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22. Teoria da Conspiração


Fic: Reescrevendo a História


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry e Snape cruzaram o mais rápido possível a distancia até Londres. Diana era ágil e muito veloz. Assim que chegaram, Harry a deixou em um beco próximo ao hospital e ordenou que ela ficasse escondida, até ele voltar.

Dentro do hospital, dirigiram-se para a recepção onde uma atendente gorducha e sonolenta folheava uma revista. Era a única pessoa a vista, o que de certa forma explicava o tédio da bruxa.

-Olá, nós gostaríamos de saber em qual quarto está Angélique De la Tour. -Snape pergunta em tom prático e com cara de poucos amigos.

-Eu sinto muito, mas ninguém tem permissão para visitá-la, inclusive há aurores vigiando a porta, então nem tente procurar. –a mulher responde em tom ríspido e o olhando com cara feia.

A bruxa voltou a folhear a revista e Harry puxou Snape pela camisa, pedindo calma e fazendo um gesto de que ele cuidaria da situação.

-O movimento está fraco hoje, achei que devido ao que aconteceu no Torneio Tribruxo haveria vários repórteres por aqui. –Harry comenta em tom simpático, como se puxasse conversa.

-Ah! Mas isso estava um alvoroço só hoje. –a mulher fala em tom simpático, deixando a revista de lado e se debruçando sobre o balcão, de modo a ficar de frente para Harry. –Se não fosse o pessoal do ministério e o próprio Alvo Dumbledore, provavelmente eu não teria paz esta noite, mas eles foram bem explícitos sobre a proibição a imprensa e qualquer curioso.

-Entendo, até porque pelo que eu ouvi dizer, a menina não estava em um bom estado, seria um escândalo se uma foto dela se espalhasse pelo mundo. –Harry fala diminuindo o tom, como se quisesse que aquilo ficasse apenas entre os dois.

-Concordo plenamente. Quando a vi, achei que não sobreviveria, mas parece que a equipe de medi-bruxos conseguiu estabilizar o estado dela. Mas ninguém tem muitas esperanças, o que é uma lástima! A pobrezinha é tão jovem e linda! –a atendente passa do tom conspirador para um penalizado, Harry apenas assente.

-Eu sei bem disso, meu amigo é noivo dela, tinham planos de se casar e agora o coitado está desesperado! Temo que se ela não sobreviver, ele também não resista. –Harry fala com dó e olhando para Snape com extrema pena e preocupação.

-Ele é noivo dela? –a bruxa pergunta espantada e Harry se aproxima mais para falar com ela, como se fosse lhe contar um grande segredo.

-Eles se amam muito, mas a família dela não gosta dele, por isso os dois tentaram entrar pro torneio, só que apenas ela conseguiu. Tudo isso, para que pudessem usar o dinheiro do prêmio para fugir e se casar. É uma belíssima história de amor, que infelizmente parece caminhar para o mesmo fim trágico de tantos romances de nossa literatura. –Harry fala pesaroso, a voz quase embargava ao mencionar o amor dos dois.

-Oh! Que crueldade do destino, pobre rapaz! –a bruxa fala com lágrimas nos olhos, ao que Harry prontamente lhe oferece um lenço. –Obrigado, meu jovem... –ela agradece prestes a cair no choro ao ver a expressão desolada de Snape, que observava o chão tenso. –Eu adoraria ajudar, mas não posso fazer os aurores permitirem a entrada.

-Mas se nos disser qual o quarto, eu dou um jeito do meu amigo entrar! A senhora só precisa confiar em mim. –Harry fala com seu melhor sorriso maroto e, após observar Snape mais uma vez, a bruxa pega a ficha de entrada de Angélique e verifica o quarto. –Obrigado, a senhora acabou de salvar pelo menos uma vida! –Harry fala antes de sair e puxar Snape até o elevador.

Os dois subiram tensos e guardaram silêncio. Snape estava nervoso e apreensivo demais para falar e Harry tentava pensar em um modo de conseguir fazer o amigo passar pelos aurores. Assim que saíram do elevador, Harry observou a porta que dava as escadas, os aurores estavam um pouco à frente e pareciam sonolentos.

-Entre no elevador e vá para o andar de cima, antes de voltar para cá. Eu vou derrubar um dos aurores e o outro vai me perseguir escada abaixo. Um pouco antes do amanhecer, você me encontra no beco onde deixamos Diana, que eu o encontrarei lá. –Harry fala em tom cúmplice, exibindo um sorriso maroto e confiante.

-Mas se o auror te pegar, você será preso. –Snape fala chamando sua atenção para os riscos, mas isto parece deixar Harry ainda mais empolgado.

-Eu sei e realmente espero que o cara não esteja em melhor forma que eu. –fala com um sorriso de canto e fazendo um sinal para Snape ir.

Assim que vê as portas do elevador se fecharem, Harry mira no auror mais próximo e lança um forte feitiço estuporante, depois sai correndo para as escadas e coloca o capuz do casaco, para evitar que seu rosto seja visto. Podia ouvir o auror lhe dando ordens para parar e correndo atrás de si, mas não se atreveu a virar para observar a distância entre eles ou ver quem o perseguia. Assim que viu a indicação de térreo, Harry saiu e desviou agilmente de uma enfermeira que passava, ouviu o barulho de uma bandeja caindo e vidros quebrando, além de um gritinho feminino, indicando que o auror havia se chocado, mas o homem ainda o seguia. Piscou para a atendente antes de sair para rua, atravessando para a outra calçada e entrando no beco onde Diana estava. Ficou feliz por poder ver a testrálio, assim rapidamente pôde montar e levantar vôo, deixando um auror confuso e arfante para trás.

Quando Snape voltou ao andar onde Angélique estava, havia um auror caído e a porta que dava acesso a escada estava aberta, uma voz alterada era ouvida e Snape apenas pôde desejar sorte ao amigo. A porta do quarto estava aberta e assim que entrou pôde ver a namorada inconsciente, trancou a porta e conjurou uma cadeira ao lado da cama.

-Tenho certeza de que deve ter sido corajosa, forte, firme, mas um dragão... A culpa é de Haynes, não sua, e vou fazê-lo pagar por cada segundo de sofrimento que você tiver. –Snape passa as costas da mão no rosto pálido da namorada e sente a pele fria. Sem conseguir segurar mais, deixa algumas lágrimas rolarem por sua face, enquanto volta a se afastar e segura à mão dela. –Sei que deve ser difícil, mas quero seja ainda mais forte e lute para se recuperar, porque eu... eu... eu preciso de você, você me mostrou um futuro diferente e preciso de você para continuar fazendo as escolhas certas. –a voz saiu vacilante, as palavras se mostrando mais difíceis de pronunciar do que imaginava.

Nas horas seguintes, Snape se dedicou ao silêncio e observação, primeiro ao comportamento dela, depois a ficha que acabou encontrando do outro lado da cama, sobre a mesinha de cabeceira. Os ferimentos eram graves e os danos internos muito extensos, as poções precisavam ser ministradas em doses pequenas para não desgastar ainda mais a magia de Angélique, o que atrapalhava muito o tratamento.

Quando a madrugada chegava ao fim, Snape abriu a porta hesitante, sabendo que deveria haver dois aurores ali, no entanto, se deparou com Harry, que já se preparava para entrar.

-Onde estão os aurores? –Snape pergunta confuso, mas saindo rapidamente.

-Aquela atendente os chamou para um pequeno lanchinho em uma sala ali ao lado. –Harry fala apontando o lugar, enquanto entrava no elevador e apertava o botão do térreo.

-Você deve ser um excelente ator! –Snape fala se permitindo sorrir com a cara de pau do amigo. –Que tipo de história contou a ela? –pergunta curioso.

-Eu posso te dizer, mas não sei se vai gostar. –Os dois foram conversando durante o caminho de volta e Harry ficou feliz por Snape ter rido ao invés de ficar chateado com a “pequena” mentira.

Chegaram a Hogwarts quando os primeiros raios de Sol banhavam timidamente os jardins da escola. Dirigiram-se para o dormitório onde tomariam um banho e se trocariam para a cerimônia em homenagem as duas campeãs.

-Oi, que bom que conseguiram chegar! –Hermione fala indo até os dois e cumprimentando o namorado com um selinho. –Creio que ninguém aqui notou a ausência de vocês, mas amanhã haverá aula normal, então não pensem que poderão repetir essa fuga.

-Nós já imaginávamos e eu consegui um jeito de recebermos notícias caso haja qualquer alteração no estado dela. –Harry fala tentando tranqüilizá-la.

-Realmente, eu nunca acreditei nisso de charme Potter, mas agora tenho que dá meu braço a torcer. –Snape comenta com um sorriso de canto. Hermione imediatamente olha para Harry com uma sobrancelha erguida em uma clara exigência de satisfação.

-Eu apenas convenci uma senhora que trabalha no St. Mungus, de que o pobre Snape estava para Romeu e Angel para Julieta. Ela ficou com tanta peninha dos dois que imediatamente se ofereceu para nos ajudar. –Harry fala de modo inocente.

-Depois eu vou querer saber de tudo o que houve, mas agora é melhor nos sentarmos, parece que já vai começar. –Hermione fala apontando para o lugar onde ficava a mesa dos professores, atrás desta havia duas fotos em tamanho grande das duas campeãs. No lugar das bandeiras das casas havia panos pretos para simbolizar o luto.

-Vamos nos sentar por aqui, então... –Harry falava, mas foi interrompido por Hermione.

-Há um lugar para os campeões na mesa dos professores. Os professores irão se sentar conosco e lá em cima ficarão os campeões, os diretores das casas, o repórter do Profeta Diário e o senhor Haynes. –Hermione explica para Harry, que não gosta muito do destaque.

-Tudo bem, nos encontramos depois da cerimônia, então. –Harry se despede de Snape e Hermione com o semblante fechado. A seguir se encontrou com Thiago a caminho dos lugares marcados.

-Você quer vir comigo? –Hermione convida Snape, que sorri desdenhoso.

-O fato de sermos amigos, não significa que tenha passado a ser amante de grifinórios, para falar a verdade, não sei como Harry agüenta. –fala antes de se afastar na direção dos sonserinos.

Hermione se juntou a Lílian e os outros, que apontaram Peter sentado ao longe, perto dos alunos de Durmstrang. Os rapazes disseram que ele havia chorado a noite toda e que, para manter o disfarce, foram obrigados a ouvirem os lamentos de Rabicho por horas.

A cerimônia foi presidida por Dumbledore, que fez um pequeno discurso que valorizava a coragem das campeãs e lastimava por Catalina, além de mostrar esperança na recuperação de Angélique. O segundo a discursar foi Yuri Stanishev, diretor de Durmstrang, que se mostrou um tanto descontente com Haynes, organizador do torneio. Jean Henry Delacour, diretor de Beauxbatons, já agiu mais politicamente e se limitou a falar superficialmente sobre o estado de sua campeã e dos esforços médicos para ela se recuperar o quanto antes. O próximo a falar seria Haynes, mas Fabien pediu a palavra.

-Eu não pretendo fazer nenhum discurso, apenas quis falar porque várias pessoas vieram falar comigo, elogiar minha coragem em salvar Angélique, no entanto, não me acho tão merecedor desses elogios e direi o porquê. Eu e Angel sabíamos o que enfrentaríamos e quando ficamos frente a frente com o Rabo-córneo Húngaro, tentamos usar as estratégias que planejamos. Atrair a chave de portal, distrair e agir, atacar e defender, mas nada deu certo e em um dado momento, eu me feri seriamente na perna e não conseguiria correr, apesar de estar perto da estatueta, que era a chave de portal... –Fabien fez uma pausa onde respirou fundo antes de continuar. –Angel chamou a atenção do dragão para me dar uma chance, ela tentou se sacrificar por mim, então eu diria que se há alguém a ser elogiado e aclamado é ela... Eu é claro não poderia deixá-la e me esforcei para trazê-la comigo, mas a nobreza foi toda de Angel, eu apenas tentei retribuir. –dito isto, Fabien voltou a se sentar, a voz ao final já estava falha e a face pálida e rosto abatido mostrava o quanto ele estava sentindo toda aquela situação.

-Sei que depois desse breve relato, muitos devem estar se perguntando o porquê de eu ter escolhido uma prova com tal grau de dificuldade para este torneio. A resposta é simples, este torneio definirá aquele que poderá receber a honra de ser aclamado como o bruxo mais poderoso da Europa, que será eternizado na história como vencedor de um grande torneio entre os melhores e mais poderosos bruxos de sua geração. Tenham certeza de que o vencedor será alguém de destinado a grandiosos feitos, um exemplo de poder, coragem, nobreza, astúcia, perspicácia e sabedoria. Espero que a senhorita De La Tour se recupere e tenha uma vida normal, assim como espero que ninguém mais venha a falecer durante o torneio, contudo não mudarei minhas políticas e manterei a terceira prova nos termos em que foi proposta. –Com as palavras tranqüilas, mas ditas de forma firme e indiscutível, Haynes se pronunciou e voltou a se sentar impassível, ignorando os burburinhos dos alunos e professores, assim como o olhar feio de Stanishev.

-Esse cara me causou arrepios! –Sally fala ao se levantar para sair do salão principal com os amigos.

-Ele pareceu não se importar muito com Angel e Catalina. –Sírius completa pensativo.

-O ministério está tendo atitudes muito suspeitas, porque esse cara é somente um representante do nosso ministério. –Anne fala de modo desconfiado e o grupo se aproxima mais.

-O que você quer dizer com atitudes suspeitas? Afinal o que o ministério ganharia com essas provas extremamente difíceis, além de propaganda negativa? –Rony pergunta sem conseguir encaixar os fatos.

-Estamos em tempo de guerra e, por mais que o ministério controle as informações para que a situação pareça sob controle, as pessoas estão com medo. Creio que no momento os esforços sejam para evitar que vocês-sabem-quem ganhe aliados, já que sozinho ele não pode fazer nada, mesmo sendo muito poderoso. –Remo começa pensativo, enquanto tomava a direção do jardim, onde teriam mais privacidade para conversar.

-Vá direto ao ponto, Aluado. –Sírius fala impaciente, sabia que o amigo poderia teorizar por horas, ainda mais na presença de Anne.

-O ministério mais cedo ou mais tarde terá que partir para a ofensiva, será formado dois exércitos e o ministério quer não só garantir que o nosso lado ganhe, como também que em momento nenhum a sua superioridade seja questionada. –Remo continua e dessa vez Rony interrompe.

-O que isso tem a ver com o torneio e Haynes? –pergunta confuso e também ficando impaciente.

-É muito simples. –Anne toma a palavra. –O campeão do torneio será o herói carismático que eles treinarão para ser o ícone da guerra, assim como Dumbledore ao derrotar Grindewald. –Sírius, Rony e Sally param chocados, olhando de Anne para Remo sem palavras. Lílian e Hermione fazem sinal para que se sentem.

-Isso faz uma de minhas teorias ganhar um bom sentido. –Hermione chama a atenção de todos para si. –Haynes disse que ministério tem as provas planejadas e, se analisarmos os desafios, veremos que tudo realmente parece minuciosamente planejado.

-Calma aí, o que tem demais nos desafios, além de serem todos absurdos? –Sally pergunta tentando acompanhar o raciocínio.

-Pelo que vimos na entrevista com os participantes após a seleção destes pelo Cálice de Fogo, Alexei e Catalina se mostraram bem agressivos e confiantes, além de terem apontado Artes das Trevas e Defesa Contra as Artes das Trevas como seus principais talentos. –Hermione faz uma pausa para ordenar o pensamento e continua. –Se analisarmos a Quimera podemos concluir que a tática mais viável para passar por ela, seria atacar sem parar de modo a distanciá-la da estatueta ao mesmo tempo em que eles se aproximariam da estatueta. Nas Artes das Trevas há muitos feitiços fortes de ataque, ela foi feita justamente para atacar inimigos, ou seja, se Catalina estivesse em melhor forma física, acredito que ela teria conseguido voltar bem, assim como Alexei. –Hermione conclui pensativa, enquanto todos a encaravam surpresos, estando Lílian e Remo com sorrisos de aprovação.

-Já Fabien e Angel se mostraram bastante entrosados, parecendo Angel muito inteligente e observadora. Os dois apontaram DCAT como seu principal talento e sabemos que a matéria, como o nome já diz, é feita para defesa e contra ataque. –Lílian faz uma pausa à procura das palavras certas. –Dragões são seres muito complexos, inteligentes e poderosos, então não poderia se usar a mesma tática da quimera, que é um ser mais irracional. O que me faz pensar que a melhor tática seria que defendessem e atacassem ao mesmo tempo, ou seja, um dos dois atacar, enquanto o outro protegeria aos dois e isto exige muito entrosamento e trabalho em equipe. A falha começou com Fabien se machucando seriamente e depois em Angélique não ter tido frieza para avaliar todas as opções, quer dizer, ela foi muito corajosa e nobre, mas também muito imprudente. –Lílian conclui e todos parecem concordar.

-Harry e Thiago jamais poderiam ter esse entrosamento, segundo o que eles aparentam, já que desde a entrevista ficou claro para todos que os dois não se dão bem e que seria provável que seguissem separados durante a segunda tarefa, ou seja, acabaria só um enfrentando o desafio, se este não pudesse ser duplicado como no caso das mortalhas-vivas. Por que certamente o ministério não colocaria só uma para dois, tendo em vista que um patrono é o suficiente para repeli-las. –Anne fala em tom conclusivo.

-Está querendo dizer que o ministério favoreceu os campeões ingleses dando o desafio mais fácil a eles? –Rony pergunta surpreso.

-Não era um desafio fácil, como aparenta. –Remos respondeu e continuou a explicação. –Ao contrário dos outros dois animais, a mortalha-viva é muito difícil de se ver. A dificuldade estaria em perceber a aproximação delas, porque após serem pegos, seria quase impossível conjurar um patrono para afastá-las. Tenham ainda em mente que muitos bruxos adultos não são capazes de conjurar um patrono e fazer isto quando toda sua felicidade parece ter sido sugada só torna o feitiço ainda mais difícil de ser usado. –termina com tom sério e compenetrado.

-Ainda assim poderíamos dizer que o ministério facilitou bastante as coisas, quer dizer, Harry se mostrou muito astuto e inteligente, além de observador, isso ficou ainda mais evidente após a primeira prova. –Hermione coloca de forma cautelosa. –Seria de se supor que ele decifrasse facilmente as pistas e chegasse ao desafio correto, como quase aconteceu. De todo jeito ele poderia ter em Dumbledore um grande professor para lhe ensinar o feitiço do patrono, ou seja, apesar do desafio ser realmente muito difícil para qualquer bruxo, para alguém preparado como Harry e Thiago, acabou sendo fácil.

-Aí também entra outra questão, que justifica a declaração de Haynes. –Anne a interrompe, excitada pela intriga que estavam desvendando. –O ministério pretende manter o alto nível da competição para medir as qualidades dos competidores e afirmar diante da população que seja quem for será um bruxo de fato muito respeitável. Além disso, Hogwarts tem dois competidores e as outras escolas apenas um, temos vantagem, o que justifica o olhar feio de Stanishev, que provavelmente está preocupado com o torneio e não sentido por Catalina.

-Isso tudo já está me dando dor de cabeça! –Rony fala bagunçando os cabelos com uma das mãos e sacudindo a cabeça como se quisesse ordenar as informações.

-É complicado, mas faz bastante sentido. –Sally comenta, preocupada.

-Resumindo tudo isso, vocês quiseram dizer que: O Ministério da Magia da Inglaterra está manipulando o torneio Tribruxo para averiguar as capacidades dos competidores, aplicando provas difíceis para produzir um herói diante da população, que de preferência seja um campeão de Hogwarts, pois além de inglês terá Alvo Dumbledore como mentor? –Sírius resumi toda a conclusão e os quatro acenam que sim, deixando que o silêncio pairasse sobre eles por alguns minutos.

-Eu acho que a questão agora é: Isso tudo é bom para nossos planos? –Rony levanta a questão olhando diretamente para Hermione.

-Se Harry conseguir vencer, acredito que certamente ele conseguirá chamar a atenção de Voldemort, então acho que só favorece nossos planos. –Hermione fala com cuidado, como se não tivesse muita certeza de sua conclusão.

-Só nos resta garantir que Thiago e Harry consigam sobreviver. –Remo fala e é inevitável que um tremor passe por eles, assim como uma sombra de medo e incerteza.

Harry pensou em seguir os amigos, mas viu Snape sair a passos apressados do salão principal, seu humor parecia estar pior do que nunca. Deixou para Thiago falar com o repórter e seguiu na mesma direção que o amigo sonserino. Snape saíra correndo e entrara furioso na sala destinada aos campeões de Hogwarts, Harry entrou segundos depois, deparando-se com um rapaz furioso, que virava mesas e atirava cadeiras pela sala.

-Está assim pela declaração de Haynes? –Harry pergunta se mantendo sério e olhando de forma firme para Snape.

-Eu vou matar aquele desgraçado, vou fazê-lo sofrer tudo o que Angel está sofrendo! –Harry viu os olhos do outro brilharem de forma insana e assassina, como só havia visto antes em olhos de comensais.

-Acha que isso a salvará? Pois eu não vejo que bem isso possa fazer a ela. –Harry fala sem aparentar nenhum sentimento, apenas olhando e analisando as reações de Snape.

-E quer que eu deixe aquele sujeitinho tratá-la como uma incompetente, uma fraca? Pois foi isso que ele deu a entender quando fez aquele discurso hipócrita. –Snape ainda parecia revoltado e encarava a Harry ferozmente.

-Não é Haynes, ele é apenas um representante físico da entidade Ministério da Magia, mas como não vai te levar a lugar algum odiar o ministério, por que não se ocupa em ajudar Angel? –Harry continua de forma impassível e Snape reage com uma risada fria e sem emoção.

-E como acha que eu posso ajudá-la? Acaso acha que tenho poderes de cura? –Snape retruca mordaz, mas Harry não se altera.

-Acho que é um grande mestre em poções, tem uma mente privilegiada para isso, além de ter ótima criatividade para criar feitiços. –Harry começa se aproximando do amigo. –Sei que parece difícil, mas confio em sua capacidade para encontrar algo que a ajude. E claro que quando precisar de ajuda, eu e Hermione estaremos a sua disposição para ajudar, inclusive tenho certeza de que ela pode te auxiliar a encontrar o caminho. –o tom havia mudado, agora passava confiança e esperança a Snape, que parecia paralisado.

-Tem razão, não devo ficar reclamando e me lamentando, quando eu ainda posso tentar fazer alguma coisa para salva-lá. –Snape fala quase em um murmúrio, fazendo Harry abrir um pequeno sorriso.

-Isso mesmo, faça o possível e impossível para salvá-la, porque ainda há tempo. Desistir perante as dificuldade é coisa de fracos e eu sei que você é forte. Encare isso como uma chance de provar que a merece, imponha sua vontade ao destino e diga que ela é sua e que nada pode tomá-la de você. –Harry o incentiva com palavras fortes, os olhos verdes cravados nos negros como se pudesse penetrar na mente do amigo.

-Tem razão, eu não vou perdê-la, não vou deixar que escape entre meus dedos. –Agora Harry via determinação nos olhos do amigo, o que lhe deixava mais aliviado e seguro de que ele trilharia o caminho certo.

Thiago andava de um lado para outro em uma torre do castelo e olhava o relógio ansioso até que a porta se abriu deixando Sírius e Remos entrarem.

-Até que enfim! Porque demoraram? –Thiago fala deixando a tensão transparecer.

-Porque não foi fácil despistar o pessoal, mas o que houve? Você parece nervoso. –Sírius fala começando a ficar preocupado, não era normal ver Thiago daquela forma, tão sério.

-Eu estou desconfiado de umas coisas e preciso da ajuda de vocês para saber se estou certo ou só ficando paranóico. –fala se apoiando no batente da janela.

-Se o assunto é sério, porque pediu que viéssemos sós? Estando em grupo poderíamos ajudar mais. –Remo fala olhando curiosamente o amigo.

-Não queria preocupá-los mais, já basta o torneio e a guerra para encher a cabeça deles. –Thiago fala um pouco mais calmo.

-Você fala isso por que ainda não sabe da teoria conspiratória que formulamos sobre o ministério da magia. –Sírius fala se sentando e fazendo sinal para que os outros fizessem o mesmo. –Vamos te contar no que pensamos depois da cerimônia e aí você me diz se ainda se acha paranóico. –Sírius fala lançando um olhar a Remo, que fora um dos idealizadores da teoria.

Sírius, com a ajuda de Remo, conta tudo o que conversaram mais cedo e Remo pergunta a opinião de Thiago, que passa alguns minutos em silêncio antes de falar.

-Certamente vocês estão muito mais paranóicos que eu, apesar dessa teoria fazer bastante sentido, quer dizer, apesar de parecer maluca, tem muita lógica, então não devemos descartar, apesar de achar que não devemos nos preocupar com ela.

-Foi a conclusão a que chegamos, mas tínhamos que falar para você e Harry. –Remo fala também parecendo tranqüilo em relação aquilo.

-Então agora é minha vez de contar sobre uma desconfiança. –Thiago fala e os dois prestam atenção nele, que volta a assumir o olhar sério de antes. - Christopher Holmes, o repórter do Profeta Diário, fez uma entrevista conosco depois da cerimônia e aproveitou que Harry não estava para me deixar por último e me fazer um monte de perguntas sobre Harry e minha relação com ele. Sei que pode parecer paranóia, mas acho que ele está desconfiado do Harry e o está investigando. –Agora Sírius e Remo também assumiram um olhar mais sério.

-Mas se isso for verdade, ele pode vir a desconfiar de Rony e Hermione e aí estaremos todos perdidos, não que ele vá descobrir que os três voltaram no tempo, mas vai descobrir que toda a história deles é mentira e que se Dumbledore está acobertando isso, é porque há algo de especial nisso tudo. –Remo conclui apreensivo.

-O pior é que se ele publicar essa história o ministério vai prendê-los e obrigará os três a revelar toda a verdade, sem falar que também pode chamar uma atenção negativa de Voldemort. Temos que fazer algo para descobrir se esse repórter é tão bom em investigação assim e fazer algo para confundi-lo. –Sírius fala olhando de modo significativo para Thiago.

-Foi nisso que pensei, por isso enviei uma carta a meu pai pedindo informações desse cara e o alertando para o que poderia acontecer. Agora, nós precisamos ficar alerta a qualquer movimento e isso inclui monitorar o castelo com o mapa do maroto e redobrar a atenção a qualquer coisa que Harry, Rony ou Hermione falem ou façam, porque ninguém pode suspeitar dos dois. –Thiago propõe e os outros dois concordam, se dedicando nos minutos seguintes a formular uma estratégia para a vigilância.

Harry estava na sala que Slughorn dera a ele, andava perto da mesa que usava para estudar, virando-se para ver quem entrava, sorrindo ao confirmar ser Hermione. Esta sorria e lhe cumprimentou antes de se deixar beijar pelo noivo, que parecia estar com tantas saudades quanto ela.

-Também estava com saudades. –ela fala sorrindo e encostando sua testa na dele, mantendo-se abraçada a ele.

-Eu queria dizer que te chamei aqui só para matar as saudades, mas infelizmente não posso. –fala a guiando para sua confortável cadeira e fazendo-a sentar em seu colo.

-O que houve, parece preocupado e tenso. Alguma notícia da Angel? –pergunta se sobressaltando por alguma eventual piora da amiga.

-Não, eu ainda não tive notícias dela. Eu te chamei aqui para contar como foram as coisas essa noite e sobre a conversa que tive com Snape ainda pouco. –fala mantendo-a sentada em seu colo e perto de si.

Nos minutos seguintes, Harry contou tudo o que acontecera na viagem a Londres, destacando o silêncio e a preocupação inicial de Snape e o quanto ele disfarçou estar se sentindo melhor no caminho de volta, apesar de estar ainda mais preocupado que antes. Mas foi quando Harry contou sobre a conversa que tivera com Snape, que Hermione ficou mais preocupada, estava claro que aquele era um momento crucial nos seus planos de “recuperar” aquele que futuramente seria um comensal e depois um espião duplo de caráter duvidoso.

-Eu acredito que Angel é a chave de tudo, se ela morrer pode ser que por mais que tentemos, Snape vire um comensal e, pior, um que se manterá fiel a Voldemort e odiará o ministério. Ou seja, temos que tentar salvá-la, temos que achar um jeito de mantê-la viva e, na pior das hipóteses, tentar preparar o espírito dele para o pior e enraizar a nossa amizade no coração de Snape, porque senão teremos só piorado as coisas. –Harry fala demonstrando toda sua preocupação, pois Snape era não só sua porta de entrada no grupo de Voldemort como também uma excelente cobertura e, por mais difícil que parecesse, um bom amigo.

-Entendo sua preocupação, também já pensei nisso e acho que sei como podemos não só ajudá-lo a tentar achar algo que ajude Angélique, como também traze-lo para nosso lado mesmo que não consigamos salvá-la. –Hermione fala com um sorriso maroto nos lábios.

-E que jeito milagroso é esse? –Harry pergunta desconfiado.

-Vamos convencer os marotos a pedir desculpas para Snape por tudo o que fizeram contra ele, além de falar para todos ajudarem como puderem na busca por alguma coisa que possa ajudar Angel. Certamente depois de ver todo o nosso esforço para salvá-la, ele ficará tocado independente do êxito ou não, só precisamos conduzir tudo de modo sutil e seguro. –Hermione explica observando o noivo, que se segurava para não rir.

-Você é brilhante, essa seria uma ótima saída, se não fosse impossível fazer os marotos pedirem desculpa a Snape! Francamente, Mione, você não acha que eles fariam isso algum dia não é? –Harry fala sorrindo pela ingenuidade da morena, que não muda seu jeito determinado.

-Pois eu vou te provar que é possível sim e você vai me ajudar a falar com eles. –Harry faz uma careta já sabendo como seria a reação do pai e dos amigos, mas Hermione nem o deixa falar. –Não adianta tentar escapar, teríamos que fazer isso mais cedo ou mais tarde, além do que, não podemos deixar que Snape se perca.

Sem ter como sair daquela situação, Harry concorda e passa a tentar imaginar um modo de conseguir aquele milagre, já que a rixa entre grifinórios e sonserinos era algo que ultrapassava o plano individual.



N/A:Oi, cap postado e em breve uma capinha, mas quero muitos comentários!

N/A²: E aí, o que estão achando do Snape? Concordam com as teorias conspiratórias? O que acham do Haynes e do Holmes?

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