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6. Gêmeos


Fic: Herdeiros das Trevas


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Eram dez horas da manhã e Harry estava sentado à frente da casa dos Weasley havia meia hora. O Sol o estava incomodando, além de se sentir fraco e faminto, mas não sairia dali até que sua amada chegasse, a ausência dela provocava uma dor quase física em si. Foi então que duas formas apareceram de repente e sem fazer som algum, uma mulher de longos cabelos loiros e olhos castanhos, dava apoio a Hermione, que ao vê-lo sorriu e deixou a acompanhante para trás, caminhando vacilante, porém apressada até ele, que também disparou até ela.
-Já estava preocupado! –Harry fala a abraçando protetoramente.
-Eu estou bem, principalmente agora que estou em seus braços. –Hermione sussurra antes de desmaiar. No entanto, Harry não se preocupou, sabia que era apenas cansaço e por isso simplesmente a ergue sem dificuldades.
-Quem é você? –pergunta a loira que o olhava com um brilho estranho, mas que ele julgava confortável, parecido com o modo como a Sra. Weasley o olhava.
-Me chamo Calisto, vim ajudar. -responde simplesmente e ainda mantendo um sorriso sincero.
-Eu falarei com o dono da casa, espere aqui. –Harry disse ainda um pouco desconfiado e caminhando com Hermione para a casa.
Harry caminhou pela casa, encontrando a senhora Weasley no corredor do segundo andar. A matriarca Weasley logo ficou preocupada ao ver a morena nos braços de Harry e se aproximou aflita.
-Ela está bem, apenas cansada. –Harry tentou acalmá-la, mas a senhora ainda parecia aflita. –Só precisa dormir um pouco.
-Antes ela precisa de um banho, me siga. –Molly seguiu a frente até seu quarto, Harry nunca entrara lá antes e constatara que era o maior e mais arrumado quarto da casa, além deste possuir um banheiro, onde havia uma modesta banheira. –Deixe-a aqui e vá tomar um banho e descansar.
-Sim, mas antes preciso dizer que Hermione trouxe uma mulher consigo, ela disse que se chama Calisto. Eu pedi que aguardasse lá fora para que eu pudesse falar com os donos da casa. –diante do olhar interrogativo da senhora, Harry continuou. –Senti que ela é uma Lycan poderosa, apesar de não achar que ela tenha más intenções, me parecia preocupada com Hermione.
-Quando chegar ao quarto, peça para Rony vir aqui, vou pedir que a chame para saber quem ela é. –Molly fala em tom tranqüilo e responsável.
-Eu vou por a cama da Mione junto da minha, quero que a ponha para dormir lá... só dormirei tranqüilo quando ela estiver ao meu lado. –fala um pouco sem jeito, mas se mostrando firme quanto a sua decisão.
-Tudo bem, vou deixá-la dormir junto a você. –Harry sorriu aliviado, sabia o quanto a matriarca Weasley era conservadora e inflexível em certas situações.
Sem dizer mais nada, Harry foi para o quarto que dividia com os amigos, onde deu o recado a Rony e depois apanhou algumas roupas para tomar um banho e dormir. Calisto foi levada até onde Molly banhava Hermione e a ajudou na tarefa, disse que estava ali para cuidar da menina e daria maiores explicações quando ela acordasse, como Calisto realmente parecia não simbolizar nenhuma ameaça, Molly não se importou em deixá-la ficar. Assim que terminaram de limpar e vestir Hermione, Calisto a carregou nos braços e a deitou junto a Harry, que imediatamente a abraçou protetoramente, mesmo sem acordar, ato que fez as duas mulheres sorrirem.
Era fim de tarde quando Harry começou a despertar, sorriu ao sorver o perfume que mais lhe agradava. Mas se assustou ao ouvir uma voz estranha perto de si.
-Boa tarde, meu príncipe! Dormiu bem? –Calisto estava sentada em uma cadeira ao lado da cama e os observava dormir.
-Sim, o que faz aqui? –pergunta ainda surpreso e meio sonolento.
-Os vigiava para me certificar de que estariam bem. Mas agora que acordou, irei preparar algo para comerem. Sei que estão com fome e precisando de energia. –fala já se levantando e saindo após uma reverência.
Ainda surpreso com tudo aquilo, Harry passou a mão pelos olhos e depois se voltou para a namorada, que ainda dormia tranquilamente. Abraçou mais forte a morena contra si e tocou a ponta de seu nariz na face alva, descendo até o pescoço, que beijou suavemente, fazendo-a se mexer e sorrir.
-Hora de acordar, precisamos comer algo. –murmura ao ouvido dela, antes de mais um beijo carinhoso. Hermione apenas ronrona e se aconchega mais ao namorado. –Manhosa assim, parece mais uma felina que uma loba. –comenta rindo, mas Hermione nem se move. –Se você continuar assim, vou acabar perdendo a vontade de me levantar. –comenta em um sussurro enquanto sua mão descia suavemente pela lateral do corpo dela, até alcançar a coxa, a qual pressionou levemente.
-Você não tem vergonha de se aproveitar de alguém que está dormindo? –Hermione pergunta se virando e vendo o sorrisinho malicioso e sem a menor culpa, que ele exibia.
-Mas eu sabia que você estava acordada. –se defende aproximando suas bocas, até beijá-la suavemente, querendo matar um pouco da saudade.
-Agora que me acordou, é melhor levantarmos logo. –fala tirando-o de cima de si e se levantando, para desgosto de Harry. –Eu vou ao banheiro, me espera aí. –ela fala e joga um beijinho antes de sair. Harry sorri e aproveita para cheira o travesseiro em que ela dormira, mesmo após a transformação, nada mudará.
Assim que Harry e Hermione chegaram à cozinha, receberam as boas vindas de Molly, Arthur, Rony, Fred, Jorge e Calisto, que estranhamente estava ao fogão.
-Até que enfim acordaram meus príncipes, já estava preocupada. –Calisto fala sem olhá-los, servia sopa em alguns pratos enquanto Harry e Hermione se sentavam. Os Weasley os olharam interrogativos ao que os dois apenas deram de ombros. –Fiz está sopa especial para recuperarem as energias e não se preocupem, pois não tem carne. –fala com um largo sorriso, parecia estar muito feliz.
-Obrigada Calisto, mas não imaginava que fosse a encontrar aqui ainda. –Hermione fala ao receber o prato cujo aroma só aumentava seu apetite.
-Ela fez questão de ficar, assim como de cozinhar para vocês, parece que não gostou da minha comida. –Molly fala mostrando que não gostara de ver a estranha mexendo em suas panelas.
-Não é isto, apenas sei melhor o que meus amos precisavam para se recuperar de uma noite tão difícil. –Calisto fala observando-os com carinho.
-Não tem porque nos chamar assim, Calisto. –Hermione fala um pouco se jeito. –Trate-nos apenas por Hermione e Harry.
-Exato, não precisa nos servir, aliás, sente-se e coma. –Harry completa, sentindo-se desconfortável com a atitude da mulher.
-Obrigada. Vejo que és tão gentil e simples quanto sua mãe. –fala levemente emocionada antes de se sentar.
-Conheceu minha mãe? –Harry pergunta mais animado e se virando para olhar Calisto, que estava na cabeceira oposta a Arthur Weasley.
-Não Lílian, infelizmente. –nesse momento todos a olharam completamente confusos. –Me referia a Princesa Isabel. –nesse momento o pensamento geral era de que a Lycan era louca.
-Que princesa? Nunca ouvi falar de uma com esse nome. –Rony fala expressando as dúvidas de todos.
-Isso não me surpreende, ela viveu há quase mil anos atrás. –Calisto fala impassível, ignorando os ares mais surpresos ainda. –É com ela que a história dos poderes de vocês começa.
-Como uma mulher que já está morta faz tempo pode ter alguma a ver com o fato deles de uma hora para outra terem virado vampiro e lobisomem? –Fred pergunta e todos parecem concordar com o ruivo.
-E como essa mulher poderia ser “mãe” do Harry? –Jorge completa a dúvida e todos se voltam para a loira, atrás de respostas.
-Isabel era uma princesa e, uma noite, quando voltava para seu castelo após uma viagem, seu cortejo foi atacado por Lycans, alguns guardas conseguiram dar cobertura para que ela fugisse, mas era tarde, ela já havia sido ferida pelas garras de um dos atacantes. Duas noites depois, ainda na lua cheia, Isabel tentava limpar o ferimento inflamado em um rio, quando viu um homem surgir da mata e de repente cair às margens do rio. Assim que verificou que ele estava vivo, o levou para a cabana abandonada onde ela estava àqueles dias e cuidou do homem, mesmo sabendo que ele era um vampiro que estava gravemente ferido por um artefato de prata. Isabel era muito boa, forte e honrada... inclusive se negou a voltar para seu reino, pois tinha consciência do risco que representaria para todos. Cassius, o vampiro, logo percebeu todas estas qualidades e várias outras, nos dias em que conviveram.
-Mas se ele era um vampiro, como pôde passar dias com ela? Por que não a matou e foi embora? Afinal ele saberia que ela estava se transformando, não é? –Harry perguntou intrigado e ela sorriu antes de responder.
-Cassius estava muito ferido no início, além do que Isabel o tratava com amabilidade e atenção, não significou ameaça em momento algum para ele, sem falar que ela era, para a época, uma mulher muito bonita, ruiva de pele alva e olhos castanhos.
-Você está dizendo que ele se interessou por ela? –Fred perguntar fazendo uma careta, afinal vampiros e lobisomens se odiavam e não o contrário.
-Algumas noites antes da primeira transformação de Isabel, ela contemplava angustiada a lua. Cassius percebeu isto e se levantou, ambos conversaram e ele declarou seu amor por ela, disse que jamais a abandonaria e que cuidaria dela, foi naquela noite que se amaram pela primeira vez e foi nessa noite que Isabel engravidou. –os olhares agora eram de extrema expectativa. –No dia seguinte os dois voltaram para o castelo de Cassius, que era um nobre, além de vampiro poderoso e respeitado entre os seus. Ele contratou humanos e lobisomens para servirem a Isabel e tomarem conta do castelo. Foi nessa época, que eu, uma jovem e humilde Lycan, os conheci e comecei a trabalhar para Isabel, uma mulher que aprendi a respeitar e admirar. No entanto, a gravidez estava sendo muito difícil, minha senhora estava cada dia mais fraca, os empregados e principalmente meu senhor estavam muito preocupados, mas ela dizia que estava tudo bem e que iria trazer ao mundo aquela criança custe o que custasse. Na noite em que o parto começou, todas nós amas fomos ajudá-la, uma de nós que era bruxa, até preparou uma poção hiper-forte de fortalecimento. Quando o primeiro bebê nasceu, ela estava muito feliz e até corada, mas quando para nossa surpresa as contrações recomeçaram, ficamos muito aflitas, veio outro menino, idêntico ao primeiro, mas Isabel não pôde vê-lo, já havia falecido. A pior parte era contar para Cassius, meu senhor, a amava muito, ela era a vida dele, quando a viu na cama, já sem vida, nos pareceu que ele morreria ali mesmo. –Nesse momento Hermione e Molly enxugaram as lágrimas que teimavam escapar de seus olhos. –Nesse momento eu chamei a atenção dele para os meninos, disse que não havia conseguido identificar se eram Lycans ou vampiros, mas o brilho nos olhos dele quando viu os dois mostrava que não importava, era o motivo que o faria viver. Porém, o castelo estava sob ataque, os vampiros e muito menos os lobisomens gostaram de saber que Cassius e Isabel eram marido e mulher e a idéia de herdeiros era ainda muito pior, foi por isso que um lord vampiro do nível de Cassius, entrou no quarto naquela hora, riu do estado de minha senhora e tentou atacar meus principezinhos, mas meu senhor bloqueou o ataque, prendeu o inimigo e me mandou levar os bebês a Mérlin, se Isabel havia dado a vida para que os filhos nascessem, Cassius daria a vida para que os filhos pudessem ter uma vida. –Nesse momento houve uma pausa e as outras mulheres pareciam já não lutar contra as lágrimas.
-Então os dois morreram logo depois dos bebês nascerem? –Jorge perguntou olhando para Harry, não podia evitar associar as duas histórias.
-Infelizmente, sim, mas me deram tempo de levar os pequenos príncipes para Mérlin. Contei a ele toda a história e imediatamente ele fez um ritual para selar as maldições e preservar a ligação deles para que quando o mundo estivesse pronto, os gêmeos pudessem quebrar o selo e enfrentarem a dura missão que, para a segurança deles, fora adiada pelo grande mago.
-Mas como ele selou as maldições e como elas eram? –Hermione pergunta já com as emoções sob controle.
-Como eu disse, os meninos eram idênticos, no entanto a cor dos olhos era diferente, um possuía os olhos verdes esmeralda do pai e o outro os castanhos da mãe. –nesse momento ela olhou para Harry e Hermione. -Segundo Mérlin, ambos eram híbridos, possuiriam características das duas raças, no entanto, o de olhos verdes teria como maldição predominante o vampirismo e o de olhos castanhos o Lycan.
-Você está nos dizendo que o Harry e a Hermione são os descendentes desses gêmeos? –Arthur pergunta diretamente.
-Sim. Mérlin levou o de olhos verdes para uma família bruxa tradicional e o de olhos castanhos para uma família trouxa, eu ficaria responsável por cuidar deles e para evitar que se encontrassem até que fosse seguro, mas Mérlin também proibiu que eu os aproximasse, disse que isto o destino deveria propiciar.
-Para quem deveria cuidar de nós, você fez um “ótimo” trabalho comigo. –Harry fala sentindo-se um pouco frustrado, afinal uma Lycan com tantos anos poderia ter ajudado seus pais a fugir e sua vida teria sido bem diferente.
-Sei como se sente meu príncipe, mas infelizmente eu nunca pude conhecer Lílian. Durante a segunda guerra mundial, sua família desapareceu, quase morri quando perdi meu menininho, foi como se metade de mim houvesse morrido. Mas ergui a cabeça e voltei para junto de meu outro rapaz, passando a cuidar somente de uma das famílias. –Os olhos de Calisto quase escureceram de tanta tristeza.
-Agora me lembro! –Hermione exclama e todos a olham. –Quando eu era pequena houve um acidente, eu não me lembro muito bem porque meus pais me fizeram ir a um psicólogo por anos, mas eu tinha quatro anos e eu me lembro de um barulho de freada, então um cachorro enorme e depois uma explosão. Agora tenho certeza de que o cachorro era você. –Hermione fala olhando para Calisto que simplesmente assente.
-Sim, foi a única vez que me deu trabalho. Brigou com sua prima no parquinho e saiu correndo para a rua, eu me transformei e saltei para te tirar de lá, o motorista conseguiu desviar de mim, mas acabou batendo no carro que vinha no sentido contrário e houve uma explosão, os motoristas morreram. –Calisto resume a história e Hermione parece concordar.
-Então você salvou a vida dela? –Rony fala impressionado.
-Era meu dever, assim como foi durante todos estes anos, apesar de Hermione não ter me dado tanto trabalho quanto a mãe, esta sim era uma menina que gostava de fazer arte. –Calisto comenta com um sorriso saudoso.
-Então, herdei isto de minha mãe? –Hermione pergunta e Calisto assente. –Por que quando eu me tornei bruxa, você não me procurou e conversou comigo?
-Porque, como Mérlin me recomendou, eu não deveria influir no destino e contar a verdade para você, teria feito você e meu príncipe quebrarem o selo mais cedo do que deveriam. Aliás, devo dizer que nada me fez tão feliz do que vê-la na estação King Cross trazendo meu principezinho de olhos esmeralda, de lá para cá eu jamais descuidei dos dois, exceto quando estavam em Hogwarts, eu não posso entrar lá, assim como neste verão não pude entrar aqui e contar tudo isto antes, tive que esperar até minha princesa sair da casa para encontrá-la e me revelar.
-E por que não pode entrar aqui? –Fred pergunta curioso.
-Se tem quase mil anos deveria entrar em qualquer lugar, não é? –Jorge completa no mesmo tom que o irmão.
-Esta casa recebeu fortes magias de proteção nesse verão e apesar de eu ter quase mil anos, não sou uma bruxa como vocês, meu poder mágico veio com a maldição e o tempo, portanto, em um duelo só mágico, não poderia vencer nenhum de vocês, talvez a exceção de Rony. –Essa declaração fez os gêmeos olharem para Rony e rir, Harry conseguiu disfarçar.
-Então, seria exagero meu dizer que essa ligação mais forte que eu e Harry sentimos desde aquele dia, da quebra do selo, é por causa dessa descendência? –Hermione pergunta seriamente a Calisto.
-Claro que não! Quando quebraram o selo, foi como se voltassem a ser os gêmeos que Isabel e Cassius conceberam. Mérlin quis manter essa relação diferente que só os gêmeos tem, para que vocês pudessem se aproximar, quebrar o selo e seguirem juntos o caminho que lhes foi traçado. Fred e Jorge podem lhe dizer melhor que eu, o quanto gêmeos são ligados.
-É verdade, não somos nada sem o outro. –Fred fala abraçando o irmão.
-Quando pequenos, mamãe nos castigava nos colocando bem longe um do outro. –Jorge completa com um olhar “saudoso”.
-Lembro que quando bebês, só conseguiam ficar calmos se os deixássemos no mesmo berço, tivemos até que aumentar o berço por causa disso. –Molly comenta se lembrando dos filhos quando pequeninos.
-Agora as coisas ficam um pouco mais claras, mas ainda tenho muitas perguntas. –Hermione pondera trocando um olhar com Harry, que desvia o olhar.
-Eu já imagino quais sejam e não poderei responder muitas delas, -antes que Hermione a interrompesse, Calisto continuou -mas para isso os levarei até o castelo de Mérlin, tenho certeza de que lá encontraram as respostas que procuram. Assim como uma carta que Isabel e Cassius deixaram para os filhos, vocês. –Calisto fala com um sorriso e tanto Harry quanto Hermione olham para baixo, ponderando sobre isso.
-Então Mérlin ainda está vivo? –a pergunta parte de Arthur, que parecia chocado, assim como os demais Weasley.
-Não, o mesmo vampiro que ordenou a morte de Cassius e dos príncipes, matou Mérlin. –essa notícia chocou a todos. –A intenção era descobrir onde as crianças estavam, aliás, este maldito ainda vive e por isso seria muito sábio que ninguém mais soubesse desta nossa conversa. –Calisto os avisa e todos concordam.
-Isso quer dizer que ganhamos mais um inimigo, mais uma missão do destino e que nenhum lugar nos parece seguro o bastante. –Harry fala com um sorriso sarcástico, era como se o destino gostasse de rir dele.
-O castelo de Mérlin é o lugar mais seguro do mundo e só eu sei onde fica. –Calisto fala tentando tranqüilizá-lo.
-Mas você não disse que o tal vampiro matou Mérlin? –Molly pergunta desconfiada.
-Mas isto aconteceu quando Mérlin saiu de seu castelo em uma viagem para o oriente. Se o mago houvesse ficado em casa, como o aconselhei, ainda estaria vivo. –fala parecendo lamentar a perda do amigo.
-Ele estaria vivo? –Rony pergunta espantado e não é o único.
-Ele havia descoberto um dos segredos da vida, algo parecido com a pedra filosofal que destruíram. Mas não sei o que era, apenas sei que seja lá o que for, Mérlin usava. –Calisto explica e todos parecem compreender melhor.
-Então quando nos levará para esse castelo? –Harry pergunta em tom prático.
-Amanhã pela manhã, pouco antes do Sol nascer. –Harry faz uma careta, mas concorda. –Agora me digam uma coisa, como quebraram o selo? –pergunta curiosa. Harry e Hermione coram, enquanto os gêmeos e Rony riem.
-Nos beijamos. –Hermione responde simples e rapidamente, mas Calisto apenas a observa como se não houvesse entendido.
-Nos beijamos na boca, nada planejado, mas aconteceu. –Harry esclarece com um tom não muito paciente. O rosto de Calisto mostrava choque e incompreensão.
-Aliás, acho que você não está sabendo, mas eles estão namorando. –Jorge comenta tentando não rir, afinal os amigos estavam com expressões muito sérias e, poderiam ser muito perigosos.
-Me dêem licença, eu preciso tomar um pouco de ar. –Calisto fala de modo sério e formal antes de se retirar rapidamente. O restante da refeição foi silenciosa, principalmente pelo semblante preocupado de Harry e Hermione.
Hermione observava o caso tentando esvaziar a mente, que girava em pensamentos, sentimentos e, principalmente, preocupações.
-Rony me disse que queria falar comigo. –Harry fala assim que chega a varanda.
-Sim, e acho que sabe sobre o que é. –Hermione responde um pouco temerosa, desviando um pouco o olhar enquanto ele se posicionava a sua esquerda.
-Não somos irmãos, nem mesmo temos um parentesco remoto, afinal não dá para se considerar algo que aconteceu há mil anos. –Harry fala de modo duro, mas sem erguer a voz.
-Eu sei, Harry. O problema é que todas essas sensações que julgávamos ser amor ou paixão, podem ser apenas reflexo dessa ligação de irmãos gêmeos que estava adormecida, mas agora acordou. Aliás, se você pensar bem, vai ver que sempre nos entendemos de um jeito muito profundo e inexplicável...
-O que você sente quando me beija? –Harry a interrompe e lhe pergunta olhando profundamente nos olhos.
-Você é um homem atraente e beija bem...
-Você realmente não me quer? –Harry pergunta e sua voz já dava sinais de que poderia chorar.
Hermione se calou, como se ponderasse o que dizer, os sentimentos dolorosos de Harry a invadindo. No entanto, não poderia mentir para ele, seria muito pior, tais pensamentos soaram tão profundos, que Harry pôde ouvi-los e, por isso, se aproximou e a tomou nos braços, capturando seus lábios com fervor, como se fosse a última vez que os sentiria. Hermione fez o mesmo, sabia que Harry havia sentido sua decisão, então correspondeu da melhor forma que pôde. O desejava, mas não poderia arriscar tudo o que tinham, em um relacionamento com sentimentos tão confusos.
Quando o beijo terminou, não foram necessárias palavras, Harry apenas lançou a ela um último olhar, que mostrou a enorme ferida que ela causara, depois saltou para o jardim e então sumiu na noite. Hermione deixou uma lágrima cair, sentia a dor dele e a dela, sabia que ia demorar a cicatrizar, mas quanto antes acontecesse, menos sofrimento causaria e mais rápida seria a recuperação.
Calisto assistiu tudo de longe e, ainda confusa com aquela situação inesperada, se limitou a se aproximar silenciosamente e abraçar sua princesa. Hermione apenas se virou e a abraçou, chorando em seu ombro e desabafando seus sentimentos.
Harry olhava para a lua cheia e brilhante, seus olhos estavam secos, não choraria, não sofreria, apenas juntaria aquela cicatriz às outras e se prepararia para o próximo desafio, descobrira que seu destino é ser um guerreiro solitário, e por isso enterraria, naquele momento, seu coração e tudo o que pudesse o enfraquecer diante de seus inimigos.


N/A: Oi, desculpem a demora, mas creio que todos já saibam da minha tendinite, então eu não prometo atualizações muito rápidas.

N/A²: Gostaram da capa? Foi minha prima que fez! Acho que deu para entender o que significa né?^^

N/A³: Estão querendo me matar? Espero que não! rsrsrsrs Mas, o que acharam da Calisto? Espero que não a culpem.

Próxima atualização: Sitra Achra

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