Evitar Severus Snape, o homem que deseja por tantos anos não foi nada fácil, principalmente quando ele lança um daqueles olhares matadores, que Márcia faz o impossível para não responder.
Sempre que ele chega perto dela, Márcia procura falar só de assuntos da escola, quando tenta desviar, ela volta para o assunto, até ela conseguir um jeito de fugir. Mas a noite, ela já sonha com Snape satisfazendo seus desejos mais íntimos, acorda semi-nua, suada e com a área íntima latejando de desejo.
É final de dezembro, os alunos já se arrumam para passarem o natal fora de Hogwarts, Márcia consegue uma autorização especial e leva Tainá para passar o natal com ela em Londres.
Snape vê as duas brasileiras partindo no expresso de Hogwarts, escondido, em seguida, volta para o castelo.
Em seu quarto, ele sofre com a indiferença dela, até desistiu de procurar saber mistério que envolve as duas, deitado em sua cama, pronto para dormir, na noite de 23 de dezembro, até que alguém bate na porta.
Ele veste um robe e atende a porta, é Dumbledore.
– Espero não ter incomodado-o, meu amigo – falou o diretor.
– O senhor nunca incomoda, pode entrar – Snape deu passagem para o diretor.
Dumbledore sentou-se na poltrona que havia no quarto, snape sentou –se em uma cadeira.
– Vim aqui para lhe entregar um presente de natal muito especial – falou Dumbledore – ainda mais agora que o senhor resolveu deixar as duas belas estrangeiras em paz.
– Presente? – Snape estranhou, pois ele não tem o costume de ganhar presentes.
– Sim, eu até queria que Márcia lhe falasse, mas ela ainda não sabe do que você é capaz.
– Vá direto ao ponto, Albus, afinal, o que eu ganhei de presente de natal? – perguntou secamente, sem a menor curiosidade.
Dumbledore sorriu, suspirou e começou a falar.
– Eu descobri isso na época que sua mãe estava viva, ela me contou através de uma carta – falou Dumbledore – você tem o dom de executar FSV, Snape.
– O que é isso? – perguntou Severus espantado.
– Nada mais o dom de executar Feitiços Sem Varinha, quer dizer, para nós, europeus, é um dom muito raro, agora, para os latino-americanos, é uma habilidade que pode ser bem desenvolvida.
Dumbledore contou tudo que sabia sobre FSV, levou pelo menos uma hora, para terminar e encarou um Severus Snape confuso e perturbado.
Depois de um longo silêncio, apenas balbuciou:
– Isso explica ... tudo! – falou, olhando para o vazio.
Realmente, quando era criança, Snape conseguia fazer muitos feitiços sem precisar de uma varinha, ele fazia isso para se defender, pois era um menino fraco e raquítico, depois que entrou para a escola, ele não fez isso mais, sempre teve a varinha como sua fiel companheira para tudo.
– O senhor acha que eu preciso desenvolver essa habilidade? – perguntou Severus.
– Mas é claro! – falou Dumbledore – pois isso aproxima você dos bruxos mais antigos e te coloca em um patamar mais alto.
– Mas de que adianta desenvolver uma habilidade dessas se não poderei falar sobre ela com ninguém?
– Não é uma questão de vaidade, e sim, de desenvolvimento pessoal, e tem mais, com isso, você poderá ficar mais próximo da senhorita Sousa – falou com malicia.
Snape ficou vermelho de vergonha.
– Deixa disso Albus – falou – ela tem idade para ser minha filha.
– Mas eu já notei que você não a vê como uma filha, e ela não o vê como um pai. Nada impede de você ficar com ela, só o seu orgulho, pense nisso.
Dumbledore se levantou, antes de sair falou novamente.
– Sugiro que treine um pouco essa habilidade, pois se quer desenvolvê-la, terá que provar para a senhorita Sousa que é capaz.
Ele saiu, snape sentou-se na poltrona, até perdeu o sono, levantou-se de novo, olhou para sua varinha.
Impulsivamente, ele moveu sua mão direita e disse:
– Wingatiun Leviossa.
A varinha levitou bem diante dos seus olhos, ele ficou boquiaberto.
– Finite incanten.
Ele viu sua varinha voltar suavemente para a mesma posição.
Daí, passou uma parte da noite treinando outros feitiços, alguns, ele conseguiu na primeira tentativa, mas a maioria, tentou varias vezes sem sucesso, daí, ele percebeu que precisará de ajuda.
Na manhã do dia 24 de dezembro, Márcia e Tainá se divertiram fazendo compras no Beco Diagonal, que estava lotado, mesmo assim, compraram presentes para todos com quem tinham intimidade, Márcia comprou para os professores e para o diretor, já a Tainá comprou presentes para seus amigos. Márcia fica feliz em saber que ela se relaciona bem com alunos de outras casas, mesmo que secretamente.
Passam o natal em um quarto de hotel trouxa, Márcia, havia conseguido um notebook e as duas ficaram acessando a Internet, Tainá, que não conhecia a ferramenta de comunicação trouxa, ficou facinada no momento que aprendeu a mexer.
Esse foi o presente de natal da Márcia para a Tainá, que é fã dos livros do HP antes de ser registrada como bruxa, já a Tainá tranformou a televisão em um projetor, onde as duas puderam ver os filmes do HP já publicados até o momento, esse foi o presente da Tainá para a Márcia.
Voltaram para Hogwarts junto com outros alunos, onde ela trocou presentes, Márcia também recebeu vários dos seus colegas, mas o melhor de todos foi o do Snape.
Após o jantar, ele a procura, Márcia procurou não evita-lo, por ser natal, vão para um lugar isolado e frio, ele pede para ela segurar a varinha, ela guarda-a junto com a sua, ele estende a mão na frente dela e diz.
– RosaSortia!
E surge, do nada, um lindo buquê de rosas vermelhas e brancas. Márcia fica impressionada com o feitiço.
Ele entrega as rosas e conversa com ela sobre FSV, finalmente, pede para ela ensina-lo a dominar essa habilidade.
Enquanto ela sente o aroma das rosas, pergunta:
– Quando o senhor deseja começar com as aulas?
Severus sorri abertamente e dá um beijo no rosto dela, bem próximo da boca.
Voltam para o salão, os alunos presentes ficam impressionados com os dois andando pelo local. Tainá adorou as flores que a sua amiga recebeu.
|