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10. Capítulo IX


Fic: Batalhas e Honras


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Capítulo IX




Ao contrário do que muitos pensavam, ser um líder, por vezes, implicava em sacrifícios. Cedo ou tarde, uma autoridade acabava sacrificando parte de sua vida, ou parte de seus desejos, para permanecer no poder.
Obviamente que haviam exceções. O rei Voldemort jamais se sacrificaria. Aliás, para quê? Ele tinha súditos o suficiente para isso.
É claro que falávamos em sacrifícios dele, então voltemos ao tema principal.
Rei Voldemort percebeu, naquela manhã nevoenta de abril, que havia sacrificado-se sim!
Assombrado, ele revoltou-se com tamanha imbecilidade que havia cometido. Em tanto tempo de reinado, ele não tinha um herdeiro!
O lobo de Penedo passara tantos anos conquistando reinos e esbulhando seus servos que se esqueceu de que não tinha uma linhagem a quem deixar tal legado. É claro que, se ele soubesse a fórmula da imortalidade, não teria de se preocupar com um pirralho remelento e nojento, e ele próprio gozaria os prazeres de seu tesouro. Mas, como ignorava tal elixir, tinha de se contentar com uma forma mais simples de perpetuação de existência. Ele teria de ter um filho.
Voldemort caminhou pela sala do trono, onde, geralmente, treinava com a espada, procurando uma solução para seus problemas. Ele tinha a mesma amante há muitos anos: Lady Belatriz Lestrange. Nunca precisara de outra mulher, porque Belatriz era surpreendentemente versátil e lhe proporcionava o que ele esperava de uma mulher: prazer sem preocupação. Entretanto ela jamais lhe proporcionara um filho. E, agora, perto dos quarenta anos, provavelmente continuaria sem lhe dar o que queria.
Ele teria de arranjar uma reprodutora.
Isso!
Procuraria entre as filhas jovens de seus duques e condes e encontraria uma, cuja família fosse conhecidamente fértil. Pesquisaria as árvores genealógicas... Depois que ela lhe desse um menino, poderia se livrar dela, pois Lady Belatriz não era muito sociável com as concorrentes, e ele precisava que a moça sobrevivesse até depois do parto.
Ora, Belatriz teria de aceitar, decidiu rei Voldemort, pegando sua espada para iniciar, finalmente, o treino. Ele saberia fazer Belatriz cooperar. Talvez até deixasse ela se divertir torturando um ou outro prisioneiro... Ele veria. Por enquanto ele treinaria e depois chamaria o genealogista. Naquele dia mesmo, ele saberia quem seria sua esposa e mãe de seu herdeiro.



Dois dias.
Fazia exatamente dois dias que os Malfoy, Hermione e príncipe Jim estavam no acampamento do Dragão. E fazia dois dias que a castanha parecia fugir de todo o espaço em que o príncipe Harry pudesse aparecer.
A situação seria engraçada se o príncipe de Atalaia não estivesse tão ansioso por colocar as mãos e a boca naquela mulher tão escorregadia. Bastava ele se aproximar poucos metros que a curandeira se retirava, sob o pretexto de examinar um e outro habitante do Acampamento do Dragão.
Harry poderia jurar que todos os moradores do AD já haviam tido, pelo menos, cinco consultas com a curandeira.
Todos.
Exceto ele, obviamente.
E aquele pensamento ainda o irritava mais, porque ele via Neville seguindo Hermione como um cachorrinho adestrado, saltitando contente com qualquer palavra suave que ela lhe dirigisse.
“Este batedor não tinha amor próprio?” Indagava-se Harry, constantemente.
Bem, é claro que, naquela situação, Harry se contentaria em, pelo menos, conseguir se aproximar dela. E ele conseguiria, se não fosse o fato de que Dom Sírius parecia ser a segunda sombra de Hermione.
Harry não se preocupava com o olhar deslumbrado de Neville, pois ele apenas a admirava de longe, e a servia, como se estivesse diante de alguém inatingível. Não, Neville não era uma ameaça.
Dom Black era!
Dom Sírius Black levava Hermione pelo braço para todos os cantos do acampamento. Sempre atento e a fazendo rir. E o príncipe tinha certeza de tê-lo visto abraçando-a na noite passada. Além disso, Hermione lhe dedicava um olhar de pura ternura, que provocava uma ardência no peito do nosso guerreiro. Quase a mesma dor que ele sentia ao ver seus homens com suas famílias, mas ainda mais intensa.
Em vão, Harry tentava retomar seus pensamentos sobre batalhas, glórias e honras, mas, depois de tanto tempo numa guerrilha insustentável, ele já percebera que queria sim uma mulher que o esperasse depois de um dia duro. Ele queria filhos. Ele queria uma família sua. Reconstruir a família de seu irmão, na verdade, seria como reconstruir boa parte de si mesmo, e Harry já estava maduro o suficiente para perceber isso.
Ele queria uma família. E queria ela. Aquela morena de olhos cor de âmbar e personalidade selvagem. E ele a teria.
Nem tudo era como ele imaginava, é claro. Depois de mais um dia de tentativas vãs de se encontrar a sós com Hermione, quando ele tentara até mesmo uma consulta com ela, sendo então encaminhado pelo Dom Sírius ao mestre Slugorn, o curandeiro do acampamento, Harry estava mal humorado no jantar.
Os nossos viajantes já haviam se integrado totalmente aos habitantes do Acampamento do Dragão, e, naquele horário, todos riam e conversavam alto, enquanto bebiam suas cervejas e comiam pão e carne de cervo.
Num canto afastado, o príncipe Harry observava a curandeira, com um misto de raiva, impotência e desejo.
Ele teve que sorrir ao lembrar de quando a vira, no dia anterior, de posse de uma nova touca, com certeza presente de alguma das moradoras. Havia um lado positivo nisso, ponderara o príncipe. Pelo menos a curandeira não despertava TODOS os olhares masculinos por onde passava.
Agora ela estava cercada por ambas as mulheres Weasley, que a faziam sorrir com candura. Poucos minutos antes, ele a viu acariciando a curva acentuada do ventre de Angelina, com um olhar tão doce que lhe fez imaginar como seria vê-la acariciando a própria barriga.
Aqueles eram pensamentos muitíssimo perigosos, mas o príncipe não poderia afastá-los mais. Ele os afastara por quase toda a vida. Assim como afastara as mulheres interessadas apenas em sua posição social, mesmo que, há muito tempo, não fosse mais que o soldado Harry, do Acampamento do Dragão. E Hermione não estava interessada nisso, ela até nem parecia interessada nele. Porém Harry sabia que ela o desejava... Aqueles beijos e aquelas carícias que trocaram demonstravam que ela tinha uma natureza apaixonada. Se ela o desejava, já era um começo.
Perdido nestes pensamentos, o príncipe não percebeu que Mclaggen se aproximava e puxava um banco próximo a ele. Por isso teve um sobressalto quando ouviu o outro homem dizer:
— É amanhã, Alteza.
— Diabos, Mclaggen, quer me matar do coração? — Indagou Harry pousando a caneca de cerveja com mais força que o necessário. — É amanhã o quê?
O soldado deu um sorriso sem graça ante a expressão feroz do comandante e respondeu:
— Amanhã Anna se juntará a nós, Alteza. Pensei que Dom Sírius havia lhe falado da missão.
O príncipe o encarou com um ar entediado. Sim, ele tinha ouvido algo aqui e ali enquanto Dom Sírius ia com ele até o mestre Slugorn, mas não dera a devida atenção.
— E quem participará do plano, Mclaggen? — indagou o príncipe voltando sua atenção à curandeira e à sua caneca de cerveja.
— Bem, vamos nós, Longbottom, Boot e Creevey. Como distração, Remus e Ninfadora...
— Não deixa ouvir você pronunciando este nome — cortou Harry escondendo uma risadinha dentro da caneca.
Mclaggen sorriu também, mesmo ante a iminência do resgate de sua esposa.
— Acho que são estes — concluiu ele.
Harry tomou um longo gole de sua caneca. Ele deixara os pensamentos perturbadores sobre a castanha de lado, e já planejava o ataque, explicando o plano simples ao amigo.
Boot e Longbottom deveriam ir em frente do grupo, o encontro havia sido marcado na orla da floresta, eles deveriam garantir que a área estivesse segura. Os cavalos deveriam ser deixados alguns metros antes, num conjunto de arbustos que os esconderia da vista dos vigias do castelo. Dora e Remus carregariam sua carroça de badulaques e se fariam de viajantes e vendedores, como sempre, se alguém perguntasse, eles estariam de passagem. A carroça atulhada de panelas de cobre, tecidos, jóias e especiarias seria um ótimo chamariz, desviaria a atenção do portão norte, por onde Anna deveria fugir. Harry e Mclaggen cuidariam da segurança dela.
Nesse ponto Harry franziu o cenho e voltou a encarar Córmaco:
— Córmaco, precisamos de um arqueiro. Alguém experiente e leve o suficiente para ficar sobre as árvores.
O Conde enrugou a testa tentando pensar em alguém. Os quatro melhores arqueiros estavam em missão no reino de Penedo. Os demais, e haviam mais de trinta, estavam espalhados nas caravanas de ciganos ou no próprio Acampamento do Dragão, mas não seriam ideais para uma missão como aquela, que requereria vigor e agilidade.
— Podemos pedir ao Serpente. Ele é bom e...
— Não pediremos nada ao Malfoy — cortou Harry. — Mas podemos pedir à esposa dele. Que eu lembre, ela era uma ótima arqueira no tempo da guarda real.
— Uma mulher? — Indagou Mclaggen desalentado.
Pode-se afirmar que os antigos companheiros de exército de Pansy não aceitaram muito bem a idéia de que compartilharam dormitórios e lavatórios por dois anos com uma mulher. Apesar da agilidade com que ela se movia junto com Draco quando os dois treinavam, os cinco homens a tratavam com fria indiferença. Isso deixava a morena possessa, obviamente, mas também muito triste. Afinal, por dois anos os soldados de Atalaia foram a única família que tivera.
— Mulher ou não, é nossa melhor opção. Ademais, ela é leve o suficiente para ficar nos galhos mais altos... — continuou Harry.
— Vamos falar com ela então — Mclaggen acabou concordando.
Os dois ergueram-se e rumaram em direção à mesa em questão. As risadas pareciam contagiantes, e até mesmo Harry encontrou dificuldades em manter a carranca mal humorada de sempre.
Isabella encontrava-se empoleirada num barril, e ria contando uma história engraçada de como Jim teria se perdido dentro de um labirinto, enquanto ela teria saído em dez minutos. O menino estava com ares de entediado, e rolava os olhos de quando em quando ante a impertinência característica da menina.
— E então, quando a madrinha já tinha perdido a paciência, e eu digo que a madrinha perder a paciência é um milagre… Bem, quando ela perdeu a paciência, ela disparou uma flecha prendendo meu pai pela manga da capa e entrou no labirinto, mesmo nunca tendo treinado em um. Dois minutos depois, ela voltava com o Jim amparado em seu ombro, ele tinha torcido o pé, por isso não havia concluído a prova — finalizou ela com um olhar sapeca para o menino. — É claro que eu jamais acreditaria que ele tentou burlar o teste. O tornozelo dele estava imensamente inchado e a madrinha quase socou meu pai pela negligência de não tê-lo buscado e por não tê-la deixado buscá-lo antes de cinco horas... É, aquele dia vi que com a madrinha a gente não brinca.
— Bella, daqui a pouco irá relembrar esta lição — falou Hermione muito séria. — Desça agora deste barril, e comporte-se como a dama que eu sei que é.
O tom dela continuava melodioso, mas a firmeza da voz e do olhar fizera com que a sorridente menina ficasse séria e pulasse do pequeno e improvisado palco para, então, sentar corretamente ao lado da mãe. Antes que Harry pudesse tecer qualquer comentário, Mclaggen já interpelava Sírius dizendo:
— Dom Sírius, temos a estratégia pronta, mas enfrentamos um problema.
— Sei. E qual é o problema desta vez, Córmaco? — Perguntou Sírius sorrindo.
— Precisamos de um arqueiro. Moody, Kingsley, Diggle e Krum estão em missão, e todos os outros estão espalhados como sempre, mas eu não confiaria uma missão tão delicada a eles, são por demais espalhafatosos — concluiu o conde sombrio.
Todos sabiam que a vida de sua esposa e de seu filho não nascido é que estavam em jogo. E com certeza fariam de tudo para evitar que o resgate dos dois se transformasse numa tragédia. Depois de tantos anos de exílio, eles não poderiam suportar muitas mais.
— Bem, eu não sei qual é o caso, mas se vocês precisam de um arqueiro ágil e silencioso deveriam levar Hermione — disse Draco intrometendo-se na conversa.
— Como é? — Questionou Dom Sírius, enquanto todos os olhares se concentravam na curandeira, que se mostrou desconfortável.
— Draco não...
— Ora, Hermione. Em todos os meus anos de vida, jamais vi uma arqueira como você. É a melhor — afirmou Draco com admiração.
Mclaggen fez uma cara desgostosa. Levar a curandeira era trocar o rasgado pelo esfarrapado. Ele não queria levar Pansy, e também não queria levar aquela miúda de ares de ninfa.
— Nós vamos buscar a esposa de Córmaco — falou Harry observando atentamente as reações da mulher. — É arriscado, mas, na teoria, deve ser uma ação fácil. Anna estará nos esperando na Orla da Floresta. Tudo o que temos que fazer é evitar que os guardas nos vejam e vejam a ela fugindo. As fugas, nos dias de hoje, têm sido punidas com a morte. Acha que poderá suportar a pressão, curandeira?
Hermione estava decidida a não ir. Porém, quando ouviu o nome de Anna e lembrou-se da criada gentil que a ajudou quando estavam se preparando para a fuga de Atalaia, ela mudou de idéia. Isso, somado à fúria de ter suas habilidades questionadas por um príncipe mimado, a fizeram dizer com a voz controlada, mais um olhar desafiante:
— Com toda a certeza, Alteza. Que horas devo estar pronta?
— Vamos sair ao amanhecer. Esteja aqui um quarto de hora antes — afirmou Harry sorrindo. Era a oportunidade dele de ficar junto da mulher sem interferências.
Mclaggen, alheio aos olhares trocados pelo casal, interrompeu-os dizendo:
— Espere aí. Eu não concordei com nada! Não quero correr o risco de levar uma, uma... uma mulher sem prática nenhuma e...
Nesse momento, ele foi interrompido pelas gargalhadas dos Malfoy e de Jim.
— Você acha que a madrinha não tem prática? — Perguntou Isabella enxugando as lágrimas provocadas pelo riso.
Jim não falou nada. Sumiu pela porta para, dois minutos depois, trazer um arco feito de uma madeira prateada e uma aljava de couro pintado de ouro e verde. Dentro, pelo menos, duas dúzias de flechas se sobressaíam pela coloração azulada das penas guia que se sobressaíam.
— Pronto, madrinha. Acho que poderias demonstrar um pouco da tua técnica, não é? — Indagou Jim com um sorriso imenso.
Hermione segurou o arco e a aljava e deu um olhar indeciso para Dom Sírius, que lhe fez um gesto afirmativo. Aqueles dias tinham sido incríveis e Hermione não se arrependeu das confidências trocadas com o Chefe do Bando. Descobrir os segredos do próprio passado não fora tão atormentador como ela imaginava. Dom Sírius se mostrava encantador com ela. Ele, inclusive, conseguiu desviar Harry do caminho da curandeira e ela lhe era grata por isso.
Suspirando ela sorriu para os afilhados que a cercavam enchendo-a de idéias.
— Eu ainda acho que a madrinha poderia fazer igual aquela vez no porto do mediterrâneo — resmungou Isabella.
— Deixa de ser besta, Bella, não temos azeitonas por aqui — retrucou Jim. — Acho que a madrinha deveria mostrar como caçam os morcegos — acrescentou com um olhar malvado.
— Sim! Sim! Sim! Ah, Madrinha, mostra, por favor — concordou Isabella prontamente, com um olhar brilhante de alegria.
— Acalmem-se os dois — pediu Hermione. — Vejamos... Senhora Lupin, poderia me emprestar este seu lenço negro?
Dora sorriu com graça e lhe entregou o lenço que usava para prender os longos cabelos negros com mexas rosadas que a curandeira ainda não descobrira o segredo.
Depois disso, Isabella subiu novamente no barril e vendou Hermione enquanto sorria com alegria.
— O que eu devo acertar? — Indagou ela já gostando da brincadeira.
O que houve foi uma cacofonia de vozes infantis. Além de Bella e de Jim, os pequenos Weasley e mais quinze crianças se exclamavam e sugeriam as mais estapafúrdias idéias. Até que Draco irritado com toda a bagunça exclamou:
— Chega! Fiquem em silêncio! Mione, acerte a alça da caneca de cerveja do Dom Sírius, que está a tua direita, em cima da mesa. E fiquem quietos todos, se não quiserem levar uma flechada no bumbum — completou ele, com um olhar maligno aos pequenos.
Todos ficaram em silêncio, enquanto Hermione inspirava e expirava com força. Então ela cantou, para espanto de todos.
Sua voz doce e suave inundou a cabana, e ela virava-se com o arco e a flecha em posição de disparo. Num minuto ela cantava. No minuto seguinte apenas um suspiro e silêncio.
Hermione tinha disparado.
— Meu Deus! — Exclamou Fred Weasley olhando para a flecha cravada na alça da caneca, a menos de quarenta centímetros do próprio braço.
Todos começaram a falar ao mesmo tempo, parabenizando Hermione e comentando entre si sobre o disparo que eles nem haviam visto ser efetuado.
Apenas duas pessoas estavam em silêncio.
O príncipe Harry era uma delas.
A outra era a própria Hermione.
Ela arrumava a aljava com cuidado e desprendia o fino fio usado para retesar o arco e disparar. E Harry, obviamente, a observava atentamente, como se estivesse memorizando cada movimento daquele corpo esguio.
Jim logo teve sua atenção puxada para o casal. Ele não gostava do tio, por mais que Draco insistisse que ele era um homem honrado e um soldado magnífico. Ele detestava ainda mais o olhar fixo que ele tinha sobre sua madrinha. Era o mesmo olhar de outros homens, a diferença é que sua madrinha parecia se incomodar com aquela avaliação tão minuciosa. Se ele não captasse o nervosismo da curandeira, provavelmente teria deixado Harry completar seu intento de se aproximar da castanha. Entretanto, ele percebia o leve tremor nas mãos da madrinha e isso fora o suficiente para fazê-lo seguir até ela, rapidamente, impedindo o príncipe Harry de se aproximar.
— Quer ajuda para fazer isso, madrinha? — Indagou o menino com a voz num tom desnecessariamente alto, a fim de mostrar para Harry que ele não poderia chegar perto da curandeira mais uma vez.
Hermione sorriu e o abraçou pelos ombros, como sempre fazia:
— Não precisa, meu querido. Tenho apenas que pegar o resto das flechas para a missão, amanhã. Você poderia preparar mais flechas pra mim, durante o dia? Tenho a impressão de que utilizarei todas no resgate...
— TODAS? — Questionou o menino surpreso.
— Sim... — concordou ela com o cenho franzido. — Eu não estou tendo um bom pressentimento. É bom que eu vá com eles. Seu tio Draco tomou a decisão correta mais uma vez.
O ruivinho sorriu e concordou com a cabeça.
— Tudo bem, madrinha. Eu irei fabricar mais algumas fechas. Não sou tão bom nisso como você, mas não terá do que reclamar. Talvez até peça para a Bella me ajudar com as penas. Quem sabe assim ela fique quieta...
Hermione deu uma gostosa gargalhada e lançou um rápido olhar para a afilhada que ria e continuava a conversar animadamente. Voltou a atenção ao menino e concordou:
— Pode ter ajuda dela, mas revise o serviço. Bella tende a ser pouco cuidadosa com as coisas depois de certo tempo parada num único lugar. Eu vou descansar. Amanhã será um longo dia. Desculpe-se com os demais e avise seus tios que eu já me recolhi. Uma boa noite, meu anjinho.
— Boa noite, madrinha — despediu-se ele após receber um beijo na testa.
O ruivinho observou sua mentora saindo da cabana, sentindo o peso do olhar do homem mais velho às suas costas. Assim que a viu sumir detrás da cortina, virou para o seu verdadeiro tio e o encarou com os olhos verdes idênticos e cheios de irritação.
O príncipe encarou o sobrinho com a sobrancelha erguida, esperando uma atitude.
— Eu vou ser bem claro com o senhor — começou Jim. — O que quer que esteja planejando fazer com minha madrinha, não faça!
Harry deu um sorriso malandro e retrucou:
— Não fazer? Simples assim?
O ruivinho suspirou e rolou os olhos. Tinha a aparência de quem pedia paciência aos deuses para explicar algo absurdamente simples a alguém absurdamente estúpido. Com a voz sob controle, ele respondeu:
— Nada é simples quando se trata de minha madrinha, senhor. Se o senhor a conhecesse melhor, saberia disso. O fato é que o senhor a perturba. Eu não gosto que perturbem as pessoas que amo. E eu a amo. Portanto não faça! Fique longe dela!
— Se não o quê? — Indagou Harry muito divertido com a audácia do seu pequeno sobrinho.
— Eu posso ser uma criança, senhor. Mas sou o Herdeiro legítimo de Atalaia. Com certeza eu posso pensar em algo bem criativo.
Dito isso, o pequeno príncipe deu as costas a Harry e voltou a se reunir com aqueles que ele considerava sua família.
Harry encarou o sobrinho intrigado. Ele tinha potencial, pensou o príncipe guerreiro. E agia igualzinho ao Ronald. Harry deu um sorriso. Uma verdadeira pena que Ronald jamais conseguira que Harry obedecesse suas ordens... Principalmente quando se tratasse de algo que o príncipe guerreiro queria. E ele queria Hermione.
Sorrindo, satisfeito por ter, finalmente, a curandeira a sua mercê, Harry também se recolheu a sua cabana. O outro dia, com certeza, seria longo.



— Maldição!
Foi esta a exclamação que Harry soltou pela milésima vez naquela manhã brilhante. Ele estava escondido numa árvore, enquanto meditava no porquê das coisas acontecerem da pior forma.
O que era para ser uma ação simples e limpa se tornara numa verdadeira guerra sangrenta.
Anna havia sido seguida. Os soldados de Voldemort haviam se esgueirado para dentro da mata e no momento em que Remus e Dora pararam para iniciar o plano e permitir que Anna entrasse na carroça e se escondesse, eles foram atacados e feitos reféns. Anna emitiu um grito estrangulado quando foi pega por trás por outro soldado.
Naquele momento, Harry pensou que tudo estava perdido.
E então ouviu o zunido de uma flecha. Ele viu Anna em choque, repetindo “Oh, meu Deus! Oh, meu Deus!”, enquanto o soldado caía para trás ante o impacto da flecha cravada em sua testa.
Segundos depois, eram Remus e Dora quem estavam livres da ameaça e os soldados jaziam caídos no chão, com flechas cravadas diretamente na fenda de seus elmos e, por conseqüência, em seus olhos.
Harry não localizou a curandeira e, passado o estupor, ele tinha que concordar com Draco. Hermione era ótima.
Depois disso houve um pequeno caos. Os demais soldados atacaram, mas entre eles não haviam arqueiros. Longbottom e Boot duelavam em verdadeira desvantagem contra cinco oponentes, que logo eram abatidos por flechas ainda mais certeiras. Remus e Dora sumiram dentro da mata com sua carroça, coisa que Harry jamais compreenderia, pois a estrutura dela era pintada de amarelo brilhante, e azul celeste.
Anna fora içada para cima do cavalo de Mclaggen e ambos sumiram dentro da floresta.
Harry duelou com espadas com mais dois ou três soldados e logo ouvia a corneta de Atalaia sendo soprada contra ele. Os soldados pediam reforços. Eles teriam de sair de lá de qualquer forma.
Mas como?
Longbottom e Boot sinalizaram para Harry e passaram a manobra de evasão. Eles atrairiam os soldados e depois se esconderiam no precipício como fizeram milhares de vezes. Agora só faltava encontrar a curandeira.
— Curandeira! — Gritou Harry com urgência.
Mas ele apenas ouvia o barulho das armaduras entrechocando-se e das ordens dos soldados. Ele odiava estar em desvantagem. Portanto odiava aquele dia com toda a força.
— Curandeira! — Berrou ainda mais uma vez, mudando de posição, pois sua voz atraíra mais soldados inimigos.
Começava a se preocupar quando, com um alívio imenso que anestesiava seu peito, ele vira um tornozelo delicado aparecendo nos galhos mais adiante, na próxima árvore.
Com espanto, percebeu que a mulher estava parcamente equilibrada num galho fino quando disparou outra flecha que derrubara um soldado, o qual estava prestes a acertar Longbottom. Ele quase gritou contra a imprudência dela, antes de perceber que ela era capaz de mover-se com graça e elegância entre as ramagens. Ela era fantástica. E seria dele.
Com um assovio, Harry chamou Ares que resfolegou enquanto galopava a toda velocidade em sua direção. Com um salto, Harry montou-o cavalgou na direção de Hermione.
A castanha ouvira o assovio. Tinha de ser o príncipe. Tinha de ser! Ela já não tinha mais flechas. Apenas Boudicca, sua adaga, mas para isso teria de aproximar demais do inimigo e ela não tinha certeza de que gostaria de fazê-lo.
Apurou os ouvidos e percebeu a aproximação de um gigantesco cavalo, em seguida, viu o príncipe pulando na sela e indo na direção dela. Sim, ela estava a salvo, pensou consolada. E sem esperar qualquer sinal, Hermione pulou do galho em que se encontrava, e procurou cair em cima do cavalo.
Ela errou um pouco a mira e acabou caindo em cima de Harry, que tonteou por um minuto antes de segurá-la e impedir que ela deslizasse de cima de Ares. Se fosse numa situação mais calma, Harry não hesitaria em colocá-la em seu colo e agarrá-la contra si. Mas eles estavam numa batalha e Hermione não era nenhum bibelô de luxo, assim, ele a acomodou às suas costas.
— Segure-se firme, curandeira. Eu preciso dos braços livres para poder usar Camulus.
— Não se preocupe, Alteza — respondeu ela. — Eu posso ficar em cima de qualquer cavalo, e também preciso dos braços livres.
— Por quê? Ainda sobraram flechas? — indagou ele surpreso.
— Não, mas Boudicca tem uma irmã, e as duas gostam de lutar juntas.
O príncipe pensou que a curandeira havia enlouquecido. Mas aquele não era o melhor momento para continuarem a discussão. Cinco soldados montados vinham na direção deles, com suas espadas em punho e prontos para a morte.
Ares sabia o que fazer, estava acostumado que Harry soltasse suas rédeas e ele obedecesse seu dono apenas pela pressão nas pernas. Mesmo tento uma carga a mais, o cavalo não parecia intimidado com a luta sangrenta que iria se desenrolar.
Hermione nunca entenderia bem como foi que tudo aconteceu. Num momento tudo ficou confuso. Com ruídos de metal invadindo seus ouvidos, ela sentiu que afundara as adagas em dois soldados que os cercavam por trás. E então... Liberdade.
Eles cavalgavam com dificuldade pela mata, entre os galhos mais baixos e as raízes retorcidas, ziguezagueando e evitando serem seguidos, muito embora Hermione tivesse a enjoativa idéia de que eles haviam matado os últimos soldados que foram enviados como reforços.
A curandeira nunca havia matado ninguém, porém naquele dia ela havia disparado fatalmente inúmeras vezes. Isso não a perturbava tanto quanto o arrependimento de ter usado as adagas. Ela ainda sentia a sensação de afundar a lâmina pela pele e pelos músculos da barriga dos dois soldados. A sensação de estar destrinchando um porco. E aquela figura de pensamento a deixou enojada. Não poderia comer porco por alguns dias, concluiu ela, logicamente.
Já estavam em fuga à quase quarenta minutos quando, finalmente, Hermione saiu de seu estupor e pensamentos desnecessários e sentiu que Harry vacilava em cima do cavalo.
— Príncipe, onde estamos? Príncipe?
Ela passou a mão pelo tórax dele, tentando fazê-lo reagir quando sentiu algo viscoso. Sangue! Ela o segurou junto a si, ele estava desacordado e sangrando.
Droga! Droga! Droga! Droga! O que ela faria? Resmungava ela caoticamente. Ela tinha que pensar, ela tinha que agir, ela tinha que...
Primeiro ela recuperou as rédeas com muito esforço e dificuldade, porque estavam suspensas sobre as coxas musculosas de Harry e ela não queria tocá-lo mais que o necessário. Então, conduziu o cavalo até o rio. Ela continuou andando em ziguezague, na esperança de despistar quem os seguisse.
Minutos depois, Hermione saltava do cavalo e, após acomodar Harry em cima do cavalo de forma que ele não caísse, a castanha conduziu os dois até um recanto mais afastado, cercado por moitas espinhosas, típicas daquela região.
Com uma rapidez que traía a longa prática, Hermione tirou de dentro da aljava um tecido leve e cinzento que ela ganhara de um comerciante árabe. Ela adorava-o porque eram metros e metros de pano, que, dobrados com cuidado, ficavam do tamanho de um pequeno livro.
Depois de armar uma pequena tenda com o tecido, Hermione foi até o cavalo, desmontar Harry. Ela ficou cinco minutos tentando, até que disse:
— Por que, em nome dos Céus, este homem tinha que ser tão grande e tão pesado? Argh! O que eu farei?
Ares encarou-a como se ela estivesse perguntando a ele e então resfolegou como se dissesse “eu não tenho a mínima idéia”.
— Não era com você, cavalo bobo — retrucou ela. — Mas se nem mesmo você tem idéia, como será que... Já sei. Pena que isso vai doer — finalizou ela com um olhar de desculpas para o homem desfalecido.
Com firmeza, ela impulsionou o corpo de forma a derrubar o príncipe de cima do cavalo. Mesmo desacordado, ele gemeu ante o impacto.
— Perdão, perdão... Ai... Por que eu tinha de estar justamente com ele? Podia ser qualquer um. O senhor Longbottom, por exemplo, é muito mais magro e miúdo que este brutamontes...
Ela seguiu resmungando enquanto o puxava pelas pernas até a tenda. Antes de acomodá-lo definitivamente, Hermione pegou as mantas que serviam de acomodação no cavalo e preparou um leito improvisado. Só então ela arrastou o príncipe até elas e o desnudou na parte de cima par ver a extensão do ferimento.
Tudo isso demorou menos de dez minutos.
Ela abriu a base da aljava onde guardava uma pequena provisão de ungüentos e faixas, no caso de ferimentos de emergência. Com a parte destacada, ela improvisou um pequeno coxo e buscou água no rio, primeiro para limpar os ferimentos e depois para hidratá-lo.
Logo, ela descobriu que o corte era superficial apesar do sangue, que já coagulava fechando-o. O que causara o desmaio era uma ferida na cabeça, causada pelo cabo de uma espada, pelo que ela poderia imaginar. Ele devia ter sido atingido por um dos homens que Hermione esfaqueara, ela lembrava-se vagamente de um deles ter erguido o braço pronto para desferir um golpe quando ela enfiara a lâmina de trinta centímetros diretamente entre as emendas da armadura, embaixo da axila. Ela só podia supor, mas aquele deveria ter sido o golpe que deixou o príncipe desacordado.
Resmungando ela limpou os ferimentos e os medicou. Logo em seguida, ela buscou uma erva conhecida sua, que costumava brotar perto dos rios, e que seria um excelente elixir contra as infecções.
Ela moeu as folhas da erva junto com um pouco de água, usando o cabo de Boudicca e em seguida fez o guerreio ingerir a beberagem. Ela sabia que o gosto era amargo, mas era a única coisa que poderia fazer por ele antes de procurar outras ervas.
Assim que ela deu por terminado o cuidado com a saúde do príncipe, Hermione saiu preparando armadilhas com galhos secos e cipós à volta do acampamento improvisado. Então recolheu madeira para fazer uma pequena fogueira e um tipo de musgo especial que faria com que a fogueira não tivesse muita fumaça.
Usando as duas adagas, ela criou a isca que incendiaria as achas de musgo e acendeu a fogueira. Usando a aljava, recolheu mais água do rio para beber. Ela ainda improvisou algumas flechas, com as quais pescou alguns peixes para a refeição. Já deveria passar das três horas da tarde e eles apenas tinham comido no café da manhã. As flechas improvisadas serviram igualmente como espetos.
De quando em quando, Hermione ia verificar seu “paciente”. Ele parecia melhor, apesar de permanecer desacordado. Mas ela não se preocupava muito. O ferimento tinha sido numa área da cabeça que não era particularmente perigosa e ele era muito saudável. Deixaria a preocupação para o próximo dia, se ele permanecesse naquele estado comatoso.
Depois de se alimentar, Hermione tratou do cavalo do príncipe e instalou mais alguns dispositivos de defesa.
Estava escurecendo quando ela voltou definitivamente para o acampamento. Ela sentou-se ao lado do príncipe e permitiu-se, pela primeira vez desde a noite do interlúdio apaixonado, observá-lo com cuidado.
O cabelo negro estava ainda mais desarrumado que de costume, o rosto estava descontraído, sem aquela expressão dura de comando de sempre. Ele tinha ombros largos e um tórax muito musculoso, assim como os braços. Via-se que era um guerreiro pelas mãos calejadas de unhas extremamente curtas. Ao pensar na força daquelas mãos, Hermione imediatamente ruborizou.
Ela continuou descendo o olhar pelo peito másculo e peludo apenas próximo aos mamilos, deslizou o olhar pelo caminho de pêlos que seguia pelo estômago até sumir entre as calças ajustadas do homem.
Sentiu o coração pular uma batida. Ela ainda lembrava-se com clareza da sensação de estar contra ele, e do volume que ele escondia debaixo daquelas calças.
Sem se conter, ela acariciou o corpo desnudo do príncipe, apenas com as pontas dos dedos, tentado descobrir alguma imperfeição nele.
— Você não deveria ser tão bonito — murmurou ela sentindo os pêlos do peito fazerem cócegas nos dedos delgados. — Deveria ser feio e horrivelmente maligno, porque, então, eu não sonharia mais com os seus beijos e voltaria a ser livre.
Harry havia acordado levemente um pouco antes de Hermione voltar, com a cabeça latejando e as costelas ardendo onde havia sido atingido. Ao notar que estava sendo tratado, ele voltou a dormitar, ficando num estado de semi-inconsciência.
Ele percebeu quando a mulher se aproximou dele, e quase sentia a carícia dos olhos dela em seu corpo. Mesmo machucado, teve de lutar contra a vontade de agarrá-la.
Seu esforço, porém, foi totalmente esquecido quando ela resolveu acariciá-lo. E ouvi-la sussurrando o quanto ele era bonito o fez abrir os olhos. Ele interrompeu a carícia, que se aproximava perigosamente da calça, fazendo seus músculos abdominais contraírem, segurando o pulso delicado da castanha. Então, disse com a voz ainda rouca:
— Eu não quero que seja livre de mim, mulher.
— O quê? — Indagou ela assustada, tentando libertar o braço.
— Só pergunta isso? — Disse ele sorrindo e puxando-a para cima do corpo.
Hermione estava atordoada demais com a proximidade para reagir, e, no segundo seguinte, o príncipe já havia virado os dois e deitado em cima da castanha, segurando os braços dela acima da cabeça.
— Solte-me, alteza — pediu ela com a voz sumida.
A curandeira sentia a evidência do desejo do príncipe. Assim como sentia o próprio desejo circulando em suas veias. Ouvia o sangue pulsando nos ouvidos e o coração batendo loucamente no peito.
— Não posso. Não pude antes, não poderei agora — sussurrou ele próximo da boca carnuda.
— Mas não devemos... — tentou ela.
— Não podemos mais postergar, minha curandeira. Eu não consigo pensar em outra coisa, desde aquela noite. Chegou o momento de fazer você minha, e é exatamente isso que irei fazer. Portanto...
Hermione tentou dizer mais alguma coisa, mas sentiu a boca exigente do príncipe sobre a sua. O último pensamento consciente e relutante lhe dizia que ele tinha razão: não poderiam mais adiar.
Ela deslizou e mão pelo estômago de Harry e por fim chegou até a calça, fazendo-o se retesar e gemer.
Ele a encarou surpreso. Porém foi impedido de exclamar qualquer coisa, agora era ela quem o beijava, arqueando-se ansiosamente. Ela precisava saber, ela precisava sentir, e, acima de tudo, ela precisava experimentar. Era exatamente isso que faria.
Como diria Pansy, mulheres no comando.



N/A Carla Ligia: Eu sei que demorei! Eu sei que o capítulo não é lá estas coisas! Eu sei que fui uma péssima escritora... Por isso só peço que me perdoem...*-*... Estou enfrentando uma séria crise de criatividade, estou na verdade numa ACDC (Autora Carente de Criatividade). Claro que à vocês ao interessa isso. Interessa que o capítulo seja postado e seja digno de uma leitura mínima. Este é apenas digno de uma leitura mínima, eu sei..u.ú... Mas como eu disse é a crise, eu espero que passe.. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Eu tenho saudades de vocês também, e também sinto saudades de responder aos comentários lindos de todos, só isso me motivou a postar este capítulo (que não é lá estas coisas, mas enfim...). A única coisa boa é que o próximo há de ser a N/C...=D.... Sim, finalmente.... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Para que o capítulo seja pelo menos adequado, não prometo postar nas próximas semanas. Vou me concentrar muito, pedir apoio aos astros, e... sei lá.. haushaushaushaushaush. Tentar qualquer coisa para passar esta ACDC... Não tenho inspiração sequer para uma N/A adequada...u.ú... Mas eu ainda terei... e ainda voltarei à antiga forma. Beijocas estreladas a todos os seres fantásticos que continuam lendo a minha fic e que comentam. Beijinhos aos mudinhos fenomenais que continuam lendo a fic, e um sincero pedido de desculpas pela demora e pelo capítulo fraco. Até o próximo capítulo (com N/C).



Teresa: Flor querida, é tão bom saber que estarás aqui não importa quantos desastres me acontecerem (*pcs do mal que não funcionam*) ou quantos ACDCs eu tiver...=D.. Sim capítulo passado foi fantástico...*Carinha de Corvinal do Mal safada* E doze anos foi demais..kkkkkkkkkkkkkkkk... Fazer o que, eu adoro fazer meus personagens sofrerem...*-*... Estás muito mais próxima do segredo do Sírius e da Hermione do que imaginas, mas ela não é nem irmã, nem prima nem filha.. quem ela será??oO??? Saberás nos próximos capítulos... ahsahsuashusahsauhasuhsuahs. O Harry não terá ciúmes do Neville, não desta forma, ele terá ciúmes da atenção que a Hermione dispensa ao Neville e não dispensa a ele.. E não.. Eu não farei um Harry tão burro porque tu tens razão: no momento em que ele se agarrar à Lady Cho, o príncipe pode dar adeus a qualquer chance com a Hermione... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Obrigada pelos elogios eles sempre são bem vindos. Beijocas estreladas e até a atualização.

Pah: Ai amada, eu demorei, para minha completa vergonha.. Agradeço de coração a todos os elogios e digo que logo logo saberão os segredos todos, a fic não terá muitos capítulos ainda (*eu espero...oO...*).. E sim, a falta de inspiração é algo, mas não tem mais escola não...=D.. é o trabalho mesmo... e a pós graduação..u.ú... Mas estou postando....=D.. Isso é o que importa não é???*-*???? Beijocas estreladas flor.

Amor: É tão bom voltar... ahsuhasuhasuashuashaushuas. Realmente os computadores são seres sonserinos do mal que resolvem que não farão seu serviço nos piores momentos...¬¬’... Mas enfim, precisamos deles, não vivemos sem eles... *suspiros*.. Sim, capítulo passado compensou a seca.. kkkkkkkkkkkkkkkk. Este não foi lá estas coisas, mas o próximo... Ahhh, o próximo...*Carinha de Corvinal Sonhadora*... E não é maldade nãoooo.. Um, Harry desses é o sonho de consumo de dez em cada dez mulheres...=D... Coitado do Nev... eu te adianto uma coisa... ele vai morrer... ahsuhasuhasuhasuashuashsauhsuh. Não, o Sìrius não é o pai da Hermione, mas ta bem perto... ahsuhasuahsuashaush. O Harry é ciumento, mas ele tem um ciúme intoxicante.. É muito raro ele explodir, ele guarda todo o veneno para si, coitadinho...u.u... Sim, a internet também sabe ser do mal (*a voz da experiência*). Este capítulo foi sem graça...*-*... Mas o próximo, que terá N/C vai ser mais quente...=D... Prometo... Beijocas estreladas.

Dy: O que eu posso falar de ti, Gaúcha???*-*??? Flor, tu nunca me abandonas.. Só no msn..¬¬... Não vamos comentar isso.. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Parte 1: Sim, pobre Minerva e pobre Luna... Eu sou muito má com meus personagens... ahsauhsuashuashaush. Deve ser algum trauma ou sei lá... kkkkkkkkkkk. Risos, eu sei por quem a Hermione é louca... ahsuhasuahsuash, mas que rimou rimou...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. A Bella é ótima... é divertida e espalhafatosa (*me lembra alguém...oO.. será que sou eu??*-*??*). A binks fez realmente uma colocação muito boa, mas não, o Serpente não participou da matança dos Parkinson... Espere e vocês verão, não sejam apressadas... Boudicca foi uma rainha pagã da antiga Bretanha, na época da colonização da Inglaterra pelos romanos. Ela organizou uma insurreição e matou muitos do exército romano que era considerado invencível, e inclusive retomou o comando da hoje chamada cidade de Londres. Porém, o movimento que ela comandava acabou terminando numa batalha que mais pareceu uma carnificina, pois o Imperador romano enviou reforços aos soldados. Portanto era a rainha Boudicca ou Boudiccea e seus parcos artesãos e agricultores contra centenas de soldados profissionais, bem equipados. Sim, o Harry sabe ser odioso, e ao mesmo tempo ele tem aquele estilo macho-das-cavernas que nos faz ter fantasias... ahsuhasuhasuhasuhasuh. Não se enganem o Harry ainda será doce.. eu acho...oO... Se é que um soldado é doce... oO... Ahh, ser chamada de mulher e levar um beijo digno de Oscar derrete qualquer um. kkkkkk... Parte 2: Sim, sim, sim... de quatro, deitado, rolando.. ahsuhasuhasuhasuahsuashuashasuh. O Harry se fará de forte mas... a gente sabe que lá no fundo, quem manda mesmo é a Mione.. kkkkkkkkkkkkkkkkkk. O Harry sabe ser odioso eu já disse, mas é mais forte que ele, por muito tempo o príncipe se protegeu das interesseiras ele não consegue perder os costume...=D... Pobre Nev.. Todos o odeiam...u.u... Ainda bem que eu já tinha decidido matá-lo... kkkkkkkkkkkkkkkk. E não bebê, eles levarão muito mais que uma hora para as coisinhas... O Harry tem um fôlego que.. noooossa....*Corvinal do Mal com calores*... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. E sim, a Hermione está completamente perdida. O Harry a está encarando como um território a ser conquistado, e ele empregará TODAS as armas para isso... ahsuhasuahsuashuashuashuashuash. Parte 3: Risos tu e estes teus famosos “dois dedos” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. É sério eu prefiro ficar de fora numa disputa tua com a Binks... sou muito Corvinal para me meter entre uma grifinória e uma sonserina... hasuhasuhasuahsuashusahush. Pobre Bê..u.u... Não vou falar mais dele então..u.u... E chega de falar em mandiocas e na morte dos pobres cavalos.. nossa esta notícia ta tri velha já.. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Parte 4: Sim.. pobre Luna...u.u.. O Harry vai vencê-lo.. Mas não será da forma como todos pensam.. Eu ainda guardo uma surpresa ou duas na manga... ahsuhasuhsauhsauh. Sim eles se amarão... No próximo capítulo... hasuhasuhasuhasu. Sim, N/C na nossa porta... ahsuhasuhasuhasuhsauhsauahs. E não vou te contar nada, oras.. é tudo supresa...=D... Tivestes mais de duas semanas...u.u.. Mas eu já expliquei na minha N/A, são problemas de cunho autoral... ahsuhasuhasuh. Sim, todos precisamos de mais H/H kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. E eu sempre soube que tinha algo de siciliana..oO... é a máfia, não adianta... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Mas tu também tens que me proteger... ahsuahsuhsauashusahsauhsa. Eu só disse para soltar a guria porque ela tava ficando roxa...kkkkkkkkkkkkk. E a Bella é cria minha, é óbvio que eu a chamo de metida... mas é uma metida amada... ahsuahsuashuashasuh. Parte 5: hasuhasuhasuhasuhasu. O que é que eu vou te responder aqui???Oo??? A gente sempre comenta tudo no msn..*quando tu apareces, né Gaúcha??oO???*... E haverá mais sangue e morte, tenha calma... ahsuhasuhsauhsusauh. O Harry é prático, veremos isso no próximo capítulo.. kkkkkkkkkkkkkkkkk. Já percebeste?? Eu digo que tudo aparecerá no próximo capítulo...=D... Parte 6:Devem estar lá em Torres então... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. E ..*que vergonha*... Tu sabes que e eu tenho sérios problemas em lembrar de nomes...u.u.. E ainda fica me tirando...*Carinha de Corvinal do Mal triste*... É claro que eu não conto os comentários que eu já respondi, oras.. só tu mesma... ¬¬... Fico feliz que tenhas gostado das partes H/H... espero que o próximo capítulo mate a nossa vontade de vez.. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Beijocas estreladas pra tua tia e pra ti óbvio... Mas antes, tem mais um comentariozinho. Parte 7: Foram comentários rechonchudos mesmo hasuhasuhasuhasuhsuahasuh. Não me esgotaste porque a Binks me abandonou..¬¬... E porque eu respondi em duas tardes e não apenas em uma noite.. hasuhasuhaushusahusahaush. Eu vou tentar fazer a N/C melhor que o beijo e o amasso, veremos logo se eu consegui. Muito obrigada pelos incentivos amada gaúcha sumida e até o próximo capítulo. Beijocas estreladas.

Jessy: Sim eu faço minhas personagens sofrerem.. ahsuahsuashuash. Mas a Luna e a Minerva ainda darão a volta por cima, verás... eu tenho tudo planejado em minha mente de Corvinal do Mal, pode deixar... ahsuhasuhsauashaushsauh. E olha, tu sabes que meu cabelo é liso, fino e escorrido igual cabelo de nenê, então, obviamente, me baseei nas minhas amigas de cabelos crespos (*autora verde de inveja*) para construir uma Hermione revoltada com os cachos.. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. E que bom que adorastes...*-*... Agora o Jim se sente bem possessivo em relação à Bella, coitado, ele nem sabe o que o espera... *segredos*... Harry mereceu apanhar, aliás ele merecia uns tapinhas desde aquele dia que ele fora um grosso com a Cho, pois afinal de contas, bem ou mal, ela é uma aliada e merece ser tratada com respeito...aff...¬¬... Homens... O Sírius é ótimo e eu vou fazê-lo... Bem, descobrirás com o tempo.. ahsuhasuahsuashash. Quem não quer um Harry gostoso com “A” pegada???*-*??? É o sonho de consumo de cinco a cada cinco pottermaníacas ahsuhasuahsuashusahuash. E realmente ele é safado. Eu sempre disse isso...=D... Bem e este capítulo???oO??? Espero que tenhas adorado ele também..*exijo comentários*.. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Estou atualizando... hihihihihihi. Beijocas estreladas e até a N/C.. ops.. até a atualização, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

Morgana: Muito obrigada *autora vermelha*. Todo mundo espera que eles não sejam mais interrompidos.. kkkkkkkkkkkkkkkk. Prometo que não o serão agora..*Carinha de Corvinal do Mal safada*. Quanto a mais fics minhas será difícil, eu sou uma leitora.. ahsuahsuashuash. Só venho aqui fazer de conta. Adorei sua fic. Beijocas estreladas e até a atualização.

Cordy-sumida-Malfoy: Oi desaparecida. Será que terei de mandar um esquadrão de homens gostosos atrás das minhas leitoras antigas para elas comentarem??oO??? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Sim, parece praga, mas prometo que no próximo capítulo eles não serão atrapalhados... ashuashuashaushasuhasuhsauh. Desculpe a demora, mas estou em ACDC, bem, já expliquei tudo na N/A..*-*... Beijocas estreladas e até a atualização.

Belinhaaa: O Harry é um poço de contradições.. haushasuhasuhasuhsa. To postando, mas o segredo do Draco vai demorar mais um pouquinho... Ahh.. E teve mais H/H, mas no próximo.. ahhhh, daí é que as coisas esquentam... Beijocas estreladas e até lá.

Hermione: Muito obrigada pelos elogios... O Harry é uma das personagens mais complexas que a fic tem porque ele consegue ser suave e intrépido ao mesmo tempo. Fico feliz que tenhas gostado da fic. O que achaste deste capítulo???
Conte tudo e não me esconda nada... ahsuhasuahsuash. Beijocas estreladas e até a atualização.

Nath: Realmente, chegando a este comentário tive que admitir que necessito com urgência formar uma equipe de resgate das minhas leitoras-comentaristas, uma equipe cheia de homens gostosos e fortes e... Bem, que possa resgatá-las da escuridão dos mudinhos... ahsuahsuashuashuash. Que bom que gostastes dos capítulos. Estou postando com atraso.. é.. fazer o que né???*-*??? Ahsuhasuhasuahs. Beijocas estreladas e até a atualização.



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