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4. Capítulo 4


Fic: Até o fim


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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A sexta-feira chegou rápida, analisou Hermione, ainda bem que já tinha tudo pronto para apresentar aos empresários ingleses. Esperava que tudo saísse bem e que a empresa inglesa fechasse o contrato com a firma que trabalhava. Havia trabalhado intensamente nos últimos dias, quase não tendo tempo para a filha que já se encontrava adormecida quando chegava em casa.
Consultou as horas no relógio de ouro em seu pulso esquerdo e percebeu que faltava menos de dez minutos para a chegada dos visitantes, então resolveu ajeitar-se um pouco para recebê-los. Retocou a sombra nos olhos, o batom e ajeitou os cabelos num coque no alto da cabeça e decidiu que estava apresentável. Saiu do banheiro no exato momento em que Dana entrava em sua sala acompanhada por um homem alto e de porte atlético.
- Ah aí está ela. – disse Dana ao vê-la saindo do banheiro.
O homem olhou na direção em que a mulher apontava e Hermione estancou em choque ao aproximar-se. De todas as pessoas do universo ele era, sem dúvida, a última que ela imaginara encontrar novamente. Parado bem à sua frente estava ninguém menos que Ronald Weasley olhando-a com uma intensidade que roubou o ar de seus pulmões. Ele estava mais alto do que ela se lembrava, os ombros eram muito largos, o peito amplo e os braços musculosos não eram disfarçados pelo paletó bem cortado. Vestia calças jeans escuras que evidenciavam as coxas poderosas, uma camisa branca e um paletó preto por cima. Os cabelos vermelhos, agora mais escuros, caíam em camadas até a altura do colarinho e ela sentiu os dedos formigarem pela súbita vontade de tocá-los.
- Olá Hermione. – cumprimentou-a – Faz tempo não?
A voz grave a fez voltar do torpor em que se encontrava, no entanto não conseguia formular uma palavra. Ele estava magnífico e mexeu com ela mais do que gostaria de admitir, então resolveu esconder o que sentia.
- Olá Sr. Weasley. – respondeu formal, porém sua voz saiu rouca demais.
- Não sabia que se conheciam. – falou Dana olhando de um para o outro com curiosidade.
Ambos se olhavam como se estivessem se vendo pela primeira vez. Os olhos de Ronald percorreram o corpo dela fazendo com que um calor repentino se espalhasse e ela sentiu as faces esquentando.
- Nós estudamos juntos na Inglaterra. – disse recompondo-se.
- Sim é verdade. – respondeu Ronald sério sem desviar os olhos dela – Não sabia que morava na Escócia.
- Me mudei para cá depois da formatura. – Grávida de você, pensou.
O silêncio tomou conta do ambiente. Hermione sentia o sangue correr por suas veias rapidamente, a maneira como ele a olhava deixando-a tensa então desviou os olhos sentindo-se desconfortável.
- Bem – disse Dana quebrando o silêncio – Já que se conhecem vou deixá-los. Hermione não vou poder participar da apresentação porque tenho uma reunião agora. – virou-se para Ronald – Tenho certeza Sr. Weasley que terá todas as informações de que necessitar é uma pena que não possa acompanhá-lo agora, mas poderemos conversar melhor a tarde.
- Claro Srta. Steiner. – a voz grave reverberando fazendo um tremor suave passar pelo corpo de Hermione – Além do mais Hermione pode me mostrar tudo o que preciso ver.
O par de olhos azuis cravados nela deixava-a ofegante. Pare com isso, admoestou-se. Como podia sentir tanto com apenas um olhar, ainda mais quando sabia que ele a havia enganado sete anos antes. Fortalecendo-se com tais pensamentos ergueu o queixo em sinal de desafio.
- Não se preocupe Dana. Posso cuidar de tudo.
- Ótimo, então. Até a tarde. – e saiu deixando-os a sós.
A se ver sozinha com ele Hermione sentiu-se encurralada e sabia que não tinha motivos para isso. Ajeitou o coque no alto da cabeça e caminhou até sua mesa tentando aparentar naturalidade, tentando não olhar para o homem muito alto que fazia sua sala parecer pequena e abafada.
Ronald a observava e pôde notar a indiferença dela. Não se viam havia sete anos e ela o tratava como um completo estranho enquanto seu corpo reagiu e sua mente vagou para o passado, na sala comunal onde a tivera inteira em seus braços, a noite em que fizera dela sua mulher. Seus olhos vagaram pelo corpo bem feito, a cintura fina, as ancas arredondadas, as pernas bem torneadas que ele imaginou em volta de sua cintura enquanto a tomava com volúpia. Os seios estavam maiores e mais pesados ele notou e um desejo urgente se apoderou de seu corpo.
- Sente-se. – a voz suave chegou a seus ouvidos fazendo-o despertar de seu enlevo e seguiu para a cadeira que ela apontava.
Hermione deu a volta na mesa e sentou-se em sua cadeira abrindo o laptop sobre a mesa, então se virou para ele e seu coração disparou. Admoestou-se por isso e forçou-se a agir com naturalidade e respirou fundo.
- Eu preparei uma apresentação com o estudo que sua empresa pediu. – disse ligando o computador ao data show, em seguida apagou as luzes da sala e as imagens começaram a se desenhar na tela instalada em uma parede.
Nas duas horas seguintes ela explicou sobre o mercado estrangeiro, os prós e contras de tais investimentos e respondia às perguntas de Ronald com desenvoltura, apresentando soluções às questões propostas pelo empresário. Em um dado momento da apresentação quando já estavam quase no final, Hermione se levantou para aproximar-se do telão e explicar os indicativos de risco quando tropeçou na ponta do tapete e Ronald segurou-a pelo cotovelo impedido que caísse. O toque dele foi como uma descarga elétrica irradiando por todo seu corpo deixando-a trêmula levantou os olhos e encontrou-o fitando-a com uma expressão séria no rosto bonito. Aliás, ele estava ainda mais bonito do que se lembrava, o tom vermelho escuro dos cabelos em contraste com a pele branca de barba rente azulada fez o sangue correr mais rápido em suas veias e uma vontade insana de tocá-lo apossou-se dela. Piscou rapidamente para afastar tais pensamentos e soltando-se dele voltou à postura profissional fria e educada.
- Bem Sr. Weasley – disse enquanto acendia as luzes – estes são os aspectos do mercado na Austrália e na America do Sul. Espero que tenha esclarecido suas dúvidas.
- Sim, esclareceu. – respondeu o empresário com expressão séria – Acredito que vá ser promissora a nossa parceria, porque pretendo contratar esta empresa para a implantação da nossa linha de produção.
- Tenho certeza que não irá se arrepender, Sr. Weasley. – olhou-o por um momento e voltou-se para reunir alguns papéis sobre sua mesa.
- Chega! – esbravejou Ronald – Pare com essa história de senhor.
- O senhor é um de nossos futuros clientes. – respondeu fria – Não é adequado tratá-lo de outra maneira. – então deu a volta na mesa encaminhando-se para a porta – Agora se me der licença, preciso preparar a proposta para que o senhor a analise.
Rony sentiu o sangue ferver com a indiferença dela. Enquanto sua vontade era deitá-la sobre a mesa e possuí-la ela o tratava com formalidade como se nunca tivessem se visto.
- Qual o problema Hermione?
- Não entendo o que o senhor quer dizer. – respondeu sem encará-lo.
- Você age como se nunca tivéssemos nos visto antes. – Rony passou as mãos pelos cabelos num gesto que denotava toda a sua impaciência e a encarou com um brilho de fogo nos olhos muito azuis – Sabe que tivemos mais que uma simples amizade.
Como poderia esquecer-se quando todas as noites via a prova da noite que tiveram na forma de uma linda garotinha que se parecia demais com o pai, pensou. Nem que ela quisesse poderia esquecer o que sentiu nos braços dele, mesmo sete anos depois era impossível esquecer. Mas também era impossível esquecer como ele a fez de boba, seduzindo-a quando tinha uma namorada esperando por um filho dele. Uma onda de raiva tomou conta dela, ele havia zombado do seu amor.
- O que aconteceu ficou no passado. – disse aparentando indiferença – Foi apenas um deslize sem importância.
- Fui o primeiro homem da sua vida. – disse ele com o orgulho ferido – Não acredito que tenha sido um deslize sem importância.
- Está se valorizando demais, Sr. Weasley. – disse sem olhá-lo, sentindo-se rasgar por dentro – Não teve nenhuma importância para mim. Agora se me der licença, preciso preparar o relatório para o senhor.
Rony estava furioso com o comportamento frio e distante dela. Ainda se lembrava dos gemidos dela, do momento em que a fizera mulher, do cheiro doce enquanto ela o olhava como se fosse um nada. Encurtou a distância que os separava e segurou-lhe o pulso trazendo-a para junto de seu peito.
- Então por que não olha para mim quando diz isso?
Hermione não poderia encará-lo sem desmentir tudo o que dissera. Ainda queimava com a lembrança das mãos dele em seu corpo e dos beijos sedentos.
- Solte-me. – pediu puxando o braço.
- Olhe para mim Hermione. – pediu ele segurando seu pulso com força – Repita o que disse olhando nos meus olhos.
- Não tenho que lhe dizer nada. – disse ela sem encará-lo – Agora me solte, está me machucando.
- Olhe para mim. – esbravejou ele fazendo com que ela o olhasse assustada.
- O que você quer Ronald? – perguntou exasperada – O que aconteceu ficou no passado e não tem nenhuma importância. Aconteceu há vários anos e não importa mais, nossas vidas tomaram rumos diferentes.
- Hermione...
- Por favor, Ronald me solte. – pediu ela sem conseguir olhá-lo por mais tempo – Não quero continuar com este assunto. Não somos mais os mesmos e não somos mais amigos.
- É o que você pensa? – perguntou sério, a mandíbula contraída.
- É o que eu sei. – respondeu Hermione encarando-o por um instante e logo desviando o olhar.
Ele não disse nada apenas olhou-a por alguns instantes e largou-lhe o pulso abrindo a porta em seguida e saindo, deixando-a sozinha com uma dor infinita no peito e lágrimas turvando-lhe a visão.

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Comentários: 1

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Enviado por Lana Silva em 16/12/2011

Ual...Tá vendo aposto que Uon-Uon não é  mal ? Eu aposto que não! kkk

Nota: 5

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