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6. Clube de Duelos


Fic: Harry Potter e o Príncipe Mestiço - 4 ANOS de FIC em andamento


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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    A aula mais nojenta da história foi comentada o restante
do dia. Harry até se esquecera de que seu feitiço fora o mais forte, a única
coisa que via em sua mente, era a gororoba que tinha virado o corpo do zumbi.

    – Se a próxima aula não for ao ar livre, eu não vou! –
reclamou Rony na aula de transfiguração.

    A maioria dos alunos reclamavam barbaramente do aumento da
dificuldade das transformações, mas por incrível que pareça, para Harry ficou
mais fácil do que era antigamente. Hermione como sempre era a melhor, não
deixava passar nem um exercício sem arrancar elogios da professora McGonagall.
Sara tinha um pouco de dificuldade, mas não tanto como Rony ou Neville.

    – Harry... você ta mudado – comentou Hermione. Os quatro
estavam em grupo na mesma mesa.

    – Mudado? – indagou Sara. – Como ele era antes?

    – É? O que eu tenho de diferente? – indagou.

    – Não sei... é que você parece estar mais... sei lá... forte
e isolado – Rony fez uma cara entre desconfiamento, nojo e concordância.

    – Realmente eu me sinto um pouquinho mais forte... – disse
transfigurando seu rato num passarinho estranho. – Desde aquela coisa...

    – Você falou com o professor Dumbledore, sobre o prof
Felicius?

    – Ah... não me esqueci. Depois eu comento isso com ele –
garantiu-lhe. Sara ficou quieta, não tinha mais tanta certeza de que tudo que
Harry falava era mentira.

    – E ai – começou Rony –, vai nos dizer quem vai convidar para
o baile, ou vamos ter que adivinhar?

    – Nem eu sei – respondeu deprimido. – Na verdade eu to quase
me arrependendo de ter dispensado a Paty.

    – Ah... – Hermione disse sorrindo marotamente –, Harry você
consegue alguém melhor.

    – Ela só estava interessada no seu nome – ajudou Rony. –
Aquele corpo está sendo desperdiçado por uma mente inútil – disse balançando a
cabeça.

    – Existem mais garotas – começou Sara, dessa vez – com corpos
tão belos quanto o dela. Só que estas não andam com roupas menores que a
vergonha por ai...

    – Ou seja, ao contrário de Paty, elas tem uma coisa que se
chama decência.

    – Realmente... Paty usa roupas minúsculas – disse Harry se
arrepiando e se sentido desconfortável. – Aquele decote dela – disse se
sacudindo. – Foi um golpe baixo.

    – Mas deixe estar... o inverno vai chegar... ai quero vê-la
se esbaldar – completou Sara.

    – Não sabia que você conseguia fazer rimas – disse Harry em
tom de brincadeira.

    – Não duvide das minhas capacidades – ponderou.

    – Veremos no clube de duelos... – completou malévolo.

    – Coitado – subestimou-o.

    – Você faz par comigo, não faz?

    – Se você me agüentar... – concordou superior.

    – Coitada – subestimou-a. Rony e Hermione se entreolharam
preocupados com a competitividade.

    A sineta tocou e todos saíram para aproveitar o restante do
dia (da noite pois estava escurecendo). Harry foi para seu dormitório e pegou a
capa de invisibilidade, o mapa do maroto e a incrível quantidade de livros que
havia ganho de aniversário e comprado no beco diagonal. Saindo para o Salão
Comunal já coberto viu que Sara estava sozinha no sofá, lendo algo sobre poções.
Aproximando-se sorrateiramente, chegou perto do seu ouvido e gritou:

    – Saraaaaaa! – ela pulou de susto se virou e não viu
nada.

    – Harry! Seu maldito – deduziu brava. – Saia dai se é
homem...

    – Depois te provo que sou homem, Sara – disse saindo, em tom
de brincadeira – Mas vai ser de um jeito mais gostoso e menos doloroso – Sara
ficou vermelha de raiva e vergonha. Olhando para o nada. – Agora preciso
aprender uns truquinhos, lá fora – disse rindo e saindo pelo retrato da mulher
gorda.

    – Amanhã você me paga – disse.

    – Você é a única pessoa que me faz rir ultimamente – comentou
Harry rindo. – Bom piada...

    – Estou falando sério – disse ofendida mas no fundo feliz com
elogio de Harry.

    – O.k., então amanhã agente se acerta, até – disse com o
quadro se fechando.

    Sara pensou muito na veracidade das palavras de Harry. Ele
estava realmente frio no trem. Tudo bem, não podemos dizer que ele agora é o
senhor felicidade, mas ainda assim ria. O que será que tem naquela profecia que
Harry tem tanto medo que ela descubra? Os flashs da aula que ela teve na manhã
com Harry, ainda flutuavam em sua mente. Sirius Black era inocente e o garoto
realmente duelou com Você-Sabe-Quem. Aqueles olhos vermelhos, esbanjando fúria e
ódio, davam medo nos corações mais valentes. Sara não sabia o que era aquele fio
dourado que ligou as varinhas, mas teve curiosidade de perguntar. Nas próximas
vezes que atacasse mentalmente Harry tomaria mais cuidado.

    Harry havia estranhado ter visto Rony e Hermione sem
discutirem, sozinhos no Salão principal, mas resolveu não intervir. Harry foi
até a parte traseira da escola, onde poderia fazer uns testes, sem ser
incomodado e sem destruir as paredes do castelo.  Sentou-se na grama,
observou os lados, então abriu o livro e começou a ler.

    – Bom primeiro eu tenho que resistir as investidas de Sara –
murmurou. Pegou o livro de defesa e folheou-o. – Exitem ataques que um
simples "Protego", Feitiço Escudo, não basta. Necessita-se então de algo mais
resistente e complexo, que bruxos de grande poder podem conjurar
...

    Harry ficou observando e testando os novos feitiços
defensivos. Ao contrário do Protego, que apenas formava uma fina capa em
que o conjurava, estes formavam grandes, brilhantes e reluzentes escudos
dourados. Pareciam ser parte material, parte energéticos. Algumas vezes Harry
pode ver que possuíam detalhes esculpidos, antes que desaparecessem como uma
nevoa. Olhou no livro e viu que havia conseguido completar a magia, ficou feliz
de pelo menos poder proteger-se agora da maioria dos ataques. Harry imaginou se
seria mesmo verdade que o Avada Kedavra é impossível de ser bloqueado.

    – Escudio Guardium! –  essas eram as
palavras mágicas. Um reluzente e resistente escudo se formava, Harry aprendera
sem um professor, e, de acordo com o livro, isso era motivo de orgulho, pois
poucos bruxos os conjuravam. Harry ficou feliz, pelo menos não era um tapado
total, teria uma chance contra Voldemort ou pelo menos contra Bellatrix. Mal
sabia Harry que estava sendo observado por um velho feliz de longas e prateadas
barbas.

    – Muito bem Harry, muito bem... – murmurou para si mesmo se
afastando. – Vejo que aceitou seu destino.

    Harry continuou estudando mais um pouco, para aperfeiçoar seu
feitiço defensivo principal, depois resolveu passar para os ataques. Pegou um
livro que tinha um um raio, um sol, e desenhos que pareciam representar os
principais elementos vigentes na terra, em ouro na capa. Harry estranhou a
semelhança da forma do raio, com a sua cicatriz. Aquele livro, Remo havia lhe
dado. Abriu aleatoriamente.

    A força do relâmpago, impelida da varinha, em direção ao
seu oponente. Um ataque fulminante e letal. Para poder conjurá-lo, você deve ter
afinidade com certos elementos. Esta afinidade, pode variar a intensidade dos
ataques.

    –
Ohhh... – Harry olhou para os dois lados e viu que não
havia ninguém. Apontou a varinha na direção da floresta e murmurou as palavras:
Relampuz! – nada. Só faíscas. Pense em nuvens carregadas,
Harry
, disse uma voz em sua cabeça – Relampuz!



    Sara estava sentada no salão comunal da
Grifinória, com Rony e Hermione, conversando. Ouviram o som de um trovão,
particularmente forte, que os fizeram se sobressaltar.

    – Ih... acho que vai chover – disse Rony.

    – Mas tem estrelas! – reclamou Hermione. – Que estranho...
agora não tem mais. O tempo fechou rápido – Sara olhou para o céu. Pensou em
Harry...

    – Não... ele não tem tanta capacidade – murmurou sacudindo a
cabeça.

    – O que foi Sara?

    – Nada, nada...



    Enquanto eles analisavam o porque de um
trovão, numa ex-noite estrelada, Harry tentava apagar o fogo da árvore que
acabara de derrubar. Trêmulo com o susto que levou, vindo do ataque, que
irrompeu de sua varinha, estava ao mesmo tempo assustado, feliz e impressionado.

    – Credo! – guinchou para si mesmo. – Tenho que cuidar
para aonde aponto essa coisa. – Harry ainda olhava para ver se ninguém assistira
a cena. Felizmente todos pensaram que isto fora um efeito natural e permaneceram
no castelo.

    – Humm... Harry – ouviu se a voz de Dumbledore. Harry ainda
lutava contra as chamas. Se virou e viu o professor começar a ajudá-lo

    – Ah... oi professor. É que... eh... eu não esperava...

    – Foi muito bom. Mas acho que você precisa de um lugar melhor
para fazer essas coisas. Elas podem ser perigosas.

    – É... eu percebi. Obrigado – Dumbledore terminou de apagar o
fogo. Olhou Harry com orgulho e foi para a pilha de livro que tinha, viu a
página que Harry estudava e começou a folheá-lo.

    – Vou ver se acho um lugar mais seguro para isso aqui Harry.
Fico feliz que tenha aceitado o seu destino e feliz que esteja começando a
entender seus poderes. Estou sentindo mais orgulho do que você pode imaginar –
Harry estava meio triste com a parte do destino, mas ficou feliz que o professor
não tenha o ralhado. – Olhe... estude este, não causa tanto barulho e é muito
útil.

    – Obrigado – disse Harry calmamente. – Professor? Sabe o Prof
Felicius?

    – Claro Harry.

    – Pois é... se lembra daquele meu sonho – Dumbledore pareceu
levemente interessado.

    – Lembro...

    – Hummm... é que eu me lembrei que a pessoa que tocou minha
cicatriz... foi esse professor! – disse exasperado.

    – Obrigado Harry, irei analisar agora, essa informação, tome
cuidado com as mágicas desses livros, algumas podem ser bem perigosas.

    – Está bem.



    Harry ficou testando e testando algo que
parecia ser um "Estupefaça" mais forte e alaranjado, meio que puxando para
dourado.

    – Será que tudo o que eu faço agora é dourado? – indagou
preocupado.

    Ficou atacando pedregulhos, eles se partiam ao meio. Depois
que um pedregulho, particularmente grande, foi facilmente destruído, Harry se
sentiu extremamente cansado e resolveu dormir, pelo menos conseguiria segurar
por algum tempo Sara, se ela soubesse algo mais que estuporar. Quando Harry
chegou no salão comunal estavam apenas Rony, Hermione e Sara, o restante já
havia ido dormir.

    – Preparado para morrer? – perguntou Sara, que mesmo sem
vê-lo sabia que estava lá.

    – Claro – disse calmamente, retirando a capa. – Mas eu diria
para não me irritar.

    – A não se preocupe... tem gente que vai isso por mim.

    – Quem?

    – O filho de Jaques. Acabei de descobrir que o cara mais
lindo e idiota veio junto com ele – Harry apertou os olhos.

    – Lindo?

    – É... – disse Hermione e Rony apertou os olhos, ainda mais
que Harry. – Mas completamente egocêntrico.

    – Acredite Harry, ele ganha de você.

    – Ganha em quê? – perguntou exasperado.

    – Em tamanho de Ego, beleza e quem sabe duelos... – beleza
ela só disse para provocar, pois Harry tinha olhos que a enfeitiçavam, mesmo que
não admitisse.

    – Uma OVA! – retorquiu ofendido, com os olhos brilhando.

    – É... quem sabe ele tem um ego um pouco menor que o seu –
Hermione abafava risadinhas e Harry estava vermelho e pronto para disparar um
relâmpago bem no meio do umbigo daquele francesinho.

    – Ele é horrível... – disse Rony enojado. – Mas a irmã dele,
é uma rosa. Delicada, bela e espinhenta. Vocês viram quando eu tentei puxar papo
com ela? Quase me usou como capacho... acho que ela achou que eu sujaria mais os
pés dela se fizesse isso.

    – Franceses – bufou Harry. – Eu vou é dormir... nem sei
porque estou tão cansado.

    – Não se esqueça de esvaziar sua mente – lembrou-o Sara.

    – Claro Professora – concordou sorrindo, mas ainda um pouco
emburrado, indo dormir.

    – Professora? – indagou Hermione.

    – É... dou aulas de oclumância para ele... acho que o Snape
era muito "Severo".

    – Ah... poxa... você deve ser boa. Você é... umm... Viu que
pensamentos dele? – perguntou curiosa.

    – O que eu vejo, fica entre eu e ele – disse calmamente. –
Mas algumas memórias dele, você estava presente... – disse pensativa – eu vi
você no departamento dos mistérios, o patrono de não sei quem... e que vocês
estavam presentes só... eu acho...

    – E Sirius? – perguntou preocupada. Sara a olhou tristemente.

    – Mione! – reclamou Rony.

    – Quieto Rony. Dumbledore confia nela, se a deixou invadir a
mente de Harry.

    – Eu infelizmente fiz ele reviver a hora exata da morte de
Sirius. Vocês não viram a cara dele depois – Hermione suspirou, pensativa.

    – Deve ser por isso que ele está tão isoladão... – comentou
Rony. – Não puxa mais assunto, quetão, as vezes até vejo ele tentando disfarçar.

    – Não sei se é só por isso Rony – completou Hermione. – Toda
aquela história de profecia – disse sussurrando para os dois. – Eu acho
que ele não contou a história toda... – Sara ergueu as sobrancelhas preocupada.
– O que foi Sara?

    – Essa coisa de profecia é seria mesmo, hein... – disse
sombriamente.

    – É. Quase morremos fim do ano passado, por isso.

    – Harry sabe a profecia – disse Sara.

    – Ah... como eu suspeitei. Mas não vamos pressioná-lo, quando
se sentir preparado ele nos conta – disse Hermione com veemência. – Você nunca
vai conseguir ver isso?

    – É difícil, eu vejo só flashs de lembranças dele – comentou
Sara.

    – Você viu Você-Sabe-Quem? – perguntou Rony assustado.

    – Vi... – disse tremendo ao se relembrar dos olhos. – Ele é
medonho.

    – Ta mas... mudando de assunto – disse Hermione com um
sorriso maroto. – Vocês viram uma pontada de ciúmes no Harry, quando Sara
elogiou Philip? – Rony riu.

    – Aquilo é por pura questão de quem é melhor – retorquiu
Sara. – Ele se acha perfeito e não pode imaginar ninguém melhor que ele – disse
com impaciência.

    – Encare como quiser, para mim é ciúmes – disse Rony.

    – Ah... agora disse o Senhor-Que-Não-Tem-Ciúmes-Da-Hermione –
ironizou Sara. Os dois ficaram meio vermelhos. – Você já convidou a Hermione
para o baile Rony? – disse saindo, em direção ao dormitório, deixando os dois
constrangidos. Depois que ela bateu a porta Hermione se voltou para Rony e ele
estava com as orelhas em chamas.

    – Eu... vou é... dormir – disse se levantando.

    – Hummm... só uma coisinha Mi-Mione – disse se levantando.
Rony respirou fundo, tentando se acalmar. – Ela tem razão... eu ando muito...
é... um... você sabe... por isso, por isso... queria te pedir... para ir ao
baile comigo... v-você quer? – Hermione pensou. Ainda era o primeiro dia de aula
e tanta coisa havia acontecido. Mas quando seus olhos encontraram os de Rony ela
sorriu, meio constrangida e disse:

    – Adoraria Rony – deu lhe um beijo na bochecha. – Pensei que
nunca pediria.

    – Mas é o primeiro dia de aula – disse emburrado. Rony passou
as férias todas tentando criar coragem.

    – Há quanto tempo eu te conheço, hein? – disse erguendo uma
sobrancelha. – Tudo bem... – Algumas pessoas demoram para crescer e entender
essas coisas
, pensou. – Boa noite – disse subindo os degraus para o
dormitório, olhando para Rony que parecia ter descoberto que o natal chegará
mais cedo.

    Na manhã seguinte o sexto ano teria sua primeira seção de
Clube de Duelos
. Harry estava disposto a ter uma certa "rivalidade" com
aquele francesinho. Ia mostrar que não era só um nome famoso, ia mostrar quem
era para Sara parar de subestimá-lo. Ela havia visto muitas de suas memórias,
mas ainda assim pensava que ele gostava da fama que tinha. Como se eu
preferisse que meus pais estivessem mortos... como se eu tivesse pedido para ele
entrar e matar os dois e deixar essa merda na minha testa...
pensava, o
rancor do seu destino, revirando-se na cama.

    Harry acordou com uma travisseirada na cara.

    – Acorda... covarde! – era a voz de Sara.

    – Quem te deu direito de entrar aqui e me acordar desse
jeito? – perguntou emburrado, massageando o nariz e colocando o óculos.

    – Você vai perder o café e o Clube de Duelos. Ou era
esse seu plano? Afinal, conseguiu aprender alguma coisa, sozinho em uma
noite?

    – É... alguma coisa – disse se levantando e dando um longo
bocejo, se esticando. Olhou para Sara e essa o olhava. – Que que ta olhando?

    – Ah? Nada... é que você é engraçado quando acorda – disse
disfarçando. Harry riu.

    – Engraçado? – disse descrente.

    – É... – Harry decidiu passar para uma mais direta, para
vê-la nervosa.

    – O.k. Tenho que tomar banho sabe – disse maroto. – Vai me
dar licença... ou quer me acompanhar?

    – Você não tem jeito – disse saindo emburrada.

    – Obrigado – disse tirando a camisa. Sara olhou para trás e
deu um sorrisinho. Até que é bonitinho quando acorda, pensou.

    Descendo as escadarias, chegou no salão principal, tomou seu
café e viu que Paty o olhava com cara de poucos amigos. Que desperdício...
Enfim, Harry comia tranqüilamente até que olhou para a outra ponta da mesa da
Grifinória. Rony e Hermione estavam conversando na mais perfeita harmonia. Rony
parecia um cachorro cuidando da dona, quando chegava outros garotos perto de
Hermione, ele lançava um olhar cortante, que rapidamente afastava os
pretendentes. E o pior: Hermione parecia gostar disso.

    Sara sentou-se de frente para Harry com uma cara meio
preocupada, com seus olhos castanho-esverdeado passeando pelo salão.

    – O que você fez para o Rony e a Hermione? – perguntou
preocupado.

    – Ah... parece que o Rony convidou a Mione para o baile... só
dei um empurrãozinho.

    – Hammm... Mas não é por isso que você está com essa cara, é?
– disse a analisando.

    – Não... é que Philip me disse que iria participar do
Clube de Duelos
do meu ano. Sabe aquele papo meloso de francês, disse que
vai só por minha causa, vai cuidar de mim... – ela fez uma cara de ofendida. –
Aquele lambido não sabe nem trocar as próprias cuecas e quer "cuidar" de mim –
Harry abriu um sorriso.

    – Não foi você quem disse que ele é melhor do que eu.... –
ironizou.

    – Melhor do que você... não é muito difícil ser – falou em
tom superior.

    – Veremos... – nesse momento Sara analisou a cicatriz de
Harry, que estava exposta. Harry percebendo se aprontou em escondê-la. – Nada
pessoal... mas não gosto que olhem para ela.

    – Porquê? – indagou estranhando.

    – Não gosto. Não sou vitrine para ficarem me olhando e
apontando – Sara estranhou. – Não foi você que passou seis anos da sua vida
sendo importunado por causa de um raio na testa.

    – Raio... Ela não é feia... – disse Sara pensativa.

    – Ela dói sempre que Voldemort sente alguma emoção forte –
disse Harry, para que ela entendesse. – Acredite, não é bom ter essa antena aqui
– disse apontando para a testa. – Agora vamos... A aula é lá fora...

    Os dois foram um dos primeiros a chegarem nos planos jardins,
onde estudariam. O dia estava ensolarado. O professor era parecido com Bartô
Crouch, para resumir. O filho dele, era resumidamente sua cópia lambida de olhos
azuis. Harry o olhou apertando os olhos.

    – Sara! – disse Jaques com um sotaque francês (P.S: Não vou
fazer como a JK... eles tem sotaque francês.... ok?) – Que bom revê-la!

    – Também é bom te rever, prof Jaques – disse meio chateada.
Harry olhou desconfiado para o filho de Jaques.

    – Quem é o seu amig... – disse olhando para Harry, mas então
viu um traço da cicatriz. O vento varreu o local a expondo por inteiro. – A
sim... esperei vê-lo aqui, Senhor Potter. – disse ainda olhando para a cicatriz,
Harry impaciente a escondeu.

    – Prazer Prof Jaques.

    – Esse é meu filho, Philip Lamoier – Harry apertou a mão do
garoto, uns quatro anos mais velho que ele e uns trinta centímetros mais alto,
com olhares de desconfiança.

    – Prazer – disseram os dois, com vozes grossas. Sara deixou
escapar um sorriso. Jaques parecia também não ter gostado da amizade entre Harry
e Sara, adoraria ver seu filho namorando a filha do Ministro da Magia. O
milionário McLagan.

    A medida que todos se juntavam para ter a primeira aula com o
professor, Harry se manteve sentado na grama, se segurando para não usar
Relampuz
em Philip. Sara sentou-se ao seu lado, depois de conversar
um pouco com o garoto.

    – Escuta aqui – começou Harry nervoso –, se eu sou tudo de
ruim que você já viu, por que ainda é minha amiga? E de dó, é?

    – Claro que não – disse sorrindo. – Também não sei porque
ainda insisto em falar com você. Mas por dó, não é, nem um pouco.

    – Tsk, Tsk – Harry se sentiu incomodado. – Quero duelar logo.

    – Muito bem alunos – começou a voz francesa, nojenta para
Harry. "Esse sotaque me irrita, murmurou para Sara". – Sou Jaques Lamoier,
professor de duelos. Vocês aprenderam muito pouco nisso, mesmo os que
participaram de sociedades secretas – Harry fez um muxoxo e resmungou
"Não é o que os NOM's dizem", Sara o olhou de esguelha. "Depois você vai me
contar melhor essa história de AD" –, então vamos começar com uma demonstração,
o que acham? O meu melhor aluno, contra o antigo professor da AD – Harry teve
uma pontada de excitação. – Potter, por favor. Philip aqui.

    Harry ficou uns vinte metros distanciado de Philip. Estavam
num terreno plano, a única coisa irregular, era um morro logo atrás de Philip.
Sara estava com medo do que iria acontecer com Harry, ele poderia passar um bom
tempo na Ala Hospitalar, se fosse imprudente.

    Jaques se aproximou do filho e murmurou algo no ouvido dele.
Harry ergueu a sobrancelha, para a visível desonestidade, mas estava pronto para
resistir e quem sabe, vencer. Depois que Jaques se afastou, o rosto de Philip
adquiriu um sorriso malévolo. Harry sorriu felizmente e Sara o olhava com
desconfiança. Ou era muito tapado, ou se achava demais, ou quem sabe, na mais
remota das possibilidades, sabia o que estava fazendo.

    – Cumprimentem-se! – Harry abaixou a cabeça levemente, ainda
fitando os olhos do oponente. Ouviu uma risada estridente de Parkinson, Malfoy,
Crabe e Goyle. – Um... Dois... Três!!! – ouviu se um estampido.

    Harry apenas bradou "ESCUDIO GUARDIUM!". As pessoas que viam
a cena, viram um feixe verde-escuro, que era claramente Magia Negra, cruzar o ar
com tal velocidade que o escudo que acabara de ser conjurado, já absorvera
imediatamente o feitiço, se mantendo intacto. Harry não esperou, assim que todos
estavam meio abobados por ele ainda estar de pé e seu escudo desaparecer em uma
névoa, atacou o oponente com com o feixe laranja-dourado. Philip conjurou um
escudo prateado, como Voldemort havia feito, e bloqueou o feitiço. Ele ficou
enraivecido por Harry ter resistido com facilidade a sua primeira investida e
lançou um ataque letal em Harry, muito mais poderoso, era claramente magia
negra, que foi novamente absorvido pelo "ESCUDIO GUARDIUM!".

    – Ei! – exclamou Sara. – Isso é Magia Negra Philip! – Philip
não deu bola e continuou a atacar com os mesmo raios. – Jaques, Impeça-o!

    – Cale-se! – disse Jaques sem olhá-la. – Meu filho irá
vencer.

    Jaques pensara que Harry iria passar uma temporada na ala
hospitalar, depois do primeiro ataque, mas ele resistira e continuou se
defendendo. A batalha se prolongou por alguns segundos, onde feixes de magia
negra de Philip, cruzavam raivosamente o ar e se chocavam com a defesa de Harry.
Indignado com a injustiça, de não ser ajudado, quando o inimigo usara magia
negra em plena Hogwarts, num duelo amistoso, Harry apontou para o morro logo
atrás de seu oponente. "RELAMPUZ!".

    Descargas elétricas perpassaram pelo braço do garoto. A sua
cicatriz em forma de raio, se iluminou, com luz dourada juntamente com seus
olhos verdes. O raio passou, ensurdecendo, ele iluminou todo o cenário de
Hogwarts, que de repente adquiriu nuvens carregadas, lambendo o ar e causando
uma cratera no morro logo atrás. O raio havia passado a uma distância
considerável de Philip. Depois disso Harry ainda exibia sua face de fúria,
enquanto Philip praticamente molhara as causas. Com os ouvidos ensurdecidos o
francês sacudiu a cabeça e soltou a varinha.

    Harry se sentiu extremamente fraco e resolveu sentar na
grama.

    – Você não ouviu? – ralhou Harry. Philip surdo, não ouvira.
Harry ficou satisfeito com a sua expressão. – Magia Negra... Tsk, Tsk. Coisa de
covardes.

    A platéia, que já estava ressaltada com a intensidade da
batalha, ficou abismada com o desfecho. Sara foi andando até Harry.

    – Venha – disse Sara branca. – Você não precisa dessas aulas
– disse olhando torto para Jaques.

    – Você poderia ter matado ele! – ralhou Jaques para Harry.
Este lançou um olhar assassino para Jaques.

    – Ah... sim. E o seu filhinho estava brincando no playground,
inocentemente, então eu resolvi tacar um raio do lado dele, só para dar
um susto, e ele sair chorando – respondeu rispidamente irônico.

    Harry e Sara foram para dentro do castelo enquanto os olhares
os acompanhavam.

    – Quero conversar, sobre o que você acabou de fazer – disse
Sara meio branca.

    – Tenho que falar para Dumbledore que aquele babaca quase me
matou. Onde ele tava com a cabeça?

    – Eles não podem ser derrotados num duelo, assim sem mais nem
menos, é uma família que presa os fortes – disse Sara séria. – Seria... Foi uma
vergonha para ele perder para um garoto quatro anos mais novo e sem treinamento
especializado.

    – Ah... ta explicado – disse deprimido. – Agora todo mundo
vai me olhar de canto, de novo.

 

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