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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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Visualizando o capítulo:

7. Lembranças


Fic: Renascido do Inferno - Aviso nos Coments 10 04


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Saudações a Todos

Conforme eu já tinha avisado, será impossível terminar a Fic como eu queria. Ou seja, em cinco capítulos!
1. Preciso de um favor. Não entendo nada de Orkut! Nada mesmo! (sim, autor envergonhado). Fiquei me perguntando se alguém dentre vocês construiria uma página ou uma comunidade, para a fic. Eu ficaria muito agradecido, se fizessem isso. Se houver candidatos interessados, posso lhes passar algumas imagens. Grato! Renascido do Inferno, muito provavelmente, terá uma continuação!! Afinal, tem muita história sobre Hermione e Draco durante os cinco anos que ele esteve preso. Sem contar o que aconteceu durante o ano em que Hermione esteve fora de Hogwarts!
2. Desculpem, mas aparentemente o “relacionamento” deles em Hogwarts foi maior do que eu imaginava. Precisei fazer o Draco beber muito até ele contar parte do que aconteceu. MAS EU CONSEGUI!!! Só que tive que beber um bocado junto com ele, e metade das coisas que ele me contou eu esqueci. Mas depois eu lembro! Afinal, eu usei um gravador escondido!!
3. É complicado escrever e postar no prazo e na velocidade que vocês desejam. Eu sei que é irritante ficar esperando, mas é que, quem, como eu, tem filhos pequenos, entende que o tempo é escasso.
4. Já tenho as idéias para o próximo capítulo, mas... estou sem tempo para escrever.
5. Sem contar que tenho que postar Apollyon, e, também, nem sequer comecei a escrever o capítulo, apesar de já o ter criado na mente.
6. Alguns dentre vocês reclamaram por causa do meu pedido(500 leitores, 600 coments), bem... vocês sabem que sou chantagista!! Kakakakakaka!
7. A verdade é que eu ás vezes, preciso “ouvir” o que vocês acham do capítulo. É importante para qualquer autor saber se está atendendo as expectativas do leitor. Por isso sou exigente. Podem ter certeza que dentre os comentários de vocês, novas idéias surgem, sem parar.
8. Quer um exemplo? Michele! Era para ser um personagem beeeemmm secundário! Mas bem secundário mesmo! Só que ela ‘envolveu’ muitos de vocês. Sei que estão curiosos a respeito dela e do irmão gêmeo dela, Michel. Calma, ele ainda aparece.
9. A personagem Wanelli, também voltará, ainda. Ela tem um segredo que irá mudar muita coisa até o final da Fic. Podem estar certos disso.
10. Bem como o ‘rapaz estranho’ que Draco encontrou na Biblioteca. Quem é ele? E por que ele é importante?
11. Bem, só saberemos quando lermos e principalmente... COMENTARMOS!!!
12. Vai funcionar assim. Todo início de Capítulo, vai ser sobre o passado de ambos, e em seguida, voltamos “ao tempo normal” para a execução da Missão!
13. Ao final do Capítulo, deixarei, depois dos agradecimentos, um pedido para vocês. Preciso de ajuda. Acho que vocês vão gostar!
14. Pessoal, só mais uma coisinha, Apollyon, o Arcanjo da Destruição está pegando fogo!!! Não quer experimentar conhecer a vida de um Assassino???
15. Prontos para ler????
16. E estão esperando o que, para começarem???
17. Ah, sim, antes que eu me esqueça.... pausa dramática.... nunca se esqueçam de que... (nova pausa dramática)....



A CHANTAGEM É UMA ARTE!!! Kakakakakakaka!

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"Nenhum homem tem o dever de ser rico, grande ou sábio, mas todos têm o dever de serem honrados. " ( Rudyard Kipling )
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Hogwarts – Início do Sexto Ano de Draco – Dia seguinte a sessão de Amassos na Sala Precisa
O dia nem sequer amanhecera, mas Draco abriu seus olhos. Não estava conseguindo conciliar o sono. Sentia-se estranhamente atento e sentia, também, uma sensação de perigo, rondando-lhe a mente.
“O que diabos está acontecendo?” – pergunta-se Draco inquieto na cama. Ficou imóvel na cama e tentou descobrir o que havia de errado com ele.
“Senão vejamos. Não sinto dores de espécie alguma. Consigo enxergar, e, infelizmente ouvir, principalmente os roncos do Goyle. Sinto-me bem fisicamente e meus problemas estão devidamente sendo solucionados.” – pensa Draco sério. “O que diabos me acordou???” – pensa Draco curioso e continua com uma sensação estranha. Sem entender o que estava acontecendo, respirou profundamente e pensou em se levantar. Foi aí que sentiu um cheiro diferente.
“Sândalo? É o perfume dela!! Será que ela está aqui?” – pergunta-se Draco animado e tenta, a todo custo identificar a origem daquele perfume. Depois de alguns instantes pensativo, respirou profundamente e reconheceu o perfume vindo de sua gravata que estava ao lado de sua cama.
“Droga! Além de tudo ainda fiquei com o perfume dela na minha roupa.Embora tenho que admitir, que sonhei com ela a noite toda. Se ao menos eu soubesse quem é ela!!” – pensa Draco sonhadoramente.
Levantou-se e tomou um banho, pensando em se preparar para o café. Era melhor ir mais cedo, apenas para não ter Goyle comendo junto com ele. O cara era simplesmente um porco na mesa. Além disso, tinha que verificar os recados referentes a Monitoria.
“Isso é ridículo! Eu sou monitor! Claro, que com minhas notas, só poderia ser eu mesmo. Além disso, sou lindo, educado, gentil, maravilhoso, bom de cama... bem, essa parte é melhor não comentar muito alto. Caso contrário terei que fugir, mais do que já faço. Quer dizer, é compreensível que eu seja monitor, mas agora, aturar a Sangue-Ruim da Granger ao meu lado nas reuniões da Monitoria... é horrível!” – pensa Draco irritado.
“Bem, melhor terminar de me vestir e me mandar. Ainda quero ver os recados da monitoria. Graças a Merlin que hoje é sábado. Terei o dia livre.” – pensa Draco satisfeito olhando-se no espelho e gostando do que via.
“Loiro, alto, sexy, popular, capitão da sonserina, monitor. É, realmente Mérlin caprichou quando me criou!” – pensa Draco divertido.
Terminou de arrumar o cabelo e pegou a gravata que estava ao lado da cama. Quando foi colocá-la, notou algo de errado.
“Mas... esta gravata não é minha. Esta gravata é de mulher! Oh, Merlin. Fiquei com a gravata dela!! E ela ficou com a minha!! Hummmm! Isto pode ser um bom negócio!! Com certeza!” – pensa Draco sorrindo e olhando para a gravata. – “Descubro a quem pertence a gravata e ‘vou pra cima’! Não posso deixar de lado alguém que conseguiu me excitar daquele jeito. Sem contar que ela beija muito bem! E que ‘fogo’ ela tinha!”
“E agora??” – pergunta-se Draco curioso. – “Como descobrir a quem pertence?”
Pensou durante alguns minutos e por fim lembrou-se de quando tinham confundido suas roupas com as do Blaise. Ele descobriu quais eram as suas num instante. “Mas o que foi mesmo que ele tinha feito na época? Algo a ver com... droga! Não me lembro!” – pensa Draco irritado. – “Bem, o negócio é esperar ele acordar e perguntar!”
Meia hora depois, encontrou com Blaise no salão comunal. Porém, ao invés de perguntar diretamente, resolveu ser mais discreto.
- Saco! – reclama Draco fingindo irritação.
- O que houve? – pergunta Blaise curioso.
- Acho que trocaram minhas roupas de novo. Malditos Elfos incompetentes. – reclama Draco tirando sua jaqueta.
- Já olhou no forro interno? Tem um bordado com o símbolo da casa e as iniciais do dono. – explica Blaise bocejando.
“Eu sabia que tinha um jeito.” – pensa Draco sorrindo e olha para o forro da jaqueta.
- E então, de quem é a jaqueta? – pergunta Blaise curioso.
- Estranho. A jaqueta é minha. Devo ter me enganado. – comenta Draco como se fosse a jaqueta que lhe interessasse. Não ia pegar a gravata que estava em seu bolso e mostrar a Blaise. Primeiro queria saber quem era a gata com quem tinha trocado amassos.
- Enganar-se é normal. – fala Blaise saindo em direção ao salão principal para tomar café. – Você vem? – pergunta Blaise.
- Não. – fala Draco rapidamente. – Preciso ver os recados da Monitoria. Te encontro no salão principal.
- Ok. A gente se encontra. – fala Blaise caminhando em direção ao salão principal enquanto Draco se dirigia a sala de Monitoria.
Como não havia ninguém na sala, pegou os recados e os leu rapidamente. Aproveitou e tirou a gravata do bolso e olhou para o forro interno. Arrependeu-se imediatamente.
“Grifinória??? Mas que droga!! Isso é horrível!!!” – pensa Draco irritado ao ver o símbolo. Mas ficou ainda pior ao ver as inicias. HG. “Ah, não! Isso não! Eu não acredito nisso! Isso é uma piada de mau gosto! Tem que ser!! Não acredito que agarrei a Maldita Sabe Tudo Sangue Ruim!!!” – pensa Draco indignado.
Saiu caminhando rapidamente em direção ao salão principal. Sentou-se ao lado de Blaise e começou a tomar café. Irritado.
“Será que ela descobriu sobre mim, também?” – pergunta-se Draco preocupado. – “Esperta do jeito que é, deve ter descoberto! Mérlin! E se ela falar para alguém? Mérlin! Vai tudo pro espaço! Minha moral vai pro espaço! Meu nome vai pro espaço! Mérlin! Em que roubada eu me meti??”
“E agora? O que eu faço? É melhor torcer para que ela não descubra que esteve comigo! Isso seria horrível!!” – pensa Draco preocupado.
Menos de um minuto depois, notou que ela entrou no salão principal, acompanhada como sempre pela Gina. Antes de dar dois passos dentro do salão, seus olhos se encontraram. E o que apareceu no rosto dela demonstrava seus piores temores.
“Ela sabe! Oh, Mérlin, e agora?” – pergunta-se Draco tentando sorrir para ela, mas não conseguindo. – “O que eu faço agora????”
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- O que foi, Hermione? – pergunta Gina preocupada ao ver Hermione já vestida e sentada no salão comunal da Grifinória.
- Nada. – fala Hermione tentando despistar.
- Hermione... – censura Gina séria. – Não tente mentir.
- Eu... estou com um problema. – fala Hermione mostrando a gravata.
- Não me diga que... – fala Gina pegando a gravata e olhando o forro interno. Reconhece imediatamente a quem pertence a gravata.
- Sim. – fala Hermione de cabeça baixa. – Eu não sei o que fazer.
Gina olha para a amiga e se segura o quanto pode. Mas depois de alguns segundos explode numa gargalhada.
- Gina! – censura Hermione séria.
- Desculpe. Não resisti. – fala Gina ainda rindo baixinho. – Você tem que admitir que é engraçado.
- Não vejo graça alguma. – fala Hermione baixando a cabeça.
- Pare de fazer drama. – fala Gina sorrindo. – Não é tão grave assim.
- Como pode dizer que não? – pergunta Hermione em voz baixa. – É do Malfoy!! - Isso eu já vi. – fala Gina sorrindo.
- Tem noção do que ele pode fazer com essa informação? – pergunta Hermione triste. – Ele já me irrita o tempo todo. Quando descobrir isso, vai fazer um escândalo. Vai contar para toda a escola.
- Duvido. – fala Gina sorrindo. – Sabe, o Malfoy não é tão criança assim.
- Ah, não? E tudo o que ele já aprontou para nós até hoje? – pergunta Hermione séria. – Ele não é um santo não!
- Eu sei. Mas acho que ele será adulto, num caso desses. – fala Gina sorrindo. – Afinal, ele não vai querer que os outros saibam que ele ficou com uma “Sangue Ruim” , não é mesmo? – pergunta Gina rindo.
- Será? – pergunta Hermione desanimada.
- Acho que sim. E de mais a mais, talvez ele nem descubra que era você. – fala Gina séria. – Agora, tome cuidado.
- Com o que? – pergunta Hermione.
- Nunca olhe nos olhos dele. – adverte Gina séria.
- Por que? – pergunta Hermione.
- Por que ele pode hipnotizar só com o olhar. – fala Gina sorrindo.
- Como sabe? – pergunta Hermione curiosa.
- Papos que se ouvem por aí! – comenta Gina displicente.
– E depois que ele olhar para você, bem, aí já é tarde.
- Como assim? – pergunta Hermione.
- Do olhar ao beijo... é rápido. – fala Gina sorrindo.
- Não me lembre. Quero esquecer da noite passada. – fala Hermione em voz baixa.
- Ora, você mesma disse que mal podia esperar pela próxima reunião! – fala Gina sorrindo.
- Isso antes de saber que era com ele que eu estava! – sibila Hermione. – Ele é capaz de contar a todos no salão principal sobre o que aconteceu!
- Paciência. – fala Gina sorrindo. – Agora, vamos tomar café. Você vai ver que não vai acontecer nada demais.
Descem rapidamente e ao entrarem no salão principal, Hermione olha para a mesa da Sonserina. Imediatamente viu que Draco a encarava. Sentiu o chão se abrir abaixo dela. Pelo olhar que ele lhe dava ela não teve dúvidas. Ele sabia.
“Merlin! E agora???” – pensa Hermione sendo puxada pela Gina que tinha notado a troca de olhares. Rapidamente sentam-se próximos a Harry e Rony.
“O que eu faço agora?” – pergunta-se Hermione preocupada.
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“É! Não tem jeito! Preciso resolver isso de uma vez por todas.” – pensa Draco um tanto quanto irritado. – “E vai ser agora!”
Decidido, levantou-se e foi em direção a mesa da Grifinória. Enquanto caminhava, notou que Hermione o olhava assustada. Percebeu quando ela, inconscientemente retesou o corpo, como se fosse levar um golpe. Draco também notou o olhar assassino que o Potter lhe enviava, quase como se fosse um desafio para que ele não se aproximasse.
“Ora, ora, Potter! Você acha que tenho medo de você?” – pensa Draco sorrindo de forma arrogante. – “Esqueceu o que fiz com seu nariz, dentro do trem??”
Aproximou-se da mesa e sustentou o olhar de Hermione. Mas percebeu um sorrisinho no rosto de Gina e entendeu que ela já sabia do ocorrido.
“Cada vez melhor! Para quem mais ela contou? Se alguém mais souber sobre isso...” – pensa Draco de mau humor.
- O que deseja, Malfoy? – pergunta Harry quase que cuspindo as palavras.
- Além de ver você morrer em meio a torturas sem fim? – pergunta Draco sorrindo de forma arrogante.
- Sonhos vãos! – rosna Harry movendo sua mão em direção a sua varinha. – A menos que queira testar suas habilidades comigo? – pergunta Harry sorrindo.
- Outro dia, quem sabe. – fala Draco de forma displicente. – Meu assunto hoje é com a Sangue Ruim.
- O que quer com ela, Doninha? – pergunta Rony com a boca cheia ainda.
- Weasley pobretão... coma ou fale. As duas coisas juntas, não dá certo. – fala Draco divertido.
- O que deseja, Malfoy? – pergunta Hermione tentando parecer corajosa.
- Precisamos... discutir alguns assuntos. – fala Draco sério e a encara nos olhos.
- Que assuntos? – pergunta Rony engolindo rapidamente sua comida.
- Nada que te interesse. – rosna Draco para Rony, sem parar de encarar Hermione.
- Na verdade... – fala Hermione pegando um copo de suco. – Não sei de nada que eu tenha a tratar com você, Malfoy.
- Entendo. – comenta Draco sorrindo e resolvendo provocá-la. – Tudo bem, sempre posso colocar um anúncio nos “Achados e Perdidos!”

- Como é que é? – pergunta Harry tentando entender.
- Cuide da sua vida, Potter! – rosna Draco sério, sem parar de encarar Hermione que tomava seu suco, aparentando tranqüilidade. – Muito bem, Granger. Se não tem interesse em resolver isso, por mim tudo bem. A gente se vê por aí. Quem sabe... – fala Draco sorrindo enquanto dava a dica de um local. - ... num lugar mais escuro e tranqüilo.
Foi só Draco terminar de falar para Hermione corar envergonhada. Encarou-o furiosamente enquanto Draco afastava-se sorrindo em direção a biblioteca. - O que ele queria com você, Hermione? – pergunta Rony irritado.
- Como é que vou saber? – responde Hermione em voz baixa.
“Desgraçado! Eu entendi onde quer que seja o local. É melhor resolver isso de uma vez por todas!” – pensa Hermione enquanto sorri tentando esconder sua apreensão.
- Sabe, acho que isso é um plano do Malfoy! – fala Rony sério.
- Plano para que? – pergunta Gina que tinha ficado em silêncio, apenas observando os olhares de Draco e de Hermione.
- Sei lá! Talvez azarar a Hermione? – pergunta Rony dando de ombros.
- Primeiro, eu sei muito bem me defender. Segundo, dentro do castelo ele não ousaria nada. Terceiro, isso é um problema meu. – fala Hermione levantando-se da mesa. – Vou para a biblioteca. Tenho um trabalho de Runas Antigas para fazer.
- Achei que iríamos visitar Hagrid? – pergunta Harry curioso.
- Vão indo. – fala Hermione séria enquanto se afastava rapidamente. – Vou assim que terminar o trabalho. Uma hora, mais ou menos.
- Por mim tudo bem. – fala Rony levantando-se junto com Harry e Gina e caminhando para fora do Castelo. ************************************************************************ Draco estava na Biblioteca. Somente ele e a bibliotecária, que estava muito distante para ouvir algo. Naquela hora da manhã, a biblioteca estava sempre vazia. Por isso ele a escolhera para o local do encontro.
“Encontro não! Troca!!” – pensa Draco sério. – “O que diabos estou pensando?? Não posso me esquecer que ela é uma Sangue Ruim!”
Dera a dica para Hermione e secretamente torcia para que ela tivesse entendido. Não queria, de forma alguma, resolver aquilo na frente de todos os alunos.
“Afinal, tenho uma reputação a zelar!” – pensa Draco sério. – “Seria horrível se esse assunto vazasse pela escola! Isso seria péssimo para minha imagem!” – pensa Draco preocupado.
Caminhou até a seção de livros sobre Runas Antigas e resolveu aproveitar o tempo para terminar seu trabalho. Ainda tinha algumas coisas que não estavam claras. Era melhor fazer isso com tempo. Suas notas garantiam sua posição de Monitor, além de queridinho pela maioria dos professores.
Sentiu o perfume antes mesmo de a ver. Voltou-se e notou que ela o procurava, por entre as estantes de livros velhos e empoeirados. Escondeu-se entre duas estantes e, como estava escuro, ela passou por ele sem o perceber.
Mas ele a notou. Viu o semblante preocupado e entendeu que ela também não queria que aquele assunto fosse ouvido pelos outros.
“Ora, ora, ora! Isso vai ser mais interessante do que pensei!” – pensa Draco divertido ao ver que ela se afastava de onde estava, sem o enxergar.
Caminhando em silêncio, aproximou-se dela e tocou-a no ombro.
- Buhhhhh! – fala Draco em voz alta, tencionando dar um susto nela. Jamais imaginou que a reação dela fosse aquela.

************************************************************************ “Doninha desgraçada! Onde diabos ele se meteu?” – perguntava-se Hermione ao entrar na biblioteca. Cumprimentou rapidamente a bibliotecária e caminhou decidida até o local onde estavam os livros de Runas Antigas. Ficava na parte mais escura e tranqüila da imensa biblioteca de Hogwarts. “Cadê ele?” – pensa Hermione caminhando entre as estantes e olhando para os lados. Não conseguia encontrá-lo em lugar nenhum.
“Ele não pode ter sumido. Eu vi quando ele entrou na biblioteca. Aquela ‘dica’ dele foi muito precisa! E ainda bem que Harry e Rony não a entenderam, caso contrário já estariam aqui!!” – pensa Hermione preocupada. “Não quero ser vista com o Malfoy! Isso seria horrível! Minha reputação seria... destruída! Sem falar em minhas amizades! Cadê esse idiota???” – pergunta-se Hermione preocupada caminhando entre as estantes. Nem percebeu quando passou por ele.
Foi aí que tudo aquilo aconteceu!!

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- Hermione estava estranha hoje. – comenta Rony enquanto caminhavam pelos jardins em direção a cabana de Hagrid.
- Estranha como? – pergunta Gina se fazendo de desentendida.
- Meio aérea. – comenta Harry pensativo.
- Ela é monitora. Tem muitos assuntos para resolver. – fala Gina dando de ombros e torcendo para que eles acreditassem naquilo.
- Eu também sou monitor. – fala Rony sério. – E não estou estranho.
- Você sempre é estranho. – fala Gina sorrindo e caminhando ao lado de Harry que ria também. – Deixe a Hermione em paz, Rony. Você sabe que ela sabe se cuidar e também sabe que ela jamais machucaria uma mosca.
- É, isso lá é verdade. – fala Rony rindo baixinho ao bater na porta da cabana de Hagrid que os convida a entrar.
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Dor! Essa foi a primeira sensação de Draco ao ser jogado para trás, violentamente. Nem percebeu o movimento de Hermione que o acertou no nariz com força, fazendo com que recuasse e batesse numa estante de livros. Ainda tonto, deslizou pela estante e caiu deitado no chão. Percebeu quando os livros caíam sobre ele, mas resolveu não se mexer.
“Maldita Sangue Ruim!” – pensa Draco irritado ao ser praticamente soterrado pelos livros velhos e empoeirados. – “Meu nariz!!! Ela socou meu nariz!!!”
Mas resolveu ficar parado, embaixo da “montanha” de livros que caíram sobre ele.
“Vamos ver o que acontece!” – pensa Draco curioso. – “Vamos fazer de conta que desmaiei!”
- Mérlin! O que eu fiz? – pergunta Hermione com a voz preocupada ao ver que Draco não se mexia.
Rapidamente começou a retirar os livros que estavam sobre ele, rezando para que a bibliotecária não tivesse ouvido nada.
- Malfoy? – chama Hermione preocupada. – Você está bem?
“Maldito idiota!! Precisava me assustar??” – pergunta-se ela preocupada ao retirar o último dos livros e notar que ele parecia desmaiado.
- Mérlin! Que droga! – fala Hermione em voz baixa, aproximando-se dele e vendo que ele não se mexia. – O que faço agora? – pergunta-se Hermione ao dar tapinhas no rosto dele para tentar acordá-lo.
“Será que está respirando?” – pergunta-se Hermione preocupada.
- Acorde, Malfoy! Acorde, sua doninha loira oxigenada! – resmunga Hermione dando-lhe tapas leves no rosto.
“Doninha loira oxigenada??” – pergunta-se Draco indignado. – “Agora é que eu não ‘acordo’ mesmo! Quero ver o que ela vai fazer! Vou fingir que estou mal, só para que ela se sinta culpada!”

- Vamos lá, vamos lá! Pense, Hermione. Pense! O que fazer numa situação dessas??? – pergunta-se Hermione preocupada ao não ver reação alguma de Draco. – Já sei!!! – fala Hermione aproximando-se de Draco e endireitando a cabeça dele. – Não acredito que vou fazer isso!!

“O que diabos ela está fazendo??” – pergunta-se Draco de olhos fechados. Notou quando ela tapou seu nariz e o obrigou a abrir a boca. – “Ah. Não! Ela não vai fazer o que eu acho que ela vai fazer!!!” – pensa Draco preocupado pensando se devia abrir os olhos ou não.
Tarde demais!!
Lembrando-se do que tinha visto uma vez na televisão, Hermione colocou sua boca na de Draco e tentou fazer a famosa respiração boca a boca.
Só depois que tinha começado é que notou que Draco estava acordado. E só notou, por que ele agarrou sua nuca com delicadeza e a beijou com desejo.
“Bom, o soco eu já levei! Agora quero pelo menos um beijo de desculpas!!” – pensa Draco pegando na nuca de Hermione e a puxando de encontro a si.
“Mas o que diabos...?” – pensa Hermione furiosa, tentando se livrar dele, mas depois de alguns segundos, lembrou-se do que tinha acontecido na noite anterior e resolveu ver o que iria acontecer. – “Como diz a Gina... Deixa Rolar!”
“Mérlin! Ela pode ser uma Sangue Ruim, mas beija melhor do que qualquer uma que já tive antes!” –
pensa Draco sorrindo ao notar que ela se entregou aos seus beijos e carinhos. Logo, ela estava deitada sobre ele e passava as mãos em seu peito.
“Merlin! Ele pode ser um idiota completo, mas beija muito bem!” – pensa Hermione sorrindo mentalmente.
- Mas o que está acontecendo aqui? – pergunta Blaise em voz alta, fazendo com que os dois se assustassem e se separassem rapidamente. -
Hannn... – Draco tenta falar mas não consegue pensar em nada.
- Ele me assustou... – fala Hermione tentando achar uma desculpa mas seu cérebro ainda estava em parafuso com os beijos de Draco.
- E... ? – pergunta Blaise entendendo o ocorrido, mas resolvendo tirar um sarro dos dois.
- Ela me empurrou... – fala Draco levantando-se ainda sentindo o gosto do beijo de Hermione.
- E...? – pressiona Blaise sorrindo.
- Daí ele caiu... – fala Hermione se levantando rapidamente e arrumando suas roupas que estavam amarrotadas.
- E...? – pressiona Blaise sorrindo.
- Daí eu.... Vá se danar, Blaise! – rosna Draco sério. – Não tenho que te dar satisfação nenhuma!
- Sei... – fala Blaise rindo baixinho. – Eu vou indo. Acho que vocês tem que... continuar a conversa!
- Some daqui! – fala Draco sério.
Quando Blaise saiu dali, Draco olhou para Hermione que estava um pouco envergonhada e de cabeça baixa.
- Não resistiu, não é mesmo? – pergunta Draco sorrindo de forma marota.
- Do que está falando? – pergunta Hermione o olhando séria.
- Teve que tirar uma casquinha! Foi só eu desmaiar que você se aproveitou de mim! – fala Draco rindo de forma mordaz.
- Vá se ferrar, sua doninha loira! – fala Hermione tentando se afastar, mas tem seu braço preso por Draco que não a deixa partir.
- Ainda não, Granger! – fala Draco sério. – Tome. Isso é seu! Não quero mais me contaminar com nada seu! Quem sabe eu acabe pegando uma doença de Sangues Ruins. – fala Draco entregando a gravata de Hermione que a pega rapidamente.
- Ótimo! – fala Hermione ríspida e se soltando dele. – E pegue sua gravata! Não quero nada que tenha seu nome! – fala Hermione jogando a gravata na cara dele.
- Nem meus beijos? – pergunta Draco sorrindo de forma superior.
- Para que?? Se quer saber, Draco, você beija muito mal! – fala Hermione saindo da biblioteca fumegando de raiva.
- Sei. – fala Draco rindo baixinho enquanto toca nos próprios lábios com as mãos. Com um movimento elegante da varinha, os livros voltaram aos seus lugares. – Mas você gostou, Sangue Ruim. Tanto que me chamou pelo primeiro nome. Ah, você gostou! Vamos ver o que o futuro nos reserva!



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Tempo Atual. Hotel Copacabana Palace. – Suíte Nupcial. – 07:12 Hs
Dor nas costas. Foi isso que acordou Draco naquela manhã. Abriu seus olhos e viu Hermione ainda dormindo, sob efeito do porre da noite anterior.
“Espero que agora ela me ouça, quando eu falar algo!” – pensa Draco divertido ao se levantar da cadeira onde tinha dormido durante a noite.
“Dormido não, cochilado. Ela me chamou uma dúzia de vezes, pedindo água!” – pensa Draco sorrindo ao ir até o banheiro e fazer sua higiene pessoal. Voltou até o quarto e pegou sua mochila. Separou duas Colt 40, duas facas de arremesso e os escondeu pelo corpo. Pegou também dinheiro. Escondeu sua varinha num compartimento secreto dentro da mochila e guardou a mochila em segurança dentro do armário. Desceu para tomar café no restaurante do hotel.

“Melhor deixá-la descansar um pouco mais. Assim poderei fazer algumas coisas, sem ela para me perturbar.” – pensa Draco ao se servir de café e frutas.
- Madrugando? – pergunta Michele se aproximando sorrindo.
- Às vezes. – fala Draco sorrindo ao vê-la sentar-se ao seu lado com uma xícara de café nas mãos. – E você, vai dormir agora? – pergunta Draco sorrindo.
- Só mais tarde. A noite foi muito puxada. Ainda tenho algumas coisas para fazer. – fala Michele cansada.
- Muito trabalho? – pergunta Draco sério.
- O suficiente para me fazer cansar. – fala Michele sorrindo. – Como foi a noite com a sua... guardiã? – pergunta Michele ironicamente.
- Não foi. – fala Draco entre sério e divertido.
- Ora, meu pai os viu sair para jantar. Achei que iria conquistar a garota ontem a noite? – pergunta Michele debochada.
- Infelizmente eu a perdi para a caipirinha! – comenta Draco sorrindo triste.
- Uau!! Quantas doses? – pergunta Michele sorrindo.
- Seis copos, grandes. – fala Draco sorrindo. – Foi um vexame completo. Vômito e tudo. Foi igual ao nosso último porre.
- Caramba! Ela ainda está dormindo? – pergunta Michele.
- E quem é que não estaria depois de beber aquilo tudo? – pergunta Draco rindo. – Acho que daqui umas duas horas eu peço para alguém a acordar.
- Se eu bem me lembro, você parou no oitavo copo, na última vez. – fala Michele rindo baixinho.
- Décimo. Foi meu recorde! Mas vim para cá sozinho, e caminhando com minhas próprias pernas, ao contrário de você que desabou no sétimo copo! – fala Draco rindo ao lembrar-se do porre que tomaram juntos no passado.
- Realmente. Você me carregou boa parte do caminho e cuidou de mim depois. – fala Michele rindo. – Bons tempos.
- É! – fala Draco pensativo. – Pena que não voltam mais.
- Posso te fazer uma pergunta? – pede Michele.
- Claro. – responde Draco bebendo seu café.
- Por que nunca quis dormir comigo? – pergunta Michele curiosa.
- Prezo demais sua amizade para fazer isso. – fala Draco sorrindo.
- Sem essa, Draco. – fala Michele rindo e tomando um gole de café. – Não foi esse o motivo.
- Hummm. Posso te lembrar que seu irmão gêmeo é do tamanho de um armário??? – pergunta Draco sorrindo. – Eu não quis correr o risco de apanhar dele. Um soco dele e adeus Draco Malfoy!!
- Conversa fiada. – fala Michele sorrindo. – Ele sempre concordou com nossas saídas. Nem mesmo meu pai se opôs. Agora fale a verdade para mim.
- A verdade, Michele? – pergunta Draco subitamente cansado. – A verdade é que cada pessoa que se envolve comigo, acaba machucada, de uma forma ou de outra. Eu pareço aqueles monstros dos filmes que tocam em algo e a destroem. Eu tive medo de que coisa semelhante acontecesse com você.
- Hummm. Se eu bem me lembro, você precisou de muito autocontrole daquela vez, afinal eu estava bêbada e louca para transar. Te ataquei no chuveiro se não me engano. – fala Michele rindo baixinho.
- É, precisei sim. – fala Draco rindo. – Diga-me, Michele, como anda a sua carreira? Já foi promovida?
- Sim. Já fui sim. – fala ela sorrindo.
- Isso é bom. – fala Draco. – Eu preciso sair e resolver alguns negócios. Importa-se em acordar Hermione dentro de umas duas horas? – pergunta Draco sério.
- Sem problema. Eu a acordo. – fala Michele sorrindo. – Diga-me, Draco, o que ela acha que eu faço da vida?
- Não a leve a mal. – fala Draco se levantando da mesa. – Ela foi criada num ambiente diferente do seu. Ela não entende que as mulheres daqui são mais... espontâneas.
- E deve ser por isso que você é caidinho por ela. – fala Michele sorrindo. - Deixe-me pensar um pouco. Inglesa, reprimida sexualmente, um tanto quanto fria, acha-se auto-suficiente, não entende seus sentimentos, deve ter tido um ou dois romances em sua vida. Preocupa-se demais com sua “reputação”. Resumindo, ela acha que sou uma prostituta!! – fala Michele rindo alegremente.
- Algo assim. – fala Draco rindo baixinho. – Preciso ir.
- Pode deixar que eu a acordo. – fala Michele rindo e pensando em pregar uma peça em Hermione.

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Hotel Copacabana Palace. – Suíte Nupcial. – 09:15 Hs
Michele entrou silenciosamente no quarto. Hermione ainda dormia pesadamente. Michele a olhou com um olhar crítico que só as brasileiras tem e percebeu o que Draco viu nela. Despiu-se rapidamente e ficou apenas de lingerie. Em seguida, deitou-se ao lado dela, acabando por bagunçar a cama.
“Vamos ver a cara dela, se ela achar que perdeu tudo!” – pensa Michele sorrindo. – “Eu vou fazer com que ela entenda os sentimentos que tem pelo Draco. Só que vou me divertir enquanto isso!!”
Mexeu-se na cama e delicadamente abraçou Hermione, fazendo com que Hermione acordasse. Michele manteve seus olhos fechados, simulando que estava dormindo ainda.
Hermione acordou com dor de cabeça. Sentia um gosto estranho na boca e tentou lembrar-se da noite anterior.
“Droga! A única coisa que lembro é que fomos jantar e Drac.., digo, o Prisioneiro Draco Malfoy, estava jogando charme para cima da Wanelli! Ou será que era ela que estava jogando charme para cima dele??” – pergunta-se Hermione abrindo os olhos e sentindo sua cabeça latejar fortemente. – “Daí eu bebi algo muito gostoso. Acho que bebi um ou dois copos. Depois, não me lembro de mais nada! O que será que aconteceu, e por que estou vestindo minha camisola? Quem foi que me deu banho e me trocou??” - pergunta-se Hermione curiosa.
“O que foi que aconteceu?” – pergunta-se Hermione sentindo um braço por cima de seu corpo. Olhou para o lado e viu Michele que dormia com um sorriso nos lábios. “Merlin!!! O QUE FOI QUE EU FIZ????” – pergunta-se Hermione preocupada. – “Será que... eu e ela... Oh, Merlin!! Eu não fiz isso, ou será que fiz??? Será que eu dormi com ela???”
Lentamente Hermione se afasta de Michele e levanta-se em silêncio. Mas não foi silenciosa o bastante. Michele abriu os olhos e sorriu para ela.
- Bom dia, meu anjo. – fala Michele bocejando.
- Bom dia. – fala Hermione em voz baixa.
“Meu anjo? Ela me chamou de meu Anjo??” – pergunta-se Hermione preocupada. – “O que será que aconteceu????”
- Conseguiu descansar? – pergunta Michele sorrindo.
- Sim. E você? – pergunta Hermione sentando-se na cadeira onde Draco tinha dormido. Sentia dores de cabeça horríveis.
- O suficiente. Já estou pronta para outra. Vai voltar para a cama ou não? Afinal, sempre podemos repetir a dose, não é mesmo? – pergunta Michele sorrindo de forma sedutora e vê o pavor nos olhos de Hermione.
“Ela não se lembra de nada mesmo.” – pensa Michele divertida. – “Vou aproveitar e rir um pouco.”
- Olha... eu... quer dizer... nós... fizemos... algo juntas... ontem? – pergunta Hermione preocupada.
- Querida, é claro que fizemos! E devo admitir que eu não esperava isso de você! – fala Michele sorrindo e se levantando. Encontra suas roupas e se veste rapidamente. – Nunca achei que tivesse esse... fogo todo.
“Merlin! EU FIZ! E AGORA???” – pergunta-se Hermione preocupada.
- Bem... eu... não lembro direito. – fala Hermione balançando a cabeça. – O que... foi que fizemos?
- Bem, você foi jantar com o Draco. Depois ele te trouxe para o hotel. Eu notei que você estava muito alegre e Draco quis que você se deitasse. Mas você disse que queria dançar! Aí eu apareci e nós fomos na maior danceteria da cidade! – fala Michele inventando a mentira na hora e se segurando para não explodir numa gargalhada ao ver a cara apavorada de Hermione.
- E? – pergunta Hermione a olhando sem querer acreditar.
“MÉRLIN! EU QUERO MORRER!” – pensa Hermione baixando a cabeça. – “Imagine a manchete no Profeta Diário: Dama de Ferro, dançando numa danceteria trouxa!”
- Daí nós três fomos dançar. Tudo ia bem, mas você começou a beber sem parar. Draco te avisou, mas você não quis escutar. - fala Michele sorrindo.
“MÉRLIN! EU QUERO MORRER 2!” – pensa Hermione triste. – “Manchete no Profeta Diário: Dama de Ferro, dançando numa danceteria trouxa, completamente bêbada!”
- E? – pergunta Hermione.
- E quando vimos, você estava dançando sobre a mesa, nua. – fala Michele rindo.
“MÉRLIN! EU QUERO MORRER 3!” – pensa Hermione triste. – “Manchete no Profeta Diário: Dama de Ferro, dançando numa danceteria trouxa, completamente bêbada e NUA!”
- Eu... não me lembro! – fala Hermione triste.
- Quer dizer, até aí, tudo bem. Afinal, quando se bebe, às vezes libera-se algo que existe dentro da gente, não é mesmo? – pergunta Michele sorrindo ao ver Hermione de cabeça baixa.
“Ela vai querer me matar, a hora que descobrir a verdade!” – pensa Michele sorrindo.
- E depois? – pergunta Hermione preocupada.
- Depois os fotógrafos vieram. – fala Michele inventando aquela na hora.
- Fotógrafos? – pergunta Hermione apavorada.
“Oh, não! Fotógrafos não!!” – pensa Hermione apavorada.
- Sim. – fala Michele mais séria. – Mas daí o Draco interferiu. Ele aparentemente conhecia um dos fotógrafos e uma repórter.
- Antes deles tirarem as fotos? – pergunta Hermione esperançosa.
- Não. Você o derrubou quando ele quis impedir que tirassem as fotos. Você berrava sem parar: “Deixe eu mostrar ao Mundo o que escondi até hoje!!” – fala Michele rindo.
“MÉRLIN! EU QUERO MORRER 4!” – pensa Hermione triste. – “Manchete no Profeta Diário: Dama de Ferro, dançando numa danceteria trouxa, completamente bêbada e NUA. Fotos exclusivas!!!”
- Como é o nome da repórter? – pergunta Hermione cansada.
- Rita qualquer coisa. – fala Michele sorrindo ao lembrar que Draco já tinha lhe contado sobre uma repórter uma vez.
“MÉRLIN! EU QUERO MORRER 5!” – pensa Hermione triste. – “Manchete no Profeta Diário: Dama de Ferro, dançando numa danceteria trouxa, completamente bêbada e NUA. Fotos exclusivas!! Reportagem bombástica. Por Rita Skeeter!!!”
- E depois disso? – pergunta Hermione.
- Depois viemos até aqui. – fala Michele. – Estávamos os três um pouco bêbados. Daí, fizemos a festa!!
- Os três? Quer dizer... eu, você... e o Draco? – pergunta Hermione levantando a cabeça e quase chorando.
- Sim! Nossa, Hermione. Eu nunca pensei que você tivesse tanto fogo! Você praticamente acabou com o coitado do Draco! Eu nem pude usá-lo!! Depois de acabar com ele, você simplesmente me atacou!!! – fala Michele indo até as costas de Hermione e começando a massagear os ombros dela.
- Eu... não...- fala Hermione e não consegue completar a frase.
- Mas isso não foi tudo!! – fala Michele sorrindo. – Afinal, quando você finalmente dormiu, eu tomei um banho e desci até a recepção do hotel. Sabia que tem fotos suas, na capa dos maiores jornais do país? Tem também representantes de três revistas masculinas a esperando, querendo saber se você gostaria de posar nua?? – pergunta Michele preparando-se para correr dali.
“MÉRLIN! EU QUERO MORRER 6!” – pensa Hermione triste. – “Manchete no Profeta Diário: Dama de Ferro, dançando numa danceteria trouxa, completamente bêbada e NUA. Fotos exclusivas!! Reportagem bombástica. Por Rita Skeeter!! Fotos em Revista Masculinas!!!”
- Onde está o Draco? – pergunta Hermione quase chorando.
- Saiu bem cedo. – fala Michele sorrindo. – Disse que iria embora! Que não agüentaria outra noite dessas.
“MÉRLIN! EU QUERO MORRER 7!” – pensa Hermione triste. – “Manchete no Profeta Diário: Dama de Ferro, dançando numa danceteria trouxa, completamente bêbada e NUA. Fotos exclusivas!! Reportagem bombástica. Por Rita Skeeter!! Fotos em Revista Masculinas!!Prisioneiro Draco Malfoy foge de sua Guardiã!!!”
- Eu... eu.... – tenta falar, mas não consegue. Simplesmente começa a chorar.
- Ora, Hermione, não é tão grave assim. – fala Michele sorrindo e a abraçando para acalmá-la.
- Como... pode... não... ser? Isso acabou com minha vida. Com tudo o que lutei para conquistar. Tudo destruído!! – pergunta Hermione fungando sem parar de chorar.
- Olha, eu realmente não me importo com o que aparece nos jornais! – fala Michele ajoelhando-se a sua frente e secando as lágrimas de Hermione.
- Na sua profissão... isso não... importa! Mas na minha... sim. – fala Hermione chorando ainda mais.
- Na minha profissão, importa muito mais do que na sua, mocinha! – fala Michele séria levantando-se. – Eu sou Michele Danbross. Capitã da Polícia Federal. Membro de uma unidade de Elite. Chefe do Grupamento de Ataque, Combate e Repressão de Entorpecentes!!
- Hein?? – pergunta Hermione espantada. – Mas eu achei...
- Por que me viu vestida daquele jeito, achou que eu era prostituta?? – pergunta Michele séria. – Tenha respeito, mocinha. Tenho 18 medalhas de bravura em combate, e trabalho 14 horas por dia numa das cidades mais violentas do mundo. Comando uma das unidades de elite da Polícia Federal!!
- Olha... eu sinto... – Hermione tenta continuar falando mas é cortada por Michele.
- Vá tomar um banho frio. Acalme-se! E depois que se acalmar, desça para tomar café que eu te conto O QUE REALMENTE ACONTECEU ONTEM A NOITE!!! – fala Michele séria dirigindo-se a porta do quarto.
- Espere... – fala Hermione esperançosa. – Quer dizer que o que me contou foi...
- Uma mentira, é claro. Considere o troco por ter me tratado como uma prostituta! Agora, banho! Depois café! E nunca mais abuse da Caipirinha!! – fala Michele séria saindo do quarto e entrando no elevador. Quando estava fora do alcance da audição de Hermione, começou a gargalhar!!
“Essa eu tenho que contar para o Draco!!!!” – pensa Michele rindo sem parar.
“Desgraçada!!!! E eu achando que minha vida tinha acabado!!! E ela rindo da minha cara!!! Mas que filha de uma *****!” - rosna Hermione furiosa. Pensou seriamente em pegar sua varinha e a fazer sofrer, mas depois de alguns segundos, começou a rir sozinha.
“Ela em engabelou direitinho! E eu caí, como uma idiota! E devo admitir que pensei mal dela! Merlin! As mulheres desse lugar são loucas! Deve ser por isso que o Draco gosta tanto daqui!” – pensa Hermione sorrindo ao fazer sua higiene pessoal. Depois de se trocar, desce até o restaurante e lá estava Michele tomando café.


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Próximo ao Túnel Rebouças - 10:30 hs
Draco estava tranqüilo dirigindo o carro de Michele. Enquanto estava rodando, ficou pensando em tudo o que havia feito naquela manhã.
“Senão vejamos. Mandei um resumo do ocorrido até agora a Dann’ell. Inclusive que estou usando um ‘rastreador GPS’ na cabeça. Bem como para onde pretendo ir. Espero algumas idéias dele. Conversei com alguns contatos, tentando conseguir maiores informações, mas nada feito. Aparentemente o Potter não entrou em contato com a Comunidade Bruxa daqui. Isso pode dificultar um pouco as coisas!” – pensa Draco enquanto reduzia um a velocidade num farol, até parar completamente.
“Consegui o transporte e amanhã mesmo iremos partir rumo ao Mato Grosso. Segundo as informações de Wanelli, a lagoa está em algum lugar, próxima a Serra do Roncador. O problema é que a Serra do Roncador tem quase 800 km de extensão!!” – pensa Draco enquanto esperava o sinal abrir.
“Confesso que estou surpreso com a aparente mudança do Potter, mas isso é algo de menor importância. Eu preciso pegá-lo vivo. Se eu o matar, morro junto, em virtude do Juramento que tive que fazer. EU TENHO QUE LEVÁ-LO ATÉ LONDRES. Depois, poderei matá-lo, quando chegar lá! Mas nada me impede de torturá-lo, sem parar até chegarmos lá!” – pensa Draco divertido ao arrancar com o carro assim que o sinal ficou verde.
Tinha visitado Wanelli há menos de uma hora e lhe entregado um buquê de flores, como pedido de desculpas pelas atitudes de Hermione na noite passada.

Wanelli simplesmente sorriu e disse que era normal para quem não conhecia o poder da caipirinha.

Ao sair da Biblioteca Nacional, teve a impressão de estar sendo novamente vigiado. Ficou tentando descobrir alguém, mas só conseguiu ver o mesmo rapaz estranho que tinha visto no dia anterior. Quando o olhou sério e pensou em conseguir respostas, ele desapareceu.
Entrou no carro e resolveu voltar até o hotel. Queria discutir algumas idéias com Hermione. Já que ela era sua ‘guardiã’, precisava ser informada que estavam sendo ‘vigiados’.
Minutos depois de sair da visita a Wanelli, notou que estava sendo seguido. Um carro com quatro pessoas estava atrás dele, já a alguns quilômetros. Estava atento e notou quando o carro emparelhou com o seu. Só ficou assustado quando viu um dos ocupantes do carro, apontar uma varinha para ele.
Freou imediatamente e notou que quem quer que estivesse na direção do outro carro, fez o mesmo, mas demorou um segundo para fazer isso.
Foi o tempo que Draco teve para girar o volante e se desviar do feitiço que atingiria sua cabeça. Com a súbita parada, o feitiço atingiu o capô do carro de Michele que explodiu e saiu voando.
“Mas que ******!” – pensa Draco enquanto voltava a acelerar seu carro, ultrapassando o deles e se distanciando.
Notou que eles se aproximavam rapidamente, e agora, pelas janelas, três deles começaram a jogar feitiços sem parar, enquanto o quarto dirigia de forma alucinada. Draco dirigia em ziguezague sem parar. Por precaução, sacou sua Colt 40 e a manteve a mão, pronta para disparar.

Entrou no Túnel Rebouças e o trânsito, apesar de não estar congestionado, estava mais lento. Sem ligar para as leis de trânsito, Draco “queimava” o asfalto tentando se distanciar. Percebeu que seria impossível fugir por que muitos carros eram mais lentos que ele e atrapalhavam sua fuga.
“O negócio é encarar estes idiotas!!” – pensa Draco decidido e reduz a velocidade, notando que eles se aproximam dele e emparelham com o seu carro.
Olhou para a direita e viu o sorriso de um dos passageiros, que lhe apontou a varinha. Mas o sorriso morreu junto com ele, ao ter sua testa atingida por uma bala da Colt que Draco empunhava. Dentro do carro, os outros três atacantes ficaram cobertos por sangue e miolos de seu parceiro.
Draco notou que o motorista adversário, perdeu a concentração por um segundo. Foi o tempo certo para que Draco jogasse o carro de Michele contra o deles, prensando-os na lateral do murro fazendo com que os três atacantes ficassem assustados.
Guinchos do metal se retorcendo enquanto dobrava e amassava. Vidros que estouravam. Faíscas que eram arrancadas do atrito dos carros e do murro lateral do túnel. Fumaça que saía e o barulho dos motores trabalhando loucamente. Gritos dos atacantes, assustados com o que Draco fazia.
“Vamos ver se o que li nos livros de James Bond funcionam no mundo real!” – pensa Draco sério ao tirar o pé do acelerador por dois segundos. Notou que o carro dos atacantes distanciou-se um pouco e com sua Colt 40, mirou no pneu da frente do carro deles, abrindo fogo.
No terceiro tiro, conseguiu explodir o pneu e o carro deles subitamente tocou o chão, com a roda, arrancando ainda mais fagulhas, deixando um rastro de fogo, e levantando a traseira do carro.
Sem perda de tempo, Draco acelerou seu carro e ‘entrou’ embaixo do carro deles. Voltou a acelerar e notou que o carro dos atacantes começou a rodar em falso, começando a tombar de lado, até que com mais um empurrão, ele virou no meio do túnel.
“Isto é divertido.” – pensa Draco ao notar que o carro dos atacantes estava sendo empurrado pelo seu. Voltou a acelerar e percebeu que mais a frente o túnel fazia uma curva. Impulsionou até que foi possível e depois freou fortemente. O carro dos atacantes manteve sua trajetória e sem chances de fazer a curva, foi de encontro ao murro lateral, onde bateu fortemente e começou uma série de capotagens.
Quando finalmente parou, Draco saiu do carro de Michele e correu até eles. O carro dos atacantes tinha ficado sobre as rodas, em posição normal, mas praticamente destruído. Um rápido olhar revelou a Draco que somente dois oponentes ainda viviam. O motorista que estava ferido e preso as ferragens e o ocupante do banco traseiro que estava tentando sair do carro. Já tinha aberto a porta e colocado uma perna e o braço para fora, quando Draco jogou seu corpo contra a porta do carro, quebrando a perna e o braço do atacante que gritou de dor.
- Onde ele está?? – pergunta Draco calmo.
- Vá para ****** que te ******! – grita o atacante.
- Onde ele está?? – grita Draco apontando sua Colt 40 contra o joelho do atacante.
- Jamais vou trair o mestre! – fala o atacante sorrindo. – Você não teria coragem de me ferir e..... – mas parou de falar ao perceber que Draco disparava novamente a Colt 40, destruindo seu joelho e arrancando um urro de dor.
- Fale ou morre!! – avisa Draco sério apontando a Colt para a cabeça do atacante. – Onde está o Potter??????
- Eu não sei!! Ele iria nos chamar mais tarde. Eu não sei onde ele está!!! – grita o atacante urrando de dor.
- Se você não sabe onde ele está, então é inútil para mim. – fala Draco seco e coloca a Colt 40 na cabeça do atacante que olha apavorado enquanto Draco dispara, abrindo um rombo do tamanho de um prato espalhando miolos e sangue para todos os lados.
Pegando a varinha do atacante, Draco olha para o motorista, todo quebrado e inconsciente. Decide se afastar, antes que a polícia chegasse. Caminhou em direção ao carro de Michele e o que vê o deixa triste. O carro estava praticamente destruído.
“Ela vai me matar se eu entregar o carro assim. Até consigo bater nos capangas do Potter, mas a Michele acaba comigo!! Ela adora esse carro!! Era da mãe dela!!” – pensa Draco cansado.
Com um movimento elegante da varinha, Draco restaura o carro, inclusive o capô que havia sido arrancado. Com um suspiro cansado, se aproxima para ir embora. Foi aí que ouviu o feitiço.
- Sectusempra!!
E Draco cai, com um rasgo em seu ombro esquerdo, de onde saía sangue de forma abundante.
Deitado no meio do asfalto olhou para onde tinha vindo o feitiço e viu o motorista com a varinha na mão. Sem perda de tempo, disparou um bombarda que atingiu o tanque de combustível do carro, o fazendo explodir. Fogo e fumaça, além de destroços espalharam-se por dentro do túnel.
Com muito esforço, Draco colocou-se de pé e se apoiou no carro de Michele. Apontou a varinha para o próprio ombro e murmurou um feitiço de cura. Sabia que não tinha ficado bom. Não conseguia ver o tamanho do estrago, mas sabia que era grande. Sabia que estava perdendo sangue.
“Preciso ir até o hotel. Assim como me pegaram, podem pegar Hermione também! E se ele pegar Wanelli, terá as mesmas informações que eu tenho e isso seria péssimo!! Preciso tirar a Wanelli de lá e a colocar em segurança. Mas primeiro, Hermione!” – pensa Draco ignorando a dor em seu ombro.
Abriu a porta e depois de se sentar, ligou o carro e após se desviar dos destroços dentro do túnel, dirigiu até chegar ao hotel, Ao longe conseguiu ouvir as sirenes da polícia e dos bombeiros entrando no túnel.
“Idiota! Burro! Cretino!” – xingava-se Draco irritado consigo mesmo ao estacionar o carro em frente ao hotel. Com um movimento da varinha, limpou o sangue do carro e entrou no hotel completamente tonto pela perda contínua de sangue. – “Por que não matei o desgraçado do motorista antes?? É nisso que dá ser bonzinho!!”
Conseguiu avistar ao longe Michele e Hermione sorrindo enquanto tomavam café juntas. Aproximou-se rapidamente mas sem conseguir caminhar em linha reta. Mesmo assim, disfarçou como pode até chegar em frente à mesa e olhar para Hermione, preocupado.
- Você está bem? – pergunta Hermione ao vê-lo pálido e com um pouco de sangue correndo por seu braço.
Draco tentou alertá-la, mas caiu sobre a mesa do café, quebrando-a e espalhando alimentos por todos os lados.
- Mérlin! – fala Hermione preocupada ao ver o ferimento que ele tinha no ombro. – No que diabos você se envolveu, Draco? – pergunta Hermione séria ao ver Michele rasgar o que sobrara da camisa de Draco.
- Potter... sabe... proteger... Wanelli. – resmunga Draco desmaiando em seguida.
- Rápido! Vamos para o hospital. – fala Michele preocupada.
- Não. Vamos levar para o quarto. Eu cuido dele. – fala Hermione séria ao pegar sua varinha e conjurar uma maca para Draco. Com outro movimento da varinha, fez com que Draco subisse na maca e a levitou até o elevador. Nem percebeu que usara sua magia em frente a Michele que entrou junta com ela no elevador.
- Certo! – fala Michele respirando fundo. – Já vi coisas estranhas, mas essa foi de longe a maior.
- Eu... não posso lhe explicar agora. – fala Hermione olhando para o ferimento de Draco e executando um feitiço de cura, diminuindo o sangramento.
- Nem precisa. – fala Michele em voz baixa ao entrarem no quarto. – Eu já suspeitava que o Draco fosse um bruxo, mas agora tenho certeza. E você também!
- Preciso de alguns itens para tratar os ferimentos dele. – fala Hermione séria ao colocarem Draco na cama, de forma delicada, mas mesmo assim, fazendo com que acordasse e gritasse de dor.
- Temos médicos e medicamentos aqui dentro do hotel. – fala Michele pegando uma toalha e limpando um pouco de sangue de Draco. – De que medicamentos precisa?
- Não são medicamentos. – fala Hermione preocupada ao ajeitar a cabeça de Draco. – São poções e itens para poções! Onde diabos vou conseguir isso agora??
- Na... minha... mochila... tem... – fala Draco apontando para o armário. Hermione rapidamente pega a mochila e tenta abrir, mas sem conseguir.
- Droga! – fala Hermione nervosa. – Qual a senha, Draco?? – pergunta Hermione. – Qual a senha para abrir a mochila??
- Detenção...sala...de...troféus! – fala Draco baixinho e a mochila se abre. Draco logo desmaia, sem nem perceber o olhar que Hermione tinha lhe enviado.
Sem perda de tempo, Hermione conjura uma pequena bacia e mistura alguns ingredientes, mexendo-os com um movimento da varinha. Os ingredientes, lentamente, começaram a se tornar uma pasta homogênea.
Michele, enquanto isso com seu celular, ligou para sua Unidade e deu ordens precisas e diretas. Agora era só aguardar.
Quinze minutos depois o celular de Michele tocou e ela atendeu. E abriu um sorriso contente enquanto elogiava a atuação de seus comandados.
- E então? – pergunta Hermione ao terminar de aplicar uma pasta de medicamentos obtidos com os ingredientes que Draco tinha na mochila. Tinha feito um emplastro e colocado sobre a ferida. Com um movimento da varinha, ataduras foram colocadas sobre o ferimento e faixas enrolaram-se sobre ele.
- Minha unidade pegou a Wanelli na Biblioteca Nacional e a está mantendo em lugar protegido. – fala Michele desligando o celular. – A Policia e os bombeiros encontraram, dentro do Túnel Rebouças, os corpos de 4 homens mortos e presos no que sobrou de um carro que se incendiou e explodiu.
- E acham que você tem algo a ver com isso? – pergunta Hermione curiosa enquanto colocava um pano úmido na nuca de Draco, para aliviar a febre que ele sentia.
- Viram um carro parecido com o meu, batendo no carro deles. A Polícia já veio aqui e viram que meu carro não tem nenhum arranhão. Portanto descartaram o envolvimento meu ou de qualquer outro no ‘acidente’. – fala Michele sorrindo.
- Isso vai lhe causar problemas? – pergunta Hermione preocupada.
- Qual é? Acha que eu não sei sair desse tipo de confusão? – pergunta Michele zombeteira. – Ninguém sabe melhor do que eu!
- Como assim? – pergunta Hermione sem entender.
- Eu entrava e saía de confusões parecidas junto com meu irmão gêmeo Michel o tempo todo. – fala Michele rindo.
- Nunca foi presa? – pergunta Hermione curiosa.
- É claro que não. – fala Michele rindo alto e despertando Draco que gemia baixinho. – Vou deixar vocês dois sozinhos. Acho que vocês precisam conversar. – completa ela sorrindo e saindo do quarto.
- Sente-se melhor? – pergunta Hermione preocupada olhando para Draco.
- E você se importa? – pergunta Draco num murmúrio.
- Tem razão. – fala Hermione séria. – Não me importo mesmo. Se quiser morrer, morra. Não dou à mínima! Você não passa de um Prisioneiro!!
- Você mente muito mal. É... claro... que... se... importa!– fala Draco sorrindo enquanto mergulha num sono pesado.
“O problema... é que me importo sim!” – pensa Hermione cansada e se recosta na cadeira ao lado da cama onde Draco dormia. – “Importo-me desde aquela detenção! Importo-me tanto que nunca quis admitir o que sentia. Só depois é que entendi. Mas aí... foi uma briga! Quer dizer, mais uma briga!” – pensa Hermione divertida.
“E pensar que pegamos a detenção juntos por minha culpa! Quer dizer, quem mandou ele sacanear com o Rony?” – pensa Hermione sorrindo e lembrando-se do que tinha causado toda aquela confusão.
“Rony levou dias para se recuperar da vergonha que passou!” - pensa Hermione divertida. – ”Bem feito para ele!”
“Agora, o que aconteceu naquela sala de troféus....! Lembro que ele me tocou... e depois...Oh, Mérlin! Como posso esquecer? Aquela noite foi... uma loucura de ambos!! E mudou tudo! Mas tudo mesmo!!!” -– pensa Hermione suspirando enquanto lembrava-se daquela noite.
“Merlin! Como foi que eu deixei aquilo acontecer?” - pensa Hermione sorrindo. - ”Tudo bem, devo admitir que eu provoquei a reação dele! E QUE REAÇÃO!!”
“Eu me lembro... do que eu falei para ele. Como poderia esquecer? Aquilo ficou gravado em minha alma, até hoje!” - pensa Hermione enquanto fazia um cafuné, discretamente no cabelo de Draco que murmurava baixinho.
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Final do Capítulo. – O que?? De novo?? Mas que autor ******** e ********, além de tudo é um *********!! Mais uma vez deixou tudo no ar!!! E agora? O QUE EU FAÇO????
Bem....
Comentar já seria uma boa idéia! Kakakakakaka!(Risada pra lá de Maléfica!)
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Observações:
1. Ah, se as estantes de livros da biblioteca falassem... quantas histórias já aconteceram na biblioteca.
2. - Não resistiu, não é mesmo? – O difícil vai ser fazer um dos dois admitir que as coisas acontecem assim mesmo. Mas eu embebedei o Draco e ele me contou.... coisas interessantes.
3. Posso te lembrar que seu irmão gêmeo é do tamanho de um armário??? - Bem, Michel vem no próximo Capitulo e vai fazer alguém ficar com um pouco de ciúmes.
4. “MÉRLIN! EU QUERO MORRER 7!” - Desculpem, não resisti a brincar um pouco com a Hermione.
5. Eu sou Michele Danbross. Capitã da Polícia Federal. Membro de uma unidade de Elite. Chefe do Grupamento de Ataque, Combate e Repressão de Entorpecentes!! Por essa vocês não esperavam, não é mesmo? Kakakakaka!
6. Draco dirigindo? Usando armamento trouxa? Como? Quem ensinou? Explicações no próximo capítulo!!
7. - Vá para ****** que te ******! - Fala sério. Falar isso para um cara que adorava a mãe não me parece uma idéia muito inteligente.
8. - Detenção...sala...de...troféus! – Hummmmm! É, pelo que a Hermione falou, algo aconteceu lá! Agora, para sabermos, só no próximo Capítulo.
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Sobre os comentários. Bem, eu li todos, sem exceção. Mas não tenho tempo suficiente para responder a eles. Basta dizer que o rumo da história foi alterado, com base em alguns comentários que eu li.
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Atenção!!!
Vou precisar criar 3 personagens novos. Fiquem alertas, pois vou pedir a vocês que se candidatem. Isso mesmo. 3 mulheres serão escolhidas para serem personagens. Elas farão parte de um grupo de combate cujo nome provisório, é... Black Angels. (Anjos Negros. Mas ainda vou achar um outro nome. As três serão assassinas, lindas, brutais e extremamente eficientes. Além de terem uma ‘quedinha’ pelo Draco.)


Em breve eu aviso.

Um abraço, pessoal.
Gostaria de convidar a vocês para lerem Apollyon, o Arcanjo da Destruição.

Até mais

Claudiomir

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Comentários: 2

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Enviado por Flor do Inferno em 10/02/2014

aaaai Merlin eu ri muito naquela parte que a michele disse que rolou suruba entre ela a Mione e o Draco aaaaww isso seria divertido ate se fosse verdade kkkk ameiiiiiiii, eu ri tanto nessa capitula, amando mais ainda sua fic ♥

Nota: 5

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Enviado por Pamela Barros em 17/02/2013

Miolos e sangue. Sangue e miolos. Ai ai, precisa de mais alguma coisa para falar que estou amando a sua fic? 

Nota: 5

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