
Cap. 14 – Depois da calmaria, vem a tempestade...
Passadas as festas de fim de ano, os alunos voltaram para Hogwarts e o único assunto que se ouvia, não só pela escola, mas por todo mundo bruxo, era que Harry Potter e Hermione Granger haviam derrotado Voldemort.
Após a batalha final, Snape finalmente ficou do lado ao qual sempre pertenceu. Como não tinham mais professor de poções e o último semestre do ano letivo é composto de revisão, nos horários das aulas de poções os alunos ficavam estudando supervisionados pelo monitor chefe de cada casa. Harry, Hermione, Draco e Rony sempre estudavam em grupo, ou melhor, tentavam, pois sempre acabava em conversa. Rony e Draco falavam sobre quadribol e Harry e Hermione sobre o lugar que visitariam à noite.
Noite dessas o casal estava na sala precisa, tinham acabado de jantar, agora Harry estava sentado, Hermione em seu colo, em meio a almofadas e de frente para a lareira. O garoto acariciava a mão da morena, mas parou quando percebeu uma pequena cicatriz. Ia perguntar o que era, mas Hermione o impediu:
- O que você foi fazer na sala do diretor?
- Nada – mentiu Harry, pois tinha ido entregar o objeto que achara no fundo falso da caixa de seus pais. O que é isso Mi?
- Isso o quê?
- Essa cicatriz. Parece queimado. Mas onde você se queimou?
- Sei lá. Deve ter sido numa das aulas de poções.
- Curioso, parece os ponteiros do relógio.
- É mesmo.
Ficaram ali, namorando mais um pouco, até que deu a hora em que teriam que voltar para a Torre da Grifinória:
- Boa noite Mi, sonha com os anjos.
- Boa noite meu lindo, mas não sonha com os anjos não.
- Ah não é?
- Não! Sonha comigo.
- Sim senhora! – disse beijando a garota – Até amanhã.
- Até.
Quase um mês se passou, e com isso ficava mais próximo não só o fim do ano letivo, mas também os NIEM’s, pelo menos para os setimanistas.
Fevereiro chegou e com ele a euforia de casais apaixonados, pricipalmente agora, que estavam a duas semanas do Dia dos Namorados. Harry, Hermione, Rony, Luna, Gina e Draco tomavam café e conversavam animadamente, até que dumbledore os interrompeu, não só a eles, mas à todo o Salão Principal:
- Silêncio, silêncio, por favor! – o salão emudeceu – Como todos sabem, estamos a duas semanas do Dia dos Namorados e queria lembrá-los que teremos o tradicional passeio a Hogsmead, então preparem-se. No mais, um bom sábado a todos.
- Mi, é nosso primeiro dia dos namorados juntos.
- Não só o nosso, mas o deles também – disse Hermione apontando para Gina, Draco, Luna e Rony.
- O que você quer de presente?
- Nada meu lindo. Meu maior presente é você.
- Boba.
Uma semana se passou, era domingo e estavam a uma semana do Dia dos Namorados. Harry, Hermione, Gina, Draco, Luna e Rony tinham combinado uma manhã na beira do lago, com direito a piquenique. Harry e Rony esperavam por Hermione e Gina no Salão Comunal, até que a ruiva apareceu na escada:
- Bom dia Harry, bom dia maninho.
- Bom dia respondeu Rony.
- Bom dia Gina, cadê a Mione?
- A Mione falou que ta se arrumando e falou que já é pra gente ir descendo.
- Mas pra que se arrumar, ela já é linda!
- Fala isso pra ela quando ela descer, mas agora vamos?
- Vamos - responderam os dois juntos.
Os três desceram encontraram Draco e Luna na porta da Grifinória. Foram para a beira do lago e ficaram conversando. 15 minutos e nada, 45 minutos e nada de Hermione:
- Ah não! – explodiu Harry.
- Ah não o quê? – perguntou Rony.
- A Mione ta demorando demais! Aconteceu alguma coisa!
- Não aconteceu nada Harry – tranqüilizou Gina – A Mione já deve estar descendo.
- Eu vou lá ver o que está acontecendo.
Harry subiu as apressado para o Salão Comunal, que estava completamente vazio:
- Hermione? – chamou Harry.
Ninguém respondeu:
- Mi? – chamou de novo.
Nada de novo:
- Se o Salão comunal está vazio, o dormitório também deve estar – pensou alto.
Harry subiu as escadas em direção ao dormitório feminino, abriu a porta e encontrou Hermione caída desacordada no chão. Fisicamente a garota estava bem:
- Mione, Mione! Acorda!
A garota não respondia:
- Mione! Acorda Mione! Acorda meu amor! – insistiu Harry, aos prantos.
Nada da garota acordar. Harry então pega a garota no colo e a leva correndo para a enfermaria e no meio do caminho encontra Neville:
- Harry, o que houve?
- Neville chama o Rony, rápido! – disse Harry ainda chorando e sem parar de correr – Rápido Neville, eles estão na beira do lago.
- Ta, estou indo.
Neville saiu correndo para chamar Rony;
- Rony, Rony! – disse chegando à beira do lago.
- O que foi Neville?
- O HarrytatechamandoelefoipraenfermariacomaHermionenocolo!
- Neville, devagar – pediu Gina - O Harry o quê?
- O Harry passou por mim, chorando e com a Hermione no colo, parecia que ela tava desmaiada. Eles foram para a enfermaria.
- Por Merlin! – foi a única coisa que Rony conseguiu falar antes de se levantar e sair correndo em direção à enfermaria.
*********
- Madame Pomfrey, Madame Pomfrey, por favor! – gritou Harry enquanto entrava na enfermaria.
- O que é isso menino, você está na enfermaria – disse Madame Pomfrey antes de ver que estava acontecendo.
- Desculpe.
- Mas o que aconteceu? – perguntou vendo Hermione nos braços do garoto.
- Não sei, eu só a encontrei assim. Ela ta viva não está?
- Coloque-a aqui – disse a enfermeira indicando uma das camas.
O garoto então a colocou na cama e ela foi examinada por Madame Pomfrey.
- Potter, viva ela está, agora terá que sair para eu poder examiná-la melhor.
- Mas...
- Assim que eu terminar você entra – disse enquanto empurrava o moreno para fora da sala e fechava a porta.
Assim que a porta foi fechada, Rony, luna, Draco e Gina apareceram:
- Harry, o que houve? – perguntou Rony ofegante.
- Não sei – disse Harry com os olhos marejados – Subi para procurá-la e encontrei-a desmaiada.
- Mas o que será que aconteceu? – perguntou Gina.
- Não tenho a menor idéia.
Assim que Harry terminou de dizer essa frase, a porta se abriu e o garoto se levantou rapidamente, olhando esperançoso para Madame Pomfrey, mas a enfermeira apenas disse:
- Um de vocês, vai chamar o Prof. Dumbledore, rápido.
- Eu vou – disse Draco.
O loiro saiu correndo em direção à sala do diretor e em cinco minutos voltou, com o próprio. Madame Pomfrey os esperava na porta.
- Professor, por favor, rápido.
A atitude da enfermeira aumentou o nervosismo e a preocupação de Harry, que aumentavam ainda mais, à medida que Dumbledore demorava. Cada minuto parecia uma eternidade, até que Dumbledore apareceu:
- Garotos, preciso conversar com vocês, sentem-se, por favor – apareceram poltronas para cada um.
- O estado da Mione é grave, professor? – perguntou Gina aflita.
- A Srtª. Granger foi atingida por uma maldição que age silenciosamente. O único indício é uma cicatriz, e nós encontramos essa cicatriz na mão da Srtª. Granger.
- A cicatriz em forma de ponteiros de um relógio. - disse Harry.
- Exato! – confirmou o professor.
- Mas por que em forma de ponteiros? – perguntou Luna.
- Porque esses ponteiros marcam dias e não horas, ou seja, 30 dias.
- Dias? – perguntou Gina confusa.
- Sim, os dias de vida restantes da pessoa.
Harry sentiu seu estomago afundar, como se tivesse levado um soco.
- Mas tem um porém, esse relógio só é “ativado” quando é percebido, e pelo visto a Srtª. Granger já o percebeu, só não sabemos há quanto tempo.
- Nós o percebemos daí 14 de janeiro – respondeu Harry, desolado e se culpando muito, pois fora ele quem o percebera e mostrara a Hermione.
- Garotos, sinto muito, mas devo lhes avisar que, infelizmente, pelos meus cálculos a Srtª. Granger tem apenas sete dias de vida.
***********
N/A : Olá!!!!!
Tah aí mais um capítulo.... o que será que vai acontecer nos próximos????
Quero comentários!
Bjos á TODOS!!!!
Até a próxima! |
|