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23. A primeira grande conquista


Fic: Reescrevendo a História


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Era noite de segunda-feira, o jantar havia terminado há pouco tempo e Harry entrava na sala precisa, onde os marotos e as garotas o esperavam para uma reunião que ele mesmo havia convocado após pensar sobre a situação de Snape e Angélique.

-Até que enfim, achamos que havíamos entendido o horário errado! Aconteceu algum problema? –Thiago fala entre preocupado e irritado pelo atraso de Harry.

-Não, eu só estava pondo as idéias em ordem no caminho e acabei andando devagar. –Harry fala um pouco desconfortável e afrouxando a gravata. Havia repassado o discurso no caminho e ainda estava um pouco inseguro quanto à conversa que teria. –Eu vou falar algumas coisas e gostaria que vocês não me interrompessem, tudo bem? –Harry pergunta e todos concordam, se acomodando melhor para ouvir o discurso dele. –Quando Hermione me aconselhou a me aproximar de Snape e disse que talvez eu pudesse salvá-lo, eu quase ri, me parecia impossível que o professor ríspido, um tanto sádico e aparentemente sem emoções além de espírito vingativo e inveja, pudesse virar uma boa pessoa. Bom, depois de começar a conviver com ele, já sabendo desde o meu tempo, que ele havia tido uma infância complicada e seu lar não era dos melhores, percebi que aqui não era tão diferente, ele era bastante solitário e talvez até mesmo por medo de rejeição ou por pura falta de habilidade em se relacionar com as pessoas, as afastava. Consegui me aproximar dele quando não só disse, como demonstrei que o aceitava como ele era e que o respeitava enquanto pessoa, deixando claro que queria sua amizade. Ao notar o interesse dele por Angel, achei que ajudá-lo a conquistá-la me renderia alguns pontos e não seria tão complicado, já que ela havia inicialmente se interessado por mim e meu jeito meio sonserino.

-Aonde exatamente você quer chegar com isso? –Remo pergunta ao notar que Harry parecia se atrapalhar em seu discurso.

-Quero chegar ao ponto onde Snape deixou sua postura rígida e introspectiva, assim como seus planos e atitudes de comensal de lado, para se dedicar a Angel. Eu fiquei impressionado com a mudança que houve nele, assim como percebi que Belatriz e Rodolfo andaram discutindo com ele pelos cantos, provavelmente descontentes com o desleixo de Snape para com suas funções como comensal.

-Está querendo dizer que Angel o salvou? –Rony pergunta um tanto confuso.

-Não, estou querendo dizer que por amor ele começou a mudar. O problema é que agora ele ficou com um grande ódio do ministério por causa da prova que quase matou Angel, ele está a um passo de se tornar um maníaco totalmente contrário a tudo que venha do ministério, algo muito pior do que ele era antes de alterarmos o passado. –Harry levou a mão aos cabelos e respirou fundo antes de continuar. –Eu consegui acalmá-lo, fazê-lo se dedicar a uma poção que fortaleça Angel ou a magia dela, para que os medi-bruxos possam aumentar as dosagens da medicação pelo menos até um nível próximo da dosagem ideal. No entanto ele não poderá fazer isso sozinho, precisará de toda ajuda possível e isso nos inclui. Hermione e Lílian eram amigas de Angel e ele acabaria aceitando a ajuda delas, já a de vocês três, Thiago, Remo e Sírius, ele não aceitaria a menos que se desculpassem com ele por tudo o que já fizeram contra...

-Calma aí, você não está mesmo querendo que nos desculpemos com o ranhoso, não é? –Sírius fala incrédulo, não querendo acreditar no que acabara de ouvir.

-Primeiramente, o nome dele é Severus Snape e eu quero que passem a chamá-lo pelo nome e não por qualquer um desses apelidos...

-Você não pode exigir isso de nós! Não há nenhum motivo para querermos fingir sermos amiguinhos daquele... –Thiago se levanta e interrompe Harry furioso, mas Harry não se deixa intimidar e retoma a palavra.

-Já disse para não fazer isso! Ele é meu amigo e por isso quero que o chamem pelo nome. Eu exijo que meus amigos sejam respeitados, seja um de vocês ou Snape. –Harry fala de modo firme, seus olhos percorrendo fixamente os rostos de Thiago, Sírius e Rony, que pareciam inconformados com aquela atitude. –Eu descobri que apesar do jeito introspectivo, ele é uma ótima pessoa, pode não ter muito senso de humor, mas está sempre pronto a me ouvir e me ajudar, se mostrou fiel e companheiro e sempre que me fala de Angel seus olhos brilham e ele sorri como um bobo, me lembra muito Rony quando apaixonado. –Harry falou de modo sincero, chegando a sorrir ao lembrar-se de quanto Snape podia se parecer com um adolescente normal.

-Não me compare a ele! Eu nunca faria tudo o que ele fez, nunca seria um comensal! –Rony brada indignado.

-Ele ainda não fez nada Rony! Pare de pensar nele como o Snape adulto e amargurado que conhecemos. Se ele se deixou aliciar como comensal é porque tem um pai trouxa que o odeia, está em uma casa que cultiva o ódio a trouxas e seus descendentes, porque ninguém aqui se interessou em lhe oferecer uma única chance, além dos comensais e mesmo assim não por gostarem dele, mas por estarem cientes de suas habilidades não só em poções como na criação de feitiços, afinal ele mesmo tão jovem já criou vários, inclusive o Sectumsempra.

-E é a alguém capaz de criar um feitiço tão mortal que você quer que peçamos desculpas? –Thiago pergunta com ironia.

-Ele nunca usou o feitiço contra alguém! Além disso, vocês não têm a mínima moral para falara algo contra ele. –Vendo que ambos pretendiam protestar, Harry eleva a voz e continua, mas se virando de costas para eles. –Eu achava que vocês três eram heróis, pessoas perfeitas, defendia principalmente Sírius e meu pai de qualquer coisa que dissessem contra eles, mas isto só durou até meu quinto ano, quando fiquei sozinho na sala de Snape e pude observar sua penseira. Entrei por acaso em uma memória do ano de N.O.M.’s e os vi fazendo a prova, depois consegui acompanhá-los de longe para os jardins. Eu não poderia deixar de vê-los, de saber como eram na minha idade, de ver com meus olhos se eu e meu pai éramos tão parecidos quanto diziam... –Harry fez uma pausa, imerso nas emoções que aquela lembrança causava nele. Todos o observavam em silêncio profundo, nem Rony e Hermione sabiam daquele fato. –Porém tudo que fantasiei sobre vocês ruiu, meus heróis morreram quando vi que meu pai para entreter o amigo entediado, foi até alguém que não fez nada, nem olhara na direção deles e o azarou, o humilhou na frente de outras pessoas... Ver vocês maltratando e humilhando Snape, assim como Draco Malfoy fazia com Neville, me enojou... Aqueles a quem eu julgava verdadeiros heróis por tudo o que fizeram no combate a Voldemort não passavam de idiotas como a pessoa a quem eu mais desprezava na escola. Por sorte vi minha mãe se aproximar e dar uma bronca em vocês, tentar chamá-los a razão, ao menos ela ainda continuava a ser minha heroína, a mulher forte, sábia e bondosa que eu sempre imaginei que ela fosse. –Harry novamente faz uma pausa e se virando novamente de frente para eles, os olha nos olhos, deixando que vissem nos orbes verdes todos os sentimentos que sentia ao relembrar aquela visão da penseira. –Agora vocês têm a chance de me mostrar que cresceram, que não são as pessoas preconceituosas, arrogantes, superficiais e covardes, que me mostraram aquele dia. O destino deu a vocês a chance de provarem que não são iguais ou até piores que os comensais, pois eles pelo menos são claros em suas opiniões e não hipócritas como vocês três, ou melhor, quatro. –Harry primeiramente faz menção apenas a Sírius, Thiago e Lupin, mas depois resolve incluir Rony, que também se comportava com um maroto legítimo. –E antes que digam qualquer coisa contra Snape para se defenderem, lembre-se de tudo que fizeram comigo antes de saberem quem eu era.

Sem falar mais nada ou dirigir um olhar a qualquer um, Harry saiu da sala precisa, deixando todos pensativos e um tanto chocados com aquele desabafo. Lílian, Anne e Sally olhando para os rapazes de modo crítico e sério, enquanto Hermione se levantou e seguiu Harry, alcançando-o em um corredor paralelo. Ele estava de costas para ela, os braços dobrados apoiados na parede, ocultando seu rosto nas sombras.

-Como se sente? –Hermione pergunta abraçando-o por trás, sentindo-o estremecer e depois relaxar, apoiando seu corpo contra o dela.

-Aliviado por desabafar e falar de algo que me incomodava há muito tempo, mas também chateado por brigar com eles, afinal as coisas finalmente estavam caminhando bem. –Harry fala se virando lentamente para a noiva, depois se recostando na parede e a puxando para si, abraçando-a fortemente.

-Me deixou emocionada e muito orgulhosa. –Hermione fala acariciando suavemente o rosto dele.

-Orgulhosa? –Harry pergunta sem entender, mas sentindo-se relaxar ainda mais com o carinho.

-Você precisou de muita coragem para enfrentá-los e se expor daquele jeito, além de ter mostrado uma amizade sincera por Snape, uma lealdade que me faz confiar no nosso sucesso pelo menos em relação a ele. –O tom de voz dela era suave e o fazia esquecer as duras palavras que trocara na sala precisa. A seguir Hermione o beijou docemente, mostrando-lhe o quanto estava feliz por ele ter agido de modo tão consciente e maduro.

-Vou precisar de mais alguns destes para voltar a me sentir bem. –Harry fala com um sorriso mais tranqüilo. –Vamos até a sala que o Slughorn me deu? –Sugere quase a hipnotizando com o olhar doce e fixo.

-Não sei Harry, a sala não é para encontros amorosos e está ficando tarde...

-Hermione, por favor. Eu preciso de você hoje... não vê como estou carente? –O tom dele era quase uma súplica e a expressão do seu rosto não deixaria que mulher nenhuma lhe dissesse não. Hermione suspirou e encostou a testa na dele antes de responder.

-Tudo bem, eu vou à torre da Grifinória e te encontro lá. –Fala se afastando lentamente dele, seu corpo não gostando da idéia de sair da segurança e calor daqueles braços.

-O que vai fazer na torre? –Harry pergunta confuso, mas também com receio de que fosse uma desculpa para ela não ir encontrá-lo.

-Pegar o mapa do maroto e tomar a poção. –O tom da garota denunciava seu nervosismo, mas também a excitação que sempre sentia ao estar prestes a transgredir as regras.

Harry precisou apenas de um segundo para ver como ela mordia o lábio suprimindo um sorriso e entender a frase. Abriu um grande sorriso em resposta, depois se dedicando a observá-la se afastar antes de seguir animadamente para a sala, que ficava nas masmorras.

Já era madrugada quando Harry chegou à sala comunal da Sonserina, flagrando Snape, Rodolfo e Belatriz em pé, discutindo algo. Disse boa noite e viu que eles pareceram sem jeito, como se houvessem sido pegos em flagrante.

-Harry? –Belatriz disse olhando-o atentamente. Os cabelos estavam mais desalinhados que o normal, a roupa amarrotada, sem gravata e os botões de cima da camisa abertos de modo displicente, um visual que ela achou extremamente sexy. –Onde estava até essa hora? –A pergunta veio de forma automática ao perceber o que aquilo poderia significar.

Não foi difícil para os demais perceberem o tom de ciúme na voz da garota, que tinha os braços cruzados e o olhava de modo acusatório. Snape parecia impassível e apenas observava os demais, já Rodolfo vira que Belatriz olhara para Harry de modo cobiçoso, os olhos azuis, geralmente frios, escurecendo de desejo pelo moreno.

-Isso não é da sua conta, como também não é da minha o que os três estão fazendo aqui. –Harry fala de modo frio e em tom indiscutível, apesar da calma aparente. Andou até Snape e parou a frente dele. –Se depois precisar ou quiser falar comigo, pode me acordar. –Harry fala pondo a mão no ombro do amigo, pressionando levemente antes de seguir para as escadas que davam acesso ao dormitório, mas parando no terceiro degrau, de modo a ficar oculto pelas sombras enquanto observava os três.

Snape inclinou os lábios ligeiramente, quase formando um sorriso de canto, o amigo parecia saber como lhe passar calma e confiança. Já Belatriz passava por um turbilhão de emoções, que iam desde a frustração por não poder observar mais o alvo de seu desejo, até a fúria pela resposta completamente inesperada e contrária a que ela queria. Por sua vez, Rodolfo parecia enxergar cada estágio das emoções da namorada através daquele oceano revolto que eram os olhos de Belatriz, e o que via lhe causava um prazer sem igual.

-Espero que tenha aprendido a lição, Bella. –Rodolfo fala com um sorriso satisfeito, atraindo um olhar nada amistoso da namorada, que antes olhava para a direção que Harry tomara, parecendo indecisa quanto a ficar ali e ir até ele exigir satisfações e saciar seus desejos, provavelmente não nesta ordem ideal. –É óbvio que ele estava com a noiva e mais evidente ainda o que estava fazendo, portanto esqueça-o de uma vez por todas. –Havia traços de clara satisfação na voz do sonserino, como se aquela situação fosse uma vingança a toda humilhação que ela o fazia passar com sua admiração excessiva por Harry Potter.

-Você é patético, Rodolfo. –Belatriz fala com desprezo, não direcionando seu olhar mais que o necessário ao rapaz, antes de se virar para Snape. –Vamos logo para essa reunião. –Sabendo que não adiantaria nada fugir de suas obrigações, pretendia ir a reunião e descontar sua frustração no primeiro idiota que lhe desse a chance.

Snape não pensou em discutir, estava irritado o suficiente por ter que desviar a atenção de sua pesquisa, não perderia mais tempo discutindo com Belatriz sobre respeito e hierarquia.

Harry não podia ouvir o que diziam, mas viu que os três entraram na passagem secreta que levava a sala que usavam para reuniões de comensais. Pensou em segui-los, mas isto seria muito perigoso, poderia haver feitiços de proteção e também a chance de que outros fossem se juntar aos três, o que o deixaria sem ter onde se esconder. Suspirou frustrado e como não havia muito mais que fazer, se limitou a ir para o dormitório dormir, antes que mais alguém o visse ali.

Menos de uma hora depois, a sala de reuniões dos comensais abrigava cerca de vinte estudantes que aguardavam, sentados em cadeiras confortáveis, o pronunciamento do líder dos comensais em Hogwarts, representante indicado pelo próprio Lorde das Trevas, Severo Snape. Este estava em um local mais elevado, como se aquele meio metro de altura a mais simbolizasse sua superioridade aos demais, estava de pé e sua postura ereta e seu olhar firme empunham o respeito necessário e simbolizavam sua autoridade.

-Hoje pela manhã recebi uma carta de nosso mestre e por isso pedi que Belatriz organizasse esta reunião. –O tom era frio e firme, seus olhos percorriam os rostos dos jovens comensais, que pareciam estar nervosos e em expectativa para saber das novas ordens. –Nosso mestre nos parabeniza pelas informações recolhidas, estabelece a data do próximo passeio a Hogsmeade como data de nossa avaliação, –O nervosismo aumentou diante daquela notícia e fez alguns suarem frio diante do terrível significado que os testes adquiriam quando alguém falhava –mas a principal informação e ordem direta do mestre, foi para que observemos e analisemos Harry Potter atentamente, para que no dia que o mestre determinar, tenhamos um relatório aprovando ou não seu nome para se juntar a nós, como um Comensal da Morte. –Belatriz não conteve a comemoração, assim como alguns sonserinos que haviam aprendido a admirar o Campeão Tribruxo, que representava tão bem sua casa.

-Eu sou contra a indicação dele! –Rodolfo protesta de modo veemente, chamando a atenção de todos para si. –Ele é um Potter e sabemos muito bem a posição de sua família na guerra. Além disso, ele está noivo de uma grifinória que anda para cima e para baixo com uma sangue-ruim e não me parece ser de confiança...

-Não estamos avaliando a Granger e sim o Harry, que sempre deixou claro o seu desprezo por Lílian Evans e todos os nascidos trouxas. A família é algo importante na formação de nosso caráter, mas não significa tudo e um exemplo negativo disto é meu primo Sírius Black, que envergonha a todos os Black com sua postura liberal. Porque não seria Harry Potter um exemplo semelhante, mas positivo deste caso? –Belatriz parte em defesa de Harry mantendo um tom firme e objetivo, olhando para Rodolfo com superioridade, como se o desafiasse a buscar argumentos contra ela.

-Eu não me lembro de ter iniciado um debate! –Snape fala de modo ríspido, terminando com outras possíveis manifestações. –Minhas ordens são para que observem as atitudes de Harry Potter e relatem qualquer anomalia em seu comportamento, quem decidirá se ele é ou não apto a ser um comensal sou eu, que além de líder neste castelo sou amigo próximo dele. –Houve uma pausa e Snape observou a todos como se os desafiassem a contestá-lo, mas como ninguém se manifestou, ele prosseguiu. –Afastem as cadeiras que hoje teremos um treino intensivo para que não me façam passar vergonha diante de meus superiores.

O primeiro treino era para resistência a maldição imperius, então os alunos se dividiram em pares e os a direita de Snape lançavam a maldição nos que estavam a esquerda de Snape. Os mais novos rapidamente se encontravam a mercê de quem os amaldiçoava e logo eram castigados com a maldição da dor por Snape, o mesmo acontecia a cada um que não conseguisse resistir a maldição imperius. Após esse momento, as duplas passaram a treinar combate, sempre que alguém caía e parecia derrotado, recebia a maldição cruciatos até que dissesse que iria continuar a luta, se entregar era inadmissível.

Na manhã seguinte, Hermione acordou as meninas bem cedo e as fez se arrumarem enquanto ela acordava os rapazes, tomando cuidado para não acordar rabicho. Seguiram para a cozinha, onde ela pediu que um elfo acordasse Harry urgentemente e lhe entregasse um bilhete em mãos. Já com a comida e bebida para tomarem o café da manhã, seguiram para a sala precisa e começaram a comer até que Harry chegou dez minutos depois.

-Recebi seu bilhete, o que houve? –Harry pergunta ofegante e preocupado, estava claro que ele fora até lá correndo.

-Calma, eu convoquei a reunião porque fiz uma descoberta incrível. Sente-se e coma enquanto eu conto! –Hermione fala mostrando ansiedade e expectativa.

-Até que enfim, eu já estava quase adquirindo uma ulcera com todo esse suspense! –Anne fala parando de comer para prestar atenção nas palavras da morena.

-Pois eu jurava que você e o Harry iam anunciar uma gravidez, já até imaginava a Lily sendo chamada de vovó! –Sally fala e ri ao ver a careta da amiga e do namorado, que certamente não pensavam nessa possibilidade.

-Vocês não estão pensando em aprontar essa comigo, não é? Ainda nem me acostumei a ser pai! –Thiago fala olhando-os duramente e os dois, que já estavam corados, ficam mais vermelhos ainda.

-Não é nada disso, não há a mínima chance, não é Mione? –Harry fala de modo defensivo e gaguejando um pouco.

-Não e o assunto não tem nada a ver conosco. Eu chamei vocês aqui por causa de uma coisa que vi ontem à noite...

-É mesmo, você não apareceu ontem à noite, até ficamos preocupadas! –Lílian fala com um leve tom preocupado, enquanto os demais olham de Harry para Hermione já imaginando o porquê do desaparecimento dela.

-Eu e o Harry fomos até a sala que Slughorn deu a ele, mas antes passei no quarto dos rapazes e peguei o mapa do maroto, para não se surpreendida na volta...

-Espera aí! A senhorita certinha não só ficou pelos corredores depois do horário permitido, como usou isso para um encontro com o namorado e com o agravante de ter sido planejado? –Rony fala boquiaberto, mas não evitando o tom zombeteiro.

-Você não devia subestimar o charme dos Potter, Rony, ele é capaz de fazer milagres. –Harry fala parecendo orgulhoso, principalmente com a concordância do pai e de Sírius.

-Eu já disse que não importa o que aconteceu ou não entre nós! O fato importante aconteceu quando eu voltava para a torre da grifinória, no meio do caminho parei para olhar o mapa e vi vários alunos saindo de seus salões comunais. Rapidamente entrei em uma sala e comecei a observar os pontos, eram de todas as casas e ao todo chegavam quase a vinte, que além de saírem no meio da madrugada, ainda desapareceram no mesmo corredor das masmorras. Eu já tinha anotado os nomes deles em um bloquinho que sempre carrego comigo, então continuei meu caminho para a Torre da Grifinória e fiquei no salão comunal esperando todos saírem. Foram quase duas horas até que todos saíram e pude acrescentar uns nomes de sonserinos, além de registrar o corredor em que eles desapareceram e depois apareceram. –Hermione não escondia a excitação pela descoberta, que certamente seria um marco dali em diante.

-Ontem quando cheguei ao salão comunal da sonserina, flagrei Snape, Belatriz e Rodolfo no salão comunal, disfarcei e fingi que ia para o dormitório, mas fiquei observando-os e os vi entrando na passagem que dava na sala dos comensais. Certamente estavam preparando uma reunião. –Harry completa sorrindo, haviam flagrado todos os comensais de Hogwarts.

-Então temos os nomes de todos os comensais e o corredor onde a passagem deve estar, é isso que estão dizendo? –Lupin pergunta sem acreditar no que ouvia, era perfeito demais para ser verdade.

-Exatamente! Tem umas pessoas que não conheço, mas podemos saber quem são e ficar de olho, além de tomar mais cuidado perto delas. Também procurei Dumbledore para dar a lista, mas ele não estava na escola, foi com os outros diretores a Londres, devem ter ido falar sobre a terceira prova do Tribruxo, por isso devem voltar hoje mesmo, então entregamos a lista esta noite. –Hermione fala rápido, mostrando sua ansiedade e animação com a sorte que deram.

-Eu acho que demos muita sorte e que a lista é um grande passo, principalmente porque Dumbledore pode investigar as famílias desses alunos, mas temos um problema. –Sírius fala e ao ver que todos o olhavam intrigados, ele continua. –Como você pretende explicar ao diretor, estar nos corredores àquela hora? Vai contar o que você e Harry estavam fazendo? –Sírius não pôde evitar o sorriso maroto e o tom levemente malicioso. Todos riram com exceção de Harry, que ficou muito vermelho, e Hermione que, surpreendentemente, estava calma.

-Eu fui conversar com Harry sobre Angel e Snape, estávamos preocupados com o jeito como ele reagiria a tudo. Também aproveitamos para falar do torneio e acabamos perdendo a noção do tempo, por isso estava no corredor àquela hora. O mapa do maroto estava comigo porque Harry o usou para verificar os corredores e nos encontrar mais cedo e me emprestou para que eu evitasse problemas. –O tom de Hermione era normal e sua expressão tranqüila, o que acabou por deixar a todos em choque.

-Isso que eu chamo de ser cara-de-pau! –Sally exclama e todos riem.

-Eu me esforcei a madrugada toda para pensar nisso e me concentrar na desculpa então me dêem um crédito! –Hermione entra na brincadeira, que se estende mais um pouco, até que eles começam a falar dos nomes da lista, que incluíam Pedro Petigrew e Régulos Black.

Harry andava a passos rápidos para as masmorras, precisava pegar seu material para a primeira aula e estava um pouco atrasado. De repente seu caminho foi interceptado por Belatriz, que parecia um tanto aborrecida e o olhava de modo rigoroso, carregava sua mochila e mantinha os braços cruzados.

-Onde você estava? Te procurei por todo lugar! –Seu tom era autoritário e ela o olhava de modo firme e quase ameaçador. Pretendia começar a “campanha” a favor de Harry aquela manhã e para isso precisaria observá-lo de perto, mas ao não encontrá-lo e notar que Hermione também não estava presente no café da manhã, imediatamente se pôs a procurá-lo, totalmente tomada pelo ciúme.

-Escute bem, Bella . –Harry fala baixo e sua voz não tinha emoção, apesar da tonalidade estranha, quase irônica com o qual pronunciou o nome da garota. –Eu não sou o cachorrinho obediente do seu namorado e não admito que fale comigo nesse tom. –Ele falou pausadamente, seus olhos estavam frios e ameaçadores, e quando segurou o braço dela, assegurou-se de fazer bastante força. –Agora peça desculpas e diga que nunca mais me faltará com o respeito.

-Harry, eu...

-Harry não! Me chame de senhor. –O tom imperativo e duro não deixava espaço para argumentações.

-Está me machucando...

-Se eu estivesse te machucando você estaria gritando e implorando por piedade, então a menos que não queira ver como um homem de verdade age, diga logo o que mandei. –Harry apertou ainda mais o braço dela, fazendo-a se curvar levemente.

-Me desculpe, senhor. Prometo que não tornarei a te incomodar mais. –Belatriz falou com a voz vacilante, não pela dor no braço, pois já estava acostumada a dores piores, mas pela promessa do que realmente seria dor, que estava evidente no olhar frio e cruel que Harry lhe dirigia.

-Ótimo. Agora vá brincar com seu cachorrinho e me deixe em paz. Se precisar dirigir a palavra a mim de novo, me chame de senhor e não me encare, a menos que queira que eu lhe mostre seu lugar, entendeu?

-S-sim s-senhor. –Belatriz gaguejava, olhando para o rapaz ereto e de postura impiedosa, que simplesmente lhe dera as costas e seguira seu caminho. Não parou de observá-lo, os passos confiantes, a postura inabalável, aquela aura de poder. Suspirou sentindo o coração acelerado tentar se acalmar, o braço latejava, não por que lhe causara dor e sim prazer. Um prazer que a fez se deixar escorregar apoiada contra a parede, o corpo trêmulo, no antebraço a marca vermelha que viraria um hematoma, exalava calor. –Você ainda será meu, eu prometo, meu senhor.




N/A:Oi, O capítulo ficou um pouco menor do que de costume, mas eu decidi parar na parte da Belatriz para que vocês fizessem uma reflexão do que aconteceu até agora com os personagens, fazer uma leve comparação com o passado e o antigo futuro, para me dizer como vocês acham que os personagens estarão no novo futuro. Adorarei saber o que estão pensando sobre os personagens e adoraria ver as teorias que também envolvam meus P.O.’s (Personagens Originais).

Black Behmer Malfoy: Você fez uma pergunta interessante, estaria o ministério interessado em um novo herói ou só em um garoto propaganda? Se pensarmos bem teremos várias respostas cabíveis para essa questão, pois ao mesmo tempo em que não há nenhum bruxo além do velho Dumbledore, no nível de Voldemort, o Ministério da Magia da Inglaterra é conhecido por querer sempre parecer auto-suficiente e maior que qualquer um individualmente, portanto, exaltar Harry como o grande salvador iria contra essa imagem e contra os planos políticos de qualquer ministro, já que os Heróis são geralmente transformados em líderes, ou seja, seria como escrever o nome de Harry no gabinete reservado ao Ministro da Magia.

Gabriele Black: Adorei o que você falou sobre o Harry ter adquirido um traço da personalidade do pai, realmente foi a imagem que eu quis passar na cena. Quanto a você concordar com ambas as teorias, talvez devesse dar mais atenção a elas, porque uma delas tem um pequeno furo. Já quanto a pergunta bem cabível que você fez, SE, e eu reitero SE, os marotos pedissem desculpas, acho que não seria por simpatia ao Snape e também não acho que o Snape combine muito com os marotos, talvez ficasse uma relação parecida Com a do Harry e Rony com o Draco, quando este muda para o lado do bem.

palizinha: Harry filho de Voldemort é uma coisa difícil de imaginar, eles não são tão parecidos assim fisicamente, além do que eu acho que se Voldemort tivesse um filho os comensais saberiam até para que pudessem “cuidar” do herdeiro em Hogwarts.

*MaRy*: Adoro seus comentários, geralmente você tem uma ótima leitura da fic e acerta muitas coisas. O Holmes é suspeito realmente, mas porque não tem opinião sobre o Haynes? Garanto que ele será importante para fic, então dê uma olhada melhor nele e me diga sua opinião, a qual tenho certeza de que pode chegar perto do que vai acontecer.

N/A²: Essa é uma fic com um excelente número de comentários, mas tenho tido poucos comentários em outras, sei que muitos lêem e não comentam e nem votam. Sei que às vezes dá preguiça, mas acho legal vocês comentarem darem sugestões, fazerem pedidos e reclamarem de algo. Então pensando nisso resolvi mudar meu sistema de postagem, de agora em diante vai funcionar por prioridade. As fics têm sua lista de seqüência e agora passarão a ter uma prioridade também, então todas começarão com zero de prioridade e ganharam um ponto a cada cinco comentários, em um determinado dia vejo qual fic tem mais pontos e ela passa a ser a primeira na lista de atualizações, se houver fics com a mesma prioridade vale a ordem de postagem! Então comentem bastante e não vale ser só “Atualiza!!!” tem que ser um comentário com conteúdo. Para quem não sabe o que comentar, basta ler as N/A que geralmente eu faço uma pergunta ou peço para que reflitam sobre algo, também podem dizer sobre uma cena que gostaram ou uma frase de algum personagem, qualquer coisa do tipo ta valendo.


Prioridades até 06/10 12:30h

Frio da Alma – 3

Eximere Tempus -2

Herdeiros das trevas -1,5

Portões do Inferno -1,5

Sitra Achra -1

Próxima a ser Atualizada: Príncipes do Apocalipse (A prioridade dela não é a maior, mas a atualização vai de presente de aniversário para uma amiga, que tem essa fic como a favorita!)

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