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18. Separações


Fic: Desencontros


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 18 - Separações

Harry nunca gostou tanto da chegada das provas finais quanto naquele ano. Não pelas horas a mais de estudo para obter boas notas, mas por se reunir com os amigos para estudar, e com isso estar com Ginny sem sentir o olhar duro de sua mãe sobre si.

Lily não havia falado mais nada sobre o namoro dele com Ginny desde a discussão que tiveram, contudo o clima no sobrado dos Potter se manteve tenso durante toda aquela semana, na qual mãe e filho mal trocaram uma palavra. Com o passar dos dias a "raiva" de Harry foi amainando - mesmo que ele ainda achasse que estava repleto de razão - e no final da semana seguinte ele conseguiu perguntar se uma das reuniões de estudo poderia ser ali.

Então, depois de se reunirem na casa de Hermione e Neville, foi a vez do grupo de amigos se juntar na casa de Harry para estudar. Como já era costume, Ginny e Luna, ainda que não fossem da mesma turma, participavam das reuniões e estudavam juntas - muitas vezes com o auxílio de Hermione na solução de algumas dúvidas. Para leve desgosto do anfitrião, contudo, dessa vez Collin Crewey também se juntou a elas para estudarem para a prova de gramática, o que, na opinião de Harry, não deveria ocasionar tantos sorrisos de satisfação no garoto, cada vez que conversava com a ruiva, sentados na sala.

A turma de Harry estava reunida em volta da mesa da cozinha que, apesar de não ser grande, se mostrou do tamanho ideal para o grupo, imerso nas complicadas matérias de física para a avaliação que se daria no dia seguinte.

- Eu simplesmente não consigo decorar isso! - Resmungou Lilá com um muxoxo.

- Esse é o problema. Se você tentar decorar não vai lembrar, tem é que entender.

Hermione repetiu a mesma frase que vinha usando cada vez que a loira reclamava, o que tinha se tornado constante nos últimos quinze minutos.

- Mas eu também não consigo entender.

- Mas é fácil, veja.

Ron, sentado do lado esquerdo da garota, inclinou-se para alcançar o caderno de anotações, ficando com seu rosto ao lado do dela e começou a exemplificar, para admiração de Neville e Dino, a matéria que cairia na prova.

Lavander, que em momento nenhum prestou mais atenção à explicação do que aos olhos azuis, suspirou e numa voz premeditadamente melosa, pediu:

- Pode me explicar de novo?

Sem se dar conta das ondas de ciúme emitidas por Mione, o ruivo recomeçou a explicar. Aproveitando-se da situação, Lilá aproximou-se ainda mais e encostou a sua perna na do rapaz, que gaguejou ao senti-la roçar em sua pele e olhou-a fixamente, ganhando de volta um sorriso insinuante que fez suas orelhas se tornarem rubras no mesmo instante.

Hermione, que não havia perdido nenhum movimento da outra garota, bufava de ódio do outro lado da mesa, enquanto os outros educadamente fingiam não perceber. Os olhos castanhos dardejaram ainda mais quando ouviu Lilá agradecer a atenção com um beijo no rosto de Ron enquanto apertava a mão dele na sua. Fechou bruscamente o livro que segurava, produzindo um baque, que inevitavelmente chamou a atenção de todos, e saiu pisando duro na direção da porta de entrada.

Lilá colocou em seu rosto a melhor expressão de que não fazia a menor idéia do que estava acontecendo e começou a rabiscar no caderno à sua frente. Ron, depois de olhar para os amigos ao seu redor e não conseguir deles nenhuma pista do que tinha acontecido, correu atrás da namorada encontrando-a já começando a abrir a porta para sair.

- O que houve Hermione?

- O que houve? - Ela se virou, os olhos castanhos fuzilando-o. - O QUE HOUVE?

- É. - Ron franziu o cenho, incerto. - O que aconteceu para você sair assim, dessa maneira?

- Ah, pensei que você nem iria notar a minha ausência, Ronald. Estava tão entretido lá com a Lilá...

- Eu estava ajudando ela, ué? Não foi para isso que a gente veio, estudar?

- Pra mim chega! Se você quer ficar olhando “essazinha” ai, tudo bem, mas pra mim, você não olha nunca mais.

Hermione saiu como um furacão, deixando Ron parado no hall, perplexo, sem saber ao certo o que afinal tinha acontecido. Um segundo depois, ao escutar um resmungo de Ginny, olhou para irmã que rolou os olhos ao vê-lo dar de ombros. Mas que diabos... Balançando a cabeça abriu novamente a porta e sem se preocupar em avisar a alguém, saiu no encalço da namorada. Não precisou se esforçar para alcançá-la e não se privou de segurá-la pelo braço, forçando-a a parar.

- Será que você podia me dizer o que foi isso?

- Ué, sabe ensinar física, mas não entendeu o que aconteceu? - A morena perguntou sarcástica.

- Essa cena toda é porque eu ajudei a Lavander?

- Até parece que ela aprendeu alguma coisa... "Me explica de novo?" Francamente!

- Calma aí. Você 'tá dizendo que eu não sou inteligente o suficiente para ensinar algo a alguém, é isso?

- Eu estou dizendo que ela não queria era aprender. Eu já tinha explicado aquilo tudo, umas trinta vezes...

- Ah então é isso, não é? Só você pode saber alguma coisa! Eu sou um estúpido, incapaz de saber qualquer coisa!

- NÃO FOI ISSO QUE EU DISSE!

- MAS FOI O QUE EU ENTENDI.

- Precisa de ajuda, Hermione?

A voz arrastada de Draco Malfoy interrompeu a discussão do casal e por causa disso a garota conseguiu libertar o braço que Ron ainda segurava. Olhando para o chão e alisando o braço que ainda formigava levemente, Hermione fez menção de responder, mas antes que qualquer som saísse por sua boca, ouviu o rosnado do namorado para o recém-chegado.

- Cai fora, Malfoy. Isso não é assunto seu.

- Que eu lembre não me dirigi a você. - Draco respondeu com desprezo, virando-se para a garota e continuando. - Você quer companhia até sua casa?

- Não pre...

- Eu já falei pra você dar o fora daqui!

- RON!

Ronald rugiu, interrompendo e ignorando-a, ao mesmo tempo em que puxava o outro rapaz pelo colarinho e empurrava-o para longe de Hermione. Só não esperava pela reação de Draco, que segurou-o pelo braço, iniciando uma série de socos, ganchos e pontapés trocados pelos dois, até que o ruivo, justo no momento que conseguira uma posição melhor para atacar sem ser atingido, ouviu a voz da garota:

- PARE COM ISSO!

Contendo o impulso de continuar socando o rosto de Draco - que pelo volume de sangue, quebrara o nariz - Ron saiu de cima dele e levantou-se, limpando o sangue que escorria pelo canto de sua boca com as costas da mão e vociferou para o outro.

- ESPERO QUE TENHA APREN...

- CALE A BOCA. - Hermione guinchou para o namorado e em seguida dirigindo-se até onde Draco estava, ainda sentado no chão, e ajudando o rapaz a levantar-se. - Me desculpe. Você está bem?

- MIONE! Você não pode estar falando sério!

Ron imediatamente tentou afastá-la de Draco, agarrando-a pelo braço, mas a garota se livrou com um safanão. Os olhos castanhos alcançaram os azuis como pedras de gelo e quando Hermione falou sua voz estava carregada de fúria.

- Eu não quero mais ver você, seu... seu... troglodita!


---xxx---xxx---


Depois que seu irmão saiu da casa de Harry, Ginny foi até a cozinha para tentar descobrir o que afinal tinha acontecido, e a cena que encontrou serviu para clarear algumas de suas suspeitas: Lilá, toda sorrisos, cochichava algo para Parvati que emitia risinhos em resposta.

- Harry, posso falar com você um instante? - Ele levantou-se e seguiu a namorada até o vão que separava a sala de estar da cozinha. - O que aconteceu? A Mione estava uma fera quando saiu daqui. O que o meu irmão aprontou dessa vez?

- E eu que sei, Ginny? Quer dizer, ele não fez nada. O Ron estava lá, explicando a matéria para Lilá, dai a Mione começou a bufar e então...

- Ahá, sabia que devia ter o dedo da Lavander na história. A Mione não ia agir assim se NADA tivesse acontecido.

- Eu não vi nada acontecendo - Harry argumentou à favor do amigo.

- Vocês homens só vêem o que querem ver, isso sim.

Harry ergueu os ombros sem saber o que dizer. Ele também não entendera a reação de Hermione. Ginny voltou para junto de Luna e Colin, enquanto Harry e os outros tentavam terminar de decifrar a matéria para a prova; o que se mostrou impossível quinze minutos mais tarde, quando Ronald irrompeu pela cozinha, com a roupa suja e o rosto machucado de quem andara brigando.

- Por Deus Ron, o que aconteceu? - Ginny perguntou, surgindo logo após o irmão.

- Nada - respondeu enquanto reunia suas coisas de cima da mesa. - Harry, 'tô indo pra casa, não tenho mais cabeça pra estudar hoje.

-Oh céus! - Lavander esganiçou aproximando-se e tentando tocar no rosto do rapaz que se esquivou. - Quem foi que fez isso com você? Não foi a descompensada da Hermione, foi?

- Ora sua...

O murmúrio furioso de Ginny foi sobreposto pela resposta seca de Ron que acabara de guardar suas coisas e jogara a bolsa sobre o ombro.

- Não. E eu não quero falar sobre isso. 'Té mais.

- Espere Ron, eu te faço companhia.

O rapaz parou a meio caminho da porta, e olhando de esguelha para a garota respondeu:

- Não Lavander, mas obrigado. Outra hora a gente conversa.

Logo depois do som da porta batendo atrás de Ronald, o silêncio constrangido de todos foi quebrado por Luna, que também fora até a cozinha saber o que estava acontecendo.

- Acho que não tem mais clima para a gente ficar estudando aqui, não é?

- Luna! - Neville exclamou com a namorada, por sua falta de tato.

- Qual o problema Nev? Ela só falou o óbvio - Dean Thomas interferiu, dando um sorriso para a garota que corou levemente.

Em pouco tempo, Ginny e Harry se encontraram mais uma vez sozinhos no sobrado, fazendo as entranhas do rapaz se contorcerem ansiosas. Mas como a garota ainda estava preocupada com a discussão entre Ron e Hermione, resolveu ir até a casa da amiga, com a desculpa de devolver-lhe o material que abandonara, saber o que de fato ocorrera.

---xxx---

Ginny esperou aflita até que Hermione abrisse a porta de sua casa. Se achou que seu irmão estava com uma aparência péssima, foi porque ainda não tinha posto os olhos na amiga. Hermione parecia completamente arrasada. Assim que permitiu a entrada da amiga, rumou para a sala, deixando a cargo de Ginny, fechar a porta e segui-la.

- Acabou Ginny.

- Mas por quê? O que aconteceu lá na casa do Harry?

Como se tivesse sido acionada por uma mola, Hermione se levantou do sofá onde sentara e começou a andar de um lado ao outro da sala, torcendo as mãos e falando sem parar, sob o olhar pasmo de Ginny.

- Aquela... Aquelazinha da Lavander ficou lá, toda melosa pra cima do Ron, na minha frente! Na frente de todo mundo! - Virou de frente para Ginny e perguntou feroz: - E sabe o que o seu irmão fez? NADA!! - Respondeu a si mesma, antes de retornar ao vai e vem nervoso pelo recinto enquanto gesticulava. - Ele ficou lá, todo solicito, ajudando a "pobrezinha da Lilá" a aprender a matéria para a prova.

- Vocês terminaram o namoro porque a Lavander deu em cima do Ronald e ele não fez nada? - perguntou com o cenho franzido de curiosidade.

- É... é... E também porque ele nunca entende o que eu falo... e... e porque ele... ele... Ah meu deus! Eu fiz uma grande besteira, não foi? - Hermione tampou o rosto com as mãos desesperada.

- Bom, Mione, é o que está parecendo. Pelo que você está contando, o Rony só poderia ser acusado de ser lerdo, tapado, ou as duas coisas. Mas isso você já sabia há muito tempo.

- Oh céus...

Hermione desabou ao lado da amiga no sofá, onde algumas lágrimas desceram pelo seu rosto sem permissão, enquanto ela escondia o rosto na almofada que puxara para seu colo. Ginny passou a mão pelos cabelos castanhos da outra, tentando acalmá-la e consolá-la, mas sem saber se de fato estava conseguindo. Na verdade, um detalhe a deixara fervilhando de curiosidade e mesmo sabendo que poderia estar sendo insensível, não conseguiu evitar perguntar:

- Me diga uma coisa, Mione. Como foi que o Rony conseguiu todos aqueles machucados.

- Draco.

- Como é? O Malfoy?

- Esse mesmo. Eu e o Rony... bem, nós estávamos discutindo e então o Draco apareceu... Ele foi gentil, perguntou se eu precisava de ajuda, mas o seu irmão, você sabe...

- Não sei, mas imagino. No mínimo, um falou alguma coisa que o outro não gostou e em seguida começaram a brigar.

- Resumindo é isso.

- E você?

- O que é que tem eu? O seu irmão agiu como um troglodita e eu... Eu perdi a cabeça... E o Draco... Bem eu estava furiosa com o Rony e bem... Eu fiquei com pena do Draco. Eu acho que seu irmão quebrou o nariz dele...

- Sério?!

- Ai eu ajudei ele e seu irmão não gostou.

- Como? Eu acho que não entendi direito. Primeiro, você briga com o meu irmão porque a Lavander jogou charme para ele e depois resolve ajudar o rapaz que já quis namorar você, em vez de ficar ao lado do seu namorado?

- O seu irmão acha que eu sou propriedade dele. - Hermione tentou se justificar.

- Sabe o que EU acho? Que você teve uma imensa crise de ciúmes e meteu os pés pelas mãos.

- Será?

- Hum-hum - a ruiva confirmou antes de continuar. - E se quiser voltar às boas com o Ronald você vai ter que dar o primeiro passo.


---xxx---xxx---

Remus Lupin apressou-se rumo à casa dos Tonks, onde esperou acanhado, que lhe abrissem a porta. Tinha que providenciar o mais rápido possível uma babá para Jéssica. Não podia ficar incomodando Andrômeda por muito mais tempo.

Contudo, não foi a prima de Sirius que atendeu à porta e sim a filha dela, Nymphadora. Com a aparência cansada, mas com um enorme sorriso, ela o convidou a entrar e esperar até que Jéssica terminasse de jantar.

- Como você estava demorando, resolvi servir um pouco de sopa para ela.

- Não precisava se incomodar.

- Não é incômodo nenhum, Jéss é um amor, não é querida? - A menina, ao ver o pai, sorriu com a boca ainda cheia de sopa, fazendo com que um filete encorpado escorresse por seu queixo.

Nymphadora limpou o rosto de Jéssica com um guardanapo, brincando em seguida com as pequenas bochechas. Ao ver o entrosamento de sua filha com a moça, Remus sentiu um aperto no peito e resolveu continuar a conversa.

- A sua mãe precisou sair?

- Ela foi visitar uma amiga, mas não se preocupe, eu adoro cuidar de sua filha. Na verdade, sou eu que faço isso na maioria das vezes.

- Eu... Er... Eu estou providenciando uma pessoa para ficar cuidando dela. - Garantiu, constrangido.

- Ah, bom... Eu não me importo de ficar com ela depois que chego da escola. - Serviu a última colherada da sopa para a menina e depois de limpar-lhe a boca, a pôs de pé no chão. - Muito bom, boneca. Agora vá dar um abraço no papai.

- Papah!

A menina exclamou, aproximando-se do pai, bamboleando em passos incertos, e enlaçando-o pelo pescoço com os braços roliços quando ele a pegou no colo e a abraçou.

- Olá, meu amor.

- Sua esposa devia ser muito bonita.

- Ahm? - Remus exclamou surpreso, recolocando a filha no chão e encarando Nymphadora, que olhava para ele, incerta.

- É que acho Jéssica uma criança linda. E como ela tem os cabelos e os olhos tão diferentes dos seus, pensei que deveria se parecer com ela.

- Sim... Marlene era realmente muito bonita.

- Desculpe, eu não quis dizer que você é feio. Porque você não é, muito pelo contrário. É só que ela não se parece muito com você... Acho que seu, ela tem somente o formato da boca, o nariz... - Nymphadora corou levemente e interrompeu-se. - Nossa desculpe. Eu falo demais.

Remus Lupin sorriu para a jovem à sua frente, nitidamente encabulada, e não pôde deixar de se encantar com aquele jeito tão franco.

- Não tem porquê. É bom conversar com alguém que não fique medindo o que falar perto de mim.

- Oh, sim... - Se possível ela ficou ainda mais envergonhada ao ouvi-lo e ele resolveu explicar.

- Quero dizer, os meus amigos tendem a acreditar que eu não suportaria continuar uma conversa se por acaso fizessem alguma menção à Marlene, então, normalmente, medem bastante as palavras quando conversamos.

- Entendo.

- É claro que dei motivos para isso quando abandonei Jéssica com os avós, logo após a morte dela.

- Você abandonou sua filha?!

Nymphadora sentou-se ao lado de Remus no sofá, iniciando uma longa conversa sobre o passado deles enquanto observavam Jéssica brincando com uma enorme boneca (que pela aparência devia ter sido da própria Nymphadora quando criança). Depois de algum tempo, a menina cansou-se da boneca e aninhou-se nos braços do pai. Entretidos, Remus e Nymphadora ficaram surpresos ao ver Jéssica ressonando calmamente, muito tempo depois.

De uma forma inesperada, contar sobre sua vida não deixou Remus chateado. Foi realmente como se uma grande parte do peso que carregava sobre os ombros tivesse sumido. Na verdade, ele se pegou mais preocupado do que deveria com as opiniões que a jovem ao seu lado pudesse ter sobre ele.

Muito mais tarde do que poderia imaginar a princípio, Remus se despediu da jovem, agradecendo por todo trabalho que esta tivera com Jéssica e também pela agradável conversa. Voltou para casa, onde, após acomodar Jéssica em seu berço, serviu-se de uma grande dose de uísque indo acomodar-se em sua poltrona preferida.

Enquanto o liquido escorria por sua garganta, queimando, ele deixou seus pensamentos vagarem livres. Não foi uma decisão muito sensata. A imagem da bela jovem de cabelos castanhos e sorriso aberto se sobrepôs a todas as outras. O rosto em formato de coração, os olhos escuros que brilhavam quando ela sorria... Ela era muito jovem. Ao mesmo tempo, sabia cuidar tão bem de Jéssica... Pudera ver o carinho que existia entre as duas, naqueles poucos momentos que estiveram juntos.

Não. Eles não estiveram juntos. Nymphadora estava, somente, cuidando de sua filha para que ele pudesse trabalhar. Não era como se ficar lá, conversando durante horas com ela, enquanto a via alimentar e brincar com Jéssica, fosse se repetir. Não que tivesse sido desagradável. Na verdade, ele não se lembrava de se sentir tão bem, há muito tempo. E isso era, incompreensivelmente, ruim. Não podia se dar ao luxo, de se encantar por alguém. Não mais. Muito menos por alguém tão bonita, tão jovem e tão alegre quanto ela.

---xxxx---xxx---

- Ainda bem que chegou, Ginevra. - Molly Weasley exclamou assim que sua filha entrou em casa pela porta dos fundos. - Por acaso você pode explicar o que aconteceu com o Ronald? Ele chegou todo lanhado e...

Interrompendo as palavras preocupadas da mãe e rumando sem demora para a escada, Ginny falou, apressada:

- Eu vou até lá falar com ele, mãe.

- Espere Ginny. - A matrona tirou a panela de ferro de cima das chamas do fogão à lenha e apoiou as mãos na cintura. A expressão mais preocupada que antes ao ver que havia sido deixada falando sozinha. - Será que ninguém pode simplesmente responder a uma simples pergunta nessa casa?

- O que houve mãe?

Molly apoiou uma das mãos no rosto e fechou os olhos, alisando um ponto entre eles onde umas fisgadas avisavam que brevemente teria uma bela dor de cabeça, antes de responder ao filho que acabara de entrar na cozinha.

- Nada, Fred.

- Eu sou o George, mãe.

- Desculpe querido. Vá lavar as mãos para o jantar e avise aos seus irmãos que eu já vou servir, sim?

- Pode deixar, mãe. - O gêmeo assentiu antes de continuar rapidamente enquanto saia do cômodo: - A propósito, eu sou mesmo o Fred.

--~~--

Ginny alcançou rapidamente o quarto de seu irmão Ronald, no último andar da casa. Bateu rapidamente e abriu a porta ao mesmo tempo em que pedia permissão para entrar.

- O que você quer Ginevra? Me deixe em paz, que eu não 'tô bom... - O rapaz, afundado de lado em sua cama, rugiu sem olhar diretamente para ela.

- Eu só vim ver como você estava depois da briga.

- Como você sab... – Agora sim ele olhou diretamente para a irmã, com o cenho franzido e as orelhas vermelhas. Ajeitou-se de encontro à cabeceira da cama e continuou, com o tom carregado de ironia. - Não responde. Já sei, você conversou com ela. Afinal, o que você veio fazer aqui, Ginny?

- Só isso mesmo: saber como você está. E também dizer que não concordo com a decisão da Hermione de terminar com você.

Ginny falou calmamente. Sinceridade e preocupação evidentes (ao menos ela esperava) em sua voz. Sentou-se na outra extremidade da cama do irmão e acarinhou-o nas pernas compridas que ele havia deixado esticadas, enquanto a olhava atentamente.

- Sei...

- É claro que eu acho que você poderia passar a prestar mais atenção ao que acontece à sua volta e não ficar dando motivos pra ela ficar possessa.

- E eu por acaso dei motivos? A Hermione é louca!

O rapaz gesticulava furioso e à irmã só coube rolar os olhos para a cena.

- Ron, você tem que entender que quando um rapaz não faz NADA quando uma garota, que NÃO É a sua namorada, se joga para cima dele... É motivo.

- A Hermione tinha que confiar mais em mim. Eu não fiz nada demais, todo mundo viu. E nada justifica o fato dela não ter me apoiado quando briguei com aquela doninha...

- Aí está outro ponto. Nenhuma garota, bom... a maioria pelo menos, gosta de namorar um cara que resolve tudo no braço.

Ron olhou para a irmã entre incerto e magoado. Tudo que ele tinha querido era se entender com Mione e em vez disso, ela acabara terminando o namoro com ele. Para completar tinha brigado com Draco Malfoy, filho de um dos conselheiros da cidade e, apesar de ter feito um estrago no rosto esnobe do outro, uma dor incessante no lado direito de seu maxilar, dizia que em algum momento Malfoy tinha conseguido acertá-lo em cheio. Foi com um murmúrio que se justificou.

- Mas ele mereceu.

- Não estou dizendo que o Draco não tenha merecido, só estou tentando explicar que ter brigado com ele não mostra suas qualidades.

- 'Tá Ginny, já entendi, ok? Agora me deixa em paz.

- Certo... - A garota levantou da cama e rumou para a porta, mas antes que a abrisse, virou o rosto para o irmão e, com um sorriso maroto, perguntou: - É verdade que você quebrou o nariz dele? - Ronald confirmou com a cabeça e riu levemente ao ouvi-la exclamar. - Legal!

--~~--

Muito à contra gosto (do seu cérebro, pois seu estômago já há muito tempo estava reclamando), Ronald desceu para o jantar. Ginny, em apoio a ele, tentou durante a maior parte da refeição, desviar a atenção da mãe do hematoma que o irmão exibia no queixo, contando uma história comprida sobre a excêntrica família de sua amiga Luna.

Contudo, o que afastou definitivamente a atenção de Molly e Arthur da aparência do filho mais novo foi o comunicado que os gêmeos, George e Fred, fizeram assim que a mãe começou a recolher as travessas quase vazias de cima da mesa.

- Nós sabemos que o queixo de vidro do Ronald é realmente...

- ...verdadeiramente...

- ...efetivamente digno de atenção, mas queríamos contar uma novidade.

Fred e George falavam alternadamente, com sorrisos idênticos, causando um olhar suspeito de sua mãe que exclamou, voltando a se sentar ao lado do marido.

- Oh céus, o que vocês dois aprontaram agora?

- Poxa mãe! Ouvindo a senhora falar assim...

- ...até parece que a gente vive dando trabalho.

- Ué, e não? - Perguntou Ginny, mordaz.

- Nem sempre, Gininha. Ultimamente você, e o Roniquiens é que estão ocupando esse posto. - George respondeu com uma sobrancelha levantada. Porém, antes que a irmã retrucasse Fred continuou.

- O que estamos querendo avisar é que, já que acabamos a escola...

- ...e está muito difícil de arrumar um emprego que nos agrade...

- ...e que nos pague o que merecemos...

- ...principalmente aqui...

- Falem de uma vez! - Exclamou Ronald, irritado.

- Calma Ron. A mamãe nunca lhe disse que o apressado come cru? – Perguntou George com uma expressão de falsa inocência, deixando o irmão mais novo ainda mais esquentado.

- Não, mas eu vou te dizer para ir tomar...

- Ronald Weasley!

- Desculpa, mãe.

- Certo. Depois dessa interrupção tão prazerosa, nós,...

- ...eu e George,...

- ...queremos avisar que conseguimos um emprego...

- ...na verdade é um modo de vida...

- Agora já chega! Falem logo o que têm a dizer.

Arthur Weasley bradou de seu lugar na mesa, fazendo os gêmeos encolherem alguns centímetros e abaixarem o olhar, até então divertido, para as próprias mãos. Limpando a garganta, e depois de mirar seu igual, sentado ao lado, George falou sem rodeios.

- Nós fomos aceitos no Exército.

- O QUE?

- Isso mesmo mamãe. - Fred tentou desanuviar o ambiente. - Sorria, seus dois filhos queridos estão indo para a guerra.

- Nem pensar. – A matrona protestou, pedindo, em seguida a interferência do marido. - Arthur!

Atendendo ao apelo da esposa, Arthur Weasley, segurando nas mãos trêmulas dela, pediu aos filhos.

- Expliquem essa história direito rapazes.

Mas não havia muito para Fred e George explicarem. Eles tinham se alistado no Exército para poderem enfrentar os alemães, como a maioria dos rapazes da Inglaterra fazia assim que completavam os estudos, ou mesmo antes, à partir dos dezessete anos.

--xx---xx--

E assim as férias de verão se aproximaram mais rápido do que os Weasley desejavam.

As provas finais não trouxeram nenhuma surpresa, e todos, sem exceção, conseguiram boas notas nas avaliações (inclusive Lavander na prova de física).

Ronald e Hermione mal se falaram durante as duas últimas semanas de aula, em que a garota passou a sentar ao lado de Neville na fileira de trás. Ron, certo de que, ao menos dessa vez, a culpa pelo término do namoro não era dele, vivia de cara amarrada para Hermione, e respondia às tentativas dela de iniciar um diálogo, com grunhidos e monossílabos.

Ela por sua vez, somente tentou conversar com Ron nos primeiros dias após a discussão entre eles. Depois, achando que já tinha feito muito e deixando o orgulho falar mais alto, agia como se o rapaz a tivesse ofendido, passando a olhá-lo com um ar superior, muito embora, Ginny a tivesse surpreendido várias vezes com os olhos vermelhos e inchados, naqueles dias.

Fred e George embarcaram para Londres, para se apresentarem no quartel ao qual serviriam, no final da primeira semana de julho, logo após se formarem na escola. Deixaram para trás pessoas queridas, que os amavam muito e que agora tinham o coração ainda mais apertado por causa das incertezas que aquela odiosa guerra trazia.

Molly Weasley somente aceitou deixar a estação, quando mais nenhum resquício do trem, que levava mais dois de seus filhos para a guerra, podia ser avistado.

Harry beijou os cabelos vermelhos e soltou os ombros de Ginny, quando esta foi até a mãe para consolá-la. Apesar de terem ainda algumas horas até o pôr-do-sol para namorarem, sabia que naquele dia não haveria clima para isso. Os gêmeos fariam muita falta e Harry torcia para que eles pudessem voltar em breve para casa, sãos e salvos.

Procurou em volta por Ron, só pra constatar que o amigo tinha sumido. Foi com uma ponta de tristeza que percebeu que, desde que começara a namorar Ginny, ele e Ron haviam se afastado. É claro que o namoro deste com Hermione também tinha contribuído. Era natural querer passar todo tempo possível com a namorada, mas Harry, mesmo assim, se sentia culpado pelo afastamento.

Bom, não era tarde demais para dar um jeito naquela situação, pensou, levando apenas mais um segundo para decidir onde começar a procurar pelo amigo. Estando brigado com Mione, Ron não iria para a casa dela - o que seria a opção mais provável se eles ainda estivessem namorando. A Toca também não era uma alternativa, já que pelo que conhecia do outro, ele ia preferir ficar sozinho.

Alcançou com rapidez os degraus de madeira que levavam para a casa da árvore, abrindo com um só movimento o alçapão de entrada. Antes mesmo de se acostumar com a penumbra, que dificultava a visão dentro do cômodo, Harry ouviu Ron reclamando.

- O que veio fazer aqui? Se marcou um encontro com minha irmã, pode ir dando o fora.

- Não é nada disso. Eu estava te procurando. - Falou terminando de entrar.

- Por que, posso saber?

Harry sentiu ganas de voltar para casa, mas decidiu relevar. A vida de Ron não andava muito tranqüila.

- Olha, vou fingir que não escutei, ok?

Harry sentou-se ao lado de Ronald e ficaram em silêncio durante longos instantes. Quando já estava começando a acreditar que talvez tivesse sido uma má idéia procurar o amigo naquele momento, ouviu-o perguntar.

- Você podia pensar neles indo pra guerra?

- Fred e George?

- É.

- Não, na verdade.

- Sabe... Parecia algo natural quando Bill e Charlie decidiram ir, não sei se era porque eram mais velhos. Mas os gêmeos... - O silêncio pesou durante alguns segundo antes de Ron continuar. - E nós?

- O que é que tem a gente?

- Você já pensou nisso? Você sabe... ir para a guerra, e tudo mais?

- Acho que nunca pensei sobre isso, realmente... Mas, bem... É meio óbvio, não é? Eu não vou ficar aqui parado, se os alemães ainda estiverem cometendo atrocidades...

- É, não é?

Nada mais precisava ser dito. Nenhum deles era ingênuo o suficiente para acreditar que aquela guerra findaria antes que eles tivessem idade para entrar nela. Não depois de terem escutado, ávidos, os relatos que o pai e o padrinho de Harry tinham feito quando estavam na cidade. Não com as notícias que escutavam nos noticiários da rádio, ou liam nas manchetes dos jornais. Um ano. Apenas mais um ano e aí, seriam eles a embarcar naquele trem para Londres.

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N/B Sally: Minha primeira vez com a Pri. Aii!!! Deu frio na barriga, sabem? Mas, apesar de eu ser uma grande chata, ela foi tão querida que eu não pude deixar de amar a experiência, rsrs. E amar porque eu AMO essa história e porque não há nada mais gratificante do que participar, de alguma forma, de uma história que você AMA de verdade. Como historiadora e escritora, acho tremendamente sedutor entrar nesse cotidiano de guerra, mas longe dela. Ver os pequenos problemas em contraste com os grandes. Ver nossos queridos personagens se aprofundarem em si mesmos. Como leitora e fã, só tenho a dizer, querida: você arrasou!!!! E eu espero mais, sempre mais! Um beijo enorme.

N/A: Amores, desculpe a demora, mas o meu dia-a-dia anda atribuladíssimo. Primeiro quero agradecer à minha querida Pam por além de betar, me ajudar com idéias e sugestões para o capítulo. Eu digo e repito, você é quase co-autora dessa história. Te amo. Beijos mil. E depois, quero agradecer à minha amiga Sally Owens que aceitou betar para mim. Foi uma honra para mim. Obrigada mesmo por tudo, inclusive pelas críticas e sugestões. Te amo, mil beijos.

Um agradecimento também a:Kelly (Pelo menos alguém concorda com a atitude do James, hihi.Bjks querida.), Aluada, Charlotte Ravenclaw (suas preocupações serão atendidas, hihihi Bjs), Lua Potter, Clara, Yumi Morticia Voldemort (que bom que vc me encontrou, espero que tenha gostado desse, bjks), Danielle Pereira (Acho que você entendeu errado, quando a mãe da Jéssica morreu, ela tinha 6 meses. Quando foi pra Bourghill com Remus, ela já tinha 1 ano e meio. Nesse capítulo ela já tem quase 2 anos. Bjks), Jéssica M Adams, Sônia Sag (Tô morrendo de saudades, mana. Te amo. Bjks),Mica Caulfield (Nossa, obrigada mesmo pelo comentário, fico feliz que eu consiga fazer tudo isso. Bjks), Naty L. Potter (AMADA, to com saudadeeeee. É a filha do Remus se chama Jéssica por causa da nossa querida Morgana. Bjks), BERNARDO (Amei te conhecer pessoalmente, bjsss), (Eu sei que você ainda não chegou nesse, mas quando chegar já ganha um beijo.), Aninha Weasley, Patty Potter Hard, Ninha (Calma moça, ainda tem muita guerra pela frente, hihihi) e a todos que leram mas não comentaram.

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