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6. Capítulo IV


Fic: Uma dor chamada saudade


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo VI

*¨* Scars are souvenirs you never lose
Cicatrizes são lembranças que você nunca perde
The past is never far
O passado nunca está longe *¨*

Um sonho estranho acompanhou Jonathan à noite. Um sonho diferente, um sonho bom. Neste sonho sua mãe vinha, enquanto ele dormia, e passava a noite toda ao seu lado, deixando um livro em sua cabeceira, antes de partir. Nada além de um sonho... infelizmente, pensou Jona.
Acordou com o movimento de seus companheiros de quarto, que se preparavam para mais um dia de aula. Dentre eles viu Daniel que, após notar que Jonathan acordara, foi de encontro ao rapaz.
- Bom dia. – dizia com seu jeito simples e alegre – Resolvi não te acordar, pois reparei que estava dormindo bem.
Realmente dormira muito bem. Na verdade, pensou Jonathan, nunca havia tido um sono tão reconfortante como este. Era como se pudesse sentir a presença de sua mãe pela primeira vez. Não havia sentimento melhor do que aquele de acalento materno.
- Sonhei com minha mãe. – disse com um enorme sorriso acompanhado de um bocejo.
- Sempre que sonho com minha mãe, ela está brigando comigo. – Daniel continuava com um jeito alegre.
- Sinto tanto a falta dela. – disse Jonathan mais para si mesmo do que para o amigo.
Daniel pareceu não saber o que dizer no momento. Conhecia Jonathan há pouco e nunca sabia como se portar com ele, já que o humor do amigo mudava de uma hora para outra.
- Você tem uma família tão bonita e grande. – dizia tentando animar o amigo, que agora estava com um olhar perdido – Você é um rapaz de sorte, pois tem Harry Potter como padrinho.
Jonathan se acostumara com a fascinação obsessiva que Daniel tinha por Harry, pois o rapaz perguntava em cada meia hora tudo sobre seu padrinho. Coisas como: "Ele te conta sobre as batalhas dele?", "Foi ele mesmo que te ensinou a voar?", "Como é a cicatriz dele?"... e por aí afora. Mas não era somente por Harry que Daniel demonstrava um grande afeto, mas também pelo próprio Jonathan. Ambos haviam se enturmado tão bem, que sempre andavam juntos. Jonathan não tinha amigos antes de ir à Hogwarts e agora tinha Daniel. Pensara por um instante em Alicia e em como ela era paciente com ele, pois, apesar de brigar sempre com a garota, ele sabia que fora o errado em todas as ocasiões. Sabia que havia sido estúpido com ela.
Neste instante se lembrara que havia sido a garota quem provocara toda a confusão na aula de Poções no dia anterior. "Tinha que ser uma sonserina mesmo!", concluiu Jonathan, com seu antigo sentimento pela garota voltando.
- Daniel, é melhor você ir tomar o café, pois eu acho que vou demorar. – disse Jonathan ainda sonolento – Preciso me recompor, pois hoje tenho que estar bem para encarar a detenção do Professor Malfoy.
- Está bem, mas não demore. – Daniel já se encaminhava para a porta.
Por causa de seu "sono reconfortante", Jonathan acabou se atrasando e resolvera não tomar café da manhã, o trocando por um bom e longo banho. Saindo do banheiro masculino Jonathan notou o frio que fazia aquele dia. Apesar do sol estar despontando timidamente pela janela de seu dormitório, ele notou, pelo vento gelado que fazia, que o inverno estava chegando muito rigoroso. Vestiu-se rapidamente com o uniforme da Grifinória e ajeitou com um pente os rebeldes cabelos castanhos, herdados de sua mãe. Jona deu uma última olhada no espelho e saiu, pegando sua varinha e seu material, sem nem notar um livro grosso de capa azul marinho que estava em cima de sua mesinha de cabeceira.

:.: Sábado de manhã, Hermione andava sozinha pelo castelo. Não havia muito o que fazer, pois Harry estava treinando com o time de Quadribol da Grifinória e Rony havia conseguido a autorização do diretor para trabalhar nos fins de semana. De início, Hermione não havia gostado da idéia de passar os fins de semana sem Rony. Afinal, a semana era para estudar e o fim de semana era para namorar. Mas agora, aos poucos, já ia se acostumando com a idéia.
Na verdade, Hermione concluiu, ela sempre estudava, mesmo sendo final de semana. O pior era que acabava incentivando Rony a estudar também. Não que isso fosse algo ruim. Pelo contrário! Hermione tinha que concordar que se sentia "nas nuvens" quando via que ele havia melhorado muito suas notas após começar a namorar. O problema era que, em sua cabeça, Rony arranjara este emprego para fugir da monotonia a qual seu namoro havia se tornado.
Andando pelo castelo, sozinha, percebeu o quanto gostava de Rony e o quanto ele fazia falta à ela. Sentia falta de sua voz, de suas perguntas absurdas e de suas teorias sem fundamentos. Era muito estranha a sensação que Hermione tinha de que não conseguiria mais ficar sem Rony. Desde quando eram somente amigos, ela já sabia que se afastar dele seria algo muito difícil, mas agora, após o início do namoro, percebera que esta era uma tarefa impossível. Era impossível ficar sem aqueles cabelos rubros, sem aquelas sardas que gostava tanto, sem aquelas caretas que ele fazia, sem seu gênio explosivo... enfim, sem Rony.
Era ao lado dele que ela gostaria de estar neste exato momento. Hermione arrependera-se amargamente de não ter dado tanta atenção a ele quando tinham tempo nos fins de semana. Agora, o jeito era encontrar Harry depois do treino ou esperar Rony voltar no dia seguinte. Estava entediada de vagar pelo enorme castelo sem ter o que fazer, então, resolvera ir para um lugar onde pudesse se sentir bem. Um lugar onde o mal da solidão não a incomodasse, onde pudesse, mesmo no silêncio, se interagir com o mundo, onde não se sentisse como a única pessoa do planeta. Resolvera ir à biblioteca.
Ao chegar, avistou Madame Pince, a irritante bibliotecária, atrás do balcão. Não havia muitos alunos no local, como era costume em um sábado. O tempo ensolarado, que fazia fora do castelo, também não contribuía para que a biblioteca estivesse cheia. "É vergonhoso como os alunos só vêm até aqui quando os professores passam alguma tarefa", pensou Hermione. Percorreu o olhar pelas mesas para ver quem conhecia. Estava com uma vontade inexplicável de reconhecer algum rosto amigo com quem pudesse conversar. Em uma mesa, perto da porta, estavam dois alunos da Corvinal, que Hermione conhecia somente de vista. Na mesa, ao seu lado esquerdo, estavam sentados um casal da Lufa-Lufa e, em uma mesa mais afastada, Hermione pôde ver um rapaz de cabelos platinados sentado de costas para onde ela estava.
Não estava disposta a ter que agüentar Draco Malfoy àquela hora da manhã, então, caminhou silenciosamente até as prateleiras de livros bem distante do garoto. Está certo que Hermione queria alguém para conversar, mas ficar com Malfoy mais que dois minutos fazia mal a qualquer um.
Olhando para as fileiras de livros à sua frente, Hermione acabou se distraindo. Era fantástico como aquilo a encantava. Todo aquele conhecimento, passado de geração a geração ali, impressos. A grande maioria daqueles livros Hermione já lera, mas o número de publicações que havia em Hogwarts parecia se multiplicar a cada ano,pois ela sempre encontrava alguma novidade. Passou o dedo pelos livros até parar em um que lhe agradou.
- Procurando um livro, Granger? – Hermione ouviu a voz que menos queria ouvir pronunciando seu nome.
- É o que parece, não é mesmo, Malfoy? – ela sentiu que sua satisfação, proporcionada pelos livros, foi embora tão depressa quanto veio.
- Não me surpreende que a "Garota-Eu-Sei-Tudo" esteja mesmo enfiada na biblioteca em um sábado ensolarado. – o garoto falava com sua voz arrastada.
- Você também está na biblioteca em um sábado ensolarado, Malfoy. – disse Hermione com um tom de voz sarcástico.
Hermione notou que Malfoy ficara sem argumentos para responder. A garota, então, virou-se e tentou voltar sua concentração novamente para os livros. Apesar de achar que Draco Malfoy iria embora após esta breve conversa, ela pôde ouvir ele dizer:
- Soube que seu namoradinho está trabalhando. – Hermione notou um tom de voz nada agradável quando foi pronunciada a palavra "namoradinho".
- Eu sei que você sabe. Percebi que você ouviu a minha conversa com Rony, na segunda-feira. – disse ela, folheando um livro de capa vermelha, sem nem se virar para olhar o garoto.
- Ouvir uma conversa sua com aquele... aquele... – Malfoy pareceu ficar ofendido com a afirmação de Hermione – aquele pobretão do Weasley?
- Quando o Rony me contou que ia trabalhar, você passou por nós dois e eu notei que você escutou nossa conversa. Eu só não quis comentar nada na hora. – Hermione ainda folheava um livro.
- Claro que ouvi, pois vocês estavam empacando o caminho e ninguém conseguia sair do Salão Principal com vocês dois se abraçando. – dizia Malfoy rapidamente.
Hermione resolvera ignorar o último comentário feito pelo garoto e continuou lendo algumas páginas do livro em suas mãos. "Quem sabe se eu o ignorar ele não vai embora?", pensou a garota.
- Pensei que você não perderia a oportunidade de me denunciar, Granger. – Malfoy insistia em conversar com ela – Por que não contou o que havia em minha mochila para Dumbledore?
- Simplesmente porque não tenho provas. – disse Hermione pegando o livro e se encaminhando até uma das mesas, sendo seguida por Draco Malfoy – Vai ficar me perseguindo, é? – disse ríspida.
- Por favor, Granger. – Malfoy falava sarcasticamente – Eu seguindo você? Que bobagem!
- Mas é o que parece! – Hermione encarou Malfoy, coisa que não estava fazendo antes – Olhe, Malfoy, eu já disse que não vou te denunciar. Não tenho provas para isso e sei que você pode também me incriminar por tudo que fiz nestes anos, se quiser. Não precisa ficar correndo atrás de mim, ok?
- Não estou. – Malfoy falou convicto.
- Ótimo! – disse Hermione se levantando e caminhando para a saída da biblioteca. :.:

O contraste entre o frio de início de inverno juntamente com o solzinho de fim de outono proporcionava um magnífico visual no céu. Como as primeiras aulas de Jonathan, Trato das Criaturas Mágicas, foram do lado de fora do castelo, ele pôde apreciar como o tempo estava magnífico. Na realidade, tudo lhe parecia bom e agradável.
Quanto à aula, Jonathan não gostara muito, a achara "meio" perigosa demais, mas adorou saber que seu professor era Hagrid. Já o conhecia, pois ele sempre aparecia em sua casa para visitar seu padrinho e seu pai. Nunca tivera a oportunidade de conversar pouco mais que duas palavras com ele antes, mas fez uma anotação mental para se lembrar de perguntar a ele coisas sobre a época de escola de seus pais. Adoraria saber de alguma armação que eles e seu padrinho haviam feito.
Depois do almoço, foram dois tempos de Transformação. E ao contrário das primeiras aulas, Jonathan adorou. Achou fantástica a aula e a habilidade que a Profª McGonagall tinha para transformar objetos em outro totalmente diferentes, o impressionou muito. O que Jonathan mais gostou foi que a aula não era monótona, como a de Poções, pois logo "de cara" ela passou como tarefa para os alunos transformar um fósforo em uma agulha. Jonathan se frustrou um pouco ao ver que não conseguia nem se quer mover o fósforo, mas não se preocupou, já que a sala toda teve dificuldades. Em um certo momento da aula, Professora McGonagall comentou que Jona se parecia demais com sua mãe (o que para ele não era novidade, já que todos lhe diziam isso).
- Espero que o Sr. não tenha herdado também o temperamento indisciplinar de seus tios. – disse a professora, após comentar algo sobre Fred e Jorge.
As aulas do dia haviam acabado e uma montanha de deveres de casa foi passada. Jonathan não imaginava que mesmo nos primeiros dias de aulas os professores iriam passar tantas tarefas. Resolvera que adiantaria todos os deveres, para que depois desse tempo de ele ler algum livro interessante da biblioteca.
No lado de fora do castelo, alguns alunos aproveitavam o restante de claridade de fim de tarde. O sol estava começando a adormecer em um crepúsculo deslumbrante de azul e ouro, apesar da brisa gelada que batia nos rostos de qualquer um que passasse pelos portões abertos da escola.
Jonathan, que estava no salão comunal junto com Daniel, fechou seus livros após consultar o relógio e ver que estava atrasado para sua detenção com Malfoy. Passara o dia tão "avoado" que até havia se esquecido da briga que tivera ontem com o professor. Malfoy havia dado-lhe, como detenção, a tarefa de limpar sua sala toda sem magia. Jonathan realmente detestara a idéia de ter que fazer isso, não porque fosse preguiçoso, mas porque achava isso tudo muito injusto. Sem muita opção, o rapaz rumou em direção às masmorras, onde ficava a sala do professor.
Assim que chegou à porta, o rapaz ouviu vozes e pensou se devia entrar ou não. Ficou receoso de acabar levando mais uma detenção só por entrar na sala do professor em um momento inoportuno. Após concluir que se demorasse a entrar, Malfoy iria achar que ele havia se atrasado (o que seria muito pior), resolvera bater à porta. Durante alguns segundos, Jonathan ficou parado à frente da simples porta de madeira imaginando uma cena na qual três dragões noruegueses comiam seu "querido" professor de Poções. Achou divertida a situação e um tímido sorriso floresceu em seu rosto.
O ranger da porta fez com que Jona voltasse para a realidade, voltasse para sua triste realidade: detenção com o pior professor de Hogwarts. "Nada mais pode ser pior", pensou.
- Está atrasado, Sr. Weasley. – disse Malfoy com sua voz arrastada.
Jonathan ia responder algo como "Problema meu" ou "Azar o seu", mas achou melhor manter-se calado. Entrou silenciosamente na sala, que mais parecia um depósito devido à montanha de livros e materiais espalhados pelo chão. Jonathan imaginou tristemente o trabalho que daria limpar tudo aquilo. Assim que o rapaz caminhou até o centro da sala, ele reparou que seu professor ainda estava em pé, na frente da porta. Foi neste instante que Jona percebeu de quem era a segunda voz que ouvira antes.
- A Srta. Mclean já estava de saída. – disse Malfoy indicando a porta aberta à garota loira, que estava em pé perto de uma prateleira cheia de livros.
- Já disse, professor, que eu fui a culpada pela discussão de ontem, então, a detenção é minha. – dizia a garota firmemente – O Jona não teve culpa.
Jonathan olhava a garota espantado. Como uma sonserina poderia dizer aquelas palavras? "Será que a Mclean, além de mentirosa, é também louca?", pensava Jonathan.
- Não vou discutir com a senhorita novamente. – Malfoy falava com a voz um pouco mais abalada, mas ainda com seu tom arrogante.
- Não é preciso haver discussão, professor. Basta o senhor dispensar o Jonathan e eu limparei sua sala sem problemas.
- Srta Mclean, espero que eu não seja obrigado a tirar pontos da Sonserina por sua teimosia.
- Não é teimosia, professor, só não vejo problema algum em trocar o Jona por mim.
Jonathan estava imaginando que não tardaria o momento em que Malfoy se irritaria de verdade com Mclean, já que, para ele próprio, se irritar com a garota não era uma tarefa difícil. Por fim, ouvira Malfoy dizer:
- Está bem, você pode ficar Srta Mclean, mas somente para acompanhar o Sr Weasley em sua detenção. – e completou antes que a garota abrisse a boca novamente – Isso se não preferir voltar para sua sala comunal, é claro.
- Está bem. – disse a garota após uns instantes – Eu ficarei e ajudarei o Jona na limpeza.
"Ótimo!", pensou Jonathan sarcasticamente, "E eu que pensei que nada poderia ser pior do que uma detenção com Profº Malfoy. Agora, além de encarar a cara horrorosa deste professor perebento, vou ter que passar várias horas junto com a irritante da Mclean".
- Aqui estão os esfregões, panos, vassouras, espanadores... enfim, todo o material que irão precisar para limpar a sala. – Malfoy dava as instruções para os dois – Não quero que mexam em nada, que mudem nada do lugar e quero tudo muito limpo quando chegar.
- Não vai ficar conosco, professor?- perguntou Alicia.
- É claro que não! Tenho coisas mais importantes para fazer, Srta Mclean. – disse Malfoy. Ele se dirigia até aporta com alguns livros e penas nas mãos – Volto daqui a duas horas. Quero tudo muito bem limpo.
Se Jonathan soubesse proferir alguma das maldições imperdoáveis, ele não hesitaria em lançar a Malfoy um "Crucio" e assistia prazerosamente seu professor se contorcendo de dor. Não suportava a presença daquele professor branquelo e com uma cicatriz horrível. Aquele cabelo platinado e lambido o irritava tanto quanto aquela voz arrastada.
- Bom, eu tentei. – disse Alicia após o professor sair da sala – Mas me parece que o Malfoy é mais teimoso que eu.
- Não é questão de teimosia. – Jonathan falara pela primeira vez desde que entrara na sala – Ele não gosta de grifinórios, só isso. Cuidado para que ele não fique com raiva de você também. Apesar de ser uma sonserina, e o professor ter uma certa preferência por vocês, você irrita qualquer um.
- Por que será que eu já sabia que você não ficaria grato? – falou Alicia sarcasticamente.
- Grato? Grato por quê? – Jonathan começara a se exaltar – Não sei se você lembra, mas foi por culpa sua que eu levei uma detenção.
- Nem vem com essa, Jonathan Weasley. – Alicia também estava mostrando-se irritada – Parcela da culpa é minha, mas não fui eu que fiquei "batendo boca" com o professor.
- Não, simplesmente você falou que era seu salário.
- E o que tem isso? Por acaso eu menti desta vez?
- Ah... então admite que mentiu das outras vezes, não é?
- Não é isso, é só que...
Os dois pararam de discutir assim que notaram uma malha de luz prateada, que vinha de um armário entreaberto. Jonathan achou estranho como aquela luz era pertinente e como ele, desde que entrara na sala, não a havia notado. Olhou para o lado e viu que Alicia estava com uma expressão no rosto que demonstrava que a garota estava com os mesmos pensamentos que ele. Ambos ficaram parados por alguns instantes até que Jonathan resolvera olhar de mais perto.
- O que vai fazer? – perguntou Alicia com uma voz fraca – Acho melhor não mexermos em nada.
- Desde quando eu faço o que você acha melhor? – Jonathan perguntou sem nem olhar a garota.
No seu íntimo, Jonathan sabia que não podia fazer mexer nas coisas de seu professor, mas a curiosidade era mais forte que ele. Descobrira, neste instante, a coragem que o Chapéu Seletor dissera que ele tinha. Caminhou-se lentamente até um armário velho e meio empoeirado, de onde vinha a luz prateada. Alicia, que andava perto do garoto, dizia algumas palavras que Jonathan não estava prestando atenção. Aquela luz o estava chamando, era como se quisesse que ele a visse.
Ao chegar na frente do armário, Jonathan olhou para Alicia, como se pedisse confirmação se ela estava preparada. Após notar que a garota mantinha-se rígida, Jona abriu a portinha, que já estava entreaberta. Notaram ali uma bacia de pedra rasa, com entalhes de runas e símbolos na borda. A luz prateada vinha do conteúdo da bacia. Não dava para dizer se a substância era líquida ou gasosa. Era brilhante, branco-prateada e se movia sem cessar.
- Uma Penseira. – exclamou Jonathan.
- O que é isso?
- É um lugar onde um bruxo pode escoar seus excessos de pensamentos da mente para depois examina-los com mais calma. – disse Jona com um ar de sabe tudo – Tio Harry já havia me falado sobre isso antes... só não me recordo em que ocasião.
- Bom, se isso for realmente os pensamentos do Malfoy, é melhor nem tocarmos nisso. Não quero tomar outra detenção contigo.
- Se nos pegarem fazendo isso, talvez sejamos expulsos. – disse Jonathan sem tirar os olhos da Penseira.
- Expulsos? Jonathan saia daí de perto, ande. Não quero ser expulsa de Hogwarts. – Alicia dizia quase em um suplício.
Jonathan também não queria ser expulso de Hogwarts. Não suportava nem pensar nesta possibilidade, mas aquela luz o estava intrigando. A luz prateada o chamava, como se ele precisasse dela, como se ela o quisesse. Um frio correu por sua espinha, mas não era de medo. Jonathan não estava sentindo medo... sentia uma necessidade de olhar aquela luz de mais perto e isso sim lhe causava um frio na espinha. Aproximou-se da bacia e, com sua varinha, tocou a substância. O líquido começou a girar muito depressa e assim que parou tornou-se transparente. Jonathan ainda pôde ouvir a voz de Alicia perguntar "O que está fazendo?" antes ser sugado para dentro da bacia.
Caíra em uma grama muito verde e fofa. Estranhou não estar mais na sala escura das masmorras. Estava em frente a uma pequena casa branca. A casa era rodeada por canteiros de flores com diversos tipos: azaléias, rosas, lírios, jasmins... que além de perfumar o ambiente, dava um ar alegre à casa com suas cores. Havia um caminho de pedrinhas que começava do portão e ia até a porta da frente. A porta era azul, assim como todas as janelas. Jonathan achou estranho, mas era como se já conhecesse esta casa. Algo lhe era familiar, mas não se recordava porquê.
Era um dia ensolarado e, por isso, muito claro. Jonathan achou estranho não ter nenhuma casa por perto, já que onde morava era rodeado de vizinhos. Aquela casa parecia isolada do mundo, o que a tornava mais agradável. O único movimento era vindo de dentro da casa. Jonathan ouvia uma voz suave cantarolando algo no interior da casa. O garoto levantou-se do chão e caminhou ata a porta para ouvir melhor aquela voz. Por mais estranho que isso pudesse lhe parecer, Jonathan parecia conhecer aquela voz também. Estava hipnotizado por aquela canção, até ouvir barulhos de passos atrás de sim. Ao se virar Jonathan viu um homem esguio, loiro, usando uma blusa azul clara junto com uma calça de couro preta, que ficavam por de baixo de uma longa capa azul escura. Jonathan notou como seu professor de Poções estava diferente: estava mais jovem, sem aquele ar arrogante e, também, sem aquela cicatriz marcante no rosto.
- Professor Malfoy!?!? – exclamou Jonathan assustado – Desculpe, não tive a intenção de entrar em sua Penseira, mas é que...
Malfoy passou por Jonathan ignorando-o, como se não o tivesse visto no local. Jonathan o seguiu com o olhar e viu quando ele tocou a campainha da pequena casa. A cantoria se cessou e Jonathan ouviu uma voz feminina perguntar quem era à porta. Malfoy nada disse, mas, depois de alguns segundos a porta se abriu lentamente.
- Malfoy? – dizia uma mulher de olhos e cabelos castanhos – O que faz aqui?
- Será que posso entrar, Weasley?
"Weasley?", pensou Jonathan, "Ma… Mãe???". Era a primeira vez que Jona via sua mãe, antes não sabia nem ao menos sua fisionomia. A única coisa que sabia era que era parecido com ela.
Hermione deixou Malfoy entrar. Jonathan, percebendo que ninguém o via, entrou na casa antes que sua mãe fechasse a porta novamente. A casa era um brilho, nada fora do lugar, tudo muito arrumado. Jonathan por um instante imaginou o trabalho que sua mãe tinha para arrumar tudo aquilo, já que, de acordo com o que sua tia Gina havia lhe dito uma vez, sua mãe era a favor da libertação dos elfos domésticos e, por isso cuidava da tarefa de casa sozinha.
- O que quer?
- Gostaria de saber sua resposta, Hermione.
Jonathan sabia que seu professor havia conhecido sua mãe, mas ficou surpreso ao vê-los conversando juntos.
- Não me chame assim! – disse a bruxa de um modo ríspido.
- Está certo, Sra Weasley. – Malfoy, que caminhava pela sala, parou de repente na frente de Hermione – E então?
- Já lhe disse diversas vezes, Malfoy, que não quero nada contigo. Sou casada! – Hermione se alterava gradativamente - Por que insiste?
- Porque te amo.
- Não, não ama! – Hermione falava quase gritando.
- Não sabes o que sinto. Você não pode afirmar o que não sabe. – falava Malfoy tentando segurar as mãos dela, mesmo ela relutando.
- Eu amo meu marido e estou esperando um filho. – disse Hermione tirando suas mãos das mãos de Malfoy.
- Um filho nosso! – Malfoy falava se aproximando ainda mais de Hermione.
Jonathan paralisou-se ao ouvir a última frase. Não podia ser verdade! "Eu, filho de Draco Malfoy???". O garoto não teve tempo de ouvir mais nada da conversa entre os dois, pois o garoto sentiu como se o erguessem. A casa desapareceu à sua volta e sentiu-se girando no ar, como se estivesse dando cambalhotas em câmera lenta. De repente caiu de pé em uma sala escura.
- Jona! – o rapaz ouviu a voz de Alicia, antes de senti-la o abraçando – Fiquei tão preocupada!
A bacia de pedra tremeluzia no armário à sua frente e Jonathan, então, concluíra que estava de volta à sala de Malfoy.
- Você sumiu de repente, como se tivesse sido sugado para dentro da Penseira. Fiquei assustada com a cena! – dizia Alicia com um tom de voz repreensor, mas aliviado.
- Eu entrei na Penseira... vi minha mãe. – Jonathan falava tristemente e com o pensamento solto.
- Sua mãe?
- É...
- Jonathan…o que você tem? – perguntou preocupada.
- Eu vi as lembranças do Malfoy. – Jonathan ainda falava meio atordoado, como se estivesse sonolento.
- Pelas barbas de Merlin!!! Sorte nossa que o professor não sabe o que você fez.
- O que vocês fizeram? – os dois garotos ouviram uma voz arrastada vinda da porta.
Alicia fechou a porta do armário assim que notou que a voz era de Malfoy. Os dois garotos permaneceram-se parados, sem dizer uma só palavra.
- E então, Srta Mclean, o que foi sorte eu não saber?
- Nada não, professor. É somente modo de falar. – disse Alicia nervosamente.
Jonathan notou que Malfoy lançava-lhe um olhar estranho, diferente dos anteriores. Não soube traduzir o que aquele olhar significava.
- Vejo que não terminaram a limpeza. – dizia Malfoy arrastadamente.
- Desculpe, professor. Limparemos tudo rapidinho, não é Jona? – Alicia perguntou ao rapaz, que continuava atordoado.
- Não, deixe. Será perda de tempo! Eu mesmo limpo isso tudo mais tarde. – disse Malfoy sentando-se em sua cadeira e voltando-se para uns papéis que lá havia – Podem ir, tenho muita coisa para fazer.
Alicia puxou Jonathan pelo braço até a porta. O rapaz não dizia uma palavra. Quando alcançaram a porta, ambos pararam ao ouvir a voz arrastada do professor de Poções:
- Aconteceu alguma coisa, Sr Weasley? – Malfoy falava com um sorrisinho indecifrável no rosto.
Jonathan não respondeu, somente fez um sinal de negativo com a cabeça antes de sair da sala, acompanhado por Alicia.

Hermione, Jaqueline e Sabe estavam assistindo a cena calados. Os dois Guardiões de Sonhos, companheiros de Hermione, não quiseram dizer nada até que ela se pronunciasse. Após ver Jonathan sair da sala, Hermione disse com uma voz fraca:
- Está feito. Agora começa tudo.
- Pelo menos o Jonathan saberá da real verdade. – dizia Jaqueline com seu péssimo inglês.
- Assim espero! – Hermione parecia tão abalado quanto Jonathan.
- Eu sei que você nunca quis nos dizer antes, amiga, mas porque não nos conta toda a verdade agora, sabe? – Sabe falava docemente.
A bruxa pensou por alguns instantes. Na verdade não contara antes, não porque não confiasse neles, mas sim por não querer prejudica-los. Ponderou que já fazia hora de contar toda a verdade a eles... seria inevitável a essa altura.
- Está certo. Irei lhes contar o que aconteceu de verdade...
Neste instante, três homens vestidos de branco pareceram aparatar ao lado dos três Guardiões. O trio se assustou ao vê-los.
- Sra Hermione Weasley? – disse um dos homens em um tom de voz firme.
- Sim. – Hermione tinha um pressentimento de que isso não podia ser boa coisa.
- A senhora será autuada por tentar manipular o futuro de seu Protegido. – o mesmo homem de branco dizia, enquanto os outros dois seguravam as mãos de Hermione atrás de suas costas.
- Vocês não podem fazer isso!
- Temos um mandado do Conselho Divinal que diz que a Sra tentou avisar o Sr Jonathan Weasley a respeito da Maldição que ele possui. – o homem de branco continuava com o mesmo tom de voz.
- Vamos falar com o Conselho agora mesmo, sabe?
- Não adianta. – disse Hermione para os amigos, assim que notou que ambos iriam se manifestar – É melhor que seja somente eu a ir. Fiquem e cuidem do Jonathan e do Rony para mim.
- Mas, Mione... – Jaqueline tentou dizer.
- Nada de "mas". Vão e não deixem que nada de mal aconteça até eu voltar.
- Se voltar. – disse um dos homens que a segurava.
Assim como chegaram, os homens de branco desapareceram juntamente com Hermione. Sabe e Jaqueline ainda ficaram sem ação vendo Mione desaparecer, pensando o que poderiam fazer para ajuda-la.

N/A: Gente... esse capítulo saiu maior do que eu esperava! he he... Antes que alguém me xingue quero dizer que o desenrolar da história começou, mas não acabou! Vocês (fãs de Draco Malfoy) o que acharam da roupa dele (usando uma blusa azul clara junto com uma calça de couro preta, que ficavam por de baixo de uma longa capa azul escura)... sexy!!! ui, ui... Ainda sou R/H, hein!!!!

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