Assim que chegou ao salão principal, Harry buscou os amigos na mesa da Grifinória e os encontrou todos juntos, para sua felicidade. Melissa havia se comprometido a tentar aproximar Hermione de Rony e Hermione a facilitar as coisas e ao que parecia, estava tudo indo muito bem. Caminhou até eles e pediu silêncio a Rony e Gina que o tinham visto, assim pôde se aproximar por trás da irmã e abraçá-la e beijá-la de surpresa a fazendo soltar um gritinho e soltar a torrada com o susto. Os irmãos Weasley apenas riram da cena e do rosto corado de Melissa.
-Bom dia, minha linda! –Harry cumprimenta a irmã em tom bem humorado, apesar dela o olhar com cara de poucos amigos.
-Você sabe que eu odeio quando faz isso, não sabe? Custa avisar? Porque foi por pouco que você não ganhou uma bela azaração! –A repreensão foi recebida com um sorriso charmoso por parte de Harry que se sentava a direita da irmã, resistindo a sentar entre ela e Hermione.
-Dormiu melhor essa noite? –Havia um tom preocupado na voz que fez o mau humor de Melissa ceder.
-Sim e você? Rony disse que quando acordou você não estava lá, também não te vimos no caminho para cá. –Agora era Melissa que estava preocupada.
-Eu acordei cedo para me exercitar e encontrei mamãe, inclusive sentimos sua falta! –Harry fala abraçando rapidamente a irmã. –Amanhã você vai se encontrar conosco não vai?
-Não sei, sabe que eu não gosto de acordar cedo, não sabe? –Harry fez uma carinha triste e desapontada e Melissa revirou os olhos reconhecendo a chantagem que o irmão havia aprendido com o pai. –Não comece com isso Harry, sei que você está ansioso para ter alguém em quem bater.
-Isso não é verdade! Apesar de realmente precisar de alguém com quem treinar. –O olhar de Harry foi para o amigo e Rony imediatamente fez que não.
-Nem pensar, depois de ontem acho que se alguém te desse um soco, poderia quebrar a mão! –Rony fala seriamente e Harry pondera, não havia pensado neste detalhe.
-Bom, judô é mais que socos e chutes, o principal são as quedas e imobilizações. –Harry fala no tom sério que sempre usava ao falar da arte marcial.
-Pois eu não vou acordar cedo para apanhar! –Rony fala resoluto.
-Eu também não sou chegada a acordar cedo. –Gina fala e Melissa faz sinal de que concorda.
-Se eu o acompanhasse, você me ensinaria judô? –Hermione pergunta surpreendendo a todos.
-Claro. Não sabia que você se interessava por artes marciais. –Harry comenta animado, teria uma ótima oportunidade de ficar a sós com a garota, assim que sua mãe voltasse para casa.
-Depois de sermos atacados por comensais da morte, acho que seria bom não só aprender a me defender com magia, mas sem ela também, afinal se por um acaso eu perder minha varinha ou for desarmada quero saber como agir. – O tom sério de Hermione os fez parar e pensar no que havia acontecido. Se estivessem em menor número ou se os aurores não houvessem chegado tão rápido estariam todos mortos.
Após o café da manhã seguiram para o jardim, onde teriam aula de Trato das Criaturas Mágicas, onde Hagrid lhes apresentou os testrálios, os quais boa parte da turma pôde ver, graças ao testemunho do assassinato do professor de DCAT, que morrera nas mãos dos comensais durante o ataque ao Expresso de Hogwarts. A aula fora interessante apesar das péssimas lembranças que evocara, mas explicara a visão de grandes sombras mergulhando e saindo da floresta proibida, que alguns alunos tiveram nos dias anteriores.
A segunda aula do dia era DCAT e para surpresa de todos, a aula fora confirmada e a turma seria a primeira a conhecer o novo professor. Harry teve que se controlar para não rir da expressão de desapontamento de Rony, que já fizera diversos planos, enquanto Hermione parecia exultante e falava o como o diretor havia sido eficiente conseguindo um professor tão rápido e o quanto isto seria bom para seus N.O.M’S. Entravam na sala ainda conversando distraidamente, quando Harry se sentiu bater em algo.
-Não olha por onde anda? –Um garoto muito alto e gordo falou olhando-o com cara de poucos amigos, pelo uniforme era sonserino.
-Vai ver além de ser um aborto, é cego. –A voz arrastada lhe soou familiar, então Harry se virou para ver Draco Malfoy logo atrás do grandalhão e tendo outro muito parecido do outro lado.
-Eu vou te mostrar quem é o aborto, seu filhinho de papai. –Harry fala em um rosnado e dá um passo a frente, mas logo é empurrado pelo grandalhão em que esbarrara.
-É melhor você se conter, senão Crable e Goyle podem levar a sério sua ameaça. –Draco fala em tom desdenhoso e com um sorriso vitorioso, que contrastava com o olhar provocativo.
-Harry também tem amigos! –Rony falou dando um passo a frente e já com a varinha em punho.
-Mas ninguém aqui vai brigar! –Hermione fala se colocando entre os dois grupos. –Vamos nos sentar Harry.
-Isso aí, obedeça a sangue-ruim, aborto. –Draco provoca Harry, que agilmente passa entre Hermione e Goyle, chegando até Draco e o pegando pelas vestes.
-Solte-o agora mesmo, Potter! –Harry reconheceu imediatamente a voz e praticamente lançou Draco para trás e pôs as mãos para trás fazendo sua melhor cara de santo. –O que acha que está fazendo arranjando briga nos primeiros dias de aula? Será que prefere ouvir as tolices de seu pai e seu padrinho aos meus conselhos e recomendações? –Lílian fala de modo rigoroso e perigosamente calmo, enquanto se aproximava do grupo, os demais alunos rapidamente se sentaram e se afastaram quando a viram.
-Não mãe! Eu não estava arranjando confusão...
-Depois da aula conversaremos seriamente. Agora se sentem e mantenham-se em silêncio. –A ordem foi prontamente obedecida. Lílian foi até a mesa do professor para surpresa de Harry, que não podia acreditar no que via. –Me chamo Lílian Potter e a pedido de Dumbledore serei a professora de DCAT durante este ano letivo. Eu trabalho com pesquisa e já publiquei alguns livros que tratam de feitiços, objetos mágicos e poções, sendo minha especialidade magia antiga. –Alguns burburinhos se deram após esta declaração e um dá sonserina lhe chamou atenção. –Rapaz, qual o seu nome? –Pergunta olhando diretamente para Draco.
-Draco Malfoy, deve conhecer meu pai. –Draco fala sem se deixar intimidar, havia um brilho de desprezo em seu olhar.
-Sim, tenho o desprazer de conhecê-lo. Agora se levante e se dirija ao centro da sala. –Com um aceno de varinha, as carteiras se afastaram, assustando os alunos que estavam sentados nelas.
-O que pretende fazer? – pergunta desconfiado e sem gostar do jeito que ela falara de seu pai, apesar do tom dela ser o mais normal e calmo possível.
-Vou te mostrar que nascidas trouxas podem ser tão boas ou melhores que bruxos puro-sangues e te ensinar a nunca mais se referir a mim ou alguém como sangue-ruim. E sim, eu ouvi o que você disse sobre mim, tenho excelente audição. – O tom de Lílian era calmo, mas Harry via em seus olhos o quanto a mãe estava brava e isso o estava deixando ansioso para vê-la acabar com Draco.
-Não pode duelar comigo! Se tentar me ferir de algum jeito, meu pai vai fazer você mofar em Azkaban. – Draco tentou parecer seguro e tranqüilo, mas Harry podia ver o medo nos olhos dele.
-Eu jamais duelaria com alguém que está tão abaixo do meu nível. – O jeito displicente com que Lílian falou fez Draco ficar vermelho de raiva e os grifinórios rirem, enquanto os sonserinos ficaram indignados. –Hermione Granger vai lhe dar esta lição em meu nome. –Hermione gelou e olhou pasma para a professora, que a observou tranquilamente.
-Quer que eu duele com Draco, professora Potter? –Hermione pergunta ainda sem conseguir acreditar no que ouvira. Draco se segurava para não rir, havia ganhado um presente e mostraria a superioridade de um puro-sangue em cima de uma nascida trouxa diante de toda a escola, além de humilhar os grifinórios derrotando sua mais brilhante representante.
-Meus filhos me disseram muito sobre você, Minerva também a elogiou dizendo que é uma excelente aluna e tem muito potencial. Gostaria de ver o que tanto impressiona aqueles que te conhecem. –Hermione por um instante achou que aquilo soara como um desafio, mas rapidamente deixou este pensamento de lado, provavelmente a professora só queria saber se os elogios da professora McGonagall eram merecidos.
-Certo. Haverá alguma regra? –Hermione pergunta enquanto se levantava e prendia o cabelo, antes de ir para o centro da sala, parando a frente de Draco, que sorria vitorioso.
-Não, poderão usar quaisquer feitiços, contanto que não tentem matar um ao outro. –Harry não gostou do que ouviu e nem do sorriso que Malfoy não fez questão de esconder. Ia se levantar, mas Rony o segurou e depois sua mãe lhe lançou um olhar que dizia claramente para ele não interferir.
-O fato de não poder te matar, não significa que sairá inteira, Granger. Eu vou acabar com você! –Draco exibia um sorriso vitorioso e superior. Já tinha retirado o paletó e a gravata, mostrando que o combate seria sério.
-Pois eu vou ter o imenso prazer em finalmente poder fazê-lo engolir não só estás, mas todas as outras palavras que me dirigiu durante os últimos anos... uma por uma. –Hermione exibia um sorriso travesso e também tirava o excesso de partes do uniforme.
-Podem começar quando quiserem. –Lílian dá o sinal assim que lança alguns feitiços no espaço vazio em que se encontravam.
O primeiro movimento foi de Hermione, que tentou desarmar Draco, porém ele estava preparado e se defendeu com um feitiço escudo, atacando-a a seguir. O feitiço que Hermione nunca ouvira falar possuía a cor arroxeada e vinha em sua direção, mas no último segundo, ela deu um passo para a esquerda e lançou um feitiço estuporante em Draco que defendeu, no entanto o feitiço arroxeado que ele lançara batera em uma parede invisível e voltara na direção de Draco, que foi atingido e se chocou com força em outra parede invisível. Ao que tudo indicava, Lílian havia traçado um perímetro de segurança para que nenhum dos outros alunos fosse atingido.
No momento do impacto, Draco sentira seu peito comprimir e uma falta de ar que durou alguns segundos, o que indicava que ao ricochetear nas paredes, os feitiços perdiam muito da potência, já que o golpe direto deveria tê-lo deixado com vários ossos quebrados. Hermione se surpreendeu com o ricochetear do feitiço, mas logo se levantou e usou um feitiço convocatório para pegar a varinha de Draco, mas este rapidamente a segurou no ar e fez um movimento rápido, lançando outro feitiço de que Hermione nunca ouvira falar, mas que tentou defender com um protego.
O feitiço negro se chocou com o feitiço escudo e, por segundos, foi visível o jato negro forçando e ultrapassando uma barreira azulada, antes de atingir Hermione no peito e lançá-la contra a barreira invisível. A camisa da grifinória foi rascada em diagonal e um filete de sangue escorreu pelo pedaço de pele que ficou exposto, a varinha dela caída a seu lado, enquanto Hermione tentava respirar e se mover, mas seus membros pareciam não querer responder.
-Agora vou te ensinar a respeitar um bruxo superior, sangue-ruim. –Draco fala lentamente, enquanto se aproxima de Hermione, parando junto a ela. - Crucio
Hermione sentiu um lampejo quente em sua pele e uma dor aguda contra sua pele, logo os lampejos quentes se multiplicavam em milhares e a dor passou a vir de varias partes de seu corpo como se chibatas flamejantes lhe estourassem no corpo a cada segundo. Voltou a sentir seus membros e preferia não ter voltado, a dor era tanta que um grito agudo e desesperado escapou de sua garganta parecendo que arrebentaria suas cordas vocais. A dor era tamanha que se movia desesperadamente, como se com as mãos e pés pudesse afastar aquelas chibatas invisíveis e afastar a dor.
Porém uma risada soou em seus ouvidos e um clarão se formou em sua mente, forçando seus olhos a mirarem a figura sombria de Draco Malfoy rindo e se divertindo com sua agonia. Então se forçou a segurar os gritos, não poderia fraquejar diante dele, que não gostou de sua rebeldia e repetiu o feitiço. A palavra “Crucio” ecoou em sua mente e então uma corrente de informações lhe explodiram na mente.
“A maldição cruciatos era amplamente usada pelos comensais como principal instrumento de tortura, criando na vítima a sensação de que está sendo crucificada. Para se lançar está terrível maldição precisa-se sentir ódio ou raiva da vítima, bem como manter o contato direto da varinha. A exposição à maldição por muito tempo pode danificar a mente da vítima a ponto de enlouquecê-la, motivo pelo qual foi declarada imperdoável, ou seja, o bruxo que a usar contra alguém será mandado para Azkaban condenado à prisão perpétua.”
Assim que a informação lhe surgiu, demorou apenas alguns segundos para que Hermione gritasse o mais forte que podia, em uma tentativa de distrair o sonserino enquanto esticava a mão para pegar seu paletó e jogá-lo em cima de Draco, ficando entre ela e a varinha, o que cessou a maldição. Mais um segundo e Hermione pegou sua varinha, fazendo o movimento do feitiço desarme e o lançando sem ter que pronunciar o feitiço, pegando o adversário de surpresa.
-Devia ter terminado enquanto podia, Malfoy. –Hermione falou ofegante, a voz soando grave pelo desgaste de ter gritado tanto. Com um movimento brusco com a varinha, Draco se chocou violentamente contra a parede a dois metros atrás de si, bem longe de sua varinha. –Reconhece a minha vitória ou ainda acha que pode me vencer? –Hermione estava com o corpo todo dolorido e a respiração era difícil, mas seu orgulho era mais forte que a dor e por isso o faria implorar. Draco tentou avançar contra ela, mas com outro movimento ela o lançou para o lado, desta vez fazendo-o dar de cara na parede invisível. –Me parece que eu vou ter que pegar pesado. –Hermione usou o diffindo duas vezes, fazendo a camisa de Draco cair no chão e deixando um corte não muito profundo em suas costas.
-O que vai fazer, Granger? Tentar me violentar? –Draco falou com desdém, enquanto tentava calcular suas chances de apanhar sua varinha.
-Você é mesmo narcisista, não é? Você provavelmente se acha algum príncipe, ou mesmo um Deus, um ser perfeito e soberano, mas saiba que você é um nada! –Hermione fala olhando-o diretamente nos olhos antes de arremessá-lo outra vez de encontro a parede, mas desta vez deixando-o preso a ela, como se estivesse grudado por uma força invisível. –Você é um perdedor, Draco. – Dito isto, Hermione apontou a varinha para o abdômen de Draco e começou a escrever a palavra “perdedor”, a qual aparecia marcada a fogo em diagonal crescente da direita para a esquerda. A cada letra os gritos de dor ficavam mais fortes e as lágrimas aumentavam no rosto do sonserino. –Porque está gritando Draco? Achei que se divertisse vendo alguém sentindo dor, pensei até que isto lhe fosse ser prazeroso. –Hermione fala friamente, lembrando-se de como ele ria ao vê-la se contorcer de dor.
-Chega! Eu me rendo. –Draco praticamente suplica, os olhos vermelhos e a dor latente assim como as letras que ainda queimavam sua pele.
-Muito bom, Granger. Mostrou que feitiços simples usados na hora certa podem ser tão eficazes quanto feitiços negros e maldiçoes imperdoáveis. –Lílian fala retirando a barreira protetora, deixando Draco cair no chão. –Precisam ir a enfermaria ou vão continuar para a aula? – A pergunta da professora chocou os que assistiam aquilo tudo e ainda lutavam para acreditar no duelo que viram.
-Eu posso continuar na aula, professora Potter. –Hermione responde lançando um feitiço em si, para fechar o corte que Draco havia feito em seu peito e depois usa o reparo para restaurar sua camisa. Estava se sentindo fraca e dolorida, mas não demonstraria fraqueza na frente de ninguém.
-Eu também posso assistir a aula, basta dar um jeito nos cortes. –Draco fala com a dignidade que ainda lhe restava. Se Hermione ficaria mesmo após receber a maldição cruciatos, não seria ele a pedir para ir à enfermaria.
-Bom saber que tenho alunos dedicados. –O tom era indefinível, mas Harry teve impressão de que sua mãe não esperava outra coisa. – Como puderam visualizar, a Srta. Granger mesmo conhecendo muitos feitiços, não conhecia feitiços negros e por isso não soube se defender corretamente, assim como o Sr. Malfoy também se surpreendeu com um simples expelliarmos, pois como o feitiço foi não-verbal, não conseguiu identificá-lo e se defender a tempo. Com isto quero dizer que o fator surpresa é muito importante e é por isso que vou trabalhar muitos feitiços com vocês, mas hoje começaremos pelo conceito de feitiço não-verbal, o qual vocês viram, transformou a Srta. Granger em um adversário imprevisível e por isso mais forte e perigoso.
Harry não ouvia o que a mãe falava, apenas observava Hermione que terminava de se recompor antes de voltar ao seu lugar. Abraçando-a fortemente assim que ela se aproximou, mas a soltando logo que ouviu um gemido de dor vindo dela.
-Desculpe, está muito ferida? –Harry pergunta em um sussurro preocupado, enquanto a ajuda a se sentar.
-Não se preocupe, posso assistir à aula. –Apesar da voz firme, Harry percebeu que Hermione não estava bem, mas preferiu deixá-la, já que esta parecia determinada a continuar na aula.
Assim que a aula terminou, Rony seguiu com Simas e Dino para a torre da Grifinória e Hermione foi à enfermaria, enquanto Harry organizou os materiais e esperou que todos saíssem para poder conversar com a mãe.
-Antes que você fale qualquer coisa, me diga o que estava acontecendo quando cheguei à sala. –Lílian fala assim que se aproxima do filho e puxa uma cadeira para se sentar a frente dele.
-Draco Malfoy havia chamado Hermione de sangue-ruim e me chamado de aborto, algumas vezes. –Harry responde de modo simples e direto, sua expressão mostrava que ele não estava gostando de algo, mas Lílian ignorou.
-Bom, como monitor, creio que saiba que brigar na escola é estritamente proibido. Como os dois não chegaram às vias de fato não vou lhe retirar pontos, mas espero que se for ofendido uma próxima vez procure um professor e registre uma queixa, por que nós professores é quem temos competência para resolver este problema. –O tom era formal e havia um claro tom de repreensão em sua voz.
-Não sou um garotinho chorão que corre para perto da mamãe quando me ofendem! Inclusive sei que está aqui para ficar me vigiando, quer saber se vou fazer algum teste sem supervisão, quer ver todos os testes, também aposto que está aqui para fazer de tudo para Hermione não querer nada comigo e se duvidar até proíbe eu e Melissa de fazermos testes para o time de Quadribol, com medo que nos machuquemos! –Harry protesta se levantando e deixando sua raiva extravasar.
-Primeiramente, quero que fique claro que estava falando como professora e não como mãe. Agora minha opinião de mãe não muda muito, você é monitor, tem que dar o exemplo, além disso, não quero que fique arranjando confusão na escola, mãe nenhuma quer isto. –Aquela passividade toda da mãe estava deixando Harry ainda mais irritado.
-Terminou? Posso ir? –pergunta de forma áspera.
-Não. – O tom continuava calmo, mas o olhar mostrava que não toleraria desobediência. – Sei que pensa que estou aqui para vigiar você e Melissa e porque quero controlá-los e garantir que não se arrisquem ou façam besteiras, mas eu sei que por mais que a idéia seja tentadora, não posso fazer isso. Por mais que eu vá ficar preocupada e com o coração na mão a cada jogo da Grifinória, eu vou torcer para que entrem no time, pois sei o quanto isto será importante para os dois. Assim como tenho plena consciência de que só se aprende certas lições quando erramos e temos que lidar com as conseqüências dos nossos erros. Já quanto a sua aparente invencibilidade, isso sim me preocupa, porque ninguém ganha bênçãos tão grandes sem ter que fazer grandes sacrifícios e eu quero garantir que não pague um preço alto demais, é por isso que eu e Dumbledore queremos descobrir seus limites. Você me entende?
-Sim, você gosta de ter tudo sob controle e agora quer garantir que irá recuperar o domínio sobre a minha vida, só não espere que eu colabore com isso! –Harry responde em um rosnado, enquanto pega a mochila e sai a passos firmes e apressados da sala, tomando o cuidado de bater a porta bem forte.
-Tal pai, tal filho. –Lílian fala em suspiro após ver o filho sair. Já sabia que seria difícil e agora só poderia esperar pela segunda tempestade, chamada Melissa.
Harry estava indo para a torre da Grifinória, quando encontrou Melissa descendo a escada apressadamente. Ela não tinha uma expressão muito feliz no rosto e isso o fez concluir que ela já soubera que Lílian era a nova professora de DCAT.
-Harry! Rony me disse que mamãe é a nova professora de DCAT, é verdade? –A pergunta veio em um tom perplexo e irritado, o que mostrava que a irmã também não gostara da novidade.
-Sim. Ela conseguiu um ótimo jeito de continuar querendo controlar nossas vidas. – Vendo que o irmão parecia não ter tido uma conversa nada amistosa com a mãe, Melissa achou melhor tirá-lo de lá.
-Vem comigo, precisamos conversar e pensar melhor sobre isso. –Harry sabia que o temperamento da irmã também não era dos mais fáceis, no entanto ela sempre conseguia racionalizar os problemas e encontrar na lógica um jeito de se acalmar.
Ao invés de almoçarem, os dois passaram a meia hora seguinte conversando e discutindo sobre aquela mudança repentina. Melissa, inicialmente, também não estava gostando da invasão de privacidade da mãe, no entanto após discutir com Harry tudo que a mãe falara para o irmão, ela passou a entender um pouco o lado de Lílian. Harry ainda se sentia pressionado e vigiado, mas concordou com a irmã quando esta propôs que os dois fossem conversar com Lílian, para esclarecer as coisas definitivamente.
Lílian não se surpreendeu ao ver os dois entrando em seu escritório e se sentando a frente dela de modo frio e tenso. Deixou as fichas dos alunos de lado e então se voltou para os dois, percebendo que apesar de mais calmo, Harry ainda parecia contrariado, enquanto Melissa tinha a expressão avaliativa, parecendo mais receptiva as suas explicações.
-Então, porque você pediu para ser professora de DCAT? –Melissa perguntou e aguardou a resposta.
-Eu não pedi. Dumbledore me fez esta proposta hoje, depois de receber cartas com respostas negativas dos bruxos e bruxas que sondou a respeito do cargo. Eu aceitei a proposta, porque assim poderia acompanhar de perto a investigação do que está acontecendo com Harry, além de saber que me tendo como professora de DCAT, vocês estariam mais preparados para a tempestade que se aproxima.
-Do que está falando? –Harry perguntou desconfiado, mas sentindo que sua mãe não mentia ou tentava manipulá-los.
-Thiago me mandou uma carta sigilosa me informando de algumas coisas recém descobertas e ainda não confirmadas. No entanto estas suspeitas junto ao ataque ao expresso de Hogwarts confirmam uma teoria nada boa. –Os dois apenas mantêm o olhar em Lílian, esperando que ela continuasse a explicação. –Ambos sabem sobre Voldemort e seus comensais, assim como sabem que depois que Dumbledore derrotou Voldemort, os comensais se dispersaram e não voltaram a aparecer até o ataque ao expresso de Hogwarts.
-Então eram mesmo comensais da morte? –Melissa pergunta deixando a curiosidade dominá-la.
-Não há nenhuma prova concreta, mas o modus operandi era o mesmo. O ministério alegou que eram rebeldes que se fantasiaram de comensais para gerar pânico, mas a verdade é que este não foi o primeiro ou o último ataque misterioso que aconteceu. Vilas trouxas foram atacadas, bruxos que lutavam contra os comensais da morte e Voldemort estão desaparecendo misteriosamente e para piorar, criaturas mágicas que antes estavam sob o controle do ministério estão se revoltando, mas tudo está sendo abafado pelo ministério.
-Está dizendo que alguém está reunindo os antigos servos de Voldemort e tentando tomar o lugar dele? Estamos a um passo de outra guerra? –Harry pergunta em tom grave, parecendo ter esquecido o motivo que o levara ali.
-Não há provas disto, mas é o que tudo indica, por isso eu estou aqui. Quero ajudar Dumbledore a proteger a escola, vamos fazer uns feitiços de proteção nos terrenos e no castelo, também quero preparar os alunos ensinando-os a se defender e lutar. Inclusive este é o motivo pelo qual não interrompi o duelo. Esperava que Draco fosse usar Artes das Trevas, afinal seu pai deve tê-lo ensinado muito bem, com isso mostraria o efeito desse tipo de magia nas pessoas, confesso que não esperava que ele fosse usar uma maldição imperdoável e já ia interromper o duelo quando Hermione mostrou reação. Essa menina tem realmente muito potencial, como Minerva me falou, parece ter uma mente muito forte, além de pensamento rápido e execução perfeita de feitiços básicos.
-Ela poderia ter se machucado muito feio! –Harry fala demonstrando não aprovar o que a mãe fez, os olhos verdes pareciam brilhar em fúria.
-Eu não deixaria que chegasse a tanto, como eu disse eu ia interromper o duelo quando a vi gritar para disfarçar seu movimento. Sabia que ela tinha um plano e por isso deixei que ela mostrasse sua força. Também não a interrompi quando tinha Draco sob domínio e o marcou a fogo, pois queria que vissem o tipo de coisa que acontece em uma batalha de verdade, como a que houve no ataque ao trem e como haverá aos montes caso a guerra seja declarada. – Lílian passava força e determinação em seu olhar, enquanto o tom calmo mostrava que ela sabia o que estava fazendo.
-Vai nos ensinar feitiços para lutar? –Melissa pergunta desconfiada, sua mãe não era o tipo que gostava de ver crianças se arriscando.
-Não. Primeiro vou ensiná-los a se proteger e a ficar vivos, mas terei que ensinar muito de ataque e defesa para vocês e principalmente para quem está se formando. Sabem que meus estudos são muito importantes para o ministério, que vários feitiços criados por mim seu pai introduziu na preparação de aurores. Sou uma pessoa altamente qualificada para combate e também para o ensino, Dumbledore não poderia ter uma professora melhor, ou vocês discordam disto? – O tom de Lílian era sério e dizia a eles que aquele assunto estava acima de questões pessoais.
-Entendi o que quis dizer. Mas para aceitarmos sua presença aqui, terá que seguir regras, tudo bem? –Harry propõe e Lílian acena que sim. – Não pode falar ou fazer nada que nos envergonhe diante de nossos colegas, ou seja, nada de bancar a mãe na frente deles. Também não pode nos proibir de jogar Quadribol, nem ficar nos seguindo e vigiando, assim como não pode interferir na minha relação com Hermione. Entendido?
-Vocês estão namorando? –Lílian pergunta com uma expressão neutra, que Harry sabia que era para disfarçar o desgosto que aquilo lhe causava.
-Não, ainda. Eu gosto dela e pretendo conquistá-la. –Lílian suspirou mais aliviada antes de falar.
-Ok, eu concordo com as regras, no entanto vocês têm que me prometer que virão me visitar todo dia para que possamos passar um tempo em família, o que acham? -Lílian propõe com um sorriso carinhoso e os irmãos trocam um olhar antes de concordarem. – Ótimo, então venham e me ajudem com uma carta para o pai de vocês!
freya: Oi, sei que demorei a postar, mas como tinha deixado avisado, eu estava doente, impossibilitada de escrever. Quanto a Hermione estar apaixonada, ela ainda não está, é mais como se ela estivesse envolvida, por isso ela vai relutar em começar esse relacionamento.
Julia_granger_potter: Nossa, um salão comunal só pra eles?! Acho que Lílian morria! Rsrsrs Gostei do seu método de comentário, rendeu muitos pontos pra essa fic e por isso ela foi pro topo na listagem de postagem.
Edilma Morais: Acho que uma resposta sobre Snape ter medo de Lílian, são as referências que ela deu neste cap! A mulher não ficou parada, fez muita coisa profissionalmente, aliás eu fiz para ela a carreira que eu sempre imaginei para a Mione. Prometo que no próximo cap vai ter momento fofo para Hermione e Harry.
Srta.Thata Granger Potter: Gostei dos seus comentários, quanto a Hermione ser mais maleável, fica difícil ainda mais com Lily na área, a sogra vai pegar no pé rsrsrsrs. Quanto a Sitra Achra, ela vai ser a próxima a ser atualizada!
Amanda dos Santos Lucas: Eu ainda não sei se vai rolar algo, mas eu diria que as coisas entre eles pegaram fogo nesse cap, vamos ver se pra frente o Draco se interessa por ela.
Danny Evans: Acho que depois desse cap dá pra ver que a Mione não gosta dele, quanto a Gina e Mel, elas ainda vão aprontar muito, aguarde e verá! Aliás, aceito sugestões.
Kate Black e Mari Evans: Oi, se sua fic for HH ou DG ou se passar na época dos marotos, pode deixar que assim que eu tiver um tempinho eu leio!
dk-tom:Você tem razão, eu devia ter feito o Harry fazer isso né! Rsrsrsrs Teria sido ótimo, mas outras chances virão.
*MaRy*: Você tem toda razão, a Mione tava sim olhando atentamente o Harry, senão não teria reparado na tatoo rsrsrsrs Quanto a Gina e a Mel, ela são defensoras dos bons romances e dos corações apaixonados, inclusive a Mel vai bancar o cupido com outras pessoas também.
marambaia:Você fez uma belíssima observação! A força de Harry tem sim ligação com Voldemort, mas a explicação mais detalhada para isso fica pro próximo cap.
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