—Tive receio de que você não lembrasse do local. — Falou Harry ao ouvir um Crack as suas costas.
- Como poderia esquecer, se foi aqui que tentei destruí-lo e foi aqui que enterrei e selei minha imortalidade. — Sibilou Voldemort. — Não sei o que Dumbledore lhe disse Harry, mas você jamais poderá me destruir.
- Eu sei, me lembrei deste dia no instante que pus os meus olhos aqui, eu também descobri, desenterrei e destruí, Dumbledore me falou o suficiente e sim, eu irei destruí-lo, não hoje, infelizmente, mas a hora está chegando. — Harry se deliciou com a expressão de espanto no rosto de Voldemort e acrescentou: — Já sei de tudo ao seu respeito, destruí o seu diário, Dumbledore o seu anel, Gina a sua taça e Mione o seu medalhão, me corrija se eu estiver errado, mas só faltam a cobra e algo de Gryffindor.
Voldemort corrigiu sua expressão de espanto e soltou uma gargalhada frívola e cruel.
— Eu realmente jamais encontrei algo de Ravena Ravenclaw, e estou realmente espantado que alguém tenha descoberto sobre o meu segredo. Mas você está enganado Potter, assim que voltei eu criei uma nova Horcrux, uma que nem você será capaz de destruir, uma que ninguém poderá destruir a não ser Eu. —Voldemort soltou mais uma gargalhada ao ver Harry se espantar. — Você se acha esperto, Potter. Mas eu sou mais, você não acreditava realmente que um dia conseguiria me destruir?
- Não importa quantas Horcruxes eu tenha que destruir Tom, mas eu irei te destruir, eu, somente eu e mais ninguém. — Harry apertou mais a varinha e achou ter ouvido a madeira ranger.
- Já falei Harry, você não poderá me destruir, ninguém além de mim poderá destruir essa Horcrux e além do mais eu poderei fazer outras. — Voldemort deu mais uma gargalhada, mas se silenciou ao ouvir outra gargalhada. — O que é tão engraçado, Harry?
- Você não fará mais Horcruxes, você fez num total de sete, você rompeu sua alma em oito partes até agora, isso o enfraquece, você nunca mata ninguém pessoalmente, duvido muito que tenha matado Cho Chang, e você só matou o Sr. Chang na minha frente para me deixar impressionado, me amedrontar, mas você não me assusta mais. Nunca me assustou. —Harry deu mais uma gargalhada. - Você matou seus avós e seu pai, já são três horcruxes, talvez o diário, o anel e provavelmente algo de Gryffindor, matou meus pais e o velho, mais três, a cobra, a taça e o medalhão, suas seis Horcruxes.
“Se você fez mais uma provavelmente você matou pessoalmente Berta Jones, a funcionária do Ministério e agora irá fazer mais uma aproveitando que teve que matar o Sr. Chang.
“Andei estudando você, você tem muitos medos, é muito supersticioso, não tem coragem de sair matando todo mundo por aí, por isso você usa os Comensais da Morte”. — Voldemort riu com ainda mais vontade.
- Você deduziu bem a ordem que eu fiz minha Horcruxes, foi essa a exata ordem, mas Eu já matei incontáveis pessoas, você não sabe, tenho sede por almas, não tenho medo de nada, romperei minha alma em quantas partes for possível, e as enterrarei em diversas partes do mundo e ninguém jamais irá conseguir encontrá-las. — Foi à vez de Harry rir.
- Teme sim, temeu a mim mesmo antes mesmo de eu nascer, assim que soube da Profecia, temeu matar minha mãe, eu vi e vi também quando Slughorn lhe falou sobre as Horcruxes, você temeu quando ele lhe disse que romper a alma era algo ruim, que enfraquecia o ser, sete vezes seria ainda pior e você já fez isso oito vezes, rompeu sua alma em nove partes, você só é um nono do bruxo que já foi um dia e você sabe disso.
Harry sentiu Voldemort querer dar um passo atrás, mas ele nem se mexeu, em vez disso parou e sorriu.
- Harry, vou lhe provar que você jamais poderá me destruir, primeiro a sétima Horcrux que fiz foi por precaução, mas você jamais chegou a destruir primeira, você destruiu o Diário, sim, uma coisa com a qual eu não contava, mas minha alma não foi destruída. — Harry arregalou os olhos espantado.
- O que você quer dizer com isso?
- Você é bom em deduções, então deduza. Você naquela noite viu minha alma sair do diário? –Perguntou Voldemort como um professor explica algo muito obvio a um aluno.
- Não, mas Gina disse que viu. — Respondeu Harry temendo o rumo que essa conversa poderia tomar.
- Ah, sim, a pequena Srta. Weasley, sete é um número muito forte no mundo da Magia, ela tem proteção mágica por ser a sétima filha, seria difícil matá-la, mas o meu diário também tinha uma proteção mágica e não era o basilisco. — Harry estremeceu. — Além da proteção contra leitura você não acha que eu coloquei algo muito mais forte para impedir que minha alma seja destruída?
Harry se lembrou da conversa que teve com o Tom do diário dentro da câmara secreta.
“Como foi que Gina ficou assim?”
“Bom, essa é uma pergunta bastante interessante, é uma história bastante comprida. Suponho que a razão de Gina Weasley estar assim é porque abriu o coração e contou suas tristes preocupações para um estranho invisível.”
“Do que é que você está falando?”
“Do diário. Do meu diário...”
“Ainda que seja eu a dizer, Harry, sempre fui capaz de encantar as pessoas de quem precisei. Então Gina me revelou sua alma, e por acaso essa alma era exatamente o que eu precisava... fui ficando cada vez mais forte com a dieta dos seus medos mais íntimos. Fiquei poderoso, muito mais poderoso do que a Srta. Weasley.
“Suficientemente poderoso para começar a alimentá-la com alguns dos meus segredos, e começar a instalar nela um pouco da minha alma...”
- NÃOOOOO! — Harry sentiu suas entranhas se remoerem e seu coração pulsando no pomo de Adão.
Harry apertou com mais força a varinha e seus pelos seus olhos passaram um lampejo dourado e o resto do teto do seu quarto cedeu. Harry viu que o resto da casa de seus pais iria abaixo se ele não se controlasse, mas ele não estava nem aí, iria morrer, mas iria levar Voldemort com ele de um jeito ou de outro, ele prometera a Sra. Weasley.
- Muitos já me disseram do meu olhar vermelho, e agora eu vejo um brilho dourado em seus olhos muito semelhante aos meus. – Voldemort não se movera um centímetro apesar de todas as paredes e do chão da casa dos Potter estar tremendo.
- Eu não tenho semelhança alguma com você, você será destruído por mim, com ou sem horcruxes, faça infinitas delas, mas eu irei te destruir assim mesmo. Você nunca conseguiu me matar e eu não sobrevivi em vão. Meus pais, Sirius e Dumbledore não morreram em VÃOOO.
Pronto, tudo foi ao chão, uma imensa nuvem de poeira cobriu todo o local e Harry se viu envolto por um escudo dourado em forma de bolha.
- Ei! Eu não conjurei isso.
- “Fui eu” falou uma voz familiar em sua cabeça, mas não era nenhuma das duas que ele tinha costume de ouvir.
- Não é hora e nem lugar para conversar comigo mesmo, onde estará o Tom?
Harry fez um aceno com a varinha e toda a nuvem de poeira baixou, e viu que Voldemort continuava ali no mesmo lugar que estava antes, envolto por um escudo vermelho e flutuando bem onde deveria estar o piso do segundo andar onde ficava o quarto de Harry.
- Você precisa aprender a controlar esse seu gênio Potter, você não vai quer machucar alguém. —Debochou Voldemort enquanto descia suavemente ate o solo e se postava à frente de Harry.
- Chega de conversa, eu vou destruí-lo e vai ser agora.
Harry começou a soltar feitiços desembestados em todas as direções enquanto Voldemort sumia em um lugar e aparecia em outro.
Voldemort só estava brincando com Harry, e Harry sabia disto, ele não atacava só fica se esquivando dos feitiços lançados por Harry, ele era muito rápido para os olhos de Harry.
- “Não use seus olhos Harry”
“E como você quer que eu o veja?”. Harry já estava se enfurecendo com essa vozinha que sempre falava na sua cabeça e o desconcentrava de tudo.
- “Não o enxergue, sinta-o”. Harry não entendeu nada. “Como?”
- “Com o seu coração Harry, você pode, toda magia deixa um rastro, sinta-o”.
“Tenha cuidado”, falou uma voz doce que ele já conversara muitas vezes.
Harry fechou os olhos e tentou sentir tudo a sua volta. No início não sentiu nada, mas em seguida conseguiu sentir uma lufada de vento levantar seus cabelos e ele sentiu que sua cicatriz latejava. Não era isso que ele estava tentando sentir, mas agora que sentiu isso as coisas se dificultavam mais um pouco.
Mas, nesse instante Harry sentiu, a sua esquerda e depois à frente, logo em seguida à esquerda de novo e depois à direita, um frio em sua espinha e repentinas lufadas de ar gélido.
Harry sentiu todos os pêlos de seu corpo se eriçarem como o de um gato e tentou seguir esse pressentimento.
Uma lufada de ar gélido soprou as suas costas e Harry se virou rapidamente e bradou: - Incendiari.
O feitiço atingiu o braço direito de Voldemort e quando ele apareceu do outro lado estava com a manga das vestes em chamas.
- Você está melhorando ou só foi um golpe de sorte? — Perguntou Voldemort enquanto apagava as chamas com apenas um olhar.
- O que há de mal em contar com a sorte? Ela me deixou vivo até aqui.
Harry ergueu a varinha em posição de duelo e curvou ligeiramente a cabeça, Voldemort sorriu com o canto dos lábios e fez o mesmo.
- Espero que você esteja à altura Harry, a muito eu não me divirto.
- Veremos.
Voldemort começou a atirar feitiços rápidos e desaparecer em um canto e reaparecer em outro lançando mais feitiços.
Harry não teve outra escolha a não ser tentar se defender e esquivar, mas mesmo assim vários feitiços o acertavam e com certeza se não fosse a capa e o chapéu criados pelos gêmeos, Harry já estaria desacordado, apesar dos feitiços de Voldemort não estarem ricocheteando em Harry, Harry sentia o impacto das maldiçoes e feitiços lançados por Voldemort como se fossem murros certeiros de um bom pugilista direto no estômago.
“Preciso fazer alguma coisa.” Pensava Harry “Mas o quê?”
Harry continuou tentando se defender enquanto pensava, e a medida que ele ia se cansando Voldemort parecia ganhar mais energia e entusiasmo.
- JÁ CHEGAAAAAAAAAA!!!!!!!! Nékrozis.
Uma nuvem de poeira negra saiu da varinha de Harry e atingiu, de leve, o braço direito de Voldemort que instantaneamente se tornou negro, como se estivesse queimado.
- Vejo que o subestimei Harry, você foi seduzido pelas Artes das tTevas e agora sabe usá-la bem, me atrevo a dizer. — Voldemort parou para olhar o braço enegrecido. — Uma bela maldição, morte lenta, como é conhecida, se me atingisse em cheio é claro.
- Livro de Magia das Trevas, capítulo 1, você aprenderia fácil, no capitulo dois tem umas melhores. — Harry ajoelhou-se sobre uma perna e com a mão no peito tentou recuperar o fôlego que havia fugido dos seus pulmões.
- Não preciso, eu já conheço, conheço todas as maldições e conheço as contra-maldições também. —Voldemort fez um gesto com a varinha e o negrume sumiu de seu braço. — Você tem mais alguma?
- Sim, e tenho certeza que você não conhece essa. — Harry se levantou com toda a dignidade que conseguiu juntar e sorriu. — Você não está achando que eu vou morrer aos seus pés sem mostrar tudo que sei?
- Claro que não, mas não adianta tentar, não há nada do que você possa ter aprendido eu não saiba. —Voldemort colocou-se em posição de duelo e Harry fez o mesmo.
- Vamos ver se você conhece esse aqui.
Harry fez um gesto em cruz com sua varinha e dela saíram duas lâminas prateadas, Voldemort conjurou um escudo onde o feitiço se refletiu e voltou contra Harry, não o atingindo por pouco. Harry havia escorregado em algo dourado e o Sectusempra levou alguns fios de cabelo dele.
- Snape me disse que você andou estudando pelos livros dele, você não achou que ele me esconderia informações sobre você? O que você aprende são informações valiosas para mim. — Voldemort ergueu mais uma vez a varinha. — E ele também me falou que você não é muito bom em oclumência e posso ver até que está tentando, mas eu sei tudo que você vai fazer.
- Já que você sabe tudo que se passa na minha cabeça e sabe tudo que eu pude aprender até agora, vou usar o que melhor sei fazer e você, Tom, dê o melhor de si.
Harry se levantou e correu na direção de Voldemort, mas logo foi jogado para trás. Harry se levantou de pressa e gritou.
- EXPELLIARMUS!
O feitiço de Harry foi certeiro na direção de Voldemort, mas foi completamente engolido pela Maldição verde que Voldemort lançara contra ele.
Harry viu o feitiço vir na sua direção com toda força, estava morto agora.
CRACK, CRACK.
- Engorgio Maximun.
Harry não soube de onde surgiu, mas uma imensa esfera dourada apareceu na sua frente e dois segundos depois alguém lhe pegava pelo braço aparatava.
- Como vocês me encontraram? — Perguntava Harry a Rony e Hermione quando esses seguiam para os portões de Hogwarts.
- Hermione descobriu, eu achei que você tinha falado daqui, de Hogwarts, do primeiro ano no desafio da Pedra Filosofal. Minerva sugeriu o cemitério do Torneio Tribruxo, mas só a Mione pensou na sua casa...
- Obrigada Rony, mas temos assuntos mais importantes a tratar. — Hermione parecia nervosa.
- O que foi? — Perguntou Rony parecendo ofendido.
- O Harry!
- Eu estou bem. — Apesar de um pouco tonto Harry se sentia bem.
- Olhe para você Harry!
Harry estacou e sentiu os terrenos de Hogwarts girarem em torno dele, olhou para suas mãos e percebeu que estavam enegrecidas e agora ele não sentia mais o sangue circular. Harry se sentiu meio zonzo e antes que pudesse ter qualquer reação desmaiou.
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