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26. Natal forçado no Hospital


Fic: Harry Potter e o Prêmio de Riddle


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Harry abriu os olhos e não reconheceu o local, já havia ido diversas vezes a enfermaria e tinha certeza que não era onde estava.

— Onde estou? — Perguntou a qualquer um que pudesse lhe responder, afinal estava tudo embaçado por estar sem óculos.

— Aqui estão, tome. — Alguém colocou os óculos de Harry em seu rosto e ele não reconheceu a moça que estava ali.

— Onde estou? — Repetiu Harry.

— Você está no St. Mungus. Sou a enfermeira Doroti.

Harry olhou a jovem enfermeira, parecia amável e muito jovem para estar ali. Ela era loira e estava com os cabelos presos em um coque por baixo do chapéu de bruxa, não era muito alta e sorria ao ajeitar as almofadas de Harry.

— Você nos deu um baita susto, professor. —Harry se virou para olhar quem falava, mas ficou tonto por fazer isso muito rápido.

— Harry, o que você pensava estar fazendo? —Harry, após passar a tontura, pode ver que eram Gina e Hermione e logo atrás entravam Rony e Minerva.

— Ele precisa descansar agora, ele não está completamente recuperado. — Recomendou a enfermeira.

— Não se preocupe, já, já estaremos saindo. Harry como se sente? — Perguntou Rony.

— Bem, um pouco tonto, mas bem. — Respondeu Harry tentando disfarçar a tontura.

— Você nos deu um baita susto cara...

— O que você pensava que estava fazendo, você por acaso tinha perdido o juízo. — Ralhava Hermione.

— Pega leve com ele Mione, você ouviu a enfermeira. — Interferiu Rony.

— Professor Harry, você tem dado mais trabalho do que qualquer outro professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. Fiquei preocupada. — Minerva falou amavelmente.

— Há quanto tempo estou fora de minhas funções? — Harry procurou por algum calendário nas
paredes do quarto, mas não encontrou nenhum.

— Há duas semanas e meia. — Respondeu Gina. — Mas não se preocupe, Rony e Mione fizeram direitinho o seu trabalho.

— Duas semanas e meia, isso significa que hoje é...

— Natal e infelizmente você não sairá daqui hoje, ainda não recebeu alta, senhor Potter. — A enfermeira terminou seus afazeres e se dirigiu a porta. — Qualquer coisa é só mandarem me chamar.

— Mas o que houve afinal? — Perguntou Harry por fim.

— Nos queríamos saber o mesmo Harry. — Disse Gina se sentando ao pé da cama. — Quer dizer, Sr. Potter. — Corrigiu-se Gina ao ver o olhar intimidador de Minerva McGonagall.

—T udo bem Srta. Weasley, vocês são amigos e não estão dentro de Hogwarts, mas tome cuidado, não deixe que outras pessoas a ouçam se referir assim a um professor, isso pode trazer problemas a Harry e a Hogwarts. Bem vou deixá-los a sós, preciso resolver outros problemas. Feliz Natal para vocês. — E com isso Minerva deixou o quarto e fechou a porta atrás de si.

— Então, o que eu perdi? — Perguntou Harry olhando da expressão zangada de Hermione para a brincalhona de Rony.

— Nada, mas Gina quebrou seu recorde na captura do Pomo. — Rony se sentou ao lado de Harry na cama e Harry se lembrou do porque estava ali.

— O que foi Harry, por que me olha assim, com essa cara de quem viu um bicho-papão? — Perguntou Gina.

— Nada Gina, nada...

— Rony, vamos tomar um café? — Convidou Hermione já saindo e puxando Rony pelo braço.

— Mas eu queria conversar mais com o Harry... — A voz de Rony foi ficando baixa à medida que eles se afastavam...

— Então Harry, o que há? — Perguntou Gina olhando direto nos olhos de Harry.

— Nada, só que eu perdi seu pomo.

— Eu sei, a Mione me falou, mas era pra te dar sorte mesmo, acabou que deu, né? Mas não é isso que te preocupa, o que te preocupa Harry? — Gina falava com muita doçura.

— Você. Preocupo-me com você, me preocupo com o Rony e a Mione, com seus pais, com seus irmãos, com todos. — Respondeu Harry sem encará-la.

—Você fala com bravura Harry, mas quando você deixará de ser o famoso Harry Potter, o menino que sobreviveu? O escolhido? Quando você vai começar a ser só o Harry, o garoto que eu amo? — Harry viu os olhos de Gina brilharem e se lembrou daquele sonho.

— Pensei que você tinha se apaixonado pelo menino-que-sobreviveu, o famoso Harry Potter, Rony me disse que você tinha até um altar...

— Escute aqui, o que o Rony falou é tudo mentira, e depois vou partir a cara dele, ele fica se metendo só pra me provocar...

— Ele me falou que você me amava também, é tudo mentira? — Interrompeu-a Harry.

— Bem, isso foi um palpite dele, — Fazia doce, Gina. — Um bom palpite eu diria, mas não tenho certeza se ele acertou.

Gina se aproximou dele e colocou um dedo na boca dele quando ele mencionou falar.

— Você me prometeu...

Enquanto Gina o beijava Harry reviveu a lembrança de seu último sonho em Hogwarts, reviveu cada detalhe.

— ESTÁ EM HOGWARTS. — Gritou Harry empurrando Gina para longe sem perceber.

— O que Harry, o que está em Hogwarts? —Perguntou Gina assustada com a atitude do garoto... - Vá chamar Rony e Hermione pra mim que eu conto tudo.

Quinze minutos mais tarde, após todas as explicações de Harry, Harry, Rony, Hermione e Gina discutiam em cochichos as possibilidades.

— Eu só não entendo por que estamos cochichando se quem não deveria mesmo saber já sabe? — Perguntou Gina em voz alta.

— Shii! Não quero envolver mais ninguém nisso, ele sabe que eu sei e eu não ligo. - Cochichou Harry. — Mas tenho certeza que ele acha que é um segredo desse eu não confiaria a ninguém por medo de chegar até ele.

— Mas logo ele irá desconfiar que você confiou a nós, Snape contaria isso a ele, somos seus melhores amigos. — Ponderou Hermione. — Mas eu não ligo.

— Muito menos eu, ora o Harry sabe disso. —Falou Rony ao receber o olhar de Hermione.

— Eu também...

— Não me importo, não quero vocês dando bobeira por aí! — Ordenou Harry de punho fechado. — Agora eu tenho que sair daqui e ir para Hogwarts.

No instante que Harry se levantou se arrependeu, pois não estava sentindo as pernas, mas teve sorte que Rony o amparou.

— Você ainda está fraco, não pode sair daqui, a Maldição não foi completamente retirada. — Disse Rony o colocando de volta na cama.

- Você VAI ficar aqui por um tempo, essa é a maldição da morte lenta, se você se esforçar vai morrer, morre lentamente e dolorosamente. — Falou Hermione ajustando o travesseiro de Harry. — Deu sorte que pegou de raspão.

—Não.

— Ah! Mais vai ficar aqui mesmo, você não vai mexer nem um dedo, fique aqui. — Falou Gina com doçura.
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— Não, não é isso, a Maldição, não pegou de raspão, me acertou em cheio, bem no meio do peito e me jogou pra trás, longe até. — Explicou Harry.

— Como assim, se tivesse te acerta em cheio você já estaria morto. — Questionou o Hermione.

— Não estaria não, Mi. — Falou Rony displicente.

— Olha aqui Rony, Eu acho que entendo mais de Maldições do que você...

— Mas parece que se esqueceu que estamos falando do Harry, o menino-que-sobreviveu, lembra? — Rony se sentou e pegou a comida de Harry que a enfermeira havia trazido segundos antes deles voltarem.

— Bem, é, mas por que ele sobreviveu dessa vez? — Hermione olhou para Harry como se ele fosse responder.

— Que foi? Eu não sei não, se não tá feliz pega esse travesseiro e termina o trabalho do Tom. — Harry fechou a cara. — O que vocês ainda estão fazendo aqui? — Todos se entreolharam. — O que estão esperando para ir até Hogwarts procurar a última Horcrux? Estão esperando eu melhorar?

— Bom, é. — Respondeu Gina com receio.

— Não, quero que vocês saiam daqui agora e comecem a procurar em Hogwarts. — Harry tentou se levantar, mas dessa vez caiu já nos travesseiros sem nem sair da cama.

— Se você prometer dormir tranqüilo, nós iremos agora mesmo. — Falou Hermione o cobrindo de volta.

— Não podemos ir, a escola está fechada, lembram? — Lembrou Gina.

— Sim, mas nós somos professores agora, Srta. Weasley. — Brincou Rony.

— Correção, Hermione e Harry são professores, você só apita os jogos. — Bufou Gina.

— Está certo, estamos indo, mas voltamos amanhã pro Natal. — Falou Hermione antes que Rony rebatesse.

— Natal? — Estranho Harry.

— Sim, amanhã, já se esqueceu. — Perguntou Gina surpresa.

— Não, só não achei que viessem passar aqui.

— Vamos vir, todos os Weasley também. — Falou Rony feliz.

— Os Granger também, e vocês terão uma surpresa.

— Surpresa?! Mas você sabe que sou curioso, me conta vai, só pra mim. — Implorou Rony.

— Não, não conto principalmente pra você, você é um linguarudo e é uma surpresa, já falei. —Hermione cruzou os braços e se levantou.

— Então não te beijo até você me contar. —Chantagiou Rony.

— Por mim tudo bem, vivi sem isso por dezessete anos, não é agora que vou morrer por isso. E, aliás, é só até amanhã de manhã mesmo, espero vocês dois lá ou vocês vêm comigo agora? — Perguntou Hermione já parada a porta.

— Eu vou daqui a pouco. — Falou Gina sem deixar Rony abrir a boca. — Quero falar com o Harry, a sós. — Acrescentou para Rony.

— Tudo bem, RONY e eu esperaremos lá embaixo perto das lareiras.

— Está tudo bem Harry? — Perguntou Gina após Rony, de cara amarrada, e Hermione saírem. — Você agiu estranho durante a conversa, nem me olhava nos olhos, está desviando agora.

— Desculpe Gina, eu só não quero acreditar em uma coisa, mas agora não é a hora, uma outra hora eu lhe conto, prometo. — Gina amarrou a cara, mas Harry se aproximou dela e lhe deu um beijo. — Eu cumpri todas as minhas promessas até agora. —“Quase todas” pensou Harry.

— Tudo bem. Vou aceitar isso. Por enquanto. —Acrescentou Gina e se encaminhou para a porta. — Professor.

Harry se virou para o lado e tentou dormir, mas tinha muitas preocupações na cabeça e ainda queria saber como sobreviveu.

A Maldição deveria tê-lo matado em poucos dias, mas ele sobreviveu, como isso era possível, o que será que aconteceu desta vez.

Harry demorou a dormir e quando dormiu logo amanheceu.

— Bom dia Harry! — Desejou Gina logo pela manhã o acordando.

— Encontraram alguma coisa? — Perguntou Harry logo que viu os outros.

— A claro, eu acho que terei um bom dia, Feliz Natal pra você também, Harry. — Falou Gina aborrecida. — Ah! Já ia me esquecendo, não encontramos nada, nem uma agulha usada para costurar a cueca de Gryffindor.

— Desculpe Gi, estive sonhando com isso a noite toda, não tive paz. — Harry respirou fundo para recobrar as energias, parecia bem cansado e envelhecido uns 10 anos. — Bom dia à todos e um Feliz Natal. — Falou tentando parecer mais animado. — Infelizmente, devido ao meu estado atual, não pude comprar nenhum presente de última hora como todo ano.

— Tudo bem Harry, ninguém lembrou. — Riu-se Hermione. — Com o seu estado e com a plaquinha na porta desse quarto que dizia o tempo todo: Grave; e os medibruxos que entravam e saiam a todo tempo, a gente também não comprou.

— Fale por você, aqui está o meu, Harry. — Disse Gina antes de entregar um embrulho a Harry e depois fechou a cara. — E que história é essa, de você sempre comprar de última hora?

— Eu também lembrei Harry, aqui está. — Rony também entregou um embrulho.

— Ei! Você não me deu nada. Eu sou sua namorada, lembra? — Ralhou Hermione e virou as costas com raiva.

— Rony, isso é um dos suéteres de crochê da sua mãe. — Disse Harry segurando um suéter verde com um desenho de um pomo gigante e brilhante no peito. Harry olhou do desenho para Hermione.

— Eu contei a ela que assim que Rony e eu aparatamos, eu lancei o feitiço de engorda e por sorte ele acertou o pomo. — Explicou Hermione. — Ela disse que seria para te proteger, acho que é um daqueles feitiços que só mãe sabe fazer, e eu acho que deve funcionar, levando em conta que você é quase um filho para ela.

— Deixe pra lá as partes técnicas, gostei, depois eu a agradeço. — Harry desembrulhou o de Gina. Harry ficou sem palavras quando viu. — Eh! O quê que é isso mesmo? — Não sabia o que era.

— Não era bem isso que eu esperava, mas tudo bem. — Falou Gina com paciência. — Bem, vendo o estado das suas roupas de proteção, chapéu escudo, capa escudo, tudo aquilo que você comprou dos gêmeos ficou destruído pela maldição, então eu resolvi comprar essas vestes, na grife dos Aurores secretos e agentes de grande escalão no Ministério.

— Aurores secretos têm uma loja pública? —Perguntou Rony.

— Gina...

—Antes que você diga qualquer coisa, essas vestes têm um altíssimo fator de defesa, o protegendo até de algumas maldições, como essa que te colocou aqui. Tem um fator de refração de ate 10 vezes maior que as vestes dos gêmeos, e ainda aumenta o poder da sua magia e pode ficar invisível ou se camuflar e eles não aceitam devolução já que seu tamanho é auto-ajustável e qualquer um pode usar, e além do mais é a sua cara. — Gina ficou sorrindo e piscando os olhos.

— Bem, já que a loja não aceita devolução, depois eu experimento, está muito calor aqui debaixo dessas cobertas e eu ainda não sinto minhas pernas. — Falou Harry.

— Bem, quanto calor tudo bem, ela tem temperatura auto-ajustável também. — Falou Gina fazendo carinha de santa.

— Depois conversamos melhor sobre isso. —Falou Harry.

— Não é meio, sei lá, burro? — Todos olharam para Rony.

— O que exatamente? — Perguntou Hermione.

— Os Aurores secretos e os funcionários de alto escalão terem uma loja onde qualquer um pode entrar. — Continuou Rony sua linha de raciocínio. — Quer dizer, qualquer um pode entrar lá e matar todos.

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