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5. Capítulo V


Fic: Uma dor chamada saudade


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo V


*¨* You could hide beside me, maybe for a while
Talvez você poderia esconder isso de mim por enquanto
And I won't tell no one your name... no I won't tell 'em
your name
E eu não direi seu nome a ninguém... eu não direi a eles seu nome *¨*

Após um farto café da manhã, no Salão Principal, todos os alunos de Hogwarts se preparavam para o início das aulas. Apesar da animação de reencontro, do início, a grande maioria dos alunos não estavam nem um pouco contentes em voltar aos estudos.
- O que é isso que você tem na mão, Daniel? – perguntou Jonathan.
- O monitor entregou. Acho que é o horário de aula.
- Deixa ver... – disse Jonathan pegando o pedaço de papel das mãos de Daniel – Hoje tem aula de Feitiço, Poções e Transformação. – Jona completou dobrando o papel em suas mãos – Infelizmente, teremos aulas de Feitiço e Poções junto com a Sonserina.
- Já que você tocou no assunto, tem uma coisa que eu queria te perguntar. – disse Daniel com uma voz apreensiva.
- Acho que sei o que você quer saber, mas pode perguntar.
- Por que você tratou a Alicia daquele jeito ontem? – Daniel perguntou rapidamente, como se não quisesse ver o amigo bravo de novo.
- Ela é uma garota legal, eu admito, mas ela é uma sonserina agora e sonserinos não merecem confiança. – Jonathan estava começando a se alterar – Seu pai já deve ter lhe dito isso! Se ela foi escolhida para a Sonserina, boa coisa ela não é.
- Nem todos os sonserinos são iguais. – disse Daniel cautelosamente, com medo do temperamento instável de Jonathan.
- Você diz isso porque gostou dela, mas...
- Pelo jeito não foi só eu que gostei dela, não é mesmo? – Daniel falava com um sorrisinho maroto no rosto.
Jonathan parou por instantes e ficou somente olhando Daniel. "É lógico que não gosto daquela loira aguada!", pensava Jonathan, mas não achava palavras para dizer isso ao garoto ao lado.
- Não é este jeito de gostar que eu quis dizer. – Daniel falou, após interpretar a expressão que Jonathan fazia – Eu quis dizer que você gostou dela, como amiga. Se você pensou em um gostar diferente, não é minha culpa. – completou com uma voz risonha.
- Engraçadinho!!! – disse Jonathan bravo.
Levando o olhar para algumas mesas depois, Jonathan pôde ver Alicia mordendo uma torrada, totalmente alheia à algumas sonserinas que riam e gesticulavam ao seu lado. Novamente se sentiu arrependido pelo que falou para a garota na noite anterior. Sabia que a raiva que sentia era por seu pai e esta raiva estava o fazendo descontar em pessoas que não tinham nada haver com seus problemas. Mas, apesar de ter realmente gostado de Alicia, tinha a questão dela ser da Sonserina agora. Achava que isso realmente significava que ela era uma pessoa má, pois fora o que seu pai e seus tios sempre lhe ensinaram. "Não há sonserinos bons!", pensava.
Sem notar, Jonathan estava encarando Alicia que, após perceber o olhar do garoto, começou a mexer na mochila, fingindo que não o havia visto. Jonathan percebeu isso e resolveu desviar o olhar também.
- Vamos indo, Daniel. Não quero chegar atrasado na nossa primeira aula.

:.: Após o convite feito por Molly Weasley, Hermione resolvera passar o natal na Toca. Já estava se sentindo melhor, pois Rony estava fazendo de tudo para lhe agradar: trazia-lhe flores, não xingava Bichento, a ajudava com novos botons para o F.A L.E. e estava também lhe dando umas aulas de vôo. Seu namoro estava indo muito bem e isso a encantava. Rony era o melhor namorado que alguém poderia ter. Suas briguinhas continuavam, mas, depois do ocorrido com Malfoy, o que Hermione menos queria era esquentar a cabeça com briguinhas bobas.
Resolvera não contar nada do ocorrido na Torre de Astronomia a ninguém, principalmente Rony e Harry. Sabia que eles ficariam furiosos com a idéia dela ter sido ameaçada por Malfoy. Rony ficaria furioso só de ouvir que ela estivera com ele, à sós, na Torre de mais má fama de Hogwarts. Então, após pensar muito, resolvera manter segredo sobre as tais anotações de Draco Malfoy, por enquanto.
Hermione se sentia mais tranqüila depois da conversa que teve com a sogra, quando contara a ela sobre seu namoro com Rony. A Sra Weasley lhe passara muita confiança com seus conselhos. Na Toca, a garota se sentia em casa. Estava muito feliz e isso era estampado em seu rosto.
Rony parecia outra pessoa quando estava junto com ela. Ele era atencioso, amoroso... "quase um príncipe encantado", pensava Hermione. Mas bastava estarem perto de outras pessoas para que ele voltasse a ser irritante, desligado... "quase um sapo encantado", pensava também. O que ninguém poderia contestar era que ambos se gostavam muito.
- Que chamego vocês dois, hein? – comentara Fred, um certo dia.
- Não enche!
Após ter começado o namoro com Rony, Hermione pegara uma grande amizade com sua cunhada. Ela e Gina passavam horas conversando sobre todos os tipos de assuntos. Hermione não se sentia totalmente confortável em conversar com Gina sobre Rony, mas se não falasse com ela, falaria com quem? Seus únicos amigos eram Rony e Harry. Com seu namorado não poderia falar, Harry era amigo de ambos, então, era com Gina que ela se desabafava.
Nestes dias, que estava passando na Toca, Hermione dormia no quarto de Gina. As duas ficavam horas conversando antes de dormir. Gina não gostava muito de admitir, mas os conselhos que ela pedia a Mione, quase sempre, era sobre Harry, então, os assuntos das conversas, durante a madrugada, eram Rony e Harry.
- Mas... você não tinha medo do meu irmão não gostar de você? – Gina estava sentada na cama, abraçada ao travesseiro.
- Tinha, é claro que tinha. – Hermione estava deitada, de bruços, em um colchão ao lado da cama de Gina - Na verdade se ele não tivesse tomado a iniciativa, acho que eu não iria fazer nada.
- Eu sei como é isso. – Gina falava com um olhar perdido.
- Hum... mas, no seu caso, Gina, se você não disser nada ao Harry, ele nunca vai saber o que você sente. – disse Hermione com um sorrisinho.
- Como se ele não soubesse que eu gosto dele, né? – disse enquanto jogava seu travesseiro na cunhada, que foi pega de surpresa.
- É assim, é?
Gina e Hermione iniciaram uma pequena guerra de travesseiros. As duas garotas jogavam os travesseiros uma na outra e, quando os travesseiros de ambas foram lançados longe de seus alcances, elas começaram a lançar, também, lençóis e cobertores.
As garotas pararam sua "guerrinha" após ouvir o ranger da porta do quarto. De súbito ambas se sentaram na cama e ficaram quietas, forçando caras de inocente.
- Podemos entrar?
Gina e Hermione ficaram felizes ao notar que eram Rony e Harry à porta, pois ambas acharam que estavam prestes a levar um sermão da Sra Weasley.
- Isso são horas de fazer bagunça? – perguntou Rony já dentro do quarto, juntamente com Harry.
O quarto estava totalmente desarrumado. Além do colchão de Hermione, o colchão de Gina também estava no chão. Travesseiros de um lado, fronhas de outro, lençóis jogados em cima da cômoda, roupas espalhadas... o lado bom de tudo, Hermione pensou, era que poderiam arrumar tudo com magia depois, já que ela podia usar magia fora de Hogwarts.
- O que vocês estão fazendo aqui? – perguntou Gina, com uma voz ofegante por causa da pequena guerra de travesseiros.
- Ouvimos o barulho que estavam fazendo. – disse Harry.
- Não sei se vocês sabem, mas tem gente nesta casa que dorme. – Rony fingia estar bravo.
- Ah, Rony... pare de ser chato! – disse Gina jogando um travesseiro no irmão.
- Vocês duas, deste tamanho, brincando de jogar travesseiro uma na outra? – brincou Harry.
- Não estávamos brincando, estávamos guerreando. – corrigiu Hermione – É totalmente diferente!
- O pior é que agora vocês estragaram nossa guerra e eu estou sem sono nenhum. – disse Gina.
- Bom, espero que as senhoritas encontrem sono, não sei onde, e vão dormir, pois eu e meu amigo aqui precisamos estar bem dispostos amanhã. – brincou Rony com uma voz formal.
- Ah, seus chatos. – disse Gina jogando, junto com Hermione, travesseiros nos garotos que saíam.
Assim que Rony e Harry fecharam a porta, Hermione e Gina reiniciaram uma breve guerra de travesseiros. Após alguns minutos, ambas sentaram no colchão, totalmente exaustas.
- Que estranho – dizia Hermione ofegante – os meninos estarem acordados a essa hora.
- Nós também estamos. – disse Gina risonha. De repente, a garota se virou para Hermione com um olhar animado – Posso te fazer uma pergunta?
Hermione olhou desconfiada para a cunhada, mas assentiu com a cabeça.
- O Rony já havia te visto de camisola antes?
- Não sei. – disse Hermione envergonhada – Não lembro, mas depois que nós começamos a namorar tenho certeza que não. Por quê?
- Mione, meu irmão é um garoto e eu vi o jeito que ele te olhou agora pouco. – Gina dizia com um tom malicioso na voz – Não tinha nada de cavalheirismo no olhar que ele lançou à você.
- Gina! – Hermione ficara escandalizada com o comentário da garota ao seu lado. Vira que Rony havia notado que ela estava sem o roupão sobre a camisola, mas ouvir isso da boca da irmã de seu namorado era embaraçoso.
- Estou só comentando, cunhadinha. – Gina continuava com a voz maliciosa – Cuide-se! – Gina parou de falar quando recebeu uma travesseirada de Hermione. :.:

A sala de aula não estava completa quando um minúsculo bruxo entrou e se encaminhou até a mesa central. Todos os alunos presentes pararam de falar alto e ficaram assistindo ele subir em uma pilha de livros atrás da mesa. Após mais alguns murmurinhos, o pequeno bruxo se apresentou:
- Sou o Prof. Flitwick e darei aula de Feitiços a vocês.
Jonathan lembrou que este professor também dera aula para seus pais. Achou engraçado como o mestre de Feitiço era exatamente como seu pai descrevera.
Alguns alunos, que chegavam atrasados, foram procurando lugares entre as poucas cadeiras que restavam. Dentre os atrasados estava Alicia Mclean.
- Sentem-se todos para que eu possa iniciar a chamada. – dizia o pequeno professor.
Alicia ainda procurou com os olhos algum lugar perto dos sonserinos, que sentavam separados dos grifinórios, mas não achou. Na verdade o único lugar que havia era ao lado de Daniel.
- A Srta vai ficar em pé? – perguntou Prof. Flitwick com um tom de voz um pouco energético.
Meio a contragosto, Alicia caminhou até a cadeira e se sentou ao lado de Daniel. Jonathan, que estava sentado do outro lado do amigo deu um muxoxo ao ver a garota.
A aula transcorreu muito bem, embora Jonathan a estava achando teórica demais. Durante toda a aula nem ele, nem Daniel, nem Alicia haviam trocado uma única palavra um com o outro. Estava um clima desagradável entre os três e Jonathan fez uma anotação mental de nunca mais deixar aquela garota sentar perto deles.
O Prof. Flitwick havia anotado uns ingredientes na lousa e pediu para que todos os copiassem. Apesar de ter tarefa para fazer, a maioria dos alunos conversavam alto. Após molhar sua pena em tinta, Jonathan deixou que seu tinteiro caísse no chão fazendo um barulho quase inaudível por causa da bagunça da sala. Apenas ele, Daniel, Alicia e o professor pareceram notar o que houve.
- Sacuda sua varinha e diga "Reparo", Sr. Weasley. – ensinou o professor.
Jonathan, então, fez o que o professor dissera, mas, para sua surpresa, nada aconteceu. Resolveu repetir o que fizera e nada. Neste momento, uma meia dúzia de alunos pararam para olhar o que estava acontecendo.
- Diga com mais intensidade. – dizia o pequeno professor.
- Reparo! – mas continuava sem resultado.
- Eu li em um livro uma vez que, para proferir um feitiço de reparo é preciso fazer um movimento circular com a varinha. – disse Alicia.
- Não se intrometa, Mclean! – disse Jonathan bravo.
Jonathan virara o centro das atenções neste momento. Os alunos da Grifinória olhavam para o garoto com expressões curiosas, enquanto os sonserinos davam risinhos soltos. Prof. Flitwick olhava ligeiramente espantado para o garoto. Ele desceu, então, dos livros e foi em direção a Jonathan.
- Talvez sua varinha esteja com problemas, Sr. Weasley. – disse enquanto tomada a varinha das mãos de Jonathan – Deixe ver... Reparo!
Assim que o feitiço foi lançado, o tinteiro voltou para a mesa, completamente inteiro. Não parecia que há segundos atrás só existiam cacos de vidro e manchas de tintas no chão. Todos os alunos olhavam espantados para a cena. O próprio professor pareceu não entender o que acontecera ali, mas apenas se limitou a dizer:
- Estranho, Sr Weasley. Estranho. – dizia enquanto entregava a varinha ao dono.
Para alívio de Jonathan, o sinal tocou fazendo com que os alunos saíssem apressados da sala. Jonathan arrumou suas coisas dentro da mochila e caminhou em direção à porta junto com Daniel.
- O que foi aquilo, Jona? – os dois amigos puderam ouvir Alicia perguntar assim que saíram da sala de aula.
- Nada da sua conta, Mclean. – o garoto respondera ríspido à loira – E não me chame de "Jona", ok?
- Vocês não vão discutir de novo, não é? – disse Daniel.
- Por que você está me tratando assim, Jona ? – Alicia perguntou, frisando o nome do garoto.
- Não me chame de Jona!!! – Jonathan quase gritou - Você é da Sonserina agora. Você não se diz tão culta? Então, não sabe que sonserinos não gostam de grifinórios?
- Nem todos os sonserinos são iguais, sabia? – disse Alicia.
Jonathan se lembrou que era a segunda vez que ouvia isso. Perguntava-se como um sonserino podia ser boa pessoa, pois Sonserina era sinônimo de arrogância, injustiça, maldade e trapaça. Os três continuaram caminhando juntos, sem dizerem nada, até a masmorra onde assistiriam à aula de Poções.
Os três garotos desceram um lance de escadas de pedra, que terminava em uma sombria passagem subterrânea. Lá encontraram com mais alguns alunos, grifinórios e sonserinos, que entravam em uma grande porta. A sala de aula era ligeiramente escura e Jonathan sentiu um calafrio ao entrar. Ele lembrava-se muito bem das histórias que seus tios contavam sobre as terríveis aulas de Poções.
Todos os alunos iam se acomodando aos poucos nas carteiras espalhadas pela sala. Jonathan e Daniel foram até o fundo da masmorra e sentaram-se juntos. Jonathan não havia reparado, mas Alicia seguia os dois e se sentou ao lado de Daniel, como havia feito na aula de Feitiço. Jonathan respirou fundo e decidiu não dizer nada, pois não queria brigar com a garota de novo.
Os alunos do primeiro ano eram muito animados e falavam demais. A sala estava uma completa bagunça com alunos passeando pela sala, alguns aviões de papel no ar, pequenos feitiços sendo proferidos... e nenhum sinal do mestre de poções.
- Poções é uma matéria difícil. – dizia Alicia para Daniel e Jonathan, que fingia não estar ouvindo – Meu avô me ensinou muitas poções. Se vocês quiserem alguma ajuda com a matéria, podem pedir.
- Obrigado, Alicia. – disse Daniel.
- Daniel, pare de ser bobo. Isso é mais uma das mentiras dela. – Jonathan falava sem nem virar o rosto para encarar os dois.
- Não é, não! – Alicia falava mais solta agora – Você não me conhece, Jona. Eu não falo mentiras.
- Não fala mentiras? – perguntou sarcasticamente, olhando para a garota.
- Talvez um pouco, mas o problema é que você nunca acredita em mim, nem quando eu falo a verdade.
- Não dá para saber quando você fala a verdade, Mclean. – disse Jonathan voltando a olhar para frente.
Neste instante, a turma parou de falar e um silêncio dominou a sala. Jonathan se surpreendeu com isso e resolveu olhar para trás, como todos os outros alunos. Um bruxo alto, loiro e com uma cicatriz no rosto entrara na sala. Seu semblante era sério e não parecia nada amigável. O bruxo, então, caminhou silenciosamente até a mesa, na frente da masmorra. Ainda sob o silêncio, o bruxo tirou sua capa, pendurando-a em sua cadeira e apoiou sua mão esquerda na mesa. Por alguns momentos, ele ficou olhando para todos os alunos. Jonathan sentiu um frio na barriga, quando o bruxo parou seu olhar nele. Depois de mais alguns minutos de silêncio, o bruxo sentou-se na cadeira e, olhando um papel em suas mãos, começou a falar:
- Essa é a primeira aula de Poções de vocês, então eu quero deixar bem claro o que vocês devem fazer, ou melhor, não fazer, para nos darmos bem. – o bruxo falava com uma voz arrastada e ligeiramente arrogante. Ele largou o papel, que tinha nas mãos e ficou em pé na frente da mesa – Não quero conversas sem autorização, não permito que alunos que não tenham o material todo assistam à minha aula, sem brigas e discussões nesta sala e, principalmente, nada de reclamações. – o bruxo começou a andar pela sala, entre os alunos – Não se esqueçam que eu sou o mestre aqui. Eu mando. Não quero ninguém contestando o que digo, está entendido?
Houve um murmúrio "Sim" entre os alunos.
- Respondam: "Sim, professor." – disse o bruxo com sua voz arrastada.
- Sim professor. – pôde se ouvir na sala.
O bruxo voltou a caminhar em direção a mesa e, pegando sua varinha, escreveu magicamente na lousa: "Draco Malfoy, Mestre de Poções". Após mais algumas instruções, o professor começou a chamar os nomes dos alunos:
- ... Eduard Moran, Elisa Risk, Amanda Tott... – por instantes ele parou de falar antes de recomeçar – Jonathan Weasley...
Jonathan não sabia se era somente impressão sua, mas achara que o professor o olhava de uma maneira estranha, não sabia ao certo o que era. Resolveu não falar nada, já que, pelo jeito, só ele havia notado isso.
- Esse professor parece ser muito chato. – sussurrou Alicia para os dois garotos ao seu lado.
- Concordo contigo.- Daniel falava com a voz na mesma altura da garota – Papai e tio Dênis sempre me falaram mal do professor de Poções deles, mas esse aí – disse apontando discretamente para o professor, que escrevia os nomes de uns ingredientes na lousa – parece ser muito pior.
- Eu ouvi falar que ele foi estudante de Hogwarts, há uns dez anos. De repente ele estudou com o pai de vocês.
- Não minta, Mclean. – disse Jonathan sem emoção.
- Jona, que droga! Por que nunca acredita em mim? – disse Alicia quase gritando.
- Algum problema, minha querida? – perguntou o mestre, assustando os três garotos, que não esperavam que ele tivesse ouvido.
- Não sou sua querida, sou seu salário! – após dizer esta frase, Alicia percebeu o que acabara de falar - Pro... professor... desculpe. – disse Alicia nervosamente.
A sala toda parou para olhar o que estava acontecendo. Todos, principalmente alunos grifinórios, estavam esperando por uma bronca vinda do professor. Malfoy estava agora na frente das carteiras dos garotos, que estavam apreensíveis com a proximidade do professor. Jonathan novamente reparou o quanto o olhar que o seu professor lançava a ele o incomodava. Ao contrário do que todos esperavam, Draco Malfoy se limitou a dizer:
- Muito estranho uma sonserina estar sentada ao lado de dois grifinórios. É estranho também como os filhos sempre caem nas mesmas casas que seus progenitores. – dizia olhando para Jona e Daniel. Malfoy completou olhando para Jonathan – Já avisei que não quero discussões na minha aula.
- Não estávamos discutindo! – disse Jonathan ríspido.
Jonathan não entendia do porquê do professor estar falando aquilo e olhando diretamente para ele. Sentiu-se ofendido, pois, afinal, quem falara alto foi Alicia Mclean e não ele.
- Acho que havia dito que na minha aula, ninguém contesta, não é mesmo? – perguntou Malfoy com uma voz sarcástica e com um sorrisinho no rosto, que Jona não entendia o porquê. Neste momento, toda a sala já fazia diversos comentários baixos sobre a conversa entre o professor e o aluno grifinório.
- Não vou levar bronca à toa. – disse Jonathan.
O garoto não sabia porquê, mas não havia gostado do professor. Não estava disposto a engolir tudo o que ele falava, por mais que isso fosse o mais correto.
- Vejo que, infelizmente, você tem um temperamento muito parecido com o de seu padrinho. – Malfoy enfatizou a palavra "infelizmente".
- Só não acho correto que o senhor dê vantagens para Mclean, por ela ser da sonserina.
- Não estou dando vantagens a ninguém, Sr Weasley. – Malfoy continuava com um sorrisinho no rosto.
Jonathan não falou mais nada ao ver que o professor se dirigia até sua mesa. A sala estava em silêncio novamente e, após anotar algo em um papel na sua mesa, Malfoy falou de modo banal:
- Quinze pontos a menos para a Grifinória.
Ouve uma comoção geral, tanto entre grifinórios que reclamavam, quanto entre sonserinos que estavam tirando sarro deles.
- Isso não é justo! – disse Jonathan alterado.
-O que não é justo, Sr Weasley? – Malfoy falava com seu sorrisinho no rosto.
- Não é justo o senhor tirar pontos da Grifinória, sem motivo.
- Eu sei. – disse Malfoy voltando a escrever algo em sua caderneta.
Jonathan sentia suas têmporas latejando de raiva. Como esse professor podia ser tão arrogante, injusto, maldoso e trapaceiro? Malfoy, depois de terminar o que escrevia, disse normalmente:
- Vou anotar na lousa os ingredientes para a próxima aula, portanto, quero que todos copiem. - Malfoy levantou-se e foi em direção à lousa, mas antes de começar a escrever, ele olhou para a sala e disse – Sr. Weasley, fique depois da aula para combinarmos sua detenção. – e, então começou a escrever os ingredientes no quadro negro.
Jonathan estava inconformado com a situação. Queria retrucar mais uma vez, mas Daniel aconselhou o amigo que isso era loucura. Todos os alunos olhavam o garoto, uns com olhar reprovador e outros com risadinhas de deboche. A injustiça daquilo fez com que Jonathan desejasse saber como amaldiçoar aquele professor nojento.

- Era exatamente isso que ele queria! – Hermione falava alterada.
- Você sabia que tudo ia ser assim, não adianta ficar se martirizando. – dizia Jaqueline tentando, em vão, acalmar a amiga.
- Ele estava provocando Jonathan de propósito, só para que ele se irritasse e levasse uma detenção. – Hermione falava andando freneticamente pela sala.
- Calma, amiga, agora não há mais nada que possamos fazer, sabe? – disse Sabe amavelmente.
- Eu não vou ficar aqui sem fazer nada. Eu não posso impedir que a maldição continue, mas posso alertar meu filho sobre ela. – dizia Hermione decidida – Eu vou precisar da ajuda de vocês dois.

N/A: Aiiiiiiii...... curiosos?!?! he he...Eu sou má, eu sei. Saibam que apartir de agora a história começa a se desenrolar. Não me xinguem, por favor. Estou esperando os e-mails de vocês, hein????

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