FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

19. Traidor


Fic: O LOBO - UA - NC - Adapt Por Tonks Butterfly -Ele queria vingança, mas no lugar encontrou o amor...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________



Capítulo 18


Os rigorosos dias do inverno chegaram com temperaturas terrivelmente baixas devido a um vendaval que fez presa nos campos com seus gélidos queixos cobertas de geada. O inverno parecia prometer que manteria preso ao mundo em seu glacial esplendor durante toda a eternidade quando aquela delicada donzela, a primavera, apresentou-se de repente trazendo consigo sua própria promessa. Levava em dom do renascimento, envolto no cálido resplendor do sol. Sentindo-se seduzido por aquela promessa, o vento em seguida perdeu seu fio estremecedor e se converteu magicamente em umas suaves brisas.
As árvores foram os primeiros em mostrar o cumprimento da promessa. Os ramos deixaram de ser quebradiças e passaram a voltar-se maleáveis, para logo agitar-se com um grácil movimento assim que as incitava a brisa. Frágeis brotos e verdes folhas engrossavam cada uma delas. Sementes esquecidas, que tinham sido afundadas nas profundidades da terra pela advertência dos primeiros frios do outono, floresceram de repente em um estalo de cor e fragrância, ou bastante embriagadoras para atrair às vaidosas abelhas do mel que zumbiam de um lado a outro.
Foi um tempo realmente mágico para o Gina. E havia tanta alegria no fato de amar ao Harry! Lhe parecia um milagre que Harry a amasse. As primeiras semanas depois de sua declaração, Gina se havia sentido um pouco inquieta e lhe preocupava pensar que Harry pudesse chegar a fartar-se dela. Fez quanto pôde para comprazê-lo, mas mesmo assim a inevitável discussão acabou tendo lugar de todas maneiras. Um simples mal-entendido que teria podido resolver muito facilmente terminou fora de toda proporção pelo mau humor do Harry e o cansaço de Gina.
Para falar a verdade, depois Gina nem sequer poderia recordar o que foi o que tinha dada origem à discussão. Quão único recordava o fato de que Harry lhe tinha gritado. Então ela se retirou imediatamente detrás da máscara de compostura que a mantinha a salvo, mas seu marido não demorou muito em fazer que aquela tranqüilidade tão duramente aperfeiçoada desaparecesse por completo dela. Gina se pôs-se a chorar, disse ao Harry que obviamente já não a amava, e logo correu à torre.
Harry foi atrás dela. Ainda gritava, mas agora o tema tinha passado a ser o incômodo hábito que tinha Gina de saltar a conclusões incorretas. Quande Gina compreendeu que o que realmente tinha colocado tão furioso ao Harry era o fato de que ela pensasse que ele tinha podido deixar de amá-la, em seguida deixaram de lhe importar os gritos que soltava ou aquele feroz franzimento de cenho dele. Depois de tudo, Harry lhe estava chiando que a amava.
Gina tinha aprendido uma lição muito importante aquela noite, e agora por fim sabia que não havia nada de mau em responder aos gritos gritando. Todas as regras tinham ido trocando bruscamente para ela desde que conheceu os Potter. A liberdade de que permitia gozar agora tinha aberto as portas a todas suas emoções. Gina já não tinha por que conter-se em tudo momento. Quando gostava de rir, ria. E quando tinha vontades de chiar, chiava, embora tentava manter umas maneiras o mais dignas possíveis em uma dama.
Gina também se deu conta de que ela mesma estava começando a adquirir algumas das características próprias de seu marido.
Havia uma certa segurança no fato de ser previzível, e Gina estava começando a odiar a mudança tanto como Harry odiava. Quando Sirius e Remus partiram para oferecer seus quarenta dias a seu senhor, Gina fez que tudos aqueles que se encontravam o bastante perto dela para poder ouvi-la gritar soubessem de seu desgosto.
Harry lhe fez ver a inconsistência de seu raciocínio, e inclusive chegou a lhe recordar que antes se mostrou a favor de que outorgasse mais responsabilidades a seus irmãos. Gina, entretanto, não queria advir-se a razões. Converteu-se em uma galinha poedeira e queria que tudos os Potter permanecessem ali onde ela pudesse os ter visíveis.
Harry entendia a sua esposa muito melhor do que ela o entendia a ele. Os irmãos do Harry e Hermione se converteram em membros da família de Gina. Ela tinha estado só durante tantos anos que o prazer de ter a suas redor a tantas pessoas que a queriam e sempre estavam pendentes dela funcionava muito reconfortante para que pudesse ser aceito sem nenhum protesto.
Também era uma pacificadora. Gina interferia constantemente assim que lhe parecia que se estava abusando de alguém. Era a protetora de cada um, e mesmo assim se assombrava quando alguém tratava de protegê-la a ela.
Para falar a verdade, Gina seguia sem entender qual era sua autêntica valia. Harry sabia que lhe parecia um milagre que ele a amasse. Harry não era um homem muito dado a proclamar seus sentimentos, mas em seguida reparou em que Gina precisava ouvir com freqüência seu juramento de amor. O passado de sua esposa fazia que sempre houvesse presente nela uma sensação subjacente de medo e insegurança, e Harry já tinha aceito o fato de que Gina necessitaria algum tempo para ir adquirindo confiança em suas próprias capacidades.
Os dias que passava com sua nova esposa tivessem sido realmente idílios se Hermione não tivesse estado tão resolvida a voltá-los loucos a tudos. Harry se esforçava por manter uma atitude geral de simpatia para sua irmã, mas a maneira em que se estava comportando Hermione bastava para lhe fazer sentir o desejo secreto de estrangulá-la.
Cometeu o engano de lhe contar ao Gina os sentimentos que inspirava no a conduta da Hermione. Sua esposa sugeriu ao Harry que aprendesse a ter um pouco mais de compaixão, e por que no nome de Deus podia querer ela que ele fizesse tal coisa era um enigma que demonstrou estar além da compreensão do Harry.
Gina o tinha acusado de ser incapaz de sentir apreço por ninguém, mas em realidade ocorria precisamente o contrário. Harry sentia muitíssimo aprecio pelo barão Ronald. Seu amigo tinha a paciência do Job e a resistência do aço forjado.
Hermione estava fazendo tudo o que podia para dissuadir a seu pretendente. Zombava-se, gritava, chorava. Nada de tudo isso parecia ter a menor importância. Ronald não se deixava se separar de seu singular coloque de conquistá-la. Harry pensava que Ronald era ou tão teimoso como um asno ou tão estúpido como um touro. De fato inclusive cabia a possibilidade de que tivesse um pouco de ambas as coisas.
Harry não podia evitar admirar ao Ronald. Semelhante determinação era digna de elogio. Especialmente quando a gente considerava que o tesouro detrás de que andava Ronald se converteu em uma arpía que não parava de gritar.
Harry realmente tivesse preferido ignorar toda aquela situação. Gina, entretanto, não lhe permitiria desfrutar de semelhante privilégio. Arrastava-o constantemente a tomar parte das disputas familiares, lhe explicando que tinha o dever de arrumar as coisas.
Explicou-lhe, muito tranqüila e sem alterar-se, que podia ser senhor e irmão de uma vez, mas que todas essas tolices de manter uma atitude fria e distante para sua família não eram mais que um hábito do passado do qual devia livrar-se.
Gina também lhe disse que podia conservar respeito de seus irmãos ao mesmo tempo que ganhava sua amizade. Harry não tentou discutir com ela. Bem sabia Deus que desde que se casaram ele não tinha conseguido sair vencedor de uma sozinha discussão.
Naquele caso, não obstante, Gina tinha estado no certo. Harry não se incomodou em dizer-lhe claro está, sabendo que então lhe assinalaria imediatamente algum outro “hábito” de que devesse prescindir.
Começou para jantar com sua família cada noite porque sabia que isso comprazeria ao Gina, e então descobriu que encontrava um certo prazer na experiência. Durante os jantares sempre se falava de distintos tema, e logo desfrutava com os animados debates que se derivavam disso. Seus dois irmãos eram homens sagazes e inteligentes, e não teve que transcorrer muito tempo para que Harry começasse a valorar as sugestões que foram fazendo ambos.
Harry foi fazendo desaparecer pouco a pouco todas as barreiras que tinha levantado para separar-se a si mesmo de sua família, e ao fazê-lo descobriu que as recompensas eram muito maiores que o esforço.
Seu pai tinha estado equivocado. Agora Harry sabia. Seu pai podia ter regido tudo rigidamente com o fim de proteger sua posição como senhor das terras. Possivelmente pensava que mostrar afeto a seus filhos faria perder o respeito destes. Harry não estava muito seguro de qual tinha sido o raciocínio de seu pai. Só sabia que ele já não tinha por que seguir as velhas costumes.
Tinha que lhe agradecer sua mudança de atitude a sua esposa. Gina lhe tinha ensinado que o medo e o respeito não tinham por que ir da mão. Aquilo funcionava bastante irônico, certamente. Gina lhe tinha mostrado como podia chegar a ser um irmão para o Sirius, Remus e Hermione. Sim, ela o tinha arrastado ao interior do círculo familiar.
Harry seguiu mantendo o mesmo programa de atividades com seus homens, mas passou a reservar uma hora cada tarde para instruir a sua esposa na maneira apropriada de montar. Gina aprendia depressa, e Harry não demorou para permitir montar ao Sileno até a pequena colina que se elevava fora dos muros. Ia detrás dela, naturalmente, como precaução. E grunhia, também, ante a teimosa hábito de sua esposa de lhe levar comida a seu lobo imaginário.
Gina pediu que lhe explicasse por que um lado da colina estava nu em tanto que o outro era um bosque de árvores e espessura.
Harry lhe explicou que todas as árvores tinham sido cortados no lado da colina que dava à fortaleza. O vigia não podia ver além do topo, por isso não era necessário cortar as árvores que cresciam no outro lado. Quem quer que queria entrar no lar do Harry antes teria que coroar a primeira colina, e então o vigia poderia ver se era amigo ou inimigo. E se se tratava de um inimigo, os arqueiros disporiam de alvos fáceis sem a arvoredo para proporcionar proteção e lugares onde esconder-se.
Sua explicação deixou muito assombrada ao Gina, porque agora lhe parecia que tudo que fazia Harry sempre tinha algo que ver com o amparo. Então o sacudiu a cabeça e fez ver sua esposa que o amparo era sua responsabilidade como senhor Potter.
Gina sorriu ante o sermão do Harry. O também se acostumou a seus sorrisos.
Harry sabia que Gina estava preocupada com o futuro de ambos. Seguia sem lhe gostar de que recordasse a seu irmão, e agora tudos tentavam não tirar reluzir seu nome na conversação. Como Harry não parecia ser capaz de convencer ao Gina de que tudo iria bem, ambos evitavam falar do tema.
A primavera foi uma época de revelação para o Harry. Teve que deixar ao Gina durante quase um mês devido a assuntos muito urgentes, e quando retornou, sua esposa chorou de felicidade. Passaram toda a noite acordados, amando-se apaixonadamente o um ao outro, e teriam acontecido tudo o dia seguinte na cama se as questões domésticas não se entremeteram.
Gina odiava que Harry tivesse que deixá-la. O odiava tanto como ela, e embora nunca o diria ao Gina, seus pensamentos se viam consumidos pelo desejo de voltar junto a ela.
A primavera deixou detrás de si sua capa de flores e raios de sol. Os cálidos dias do verão por fim chegaram às terras Potter.
Agora viajar funcionava mais fácil. Harry sabia que só era questão de tempo que lhe chamasse a comparecer ante seu rei, e manteve suas preocupações ocultas ao Gina enquanto ia reunindo discretamente a seus soldados.
O barão Ronald retornou ao Potter durante os últimos dias de junho para levar a cabo outro tento de ganhar a Hermione. Harry recebeu a seu amigo no pátio. Cada um tinha novas importantes que comunicar ao outro. Harry acabava e receber um mensageiro e tinha aceito uma missiva que levava o selo do rei. O barão Potter podia ler, um fato do que sua esposa não se achava à corrente, e a carta que acabava de ler fez que se mostrasse um pouco brusco. Encontrava-se muito preocupado para que pudesse dar a boas vindas ao Ronald como era devido.
Ronald parecia achar-se em um estado de ânimo bastante similar ao dele. Depois de ter saudado o Harry com uma breve reverencia, entregou as redeas de seu corcel ao jovem Ansel e se voltou novamente para o Harry.
- Acabo de voltar de ver os Clares –anunciou falando em voz baixa.
Harry chamou o Anthony com um gesto.
- Há muitas coisas das que falar e eu gostaria que Anthony tomasse parte da conversação –explicou ao Ronald.
Ronald assentiu.
- Estava-lhe dizendo ao Harry que acabo de retornar da mansão dos Clare –repetiu - . O irmão do rei, Enrique, também se encontrava ali. Fez-me muitas perguntas a respeito de você, Harry.
Os três homens puseram-se a andar lentamente para a sala.
- Acredito que Enrique estava tentando determinar qual seria seu postura no caso de que ele chegasse a converter-se em nosso rei –confessou Ronald.
Harry franziu o cenho.
- Que perguntas te fez? – quis saber.
- A conversação transcorreu com soma cautela. Era como se tudos tivessem tido acesso a alguma informação da qual eu carecia. Temo-me que não estou sendo muito claro, verdade? –perguntou.
- Há necessidade de defender ao Guillermo? Pensa que Enrique poderia chegar a desafiá-lo?
- Não –respondeu Ronald, e seu tom não pôde ser mais enfático - . Mas sim que o encontrei bastante estranho. Você não tinha sido convidado, e entretanto todas as perguntas que me fizeram eram a respeito de você.
- Eram perguntas a respeito de minha lealdade?
- Seu lealdade nunca esteve em tecido de julgamento –respondeu Ronald - . Mas mandas um exército dos melhores combatentes que há na Inglaterra, Harry. Não te custaria muito desafiar a nosso rei se te passasse pela cabeça fazê-lo.
- Enrique pensa que eu poderia me voltar contra meu monarca? –perguntou Harry, claramente assombrado pela possibilidade.
- Não, Harry. Tudo mundo sabe que é um homem de honra. Contudo, não lhe vi muito sentido à reunião. Havia uma atmosfera estranhamente tensa –Ronald se encolheu de ombros e logo disse - : Enrique te admira, embora pude me dar conta de que estava preocupado por algo. Só Deus sabe que seria.
Os três homens subiram pelo lance de degraus que levava a sala principal. Gina estava de pé junto à mesa em que comiam, colocando bem um buquê silvestres dentro de uma grosa jarra.
Três garotinhos se achavam no chão junto a ela, comendo bolos.
Gina elevou o olhar quando ouviu chegar aos homens, e sorriu ao ver que Ronald voltava a visitá-los. Logo saudou os três com uma reverência.
- O jantar estará preparado dentro de uma hora –lhes disse - . Me alegro muito de voltar a verte, Ronald. Verdade que sim, Anthony? Hermione se mostrará muito comprazida.
Os três homens riram a gargalhadas.
- Estou-lhes dizendo a verdade –insistiu Gina, e se voltou para os crianças - . Ides terminar suas guloseimas fora. Willie, faz o favor de ir procurar a lady Hermione. Lhe diga que tem um convidado. Poderá te lembrar de que te encarreguei um trabalho importante? –perguntou-lhe.
Os crianças se apressaram a levantar-se e saíram correndo da residência. De repente Willie se voltou para o Gina e lhe rodeou as pernas com os braços. Harry viu como sua esposa se agarrava à mesa com uma mão e lhe dava tapinhas na cabeça ao Willie com a outra.
Sua doçura o encheu de emoção. Tudos os crianças queriam muito ao Gina e a seguiam aonde quer que fosse. Cada um deles desejava receber seus sorrisos e suas palavras de elogio, e nenhum dos pequenos se via decepcionado jamais. Gina conhecia cada um deles por seu nome, um lucro realmente considerável tendo em conta que havia mais de cinqüenta crianças vivendo dentro da fortaleza com seus pais.
Quando Willie finalmente teve solto à esposa do Harry e pôs-se a correr para a entrada, o vestido de Gina tinha ficado com as manchas deixadas pela face do criança.
Gina baixou o olhar para o vestido e suspirou.
Logo chamou o criança.
- Willie, tornaste-te a esquecer de te inclinar ante seu senhor –lhe disse.
O pequeno se deteve em seco, deu meia volta e efetuou uma torpe reverencia. Harry assentiu. O criança sorriu e se foi correndo de novo.
- De quem são esses crianças? –pergunto Ronald.
São filhos da servidão –respondeu Harry - . Seguem a minha esposa.
Um grito de angústia interrompeu sua conversação. Harry e Ronald suspiraram ao uníssono. Era evidente que Willie acabava de informar a Hermione da chegada do Ronald.
- Não franza o cenho dessa maneira Ronald –disse Gina - . Hermione esteve rondado pela casa como uma alma em pena da última vez que foi. Acredito que te sentia falta de. Não está de acordo comigo, Anthony?
A expressão que apareceu no rosto de seu vassalo indicou ao Harry que não estava nada de acordo com o Gina, e riu quando Anthony disse:
- Se isso for o que pensam, então admitirei que há uma remota possibilidade de que assim fora.
Ronald sorriu.
- Já vejo que está sendo muito diplomático, verdade Anthony?
- É o que minha senhora espera de mim, e não quero que se leve uma decepção –anunciou Anthony.
- Reza para que esteja no certo, Gina –disse Ronald. Sentou-se à mesa junto ao Harry e Anthony. Gina lhe ofereceu uma taça de vinho e Ronald bebeu um longo trago - . Sirius e Remus estão aqui? –perguntou depois.
Harry sacudiu a cabeça. Agarrou a taça de vinho que lhe estava oferecende Gina, mas não lhe soltou a mão. Gina se apoiou em seu flanco e lhe sorriu.
- Harry. O padre Laurance por fim vai dizer missa para nós –anunciou Gina, e logo se voltou para Ronald para explicar sua observação - . O sacerdote queimou as mãos justo depois nos casou, Harry e a mim. O pobre homem demorou muitíssimo em curar-se. Foi um acidente terrível, embora o padre Laurance não explicou como ocorreu exatamente.
- Se o padre Lawrence tivesse permitido que Remus se ocupasse de suas queimaduras, então não teria demorado tanto tempo em curar-se –observou Anthony - . Agora Remus não se encontra aqui, naturalmente –acrescentou com um encolhimento de ombros.
- estive pensando em ter umas palavras com o padre Lawrence - murmurou Harry.
- Não te agrada esse homem? –perguntou Ronald.
- Não.
O comentário de seu marido deixou bastante surpreendida ao Gina.
- Nunca o tiveste perto, Harry. Como pode te agradar ou te desagradar? Apenas se o conhece.
- Esse sacerdote não cumpre com seus deveres, Gina. Esconde-se em sua capela. É muito tímido para meu gosto.
- Não sabia que fosse um homem tão religioso –interveio Ronald.
- Não o é –comentou Anthony.
- Harry só quer que o padre Lawrence faça aquilo para o que foi enviado aqui –disse Gina, estendendo a mão e voltando a encher com mais vinho a taça do Anthony.
- Esse homem me insulta –anunciou Harry - . Esta manhã chegou uma mensagem que trazia uma missiva de seu monastério. Solicitei sua substituição. Gina escreveu a petição para mim –concluiu com tom altivo.
Gina lhe empurrou o braço com o cotovelo, faltando pouco para que derrubasse sua taça de vinho ao fazê-lo. Harry sabia que ela não queria que contasse a ninguém que sua esposa podia ler ou escrever. Sorriu-lhe divertido de Gina se envergonhasse de um talento tão notável.
- O que dizia a missiva? –perguntou Gina.
- Não sei –respondeu Harry - . Tinha outros assuntos mais urgentes que atender, esposa. Isso pode esperar até depois do jantar.
Então outro alarido interrompeu a conversação. Funcionava evidente que Hermione estava conseguindo ficar realmente fora de si.
- Gina, pelo amor de Deus, vê e faz que Hermione cesse em seus gritos. Estou começando a temer seus visitas, Ronald –lhe disse Harry a seu amigo.
Gina se apressou a suavizar o rechaço.
- Não pretendia ser descortês –disse ao Ronald - . Tem muitos assuntos importantes nos que pensar.
Harry suspirou, prolongando o som durante o tempo suficiente para que sua esposa se voltasse a olhá-lo.
- Não faz falta que desculpe minha conduta, Agora vá ocupar te da Hermione.
Gina assentiu.
- Também convidarei a nossa mesa ao pai Lawrence para que jante conosco –disse ao Harry - . Não virá, mas o convidarei de todas maneiras. Se nos conceder sua presença, rogo-te que seja amável com o pobre homem até que o jantar tenha terminado. Logo pode lhe gritar tudo o que queira.
As palavras escolhidas correspondiam a uma petição, mas tinham sido articuladas no tom de uma ordem. Harry olhou ao Gina e franziu o cenho. Lhe sorriu.
Assim que Gina teve saído da sala, Ronald murmurou em voz muito baixa:
- Nosso rei voltou para a Inglaterra.
- Estou inteligente –respondeu Harry.
- Irei contigo quando chegar a petição –disse Ronald.
Harry sacudiu a cabeça.
- Estou seguro de que não pode acreditar que nosso rei vá ignorar seu matrimônio, Harry –lhe disse Ronald - . Terá que dar alguma justificação a seus ações. E eu tenho tanto direito a desafiar ao Malfoy como você, possivelmente mais inclusive. Estou decidido a matar a esse bastardo.
- Metade da Inglaterra gostaria de matá-lo –interveio Anthony.
- A petição já chegou –comentou Harry, falando em um tom tão aprazível e cheio de calma que Ronald e Anthony demoraram um momento em reagir.
- Quando? –quis saber Ronald.
- Justo antes de você chegar–respondeu Harry.
- Quando partimos? –perguntou Anthony.
- O rei me ordena que parta imediatamente para Londres –disse Harry - . Depois de amanhã será o bastante logo. Esta vez você não virá comigo, Anthony.
O vassalo não mostrou nenhuma reação visível à decisão de seu senhor. Ficou-se um pouco perplexo, não obstante, porque o normal era que cavalgasse junto a seu senhor.
- Levará Gina contigo? –perguntou-lhe Ronald.
- Não, Gina estará mais segura aqui.
- Da ira do rei ou do Malfoy?
- Da do Malfoy. O rei a protegeria.
- Sua fé é maior que a minha –admitiu Ronald.
Harry voltou o olhar para o Anthony.
- Deixo meu maior tesouro em seus mãos, Anthony. Tudo isto poderia ser uma armadilha.
- O que está sugirindo? –perguntou Ronald
- Que Malfoy tem acesso ao selo do rei. As instruções que há na missiva não foram dadas pela voz do rei. Isso é o que estou sugiriendo.
- Quantos homens levará e quantos deixará aqui para que cuidem de Gina? –perguntou Anthony. Já estava pensando no amparo da fortaleza - . Isto poderia ser um plano para te afastar daqui permitindo assim Malfoy pudesse atacar. Estou pensando que ele sabe que não irás levar Gina.
Harry assentiu.
- Sim, já pensei nessa possibilidade.
- Agora só tenho cem homens comigo –interveio Ronald - . Deixarei-os aqui, com o Anthony, se esse for seu desejo, Harry.
Ronald e Anthony começaram a falar da questão dos efetivos enquanto Harry se levantou, dirigiu-se para o fogo e se deteve diante dele. Então deu a casualidade de que se voltou com o tempo ver Gina seguindo para fora. Provavelmente ia falar lhe com pai Lawrence, pensou. O garotinho Willie, agarrou-se a suas saias e corria junto a ela para não ficar atrás.
Harry deixou de pensar em sua esposa quando Anthony e Ronald se reuniram novamente com ele, e logo transcorreram seus bons dez minutos dedicados a um acalorado debate sobre a defesa da fortaleza Potter. Anthony e Ronald trouxeram um par de cadeiras, e Harry também se sentou no assento que Gina tinha declarado pertencia a ele.
De repente, Willie entrou correndo na sala. O criança se deteve com um súbito derrapagem quando viu o Harry. Willie luzia uma expressão de intenso terror nos olhos.
Harry pensou que parecia como se acabasse de ver o diabo. Não separou nem um só instante seu olhar do criança. Willie foi timidamente para o assento do Harry e terminou detendo-se junto a ele.
Anthony abriu a boca para formular uma pergunta ao Harry, mas então seu barão levantou uma mão lhe pedindo que guardasse silêncio.
Harry se voltou em seu assento até ficar de face à criança, logo se inclinou para diante e fez gestos ao Willie de que se aproximasse. Willie começou a choramingar, mas finalmente se deslizou entre as pernas do Harry e começou a chupar o polegar enquanto elevava o olhar para seu senhor.
Ao Harry lhe estava esgotando a paciência. De repente Willie se tirou o polegar da boca e murmurou:
- Ele a esta pegando.
Harry saltou de seu assento, fazendo-o derrubar, e já tinha cruzado a metade da sala antes de que Ronald e Anthony soubessem o que era o que estava ocorrendo.
- O que está passando? –perguntou Ronald ao Anthony quando o vassalo pôs-se a correr detrás de seu senhor.
Ronald foi o último em contrair o medo.
- Gina!
Anthony tinha gritado seu nome. Ronald se levantou de um salto e pôs-se a correr detrás do Anthony. Sua espada já estava desenvainada antes de que chegasse aos degraus.
Harry foi o primeiro em chegar à a capela. A porta tinha sido assegurada para lhe impedir o passo, mas só necessitou um espaço para fazê-la pedaços. A raiva lhe tinha dado novas forças.
O ruído que fez alertou ao pai Lawrence. Quando Harry entrou no vestíbulo, o sacerdote já estava usando Gina como seu escudo. Sustentava-a diante dele e dirigia a ponta de uma adaga para um lado de seu pescoço.
Harry não olhou para Gina. Não se atrevia a fazê-lo, porque sua raiva faria explosão no mesmo instante em que o fizesse. Manteve sua atenção totalmente concentrada no demente que o estava desafiando.


- te aproxime um pouco mais e lhe cortarei o pescoço! –gritou o sacerdote, retrocedendo lentamente enquanto meio arrastava a seu refém e meio atirava dela.
Cada passo que o sacerdote dava em sua retirada era compensado pelo Harry com um passo para diante.
O sacerdote foi retrocedendo lentamente para uma mesinha quadrada que estava cheia de velas acesas.
Lançou um rápido olhar para trás, obviamente calculando a distância que terei que percorrer ao redor do obstáculo até poder chegar à lateral, aquele foi o engano de cálculo que tinha estado esperando Harry.
Então atacou. Harry separou a faca do rosto de Gina, fazendo com que a lamina atravessasse o pescoço do sacerdote em um veloz e mortífero movimento. O sacerdote se viu subitamente impulsionado para trás no mesmo instante em que Harry liberava Gina de sua presa com um brusco puxão.
O padre Laurance já estava morto antes de que seu corpo me chocasse com o chão.
A mesa se chocou com a parede do fundo com um impacto que fez cair as velas. As chamas começaram a lamber imediatamente a madeira ressecada.
Harry não emprestou nenhuma atenção ao fogo. Levantou delicadamente do chão Gina tomando-a em seus braços, e sua esposa se aconchegou contra seu peito.
- demoraste uma eternidade em chegar –sussurrou junto a seu pescoço. Sua voz soou entrecortada, e estava chorando suavemente.
Harry fez uma profunda inspiração de ar, tratando de acalmar-se. Estava tentando livrar-se de sua ira para assim poder ser suave e carinhoso com o Gina.
- Encontra-te bem ? - conseguiu perguntar finalmente, embora sua voz soou tão áspera como a fúria que sentia.
- Vi momentos melhores - murmurou Gina.

O irônico de sua resposta acalmou ao Harry. Então Gina elevou o olhar para ele. Quando Harry viu os danos que tinha sofrido o rosto, voltou a enfurecer-se. O olho esquerdo de Gina já se achava inchado. Um dos cantos de sua boca estava ensangüentada e havia numerosos arranhões em seu pescoço.
Harry quis poder voltar a matar ao sacerdote, e Gina pôde sentir o estremecimento que percorreu tudo o corpo de seu marido. Os olhos do Harry refletiam a ira que sentia. Gina elevou a mão para ele e lhe acariciou a bochecha com as pontas dos dedos.
- Já terminou, Harry.
Ronald e Anthony entraram correndo na igreja. Ronald viu o fogo e saiu fora imediatamente, correndo enquanto gritava uma ordem pedindo ajuda aos homens que já tinham começado a reunir-se.
Anthony ficou junto a seu senhor. Quando Harry deu meia volta e pôs-se a andar para o vão da porta, Anthony separou de seu caminho um dos tablones, o único vestígio desta que Harry não tinha destruído.
Gina podia ver quão preocupado estava Anthony. O vassalo franzia o cenho tão sombriamente como o estava fazendo Harry. Tratou de tranqüilizá-lo, de lhe fazer saber que ainda se encontrava inteira.
- Percebi o quanto gostas de ficar atraz das portas, Anthony - perguntou-lhe.
Anthony pareceu ficar estupefato por um instante, e logo um lento sorriso foi iluminando seu rosto.
Harry se inclinou, protegendo a cabeça de Gina enquanto passava pelo vão da porta. Ela apoiou a bochecha em seu ombro. Não foi até que tiveram chegado às portas do castelo quande Gina se deu conta de que ainda estava chorando. Um resíduo do medo que acabava de passar, pensou com um estremecimento.
Quando chegaram a seu quarto, Gina começou a bater os dentes.
Harry a envolveu em mantas e a sustentou em cima de seu colo enquanto atendia seu rosto arroxeado.
Estava suando devido ao calor do fogo que tinha aceso para o Gina na chaminé.
- Harry? Viu o olhar de loucura que havia em seus olhos? - perguntou ela, e a lembrança a fez estremecer - . Ia A... Harry? Ainda me amaria se o me tivesse violado?
- Não fale, meu amor - acalmou-a Harry - . Sempre te amarei. O que pergunta mais tola te ocorreu me fazer.
Gina se sentiu reconfortada pela brutalidade de sua resposta e descansou em silencio sobre o peito do Harry durante vários minutos. Havia muitas coisas que tinha que lhe dizer, e precisava fazer provisão de forças para cumprir com aquele dever.
Harry já estava pensando que possivelmente se ficou adormecida, quando de repente Gina balbuciou:
- Foi enviado aqui para me matar.
Gina se voltou entre seus braços até ficar volta de face a ele. A expressão que havia nos olhos do Harry voltou a deixá-la gelada.
- Foi enviado?
Seu marido tinha falado em voz muito baixa, e Gina pensou que podia estar tratando de manter oculta a ira que sentia. Não estava dando funcionado, mas ela não podia lhe dizer isso.
- Fui à igreja para lhe dizer ao padre Laurance que estava convidado para jantar - explicou-lhe - . Pilhei-o despreparado, porque não levava seus hábitos. Ia vestido igual a um camponês, mas naturalmente você também tem que te haver dado conta disso. O caso é que suas mãos tampouco estavam cobertas de vendagens.
- O resto - pediu Harry quande Gina o olhou daquela maneira tão espectador.
- Não havia nenhuma cicatriz - disse ela - . Supunha-se que o sacerdote se queimou as mãos, te lembre. O padre Laurance não podia dizer missa devido a tudo o mal que se feito nas mãos quando as queimou. Só que não tinha nenhuma cicatriz.
Harry assentiu para que sua esposa seguisse falando.
- Não disse nada a respeito de suas mãos –prosseguiu Gina - . Fingi que nem sequer me tinha dado conta, mas pensei me lembrar disso para lhe dizer isso logo.
Bom, disse-lhe que acabávamos de receber uma carta de seu monastério e que queria falar com ele depois do jantar. Esse foi meu grande engano, embora nesse momento não soube por que - acrescentou - . Então o sacerdote ficou furioso. Disse-me que era Malfoy quem o tinha enviado aqui. Sua missão consistia em me matar se o rei chegava a te conceder seu favor em vez de conceder-lhe ao Malfoy. Harry, como é possível que um homem de Deus tenha a alma de um demônio? Suponho que o padre Laurance sabia que seu jogo tinha terminado. Disse-me que ia fugir daqui, mas não antes de me haver matado.
Gina voltou a apoiar-se no peito do Harry.
- Estava assustado, Harry ? - perguntou-lhe depois, falando em um suave sussurro.
- Eu nunca me assusto - respondeu ele secamente. A traição do sacerdote o tinha encolerizado até tal ponto que apenas se podia concentrar-se.
A brusca afirmação de seu marido fez sorrir ao Gina.
- O que queria te perguntar era se estava preocupado, não assustado - corrigiu-se.
- O que? - perguntou Harry. Sacudiu a cabeça, obrigando-se a deixar a um lado sua ira. Agora Gina necessitava que a tranqüilizasse - . Preocupado? Por tudos os diabos, Gina, estava furioso.
- Sim, já me dava conta de que estava furioso - respondeu Gina - . Quando estava espreitando a meu captor recordou a meu lobo.
Harry deixou que se incorporasse para assim poder beijá-la. Foi muito delicado e suave, porque os lábios de Gina se achavam muito inchados para que pudessem permitir uma autêntica paixão.
Gina se levantou de seu colo. Agarrando o da mão, atirou suavemente dela até que Harry ficou em pé e a seguiu através da residência. Então Gina se sentou na cama e deu uns toquezinhos com a palma da mão sobre o espaço livre que havia junto a ela.
Harry se tirou a túnica. O calor que fazia na residência o tinha deixado empapado em suor. Sentou-se junto a sua esposa, passou-lhe o braço pelos ombros e a atraiu para ele. Queria estreitá-la entre seus braços e lhe dizer o muito que a amava. Bem sabia Deus que Harry acreditava ter mais necessidade de dizer aquelas palavras que a que tinha ela das escutar.
- Passou muito medo, Gina? - perguntou-lhe.
- um pouco - replicou Gina.
Encolheu-se de ombros, mas o peso do braço do Harry não teria permitido o gesto. Gina mantinha a cabeça inclinada para um lado e estava traçando círculos ao redor da coxa do Harry, no que ele supôs era um intento de distrai-lo.
- Só um pouco ? - perguntou-lhe.
- Bom, eu sabia que viria - disse Gina - , assim não estava terrivelmente assustada. Mesmo assim, comecei a me sentir um pouco irritada quando não apareceu imediatamente na porta. Aquele homem me estava quebrando o vestido...



- Ele poderia ter te matado - disse Harry. Sua voz tremia de ira.
- Não, você não teria permitido que ele me matasse - disse-lhe Gina.

Deus, quanta fé tinha nele! Harry se sentiu humilhado por aquela confiança.
Os lentos círculos que Gina estava descrevendo com as pontas de seus dedos foram avançando para o lugar no que se uniam as pernas de seu marido. Harry lhe agarrou a mão e a colocou em cima da coxa. Sua esposa provavelmente ainda se achava tão afetada por quão ocorrido não se dava conta do que estava fazendo, ou da maneira em que o que fazia estava começando a afetá-lo a ele.
- Deus, que calor começou a fazer aqui dentro - sussurrou Gina - . Por que foste querer acender um fogo com este tempo, Harry?
- Estava tremendo - recordou-lhe Harry.
- Agora já me encontro melhor.
- Então baixarei e irei agarrar essa carta do monastério. Tenho muita curiosidade por saber o que é o que têm que nos dizer seus superiores –anunciou Harry.
- Não quero que baixe ainda - disse Gina.
Harry se mostrou imediatamente solícito.
- Tem que descansar um par de horas - disse-lhe.
- Não quero descansar - respondeu Gina - . Ajudará-me a me tirar estas roupas? - pediu a seu marido, falando em um tom de voz tão inocente que Harry em seguida suspeitou algo.
Gina ficou de pé entre as pernas de seu marido e não moveu um dedo para ajudá-lo quando ele foi começando a lhe tirar a roupa.
- O que te fez vir à igreja no momento em que o fez? - lhe ocorreu perguntar de repente ao Gina enquanto se deixava despir.
- O menino do Maude viu como o muito bastardo te pegava. Deveu dizer me o respondeu Harry.
- Eu não sabia que Willie me tinha seguido ao interior da igreja. Teve que sair correndo antes de que o sacerdote fechasse a porta, e estou segura de que ele sim passou muito medo. Só tem cinco verões. E deve recompensá-lo por ter ido te buscar.
- Maldição, eu tenho a culpa de tudo isto - declarou Harry - . Deveria haver me ocupado dos assuntos de minha casa com tanta atenção como a que dedico ao adestramento de meus homens.
Gina colocou as mãos em cima dos ombros.
- Sou eu quem tem a obrigação de ocupar-se da casa. Embora, agora que penso nisso, nada disto teria ocorrido se...
O suspiro do Harry fez que Gina não chegasse a terminar a frase.
- Já sei - interveio ele - . Nada de tudo isto teria ocorrido se eu tivesse estado ali para te proteger.
Sua voz se encheu de angústia e Gina sacudiu a cabeça.
- Não ia dizer isso –replicou - . Não deve chegar a conclusões muito apressadas, Harry. É um defeito do mais deplorável, me acredite. Além disso, tem assuntos mais importantes dos que te ocupar.
- Você está antes que tudos e tudo o resto - declarou Harry em um tom francamente enfático.
- Bom, só ia dizer te que isto não teria ocorrido se eu tivesse sabido como me proteger a mim mesma.
- O que é o que está sugiriendo ? –perguntou Harry.
Realmente não tinha nem idéia do que lhe estava passam pela cabeça ao Gina e de repente sorriu, porque acabava de cair na conta de que rara vez sabia o que estava pensando.

O padre Laurance não era muito maior que eu - disse ela - . Ansel tem minha estatura.
- Como chegou a entrar meu escudeiro nesta conversação? - perguntou Harry.
- Ansel está aprendendo as artes da defesa - anunciou Gina - . Em conseqüência, você também deve me instruir no que respeita ao me defender a mim mesma. Já vê que é o mais sensato, verdade?
Harry não o via, mas decidiu não discutir com ela.
Já falaremos disto mais tarde - anunciou.
Gina assentiu.
- Então agora deve atender minhas necessidades, Harry. Ordeno-lhe isso.
Harry reagiu ao tom subitamente malicioso que havia na voz de Gina.
- E qual é essa ordem que te atreve a dar a seu marido? - perguntou.
Gina o explicou soltando lentamente a fita que mantinha em seu lugar a regata que levava. O objeto escorregou de seus ombros. Harry sacudiu a cabeça, tentando lhe negar o que lhe estava pedindo.
- Está muito cheia de hematomas para pensar em...
-Já te ocorrerá alguma maneira - interrompeu-o Gina - . Sei que agora não estou muito formosa. De fato suponho que pareço um horror, verdade?
- Está cheia de hematomas, te vê tão feia como um de seus ciclopes, e quase não posso suportar o te olhar.
As palavras dele a fizeram rir. Gina sabia que seu marido só estava brincando, porque tentava colocá-la em cima dele e lhe tirar a regata ao mesmo tempo.
- Pois nesse caso terá que fechar os olhos quando fizermos amor - sugeriu-lhe.
- Suportarei - prometeu ele.
- Ainda posso sentir suas mãos me tocando - murmurou Gina e sua voz estava tremula - Necessito que me toque. Fará-me esquecer. Voltarei a me sentir limpa, Harry. Entende?
Harry respondeu beijando-a. Gina não demorou para esquecer tudo, apenas pensava nos lábios do seu amado. E tudo que importava no mundo eram eles dois.
Dessa maneira Gina foi limpa de todo o mal que lhe ocorreu.



Na.: Devo pedir desculpas? Acho que não. Não posso pedir desculpa spor algo que não é culpa minha...

É culpa da Odisséia. Carakalhes que livro PORRE!!! Muito chato e complicado...e o magnifico Ulisses que me perdoe...

Demorei, eu sei, depois de encher voces de capitulos, eu faço essa greve obrigada.
Não prometo atualizações relampago, nem em uma semana, não sei o que prometer, e não posso prometer...

Obrigada pelos comentários, são sempre otimos, e dão aquela vontade de escrever, mas o dever chama e a faculdade vem primeiro...nao é?

Espero que tenham curtido o cap, não é aquelaaaaaaaaaaaaaaa coisa, mas e um CAP neh?

Milhoes de beijos

E deixo o convite para vocês para participarem do Forum Lums maximum, onde a galera ouca por HP se reune e faz a maior bagunça.

Um abraço


Tonks Butterfly


Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.