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9. O que fazer? O que ela quer?


Fic: Harry Potter e o Príncipe Mestiço - 4 ANOS de FIC em andamento


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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    Harry estava sentado na mesa da Grifinória. Os olhos
castanho-esverdeados, de Sara teimavam em permanecer na sua mente. Ele não
parava de relembrar o momento do beijo. Eu não estou apaixonado, mentiu
para si mesmo Não por ela. Ele olhou para um ponto no infinito, enquanto
segurava a sua torrada. Tá... pode ser só uma quedinha, Harry não
entendia. Ele lembrou-se da época em que estava tentando ter algo com
Cho Chang. Não, não era a mesma coisa, com Cho os assuntos eram chatos e
tediantes, se resumiam a quadribol, na verdade Harry ainda não falara de
Quadribol com Sara.

    Ele se reprimia muito no ano passado, já agora. Estava pasmo
com o que fizera naquela noite, fora realmente um grande... um grande...
conquistador? Não, aquilo saiu de dentro para fora, foi do fundo de seu âmago,
foi verdadeiro. Sim, Sara o fazia se sentir diferente.

    Quando Harry a viu descer pelas escadarias, deixou escapar um
sorriso. Ela o olhou com superioridade e tratou de sentar a uma certa distância
da garoto. Harry não entendeu muito bem aquela atitude. Quando acabou de comer
suas torradas e ia se levantar para ter mais umas aulas de transfiguração, viu o
cara mais galinha de Hogwarts, Matheus Martin, se aproximar de Sara. Ele era
realmente bonito, mas não dava a mínima para as garotas, apenas uma palavra
ecoava em sua inútil mente "sexo". Harry apertou os olhos e se aproximou para
ouvir o que ele iria dizer a Sara.

    – Oi Sara – disse Matheus. Sara o olhou, depois procurou
Harry e viu que este estava arisco, pronto para atacar Matheus. Um ciúmes não
é nada mal
, pensou.

    – Oi Matheus – respondeu amavelmente, o que irritou
profundamente Harry. Se havia alguém mal caráter, era aquele cara. E veja só,
como ela o tratava.

    – Eu queria saber se você quer ir comigo no próximo fim de
semana em Hogsmead, Dumbledore colou nos quadros de aviso, que será daqui a duas semanas
– Harry se postou ao lado de Sara, com os olhos encanecendo de profundo ódio a
Matheus, que deixou-se intimidar (ele era Corvinal). – P-Potter – disse com um sorriso amarelo.

    – Harry – disse Sara normalmente –, não é uma boa hora, ele
estava me fazendo um convite – Harry a olhou de uma forma compreensiva. Era um
joguinho dela e Harry não pretendia ficar para trás.

    – Então é uma ótima hora – concluiu Harry.

    – Potter, está saindo com Sara? – perguntou Matheus.

    – Não – respondeu Sara, prontamente.

    – Sara... – ameaçou Harry incrédulo. – Isso é injusto, eu
tenho que agüentar e você vai ficar na boa...

    – Quem disse que a vida é justa, Harry? – os olhos de Harry
ficaram levemente dourados, e Matheus pode sentir a energia perpassar pelos
punhos serrados dele. Estava preste a pular no seu pescoço.

    – Ah... umm... Sara, deixa para lá, tá? – Harry moveu os
cantos dos lábios num breve sorriso. Coragem era algo que os pretendentes de
Sara teriam que ter. – Eu me esqueci que tenho um trabalho de poções enorme
para... bom agente se vê.

    Sara balançou negativamente a cabeça enquanto acompanhava
Matheus se distânciar. Harry se aproximou de seus ouvidos e murmurou.

    – Eles vão ter que ser muito mais que bons galanteadores,
para sair com você – disse com veemência. Ela ergueu as sobrancelhas impaciente.

    – O que quer dizer, Harry? – Harry não respondeu,
agora notara que uma grande quantidade de pessoas o olhavam muito próximo da
filha do Ministro da Magia. Harry apenas deu um beijo carinhoso em sua bochecha
e saiu lançando a ela um olhar significativo e a Matheus um bem assassino.

    A atmosfera pesou, depois que Harry se afastou. Ela
acabara de perceber que Harry havia tomado a dianteira. Se ela quisesse fazer
ciúmes em Harry, teria que ser com alguém com coragem o suficiente para
enfrentar a ira de um Elemental das Tempestades, assumido, pois toda a Hogwarts
agora sabia disso. Mas quem? Ela olhou para o corredor que dava a ala
hospitalar.

    – Philip? Quem sabe...



    A semana de detenções de Harry passou, e o garoto ainda
imaginava o que Sara queria quando disse para ele usar a imaginação. Harry havia
recebido uma carta do Ministro da Magia, informando que ele receberia a Ordem
de Merlin, numa celebração, um mês antes do Baile de Natal. Muitos comentavam e
insinuavam o namoro entre os dois, mas ambos discordavam, embora Harry dissesse
que não era por opção dele, que não estavam.

    Harry teve uma espantosa, evolução em oclumância, já na
segunda aula que teve, conseguiu repelir Sara, em sua primeira tentativa de
invasão.

    – Que coisa... – admirou-se.

    – Agora posso pular a cerca – comemorou Harry –, e você não
vai saber – Sara o olhou brava. – Ciúmes?

    – Se você pular, eu também o faço – chantageou Sara. – E não
vou ao baile com o senhor.

    – Humpft – pestanejou Harry. Sara o olhou sorridente.

    Os grifinórios reclamavam barbaramente do professor de Clube
de Duelos e ainda se gabavam de Harry ter derrotado o inútil filho dele, que
ainda não teve os tímpanos recompostos. "Ora, não se concerta essas coisas do
dia para a noite, ralhou Madame Prompfey". Rony tinha falado para Harry, que
estava pensando em recomeçar a AD, pois era muito melhor. Harry nem havia ido à
aula.

    – Eu acho que aquele maluco quer ensinar magia negra, mais
para a frente – guinchou Hermione.

    – Ele acha que a magia negra é forte, foi um grande defensor
da utilização de maldições imperdoáveis na época em que Voldemort estava no
poder – explicou Sara.

    – Não gosto disso – disse Rony balançando a cabeça. – Harry,
você era um professor muito melhor! Tem certeza que não quer voltar?

    – Não conheço tanto de duelos, como aquele cara – defendeu-se
Harry enquanto corrigia uma redação de poções.

    – Mas você tem um talento natural – disse uma garota do
quinto ano, amiga de Gina, chamada Daine Greengrass. Harry corou.

    Entrementes, Harry estava feliz de mesmo sendo um Elemental
das Tempestades, os estudantes da Grifinória, Lufa-Lufa e Corvinal, não
continuaram o olhando torto. Apenas os da Sonserina, que Harry tinha prazer em
assustar.

    – Já pensou no que vai fazer, Harry? – perguntou desdenhosa
Sara.

    – Ora, se já pensei não irei contar, não é mesmo? – disse
Harry sorrindo. Rony e Hermione se entreolharam. – Mais alguém teve coragem de
chegar perto de você?

    – Graças a sua exibição, não – concluiu suspirando de
desgosto.

    Conforme mais semanas iam passando, Harry ia trabalhando a
sua mente. Poções passou de aula à tortura. Era horrível como Snape pressionava
Harry. Lendo um livro de aurores, soube que eles tinham que ter sangue frio e
descubriu que
esta era uma ótima ora para praticar. Harry praticamente ignorava Snape com suas
indiretas e diretas. Os Sonserinos riam cautelosamente, temendo mais um ataque
de relâmpagos.

    – Na... nã... – cantarolava Harry enquanto decepava a cabeça
de sua salamandra.

    – Potter, olha que porcaria de poção – disse Snape apontando
para o caldeirão do garoto, que era uma das poções que mais se aproximaram do
necessário. Era para ficar branco-leitoso e estava levemente verde-leitoso. A de Rony estava
rosa-leitoso. Malfoy exibia uma um pouco melhor que a de Harry e um
garoto da Sonserina, que Harry não lembrava do nome (nunca perdeu tempo tentando
gravar), exibia uma poção ridícula, desprendendo cheiro de sovaco de trasgo. –
Inútil! Evanesco! – Snape fez sumir a poção de Harry. Todos seguraram a
respiração. Harry permaneceu indiferente, apenas reiniciou sua
poção enquanto Snape exibia uma face de muita fúria. Quando ele se afastou,
Hermione murmurou.

    – Parabéns – disse espantada. Sara o olhava incrédula – Nunca
vi tanto sangue frio.

    – Li num livro de aurores – comentou. – Aqui é ótimo para
praticar.

    Harry continuou a praticar seus poderes elementais, nas
noites. Ele aprendeu que poderia até fazer uma tempestade, se fosse realmente
poderoso, mas que esses poderes atingiam seu auge em momentos de
fúria, como ele já havia demonstrado. Ele não havia mais pego o livro que
ganhara de Lupin, pois estranhamente sabia o que estava fazendo. O que fazia com
o ar ou com a água, dependia de sua imaginação, os três pareciam um só. Sara
ficava inquieta, quando tocavam nesse assunto, Harry estranhava a mudança de
comportamento e ela desviava o olhar.

    Harry havia recebido alguns bilhetes de antigos companheiros
da AD, pedindo-lhe que retornasse a lecionar clandestinamente, mas ele sempre
respondia que o novo professor de DCAT era bom e não havia mais necessidade.
Além do que tinham um profissional em duelos, lhes ensinando.

    Harry estava na sua segunda aula de DCAT:

    – Bom... como na ultima aula vocês não me deram tempo para
explicar as magias que fizemos, vamos as explicações. Vocês se lembram que o
ataque de Dino Thomas foi azulado? – todos confirmaram. – E o de Potter dourado?
– novamente confirmaram com cara de nojo. Estava ao ar livre dessa vez e o
professor aparentemente havia trazido um sarcófago. – Pois essas são as cores
com que eles se correspondem. Isso, foi Magia Branca. Pura Magia Branca, assume
a cor e forma de seu espírito. É o que mais faz efeito contra seres das trevas,
como os Zumbis.

    "Cada um tem uma certa afinidade com essa área, e notemos que
o senhor Potter, demonstrou-se incrivelmente compatível. Confesso que me
assustei – Harry corou. – Enfim, vamos a aula.

    "A cada etapa do nosso ano, irei lhes trazer Mortos-Vivos
mais difíceis, poderosos e resistentes. Espero que todos consigam enfrentar um
dragão ao final – muito arregalaram os olhos. – Se alguém achar que o dragão foi
fácil, conheço um lugar onde, pelo menos existia, um Dragão Lich. Alguém sabe me
dizer o que é um Lich? – Hermione levantou a mão. – Sim, senhorita Granger?

    – É um tipo de morto vivo, que optou trocar a vida pelo
poder, aprisionando a sua alma em um amuleto, para conservar seus poderes
mágicos e ainda aumentá-los, com muita magia negra. O único modo de serem mortos
e destruindo o tal amuleto. Somente um bruxo e um Dragão fizeram essa opção até
hoje. O bruxo foi "morto", destruindo o seu amuleto, e o dragão está escondido,
dizem que no Egito.

    – Você é esperta, senhorita Granger! – espantou-se o
professor e agora Hermione corou. – Vinte pontos para a Grifinória! Bom, vamos a
prática, é sempre a mesma magia...

    Aquela aula, não havia sido tão nojenta, talvez porque a
múmia estivesse ressecada e não fedesse tanto, e também por estarem nos jardins,
mas transcorreu bem. Harry novamente destruiu involuntariamente o corpo.

    – Potter –  ralhou o professor –, controle-se!
Você está muito adiantado! Tenho que trazer coisas mais fortes para você...

   

    Normalmente, todas as noites Harry olhava a nova chave que
havia adquirido na sala de Filch tentando decifrar o que ela queria lhe dizer.
Tinha certeza de que aquilo era algo maroto.

    No café da manhã, em que iriam fazer os testes para os novos
jogadores, Harry recebeu uma coruja.

    – É de Lupin! – comemorou. – Esteja do lado de seu malão,
hoje à meia noite
– Harry ergueu as sobrancelhas. – Ãh?

    – O que tem no seu malão? – perguntou Rony.

    – Nada que eu saiba... acho que tirei tudo – disse pensativo.
– Bom, veremos... Vou pegar minha vassoura.

    A vassoura de Harry ainda era a melhor do mundo mágico, mas
Rony havia lhe comentado que estava projetando uma ainda melhor. Harry fez um
muxoxo.

    – De zero a trezentos e cinqüenta em menos de dez segundos! –
comentava Rony enquanto os quatro andavam até o campo de quadribol. – E ainda
não tem nome.

    – Logo, logo o bruxo não vai agüentar tanta aceleração –
disse Harry balançando a cabeça. – Vai ficar sem roupa... ou até mesmo sem
pele...

    – Igual aqueles desenhos trouxas... do coiote e do
papa-léguas, quando o coiote montava num foguete – disse Hermione rindo. Harry
também riu, mas Sara e Rony  ficaram trocando olhares desentendidos.

    – Quem se candidatou a artilheiro? – perguntou Harry.

    – Gina – Rony pegou a lista que tinha que entregar a Cátia –,
Colin, Dênis, Sara... SARA?

    – Ué... não posso? – Harry a olhou sorridente. – O que foi
garoto?

    – Que bom que você vai tentar entrar no time – disse
Sorridente. – Quem sabe ano que vem eu seja capitão e tenha alguma autoridade
sobre você.

    – Merlin me livre – implorou Sara.

    Entrementes, as seleção transcorreu normalmente. Harry
realmente apoiou Sara, ela era boa e se comparava a Gina, que foi igualmente
apoiada. No final Cátia anunciou.

    – Agora... Eu A Capitã – ela sempre frisava
isso e Harry odiava. – Tenho a lista dos selecionados – Harry estava ao seu
lado, sentado, a ajudou na seleção, agora brincava com sua varinha de azevinho e
pena de fênix. – São, Gina Weasley e Sara McLagan – Harry olhou  Sara
levantando as sobrancelhas. Entre ela ou Colin... Mas Sara era realmente boa –
Agora o restante pode se retirar, precisamos treinar um pouco.

    Harry pegava o pomo facilmente, realmente nascera para fazer
isso. Quem sabe, se não houvesse a guerra, seria jogador de quadribol com
louvor. Os mergulhos de Harry, tiravam gritos de admiração de uma torcida
feminina, Sara as olhava de canto, numa profunda careta de incredulidade, mas
sempre admitiu o talento de Harry. Harry até que gostava da admiração, por algo
legal como o quadribol, não era a mesma coisa que a admiração por sua cicatriz.

    Depois de voar loucamente, por entre as balizas e capturar o
pomo, bem a frente de Sara, ele sorriu para ela. Sara corou furiosamente a
aquele sorriso, e Harry sorriu mais ainda.

    – Mas que exibido – disse nervosa. Sara estava montada
numa Nimbus 2002, que era muito boa. Rony se mostrara eficiente no gol.

    – Esse ano a taça é nossa! – comemorou Cátia, depois de
acompanhar a captura de Harry. – O treino acabou.

    – Se não acontecer nada... – murmurou Harry para si mesmo,
pousando. Ele foi cercado, inesperadamente por algumas garotas. Harry agora
percebera que estava com os cabelos parecendo que saíra de um tornado. Ele tirou
o óculos, em meio aos elogios das garotas, limpou-os e olhou para Sara que
parecia estar vermelha de raiva ou ciúmes, na verdade agora não dava para
identificar, pois estava embaçado.

    – Aiii, Harry! – exclamavam. Harry sorria.

    – Você já tem par para o baile? – perguntou uma. Harry olhou
para Sara, agora colocando os óculos e disse:

    – Estou tentando, mas ela é muito exigente – as outras
olharam para Sara com ma feição de pura inveja. Esta empinou o nariz e foi para
os vestiários.

    – Ai, Harry, você pode conseguir alguém melhor... – disse
meigamente uma loirinha da Lufa-Lufa, colocando o braço no ombro de Harry. Este
estufou o peito.

    – Talvez... – murmurou modesto. Sara o olhava, pelo da
entrada do vestiário. – Tenho que ir, estou morto de cansado.

    Harry se distanciou e trocou olhares com algumas garotas. Ao
notar que Sara o observava, ele sorriu maliciosamente. Ela apertou os olhos.

    – Talvez? – perguntou sarna.

    – Sim, claro... você se acha a perfeição, não é? É difícil
para você, pensar em alguém melhor que si mesma? – Sara bufou e foi trocar-se.

    – Cuidado – ameaçou.

    Harry estava muito cansado, realmente. Deu tudo de si para
uma exibição, naquele treino. Sentia os músculos do tórax latejarem, pedindo um
relaxamento.

    – Hoje você estava impecável, Harry – disse Juca Sloper. Um
moreno do quarto ano. Enquanto saia do banho, com uma toalha em torno da cintura
– Graças a você a Cátia encerrou o treino antes.

    – Foi a minha chance de fazer ciúmes na Sara – disse tirando
as vestes. Ficando sem camisa. Harry abriu a porta do box e ligou a água quente.

    – Você ta mesmo afim, da... – perguntou André Kirke, o
batedor loiro de olhos azuis.

    – Não sei – disse certo. – Sinceramente. Ela é complicada...

    – É... um pouco – ajudou-o Rony.

    – Tenho que fazer algo, para ela aceitar ir comigo ao
baile – disse entrando no chuveiro. – Não estou tendo muitas idéias... Não sei
ao certo o que ela quer.

    – Algo? Ela quer algo? – perguntou
André, com medo.

    – Disse para eu usar a imaginação. Não sei...

    – Você ta brincando? – perguntou Juca. – A Paty
caiu aos seus pés
! E ela é muito... gata! Você só estala os dedos e aparece
uma! Porque corre atrás da mais difícil? Eu não me espantaria se me dissessem
que a Sara nunca saiu com ninguém, ela é muito difícil.

    – Eu acho que ela ta caidinha pelo Harry – opinou Rony.

    – Acha? – perguntou Harry feliz, mas depois
concertando. – Humhum, acha?

    – Ela te olha de um jeito diferente as vezes.

    – Hummm... algo romântico, faria ela cair... – disse André.

    – Você já beijou ela? – perguntou Rony do nada.

    – Ah... Porque pergunta? – pergunto Harry espantado.

    – Já?

    – Humm... na detenção.

    – Ah! – comemorou Rony. – Como foi? – Harry deu um suspirou
audível. Aquilo respondeu Rony.

    – Foi ótimo – disse, por fim – E você e a Mione? Já pediu ela
em namoro?

    – Na verdade eu irei fazer isso no próximo fim de semana a
Hogsmead! – disse tão prontamente que Harry escorregou na água do box.

    – Sério?

    – Uhumm – confirmou. – Já marquei um encontro.

    – Nossa – impressionou-se Harry. – Para que não admitia que
gostava dela... você ta bem atiradinho – disse com a cabeça para fora. Rony riu,
mas manteve-se firme, sem avermelhar. – Se lembra como brigamos no primeiro ano?



    Enquanto essas conversas rolavam no vestiário masculino,
outras palavras eram trocadas no feminino:

    – Sara, essa vermelhidão é... ciúmes? – perguntou Hermione
cautelosa.

    – É CLARO QUE NÃO! – enraiveceu-se Sara. – Ciúmes daquele
idiota, galinha, fica se exibindo para menininhas... – Sara estava bufando.
Hermione e Gina se entreolharam e uma linha de compreensão passou por elas "O
Harry conseguiu o que queria".

    – Você poderia facilitar as coisas, com o Harry – disse
Hermione.

    – Facilitar o quê? – perguntou ainda meio raivosa.

    – Você sabe.

    – Ora... Eu não vou ser mais uma daquelas garotas que ele
estala os dedos e conjura, para uma boa noitada – aquilo era um exagero e Gina e
Hermione fizeram uma cara estranha. – Ta... mas é quase isso.

    – Ele seria um bom namorado – disse Gina. – O Dino é tão
variável... Depende do humor com que ele acorda, como vai ser nosso dia – Sara
olhou para Gina, com uma sobrancelha erguida.

    – Gina já foi apaixonada pelo Harry – explicou Hermione. –
Mas de acordo com ela, já não é mais.

    – E não sou mesmo – disse decidida. – Ele nunca me deu bola,
ai agente esquece.

    – Gina, você sabe que ele gosta de você como uma amiga –
disse Hermione. – Ele te da bola, mas de um jeito diferente.

    – Ele já te beijou? – perguntou Sara. Ela estava achando que
Harry era um arrasa corações. Estava se sentindo uma inútil, de uma babaca, de
mais uma vítima dele.

    – Não – respondeu prontamente.

    – Ah...

    – O que aconteceu entre vocês dois, naquele dia da detenção?
– perguntou Hermione.

    – Hum... – Sara olhou para todos os lados. – Você sabe...

    – Ah... sei – disse risonha.

    – Ele não te beijou, beijou? –  perguntou
discaradamente Gina. Sara suspirou sonhadora, mas depois se concertou.

    – Ah... Hum... É... mas foi bem rapidinho... Hum.... Então o
que acharam do treino?

    – Você é uma garota de sorte – disse Gina, dobrando as suas
roupas de quadribol.

    – Tem certeza? – perguntou Sara. Gina a olhou com cara de
"Claro!". – Ah! Preciso de um banho!

    – Um banho frio! – bradou Hermione. Gina e ela riram.
Sara fez um grunhido.



    Como a carta de Lupin lhe pediu, Harry estava lá, esperando,
do lado de seu malão. Nem se deu ao trabalho de abri-lo, estava pensando na
saída do vestiário. Porque Sará saiu com aquela cara de poucos amigos e parecia
estar meio com medo, meio com raiva de conversar, amigavelmente, com ele?
Precisava bolar um plano, logo.

    – Harry! – Harry ouviu e olhou para todos os lados, não havia
ninguém acordado, apenas ele. – Harry! – Harry olhou espantado para o seu
malão. Será que havia uma chaminé nele? – Harry Potter! – Harry
apressadamente abriu-o e viu que a voz era de Lupin. Procurou por todos os
cantos, até que viu um bolso de couro, pregado ao lado. Ele apaupou o local e
tirou um espelho, que tinha a cara de Lupin. Ele havia quebrado aquele espelho
no ano passado.

    – Lupin! – espantou-se.

    – Ah... você achou! – comemorou. – Tonks encontrou esse
espelho, aqui na sede e disse qua já havia visto um igual. Eu perguntei aonde e
ela disse que encontrou quebrado no seu malão, quando foi pegar as suas coisas,
depois daquele incidente. Então ela me disse que concertou e deixou-o ai.
Agora podemos conversar. E ai, como está?

    – Humm, bem! – disse cauteloso, pois o espelho o fez
lembrar-se de Sirius.

    – Aconteceu algo, emocionante? – perguntou, animando-o, como
um pai. – Com que vai ao baile?

    – Humm – disse Harry tentando se acostumar. – Com Sara.

    – Sara?

    – Bom, na verdade eu estou tentando ir com ela, na verdade eu
não sei porque, essas coisas são confusas... – Lupin riu.

    – Harry, vá para um lugar mais seguro, para conversarmos –
Harry desceu e foi para o salão comunal, que estava vazio.

    – Pronto – disse se confortando numa poltrona.

    – Quem é Sara? Sobrenome... – pediu Lupin. Harry respirou
fundo e disse.

    – McLagan – Lupin sorriu ainda mais.

    – Ela tem um gênio forte.

    – Nem me fale – pediu Harry. – Mas como sabe?

    – Ah... o pai dela, só fala nela – respondeu Lupin. –
Enquanto Dumbledore, só fala em você, é claro.

    – O que ele fala? – perguntou curioso.

    – Da amizade de vocês dois e de seus poderes e problemas. Ele
nos disse que você controla o Ar e a Água, é verdade? – perguntou.

    – É – respondeu orgulhoso.

    – Como eu suspeitava.

    – Ãh?

    – Sua mãe controlava a água, e seu pai o ar – respondeu Lupin,
calmamente. – Esse dom, não costuma ser hereditário, mas no seu caso, Harry,
podemos esperar de tudo.

    – Você a acha que esse negócio, é o poder...

    – Ainda não... Mas você já usou esse poder, tão
misterioso.

    – Já?

    – Com o professor Felix... Você acabou com o Zumbi dele –
explicou Lupin. – Lá, você o usou. No dia dos Alfeneiros, você despertou esses
três, poderes. O Ar, a Água e a "Luz". Não seria necessariamente "Luz", mas é o
oposto de "Trevas".

    – Hummm – disse Harry pensativo.

    – Usou o livro que lhe dei?

    – Qual, aquele com um raio?

    – É. Esse livro era dos seus pais. Eles estudaram essas
coisas, por isso eram excelentes aurores.

    – Meus pais eram aurores... – disse pensativo. – Bom... eu
usei, para aprender um truque lá, mas... é meio perigoso aquele livro, só peguei
uma vez, na verdade.

    – Claro... Dumbledore, está muito orgulhoso de você, Harry –
Harry ficou meio encabulado. – Assim como eu.

    – Obrigado.

    – Olhe. Treine essas coisas. São úteis.

    – Tudo bem. Estou treinando.

    – Agora, já convidou ou não Sara? – Harry olhou para os
lados, agora tinha uma pessoa para falar dessas coisas, estava gostando.

    – Já, mas...

    – Mas...?

    – Ela pediu para eu fazer alguma coisa, melhor, para ela
aceitar. Acho que quer me ver fazer algo especial pra ela. Não entendo essas
coisas (Autor: Nem eu). – Harry pensou. – Não entendo, tava tão bom aquela noite
e ela ainda insistiu.

    – É o gênio dela entrando em ação, Harry. Seu pai e sua mãe,
não eram muito diferêntes.

    – O que acha que devo fazer?

    – Humm... que tal algo romântico? – Harry franziu o cenho.

    – Se aquela noite não estava romântica, não sei o que ela
quer. Tudo bem, estávamos em detenção...

    – O que? A filha de McLagan em detenção? – perguntou
incrédulo.

    – Ah... foi por minha culpa.

    – O quê?

    – Eu, andei dando uns choques, nos sonserinos, durante a aula
de poções... Ai o Snape, puniu eles junto, mas foi só por uma noite.

    – Ah! – disse agora sorrindo.

    – O que?

    – Nada, nada... – disse pensativo. – Que tal, convidar ela
para sair, ou coisa parecida? Ai você prepara o local...

    – Preparar o local?

    – Harry, use a sua imaginação – ralhou Lupin. – Você pode
fazer algumas coisas bem bonitinhas com gelo... mas eu acho que ficaria meio
frio... Pense como ela, e eu sei que você vai se dar bem. Você deve ter herdado
esse talento de Tiago.

    – Humm – disse Harry desacreditado.

    – Agora eu preciso ir, Harry. Me chame por esse espelho ai,
se precisar.

    – Ok... Até mais!

    – Até.

    Harry se deitou na cama e até se esqueceu de esvaziar a
mente. Estava pensando no que sentia por Sara e no que fazer. Será que ela vale
a pena? Ela não parece ser muito compreensiva... Mas ai Harry se lembra do beijo
e dos olhos da garota, solta um suspiro involuntário, adormecendo.

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