? –Harry pergunta à morena, que parecia ter acabado de levantar.

-Muito, mas com o tempo me acostumo. –Hermione tinha a voz sonolenta e o olhar um tanto vago.

-Com certeza após corrermos você melhora! –Harry oferece sua mão para ela, que aceita, afinal qualquer ajudinha na hora de se mexer era válida.

Os dois esperaram alguns minutos no hall por Lílian, Harry inclusive foi à cozinha pegar algo leve para comerem e beberem, mas Lílian não apareceu, então decidiram correr sozinhos. Correram durantes alguns minutos, mas o cansaço de Hermione os fez diminuir o ritmo até chegarem ao campo de quadribol, onde Harry daria as primeiras aulas para ela.

-Antes de tudo lhe ensinarei o jeito certo de cair, para que não se machuque. –Dito isto, Harry se adiantou e fez rolamentos para frente, para trás e para o lado, depois pedindo que Hermione os repetisse. –Agora que já tem idéia de como se faz, vou te mostrar uma seqüência de golpes que vão dá queda a imobilização. –Harry possuía um tom sério, que ajudava Hermione a prestar atenção em cada palavra e gesto.

Ficaram frente a frente e, sem aviso algum, Harry deu um rápido passo a frente, girou, pegou a gola da camisa de Hermione com uma mão e a outra imobilizou seu braço, com o quadril a desequilibrou e com a força da velocidade do movimento a lançou para frente. Em um ato reflexo, Hermione caiu do jeito correto, enquanto na continuidade do movimento, Harry ficava sobre ela, sentando em sua barriga, no entanto ao invés da resistência normal, Hermione levantou e o abraçou forte. No mesmo instante Harry percebeu a respiração e os batimentos cardíacos acelerados e devolveu-lhe o abraço.

-Me desculpe, eu não queria assustá-la. –Harry fala um pouco sem jeito, estava tão acostumado a treinar com seu pai e Sírius, que havia feito o movimento muito rápido e por conseqüência muito forte.

-Mas assustou! –Hermione disse ainda agarrada a ele, sentia que se o soltasse tudo voltaria a girar de novo. –Num segundo eu estava de frente para você e no outro tudo girou e eu bati no chão. –Ela gaguejava e parecia estar com medo, a lembrança do ocorrido ainda fez seu ritmo cardíaco acelerar ainda mais. Era uma sensação muito próxima de estar em uma montanha russa.

-Você se machucou? –Harry pergunta se afastando um pouco e se sentando no chão. Hermione apenas balançou a cabeça negativamente enquanto voltava para o colo dele, que a tinha posto sentada de lado e a aninhara com cuidado nos braços. –Me desculpe, fui muito rápido, esqueci que era sua primeira vez. Mas prometo que da próxima eu vou mais devagar. –Seu tom era suave e gentil, mas isso não a acalmou.

-Não. Eu desisto, não quero mais aprender judô! –Fala sem se mover, o rosto escondido no pescoço dele.

-Ei, cadê a garota corajosa que conheço? –Harry tenta animá-la, mas Hermione parecia resoluta em sua posição.

-Está escondida, tonta e tem medo de altura! –A última parte fez Harry morder o lábio e soltar o ar com força.

-Você tem medo de altura? –Pergunta para confirmar, ao que ela balança a cabeça em sentido afirmativo.

-Por isso não gosto de voar e agora também não gosto de judô! –Aquela atitude infantil e o jeito frágil da garota em seus braços, o faziam querer tê-la ali para sempre.

-Não seja tão radical, o judô é muito mais do que tombos. Eu posso te ensinar golpes de imobilização, para que consiga prender seu adversário e até incapacitá-lo quebrando-lhe o braço ou a perna. Podemos começar com essa parte, que se dá no chão.

-Nada de me fazer voar? –Hermione pergunta afastando seu rosto dele para olhá-lo. Havia um sorriso no rosto dele que passava confiança e segurança.

-Prometo que hoje vamos apenas trabalhar a parte de chão. Depois, se e quando você quiser, voltamos para as quedas. –Harry fala ainda em tom atencioso.

-Tudo bem, mas preciso beber um pouco de água. –Hermione fala se afastando para ir até as garrafinhas que os dois trouxeram. Harry a observava e desejava não ter sido tão convincente, queria ter podido tê-la mais um pouco em seus braços.

Depois de meia hora de imobilizações e estrangulamentos, os dois voltaram alternando corrida com caminhada acelerada e se dirigiram rapidamente até a torre da Grifinória, para tomarem um banho e descerem para o salão principal para tomar café. No caminho até o salão principal Harry viu sua mãe caminhando sonolenta no hall e acelerou o passo para alcançá-la.

-Mãe! –Lílian parou e se virou para vê-lo, Hermione vinha um pouco atrás. –O que houve? Por que não foi nos encontrar para correr? –Harry pergunta em tom normal, afinal não podia ficar chateado em poder ter momentos a sós com Hermione.

-Acabei indo dormir muito tarde, não consegui acordar cedo. –Lílian fala um pouco sem jeito, sentia-se novamente como quando tinha dezessete anos e era abordada por suas amigas, que estranhavam suas demoras na ronda. –Mas amanhã eu estarei te esperando, prometo! – Lílian tenta abraçar o filho, mas este a afasta.

-Aqui não, alguém pode ver. –Harry fala baixo e olha para os lados para confirmar que ninguém os viu.

-Oh, me desculpe! Prometo que não deixo ninguém saber que tem uma mãe atenciosa e carinhosa! – Lílian fala em tom levemente irônico, deixando Harry mal humorado, principalmente ao ouvir Hermione rir.

-Do que está rindo? –A pergunta vem em tom ofendido, o que faz Hermione rir ainda mais.

-Ora, desse seu comportamento bobo! Quem dera eu ter minha mãe aqui para me abraçar e cuidar de mim! Harry, qualquer um gosta de ter o carinho dos pais, se alguém te perturbasse por isso, seria por pura inveja. Aposto que qualquer um daria tudo para estar no seu lugar. –A menção disto, Harry pára de andar, fazendo as duas pararem também.

-Isso me lembra certos comentários que andei ouvindo, sobre os quais eu quero falar com você depois. –Harry fala para mãe olhando-a seriamente. –E até lá, tente se vestir com roupas menos justas e sem decotes. –Harry fala de modo frio para a mãe, antes de se voltar para a mesa da Grifinória, onde os amigos e a irmã estavam.

-O que você e a mamãe falaram? –Melissa pergunta observando a mãe caminhar até a mesa dos professores com um jeito estranho.

-Harry teve um acesso de ciúmes da mãe! –Hermione comenta em tom divertido.

-Ora, mas isso não me surpreende. Harry é muito ciumento! –Melissa fala revirando os olhos, como se não aprovasse a atitude do irmão.

-Eu apenas gosto de cuidar das pessoas de que gosto. –Harry fala lançando um olhar significativo à irmã.

-Ei, eu te ajudo com a Hermione e você vem querendo atrapalhar minha vida amorosa? –Melissa fala indignada, Gina e Rony riem, ao que Hermione finge que não escutou nada.

-Pelo menos eu sei que seu irmão não é perfeito! Tem o defeito que todos os irmãos têm. –Gina comenta risonha, mas Harry ignora.

-Tem alguém circundando você? –Harry pergunta a Mel com uma expressão nada agradável.

-Não, não tem! Mas se tiver e eu me interessar por ele, você não vai fazer nada contra isso! –Melissa fala altiva, não se deixava submeter por ninguém.

-Pois eu não posso impedi-la de gostar de alguém, mas posso impedir ele de se sentir sequer tentado por você! –Harry retruca sério e nem a deixa responder. –Você ainda é muito nova para namorar e, portanto nem adianta argumentar! E se insistir nisso, falo com o papai quando ele vier aqui.

-Pois pode falar com quem quiser, quem manda na minha vida sou eu. –Havia um tom de desafio na voz e no olhar de Melissa, que foram completamente correspondidos por Harry.

-Mas e a aula de judô? Você gostou Hermione? –Gina pergunta tentando melhorar o clima tenso que pairava na mesa.

-Sim, não imaginava que imobilizações e estrangulamentos fossem tão fáceis. –Hermione comenta contente com seu desempenho.

-Como? Harry não começou com os arremessos? –Melissa pergunta com uma sobrancelha erguida, Gina e Rony direcionavam olhares maliciosos ao amigo.

-Hermione tem medo de altura e como eu não sabia e fui um pouco precipitado, acabei a fazendo voar na primeira tentativa, o que a assustou um pouco. Então eu disse a ela que podíamos ficar com a parte de chão até quando ela se sentisse mais segura. –Harry se justifica rapidamente, enquanto se servia de torradas para fugir do olhar de Rony.

-Bom, não posso culpá-la. Eu no lugar de Hermione também adoraria passar uma hora embaixo de você. -Apesar do tom divertido que usara, Gina direcionou um olhar cheio de malícia para Hermione, que corou.

-Virginia Weasley, isso é coisa que uma menina decente fale? –Rony a inquire com o semblante fechado, as orelhas vermelhas como os cabelos.

O correio coruja entrou fazendo barulho e agitando os alunos, o que fez com que poucos ouvissem a discussão entre os irmãos Weasley. No entanto o clima acabou ficando silencioso quando Hermione leu as últimas e aterradoras novidades no Profeta Diário.

O Sol se punha quando, após um estalo seco, Voldemort surgiu trajando uma túnica negra com escritas rúnicas em prata nas costas e nas laterais da parte da frente. O lorde negro observou o local à frente, confirmando estar na Avenida Pensilvânia, número 1600.

-Até que tem estilo, apesar de branco não combinar comigo. –Voldemort comenta para alguém que estava atrás de si.

-Tenho certeza de que o Mestre saberá adequar o local a vossa grandeza. –A voz arrastada de Lucius Malfoy é ouvida atrás de Voldemort. Ele portava uma esfera de cristal que parecia aprisionar a imagem do local.

-Não perca um só detalhe, Lucius. –Voldemort o instrui e Lucius confirma com uma reverência.

Sem se prolongar mais, Voldemort avançou a passos calmos para os portões de grades negras, que no momento estavam abertos, já que ainda era hora para visitação. Os transeuntes imediatamente estranharam os dois homens. Um possuía pele pálida, curtos cabelos negros, olhos totalmente negros, sem nenhuma parte branca, além de uma expressão fria e implacável, já o outro tinha longos cabelos loiros, usava traves negros e uma máscara em forma de caveira, além de trazer em uma das mãos um globo de cristal do tamanho de uma bola de futebol e que por algum motivo flutuava a um centímetro da palma de sua mão.

Imediatamente homens de ternos negros e alinhados impecavelmente se aproximaram dos dois estranhos. O que vinha a frente possuía uma postura firme e os de trás tinham uma das mãos na parte de dentro do terno, prontos para sacar suas armas se necessário.

-Eu gostaria de ver os documentos dos senhores. –O agente que vinha a frente pede em tom sério e firme. Os outros quatro parados em V atrás deste.

-Odeio americanos. –Voldemort sussurra e sorri friamente. Logo depois as armas dos cinco saem de seus coldres e disparam a queima roupa contra os donos, em uma seqüência que durou alguns segundos. –Esses imbecis e seus brinquedos estúpidos. –A voz de Voldemort mal foi ouvida no meio dos gritos histéricos.

As pessoas corriam desesperadas enquanto as armas que haviam derrubados os agentes, disparavam a esmo entre os transeuntes. Outros agentes surgiram e começaram a atirar com suas automáticas, todos miravam em Voldemort que sorrindo se deixou atingir pela primeira leva, foram vinte tiros.

Quando o lorde negro cai, os agentes param de atirar e se erguem para verificar o estado deste. No chão, Voldemort tinha os olhos fixos no céu dourado, nos lábios finos e vermelhos havia um sorriso satisfeito, apesar do filete de sangue que escorria deste e de todo sangue que saía dos buracos de bala. Na esfera de cristal o corpo do lorde era focalizado e estava visível a contenção da hemorragia. Com assombro, os agentes viram o homem se erguer lentamente, mas sem dificuldade.

-Seus brinquedos não são mais incômodos que mosquitos. –Voldemort declara desdenhosamente, as balas saindo de seu corpo e caindo no chão, enquanto seus ferimentos se fechavam.

Os agentes, completamente amedrontados, tentaram recuar e sair correndo, mas raios verdes saíram dos dedos das mãos de Voldemort e os atingiram, fazendo-os cair sem vida. O lorde das trevas continuou seu caminho de modo confiante, e viu vários outros agentes aparecerem, mas desta vez com armas mais pesadas. Após fazer um gesto para Lucius, desaparatou e aparatou entre os agentes, já próximo a entrada da Casa Branca.

Milhares de disparos foram ouvidos, no entanto o que se viu foi um intenso clarão seguido por um barulho de explosão e uma grande nuvem de poeira. Segundos depois, uma única forma estava visível no meio da semi-escuridão, no chão havia pedaços de corpos em meio a uma grande poça de sangue. Lucius aparatou com cuidado para não estragar seus belos sapatos com o sangue e vísceras, ficando assim entre Voldemort e a entrada, onde a porta também havia sido colocada abaixo pela explosão.

-Mantenha um pouco de distâncias, a esfera não pode ser atingida. –Voldemort ordenou e Lucius assentiu, sua varinha estava em punho na mão livre.

Mais uma vez Voldemort começou a andar, dessa vez caminhava um pouco mais rápido, eliminando os agentes que apareciam, tomando a escada e passando pela nuvem de gás como se nada fosse. Ao chegar ao segundo piso, uma granada foi lançada em sua direção e com um simples murmurar de palavras, a explosão pareceu convergir e se acumular em uma bola de chamas, que depois foi atirada para os agentes. Lançou alguns feitiços explosivos em alguns corredores para impedir a retirada do presidente americano, e depois de alguns minutos chegou ao escritório do presidente, o qual estava vazio. Examinou o Salão Oval por alguns instantes, viu as três portas onde lançou um feitiço prateado e depois para a escrivaninha do presidente.

- Revelis -Um brilho azulado percorreu a mesa e logo depois um clique foi ouvido. Um alçapão se abriu no centro, onde havia um brasão com uma águia. –Amadores. –Voldemort resmungou antes de descer e novamente ser alvejado, mas desta vez parou as balas no ar e as fez voltar para onde vieram. Em dois minutos os agentes estavam mortos e o presidente encolhido no chão. –Eu fiquei algum tempo fora, mas me impressionei ao ouvir falar de um presidente trouxa que adorava guerras, possuía um exercito invencível, no entanto eu estou aqui e não vejo nada demais. –Voldemort tinha um tom entediado e isso parecia não ser nada bom.

-Faço o que o senhor quiser! Se não me matar, lhe transformarei no homem mais poderoso do mundo! –Bush fala trêmulo, o rosto lavado pelas lágrimas, havia não só medo, como pânico em sua voz.

-Eu já sou o bruxo mais poderoso do mundo! E você é um verme que me divertirá enquanto os aurores não chegam. –Dito isto, Voldemort levou o presidente para o andar superior e fechou o alçapão. –Melhor se afastar um pouco para pegar um bom ângulo desse verme. –Malfoy deu alguns passos para trás levando consigo o sofá confortável, onde se sentou e assistiu ao mestre.

Os berros de Bush foram ouvidos por todo andar, mas ninguém se atreveu a ir ao escritório. Os que ainda estavam na Casa Branca, empregados, políticos, família presidencial, agentes, enfim todos foram retirados, alguns precisaram ser socorridos devido ao choque. Do lado de fora havia ambulâncias, carros de polícia e de bombeiros, os militares foram acionados e poucos minutos depois já havia helicópteros do lado de fora da mansão, assim como tanques e vários soldados.

No escritório presidencial, Voldemort já se cansara de torturar Bush, que estava ofegante, os olhos saltados, havia sangue manchando toda a sua roupa, assim como vários cortes por todo o seu corpo.

-Mestre, o senhor vai matá-lo agora ou quer que eu mesmo cuide disso? –Lucius pergunta já não agüentando mais ouvir as lamúrias e orações do presidente norte-americano.

-Pendure-o nu lá fora e mostre a minha marca. –As ordens de Voldemort foram dadas de modo calmo e prontamente obedecidas por Malfoy, que com um feitiço praticamente evaporou o terno elegante e com mais dois feitiços lançou a marca negra e deixou o presidente suspenso de cabeça para baixo na varanda que dava para o lado sul.

Quase no mesmo instante, homens de roupa azul escuras entraram com varinhas em punho e feitiços os acompanhavam. A mesa presidencial bloqueou os primeiros feitiços e explodiu em milhares de pedaços de vários tamanhos pelo chão. Malfoy voltou a posicionar a esfera de cristal enquanto assistia a tudo sem interferir.

-Bem vindos ao meu novo escritório... –Voldemort começou a falar enquanto os homens atiravam-lhe feitiços que rebatiam nele e ricocheteavam para todo lado.

-Avada Kedavra -A maldição da morte foi ouvida e silenciou os demais feitiços. O lorde das trevas apenas observou um tanto receoso o raio verde vindo em sua direção. Em poucos segundos pôde ver partes de sua existência como Tom Riddle, o nascimento de Voldemort, sua retirada estratégica e agora estava de volta aquele momento que determinaria tudo. –Pegamos ele! –O brado vitorioso dos americanos foi ouvido quando o raio atingiu Voldemort no peito. Todos comemoravam, esquecendo-se da presença de Lucius Malfoy no local.

Voldemort sentiu um frio intenso quando o raio o atingiu, era o hálito frio e pútrido da morte. Seu corpo parecia não responder a seu comando, perdeu todos os sentidos, foi como se sua existência houvesse se extinguido, no entanto se concentrou nas palavras dos sábios, acalmou seu coração ao lembrar-se do que havia lido entre os manuscritos dos exilados, então novamente sentiu algo. Um calor se acendeu em seu interior como uma fogueira em meio a um deserto frio, mas logo o calor começou a se espalhar do centro do seu corpo para as extremidades, fazendo-o sentir novamente seu corpo, sua audição e olfato voltando. Levantou-se com os músculos ainda tensos, a vista turva, mas sentindo-se mais poderoso que nunca.

Um grito assombrado e um tanto afeminado escapou de um dos aurores, os outros ficaram paralisados diante do bruxo. As expressões misturavam choque, incredulidade, pânico e principalmente era visível no olhar de todos: a certeza de que iriam morrer.

-Curvem-se perante mim e suas vidas serão poupadas... por enquanto. –A voz grave ecoou na sala e imediatamente os mais de dez homens se curvaram diante do bruxo. –É hora de tomar esse lixo que chamam de país. –Voldemort fala olhando para Lucius, que na mesma hora vai para a sacada onde Bush ainda flutuava. –Vão lá para fora e destruam os militares e qualquer um que se oponha a mim. –Voldemort ordena e os novos comensais saem em disparada caindo e cambaleando para sair das vistas do lorde.

Rindo do medo que conseguiu impor sem lançar um feitiço sequer, Voldemort convocou seus comensais tocando a marca negra no braço de Malfoy e, segundos depois, a Avenida Pensilvânia se enchia de homens e mulheres de negro, usando máscaras de caveira. A Marca Negra pareceu brilhar ainda mais saudando a noite que marcava o início de uma nova era. Metralhadoras e até os canhões dos tanques disparavam, mas estes mal tinham efeito diante dos feitiços usados.

Os gritos de horror e dor que vinham de baixo agraciavam ao lorde negro, a esfera de cristal captava todas as imagens com precisão. Os tanques e carros pegavam fogo pela rua, os soldados vivos berravam sob a maldição da dor, outros torturados com feitiços diversos, a avenida estava manchada de vermelho, havia pedaços de corpos por todo canto. Os helicópteros eram derrubados pelo próprio Voldemort, disparos feitos a mais distância, como mísseis teleguiados, batiam em um escudo invisível, que no momento do choque ficava visível por alguns segundos, como uma grande redoma verde claro.



N/A: Oi, atualização rápida, cap um tanto revelador e bombástico!

N/A²: Para quem perguntou sobre o rompimento do acordo, Voldemort não rompeu o acordo, então por favor releiam o prólogo! E quanto a profecia, bom ela foi feita antes de Harry nascer, então ela ta valendo!

*MaRy*: Vai ter beijinho sim, no próximo ou no outro cap! Rsrsrsrs Quanto a Mel ter par, isso eu já não sei, o Harry não ta muito a fim disso NE, vamos ver ^^

Morena: Muito obrigada pelos elogios, também só leio fic com bom português e me esforço para não deixar erros nas minhas fics, apesar de às vezes passar algum. Eu concordo com seu ponto de vista sobre a Hermione e acho que a Emma é perfeita para a personagem, bonita, simpática, enfim. E vai ter mais cenas H/H como já teve nesse cap, vou tentar por pelo menos uma por cap.

Srta.Thata Granger Potter: Você fez muitas perguntas e creio que esse cap já respondeu todas, principalmente sobre a relação de Lílian e Thiago.

jack joy: O último cap foi pequeno, mas esse compensou, não?

Sir Elros Dust'Amandill: Bem vindo, sinta-se à-vontade para comentar e reclamar se quiser, espero que goste de todas as fics!

Josy: Respondendo a você e aos outros que questionaram a mesma coisa: A outra vida não aconteceu, então Harry não vai se lembrar de nada, porque não há o que lembrar. Voldemort é o único que sabe do acordo e talvez ele o revele mais tarde.

Amanda dos Santos Lucas: Você meio que acertou, é ciúme de mãe misturado com muita preocupação pela segurança de Harry.

Michi o.O: Ta desculpada! Adorei o seu comentário, você sabe o que o Harry e a Mel sentiram né? E quanto a Lílian não ter interferido, ela explicou no cap, então não foi maldade!

freya : Mione é insegura, então mesmo gostando do Harry, ela ainda vai relutar em ceder ao charme dele com medo de se machucar.

N/A³: Próxima fic a ser atualizada: Príncipe Istari e O Príncipe de Avalon

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Comentários: 1

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Enviado por Jéssica J em 17/10/2011

gostei do que Voldie fez? :x

Nota: 5

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