No dia de chegada das cartas de Hogwarts, Harry levantara da cama antes do sol nascer, apesar de não ter conseguido dormir mais do que duas horas durante a noite. Descarregou sua tensão na academia e nadou durante duas horas antes de subir ao seu quarto para tomar um banho e se trocar para o café da manhã. Quando desceu encontrou a irmã e os pais já tomando café.
-E aí vem o senhor nervos a flor da pele. Disseram que está acordado a tempo. –Melissa brinca com o irmão, que dá língua para ela antes de se sentar à mesa.
-Não devia ficar tão nervoso, querido. Não importa se conseguiu ou não entrar para o quinto ano, o importante foi que mostrou ser um bruxo muito capaz fazendo um excelente teste. –Lílian fala beijando carinhosamente o filho e lhe servindo uma omelete.
-Sua mãe tem razão, campeão. Mas gosto que se mantenha em forma, ainda poderá disputar uns campeonatos de judô nas férias e talvez eu consiga permissão para você sair da escola para lutar. O que acha? –Thiago pergunta parecendo empolgado e recebendo um olhar reprovador da esposa.
-Não ponha tanta pressão nele, Thiago! –Fala em tom autoritário, mostrando que não gostava da idéia de Harry perder aulas para lutar.
-Mas eu gosto de lutar, mãe. Além do que, se eu precisar faltar aulas, a Mione pode me ajudar com a matéria. –Harry fala não conseguindo evitar um sorriso ao pronunciar o nome da garota.
-Eu não gosto desse sua “obsessão” por essa garota. Aliás, o que você fez no dia do teste não foi nem um pouco educado. –Lílian fala em tom repreensivo e Harry cora ligeiramente.
-Não precisa se preocupar, mãe. –Melissa interfere antes que se formasse alguma discussão entre os pais. –A Mione é muito estudiosa e responsável, até demais eu acho. Mas o que quero dizer, é que ela não vai deixar que os galanteios do Harry atrapalhem os estudos dela e por conseqüência os dele também.
-Se você a acha muito estudiosa e responsável, é porque essa garota não deve ter vida! –Thiago fala com uma careta, achava a filha um pouco paranóica com os estudos.
-Aos poucos eu e Gina estamos ensinando ela a relaxar e com o Harry em Hogwarts, creio que ela não terá como escapar. –Melissa fala sorrindo cúmplice para o irmão.
Um barulho agudo foi ouvido e duas corujas das torres entraram na sala de jantar dos Potter, cada uma trazendo uma carta de Hogwarts. Melissa agilmente pegou a sua carta e a outra foi pega por uma mão grande e pálida atrás de Harry.
-Almofadinhas, Aluado! –Thiago recebe os amigos, que entraram sem serem percebidos. Lupin havia pegado a carta destinada a Harry e o garoto o olhava com uma cara de poucos amigos.
-Não poderíamos ficar de fora do grande momento do meu afilhado, já me basta ter perdido o teste e o tal beijo que tanto falaram. Aliás, estou ansioso para conhecer essa morena. –Sírius fala em tom malicioso, bagunçando o cabelo do afilhado com uma das mãos.
-Depois falamos disso, agora me dêem minha carta! –Harry fala irritado pelo nervosismo.
-Que pressa é essa? Vamos saborear o momento! –Lupin fala em tom brincalhão e Harry avança nele para pegar a carta.
-Que coisa feia, não foi essa a educação que dei a você. –Thiago fala pegando a carta lançada pelo amigo e já a abrindo.
-Essa carta é minha, você não devia abrir! –Harry agora tinha um tom receoso, não queria que o pai fosse o primeiro a ver sua possível péssima classificação.
-Deixe de ser bobo! Você está quase tendo um ataque aí! –Thiago fala se afastando e começando a passar os olhos na carta. Todos aguardavam com ansiedade o conteúdo, principalmente à medida que Thiago ia ficando mais e mais sério.
-Você está começando a nos matar com esse suspense! Conte-nos logo o que tem aí. –Lílian pede já sem conseguir disfarçar o nervosismo.
-Aquele maldito! Vou azarar o Snape quando o vir! –Thiago urra irritado, chegando a amassar o pergaminho na mão.
-O que o Seboso aprontou dessa vez? –Sírius pergunta já irritado. Harry tinha uma expressão derrotada e Lílian e Melissa já iam até ele e o abraçavam o consolando.
-Ele teve coragem de dar um P ao Harry! –Thiago cospe dando um murro na parede que seguramente iria doer muito quando a raiva passasse.
-Harry não pode ter ido tão mal assim em poções! –Lupin fala também impaciente. –Ele foi rigoroso de propósito. –A indignação era visível no semblante dos marotos.
-Isso não importa agora. –Harry fala os surpreendendo. –Só me diz para que ano eu passei. –Harry fala sem emoção, mas com a cabeça erguida, mostrando todo seu orgulho.
“Caro senhor Potter, seu teste de admissão foi considerado excelente pelos professores e por mim, portanto tenho o prazer de lhe informar, que mesmo com a nota anormalmente baixa em poções, o julgamos plenamente apto a cursar o quinto ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.”
Thiago lê em voz alta e demonstrando orgulho pelo filho, o qual também é mostrando pelo forte abraço de Lílian e de Melissa. Harry ainda parecia não acreditar quando Sírius e Lupin lhe deram os parabéns. Thiago resolveu continuar com a lista de notas para que entendessem o porquê da aprovação do filho.
Astronomia (E)
Trato de Criaturas Mágicas (E)
Feitiços (E)
Defesa contra as Artes das Trevas (O)
Herbologia (A)
História da Magia (E)
Poções (P)
Transfiguração (A)
-Uau! Você teve notas excelentes Harry! –Melissa fala impressionada. Harry parecia em choque.
-Muito bem, querido! Tenho certeza de que esse ano você se recupera nas matérias em que foi mal no teste de admissão. –Lílian fala com um grande sorriso.
-Isso aí, campeão, você vai mostrar ao seboso que ninguém provoca um Potter! –Thiago fala segurando fortemente o ombro do filho.
-Eu vou fazê-lo engolir esse P. –Harry fala determinado e recebe o apoio do padrinho.
-Hei, não é que a madrinha resolveu dar um presente de boas vindas! –Lupin fala mostrando um reluzente distintivo que pegara na carta, que Thiago deixara cair durante o momento de raiva.
-Monitor? O filho de Thiago Potter e afilhado de Sírius Black será um monitor? –Sírius fala como se não acreditasse no que via e a expressão de desgosto deixava clara sua “decepção” com aquilo.
-Mas isso é maravilhoso! –Lílian fala encantada. –Sem dúvida essas duas boas novas merecem uma grande comemoração! Mas lembre-se querido, ser monitor exige uma grande responsabilidade, então não traia a confiança de Minerva. –Lílian fala de modo sério e Harry assente em concordância.
-Pois eu me recuso a comemorar isso! –Sírius fala e Thiago se põe ao lado do amigo.
-O que seus amigos vão pensar quando o virem chegar com essa coisa no peito? Se fosse o distintivo de capitão do time até ia, mas de monitor?! –Thiago parecia ter sido apunhalado pelas costas por McGonagall.
-Eu não pedi por isso, mas até que não é tão mal, não é? –Harry fala começando a ficar inseguro diante daquilo.
-Claro que não, eu e sua mãe fomos monitores. –Lupin fala tentando confortá-lo, mas não parecendo muito animado ou convincente.
-Ser monitor é uma grande honra para qualquer um, sem falar que traz um monte de benefícios como acesso ao banheiro dos monitores. –Melissa fala tentando animar o irmão. –Sem falar que as garotas adoram os monitores e uma como a Mione certamente vai te admirar muito por ser monitor! –Melissa acrescenta com um sorriso maroto e Harry rapidamente começa a gostar da idéia. –Sem falar que ela provavelmente será a monitora da Grifinória e vocês poderão passar muito tempo juntos...
-Poderão fazer rondas noturnas juntos! –Thiago exclama ao acompanhar o raciocínio da filha, que lhe pareceu brilhante por aquele ângulo.
-Thiago Potter! –Lílian fala com os olhos arregalados de choque. –Não quero que fique enchendo a cabeça de Harry com esse tipo de idéias! –a ruiva abraçara o filho como se o quisesse proteger.
-Minha cara Lily, Harry tem 15 anos, está na idade de namorar e dar uns amassos pelos corredores vazios. –Sírius fala em tom calmo, como se aquilo fosse o caminho natural da vida.
-Harry, Mel, vão se arrumar para irmos ao Beco Diagonal. Vocês três, sentem-se. –O tom de Lily mostrava que ela não aceitaria argumentações em contrário, então todos obedeceram.
No Beco Diagonal os Potter, Sírius e Remo se encontraram com os Weasley e se separaram em homens para um lado e mulheres para outro, cada um com uma parte da lista, sendo a parte masculina bem menor por questões óbvias.
Harry não se lembrava de estar tão feliz antes. Pela primeira vez era um estudante comprando seus materiais, com seus amigos e seu pai. As tarefas deles eram simples, pois as mulheres sabiam que eles não resistiriam em demorar um bom tempo na loja de esportiva e conferir as últimas novidades do Quadribol, mas antes Thiago, Sírius e Remo os levaram a algumas lojas onde eles poderiam comprar alguns artefatos interessantes para se divertirem no colégio e dos quais, Harry deduziu, que sua mãe não aprovaria cerca de oitenta por cento.
Os dias seguintes foram tão animados quanto aquele e também cheios de expectativa para Harry, que estava ansioso para estar na escola com os amigos e a irmã, pondo em prática todos os planos que haviam feito, os secretos e os nem tão secretos. Quando o dia chegou, ele era o primeiro a estar pronto e estava tão agitado que Lílian cogitou a hipótese de lhe dar uma poção calmante. Na estação de King’s Cross Sírius estava os esperando para desejar boa sorte ao afilhado, também encontraram com os Weasley, mas devido ao trânsito ruim, tiveram que se despedir rapidamente e entrar no trem em cima da hora.
Harry deixou suas coisas em uma cabine no fundo, onde ficaram Rony, Gina e sua irmã e foi para a cabine dos monitores, onde receberia algumas instruções. Não teve dificuldades para achá-la, já que esta tinham uma placa indicativa bem legível e era a única cabine que não possuía uma janela para que se visse o interior. Ao entrar deparou-se com um casal de monitores de cada casa, exceto a sua, além de um homem de expressão séria, que parecia ser um professor.
-Com licença, desculpe o atraso. –Harry se senta ao lado de Hermione, que o recebe com um sorriso. No entanto, todos os outros alunos o olham confusos.
-Alunos, eu me chamo Daniel Newton e sou o novo professor de DCAT. Fui incumbido de lhes passar as instruções hoje e fazer as apresentações. –O homem falou de forma calma e clara. –Os monitores da Lufa-Lufa são Ernesto McMillan e Ana Abbott. –Os dois acenaram como cumprimento aos demais. –Os monitores da Corvinal são Antonio Goldstein e Padma Patil. –Os corvinais também acenaram discretamente. –Os monitores da Sonserina são Draco Malfoy e Pansy Parkinson. –Estes apenas olharam com ar superior como se não quisessem se misturar. –E os monitores da Grifinória são Hermione Granger e Harry Potter. –As expressões de espanto atingiram a face de todos, exceto Hermione e Malfoy, que ria abertamente.
-Potter? O aborto que de repente virou bruxo? –Draco ria abertamente, fazendo Harry fechar o semblante e a mão, como se nela segurasse sua calma, para não deixá-la fugir de si.
-Quer duelar comigo para testar minha capacidade, Malfoy? –Harry pergunta em tom calmo, mas seus olhos verdes faiscavam diante da ofensa.
-Isso não será necessário, afinal se está sendo admitido no quinto ano da renomada Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts é porque tem capacidade para isso, afinal Alvo Dumbledore não arriscaria a reputação da escola com protecionismos. –Newton fala de modo direto e olhando duramente para Draco, que se contém.
-Mesmo assim, porque ele que nem conhece a escola, foi nomeado monitor? –McMillan pergunta com uma sobrancelha erguida, observando Harry como se o avaliasse.
-Porque não há opção viável entre os rapazes do quinto ano da Grifinória. –Hermione respondeu no mesmo tom que usaria para responder uma pergunta aparentemente difícil de uma aula. –Ronald Weasley, Dino Thomas e Simas Finningan são arruaceiros conhecidos, adoram aprontar e desrespeitar regras o que não os torna tão aptos a salvaguardá-las. A opção restante seria Neville Longbotton, que apesar de ser um aluno comportado, não tem a mínima moral com os grifinórios, quanto mais com os alunos de outras casas. Portanto, qualquer um poderia ser potencialmente melhor que eles. Além do que, a professora McGonagall conhece os Potter e sabe que Harry é um rapaz responsável e não é imaturo como Weasley e seu bando.
-Pelo visto você tem a resposta para qualquer pergunta, não? –Pansy fala em um tom que apesar de calmo, lhe dava a sensação de estar sendo ofendida com um grave xingamento.
-O que me faz estar ansioso para lhe dar uma aula, já que parece ter uma visão lógica e um raciocínio bem objetivo para alguém tão jovem. –Newton fala dirigindo um pequeno sorriso a Hermione, que cora com o comentário.
-Já que as dúvidas já foram respondidas, o senhor poderia nos dar nossas instruções? –Padma pergunta visivelmente ansiosa.
As instruções que Newton deu faziam referência inicial aos deveres dos monitores e seus benefícios, passando depois para instruções sobre as rondas, punições e regras básicas da escola. Um regulamento completo com as regras de Hogwarts foi dado a cada um antes que estes fossem liberados para voltar a seus lugares.
-Então, você vem se sentar na cabine comigo, Mel e Gina? –Harry pergunta assim que ele e Hermione saem da cabine dos monitores.
-Gina é a única Weasley da cabine? –pergunta desconfiada. Harry passa uma das mãos no cabelo negro em sinal de nervosismo.
-Não. Rony também está lá, mas ele não vai ofendê-la, pretendo propor um tratado de não agressão aos dois, o que acha? –Harry pergunta com um sorriso sincero, que faz Hermione balançar.
-Eu não sei, acho que nunca nos daremos bem. –Hermione responde sem esperança. Harry, então, pára de andar e a faz parar olhando para ele.
-Eu não vou desistir de torná-los amigos, afinal Rony é meu melhor amigo e você é a garota de quem gosto. –Harry fala determinado, mas de forma gentil, acariciando o rosto dela com uma das mãos, o que a deixou constrangida.
-Uma sangue-ruim e um aborto! Que bizarrice poderia surgir disso? –Draco fala enquanto ri da cena que presenciou.
-Um elfo-doméstico, oras! –Pansy conclui e Draco ri ainda mais, se apoiando na parede e ficando corado de tanto que ria. Harry bufou e andou a passos firmes até o loiro, parando a frente deste, que rapidamente lhe encostou a varinha no peito.
-Eu não tenho medo de você, então é melhor ficar longe de mim e dos meus amigos ou de qualquer outra pessoa próxima a mim, porque se eu perder a calma, seus restos caberão na carta de condolências que Dumbledore enviará para sua família. –Harry fala fria e pausadamente, seus olhos fixos nos cinzentos do loiro a sua frente, que também parecia não demonstrar medo.
-Ninguém ameaça Draco Malfoy e sai ileso. –Draco responde no mesmo tom e Pansy se afasta sabendo que não deveria estar por perto.
-Não vou deixar que duelem aqui! –Hermione fala em tom autoritário, assumindo a postura de monitora.
-Vai bancar a monitora com outro, Granger! –Draco vocifera, a essa altura, Harry já tinha sua varinha em mãos.
-Não fale assim com ela. –Harry avisa ainda em tom calmo, mas a mão segurando a varinha com muita força.
Antes que alguém pudesse falar ou fazer qualquer outra coisa, o Expresso de Hogwarts freou bruscamente, fazendo Pansy cair por cima de Draco e Hermione ser lançada para trás, só não se machucando feio, por ter sido segura por Harry, que conseguiu formar uma boa base e se apoiar na parede com seus rápidos reflexos.
-Obrigada! –Hermione fala arfante, ainda estava assustada e por isso tinha os braços firmemente em torno do pescoço de Harry.
-Me agradeça com um beijo, depois. Agora temos que ver como todos estão. –Harry fala ficando de pé e a ajudando a se recompor.
-Vocês estão bem? –Hermione pergunta preocupada e se abaixando ao ver que Draco tinha sangue no pescoço.
-Não toque em mim, sangue-ruim. –Draco fala se levantando e a afastando. Pansy estava zonza, mas não parecia machucada.
-Deixe esse imbecil e vamos ver os outros. –Harry fala ignorando o sonserino, que possuía um corte na cabeça, um pouco acima e atrás da orelha.
Nos minutos seguintes Harry e Hermione passaram pelas cabines tentando acalmar as crianças mais novas e verificando os feridos assim como os outros monitores. No fundo do trem, Melissa, Rony e Gina caminhavam na direção de Harry, que ficou mais aliviado ao ver que a irmã estava bem.
-Vocês estão bem? –Harry pergunta, mas seu olhar percorria o corpo da irmã.
-Estou bem, não se preocupe. –fala tranqüilizando o irmão e depois se segurando a ele, quando o trem sacudiu fortemente.
-Se o trem está parado, como pode ter balançado? –Gina fala assustada, apesar de Rony abraçá-la protetoramente.
-Não sei, mas não deve ser coisa boa. –Harry comenta e após olhar o caos que parecia estar se formando, continua. –Vou verificar, Rony tome conta delas.
-Hei, eu não vou ficar aqui e deixar você ir sozinho! –Melissa protesta e pega sua varinha em demonstração clara de que não iria ficar de braços cruzados enquanto o irmão investigaria e se poria em um possível risco. –Você cuida de mim e eu de você, sem argumentações em contrário.
-Melhor irmos todos nós, assim teremos cobertura. –Hermione fala de modo sensato e Gina apóia.
-Odeio fazer isso, mas tenho que concordar com a Granger. –Rony fala mal humorado e Hermione se esforça para conter o sorriso satisfeito.
-Ok, talvez seja mais seguro. –Harry fala e já começa a andar a frente, Melissa e Hermione lado a lado atrás dele e atrás delas Rony e Gina, todos segurando suas varinhas.
Demoraram a conseguir passar pelo corredor, onde os monitores tentavam organizar os alunos e seus bichos de estimação que corriam pelos vagões alucinados. Crianças do primeiro ano choravam, alguns haviam se machucado na freada brusca e na sacudida que o trem deu. Não havia sinal do maquinista, nem de Newton ou dos monitores chefes.
Assim que saíram do trem, ficaram paralisados. À frente deles o trilho estava destruído e o professor de DCAT, assim como alguns alunos que aparentavam ser do sétimo ano, estavam duelando com cerca de dez comensais. Alguns comensais enfrentavam sem muitos problemas mais de um aluno e o professor de DCAT deles enfrentava dois ao mesmo tempo.
-É um ataque de comensais da morte! –Rony fala ficando branco como cera.
-Não adianta nos desesperarmos. –Melissa fala tentando manter o controle. –Temos que fazer algo. –Ela fala com certeza, mas a voz soando fraca.
-Você está sugerindo que lutemos contra comensais? –Gina pergunta não acreditando no que a amiga falara.
-Quantidade pode suprir qualidade. –Harry fala em calmo e frio, apesar da varinha estar tremendo em sua mão. –Se deixarmos os alunos até o terceiro ano no trem, poderemos ter uma proporção de mais de cinco para um e isso ajuda muito.
-Harry tem razão, mas vai ser difícil fazê-los vir aqui fazer algo. Quem não teria medo de morrer ou no mínimo ficar muito ferido? –Hermione fala racionalmente, tentando analisar a melhor forma de agir.
-Rony, você e Gina entram e tentam mobilizar o pessoal, comecem com os mais velhos e monitores, diga que foi uma ordem de Newton e que se eles se acovardarem, só estarão adiando a hora de sua morte. –Harry falou com firmeza e depois se dirigindo a frente de batalha.
Hermione e Melissa trocaram olhares com os Weasley e depois seguiram Harry, deixando os ruivos para trás. Harry percebeu que Hermione e a irmã o seguiam e Melissa sussurrou algo sobre Rony e Gina terem entrado no trem. Um grito de agonia os fez paralisar por um momento e viram um aluno da Lufa-Lufa caído no chão e se contorcendo de dor sob a varinha de um comensal, outros estavam feridos e sangrando, dois pareciam inconscientes, pelo menos era o que esperavam. Ouviram um barulho à frente e viram um comensal voando na direção de outros dois e os derrubando, enquanto Newton corria na direção do aluno que gritava de dor. Segundos depois um raio ver de o atingiu e ele caiu no chão completamente pálido e imóvel.
-Está morto. –Harry de algum jeito soube daquilo e sentenciou, antes de correr na direção dos comensais já lançando um feitiço estuporante.
Hermione e Melissa ficaram em choque, mas ao ouvirem o feitiço de Harry, logo se juntaram a ele também lançando feitiços de ataque. De forma instintiva, os alunos foram se aproximando como se assim pudessem se proteger, ao passo que os comensais faziam o mesmo com certa displicência.
-O professor de vocês morreu e ele era um bruxo experiente. –um comensal fala e os outros riem como se achassem os alunos insignificantes. –Não acham mesmo que sendo meras crianças, podem nos desafiar, não é? –O comensal fala desdenhoso e de repente um raio verde sai de sua varinha e vai à direção de um dos alunos do sétimo ano, este conjura um escudo, mas o feitiço verde ultrapassa o escudo e o garoto cai no chão do mesmo modo que o professor.
Naquele instante todos os combates pararam e os alunos olharam aterrorizados do corpo para os comensais. Harry engoliu em seco, mas tentando pensar naquilo como uma final de campeonato, dá um passo a frente com a expressão mais ameaçadora que consegue fazer.
-Olha esse fedelho! Acha mesmo que pode contra nós moleque? –outro comensal fala e todos riem diante da audácia do comensal.
-Eu não sou um moleque, me chamo Harry Potter e sou filho de Thiago Potter, um dos melhores aurores do ministério! –Harry fala tentando impor respeito, o próximo passo era tentar devolver a intimidação. –Agora eu os aconselho a fugirem enquanto ainda há tempo, pois naquele trem há cerca de cinco adversários para cada um de vocês.
-Adversários? –uma voz feminina entre os comensais chama a atenção deles. –Vocês são um bando de adolescentes patéticos, mas pode deixar que entregarei seus restos a seu querido pai pessoalmente. –A mulher parecia não estar apenas bancando a superior, ela realmente parecia poderosa.
-Você pode ser mais experiente e poderosa que eu, mas não facilitarei as coisas para você. Se for para morrer, vou morrer lutando! –Harry fala determinado e dando mais um passo a frente, antes de lançar um feitiço estuporante que ultrapassou um feitiço escudo da comensal e a atingiu fazendo-a cambalear e arfar.
-Moleque atrevido! –Outro comensal se adianta e lança um feitiço em forma de cruz em Harry, que foi defendido por dois feitiços escudos conjurados por Hermione e Melissa, deixando que Harry ficasse livre para atacar.
-Reducto -O feitiço de Harry surpreendeu a todos, pois era um tanto violento e poderia despedaçar um bruxo atingido em cheio. Porém dois comensais que estavam mais próximos do alvo defenderam imediatamente o feitiço.
Uma luz avermelhada os cegou por uns segundos, mas tempo o suficiente para um raio vermelho atingir Harry em cheio, no entanto o feitiço pareceu não o afetar em nada. Todos olharam para Harry com espanto e mais dois comensais o atacaram com feitiços estuporantes, ambos atingindo Harry pela proximidade deste com os comensais. Harry foi lançado para trás e caiu deitado no chão.
-Harry! –Melissa gritou e correu até o irmão, os comensais riam, enquanto os alunos recuavam. -Você está muito ferido? –Melissa pergunta ao ver o irmão levantar, Hermione chegava junto à ruiva.
-Não, só fez cócegas. –Harry fala sorrindo e caminhando com facilidade de volta ao local em que estava antes. –E aí, mais alguém quer brincar? Quem sabe todos juntos não consigam me arranhar? –Harry fala com um sorriso de canto, os olhos verdes pareciam faiscar determinados e divertidos. Os comensais haviam parado de rir e agora pareciam fuzilá-lo com os olhos.
-Vamos ver se você resiste à maldição da morte. -A mulher se recuperara e falou raivosa, mas Harry nem picou diante da ameaça.
-Não acho que terão tempo de matar a todos nós! –Rony fala e atrás dele mais de trinta alunos erguiam suas varinhas para os comensais. Os outros que já estavam batalhando antes também pareciam ter ganhado novas forças.
-Então, vocês acham que podem dar conta de se defender de todos nós ao mesmo tempo? –Harry pergunta no mesmo tom usado pelos comensais. Estes pareciam ter recuado um passo.
-Deram sorte hoje, mas estão todos com os dias contados. –O comensal que parecia o líder fala ao ver que aurores começavam a aparecer perto do Expresso de Hogwarts.
Como se houvessem combinado, todos lançam feitiços nas direções dos comensais, mas a chuva de raios coloridos só consegue derrubar dois dos comensais, o restante desaparece seguido de um estalo seco.
N/A: Oi, o cap não demorou muito, aliás, atualizei 4 fics do dia 12 pra cá para compensar a demora nas próximas atualizações.
N/A²: Bom, Harry passou pro quinto ano, mas Snape já comprou briga com os Potter, vamos ver se Harry vai dar o troco rsrsrssrrs
N/A³: Segundo a Lila, que betou esse cap, o Harry deu uma de Chuck Norris e não sofreu o efeito dos feitiços, mas quem tem boa memória e leu a primeira fic já sabe o porque, quem não leu ou não lembra esperem a explicação no próximo cap!
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