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13. Treze


Fic: Um novo sacrifício


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- Espere Sophie entrar no quarto e te ver fazendo isso novamente! – disse refugiando-se perto de seu armário.

Ele deu de ombros e seguiu para o banheiro.

- Eu não vejo mal algum. - e fechou a porta.

_****_



- Harry, não pode continuar agindo dessa forma. – Falou Lupin em tom baixo. – Você matou Voldemort, não crê que eles esperam mais de você do que dos outros. Sua decisão nessa última reunião foi completamente infantil!

Harry afundou na poltrona completamente indiferente as palavras do homem que andava de um lado para o outro com as mãos no bolso a sua frente.

- Eu não consigo ver o motivo para a tamanha baderna. É somente a cogitação do fim da ordem! – falou Harry casualmente.

- Isso foi o que Dumbledore construiu! – vociferou Lupin lançando-lhe um olhar ríspido. – Não pode ficar contra isso Harry, não pode ficar contra o seu sustento, esse é o seu trabalho! De onde tirou coragem para votar a favor do fim da ordem?

Harry se levantou aborrecido.

- Isso já está no fim. Não há mais guerra! Contra quem vamos lutar? Contra o mal? Que mal? Nós estamos aqui, todos os dias, atrás de alguém que esteja pondo o mundo em risco, mas então? Gostaria muito de saber onde essas pessoas andam se escondendo. Quatro anos de Ordem da Fênix completamente parada depois da morte de Voldemort. Ele morreu! Contra quem lutar agora? – Expôs Harry.

- Ainda há comensais revoltados. – insistiu o outro.

- E onde eles estão? – Harry indagou elevando seu tom. – Boa parte dos comensais estão em Azkaban. Bellatriz que era a única que realmente nos preocupava apareceu morta há dois anos atrás. Com quem se preocupar? Há dezenas de dúzias de aurores no ministério altamente competentes para dar conta de qualquer comensal estúpido que resolver aparecer por ai!

Lupin abriu a boca para revidar, entretanto duas batidas na porta da sala da casa dos Black o fez fecha-la rapidamente.

Harry deu as costas e foi em direção a porta. Pigarreou, suspirou e abriu a porta. Procurou agir casualmente assim que viu Rony do outro lado.

- Preciso falar com você. – o ruivo disse em tom baixo.

Harry olhou Lupin e viu que ele focava Rony. Franziu a testa e apontou Rony com os olhos. O homem suspirou em resposta e deu de ombros.

- Certo. Eu vou, mas não pense que essa conversa acaba aqui. – falou o lobisomem passando por Harry e por Rony sumindo pelo corredor escuro da casa.

O de olhos verdes deu espaço para que o ruivo pudesse passar. Fechou a porta assim que ele estava completamente acomodado na poltrona.

- Se veio tirar satisfações pelo meu voto a favor do fim da ordem esta perdendo seu tempo. É o único a saber o real “porque”. – disse Harry enquanto sentava-se na frente do homem.

- Não vim tirar satisfação. – respondeu Rony calmamente sem dirigir o olhar diretamente a Harry.

Silêncio. Harry esperou que ele dissesse algo, porém ele parecia mudo.

- Sim... – falou o moreno erguendo as sobrancelhas. – O fato de precisar falar comigo não quer dizer que precise ficar mudo.

Rony pigarreou incomodado e mexeu-se na poltrona. Suspirou e hesitou.

- Percebi a forma como deu seu voto hoje. – Rony disse depois de certo tempo num tom calmo e hesitante. – A forma, não as palavras. - Harry tornou a erguer as sobrancelhas e deu espaço para que ele continuasse. – Não queria dar aquele voto, não é?

Harry riu pelo nariz e suspirou seriamente desviando o olhar.

- É claro que não. – disse depois de um instante de hesitação.

Rony hesitou e por um momento esperou que o silêncio o acalmasse.

- Harry, quero te ajudar. – disse ele repentinamente num fôlego só.

Harry o olhou por segundos. Tentou acreditar que aquilo não havia sido dito, mas sua mente processou perfeitamente todas as palavras do homem. Tornou a rir pelo nariz incrédulo e bateu o pés descompassados.

- O que te deu, afinal? – indagou. – De repente você me chama de mentiroso, faz cara feia para mim e agora diz que quer me ajudar.

- Eu só... – o ruivo pausou repentinamente hesitante. Hesitou e tornou a hesitar, porém, logo continuou. – Só vi que esconde isso porque vejo o alivio que sente ao ver Hermione sorrir sabendo que tudo está bem. Mas, Harry... Creio que guardar todo peso para si pode estar fazendo mal a você. Tem um peso enorme nas costas. Eu olho para você agora e é simplesmente o mesmo que olhar para um escravo acorrentado.

Harry cerrou os dentes e enrijeceu o maxilar desviando seu olhar novamente.

- Ninguém pode me ajudar. – disse ele em tom baixo.

- Você é Harry Potter. Harry Potter nunca entrega o jogo assim. Você ainda não perdeu. Ele está vivo, apesar do mundo inteiro acreditar que sim! – Rony insistiu.

Harry curvou-se para frente apoiando os cotovelos nos joelhos.

- Escute bem, Rony. – começou vociferando em tom baixo. – Não posso mais fazer escolhas por mim. Não posso simplesmente dizer que aceito sua ajuda. Minha vida não é mais minha, minha vida é dele. Dependo do que ele quer para mim!

Rony riu incrédulo.

- Não! – exclamou ele. – O Harry que eu conheci não entregaria os pontos assim.

- O Harry que você conheceu entregou os pontos quando a faca apontou para você e Hermione! – retrucou Harry.

- Pode acabar com a faca! Pode destruí-la! – insistiu o ruivo. – Sorrateiramente. Por trás. Sem ninguém saber. Nos bastidores.

Harry levantou-se num solavanco e passou as mãos pelo rosto bufando. Deu a volta na poltrona e parou de costas. Respirou fundo. Tranqüilizou-se e escutou o silêncio até indagar calmamente:

- Tem algum plano?

Silêncio.

- Não. – escutou Rony dizer. – Mas podemos bolar um. Tem que ser perfeito, minucioso, sorrateiro. Temos todo o tempo do mundo para iss...

Batidas frenéticas e fizeram com que os dois se sobressaltassem e voltassem seus olhares para a porta que se abriu estrondosamente mostrando um Lupin afobado.

- Rony, a bolsa de Luna estourou! – exclamou ele ofegante como se tivesse corrido a casa inteira antes de dar a noticia.

Rony contorceu o rosto numa careta mostrando sua expressão de intrigado.

- O que? – indagou.

Lupin bufou e revirou os olhos.

- Sua filha vai nascer! Agora! – disse com veemência.

Rony arregalou os olhos e cambaleou para trás.

- Onde ela está? – apressou-se Harry a perguntar.

- Gina correu com ela para o St. Mungos. – informou Lupin.

- Vamos. – disse Harry e Rony viu-se sendo arrastado.



_****_

Quando Harry entrou arrastando-se naquela manhã fria de segunda na cozinha encontrou Sophie enfiando um punhado de biscoitos dentro da boca. Hermione abria a geladeira apressadamente e tirava a jarra de laranja o deixando sobre a mesa.

Ambas pareciam ao menos notar quando Harry puxou uma cadeira e se sentou relaxadamente sobre ela puxando a cesta de torradas e o copo de geléia para si.

- Querida, não precisa enfiar tudo na boca. – Hermione falou a menina enquanto enchia seu copo com o suco. - Pode comer tranqüila. – Postou-se as costas da menina e puxou uma escova de cabelo que estava a beira da mesa. – O que quer no cabelo hoje?

- Não sei. – falou a menina com a boca cheia.

- Tem certeza? – indagou Hermione. Sophie assentiu e ela começou a puxar os loiros cabelos da menina para trás com a escola num rabo de cabelo. - Hei, Harry. Você está ai! – exclamou abrindo um sorriso ao vê-lo. – Pensei que teria que te chamar. Nós estamos atrasados, ande depressa!

Harry fez uma careta em meio a sua expressão sonolenta.

- Não quero trabalhar hoje. – resmungou ele em sua voz rouca.

Ela riu enquanto amarrava o cabelo da menina a sua frente.

- Se eu fosse você eu nem tentava. – apressou-se ela a dizer.

Ele riu e enfiou um torrada na boca.

- Eu também não quero ir para a creche. – disse Sophie sonolenta após engolir os biscoitos em sua boca e tomar um gole do suco que Hermione colocara em seu copo.

- Não tente você também! O que há de mal em segunda-feira? – indago Hermione enquanto tirava os ovos com bacon da mesa. – Penso que vocês deviam estar mais animados. A semana começou ontem! – e tirou as cestas com as torradas

- Hei! – exclamou ele num ar de protesto. – Eu estou tomando meu café da manhã.

- Negativo! – retrucou ela guardando a cesta. – Você vai se vestir agora! Estamos realmente atrasados.

Ele trocou sua expressão para uma de indignação.

- Você não acha que eu tenho que me alimentar?

Ela sorriu.

- Claro que sim. – disse tomando dele a última torrada que havia em sua mão e comeu. – É pra isso que existe a lanchonete do St. Mungos.

- Mas Sophie está comendo!

- Mas ela já está com o uniforme! – explicou ela. – Vá escovar os dentes querida! – disse assim que ela pulou da cadeira e ajeitou a saia de prega do uniforme.

- Você não vai me ajudar? – indagou a menina.

- Não. – respondeu Hermione. – Eu te ensinei como e você vai fazer sozinha agora. E faça direito, eu vou ver se ficou limpo quando voltar.

Sophie assentiu mordendo os lábios e saiu correndo do cômodo. Hermione sorriu e virou-se para a pia. Agitou a varinha e o prato de Sophie voou da mesa a sua mão. O pôs na pia e tornou a agitar a varinha. Ele começou a lavar-se sozinha.

Suspirou cansada e sobressaltou-se quando viu-se recebendo um caloroso abraço por trás. Riu e virou-se com um olhar de indignação para Harry.

- Nós nem trocamos um “oi” hoje. – ele disse a beijou.

Ela se afastou.

- Você quer dizer um beijo. – corrigiu ela brincalhona.

Ele pensou. Deu de ombros e sorriu.

- Um beijo. - e tornou a beijá-la. Ela tornou a se afastar, mas ele a prendeu com a ajuda da bancada da pia. – Pare de tentar fugir!

Ela riu e tentou ficar séria.

- Sophie pode chegar aqui! – vociferou com os dentes cerrados num ar falsamente ríspido.

Ele revirou os olhos.

- Ela acabou de sair daqui, e... Além do mais. Que mal tem se ela ver? Um dia ela vai ter que ver, não?

Ela arregalou os olhos passando distraidamente os braços em torno do pescoço do homem.

- Isso significa que você pretende levar adiante? – indagou ela.

- Você que dizer, nós dois? – indagou ele erguendo uma das sobrancelhas.

- É. – afirmou ela.

Ele sorriu marotamente e seguiu para o pé do ouvindo dela.

- Vou levar isso até quando você quiser. – sussurrou ele e a focou diretamente nos olhos.

Seus rostos tão próximos faziam com que um sentisse a respiração do outro. Ela mordeu os lábios e abriu um sorriso lateral.

- Está mesmo apaixonado por mim? – perguntou ela.

- Descobrir isso foi a pior coisa que já me aconteceu. – respondeu ele.

Ela ergueu uma das sobrancelhas.

- A pior?

Ele assentiu.

- Céus, Hermione! Você é minha melhor amiga. Sempre fomos tão... Unidos... E de repente te olhar, por um segundo somente, de uma forma diferente fez com que despertasse um desejo tão... Intenso, por você. Eu não sabia que isso poderia existir dentro de mim. – falou avaliando seus castanhos olhos brilhantes.

Ela sorriu.

- Obrigada. – ela falou num ar sonhar.

Ele intrigou-se.

- Pelo que? – indagou.

- Por me dar carinho, atenção. Digo, não só agora, mas todo esse tempo desde que nos conhecemos. Você faz com que eu me sinta especial. É só... diferente. – e riu.

Ele a acompanhou no riso e a beijou em seguida. Um beijo profundo que jamais imaginara que beijaria uma mulher com tanta ternura.

Afastaram-se quando os passos de Sophie pelo corredor passaram a ficarem agitados e firmes. Ajeitaram-se e esperaram numa pose falsamente casual que ela chegasse ao cômodo onde estavam.

- Você está com gosto de geléia hoje. – ela sussurrou brincalhona passando por ele que riu.

Sophie chegou a cozinha sorridente.

- Escovei os dentes! – exclamou ela estufando o peito orgulhosa de si mesma.

Hermione sorriu.

- Certo. – disse ela. – Suba na cadeira e abra a boca, quero ver todos os dentes extremamente brancos!

Sophie subiu na cadeira e parou olhando para Harry. Hermione desviou seu olhar dela para ele que a olhava bobamente.

- Papai ainda não trocou de roupa? – indagou Sophie.

- Harry, eu espero não repetir que nós estamos realmente atrasados! – disse Hermione pondo as mãos na cintura.

Ele riu mostrando as mãos.

- Certo! Eu me rendo! Vou trabalhar, certo? Não joguem pedras! – disse enquanto saia da cozinha sorrindo.

- Ele parece que viu borboletas. – comentou Sophie e abriu a boca.

Hermione riu e segurou o rosto da menina pelo queixo avaliando seus dentes.

- Querida, ele viu borboletas. – disse e soltou o queixo dela. – Boa escovação! Vamos fazer isso de novo depois do almoço.

_****_

Um mês e meio atrás





- Minha filha, Harry! Não pode salvar minha filha? Ao menos minha mulher? Sei que há um jeito. – implorou Rony andando nervosamente de um lado para o outro do escritório de sua confortável casa em Viallegre enquanto o suor frio escorria por suas têmporas.


- Não há como. – disse Harry seriamente.


- Sim HÁ! – gritou Rony parando num solavanco e olhando para Harry. – Há um jeito de salvá-las! São inocentes! A burrice foi minha. Por favor, fale com ele!


- Não há como. - repetiu Harry. – Voldemort sempre matou inocentes. Ele está furioso! Não vai querer me ver tão cedo.


Rony urrou e bateu com o punho fechado na parede. Respirou fundo, tornou a urrar socou novamente a parede.


- Elas. Não. Tem. Nada. A. Ver. Com. Isso! – vociferou pausadamente cheio de raiva.


- Elas são sua mulher e sua filha! – disse Harry mantendo sua voz mansa.


- MAS ELAS NÃO ESTIVERAM ENVOLVIDAS NISSO. – insistiu o ruivo num berro.


- Mas são sua mulher e sua filha.


- MAS NÃO MERECEM MORRER! – berrou voltando-se para o amigo.


- BASTA, RONY! – gritou Harry e o ruivo parou os com olhos brilhando. – Acredita que para elas seguir uma vida sem você há algum sentido? Acredita que se elas estiverem vivas enquanto visitam sua lápide em um cemitério qualquer vai fazer com que Voldemort simplesmente a esqueçam? Você não vai estar aqui para protegê-las!


- Você cuidará delas para mim. – disse Rony numa voz barganhada.


- O que? – indagou Harry numa careta. – Rony, eu ao menos cuido de mim!


Rony negou com a cabeça fazendo uma careta. Deu as costas e jogou-se em uma poltrona. Curvou-se para frente e puxou os cabelos.


- Não quero morrer, Harry. – cochichou ele focando o chão.


- Vou levar a culpa da sua morte para o resto da vida. Deixei que se envolvesse nisso. Eu... Sinto muito.


- NÃO! – gritou Rony levantando-se num solavanco. – A culpa da minha morte é somente minha. Eu te persuadi a deixar que eu me envolvesse nisso. – O suor escorreu por sua têmpora. – Sinto muito Harry, Sinto muito. – Rony o abraçou e bateu, praticamente socou suas costas. – Eles estão aqui, não estão? – cochichou discretamente.


- Em todo o lugar. – respondeu Harry no mesmo tom que o amigo.


Harry abraçou o amigo forte e logo soltaram-se. Focaram-se e suspiraram incômodos e incertos.


- O que tivemos que lamentar já lamentamos. – disse Rony.


Harry assentiu.


- Vou dar a ordem a eles. – falou Harry e Rony concordou erguendo o peito. – Onde elas estão?


- Sophie está dormindo com Luna no quarto. – respondeu ele.


- Certo. Tranque-as. – disse Harry.


Rony fez uma careta.


- Harry...


- Rony, não torne as coisas mais difíceis. Por favor. – cortou o de olhos verdes.


O ruivo hesitou, bufou e assentiu.


- As trancarei. – confirmou com custo.


- Rony, não tente fugir de novo. Sabe que quanto mais faz isso mais as coisas pioram pra você, pra Luna e para Sophie. Fuja dessa vez e ele vai sugerir algo pior do que morrer queimado. – disse Harry.


Rony assentiu relutante.


- Gina vira amanhã cedo aqui e verá o estado da casa.


Harry assentiu. O silêncio incomodo avolumou-se no escritório.


- Adeus. – disse Harry num tom baixo.


O ruivo assentiu desviando o olhar enquanto a ponta de seu nariz ficava vermelha.


- Não desista de acabar com a faca que está no pescoço de Hermione. Você não entrega os pontos. É Harry Potter. – pausou. – Adeus. – respondeu numa voz rouca.


Harry deu as costas e desfez o isolante sonoro em torno da porta. A abriu e focou a ultima imagem de seu melhor amigo. Seus olhos brilhavam e ele fotografou cada centímetro daquela cena.


Fechou a porta. Seus dedos tremeram sobre a maçaneta, ele fechou os olhos, respirou fundo e inspirou. Essa era a última vez e ele tinha certeza que dessa vez Rony não seria tão teimoso.


Deu as costas e seguiu pelo corredor, cruzou a sala e saiu pela porta da frente. As árvores estendiam-se ao redor da clareira e logo a orla de uma estrada de barro estava um grupo de homens com suas capas escuras idênticas a que ele vestia. Acima das arvores a lua cheia brilhava em meio ao céu límpido e cheio de estrelas.


Um deles aproximou-se de Harry.


- Faz cerca de uma hora que isolamos a área, impossível eles tentarem aparatar. – falou o homem.


- Certo. – Harry disse assentindo. Hesitou e enfiou as mãos no bolso. – Vá lá. Faça o seu trabalho. – o homem ergueu as sobrancelhas. – Mate-os. – concluiu Harry.


O Homem deu as costas a Harry e acenou para os outros que estavam a orla da estrada. Eles entraram em cena pondo-se em cada ponto das extremidades da casa. Apontaram as varinhas para cima a medida que o homem ao lado de Harry dava sinais. Os filetes dourados encontraram acima da casa saindo da varinha de cada um.


Não houve nada por uns segundos, mas logo, ao longe, um ruído avolumava-se dando a impressão de que aproximava-se velozmente.


Todos estavam quietos e apreensivos. Da janela, enquanto o ruído se aproximava, Harry pode ver os cabelos a silhueta de Rony mover-se. Desapareceu da janela, tornou a aparecer e quando Harry pensou que ia tornar a desaparecer, repentinamente, os filetes verde esmeralda escaparam pelos quadrados dos vidros que formavam a janela.


O grito fino de quem Harry teve certeza de que era de Sophie ecoou por cima do ruído que se aproximava até que sumiu quando por entre as arvores uma labareda de fogo veio e atingiu a casa em uma das extremidades.


A casa começou a pegar fogo até que outra labareda apareceu em meio as arvores e atingiu a outra extremidade da casa.


Harry deu as costas, passou pelo homem ao seu lado que passivamente assistia a queima da casa e andou para a orla da estrada. Focou a penumbra que o fogo era capaz de iluminar ao infinito da planície da estrada e por um instante sua visão ficou difusa devido ao nó que se formara em sua garganta.


Ele havia se matado antes mesmo de morrer. O crepitar do fogo parecia estrondoso ao ponde dele não ser capaz de distinguir os gritos de Sophie e Luna.


Ao longe ele notou a silhueta de algo se movendo cruzando a estrada de terra. Hesitou confuso e deu um passo a frente apertando os olhos para poder ver melhor.


Deu um salto para trás assustado assim que a sua frente um encapuzado repentinamente apareceu. Não foi capaz de ver seu rosto, somente foi capaz de ver uma luz cegante sair da mão que ele lhe estendera na altura dos olhos.


Estava ao lado do homem. O ruído se aproximava. Os filetes verdes escaparam pela janela. Nenhum grito até a labareda de fogo que surgira imponentemente por entre as árvores atingir a extremidade da casa. A outra chegara pelo outro lado e então a casa pegou fogo.


O coração de Harry apertou e sua visão ficou difusa. Engoliu o no que havia em sua garganta. O que tinha que havia de ser lamentado já foi lamentado, pensou.


- Tem certeza que o mestre deixou que a menina ficasse viva? – indagou o homem ao seu lado assistindo passivamente a queima da casa.


- Se esta duvidando de minha palavra pergunte a Voldemort. – respondeu Harry secamente. – Se não tiver coragem Midge é uma boa opção.


- Pois esteja certo de que vou perguntar. – falou o homem.


- Certo. Eu vou embora, não estou afim de ficar assistindo isso. Certifiquem-se de que Sophie está na casa do avô antes de voltarem para o castelo. Fica a uns trinta quilômetros ao noroeste daqui. – disse ele.


Passou pelo homem, chegou a orla da estrada. Caminhou além da escuridão e num estalo fraco ele sumiu.





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