– Dumbledore não lhe disse nada? Não é possível! E eu nem consigo encontrá-lo, parece que todos desapareceram de uma hora para outra!
– Pelo que sei, o diretor está em Londres. Ele parece pensar que há possibilidade de Potter voltar para onde era sede da Ordem. A Vice-diretora está na sala de transfiguração, talvez devesse procurá-la ao invés de perder tempo distraíndo os alunos como está fazendo agora, Granger. Então, se me der licença, eu preciso retornar à aula. – falou Snape, virando-se e voltando a entrar na masmorra.
“Como se eu não tivesse ido à sala de transfiguração!”, pensou ela, amaldiçoando Snape por não ajudá-la; tinha certeza que ele agira assim somente para provocá-la.
Talvez fosse melhor ela seguir o exemplo de Dumbledore e ir para Grimmauld Place. Se Harry estivesse vivo, provavelmente iria para lá, esperando encontrar alguém da Ordem. Trancado no ministério por um ano ele não deveria saber que a Ordem deixou de ser necessária no momento em que Voldemort foi derrotado, e não existia desde então.
Hermione entrou escondida na sala dos professores, pegou um pouco de pó de flu, entrou na lareira existente em um canto da sala e disse “Grimmauld Place, número doze.”
***
A casa parecia extremamente vazia quando Harry chegou na sala. Examinou-a inteira e encontrou apenas uma pessoa, exatamente quem ele procurava – Alvo Dumbledore.
– Imaginei que viria para cá, Harry. – falou Dumbledore, quando Harry entrou na cozinha. – É bom encontrá-lo novamente.
– Igualmente, Dumbledore. Achei que teria mais gente aqui, mas a casa está quase vazia.
– Sim, está. – respondeu Dumbledore, sem maiores explicações – Talvez queira sentar-se. Aceita uma xícara de chá?
Harry sentou-se; Dumbledore lhe entregou o chá, antes de continuar.
– A Ordem da Fênix não existe mais, Harry. Ela acabou no momento em que você venceu Voldemort. Por isso, a casa está vazia.
Harry considerou por um momento. Deveria ter imaginado que a Ordem não existiria mais, com certeza algum tempo passara desde aquela noite. O Ministério provavelmente já conseguira assegurar a tranqüilidade do mundo bruxo agora que Voldemort não estava mais livre.
– Faz tempo? Que a Ordem se separou? – perguntou Harry.
– Um ano. – respondeu Dumbledore sinceramente. – Por isso foi uma surpresa quando a porta foi aberta e nenhum corpo foi encontrado. Vocês deveriam estar mortos.
– Mas não estamos. – respondeu Harry, tentando encontrar palavras para explicar a situação.
– O que aconteceu com Voldemort? – perguntou Dumbledore, cuidadoso.
Harry levantou-se e mostrou a última coisa que desejava que alguém visse. Tirou o capuz mostrando a terrível visão de um rosto quase desfigurado na parte de trás de sua cabeça.
Dumbledore assentiu e Harry reergueu o capuz, sentando-se. Harry estava extremamente ansioso para ver a reação de Dumbledore, mas o diretor manteve-se pacífico como sempre.
– Entendo. – falou Dumbledore, quebrando o silêncio formado. – Os servos de Voldemort sabem?
– Foram eles que me tiraram do Ministério.
Dumbledore novamente assentiu.
– Por que Voldemort pôde me possuir? – Harry soltou a pergunta que queimava em sua boca – Quero dizer, quando eu o matei com a espada de Gryffindor, ele ficou extremamente fraco. E também, uma vez você me disse que Voldemort nunca poderia residir em alguém tomado por uma força que ele detesta.
– Só posso especular sobre isso, Harry. Acredito que seja porque, inconscientemente, você sabia que só sobreviveria naquela sala se isto acontecesse. Pode ser também porque você estava tomado pelo ódio naquele momento. Fazia pouco tempo que tinha matado Bellatrix e queria matar novamente, talvez isso tenha deixado Voldemort forte o suficiente para manter vocês dois vivos.
– Queria que não tivesse sido assim. – murmurou Harry. – E por quê minha cicatriz não dói mais? Minha cabeça não deveria estar explodindo de dor agora que Voldemort está o tempo todo próximo?
– Sua cicatriz é o sinal da sua conexão com Voldemort. Apesar de Voldemort estar tocando em você, acredito que ela não doa porque o elo entre vocês dois agora é maior e mais complexo que uma simples cicatriz. Devo estar muito enganado se não for verdade que Voldemort tenta controlar sua mente e, ouso dizer, seu corpo também.
– Ele tentou algumas vezes. – falou Harry, concordando. Vendo que Dumbledore não respondera, ele decidiu continuar. – Mas ele só começou a ter sucesso depois que os Comensais me obrigaram a beber uma poção.
– Interessante. Vou falar com Severo sobre isso, ele deve ter alguma informação.
– Professor... Snape ainda age como um espião entre os Comensais? – perguntou Harry.
– As missões da Ordem encerraram-se há um ano, Harry.
– Alguém me ajudou a sair de lá, devolveu minha varinha, me mandou desaparatar...
– É bom saber que temos algum Comensal que está do nosso lado. Mesmo que não saibamos quem é, devemos a ele o fato de você estar aqui, não?
– Onde devo ficar, Dumbledore? Eu não voltaria para a casa dos Dursley, muito menos neste estado.
– Acho que seria mais seguro se você ficasse aqui, Harry. A não ser, é claro, que você queira voltar para a escola.
– Não acho que depois de um ano um professor de Defesa Contra Arte das Trevas ainda seja necessário. – respondeu Harry, dando um leve sorriso.
– Não. Você tem razão, encontramos um substituto e ele é muito competente. Conhece essas artes muito bem.
– Eu o conheço?
– Ah, sim. O Sr. Malfoy estudou com você.
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P.S.: E quem imaginaria o Draco de professor? Ainda mais de Defesa Contra Arte das Trevas? Eu pelo menos nunca vi isso em alguma fic, de qualquer forma... Próximo capítulo: Harry e Hermione se reencontram e a Ordem pode fazer-se novamente necessária para proteger Harry.
Próximo capítulo: Harry e Hermione se reencontram e as coisas não são mais as mesmas... mas os meus coleguinhas da H2 ainda terão que esperar mais para verem os dois juntos, se eles ficarem juntos... e o Harry apanha mais um pouquinho...