Do nada, Márcia não se viu mais em Hogwarts, aliás, ela nem sabe que Hogwarts existe de verdade, é tudo fantasia para ela, inclusive tudo que acompanha a escola, alunos, ex-alunos, principalmente, os professores (ou “o professor”)
Mais uma vez, ela está na av. Brasil, correu por causa da chuva, procurava marquises largas, mas mesmo assim, estava ensopada, sem querer, passa direto da cafeteria onde iria esperar a chuva passar, mas agora, ela estava longe e Márcia, atrasada.
Chegou na Universidade, cumprimentou rispidamente a todos que encontrava, trocou de roupa no vestiário, por um conjunto que servia de uniforme, mas ela nunca usava.
Trabalhou normalmente, sem nenhuma grande novidade, só a mesma velha rotina de sempre, ela pensava, “preciso procurar outro emprego”.
De tarde, deu aulas para seus clientes nas casas deles, só a noite, pôde retornar para sua própria casa. Aliás, a casa não era sua, era alugada por anos, pois o salário que recebe junto com o extra, não são suficientes para ela comprar uma casa boa como aquela.
De tão cansada, ela sequer treina seus poderes, toma banho, come alguma coisa e vai direto para a sua cama.
Passam os anos, finalmente, ela está com trinta, conseguiu um emprego numa escola particular que aceitou o diploma dela, e lá, conhece um professor de história, que tem mais de 40 anos, é bem gordo, alto, usa bigodes, tem os cabelos bem penteados, mas é a primeira pessoa em anos que olha para a Márcia com desejo, pois ela tem pouca vaidade, e nunca se achou atraente o suficiente para conquistar o homem dos seus sonhos, que tem características parecidas com o Snape.
Mesmo sem se apaixonar, muito menos, amar esse professor, ela se casa com ele, aos 32 anos e assim, começa seu pesadelo.
O seu marido é muito fogoso e violento, o que força Márcia a viver um inferno como mulher casada, todos os dias, após as aulas, ele força-a a fazer sexo com ele, senão, apanha.
Depois de dois anos, ele a obriga a abandonar o emprego, alegando que ela deve servir a casa e o esposo pelo resto da eternidade. Foi assim que ela passa a odiá-lo com todas as suas forças.
Principalmente quando ele passa a obrigá-la a fazer sexo oral e anal, causando em Márcia muita dor e muita revolta. Na primeira vez que recusou, tomou uma surra tão forte que seu corpo, no dia seguinte, estava cheio de hematomas e marcas vermelhas.
Mas ela teve forças e conseguiu pegar um livro do harry potter para ler, foi aí que ela volta a se lembrar de que tinha poderes.
E assim, com a ajuda de alguns feitiços e muito pensamento positivo, ela curou suas feridas e hematomas, mas no livro, chegou a ler sobre a maldição imperdoável, chamada AVADA KEDAVRA, que mata o alvo instantaneamente.
E assim, ela teve a idéia de matar o próprio marido, pois a essa altura, ela estava completamente dependente dele no sentido financeiro e ela sabe que é a única beneficiária de um seguro milionário, se ele morrer de modo acidental ou por motivos de saúde.
“Posso muito bem jogar um AVADA nele, pois os médicos trouxas nunca irão desconfiar de bruxaria”, pensou.
Quando o marido chegou, com aquela “fome” de sempre, ela se posicionou para lançar a maldição, ele riu da cara dela e viu um dos livros do Harry Potter na mesa de centro.
Assim que ele se aproximou para atacá-la, Márcia gritou a maldição e tocou nele, em poucos segundos, o homem foi ao chão, morto.
Ela contemplou o cadáver do seu marido e riu, em seguida, chamou a ambulância, em tom de viúva desesperada, ela conseguiu convencer os médicos e a ambulância veio rápido.
Chegou a ter uma investigação da morte misteriosa dele, mas não descobriram nada que pudesse indiciar a Márcia, e decretaram morte natural.
Assim, ela ganha uma verdadeira bolada, para não precisar trabalhar o resto da sua vida. Porem, após alguns anos, Márcia é terrivelmente assombrada pelo fantasma do homem que matou, que nunca a deixou em paz. Márcia se viu em um precipício, com um movimento, o fantasma aparece, passa por ela, e Márcia cai e morre instantaneamente.
Ela pula da cama, assustada e bem acordada, está tudo escuro, quando ouviu sua coruja piar, ela ficou aliviada, pois tudo não passava de um terrível pesadelo.
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