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2. Capítulo II


Fic: Uma dor chamada saudade


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Capítulo II



*¨* I saw the dreams you never thought you'd lose

Eu vejo os sonhos que você nunca pensou que perderia
Tossed along the way

Jogados ao longo do caminho *¨*





Os três Guardiões chegaram a um prédio branco de, aproximadamente, trinta andares. O prédio seria muito parecido com um prédio trouxa se não fosse as diversas pessoas vestidas de branco que entravam e saíam freneticamente.

Ao entrar no prédio, Hermione notou uma sala circular muito bem arejada. Havia também diversas plantas que ornamentavam o ambiente bem decorado. As paredes, forradas de um papel branco, davam um ar de tranqüilidade ao lugar. À sua direita, Hermione viu um corredor por onde diversas pessoas entravam e saíam e, à sua esquerda, havia um elevador que, desde o momento em que chegaram, ainda não havia transportado ninguém.

Bem à frente podia-se ver um balcão, onde estavam duas mulheres, que andavam por todos os lados, atendendo telefones e falando alto uma com a outra. Bem acima desse balcão havia uma placa escrita: "Informações".

- Vamos até lá. – falou Hermione.

As duas mulheres do balcão pareceram não notar a presença dos três Guardiões na sua frente, pois estavam muito intertidas conversando.

- Aí ele falou que nosso relacionamento era baseado somente em amizade. – dizia a mulher ruiva.

- Mas que cretino! E o que você disse a ele? Espero que não tenha sido boazinha, pois esse Chia só está pisando em você, Natasha. – dizia, com um tom de indignação na voz, a outra bruxa.

- Imagina! Eu falei para ele… - a frase da mulher foi cortada pelo "Ham-ham" de Hermione. – Oh, me desculpe, não havia visto vocês.

- Percebemos, sabe?

A bruxa ruiva olhou brava para Sabe antes de continuar a falar.

- Então, no que posso ajudá-los? – perguntou com um grande sorriso forçado no rosto.

- Queremos saber onde fica o escritório de Elaine Fielding. – perguntou Hermione.

- Elaine Fielding? – a ruiva se perguntou – Fielding... Fielding… esse nome não me é estranho.

- Realmente – dizia a outra bruxa – acho que já o ouvi em algum lugar. – e olhando para os Guardiões completou – Quem é Elaine Fielding?

- Isso que chamamos de "informação", sabe? – Sabe disse ironicamente ao pé do ouvido de Mione e Jack.

- É a Guardiã responsável pelas Legiões Aprendizes. – respondeu Hermione para as mulheres.

- Ah, sim.... Elaine Fielding.

- Elaine Fielding responsável pelas Legiões Aprendizes. O escritório dela fica no andar do Departamento de Controle do Aprendizado de Guardiões de Sonhos. – disse uma das mulheres.

Hermione estava começando a ficar sem paciência.

- Tá, e qual é esse andar... p-o-r f-a-v-o-r?

- Vigésimo terceiro. – disse a bruxa ruiva com o sorriso forçado.

- Obrigada, viu! – disse Hermione já se dirigindo ao elevador junto com Sabe e Jaqueline.

- Esses Guardiões não sabem nem formular uma boa pergunta, né? – Os três puderam ouvir as bruxas do balcão comentarem antes de subir no elevador.

Ao chegar no 23º andar, Hermione começou a se preocupar. Sabia que havia sido ela quem induzira Sabe e Jaqueline a ajudá-la, já que não tinha poder para fazer isso sozinha. Não iria deixar eles levarem culpa por ela.

- Gente, é sério: não quero que vocês levem culpa por mim. Me deixem entrar lá sozinha. – disse Mione assim que saíram do elevador.

- Nada disso. Participamos por conta própria, sabe?

- E outra: a Sra. Fielding pediu para irmos todos.- concluiu Jaqueline.

Chegaram a uma porta, bem no centro de uma sala, com uma placa prateada escrita: "Fielding, Elaine – Guardiã Chefe do Controle do Aprendizado de Guardiões de Sonhos".

- Entrem. – os três ouviram logo depois de baterem na porta.

Uma mulher de meia idade, cabelos em um tom de laranja, olhos grandes atrás de um óculos fundo de garrafa, roupas justas e de, aproximadamente, um metro e meio de altura, estava sentada atrás de uma longa mesa.

- Décima quarta Legião Aprendiz. – disse após Hermione, Sabe e Jaqueline entrarem – Vejo que estão atrasados.

- Nem foi nossa culpa. Foi aquelas duas bruxas da recepção que...

- Na minha sala as pessoas só falam quando eu permito, Srta De Marco. – disse Elaine Fielding – E não me lembro de ter lhe perguntado nada.

Hermione não gostava nem um pouco de sua superior. Havia encontrado com ela umas três vezes antes, mas sempre em situações nada proveitosas.

- Sra. Hermione Weasley, Srta. Jaqueline de Marco e Sr. Benjamim Bowt. – dizia enquanto olhava um papel.

- Pode me chamar de Sabe, chefinha.

- Sr. Bowt, - Elaine fez questão de frisar o nome dele - já lhes disse que aqui só se fala depois que eu mando. E não se refira a mim como "chefinha", sou sua superior e exijo respeito.

Depois de dizer isso, Elaine Fielding largou o papel que estava olhando e lançou seu olhar para Hermione.

- Eu gostaria de falar com a Sra. Weasley a sós, então, saiam.

- Mas nós também...

- Não estou pedindo a opinião de vocês, Srta de Marco. Eu estou mandando que saiam.

Hermione percebeu que os amigos iam falar mais alguma coisa, então, fez um gesto para que eles saíssem. Depois de alguns segundos ainda parados, resolveram sair.

Elaine Fielding voltou a se sentar e indicou, com um gesto, uma cadeira a sua frente para que Hermione pudesse se sentar também. Neste momento, Hermione notou que a sala era impecável. Não tinha nada fora do lugar. Vários papéis estavam guardados em uma prateleira ao seu lado com adesivos indicando a finalidade de cada um. A mesa parecia um espelho de tão bem lustrada.

- Então Sra. Weasley, pelo visto vocês andaram aprontando de novo. – Hermione pôde notar um sorrisinho de sarcasmo nos lábios se sua Guardiã Chefe.

- Posso saber do que a senhora está falando? – disse Hermione em um tom de voz muito formal.

- Descobrimos que vocês, da 14º Legião Aprendiz, extraviaram uma carta destinada a Jonathan Weasley.

- Eu extraviei. O Sabe e a Jaqueline não tiveram nada haver com isso.

- Ah, não? – Elaine Fielding agora mexia em uma gaveta ao seu lado. Pegando um outro papel continuou – Aqui diz que a carta foi recebida e destruída e pelo que eu saiba, Sra. Weasley, seu único poder é ler mentes. Você com certeza precisou da ajuda daquela brasileira com uma pronuncia inglesa horrível e daquele doido que vive falando a palavra "sabe" nos finais de frase.

- A senhora não tem provas disso. – disse Hermione determinada.

- Ás seis horas da manhã do dia 18 de julho, - dizia lendo o papel em alta voz - a Srta de Marco usou seu poder de se tornar visível e recebeu a carta da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e exatamente às seis horas e quinze minutos do mesmo dia o Sr. Bowt, usando seu poder de tocar e sentir as coisas, destruiu a carta. – e concluiu após fechar o papel – Bom, acho que agora a senhora acredita que temos provas, não é?

Hermione começou a se sentir apavorada novamente, não por medo de levar uma punição, mas apavorada com a idéia de prejudicar os amigos que nada fizeram além de ajudá-la.

- Se sabia que eles haviam me ajudado, então por que os chamou e depois mandou que eles saíssem?

- Gostaria de ouvir a sua versão, mas pude perceber que prefere mentir a ter que prejudicá-los. – e completou se levantando – Na verdade, Sra Weasley, chamamos todos aqui, pois a atitude que vocês tiveram iria mudar o destino de Jonathan Weasley. Sei que a senhora sabe disso. Então, o Conselho Divinal decidiu que o tempo será voltado e a carta de Hogwarts chegará às mãos de seu destinatário.

- Vocês não podem fazer isso! – disse Hermione com um tom raivoso na voz.

- Lógico que podemos! – Elaine respondeu no mesmo tom – Você é que não pode tentar mudar um futuro já predestinado ao seu filho.

- Se vocês queriam tanto que eu não fizesse nada, então por que me mostraram, no dia do meu julgamento, o que iria acontecer com meu filho? – disse Hermione ainda alterada.

- Mostramos porque você, como Guardiã de Sonhos dele, devia saber. – e completou mais calma – Você tinha uma fama de ser seguidora de regras, Sra Weasley. O que houve?

- Eu só quero proteger meu filho de Draco Malfoy!!! – disse mais nervosa que nunca.

- Sinto muito, Sra Weasley, mas a decisão já está tomada. – disse Elaine sentando-se novamente – Quando vocês três voltarem à Terra, Jonathan Weasley já vai ter recebido a carta de Hogwarts.



:.: Já fazia duas semanas que Rony e Hermione estavam juntos. Apesar de quererem esconder, quase toda escola já sabia do romance entre os dois. Muitos comentários rolavam em Hogwarts sobre o namoro entre a monitora e o goleiro da Grifinória.

No início, Rony até respondia, ofendido, as perguntinhas e mexericos dos alunos, principalmente sonserinos, mas depois resolveu seguir o conselho de Hermione: "Ignore-os!". E deu certo! Após perceberem que ambos não ligavam mais para os comentários eles deixaram de ser o "assunto do ano".

Tudo correu muito bem nestas duas semanas, mas Hermione estava confusa. Tinha uma sensação de estar fazendo algo errado e não gostava nem um pouco disso! Era como se "ficar" com Rony não fosse o certo, pois ela sabia que não adiantava nada estar com ele sem saber o iria acontecer depois. Ficar por ficar não era o que ela queria, mas e ele?

No ponto de vista de Hermione, Rony estava feliz com o relacionamento. Seu medo era que, após certo tempo juntos... tudo acabasse. O que ela sentia por Rony era muito forte e não queria ficar com ele para, de repente, ele dizer a ela que "acabou". Não, não iria deixar isso acontecer!

"Preciso terminar com ele senão depois vai ser tarde demais, pois eu já vou estar o amando. Não quero sofrer". Apesar de saber que iria sofrer muito mais com essa decisão, Hermione resolveu que isto seria a melhor coisa a se fazer.

Saiu do salão comunal, que estava ligeiramente vazio para um domingo à tarde, disposta a conversar com Rony e esclarecer tudo. Hermione não queria perder a amizade dele. Seria muito triste se isso acontecesse. Ainda mais porque sabia que já era tarde demais, já gostava dele.

Chegando na escada principal, sentiu um friozinho na barriga ao ver Rony subindo junto com Harry. Ao vê-la, Rony falou algo no ouvido de Harry e apertou o passo, vindo ao encontro de Hermione.

- Procurei você toda a manhã, Mione. – disse após dar um beijinho suave nela.

- Eu fiquei no salão comunal lendo.

Neste instante, Harry alcançou os amigos, no topo da escada.

- Bom, eu vou indo. Tenho uma montanha de deveres de casa para terminar. – Harry disse já se afastando – Vejo vocês dois mais tarde.

Após ver Harry virar o corredor, Hermione respirou fundo e disse com uma voz tristonha:

- Precisamos conversar, Rony.

- Depois, Mione. – Rony pareceu nem notar o tom de voz de Hermione – Venha, tenho uma surpresa para você. – disse eufórico, quase arrastando Hermione pelas escadas.

O casal saiu do castelo e logo sentiram o friozinho do fim de tarde. O céu estava nublado e não parecia em nada que estavam no verão. Hermione estremeceu com um vento gelado que bateu em seu rosto. "O que será que o Rony está aprontando?", se perguntava.

Os dois caminharam próximos um do outro e Rony não respondeu as perguntas incessantes de Hermione. Ao chegarem perto da cabana de Hagrid, Rony tampou os olhos dela.

- O que você quer com tudo isso hein, Rony Weasley? – perguntou Hermione, pela milésima vez.

- Já lhe disse que é uma surpresa.

Hermione deixou-se ser guiada por Rony, já que não estava enxergando nada. Sentiu-se contornar a cabana de Hagrid e mais alguns passos depois ouviu Rony dizer "Pronto, pode abrir os olhos".

Havia uma toalha quadriculada estendida no chão e, sob ela, Hermione pôde ver diversas guloseimas, flores e velas.

- O que é tudo isso? – perguntou Hermione ainda meio atordoada.

- Um piquenique à luz de velas, oras.

- À luz de velas como, se estamos à luz do sol?

- Mione, pare de bancar a sabe-tudo e aproveite o momento. – disse Rony já se sentando na toalha.

Hermione não pôde fazer nada além de imitar Rony. Após sentar-se, Mione decidiu que era o momento de dizer a ele que era melhor terminarem.

- Rony, eu quero conversar contigo sobre nossa rela...

- Tome, Mione, é para você! – disse Rony entregando para ela um ramalhete de lírios – Fui eu mesmo quem colheu. – e após ver a cara de incrédula de Hermione, completou - Bom, na verdade eu paguei para o Fred e para o Jorge me arranjarem estas flores. Eu não faço idéia onde eles a pegaram, mas fique tranqüila que eles não fizeram nada de errado com elas.

- Obrigada, Rony. São lindas! – Hermione não estava entendendo onde ele queria chegar com tudo isso. "Vai ser mais difícil terminar com ele do que eu imaginava".

Rony tentou, extremamente atrapalhado, acender algumas velas que haviam se apagado com o forte vento que soprava.

- Rony, vai chover. – disse Hermione após notar a escuridão que tomava o céu de repente – É melhor entramos.

- Espera! – disse segurando o braço de Hermione. – Eu fiz tudo isso para te dizer uma coisa. Você não pode ir sem me ouvir.

"Meu Deus, ele também quer terminar comigo. Aposto que ele fez tudo isso para que eu me sentisse melhor”, pensou Hermione.

- Eu sei sobre o que você quer conversar, Rony. – disse ela com os olhos ao chão.

- Sabe? Como você sabe? – disse Rony com uma careta – Foi os gêmeos que te contaram, não é? – completou indignado.

- O Fred e o Jorge já estão sabendo? – disse Hermione amargurada – Nossa, Rony, não precisa espalhar para todo mundo.

- Eu não ligo, eu quero que todos saibam mesmo. Se bem que eu acho que a escola toda já sabia que isso ia acabar acontecendo.

- Vamos logo com isso, Rony. – disse Hermione firmemente – Você quer e eu também quero, então está decidido.

Rony deu um sorriso ao ouvir a ultima frase. Hermione se sentiu arrasada com esta atitude dele. "Nós terminamos e ele fica feliz?", pensou tristemente.

- Que bom, Mione. – dizia eufórico novamente – Agora não ligaremos mais para o que os outros dizem. Estaremos juntos todo o tempo e tenho certeza que não brigaremos tanto. Todos lá de casa ficarão muito felizes quando souberem. Ai, Mione, estou tão feliz. – Rony estava chegando mais perto de Mione, como se fosse beijá-la.

- Espere, Rony! – disse Hermione empurrando o bruxo a sua frente – O que você está fazendo?

- Eu ia te beijar. – Rony estava com cara de "isso não é obvio?".

- Por quê?

- Porque estamos namorando.

- Quem disse? – Hermione estava mais confusa que Rony – Rony, do que você está falando? Nós acabamos de terminar.

- Terminar? – Rony fez uma careta – Eu acabei de te pedir em namoro e você aceitou.

- Você não pediu, não.

- Ah, é verdade. Bom, mas era isso que eu ia fazer e você disse que já sabia sobre o que eu queria conversar contigo.

Hermione, neste instante, entendeu tudo que havia acontecido. Ambos estavam pensando coisas distintas e acabaram começado aquela confusão toda.

- Eu pensei que você queria terminar comigo.

- Terminar contigo... por quê?

- Eu achei que você desde do início só queria ficar comigo, nada muito sério.

Rony agora se aproximou mais de Mione e olhando bem próximo aos olhos dela, disse:

- Nossa relação sempre foi séria para mim.

Todo o medo de Hermione foi embora, neste momento. Toda aquela sensação de estar fazendo algo errado também de dissipou. Parecia um sonho o que estava acontecendo!

- Eu aceito, Rony. – disse Hermione com um sorrisinho - Eu aceito ser sua namorada.

Ambos se olharam amavelmente antes de se beijarem. Nada mais importava agora, pois eram namorados. A felicidade que Rony demonstrava era contagiante e Hermione não sabia se estava feliz por causa dele ou por ela mesma.

Pingos de chuva começaram, finalmente, a cair. A fina chuva não afugentou o apaixonado casal, mas assim que sentiram que os pingos começaram a ficar mais fortes, acharam melhor parar.

- É melhor entrarmos, Rony. – disse Hermione aos berros por causa do barulho da chuva.

- Que droga de chuva! – disse Rony indignado.

O casal de namorados entrou no castelo, ensopados, poucos minutos depois, mas não antes de darem mais um longo e apaixonado beijo na chuva mesmo. :.:



Rony estava sozinho na sala. Já havia conversado com Harry e Gina e pedido desculpas a eles pela atitude que tomou. Na verdade, não era contra o namoro dos dois. Até gostava da idéia de Harry fazer parte de sua família agora, mas o que lhe incomodava era essa solidão que sentia.

A casa estava escura e silenciosa, já que Gina e Jonathan tinham ido assistir um jogo do Harry. Há muitos anos nem Quadribol alegrava mais Rony. Nem mesmo o novo time que Harry jogava: Chudley Cannons. Tudo ficara sem graça desde da morte de Hermione.

Estava sentado há horas em sua poltrona favorita, com o velho Bichento no seu colo, perdido em seus pensamentos. Enquanto afagava a cabeça do bichano, recordava os últimos anos de sua vida.

Como foi duro cuidar de tudo sem Hermione. Pensara ser incapaz de viver sem ela no início, mas depois percebeu que precisava ser forte por seu filho. Jonathan era sua razão de viver. Era por ele que Rony acordava todo dia, encarava um serviço que não lhe agradava mais, sentia a idade lhe chegar, respirava... enfim, vivia. Ou pelo mesmo tentava.

Era uma felicidade saber que o amor dele e de Mione havia se transformado em um ser. Um filho tão amado, que até hoje só havia lhe trazido felicidade. Sim, era feliz de um certo modo. De um modo incompleto.

Tinham tantos sonhos, tantos planos, tantas esperanças... todas jogadas fora. A vida havia pregado uma peça com ele, lhe dando o prazer e, logo depois, o afastando dele. Passou momentos maravilhosos ao lado de Hermione, mas também passou momentos terríveis com a ausência da esposa.

Ninguém sabia como ele se sentia. Ninguém! Um vazio, uma falta... um nada. Rony não fora ninguém nestes últimos onze anos. Virara um mero fantoche que, no máximo, obedecia às ordens da vida: dormir, comer, trabalhar e voltar a dormir. "Viver é isso???", pensava.

Não conseguia se despedir das lembranças de sua esposa. Não conseguia e não queria. Era nas lembranças que Rony podia reencontrar Hermione. Era nas lembranças que ele podia sentir novamente aquele beijo, aquele perfume, ver aqueles olhos... tudo que o fizera se apaixonar por ela.

Rony nunca soube explicar o porquê de sentir um amor sem limites por Hermione. Talvez fosse por terem gênios tão diferentes ou por se conhecerem há tanto tempo, mas talvez a única razão plausível era que: foram feitos um para o outro. Sim, sabia que havia nascido para amar Hermione, para fazê-la a mulher mais feliz da face da Terra, para formarem uma linda família e para sofrer com sua morte!

E como sofria! Sofria muito!!! Uma dor descomunal. Doía-lhe desde os ossos até as mais profundas veias de seu coração. Era a saudade dela, seu grande amor. Seu único e eterno amor!



"Pois meus olhos não cansam de chorar

tristezas que não cansam de cansar-me;

Pois não abranda o fogo em que abrasar-me

Pôde quem eu jamais pude abrandar."

(Luís de Camões)



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N/A: E aí, saudades??? Esta fic é meu 2º xodózinho. O que acharam??? Me contem por e-mail, ok!?!? Ah, como deu para perceber a Guardiã de Sonhos Jaqueline de Marco sou eu (ou pelo menos é inspirada em mim). Eu sempre quis ser amiga da Mione... he he... É tão legal estar em uma fic!!! Bom, no próximo capítulo o Jonathan vai para Hogwarts... (o que será que vai acontecer????)...muito romance e mais mistérios aguardam vocês no cap 3.

Beijinhos, Jaqueline Granger (toda_mulekinha@hotmail.com).

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