FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

2. Capítulo II


Fic: O Anel de Ártemis


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Rony aparatou no jardim d’A Toca com as sacas onde trazia sua recompensa. Não tinha dificuldades para carregá-las, pois todas eram leves, incluindo a armadura. Caminhou alguns passos até chegar próximo à porta dos fundos, e então percebeu que alguém espiava-o pela janela da cozinha. Reconheceu os olhos verdes e os óculos de aros redondos de Harry. Seu amigo correu para o interior da casa, e então, quando Rony chegava à porta, ela abriu-se e duas pessoas jogaram-se sobre ele. Ante o peso das mulheres, somado aos objetos que trazia, o jovem esteve prestes a cair, porém foi amparado por seu pai. Na confusão de abraços e cutucões em que se encontrava, mal conseguia discernir as vozes exaltadas que tentavam falar-lhe.
- Por Merlin, ainda bem que você está vivo. Esta era sua mãe, que soluçava desconsoladamente.
- Seu irresponsável, como tem coragem de fazer uma coisa dessas conosco? Já esta era sua noiva, Hermione Granger. A jovem tinha cabelos castanhos cheios e volumosos. Seu rosto mantinha o ar sério, mas estava manchado de lágrimas. Esta raiva era sem dúvidas sua forma de demonstrar sua preocupação. Ela intercalava abraços e beliscões em seu noivo, que não sabia se sorria ou se tentava explicar-lhes o que ocorrera.
Arthur libertou o filho do abraço de Molly, e conduziu-a para o interior da casa, sentando-a em seguida em uma cadeira. Ela continuava a chorar, mas seu marido sussurrava para ela “ tudo está bem agora, ele já está em casa são e salvo”, enquanto servia-lhe uma xícara de café forte. Harry tentou fazer o mesmo com Hermione, mas ela se recusava a largar seu noivo. Rony então entregou sua carga a Harry, e pediu para que deixasse-os a sós um instante.
- Mione, está tudo bem. Eu tive de fazer... Porém não conseguiu terminar a frase, pois a jovem esganiçava-se para fazê-lo ouvir.
- Você não pensa na sua mãe? Você não pensa em MIM? Ela chorava novamente, e seu corpo tremia enquanto batia com os punhos fechados em Rony, que apenas se defendia. “ Aquela armadura dos duendes viria à calhar agora”, pensava o jovem. Hermione estava tão exasperada que não conseguia formular frases com sentido. Vez por outra Rony conseguia entender um “seu irresponsável” ou então “morrendo de preocupação” entre o que ela tentava dizer, mas o resto era uma incógnita.
Vendo que aquele ataque poderia estender-se por horas, o jovem fez a única coisa que lhe parecia sensata: Mesmo tendo de se defender dos socos de Hermione, ele abraçou-a firmemente, fazendo-a parar. Quando ela finalmente parou de gritar e tentar esmurra-lo, ele falou em seu ouvido.
- Pela milésima vez. Está tudo bem. Eu sei que agi sem pensar, mas nada aconteceu, e agora eu estou aqui com você. Em resposta a jovem abraçou-o também, e intensificou seu choro.
- Nunca mais faça isso, por favor. Eu não posso nem imaginar perdê-lo.
- Você sabe que sou idiota, e que provavelmente farei isso novamente. Mas eu nunca irei te abandonar. Hermione conseguiu esboçar um sorriso, e então ergueu o rosto e encarou seu noivo. – E o melhor é que além de estar vivo eu consegui a recompensa. Agora podemos nos casar. Rony falou animadamente, e observou o rosto de sua noiva mudar do vermelho para o branco em segundos. Ela tentou responder, mas foi impedida por um gesto do rapaz. Ele levou a mão ao bolso, e então retirou dele o anel prateado. A jovem mirou o objeto e então voltou a encarar o rapaz.
- O que isso significa? Rony não respondeu imediatamente. Fitou os olhos castanhos de sua noiva, buscando coragem para fazer o que tencionava. Então decidiu-se. Ajoelhou-se vagarosamente, deixando Hermione perplexa, e atraindo a atenção de Harry e Gina, que chegara a pouca a cozinha, e observava a cena ao lado de seu namorado.
- Hermione Granger, você quer se casar comigo? Ao término da frase absolutamente todos que ali estavam ficaram espantados. Hermione ficou paralisada, não conseguindo articular uma palavra sequer. Rony fitava-a apreensivo. “Porque diabos ela não responde?” Quando a tensão chegou a seu limite, a jovem sorriu, e murmurou um “Sim”. O ruivo sorriu também, então levantou-se abraçando-a, e ambos beijaram-se apaixonadamente. Harry sorriu para Gina, que virou os olhos para o teto, tentando não rir da situação. Molly, que havia conseguido controlar seu fluxo até então ininterrupto de lágrimas, caíra novamente no choro, e era amparada mais uma vez por um sorridente Arthur.
Quando finalmente separaram-se, Rony e Hermione foram abraçados por Harry e Gina, que segundo palavras da última, “decidiram acabar com o momento melação”.
- Então é agindo como louco que se dobra uma noiva enrolada? Harry ria dos dois, que continuavam a fitar-se. Hermione então soltou seu noivo, e abraçou Gina, sorrindo bastante, enquanto Molly e Arthur aproximavam-se da cena, para poderem abraçar o filho e a futura nora. E por um instante ficaram ali, naquele emaranhado de braços, todos sorrindo felizes. O fato de que Rony sumira há horas atrás, e que quase matara a todos de preocupação já fazia parte do passado. Por um instante nada havia de preocupação entre aquelas cinco pessoas, apenas felicidade e regozijo.
Quebrando o momento de emoção, uma coruja veio ao encontro do grupo, ao que foi notada por Gina. Esta separou-se dos outros para poder receber a correspondência. A coruja parda pousou em seu braço, e em sua perna trazia um bilhete escrito em folha magnificamente branca, lacrada com o timbre do Profeta Diário. Mesmo tendo sido liberta da carta, a coruja continuou repousando no braço da ruiva. A menina não deu importância e abriu o bilhete. Com um leve pigarro, ou talvez não tão leve assim, chamou a atenção dos outros. Todos miraram-na levemente curiosos. Aparentemente nada poderia realmente estragar a felicidade da família naquele momento. Ela desenrolou o pergaminho e começou a lê-lo displicentemente:

Caro Sr. Ronald Weasley. Fomos informados pelo excelentíssimo Sr. Lucio Malfoy que o Sr. foi o responsável pela captura do famigerado fugitivo Rabastan Lestrange. Sendo assim, acreditamos fazer-se necessária uma entrevista exclusiva com Vossa Senhoria, afim de detalhar o acontecimento. Gostaríamos que esta realizasse-se na tarde de amanhã, no mais tardar. Tudo que precisamos é que nos envie uma resposta, autorizando nossa equipe a entrevistá-lo em sua casa. Desde já, obrigado pelo compreensão e colaboração.
Atenciosamente, Rita Skeeter.
Chefe da Sessão de Furos Jornalísticos do Profeta Diário


Rony era só sorrisos. Todos estavam extasiados com o conteúdo da carta.
- E óbvio que permitiremos que venham aqui, certo? Ele olhou para os outros, receoso que alguém lhe tirasse essa satisfação. Todos concordaram e ele pode sorrir mais uma vez. Gina, que trazia um lápis consigo, rabiscou uma resposta no verso da carta, e prendeu-a novamente à perna da coruja, que levantou vôo logo em seguida.
- Sabem o que isso significa? Molly voltara a seu habitual tom autoritário tão rapidamente que todos sobressaltaram-se ao ouvi-la falar. – Significa que teremos visitas. E que ainda por cima nossa casa aparecerá no Profeta! Gina, temos uma faxina minuciosa a fazer. A menina bufou indignada, porém não teve coragem de comentar nada, frente à expressão de sua mãe.- E quanto aos outros, se não ficarem em nosso caminho já estarão ajudando muito. E dizendo isso ela saiu em velocidade para o interior da casa.
- Acho que devo ajudar sua mãe, afinal de contas tenho que aprender algumas coisas acerca de cuidar de casas, não é? Hermione abraçou novamente seu futuro marido, e após beijá-lo, seguiu os passos de sua sogra e sumiu no interior da casa.
- Está satisfeito? Gina aproveitara a distração de seu irmão, que olhava atabalhoado para Hermione, que entrava na casa, e socou seu braço com certa dose de violência. O jovem levou a mão até o local onde fora atingido, e fitou indignado o semblante sorridente de sua irmã. Ela preparava-se para ir à “batalha” quando notou sua coruja, Errol, vindo em sua direção. Ela esperou até o animal pousar enfadado em seu braço estendido, para então retirar o bilhete de sua perna. Assim que viu-se livre da correspondência, a coruja ergueu-se no ar novamente, e voou até sua gaiola, em busca de descanso.
- É a resposta do Lupin, para aquela minha pergunta sobre como lidar com vampiros e lobisomens. Ora, e é realmente interessante, vejam só. A jovem abria o bilhete e começava a lê-lo em voz alta. - Vampiros podem ser destruídos perfurando-lhes o coração com uma estaca de madeira ou prata, e são muito sensíveis a luz do sol e água benta. Já os lobisomens são resistentes a tudo isso, menos às estacas de prata...- Ela continuou a ler enquanto caminhava até a casa.
- Incrível, ela nem se despediu de mim. Harry e Rony caíram na gargalhada após este comentário do primeiro. Quando conseguiram recuperar o fôlego, Harry encarou seu amigo e falou, em um tom de voz mais sério. – E então, o que realmente aconteceu em sua aventura? Rony contou tudo, detalhe por detalhe, o que aconteceu desde que saíra d’A Toca pela manhã. Contara sobre o estranho que encontrara, e que lhe acompanhara durante a jornada. Contara como Izzy havia combatido Rabastan e eliminado-o rapidamente e que ele abdicara da recompensa, dizendo precisar de apenas um dos tesouros oferecidos por Lucio Malfoy. Harry ouviu a história toda sem pestanejar, ficando apenas intrigado com o jovem Izzy. Quando Rony terminou de falar, guardaram silêncio por um momento.
- Rony, o melhor a fazer é não ter nenhuma divida com esse Izzy. Ele me parece suspeito. Harry falava baseado em seus conhecimentos como auror, e Rony ouvia atentamente seu conselho, pois sabia que o amigo entendia desses assuntos. – Quando encontrar-se com ele, entregue-lhe o que ele quiser, para não lhe dar motivos para te incomodar. Alias, quando será o encontro de vocês dois?
Rony disse-lhe que o encontro seria no dia seguinte. Ambos conversaram mais alguns minutos, então foram chamados por Molly, para tomarem o café da tarde. Harry entrou primeiro, deixando o amigo na rua sozinho por um instante. Ele observou o céu começar a escurecer e a lua crescente, que estava encerrando seu ciclo, dando lugar a lua cheia. O astro despontava no leste do horizonte. Era o fim de um dia extremamente anormal, pensou o jovem, mas um dia extremamente feliz. E agora, com o casamento acertado, dinheiro no bolso, e sua família a seu lado, o que poderia minar sua felicidade? Sorrindo consigo mesmo, ele virou-se e caminhou até a casa. Só vislumbrava uma possível resposta: Nada.


*****



O sábado terminou-se, e após ele o domingo passou relativamente rápido também. Logo depois do almoço os repórteres do Profeta, liderados por uma extremamente curiosa Rita Skeeter encheram a casa de aparelhos, refletores e outras tantas coisas. Rony não precisou realmente fazer nada de especial, apenas responder algumas perguntas e posar para fotos, sozinho ou junto com sua família. Rita também insistiu em entrevistar Hermione, fazer uma entrevista completa com ela, dizendo onde morava, o que fazia e quais seus planos para com seu noivo. Ficaram envolvidos nesta função praticamente a tarde toda, pois já começava a escurecer quando Rita deu-se por satisfeita, e juntamente com seus auxiliares foi embora, dando fim àquela balbúrdia. Somente quando ela havia partido é que Rony lembrou-se de seu encontro com Izzy. “Bem, ele vai entender minha ausência”, pensava o jovem. Não havia contado para ninguém, excluindo Harry, sobre a “pequena” ajuda que recebera de Izzy durante sua jornada. Dizia para si mesmo que certamente o jovem não desejaria ser conhecido e importunado por Rita Skeeter. Mentia. Na verdade não comentara com ninguém para não diminuir seu “ato de bravura”. Queria este momento de fama só para ele.
O jantar de domingo foi excepcional. Com uma pequena parte de sua recompensa, compraram comida suficiente para um batalhão, e fizeram um banquete. À mesa, era impossível distinguir quem estaria mais feliz: Rony, por ser considerado um herói, ou Hermione, que ostentava o magnifico anel prateado em seu dedo anelar, e sorria deslumbrada observando-o brilhar, mesmo sem luz incidindo diretamente sobre ele. Ela até comentara mais tarde com seu noivo como o anel brilhava, mesma quando à penumbra.
- Um anel especial para uma pessoa especial, é simples. Respondeu Rony, ganhando um beijo de sua noiva em seguida. A noite chegou e se foi, e quando o jovem percebeu já estava se despedindo de Mione e Harry, e encaminhando-se para cama, afim de descansar para um dia normal de trabalho. Deitou-se e dormiu tranqüilamente, como há tempos não conseguia.
Acordou na manhã seguinte atrasado, como sempre. Arrumou-se displicentemente e desceu até à cozinha para tomar seu café, antes de ir para o ministério. Chegando lá encontrou todos já adiantados no café, quase encerrando-o.
- Bom dia meu filho, conseguiu dormir bem? Molly mantinha um sorriso no rosto desde o momento em que o filho voltara são e salvo para a casa, mas agora este amplificara-se com todos os acontecimentos do dia anterior.
Como de costume Rony respondeu com um grunhido, e sentou-se à mesa, recebendo as torradas que sua mãe lhe oferecia. Seu pai lia o Profeta Diário, e esperou algum tempo após o filho sentar-se para mostrar-lhe a capa do jornal, onde era visível a foto em que a família Weasley aparecia junto com Hermione em frente A Toca. Ele sorriu, mas não pode falar nada pois estava com a boca excepcionalmente cheia. O café transcorreu normalmente, ou talvez o mais normalmente possível, sendo que o principal tópico das conversas da família eram a empreitada épica de Rony. Assim que terminou de estufar tanto seu estômago quanto seu ego, o jovem recolheu seu material de trabalho e despediu-se de todos, aparatando para o Ministério em seguida.
Sempre aparatava em uma rua pequena, adjacente ao Ministério, pois gostava de ver a movimentação dos trouxas naquele período do dia. Materializou-se em um canto da pequena viela, e então começou a observar as pessoas que ali estavam. Uma senhora andava com duas crianças a tiracolo, caminhando apressadamente. Um homem ocultava-se atrás de um jornal, e Rony não conseguiu ver seu rosto. Algumas jovens corriam para a mesma direção que a senhora. Aparentemente para aqueles lados havia um colégio, pois todas levavam mochilas às costas. O ruivo caminhou alguns passos em direção a conhecida cabine telefônica, quando sentiu que alguém havia parado a suas costas. Virou-se e tomou um susto ao deparar-se com Izzy observando. O jovem segurava o Profeta em sua mão, e tinha um leve sorriso afetado em seu rosto marcado de cicatrizes.
- Olá. Dia agitado o de ontem, não? Seu tom de divertimento era um tanto assustador. – Vejo que esta realmente ficando famoso, mas você merece não é, afinal de contas dar cabo de um assassino é realmente alguma coisa... Ele sorriu novamente. Rony ficou incomodado com o modo com que ele falava. Podia identificar uma pequena ponta de ironia em seus comentários.
- Olha, se você está aqui por causa da minha ausência no encontro ontem... Começou Rony, mas foi interrompido por Izzy.
- Não, estou aqui porque me apaixonei pela bela cor dos seus olhos. Rony olhou-o um tanto indignado, porém o jovem seguiu falando, não dando atenção ao possível efeito que suas palavras tivessem surtido no outro. – Não precisa se desculpar, sinceramente não tenho tempo para isso. Apenas me diga quando e onde posso encontrá-lo para pegar o anel.
- O anel? Perguntou Rony desconcertado. – Você queria o anel?
- Não, eu não queria o anel. Eu QUERO o anel. O ruivo mexeu-se embaraçado, sendo observado pelo outro. “Porque diabos ele tinha que querer logo o anel?”, pensava ele.
- Olha, nós não podemos negociar? É que o anel se tornou um tanto importante para mim sabe. Ao ouvir esta resposta, o sorriso desapareceu tão rapidamente do rosto de Izzy que Rony poderia jurar que ele fora atingido com um feitiço Convocatório. – Acho que isso é um não...
- Por favor, não crie problemas para mim. Apenas me entregue o anel e pronto. Ambos fitaram-se por um momento tenso, então ouviram alguém chamar por Rony. Olharam ao mesmo tempo e perceberam um rapaz de cabelos curtos e ruivos, tão ruivos quanto os do jovem. Este suspirou aliviado quando Percy aproximou-se. Izzy apenas puxou seu braço e murmurou: – Falo com você depois. Então saiu. Percy chegou ao lado do irmão e mirou por um momento o rapaz que se afastava, recolocando o capuz sobre a cabeça.
- Quem era aquele? Rony deu de ombros, e puxando o irmão pelo braço, seguiram para o interior do ministério. Um dia de trabalho lhe esperava, e ele não desejava pensar naquela pequena divergência por enquanto.
Chegaram a seus respectivos cubículos e sem mais o que conversar, puseram-se a trabalhar.


*****



O dia transcorreu sem mais sobressaltos, excetuando-se a felicidade dos companheiros de sessão de Rony, ao saberem de seu casamento. Alguns até decidiram comprar um pequeno bolo, afim de que fizessem uma pequena confraternização. Ele recebeu todas as felicitações muito tranqüilo. Já nem pensava mais no incidente com Izzy quando dirigia-se para fora do Ministério. Estava no Átrio quando porém, a lembrança foi trazida violentamente à sua cabeça. Parado observando a Fonte dos Irmãos Mágicos estava Izzy. O jovem pensou em passar rápida e silenciosamente além de seu campo de visão e nem chamar atenção, mas o outro parecia saber que ele estava ali, pois virou-se e acenou descontraidamente. O moreno começou a caminhar em sua direção, enquanto Rony estacava no lugar onde estava. Sentia uma pontada de confusão quanto às atitudes do outro. Como ele conseguia, num minuto ser soturno e no outro ser tão descontraído?
- Pensou melhor sobre a bobagem que é não me dar o anel? A voz do rapaz mantinha-se calma e ácida como de costume. O outro fitou-o por um instante, pensando no que responder.
- Sabe o que é? Eu não posso mais lhe dar o anel. Já dei ele a outra pessoa. Izzy observou-o sem modificar sua expressão. Sua face era como uma rocha: imutável.
- É mesmo? E como saberei que não está apenas mentindo para tentar livrar-se de minha adorável companhia? A pergunta foi feita tão à esmo que parecia não ter nenhuma importância.
- Mas é verdade. Eu usei-o para pedir minha noiva em casamento. Não posso mais dispor dele. Sinto muito, mas terá de procurar outro anel. Após ouvir a resposta, Izzy sorriu, e baixou a cabeça balançando-a negativamente. Parecia lamentar-se.
- Sabe, esta foi a idéia menos brilhante que você teve. Sinto dizer, mas foi uma grande bobagem. Sua voz era calma, mas continha um tom de ameaça inconfundível. Tão inconfundível que Rony não pôde deixar passar em branco.
- Está me ameaçando? Disse o jovem, cerrando os punhos e fitando o rosto do outro.
- Ora vejam só, o menino entende de sutilezas. Não ERA uma ameaça, mas agora... Ainda sorria, enquanto sua mão descia vagarosamente para o bolso da capa. O ruivo observou o movimento e imediatamente levou a mão à sua varinha. - Tem certeza que quer tentar a sorte contra mim? Seu sorriso sarcástico se intensificou, enquanto via as orelhas do outro corarem ligeiramente. – Isso seria mais fácil para mim, mas prefiro resolver isso pacificamente. Dito isso, ele virou-se e saiu, ignorando completamente o outro, que ainda fitava-o atônito, com a mão na varinha.
Rony olhou desconfiado, enquanto o jovem se afastava. Fora fácil demais.


*****



Não comentou com ninguém o ocorrido, nem mesmo com Harry. Talvez Izzy deixasse-o em paz dali a algum tempo. Era certo que ele parecia um lunático, mas não achava-o capaz de atentar contra outra pessoa apenas por um anel.
Passou a noite tranqüilamente, ou talvez o mais tranqüilamente possível, ceando com sua família e Harry, que sempre vinha visitar a namorada. O jovem não tinha ninguém da família, e vivia sozinho no centro da cidade. Hermione porém não aparecera. Seu noivo até se preocupara, pois ela não avisara o porque de sua ausência. Após a janta despediu-se dos outros e foi dormir. Recostou a cabeça no travesseiro e fechou os olhos. Mas não conseguia dormir. Em sua mente repetiam-se as imagens da conversa que tivera com Izzy, ou então sua empreitada à casa de Rabastan. Lá ele vira o jovem cometer um assassinato. Isso o assustava. Como alguém conseguia matar e continuar impassível, como se nada tivesse acontecido. E agora Izzy estava, invariavelmente atrás dele. Afinal ele possuía o anel que o outro desejava. Mas o anel já não era seu, dera-o a Hermione, e nada mais poderia ser feito...
Quando este pensamento passou por sua cabeça, ele ergueu-se de um pulo da cama. Izzy sabia com quem estava o anel. E Hermione não aparecera no jantar. O desespero começou a tomar conta de seu interior, juntamente com o pânico, espalhando-se por seu organismo como um líquido gélido e assustador. Imagens distorcidas encheram sua mente, imagens de alguém de manto batendo à porta da casa de sua noiva. Imagens de Hermione caída no chão, enquanto alguém gargalhava e dizia: “ Agradeça seu noivo por me informar que você está com o meu anel.” Imagens dela chorando, e um brilho verde perpassando o breu do cômodo.
Ele vestiu-se o mais rápido que pode e de qualquer maneira. Calçou um pé do tênis, e tentou calçar o outro enquanto descia a escada. Pode-se dizer que não foi uma boa idéia. No terceiro degrau ele escorregou e caiu, rolando escada abaixo, trombando nas paredes e fazendo um estardalhaço. Miraculosamente não se feriu, nem mesmo um arranhão, porém acordara todos os habitantes da casa. Não deu importância ao grito de sua mãe, nem ao palavrão disparado por Gina, apenas correu porta afora e após observar a lua cheia que era engolfada por nuvens, ele aparatou.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.