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18. Difícil Decisão


Fic: Aventura no Brasil - Pós Horwarts... Ação e Mistério!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Rony abriu os olhos e se sentiu tonto, via os raios de sol passando pelo espaço entre as folhas que corriam sobre sua cabeça







CAP-18 – Difícil decisão





Xingu,





 



Rony abriu os olhos e se sentiu tonto, via os raios de sol passando pelos vagos espaços entre as folhas que corriam sobre sua cabeça. Estava deitado, mas um vento abafado que remexia seus cabelos avermelhados, revelavam que ele estava se movendo e bastante rápido. Logo foi entendendo o que se passava, estava deitado numa maca improvisada sobre dois baús. Na sua frente outra maca idêntica carregava alguém todo enfaixado. Sua cabeça doía muito e ainda estava tonto. Sentia gosto de sangue na boca, seu braço doía parecia quebrado, reconheceu os cipós malignos descendo das árvores enquanto passavam, tentou falar, mas nenhum som saiu da sua boca, viu, apenas, uma forte luz criada por alguma varinha afastar os cipós e então apagou, desmaiado novamente.





Acordou mais uma vez, ainda estava na maca e já sentia bem melhor. Seu braço estava enfaixado. E seu corpo estava preso, imobilizado sobre uma prancha de madeira em cima dos baús. O pouco que conseguiu mover a cabeça foi o suficiente para que reconhece a pequena clareira onde tinham acampado, se sentiu aliviado por terem conseguido voltar para a trilha.



Ouvia mais adiante, mas fora de seu limitado campo de visão, Miranda e Emílio discutindo.



- Alguém pode me ajudar aqui?! – Gritou e sua voz saiu falhando, mas fez os dois pararem de discutir.



Emílio então apareceu e o libertou da maca. – Está se sentindo bem? Pode ficar de pé? – perguntou ao seu mais novo amigo.



- Acho que sim – respondeu Rony ainda rouco, se colocando de pé com dificuldade.



Viu então que era Julião que estava na outra maca, ao vê-lo petrificado por algum feitiço e observar o ferimento em sua barriga Rony ficou preocupado.



- O que houve? Onde está Harry?



- Não sabemos – Respondeu Emílio baixando os olhos.



- Como assim? O que houve? Me expliquem por favor.



Miranda explicou a ele o que houve e que Harry, Virgílio e Lina estavam na floresta, fora da trilha.



- Mas como, por que não foram atrás?



- Julião está muito mal, esperamos um pouco e eles não retornaram tínhamos que voltar para a trilha ele precisa de ajuda. – disse Emílio.



- A única chance de sobrevivência dele é chegarmos à aldeia dos curupiras. – disse um desanimado Sr. Vaques.



- Mas esse ferimento dele, o sangue pode atrair outras criaturas – Disse Miranda – como vamos chegar lá nessas condições?



- E o que você sugere? Abandona-lo no meio da mata? – Gritou Emílio.



Miranda se calou e amarrou a cara



- Temos que ir – disse Emílio pegando o mapa de Julião – É só seguirmos a trilha e chegaremos ao nosso destino.



- E os outros perguntou Rony?



- Não podemos espera-los cada minuto que perdemos é fatal para Julião, vamos marcar o caminho como Lina fez, para que eles possam nos seguir.



- Rony sabia que cada hora que perdiam era fatal também para Hermione – Se sentia mal por deixar Harry para trás mas não teve escolha.



- Não temos garantia nenhuma de que os curupiras vão ajudar Julião - Disse Miranda num tom irritado.



- Mas é nossa única esperança – Respondeu Emílio se colocando a caminho.



- Ele tem razão disse Vaques colocando uma mão sobre o ombro da garota. – cale-se seu inútil – Disse ela retirando a mão do Sr. Vaques. – Faça algo de útil e controle os baús.



O Sr. Vaques ficou constrangido e irritado com a atitude hostil de Miranda, mas relevou porque estavam todos nervosos.



Se colocaram rapidamente a caminho, novamente iam o mais rápido possível quase correndo em alguns trechos onde a trilha era mais limpa.



A trilha começou a ziguezaguear subindo um alto morro, as arvores se tornaram mais esparsas. E do alto podiam ver que a floresta ia até o horizonte, viram a oeste o trecho escuro e cheio de névoa onde tinham se separado de seus amigos, observaram a falha entre a densa vegetação por onde devia passar o igarapé.



Pararam para descansar a pedido do Sr. Vaques e por que aquele local parecia bastante agradável e seguro.



- Acho que a aldeia fica perto daquela rocha disse Emílio consultando o Mapa e apontando uma imensa pedra que subia além da densa massa verde formada pelas copas das árvores.



- Ainda está longe – disse Rony – Será que conseguiremos chagar lá antes de anoitecer?



- Não sei, mas não vamos mais parar enquanto não chegarmos lá. Mesmo se tivermos que continuar durante a noite.



Logo voltaram a caminhar descendo o morro também em ziguezague. Então mergulharam novamente na penumbra da floresta, agora a trilha seguia em declive o que facilitava um pouco a caminhada. Encontraram um grupo de sacis, mas livraram-se deles com facilidade usando o tabaco que Julião trazia em sua mochila. Fora esse pequeno contratempo não encontraram nenhum problema durante todo longo tempo em que caminharam.



A noite ia chegando depressa, várias vezes tiveram a impressão de que olhos os observavam entre as árvores, mas a pressa e o cansaço não deixava que eles dessem muita importância a isso.



A trilha se estreitou e foi afundando numa espécie de vala, duas paredes de terra coberta por arbustos iam se formando a cada lado da trilha. As grossas raízes das árvores saiam das paredes.



Começaram a ver vários tipos de fadas voarem por cima deles. Cada vez elas ficavam mais numerosas e mais próximas. derrepente estavam cercados por um enxame delas, eram brilhantes no ambiente escuro. A noite já chegara, o enxame de fadas iluminava o caminho, quase não precisavam da luz gerada pelas varinhas.



Subitamente as fadas se dispersaram, e sem a luz delas o ambiente escureceu de forma sinistra.



O caminho estava bastante profundo, as paredes nas laterais da vala já alcançavam mais de dois metros de altura. E lá em cima viram pequenas luzes, que a principio julgaram ser das fadas entre as árvores, mas logo reconheceram olhos e o numero deles ia crescendo dos dois lados da vala.



Então os donos dos olhos saltaram dentro da vala cercando-os na frente e atrás. Ao serem iluminados pelas varinhas reconheceram as criaturas de pele esverdeada, cabelo vermelho e pés virados para trás.





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