Goo Goo Dolls - Before It's To Late (Transformers Soundtrack)
Goo Goo Dolls – Before it’s too late
Wonder through fiction to look for the truth
Buried beneath all the lies
And I stood at a distance
To feel who you are
Hiding myself in your eyes
And hold on before it's too late
Until we leave this behind
Don't fall just be who you are
It's all that we need in our lives
And the risk that might break you
Is the one that would save
A life you don't live is still lost
So stand on the edge with me
Hold back your fear and see
Nothing is real 'til it's gone
Hold on before it's too late
Until we leave this behind
Don't fall just be who you are
It's all that we need in our lives
So live like you mean it
Love 'til you feel it
It's all that we need in our lives
So stand on the edge with me
Hold back your fear and see
Nothing is real 'til it's gone
Hold on before it's too late
Until we leave this behind
Don't fall just be who you are
It's all that we need in our lives
Hold on before it's too late
Until we leave this behind
Don't fall just be who you are
It's all that we need in our lives
It's all that we need in our lives
It's all that I need in my life
Goo Goo Dolls – Before it’s too late (tradução)
Vago através deste romance buscando a verdade.
Enterrado sobre todas as mentiras.
E eu mantive uma distância
Para sentir quem você é.
Estarei me escondendo em seus olhos
Agüente firme, antes que seja tarde demais
Nós iremos correr até deixarmos isso para trás
Siga em frente, seja você mesma
Isso é tudo o que precisamos em nossas vidas
O risco que pode destruí-la
É aquele que salvaria.
Então fique no topo comigo
Segure o seu medo e você verá que
Nada é real até ser desfeito.
Agüente firme, antes que seja tarde demais
Nós iremos correr até deixarmos isso para trás
Siga em frente, seja você mesma
Isso é tudo o que precisamos em nossas vidas
Então, viva à sua maneira
E ame profundamente
Isso é tudo o que precisamos em nossas vidas
Então fique no topo comigo
Enfrente o seu medo e você verá que
Nada é real até ser desfeito.
Agüente firme, antes que seja tarde demais
Nós iremos correr até nós deixarmos isso para tras
Siga em frente, seja você mesma
Isso é tudo o que precisamos em nossas vidas
Isso é tudo o que precisamos em nossas vidas
Isso é tudo o que eu preciso em minha vida...
Capítulo 12
Substituições
Hermione deu uma risadinha e secou as lágrimas de seus olhos antes de continuar a descascar a laranja que jazia em seu colo. Jorge sentou-se no fim do sofá, sua mão descansando gentilmente no tornozelo dela enquanto ele prosseguia a lhe contar como a Sra. Weasley havia quase descoberto Fred vivendo com Padma em Londres.
- Juro que avisei ao Fred sobre usar um feitiço de fechamento no apartamento, mas ele imaginou que desde que mamãe e papai não soubessem que ele tinha se mudado do nosso apartamento, eles nunca viriam bater no novo lugar dele.
- Até que você lhes contou, claro.
Jorge deu de ombros:
- Estava cansado de inventar desculpas sempre que mamãe e papai apareciam para nos ver. Não é minha culpa se Fred e Padma decidiram ter um arroubo na mesa onde papai ia desembrulhar seu presente de aniversário.
- O que sua mãe disse? – Hermione perguntou, espremendo o suco da laranja na boca.
- Ela não sabe ainda. Fred implorou ao papai para não contar a ela. – Jorge revirou os olhos. – Ela não tem problema com o Harry e a Gina morando juntos, mas sei que ela ficaria surpresa se soubesse que Fred estava “amigado” com uma garota que ele nunca nem levou em casa para conhecê-la.
- Coitado do Fred.
Jorge lhe lançou um rápido olhar:
- Ei, Fred fez sua própria cama e não muito bem. Ele terá que contar a ela mais cedo ou mais tarde, ou o papai pode ceder à pressão. Ou talvez ele tenha bloqueado todo o incidente inteiramente de sua mente. Aposto que ele conjurou um Feitiço de Memória no minuto em que saiu de lá.
Hermione riu baixinho novamente antes de pegar a laranja:
- Então, o que sua mãe e seu pai acham da Imelda?
Jorge olhou-a, mas sorriu e deu de ombros:
- Sabe... Desde que o Roniquito esteja feliz...
Hermione colocou a laranja na vasilha em seu colo e olhou para Jorge com curiosidade:
- O que significa...?
- Eles gostam dela o suficiente. Mas no ponto que a vida do Rony estava quando ele conheceu a Imelda, ele era um bastardo sem eira nem beira, afundando, então o fato da Imelda tirar Rony da lama pareceu bom o suficiente para mamãe e papai, apesar de seus sentimentos pessoais sobre ela.
- Oh. – Hermione tirou o pé do colo de Jorge e sentou-se antes de se inclinar e colocar a vasilha na mesinha.
- Se você me perguntasse. – Jorge disse devagar. – O que você não perguntou, mas vou te dizer mesmo assim, o Rony estava só te substituindo.
Hermione engoliu em seco e juntou as mãos enquanto Jorge se inclinava para frente e sentava perto dela. Ela fingiu uma risadinha:
- Me substituir? Ela é maravilhosa e esperta...
- Exatamente. – Jorge disse baixinho.
O elogio sem cerimônias a tomou de surpresa e Hermione virou a cabeça para olhá-lo. Ele tinha um meio sorriso no rosto e seu olhar lhe deu um pequeno senso de coragem. Lambendo os lábios rapidamente, ela se inclinou para frente e o beijou. O corpo dele ficou levemente tenso e ela sentiu as mãos dele em seus ombros, gentilmente a afastando.
Hermione viu o pedido de desculpas nos olhos esverdeados e a humilhação fez suas bochechas corarem enquanto ela desviava o olhar e enterrava o rosto nas mãos antes de gemer. Uma coisa era ser rejeitada por um homem... Outra coisa era ser rejeitada por um Weasley... De novo!
- Desculpe.
- Ei. – Ele pegou o pulso dela e o afastou de seu rosto antes de cobrir seu queixo e a forçar a olhá-lo. - Não se desculpe.
- Eu só pensei que... – O que ela pensou?- Você estava me chamando para sair e você tem sido tão legal comigo...
- Te tratei tão horrivelmente assim quando éramos mais novos?- Jorge perguntou em tom de brincadeira. – Suponho que tratei. Achei que fosse precisar de um amigo sem toda a bagagem que Harry e Gina carregam se tratando do Rony. E com tudo que tem acontecido... Com a Susana e o Neville... Imaginei que você quereria alguém que te fizesse rir.
Ela assentiu, seu constrangimento ainda evidente em seu rosto. Jorge suspirou e cobriu seu rosto antes de pousar seus lábios contra os dela gentilmente. Foi a sua vez de ficar surpresa, mas ela calou a parte de sua mente que gritava: “Você está beijando Jorge Weasley!”; e tentou aproveitar.
Quando ele afastou os lábios, meramente uma fração de centímetro, ele descansou a testa contra a dela:
- Para ser honesto, uma pequena parte de mim gostaria de te beijar como você merece. – Ela abriu os olhos para encontrá-lo olhando para ela bem de perto, um sorriso arrependido em seu rosto sardento. – Mas não sou o Weasley que você realmente quer, Hermione.
Hermione piscou surpresa com a franqueza dele, mas, sabendo em seu coração que ele estava certo, ela se afastou dele lentamente e jogou os cabelos para trás dos ombros antes de soltar um longo suspiro. O que ela estava pensando? Ela tinha tentado substitiuir Rony por Jorge? Era tão... Errado. Ao olhar para ele, Hermione sentiu uma onda de alívio por ele ter aberto seus olhos para a óbvia verdade. Ela ainda amava Rony, apesar de suas inúmeras tentativas de provar o contrário. Só que aceitar que seu futuro com Rony tinha acabado era a parte difícil.
- Sinto muito, Jorge. – Ela colocou sua mão no joelho dele e o apertou gentilmente. – Você tem sido maravilhoso para mim. Espero que a minha manifestação humilhante não te impeça de estar por perto...
Jorge riu, seus olhos brilhando de um jeito que lembrou Rony dolorosamente a Hermione.
- Nem que você me pagasse eu te deixaria sozinha. Bem, não acho que você teria dinheiro para isso.
Ela o encarou zombeteiramente antes de sorrir:
- Quer ficar mais um pouco? Faço um jantar para nós.
- Você cozinha? – Jorge perguntou cautelosamente, sua expressão séria, mesmo que seus olhos dançassem com divertimento.
Hermione mordeu o lábio antes de dar de ombros:
- Darei um jeito.
***
Rony estava parado desengonçado ao canto do Três Vassouras, olhando para seu copo cheio até a metade. Madame Rosmerta sabia o que significava quando Rony aparecia, de cara feia e de pavio curto, e não sendo um fim de semana em que os estudantes estivessem na vila, ela estava mais do que feliz em colocar algo extra em suas bebidas para Rony.
Já era quase noite em Hogsmead. Hogwarts já estava trancada enquanto o Ministério continuava a procurar pela Floresta Proibida por algum sinal dos assassinos de Neville. E Rony não recebera notícias de Adriano Pucey.
E de qualquer forma, no meio disso tudo, seu irmão estava transando com Hermione.
Rosnando em frustração, Rony inclinou-se e descansou a cabeça em um dos braços que estava largado sobre a pequena mesa. Ele não conseguia superar a fervente irritação que parecia encontrar lugar em seu corpo e em sua mente. O que diabos estava errado com ele? Era só a Hermione! E daí que eles estiveram juntos por alguns poucos anos? As pessoas se separam... Quantas pessoas que na verdade se apaixonam na escola terminam juntas para sempre?
Não muitas.
Ron resfolegou em desgosto contra o braço. Ele estava agindo como um grande imbecil sobre a coisa toda. A coisa que terminara há dois anos. A coisa que permitira acabar. Se Hermione queria se jogar para cima de outros homens, isso honestamente não era problema dele. Mas era o Jorge! Seu irmão. Não era certo. As mulheres não deviam entender os laços de fraternidade, mas você não transa com o irmão do seu ex. Não se faz.
Uma imagem repulsiva de Hermione nua e estremecendo sob o corpo de Jorge fez Rony soluçar enquanto seu estômago pinicava e se embrulhava dolorosamente.
- De alguma forma não estou surpresa em te encontrar aqui.
Rony levantou a cabeça do braço, com os olhos semicerrados, e viu Imelda olhando para ele, seus braços cruzados contra o peito e seus lábios em uma linha firme.
- O que está fazendo aqui? – Ele perguntou, endireitando-se rapidamente e tentando suavizar o tom arrastado em suas palavras.
- Alguns de nós decidimos parar para uma rápida bebida. – Ele fez menção a alguns aurores que estavam no bar. Imelda puxou uma cadeira e sentou-se de frente para Rony.
- Você não deveria beber em suas escalas.
- Beber não significa necessariamente álcool. – Imelda respondeu rispidamente enquanto agarrava a bebida de Rony e a cheirava. Seu nariz se torceu com nojo. – Obviamente significa para você.
- Olha, se você quer berrar comigo, ou me bater, faça. – Rony disse rapidamente enquanto pegava seu copo de volta. – Eu te disse mais cedo que dormi na Toca. E isso é tudo.
Os olhos de Imelda suavizaram-se da raiva para a mágoa:
- Sabe, não me importo se você quer ajudar seus amigos, Rony. Mas depois do que aconteceu ao Neville, fiquei preocupada com você. Não me enviou uma mensagem, nem um recadinho. Você poderia estar morto e eu nem saberia.
Rony suspirou, inclinou-se e pegou a mão dela:
- Desculpa.
- Me prometa que não ficará sentado aqui a noite inteira, se sentindo puto*. Sei que está magoado, mas esquecer seus problemas com... O que quer que seja... Não vai melhorar nada. – Ela entrelaçou os dedos com os dele e apertou levemente. – Eu ouvi falar que a Hermione foi capaz de reconhecer um dos bruxos...
- Adriano Pucey. – Rony bufou em repulsa enquanto pegava outra bebida. – É melhor encontrarem o bastardo antes que eu o faça ou serei o único a acabar em Azkaban por assassinato.
Imelda sorriu solidária antes de seu nome ser chamado pelo recinto. Rony viu os três aurores, com quem ela chegara, parados à porta, com copos nas mãos enquanto faziam menção de sair. Rony recostou-se na cadeira e ocupava-se com as pontas dos dedos na boca do copo enquanto Imelda levantava-se da cadeira.
- Na verdade estava pensando em algo, mas queria checar com você antes.
- O que? – Rony resmungou, erguendo seu olhar para o dela.
- Estava pensando em convidar Harry e Gina para jantar neste fim de semana. Está sendo uma semana dura para todos e pensei que seria legal estar junto com os amigos. – Quando Rony deu de ombros em desinteresse, Imelda reajustou seu tom casual. – Eu ia convidar Jorge e Hermione também.
- Pra quê? – Rony perguntou, reclinando-se na cadeira rapidamente. Ela ergueu as sobrancelhas ao seu súbito interesse e raiva.
- Por que acho que eles fazem um casal lindo. E Jorge é seu irmão.
Rony desviou o olhar de Imelda, sua boca em uma linha firme antes de dar de ombros e recostar-se mais na cadeira.
- Convide quem você bem entender. Na verdade, convide os seus ex – namorados também. Isso pode fazer as coisas menos estranhas . – Rony terminou raivosamente enquanto se levantava e agarrava sua capa.
- Ei! – Imelda agarrou seu braço e o puxou para encará-la. Seus olhos azuis estavam escuros e seu apertão doía. – Qual é o seu problema?
Os ombros de Rony tombaram enquanto a raiva baixava. Com uma facilidade surpreendente, ele a puxou para seus braços e a abraçou apertado. Ele não pôde evitar se perguntar mais uma vez o que estava errado com ele. Eram os braços de Imelda que amoleciam a tensão dentro dele... Não Hermione.
- Desculpe, Mel. Só estou um pouco estressado.
- Não fique estressado. Tudo vai acabar como deveria. – Ela esfregou as costas dele devagar, seus lábios pressionados contra o pescoço dele antes dela se afastar. Imelda cobriu o rosto dele e lhe ofereceu um pequeno sorriso. – Eu te amo, Rony.
- Imelda! Vamos!
Ela ficou nas pontas dos pés e o beijou rapidamente antes de dar meia volta e se juntar aos outros que já estavam saindo. Rony observou seu cabelo vermelho balançar atrás dela enquanto ela se apressava para alcançar o resto dos aurores. Ele sentiu-se confuso enquanto a observava desaparecer na multidão. Havia muito que pensar e muito pouco tempo para lamentar as coisas que perdera.
Tudo que ele precisava era um banho quente e uma noite decente de sono. Uma vez que ele tivesse certeza de que nada sexual estava acontecendo entre Jorge e Hermione, as coisas ficariam muito melhores. Ele só teria que agir de manhã.
***
Harry subiu rapidamente para a casa de Sirius. Sua varinha brilhava, iluminando o caminho de pedras que subia para o frágil pórtico. Ele procurara por quase meia hora seu padrinho, para cima e para baixo, no Ministério, mas, apesar da hora tardia, Harry ficara surpreso quando lhe disseram que Sirius saíra mais cedo.
Agradecido e irritado pelos feitiços de proteção ainda não terem sido lançados na casa de Sirius, Harry abriu a porta e o chamou. A sala estava escura com uma única vela flutuando fracamente na mesinha. A casa estava em silêncio e Harry subiu um passo o patamar da escada, chamando por Sirius.
- Harry? – Sirius parou no patamar, atando seu roupão antes de jogar para trás seus cabelos escuros e emaranhados. – O que está fazendo aqui?
- Quero conversar com você. – Harry disse, virando-se e recuando para a sala de estar, onde ele começou a marchar de um lado para outro. Sirius desceu as escadas e estalou o pescoço antes de lançar um rápido olhar para cima das escadas.
- Ok, então fale.
Harry suspirou e considerou as palavras antes de lamber os lábios e ignorar o tom de aviso dentro dele:
- É a Gina.
- O que há de errado? Ela está bem? – De repente, Sirius pareceu mais em alerta enquanto dava um passo até Harry.
- Ela está bem por enquanto - Harry disse amargamente antes de parar e virar-se para encarar Sirius. – Você está trabalhando com Herbert Placke, o diretor do St. Mungo’s.
- Estou. – Sirius disse cuidadosamente, cruzando os braços contra o peito. – Por quê?
- Quero que me faça um favor.
- Qual?
Harry parou e respirou profundamente antes de seus olhos verdes fixarem-se nos de Sirius:
- Fazer Gina voltar ao trabalho.
As mãos de Sirius caíram para os lados enquanto ele suspirava e vagava para a cozinha. Harry o seguiu de perto, em expectativa, enquanto Sirius enchia um copo vazio com água.
- Harry, desde que Gina esteja dormindo com você... – Sirius levantou uma mão para silenciar a respota mal educada de Harry enquanto bebericava de seu copo. – Desde que ela esteja morando com você, Placke não vai demover da decisão. Estão muito preocupados com a imagem do hospital para permiti-la voltar. Está errado, mas não há nada que eu possa fazer a respeito.
Harry engoliu a irritação e tentou manter sua voz regular:
- O Ministério me permitirá trabalhar, no Departamento de Execução das Leis Mágicas de todos os lugares, mas o St. Mungo’s não deixará Gina voltar ao trabalho. Diga-me, Sirius, faz sentido?
- Não, mas você não precisa me convencer disso, lembra? – Sirius lembrou a Harry enquanto ele colocava o copo na pia. – Quem me dera poder ajudar, Harry...
- Você pode. – Harry interrompeu, seus olhos verdes escurecendo enquanto ele parava e continuava. – Quero que Gina seja transferida.
- O que?
- Quero que ela seja transferida. – Repetiu firmemente. – Para fora do país. França, Espanha, eu não ligo. Eles podem não querê-la no St. Mungo’s com os assassinos aqui, mas não há razão para ela não poder continuar a trabalhar em uma filiação.
- Harry...
- E se não funcionar, sei melhor do que ninguém que você é capaz de umas ameaças. – Harry terminou. Ele respirava rapidamente e esperava pela resposta de Sirius. Seu padrinho pareceu quase atordoado enquanto fitava Harry. Finalmente, Sirius suspirou alto e esfregou a têmpora.
- Já te ocorreu que Gina é uma mulher adulta, capaz de tomar suas próprias decisões?
- Não é. – Harry disse baixinho. – Não quando se trata de mim. Quero mantê-la a salvo, Sirius, e não posso me concentrar no trabalho quando estou ocupado me preocupando se ela está bem.
Depois de muitos momentos tensos, Sirius assentiu:
- Falarei com o Placke pela manhã já que tenho que lançar uma segurança extra que ele tinha pedido, Deveria ir para casa, Harry. Vá jantar e dormir um pouco. Parece que você voltou do inferno.
- Parece. – Harry correu as mãos pelos cabelos, desejando que a excessiva batida em sua têmpora cessasse. – Me sinto impotente agora. Não posso...
- Sirius?
Harry girou nos calcanhares ao som da voz feminina e suave, suas sobrancelhas se ergueram em surpresa enquanto uma morena baixinha aparecia pela sala escura para a cozinha. Ela afastou o cabelo do rosto enquanto seus olhos escuros se arregalavam ao caírem sobre Harry.
- Bosta. – Ela murmurou, fechando seu penhoar aberto, para cobrir sua camisola de seda. – Não sabia que tinha companhia. – Suas bochechas estavam coradas quando ela olhou para cima, através da massa de cachos que caíram em seu rosto.
Harry continuou a fita-la, uma sensação de reconhecimento o atravessando enquanto ela erguia o queixo e lançava um olhar envergonhado para Sirius, que meramente sorriu afetado. Harry conhecia aquele rosto, aquele sutil sotaque galês...
- Harry, lembra da Emelina Vance? – Sirius disse, cruzando os braços e recostando-se contra o balcão. – Ela foi membro da Ordem.
- Oh, é. Você veio com a Guarda Avançada me resgatar da casa da Tia Petúnia e do Tio Válter. – Harry disse, lembrando-se de como a achara esnobe em seu primeiro encontro. Ele também se lembrava de ela ser rude com Lupin e Sirius durante sua estadia no Largo Grimald, número 12. – Você era uma vaca**, pelo que me lembro.
Emelina endireitou as costas na defensiva enquanto suas bochechas coravam até um fogo ardente. Ela considerou Harry antes de seu olhar azul encontrar o de Sirius, que estava rindo e se afastando do balcão até ela.
- Você era um pouco difícil. – Ele disse baixinho, cobrindo seu rosto quando ela fez uma careta. – Você me chamava de grosseirão, mal educado que não podia distinguir o dedo polegar do...
- Eu lembro. – Ela apressou-se, seus lábios se curvando levemente enquanto Sirius se inclinava para beijá-la.
Harry revirou os olhos e resistiu a bater o sapato impacientemente contra o chão linóleo. Finalmente, Sirius afastou os lábios dos de Emelina e sussurrou algo em seu ouvido. Ela assentiu e virou-se para Harry:
- Foi um prazer revê-lo. – Ela disse com um sorriso que não alcançava os olhos. Harry cumprimentou-a com um sorriso em resposta e esperou até Emelina desaparecer da cozinha e seus passos serem ouvidos subindo as escadas.
Sirius enfiou as mãos nos bolsos do roupão e virou-se para Harry.
- Falarei com o Placke amanhã, se não há mais nada de que você precisa...
- Você está transando com a Emelina Vance? – Harry perguntou, seguindo Sirius pela sala de estar. – Ela é uma vaca, Sirius.
- Ela era. – Sirius concordou, um sorriso ingênuo espalhando-se por seu rosto. – A atração dela por mim era muito intensa, imagino.
- Há quanto tempo está vendo ela? – Harry pressionou, imaginando porque se sentia tão chateado.
- Dois meses.
- E não me contou?
Sirius sorriu:
- Eu deveria?
- Que legal, Sirius, muito legal. – A frustração escapou de Harry e ele começou a caminhar para a porta. – Depois do que aconteceu noite passada com o Neville... Você tem o prazer de informar à Ana que o marido dela está morto e então dá uma escapadela do trabalho, vem para casa e fode a sua prostituta.
Harry prendeu a respiração quando Sirius o alcançou e o sacudiu pelas lapelas antes ele encará-lo. Os olhos de Sirius estavam escuros, a facilidade se desvanecera.
- Chame-a de prostituta de novo e tenho certeza de que Tiago aprovaria que eu te esmurrasse. – Ele largou o colarinho de Harry, fazendo-o cambalear antes de Sirius apontar um dedo para o peito de Harry. – Seu jeito de lidar com a morte e a dor está chutando a sua noiva para fora do país, então pare de ser um filho da puta pomposo e de julgar o que eu preciso fazer para tirar a minha mente do trabalho.
A vergonha preencheu Harry enquanto Sirius o encarava furioso. Ele não perguntaria a Sirius se ele amava Emelina, porque ele já podia ver nos olhos dele. Ao invés disso, Harry anuiu e ajustou sua camisa.
- Desculpe.
- Vá para casa, Harry. Falarei com você depois da minha reunião no St. Mungo’s. – Sirius disse antes de virar-se e subir as escadas. Harry observou até Sirius desaparecer no patamar antes de suspirar e sacar a varinha para aparatar em casa.
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Caro,
As tensões aumentam agora. Sinto aonde vou. Eles pegaram o Longbottom de surpresa fora de Hogwarts. Dizem que ele lutou, o que me surpreende, já que ele costumava ser um idiota que não podia nem preparar uma Poção Restauradora direito. Outro sucesso.
O mestiço abriu um buraco no pescoço da esposa, e enquanto eu tento dar-lhe um empurrãozinho para estraçalhar o resto da garganta dela, eu seriamente subestimei as habilidades da Granger. Não importa, eles obviamente subestimaram as minhas. Posso ler a mente dela às vezes, quando ela está vulnerável e fraca. Você estava certo. Ela é muito patética, protegendo o Weasley, de todas as pessoas.
Quanto ao Potter, sim, eu sei que você estava curioso sobre ele... Ele é vagamente esclarecido. Ele só precisa de mais um empurrão antes que ele exploda e eu sei exatamente como fazer isso. Sem dúvida ele vai fazer besteira e ela estará sozinha. E atacaremos onde mais o machucará.
Amor,
* Ver explicação no capítulo 11.
** O Harry chama a Emelina de “bitch”, mas mudei para “vaca’ porque não acredito que ele a chamaria de “vagabunda”, ou algo assim, na cara dela.
N/A: Fiquei a madrugada inteira de ontem traduzindo esse capítulo. Revisei hoje e estou só o pó. Ainda tenho vários trabalhos acadêmicos para terminar e provavelmente vou passar outra madrugada em claro, então vou me despedindo por aqui.
Pam, aquela música vai ficar para uma NC, tá? Acho que tem mais clima.
PS: Teremos cenas H/G e a chegada do Ethan no próximo capítulo, mas não sei quando vou poder traduzi-lo, por isso não posso prometer mais nada nesse mês.
Ninguém pareceu muito interessado no capítulo anterior, ou sei lá o que aconteceu, então espero que esse capítulo tenha sido melhor. Se gostaram, comentem, ok?
Novas traduções:
Goodbye to you - http://fanfic.potterish.com./menufic.php?id=28368
You - http://fanfic.potterish.com./menufic.php?id=28395
Beijos,
Carol Lee
Agradecimentos:
Lady Eldar
Raveni
Yumi Morticia voldemort
marja
Aninha Weasley
Ana Fuchs
Renata Martins
*♥*Naty L. Potter*♥*
Mari Black
Pedro Henrique Freitas
Mica Caulfield
Claudiomir José Canan
leleu_mione
jessica nascimento
Yasmin Prado Marinho
Camylla Martiniano
Tina Weasley Potter!
Saula Weasley
Kakau
Joana Sales de Assis
Oraculo
Luli
Carlitos e Yas
Aluada ®
Artemis Granger
jacgil
Amanda Regina Magatti
Liz Negrão (LiLi)
jamylle ariel sajo altheman
Kelly **
Lub (Lubinho) Potter
Sofiagw
Pansy
Nota: No próximo capítulo, prometo responder a todos os comentários, mas hoje estou exausta.
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