FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

5. O despertar de Hermione


Fic: Herdeiros das Trevas


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

A chave de portal fez Hermione surgir em uma floresta, há alguns metros do chão, mas ao contrário do que costumava acontecer, desta vez ela caíra de pé, sem maiores problemas. Olhou em sua volta, aparentemente estava no meio de uma floresta. As árvores eram um pouco afastadas uma da outra, não havia grama no chão, mas sim algumas plantas e pequenos arbustos. Olhou para o alto e viu que as árvores deviam ser centenárias, pois eram enormes e a luz do fim de tarde dava um ar sombrio ao local.

A garota suspirou, estava tudo muito quieto, como se os animais que estavam por lá pressentissem o que ia acontecer. Olhou para as próprias mãos imaginando o que aconteceria se não houvesse descoberto sobre a maldição que estava sobre si. Um frio passou por sua espinha, os últimos raios de sol abandonaram a floresta e a escuridão foi andando por toda à parte, a fim de envolver a terra em suas sombras. Uma hora se passou, as estrelas que brilhavam fortemente no céu pareceram perder o brilho e uma luz vermelha se implantou nos céus. A lua subira, estava cheia e maior do que o normal.

O som de um galho quebrando fez Hermione ficar alerta, em seguida uma mulher de longos cabelos loiros apareceu, suas vestes pareciam simples, como a de qualquer trouxa de vida modesta, os olhos castanhos escuros brilharam com uma felicidade contida, mas logo ela tratou de esconder, assim como o sorriso que trazia nos lábios.

-Não se preocupe. - Falou a mulher. Ela parecia ser jovem e a voz soava calma. -Sou como você e me chamo Calisto.

-Quem é... - Hermione não chegou a terminar o que ia dizer, caiu de joelhos no chão, uma dor indescritível tomou conta de seu corpo e um urro forte de dor saiu de sua garganta involuntariamente. Seus cabelos pareciam flutuar num vento inexistente, fechou os olhos com força e quando os abriu já não eram mais castanhos e sim amarelos, selvagens. Sentiu suas roupas ficarem apertadas, olhou para as próprias mãos e viu garras no lugar de unhas, a dor aumentou e sentiu cada osso de seu corpo em chamas. A terra ao redor dela parecia tremer, suas roupas já estavam rasgando pouco a pouco, até que só restaram meros trapos, que ninguém diria que um dia foi uma roupa. Sentiu algo mais rasgando e com isso uma enorme fisgada de dor, olhou apavorada para os braços e viu sua pele esticando pouco a pouco até chegar a ponto de rasgar. A dor era insuportável, lágrimas escorreram por seus olhos. Pêlos de um castanho avermelhado apareceram em baixo da pele rasgada, tentou gritar mais uma vez, mas a única coisa que saiu de sua garganta foi um rosnado selvagem. Ajoelhou-se com dificuldade, estava fraca, pelo menos era o que parecia. Então, com os dois braços, deu um murro no solo, as folhas que ali estavam, foram desintegradas e mais um tremor de terra foi sentido, levantou o rosto e viu a lua vermelha acima das árvores, como uma soberana da noite, e por fim seu corpo parecia estar parando de doer. Ela sentiu seu rosto se alongar em um longo focinho, fechou mais uma vez os olhos e urrou de dor, mas o que saiu foi um uivo tão poderoso que deslocou uma grande massa de ar. As copas das árvores balançaram com o vento, as folhas no chão foram varridas para o alto e quando abriu os olhos se sentiu empurrada para um canto sombrio da sua própria mente, onde não mais comandava nada e as únicas coisas que sentiam eram seus instintos a flor da pele e uma fome interminável. Com isso, toda consciência humana lhe abandonara no uivo seguinte, que fez até mesmo a terra tremer.

No local onde a morena de dezessete anos estivera há alguns minutos, agora havia um enorme Lobisomem de pelo menos três metros de altura, olhos amarelos selvagens e pêlos castanhos avermelhados. Em nada lembrava o que Lupin se tornava, este era mais forte, se via em seu corpo musculoso e em uma aura diferente que era sentida a sua volta.

A mulher, que antes observava Hermione, agora parecia maravilhada, aquele poder era imenso, o mesmo poder de seus senhores. Numa velocidade incrível, seu corpo se transformou também e em seu lugar apareceu um enorme lobisomem, tão grande quanto o primeiro, só que seus pêlos eram marrons escuros e seus olhos, negros como a noite, no entanto ela sabia o que estava acontecendo, sua consciência ainda estava ativa, ao contrário da garota a sua frente, que a olhou com aqueles olhos amarelados e rosnou com força enquanto farejava o ar. Calisto, vendo isso, se aproximou com cuidado de Hermione, esta apenas a olhou e com um grunhido saiu correndo em alta velocidade por entre as árvores, seguida de perto por Calisto, que ia quase lado a lado com ela. Ambas estavam numa velocidade enorme, desviavam com uma destreza incrível de cada obstáculo que aparecia em sua frente. A lua cheia, com seus raios vermelhos, dava uma boa iluminação a sua volta embora elas não precisassem. De repente Hermione pára, suas garras estavam cravadas numa árvore alta, de tronco grosso, a pelo menos uns seis metros altura. Calisto observava tudo de baixo, perto das raízes da árvore.

Hermione olhou para frente, viu um cervo forte e adulto com enormes galhadas. Farejou o ar, e a brisa que soprava lhe trouxe o cheiro do cervo, ela estava contra o vento. Sua respiração antes forte se suavizou até quase não mais existir, estava a mais ou menos vinte metros do cervo, sua audição conseguia captar o coração do animal batendo com força. Distraidamente se soltou da árvore e caiu no chão, mas quando o tocou não produziu nenhum ruído. Seus olhos amarelos estavam predatoriamente colados no cervo, olhou para Calisto logo atrás de si e com um grunhido baixo fez sinal para que ela se posicionasse a uns cinco metros à esquerda, e essa assim o fez.

O lobisomem de olhos amarelos esperou um momento e então, no que parecia ser um movimento imprudente, avançou com velocidade e fazendo barulho, o cervo ouviu e correu para a esquerda com velocidade. Hermione o seguiu a passos moderados, hora ou outra o assustando mais quando ele tentava mudar de direção. E então, quando foi pular a moita, outro lobisomem de pelos marrons escuros e brilhantes pulou de lá, agarrando a cabeça do cervo com suas enormes mãos com garras, o animal ainda se debateu, mas parou ao sentir as garras de Hermione lhe cortando a garganta, caindo no chão, agonizante. O sangue saía do ferimento com abundância e logo o cervo já estava sem vida. Os dois lobisomens uivaram, Calisto deixara o cervo no chão o arrastando levemente para Hermione, que olhou para a outra e logo depois arrancou um pedaço da caça, saboreando o gosto da carne e do sangue dele, se sentindo satisfeita em quanto dilacerava o pedaço de carne. Olhou para Calisto como se permitisse que ela também usufruísse de seu alimento e esta logo o fez.

Um barulho nas moitas as fez erguer suas cabeça. Perceberam cerca de quinze outros lobisomens saírem de lá, só que esses eram diferentes, exibiam pêlos cinzentos e eram um pouco menores. À frente deles vinha um que era um pouco maior, tinha pouco mais de dois metros de altura. Os pêlos cinza escuro e olhos azuis eram claramente lupinos. Os quinze lupinos cercaram as duas Lycans, seus olhos demonstravam claramente que aquele era o território deles. Um deles avançou com uma agilidade imensa, dando um salto às costas de Hermione, que simplesmente girou seus enormes braços e segurou o Lupino pela cabeça. O rugido de fúria que ela produziu fez os outros lupinos ficarem apreensivos, o que ela ainda segurava gania de dor, sentindo as garras da Lycan perfurarem a sua cabeça. O líder dos lupinos também avançou, tentando soltar o seu companheiro, mas com o braço esquerdo, Hermione bateu no focinho dele o fazendo cair a uns dois metros de onde estavam e com um movimento rápido e certeiro, enterrou a cabeça do lupino que ainda segurava no chão. Este não se levantou mais, sua cabeça fora esmagada e o sangue manchou o chão e as garras de Hermione. Lentamente ele voltou a sua forma humana, mas sem cabeça.

O líder se levantou de onde estava, sacudiu a cabeça numa vã tentativa de se recompor e logo já estava pulando para cima de Hermione. Esta fica completamente em pé demonstrando ser maior que o lupino e, com um movimento rápido, sumiu. Em seguida o líder lupino é puxado pra trás em pleno ar, quando ele vê, a Lycan estava lhe segurando pela perna e logo em seguida ele é lançado por cima da cabeça dela, até fazer contato com o solo novamente. Antes mesmo de se levantar, sente suas costas sendo golpeadas por punhos grandes e maciços, mas estes cessaram por um segundo para que logo depois garras gigantescas lhe perfurarem as costas, ultrapassando o peito, que estava virado para baixo. O lobisomem se sentiu içado por um potente braço e em seguida já não mais respirava, o seu sangue manchava todo o solo e as garras de Hermione.

Os lupinos restantes viram o corpo sem vida de seu líder ser arremessado para o vazio e cair entre a mata. Nenhum deles fez um movimento sequer para ir atrás dele ou para atacar a única Lycan que lutara, já que Calisto ainda estava parada. Um uivo potente da Lycan foi ouvido e logo todos os lupinos estavam encolhidos no chão, seus olhos demonstravam medo. Hermione ficou sobre as quatro patas e caminhou altiva até o ponto em que estava inicialmente. Os lupinos se encolhiam, conforme ela passava por eles, como se estivessem se ajoelhando perante alguém maior.

A Lycan olhou para o cervo morto no chão, já havia perdido o interesse nele, então olhou a sua volta e os lupinos entenderam o recado, avançaram no cervo morto, que não durou muito perante aquelas feras famintas. Hermione se pôs de pé mais uma vez, então todos pararam de comer e roer os ossos do cervo. Ao lado dela estava Calisto, com um olhar protetor e predatório, como se ela ameaçasse qualquer um que se aproximasse de Hermione. Esta, novamente farejou o ar, sentindo cheiro de sangue correu para o leste sendo seguida por Calisto e os lupinos, estes últimos não eram tão rápidos quanto as duas, mas as acompanhavam.

Hermione parou mais uma vez depois de meia hora correndo, não demonstrava sinal de cansaço. Olhou a sua volta como se analisasse o local, suas orelhas estavam atentas ao menor ruído, seu olfato captava o mínimo cheiro no ar, Calisto parecia fazer o mesmo, então as duas saltaram para os lados rapidamente. Os lupinos, vendo o movimento, fizeram o mesmo. No local onde as Lycans estavam apareceu outro enorme Lycan, aparentemente macho. Pêlos negros como a noite, olhos vermelhos como o sangue, dentes brancos e brilhantes. Este olhou para Hermione e depois para Calisto, soltou um uivo baixo e mais dois Lycans apareceram ao lado dele, um de pêlos castanhos claros e outro de pêlos escuros.

O Lycan de pêlos negros avançou para Hermione seguido de perto pelo de pêlos castanho claro, enquanto o outro foi em direção a Calisto. Hermione sumira no momento em que o Lycan negro tentou acertá-la com um golpe. Os lupinos que observavam fizeram um círculo grande entre os Lycans. O de pêlos castanho claro parou por um instante e em seguida tentou golpear o ar à direita, encontrando algo sólido. Segundos depois, Hermione estava de costas no chão, mas se levantou de novo e deu um salto em direção ao agressor, este, preparou as garras para acertá-la no ar, certo de que ninguém conseguiria desviar em pleno ar, mas quando as garras deveriam ter tocado Hermione, esta já estava às costas dele lhe mordendo o ombro com fúria. O Lycan negro apenas observava a tudo, ele tinha consciência das coisas em volta e percebia que aquela Lycan só tinha despertado naquela noite, o que era estranho, já que demonstrava mais força que o normal.

Enquanto isso, Calisto desviava com facilidade das investidas do seu agressor. Aproveitou um descuido dele e golpeou as pernas arqueadas com suas garras, o fazendo ganir de dor e mancar com a perna esquerda, em seguida, com seus enormes punhos fechados, lhe acertou um golpe na altura do estômago, o Lycan de pêlos escuros arqueou para frente e sangue saiu de sua boca. Calisto achava aquilo desnecessário, ela era mais velha que aquele Lycan e qualquer investida dele seria facilmente evitada, então resolveu acabar logo com aquilo. Derrubou o Lycan no chão com força, fazendo o solo tremer, e preparou as garras, que desceram rapidamente em direção ao pescoço dele. Um jato de sangue espirrou em seu enorme corpo e o Lycan de pêlos escuros perdeu a cabeça, que rolava para longe do corpo. Já começava a mudar, assumindo sua forma humana e quando a transformação se desfez por completo, uma fumaça saiu do Lycan morto, e o corpo deste começou a desaparecer até não existir mais. Calisto olhou para Hermione e a viu mordendo o ombro do Lycan de pêlos claros, tentou avançar, mas parou quando viu a nova Lycan derrubando o outro no chão e desviando de um avanço do de pêlos negros.

Hermione girou o seu corpo em pleno o ar e quando as “patas” traseiras tocaram o solo, ela já estava em frente do Lycan negro lhe apertando com força o pescoço enquanto, com a perna esquerda, pisava com força no peito do Lycan de pêlos castanhos, que estava abaixo dos dois. A força que ela exercia era enorme e uma aura fina, de coloração azul escura, emanou dela como vapor. Os dois Lycans que estavam subjugados, sentiram um perigo maior ainda e pararam de se debater, declarando assim o, ou melhor, “a” vencedora. Porém o Lycan negro pareceu sorrir, seus olhos vermelhos brilharam como se já tivesse saído vitorioso.

-Solte-me. - Falou o Lycan negro. Sua voz era como a de uma besta e carregava um tom autoritário Hermione desconfiou e o Lycan negro, aproveitando o espanto dela, lhe acertou no focinho a jogando para trás e libertando o seu companheiro. - Curvem-se diante de um nobre. - O Lycan negro ficou de pé e uma aura cinzenta o envolveu. Tinha ganhado confiança ao ver a indecisão de Hermione, que os analisava como se fossem algo estranho, mas então Calisto ficou a frente dela e se ergueu sobre as patas traseiras com um brilho predatório nos olhos.

-Tolos sois vós. - A voz que saiu de Calisto era fria e profunda. - Nobres vos dizeis? Pois eis que digo que não passais de meros vermes diante de minha senhora.

-Vivi mais de cem anos sua impertinente. - Falou o Lycan negro. O de pêlos castanho claro teve um mau pressentimento.

-Cala-te verme. - A voz de Calisto saiu muito parecida com a de uma besta furiosa e os olhos dela brilhavam perigosamente. Hermione, que estava logo atrás dela, pareceu perder o interesse nos Lycans, então ficou de “pé”. A aura azul escura ainda a envolvia e seus olhos amarelos brilharam predatoriamente. -Viveste mais de um século? - Ela riu, e pareceu que rosnava baixo. -Essas eras são pacíficas comparadas as que eu vivi. - Uma aura marrom começou a circular Calisto. –Curvem-se perante alguém mais poderoso, diante de alguém mais nobre do que qualquer um de seus líderes. E não falo de mim, mas de minha Senhora, que ainda é jovem, porém em seu sangue correm as mais altas linhagens.

-Essa que está tendo um despertar agora? - O Lycan castanho claro falou pela primeira vez. -Uma besta que não passa de uma mera criança e vós que tanto se achas. - O Lycan estava sério, sabia que aquilo era apenas uma distração, mas seria o suficiente para ele fugir. -Se és tão poderosa, quantos anos tens?

-Sou uma anciã, vivi mais do que vocês, caminho por essa terra desde antes do último mago partir. - Calisto parecia perigosa e Hermione parecia impaciente. O Lycan negro tremeu levemente, juntamente com o marrom e então ambos tentaram atacar Calisto, mas o que aconteceu foi muito rápido. Calisto já não estava mais no mesmo lugar, em seu lugar estava Hermione, suas presas brancas ficaram vermelhas com os raios da lua, que passava por entre as árvores, e os olhos amarelos se tornaram mais perigosos.

A aura azul escura de Hermione sumira, mas um ar assustador tomou conta de todos os Lycans e então a terra tremeu levemente. Quando os enormes punhos dos Lycans alcançaram Hermione, eles foram repelidos por uma barreira invisível e lançados para trás, mas antes que um deles se levantasse, ela uivou com força e as folhas do chão foram arremessadas para todos os lados como uma onda de ar, as copas das árvores tremeram como se estivessem com medo.

Os Lupinos que observavam escondidos, tremeram. Calisto e os outros dois Lycans sentiram a força daquele ser. Então, primeiro Calisto, que já estava com Hermione, se abaixou sobre as quatro patas como se curvasse perante alguém maior, os outros dois Lycans se olharam, um tremor passou por eles e então ambos repetiram o feito da primeira. Hermione caminhou ainda ereta até eles, os olhos amarelos os analisando. Bufou com força e se virou. Os três Lycans se levantaram, ainda nas quatro patas, e caminharam na direção dela. À frente Calisto, que parecia satisfeita.

-Digam seus nomes. - ordenou Calisto sem olhar para os Lycans, que estavam logo atrás dela.

-Sou Xavier. -Falou o Lobisomem negro.

-Édipo. - Falou o de pêlos castanhos claros.

-E juramos seguir a vós e a vossa senhora até o fim do mundo. Somos os servos dela e somente dela. - Os dois disseram ao mesmo tempo.

Os lupinos pareceram entender que a batalha acabara e se aproximaram lentamente dos quatro Lycans, sabendo que estes eram os mais fortes. Hermione levanta a cabeça em direção à lua vermelha, o brilho dela se misturou com o amarelo de seus olhos e então um cheiro invadiu suas narinas. Um leve tremor vinha do solo, mas parecia que só ela sentira, então ela desembalou numa corrida frenética, seguida de perto pelos Lupinos e pelos Lycans, estes mais rápidos que os primeiros.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

-O que achas dela? - Perguntou alguém nas sombras, bem acima de onde Hermione estivera há algum tempo. A lua vermelha iluminou o local por alguns segundos, revelando no mínimo dez homens altos e fortes, na maioria tinham cabelos longos, trajavam um sobretudo marrom de couro de algum animal e um cheiro de sangue parecia desprender deles.

-É forte. - Falou outro ser de cabelos curtos e olhos cinzentos . -Quem diria que ela subjugaria dois Lycans, um de mais de cem anos e o outro com quase isso.

-Calados! - Falou alguém em meio às folhagens das árvores. Seu tom era autoritário e sombrio, mas não estava à vista dos outros. -O que mais me impressiona é aquela anciã. - Uma pausa longa se fez entre todos, que pareciam atentos àquela voz. -Por que ela se submeteu a alguém que acabou de despertar?

-Ela tem um grande potencial, e quando os desenvolver por completo será mais poderosa que muitos de nosso povo. - Falou mais um dos seres, com respeito.

-Então teremos duas escolhas. - Falou o ser escondido pelas folhagens. -A primeira é tê-la ao nosso lado, para que o nosso mestre a domine, e a segunda é que a matemos. - Outra pausa, só que mais curta. -Por enquanto vamos apenas observá-la. - Todos os seres que ali estavam desapareceram por entre as copas das árvores, sem fazer nem mesmo um ruído.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Hermione corria tão rápido, que parecia que simplesmente atravessava as árvores, e já fazia isso há mais de uma hora. Parou de repente e pulou para trás com uma agilidade incrível, fazendo aqueles que a seguia pararem atentos à líder. No local onde ela estava anteriormente, dezenas de flechas, entre prateadas e douradas, foram cravadas no chão e então todos ouviram o som familiar de batalha. Hermione avançou na direção em que as flechas vieram, seguida de perto pelos Lycans e os lupinos, e então eles viram uma enorme clareira. Mas não era isso que lhes chamou a atenção e sim a enorme batalha que estava havendo, o cheiro de sangue escorrendo atiçou mais os instintos deles.

Enormes seres, tão grandes quanto gigantes e muito parecidos com eles, se não fosse pelo único olho que se encontrava bem no meio de suas testas, estavam batalhando ferozmente contra enormes centauros, maiores dos que havia em Hogwarts. Era algo estranho de se ver, o número de centauros era bem maior que os de Ciclopes, mas estes eram muito maiores que os centauros, corpos enormes cobriam a clareira, assim como os corpos dos centauros.

-Acabem com esses míseros animais. - Urrou um Ciclope, o maior de todos. Sua voz era grave e forte, seu único olho era negro como piche, sua pele era levemente bronzeada e parecia ser muito mais dura que a de um gigante.

-Mandem estas aberrações para o Hades, para que sofram suas penas. - Gritou um Centauro, esse era maior que os demais, seus pêlos cinzentos na sua parte cavalo e cabelos prateados.

Hermione passou a língua pelos lábios se sentindo faminta, aqueles seres pareciam boas presas. Olhou para os seus companheiros, que não se moveram e apenas esperaram que ela desse o primeiro passo, o que não demorou. Ela entrou na clareira com muita velocidade, logo os outros Lycans a seguiram e então os lupinos também. A princípio, nenhum dos combatentes percebeu a presença dos lobisomens, até que os quatros Lycans uivaram com força e avançaram em direção tanto dos Ciclopes, quanto dos Centauros.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Hermione havia se separado do resto do bando. Suas garras pingavam sangue e em sua boca, um enorme pedaço de carne era mastigado com fervor. Quando ia dar mais uma mordida no Centauro morto no chão, parou e pulou para o lado, onde uma lança prateada caiu. Olhou para trás e viu um enorme centauro de pêlos negros e olhos prateados.

-Besta maldita. - Urrou o centauro. -Como ousa interferir em nossa batalha? - Ele avançou em direção da Lycan com uma fúria cega e, mais uma vez com a lança tentou atingi-la, mas esta já não estava mais no lugar e sim montada em seu lombo. Com os seus braços ele tentava alcançar a Lycan, mas não conseguia. Tentou tirá-la de suas costas de qualquer jeito, pulava feito um cavalo selvagem, mas então sentiu as garras dela cravando em seu lombo com uma força tremenda e gritou alto, mas o grito fora abafado pela batalha. Sentiu um tranco em seu peito e quando olhou para baixo viu metade do braço da Lycan e em suas enormes garras o seu próprio coração, que depois fora esmagado sem piedade.

Depois de esmagar o coração do Centauro, tudo ao redor da Lycan se silenciou, mesmo que a batalha ainda continuasse, ela só ouviu o som de cascos de cavalo trotando numa grande velocidade. Ela conseguia ouvir claramente a respiração do centauro que vinha por trás dela, mesmo ele ainda estando longe. Seus olhos amarelos brilharam e sentiu mais um deslocamento de ar, o Centauro ao qual arrancara o coração estava chegando no solo, então ela saltou instantes depois como em câmera lenta e uma enorme espada passou por onde antes ela estivera. Ainda no ar, ela deu um mortal de costas por cima da cabeça de um outro Centauro, dessa vez maior e de cabelos e pelagens negras como o ébano e então montou nele também, mas não demorou muito, com seu enorme braço direito agarrou o tronco do Centauro com força, o apertando, e levantou o braço esquerdo. Suas garras pareceram ter aumentado de tamanho e sem aviso as desceu com força diretamente onde separava a parte humana da de cavalo do centauro, que morreu antes mesmo de poder gritar. O sangue jorrava das duas partes já formando uma nova poça de sangue em meio às várias outras.

Ela saltara da parte de cavalo do centauro ainda segurando com força o tronco humano do mesmo. Mais uma vez não esperou muito e sentiu um deslocamento grave de ar. Um leve assovio chegou a seus ouvidos apurados, jogou a parte humana para a direita, onde bateu no que parecia ser o enorme líder dos centauros, que observou aquilo com assombro, mas a Lycan não esperou. Saltou uns dois metros de altura enquanto uma flecha prateada passava a poucos centímetros de suas patas. Em seguida um punho gigantesco tocara o solo, exatamente em cima do centauro que matara. Um Ciclope enorme, de um olho azul, fizera aquilo. Tentou acertar um golpe nela enquanto ela estava no ar, mas seus punhos somente acertaram o vazio. Enquanto observava o seu enorme braço estendido no vazio, ele sentiu uma dor aguda nele, na altura do cotovelo. A Lycan aparecera cravando as garras no braço do ciclope, que tentou sacudir o braço, mas não conseguira lançar Hermione longe.

Quando o Ciclope pareceu se cansar, Hermione avançou com ferocidade ainda no braço do ciclope e a cada passo cravava as garras nele, ela rapidamente alcançou os ombros dele e então saltou quando estava na altura do único olho. Ela fechou os enormes punhos e os abriu rapidamente, suas garras pareciam ter crescido uns cinco centímetros a mais, em seguida acertara com tudo o olho do ciclope, o fazendo urrar de dor e tombar para trás, os centauros e Ciclopes pararam de lutar quando viram a cena, ficaram surpresos com aquilo. Uma Lycan com pelo menos metade do braço dentro do único olho de um ciclope. Antes do ciclope, agora cego, tentar se levantar, Hermione pulou para trás e caiu em cima de seu peito, cravando as garras de sua pata nele e então curvou mais ainda suas pernas arqueadas, e com as garras ainda cravadas na pele dura do ciclope, saltou a quase uns dez metros. O ciclope agonizante, urrou mais uma vez e outros ciclopes fizeram menção de avançar, cerca de três outros Lycans apareceram ao lado do ciclope caído, então os outro perceberam que a Lycan atacante estava demorando para descer, no entanto logo depois um borrão vermelho de sangue desceu numa grande velocidade em direção do companheiro do ciclope, sangue espesso e vermelho jorrou para o alto e logo depois caiu como uma leve chuva.

Então, saindo do enorme buraco do peito do Ciclope morto, surgiu a única Lycan que fizera aquilo, com um enorme pedaço de carne na boca e olhos amarelos assustadores. Deixou o pedaço de carne no chão, ao lado dos outros três Lycans, e uivou forte, a terra parecera tremer com aquele uivo e as copas das árvores se agitaram fortemente. Os lupinos, que tinham parado quando o ciclope caiu, acompanharam o uivo de Hermione, assim como os outros Lycans. Após um momento ela parou, o silêncio era absoluto em toda clareira. A pelagem dela, antes castanha avermelhada, agora estava coberta de sangue. Ficou nas quatro patas mais uma vez e nada fez por alguns segundos.

-Maldita besta, pagarás pelo sangue de nosso companheiro. - Urrou um Ciclope com voz grave e então avançara para Hermione.

Calisto se pôs à frente dela, Xavier e Édipo fizeram o mesmo e antes do ciclope chegar perto deles, os três já haviam desaparecido e reaparecido aos pés do enorme ciclope, que parou abruptamente. Em seguida, Xavier correu numa velocidade muito grande ao redor do ciclope, parou às costas dele e olhou para a esquerda, onde Édipo acabara de aparecer. Ambos se olharam e depois se voltaram para os pés do ciclope, atacaram seus tendões com uma ferocidade avassaladora. O ciclope urrou e tombou de peito no chão, fazendo a clareira tremer. Em seguida, Calisto pula às costas do ciclope, que tenta inutilmente se levantar, ela levanta os seus enormes braços e fecha os seus punhos, uma aura prateada aparece em volta dela e os músculos dos braços parecem crescer, então ela baixa com força os braços, atingindo a espinha do adversário. Um leve tremor de terra passou pela clareira e as árvores mais próximas balançaram. O ciclope já não respirava mais, abaixo dele uma grande cratera era vista e rachaduras apareceram por toda clareira.

O líder dos centauros olhou para os céus e viu apenas algumas estrelas, o resto estava sendo ofuscado pelo brilho vermelho da lua, mas foi o suficiente para ele perceber que grandes coisas estavam por vir e provavelmente ele não estaria lá para vê-las. Olhou para a clareira e percebeu o silêncio mórbido que se instalara lá, apenas quebrado pelos grunhidos dos lupinos que devoravam sem cerimônia os mortos caídos em batalha. O solo da clareira era quase que absolutamente vermelho, por causa do sangue daqueles que morreram.

Ele gritou com força e todos os centauros se viraram para ele, mas o que viram foi o borrão cinzento correr em direção a Hermione, que agora se encontrava totalmente alheia a qualquer coisa no campo de batalha, apenas se preocupando em devorar aquela carne a sua frente. O líder dos centauros chegou perto dela, pegou uma enorme lança que estava fincada no chão e quando estava a apenas dois metros lançou em direção da besta, que numa agilidade extremamente assustadora desviou do objeto dando um passo para trás e em seguida a pegando ainda no ar. O líder centauro freia, surpreso com aquilo, mas este momento de distração fora o suficiente para que Hermione avançasse com fúria e quando estava praticamente cara a cara com o líder centauro simplesmente desapareceu e reapareceu embaixo dele. Com suas enormes mãos e braços o içou do chão, como se ele não fosse nada, o erguendo com fúria e o arremessando em direção a um grupo de cinco centauros, que vinha em ajuda ao líder, os derrubando.

Hermione analisou o grupo caído. Seria fácil matá-los, mas deu as costas para eles como se não valesse a pena, voltando para onde estava antes do líder centauro a atacar. Mas logo depois disso foi como se o próprio deus da guerra baixasse furioso ali, pois a batalha parecia recomeçar. Ambos, Ciclopes e Centauros, avançaram em direção aos lobisomens, que recuaram até ficarem lado a lado com Hermione. Esta, cheirou o ar e olhou diretamente para o líder dos ciclopes e depois para Calisto, que pareceu entender o que ela queria.

-Xavier e Édipo, venham! - Falou Calisto, e os outros dois Lycan obedeceram.

Hermione saiu desembalada em direção aos agressores, que pararam ao sentir a energia ameaçadora que saía dela e dos outros três Lycans, que a acompanhavam. Quando estavam a apenas alguns metros deles, os Lycans saltaram, caindo no meio da massa de guerreiros e continuaram a correr com uma velocidade estupenda, passando por entre as patas e os pés dos centauros. Alguns caíam tentando alcançar as bestas, os ciclopes, por serem maiores, começaram a se esbarrar uns nos outros e a pisotear os centauros. Logo os Lycans já tinham saído do meio dos combatentes e aparecido nos flancos deles, indo à direção do enorme ciclope de cabelos negros e de seu único olho negro. Ele era o maior de todos.

O Líder ciclope agarrou um enorme tronco de árvore e lançou em direção aos Lycans. Calisto, Xavier e Édipo se separaram, desviando assim do tronco, mas Hermione continuava seu caminho e quando o tronco de árvore estava a centímetros dela, ela simplesmente saltara e continuara correndo. O líder ciclope ficou surpreso e então sentiu uma fisgada de dor no calcanhar esquerdo, olhou para baixo e lá estava um Lycan de pelos negros, que desviou do “tapa” que fora direcionado a ele pelo ciclope, em seguida atacando de novo, só que desta vez o tendão dele. O líder Ciclope urrou, o sangue jorrava em abundância. Dobrou os joelhos, mas continuou em pé, se apoiando na perna direita e conseguiu pegar Édipo, o apertando com força com seus braços. O lobisomem gania e urrava de dor, então Xavier apareceu atrás do pé direito do Ciclope e também atacou os tendões dele. O líder urrou de dor e caiu de joelhos no chão largando Édipo, que antes de cair no chão foi pego por Calisto, que o pousou levemente no chão.

-Está bem? - Perguntou Calisto sem olhar para o companheiro.

-Sim senhora. - Falou Édipo balançando sua enorme cabeça e se pondo de pé novamente.

Mesmo de joelhos, o ciclope ainda era enorme, mas não intimidou Hermione, que desviou de um murro dele e em seguida pulou por cima de sua cabeça pousando em sua nuca. Girou o enorme corpo e com os punhos fechados lhe acertou um soco. Uma enorme massa de ar se espalhou pelo local com aquele simples soco, o único olho do Líder ciclope ficou sem foco e ele caiu fazendo o solo tremer. Hermione se ergueu ainda em cima do Ciclope e uivou com força, como se proclamasse que era a mais forte no local. Onde ela havia dado o soco, parecia que o crânio havia afundado.

Hermione pulou de cima do ex-líder ciclope e ficou sobre as quatro patas. À direita dela apareceu Calisto, à esquerda, um pouco atrás, Xavier e a direita de Calisto, Édipo. O silêncio era palpável, até se ouviu o som ao longe de algum pássaro voando espantado para o alto. Os Centauros pareciam chocados e os ciclopes, temerosos. Hermione foi andando em direção a eles e seguida de perto pelos outros Lycans. Os lupinos que sobreviveram, cerca de sete, logo se juntaram a eles, só que mais atrás. Os centauros, vendo a aproximação, recuaram até ficarem perto do Líder cinzento, que já estava de pé porém, não demonstrava reação.

Todos os Ciclopes pareceram cair na real e então começaram a abrir caminho para os Lobisomens. Alguns até mesmo se ajoelhavam perante os seres, pois a líder destes havia derrotado o seu líder e nada poderia mudar isso. Segundo a tradição, o vencedor tinha o controle sobre os perdedores.

-Juntem todos os corpos. Não importa se é de Ciclope ou de Centauro, deixem todos no meio da clareira e nos esperem. - Falou Calisto sem parar de andar entre os ciclopes.

-Não podemos permitir isso. - Falou um Centauro se pondo a frente do líder.

-Esses quatro Lycans fizeram o que nem dez de nós centauros conseguimos fazer. - Falou o líder Centauro num tom de voz baixo. -Se quiser por nosso clã em perigo entrando em guerra com eles, então eu te matarei. - O centauro que tinha se posto à frente do líder baixou a cabeça e recuou.

Hermione olhava tudo aquilo e perdera o interesse, então foi em direção da mata sem se importar muito, mas parou logo na entrada. Uma revoada de pássaros negros subiu das copas das árvores, algo estava assustando eles e com certeza não eram os Lycans. Um sentimento de posse tomou conta de Hermione, um sentimento de proteger o seu território, então ela disparou para dentro da mata, seguida pelos outros Lycans e lupinos. Ela farejava o ar e sentia o cheiro asqueroso do inimigo, do invasor. Ela viu à frente um barranco, mas não parou quando chegou perto dele, apenas pulou com força e quando tocou o solo, vira que caiu no meio de um grupo de pelo menos vinte humanos, que pareceram surpresos com a chegada repentina do Lobisomem. Então se afastaram rapidamente formando um grande círculo em torno da Lycan, não demorou muito e mais três outros Lycans também caíram ao lado da primeira. Os humanos riram em desdém e felicidade, o dia deles estava ganho, ou melhor, à noite.

-Bestas tolas. - Falou um humano trajado totalmente de preto, assim como os outros. -Vieram direto para um grupo de Hunters. - Os companheiros riram alto em forma de desdém, mas pararam ao sentir os olhos dos Lycans em sua direção. O mais ameaçador vinha daquele de pêlos castanhos avermelhados.

-Humano. - Falou Calisto com um tom grave de voz assustando os Hunters, já que aquela provara realmente ser um Lycan e por tanto diferente do Lupinos, pois era mais forte e rápida. -Engolirás tuas palavras e farei com que pelo menos três de vocês se tornem o que caçam.

Todos os Hunter´s sacaram armas. Algumas pareciam ser armas de fogo, outras, bestas com flechas prateadas. O silêncio caiu na mata, mas foi quebrado por alguns rosnados em volta dos Hunters, fazendo-os perceber que estavam cercados, o pior era não saber se por Lycans, ou lupinos. A pressão de enfrentá-los tomou conta dos Hunters, eles mexiam os olhos para todas as direções, esperando qualquer movimento vindo dos lobisomens, que estavam aparentemente cercados.

Hermione cravou os olhos em um Hunter e então avançou. Um disparo de arma de fogo ecoou pela floresta, a bala estava indo em direção a Hermione, que não se importou, apenas agarrou o humano que tinha como alvo pela cabeça e o colocou bem no caminho da bala. Tudo fora muito rápido, os Hunters ficaram surpresos ao verem o seu companheiro sangrando por fogo amigo. Em seguida, Hermione jogou o humano para trás como se descartasse algo sem importância, o fazendo sumir no meio da mata. O som de grunhidos aumentou e um mau pressentimento tomou conta dos Hunters.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Barulhos de tiros, berros de dor e agonia e uivos ecoaram por toda a mata, se espalhando por quilômetros, fazendo animais desavisados fugirem assustados e pássaros alcançarem os céus com receio de que algo os alcançassem, e por fim outro uivo ecoou pela noite como se declarasse aquele, o seu território.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Os ciclopes que há algumas horas ouviram os tiros e uivos olhavam atentamente para onde sumira os Lycans. Faltavam poucos minutos para o sol nascer, então de dentro da mata saíram os quatro Lycans seguidos pelos lupinos. O Lycan negro trazia dois humanos arrastados pela gola, eles sangravam muito, já Calisto trazia uma humana igualmente vestida como os outros. Hermione não trazia nada, seu corpo estava coberto de sangue e em seus olhos se via um brilho de satisfação.

Ela foi andando até a pilha de cadáveres que tinha no meio da clareira, lá estavam dezenas de Ciclopes e Centauros. A lua vermelha já estava emitindo os últimos brilhos e a coloração do céu já estava mudando. Com um olhar de Hermione, uma faísca apareceu no meio da pilha de cadáveres, que logo começou a queimar com furor. Ela estava a apenas alguns passos da pilha flamejante, a lua já desaparecera e o manto dourado da aurora já tomava conta do céu. Quando os primeiros raios de sol bateram nela, a Lycan ficou de pé, de olhos fechados. Seu corpo parecia diminuir, os pêlos desapareceram rapidamente e então a figura nua de Hermione reapareceu em sua forma humana. Os longos cabelos e a pele alva sob o brilho da manhã, que logo foi coberta por uma calça negra como a noite, um pouco apertada, e uma camisa de mangas curtas cinza, um pouco acima do umbigo, e sobre as costas, um sobretudo marrom.

O chão começou a tremer e diante da pilha de cadáveres em chamas apareceu um trono negro como a noite, com detalhes em verde e vermelho. Hermione caiu sentada nele e todo o sangue que ainda estava sobre o seu corpo começou a evaporar. Ela abriu os olhos rapidamente e então o último brilho amarelado os abandonou, como se recuasse a luz, e Hermione caíra num sono profundo, cansado e inabalável.


N/A: Oi, desculpem não ter postado antes, mas fiquei sem net no domingo passado e não pude pegar o cap com a beta.

N/A²: Mais um capítulo com a marca do Blackwolf, e com pouca participação minha.

N/A³: No capítulo três eu volto a escrever sozinha e vocês saberam o que realmente aconteceu e quem é Calisto!

Próxima Atualização: Príncipes do Apocalipse

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Mione Jean Potter em 06/06/2015

Acho que gostei mais da transformação da Mione. Foi sangrenta, mas, eu tenho a impressao que os vampiros são mais cruéis, não sei. Mostrou bem as diferenças, tipo, os lycans e suas relações, questão de andar em bando e tudo o mais. 
Acho que Calisto é a empregada que levou os gêmeos a Merlin 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2021
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.