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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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4. O Vampiro


Fic: Herdeiros das Trevas


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: Cap escrito por mim e por BlackWolf, meu consultor que me ajudará a escrever também a transformação de Hermione. Ele tem uma fic ótima, a qual eu beto, o nome é: Vermittler.

As duas semanas passaram rapidamente, Harry e Hermione eram preparados incansavelmente para o “despertar” de suas maldições e namoravam nos tempos vagos, que não era muitos, mas intensamente aproveitados. A discussão toda ficava pela insistência de Harry em ir a Azkaban, ninguém era a favor apesar de terem quase certeza de que Voldemort não estaria lá. Contudo, no último dia Harry ainda estava resoluto, iria nem que fosse a nado para Azkaban, então para garantir o mínimo de segurança Hagrid levou um testrálio até a Toca, o qual Harry usaria para ir até a ilha.

O Sol já começava a morrer no horizonte, quando Harry e Hermione se reuniram no jardim para se despedirem.

-Odeio a idéia de te deixar ir. –Harry fala segurando as mãos delas com as suas.

-Odiaria ainda mais ir comigo. –responde tentando amenizar o clima e o fazendo rir levemente.

-Se eu pudesse, trocaria de lugar com você. –Harry fala após alguns segundos em silêncio. –Apesar de não saber o que vai acontecer, não é segredo que transformações de lobisomem são muito mais dolorosas do que as de vampiro.

-Sim, mas eu estou preparada, então não se preocupe. Eu vou ficar bem. –fala tentando passar segurança a ele.

-Queria ter esta certeza. Lupin me disse que há muitos lobisomens na tal floresta. –fala preocupado.

-Mas eu sou uma Lycan, duvido que tentem me matar. –fala parecendo realmente confiante.

-Meu medo não é que te matem e sim que persigam uma fêmea solitária. –fala fazendo uma careta, que arranca alguns risinhos da morena.

-Deixe de ser bobo! Lobos são fiéis, quando escolhem um parceiro é para sempre. –fala se aproximando dele e o abraçando.

-E você é minha, para toda a eternidade. –sussurra a fitando intensamente, seus braços a segurando com mais força.

-Espero que sim, pois prefiro sentir uma dor mil vezes maior que a do despertar a sentir seu desprezo ou seu ódio. –fala baixando os olhos e engolindo em seco, como se quisesse evitar o pranto.

-Ao amanhecer eu vou voltar e te esperar bem aqui, então quando eu te ver, vou te dar o abraço mais forte que já sentiu e te beijar de um jeito que você nunca sonhou ser beijada, eu prometo. –fala fazendo-a olhar a sinceridade e a certeza de suas palavras refletidas em seus olhos intensamente verdes.

-Se não cumprir esta promessa eu juro que arranco e devoro seu coração. –fala seriamente, tentando esconder o medo que sentia.

-Sinto interromper, mas você tem que ir Hermione. –Arthur fala segurando um sapato velho, que na verdade era a chave de portal que a levaria para a floresta.

Com um último e intenso beijo, temperado por lágrimas que insistiram em escapar de ambos, os dois se despedem para irem de encontro à noite que mudaria para sempre suas vidas.

Harry se virou e foi até Hagrid, que segurava as rédeas do testrálio, enquanto Hermione segurava a chave de portal. Harry só teve tempo de montar antes de ver sua morena ser sugada pela chave, fazendo então sua montaria levantar vôo em direção à ilha onde ficava Azkaban.

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Ao ver a ilha de destino, Harry sentiu um arrepio ao vislumbrar a construção sombria que formava a prisão dos bruxos, mesmo a quase um quilômetro de distância o local lhe parecia assustador. Parou o testrálio e lançou um feitiço com sua varinha na direção do mar, congelando uma parte dele e saltando em cima do gelo.

-Obrigado pela carona, amigo. Volte para Hagrid. –Harry se despede do animal, que faz um leve movimento com a cabeça como uma pequena reverência e depois voa de volta ao continente.

“Devo aguardar sozinho este pôr-do-sol, que pode ser meu último.” –pensa tristemente enquanto se senta no gelo, mirando o horizonte que já mesclava o azul e o laranja.

Durante aqueles minutos que passou fitando o Sol em sua última hora do dia, Harry relembrou, como em um filme, dos momentos mais importantes que viveu desde que chegara a Hogwarts. Fez um rápido balanço entre as coisas boas e ruins, só então percebendo que apesar das grandes tristezas e perdas, fora incrivelmente feliz.

Olhou para trás, onde viu a lua maior do que o normal e estava vermelha, seu brilho era fantasmagórico e refletia nos olhos verdes do rapaz.
Harry não conseguiu desviar os olhos da lua. Um vento forte passou pelo mar balançando as vestes do garoto e então ele sentiu seu sangue gelar nas veias. Seu coração parou de bater, fogo surgiu ao seu redor e tomou conta de seu corpo. Ele sentiu cada órgão de seu corpo parar, parecia que eles estavam sendo petrificados dolorosamente. Caiu de joelhos abraçando a si mesmo e gritou alto, seus berros foram ouvidos por alguns quilômetros. A pele do rapaz estava muito quente como se fosse pegar fogo. Suas roupas começaram a queimar lentamente até não restar mais nada. A luz vermelha da lua refletia na pele branca do rapaz que flutuava sobre as águas dando a ele um ar fantasmagórico. Então um redemoinho se formou ao redor dele e uma forte rajada de vento agitou as águas formando uma grande onda que passou por ele e foi se chocar a ilha.

“Liberte-se”... Harry ouviu dentro de si. Então uma onda de energia saiu de seu corpo e sumiu dentro do oceano. O silêncio caiu por toda parte e a lua brilhou com mais intensidade, enquanto as estrelas ao redor dela pareceram se apagar.



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Aquele fim de tarde estava silencioso, o sol já estava quase todo escondido por trás das águas do imenso oceano. Os poucos bruxos que se encontravam na imensa prisão de Azkaban se sentiram de certa forma aliviados por poderem estar vendo tal cena, apesar da presença dos guardas sem vida os fazer se sentir mal mesmo eles tendo uma proteção contra o efeito dos dementadores.

O sol finalmente desaparecera por trás do oceano e logo a lua veio para tomar o seu lugar, a escuridão correu a ilhota em que a prisão se encontrava e um leve arrepio percorreu a espinha de quase todos os comensais que estavam ali. A lua estava anormalmente maior do que o normal, como se ela estivesse se aproximado mais da terra, porém o mais incomum era a coloração vermelha da lua. Em um vermelho forte e brilhante, a luz era refletida pela água do mar dando a impressão de que ela se tornara sangue.

Já fazia algum tempo que anoitecera, os dementadores estavam anormalmente agitados, “andando” apressadamente por entre os corredores da fortaleza. Um mau pressentimento tomou conta de todos, um vento estranhamente gélido passou pela ilha, que apesar de abrigar vários dementadores, estava quente como qualquer dia de verão. Uma fina neblina começou a brotar do chão até se intensificar e esconder os pés de quem estava guardando os portões. Os dementadores que estavam ali, entraram na prisão ficando apenas dez comensais com suas vestes pomposas do exército de Voldemort.

O vento havia cessado e mesmo assim as folhas das árvores balançavam com algo invisível, talvez por algumas criaturas das trevas que habitavam a ilhota e se alimentavam de cadáveres dos prisioneiros que ainda habitavam as selas, só que não eram mais bruxos condenados por cometer algum crime, mas sim trouxas e bruxos que foram capturados, ou para experiências com novos feitiços e magias ou se opuseram a Voldemort e receberiam seu castigo. Entre essas pessoas se encontrava o rosto velho e magro do Sr. Olivaras, que observava desolado pela pequena janela da cela, a noite sombria lá fora. Como sua cela ficava abaixo do solo e a janelinha era a única parte que ficava um pouco a cima, a neblina estava se infiltrando na cela.

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Um pequeno redemoinho apareceu a uns cem metros dos portões de Azkaban levantando alguma neblina, o suficiente para esconder o ser que aparecera assim que o redemoinho cessou, mas os comensais que estavam nos portões viram com certo receio dois pontos verdes brilhantes e selvagens por trás da neblina que começou a se assentar novamente.

Os comensais suspiraram com alívio ao ver os raios vermelhos da lua iluminarem o rosto de Harry Potter, que estava vestido estranhamente, provavelmente alguma roupa trouxa. Trajava uma calça de tecido negro e desconhecido, sua camisa era também negra, mas na altura do peito a figura de uma caveira vermelha era vista e parecia viva. Ele também tinha uma capa negra estranha, que um comensal lembrou se chamar sobretudo.

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Ele não sabia como chegara ali, mas não ligava para isso, estava com sede e queria saciá-la. Sentiu seu coração batendo mais rápido, depois houve um espaçamento nas batidas. Captou o cheiro de suas presas, a princípio elas o temeram. Sim, ele sentiu o cheiro de medo e até de pavor. Quando a neblina abaixou, olhou de relance para seu corpo, mas não quis saber como aquelas roupas apareceram.

-Acho que o moleque finalmente enlouqueceu. - Falou um comensal baixo para seu companheiro, mas Harry ouviu como se estivesse ao seu lado. -Vamos pegá-lo e assim seremos recompensados pelo mestre. -Ambição. Esse era o cheiro que exalava daqueles dez seres que não passavam de meras presas.

Sorriu sem vida nem emoções. Ele saltou de uma forma, que para ele não foi nada, mas fora forte, tanto que ele cobriu os cinqüenta metros que o separava dos comensais caindo bem no meio deles. Os dez apontaram suas varinhas para ele, espantados, seus olhos brilharam como os de um animal em caça. Foi rápido no primeiro feitiço que um comensal pronunciou. Ele desviou e pegou o comensal pelo pescoço e sem pensar duas vezes, cravou suas presas no pescoço dele, mas logo o soltou e cuspiu uma boa quantidade de sangue fazendo cara de nojo.

-Sangue podre. - Murmurou Harry. Sua voz estava diferente, mais fria e profunda. Os comensais tremeram.

Nunca pensaram em algo como aquilo, estavam em choque e acharam que foi apenas um sonho quando Harry Potter simplesmente cravou presas longas e brancas no pescoço do amigo, que se afastara rapidamente do rapaz com as mãos no local, de onde corria uma linha abundante de sangue. Harry respirou fundo como se farejasse algo e então olhou para outro comensal, gostou do cheiro do sangue dele e, com um movimento rápido, desviou de mais três feitiços quase a queima roupa, seu sobretudo balançou fortemente, em seguida sua presas estavam dilacerando o pescoço do inimigo e o gosto quente de sangue fresco invadiu sua boca e ele sorveu rapidamente. O comensal se debateu até cansar. Potter pareceu perder o interesse e retirou suas presas do pescoço do homem, com um rápido movimento das mãos e um estalo forte e alto, o comensal caiu de peito no chão, mas sua cabeça ainda olhava para o alto.

Os comensais restantes olharam espantados. Logo depois um deles tenta lançar uma maldição negra, mas Harry já não estava no mesmo lugar e segundos depois, o primeiro comensal que ele mordera caiu, o sangue espirrava de seu peito, manchando alguns dos seus companheiros e escorrendo abundantemente pelo chão. O rapaz reapareceu no meio dos comensais, suas mãos estavam cheias de sangue, mas se podiam ver garras negras no lugar das unhas dele.

-Nevoa Sangrenta. - Sussurrou Harry, mas todos ouviram. Em segundos os comensais restantes caíram. O sangue deles espirrou para o alto e em seu lugar uma fina névoa vermelha se formou. O rapaz simplesmente respirou fundo como se apreciasse o ar impregnado com cheiro de sangue. Virou-se para os grandes portões e percebeu uma grande mancha vermelha nele, provavelmente o sangue dos comensais espirrara ali. Fez um movimento rápido com as mãos e o sangue do comensal desapareceu.

-Estou com sede. - Falou com um tom sem emoções, seus olhos brilharam numa intensidade maior e então como se um vento inexistente e poderoso houvesse batido nos portões. Eles se abriram com um grande estrondo, quase caindo. E primeiro passo que Harry deu para dentro da prisão foi recepcionado com uma enorme fera de três cabeças que tentou mordê-lo, um enorme Cérbero maior do que fofo.

O Cérbero tentou mordê-lo, mas parou ao encontrar os olhos claros do rapaz, que apenas sorriu mostrando dois pares de caninos longos e afiados como os de um felino. A intenção do enorme “cão” mudou completamente como se ele estivesse hipnotizado pelos olhos claros do rapaz, então apenas sentou como um animal obediente e deixou o intruso passar.

-Se tentarem sair ou entrar sem minha permissão, devore. - Ordenou Harry, sem olhar para o animal. O tom de voz dele era sombriamente satisfeito e gélido.

Recomeçou a caminhar, não andou nem duzentos metros e uma sirene forte e alta tocou, aparentemente identificando um intruso, no caso, ele. Logo depois pelo menos vinte comensais apareceram na frente dele do nada, não se podia aparatar ali, mas provavelmente Voldemort abriu exceções para os guardas da fortaleza. Olhou para os lados, o corredor não era exatamente estreito, mas também não era largo. Provavelmente se houvesse alguém do tamanho de Hagrid preso ali, ele teria entrado por outro lado.

Os comensais nem esperaram identificar quem era o invasor, já que seu rosto estava escondido pelas sombras do corredor e suas ordens eram claras “Eliminar todo e qualquer intruso” e “Atacar primeiro e perguntar depois”. Os vinte comensais gritaram a maldição das trevas. Harry olhou para os raios vindo em sua direção sem se importar, o corredor clareou com os raios e os comensais viram quem era, demonstrando imenso pavor ao verem algo diferente.

Asas imensas e negras, aparentemente feitas de energia das trevas, desprenderam das costas do rapaz e bateram com força nas paredes, fazendo-as tremer e rachar. As asas eram como as de um morcego, mas os comensais acharam incrivelmente parecidas com asas de demônio. Tudo isso aconteceu em frações de segundos, as asas cobriram o garoto e as maldições se chocaram nela, a fazendo brilhar num tom verde sem vida, mas depois voltar ao negro sombrio. As asas desapareceram e um urro de fúria foi ouvido, o corredor caiu na escuridão e foi ouvido o som de algo caindo perto dos comensais que estavam desnorteados e apavorados. Então um comensal apontou a varinha para o alto e disse: “Lumos Solem” Uma esfera branca subiu até o topo do corredor e clareou tudo a sua volta, a cena que eles viram não foi das melhores. Um de seus companheiros estava caído, seu pescoço havia sido quebrado e seu peito estava aberto, fazendo todos verem seu coração e alguns órgãos. Alguém vomitou ao fundo.

-Onde ele está? - Perguntou um comensal querendo saber o que Potter havia se tornado.

-Avisem ao Malfoy e ao Lestrange que temos companhia. - Falou um comensal alto que estava sem o capuz, revelando um cabelo roxo que mudou de cor rapidamente para um negro profundo.

-Um metamorfomago. - Sussurrou alguém, mas por causa do silêncio que se formou no recinto, a voz ecoou por todo o lado. O comensal que havia sido encarregado de avisar os companheiros já estava um pouco afastado, mas pôde ouvir com clareza aquela voz que mais pareceu a de uma besta.

-Quero seu sangue. - Urrou a voz e então todos olharam para o alto, e lá estava Potter, pendurado de ponta cabeça. Parecia que seus pés haviam grudado no teto alto, até que caiu e antes de chegar ao solo desapareceu, em seguida estava atrás do que o chamara de metamorfomago e sem hesitar, curvou a cabeça dele e cravou as presas em seu pescoço. Um filete de sangue escorreu pelo pescoço do bruxo, mas foi tudo o que precisou para que os comensais que estavam por perto se afastassem rapidamente.

-Estamos num local apertado, vamos para o salão. - Falou alguém, os outros não hesitaram em abandonar um companheiro e apenas deram as costas e correram com tudo, querendo escapar do demônio que invadira a Fortaleza do Lorde das Trevas. Assim que o último comensal desapareceu de vista, a esfera branca que iluminava tudo sumiu, mas o corredor não caiu na escuridão, pois vários archotes ascenderam de repente, a tempo de Harry desprender suas presas do pescoço do comensal que estava mortalmente pálido. Seus olhos estavam perdendo o brilho rapidamente e então seu corpo ganhou o chão ao mesmo tempo em que seu coração parou de bater para sempre.

Harry farejou o ar e sentiu o cheiro de medo, correu na mesma direção dos comensais, desceu algumas escadas e virou em vários corredores. A velocidade era tremenda, quem visse só imaginaria que uma sombra passava rapidamente pelos corredores. Um mero borrão negro. Mas então ele parou, o corredor estava bem iluminado, ele devia estar no subsolo. Olhou para a esquerda e encontrou uma porta de madeira grossa e lascada. Por entre essa porta ele sentiu o cheiro de medo, mas também de algo familiar, algo que mesmo naquele estado o fazia lembrar de alguma coisa. Ele agarrou a grande argola que estava no lugar da maçaneta e com um único movimento arrancou a porta das dobradiças, fazendo-a bater na parede atrás dele e se estilhaçar. Entrou lentamente no local escuro e úmido, sentiu que alguém estava nos últimos suspiros ali, mas ignorou. Havia pelo menos trinta pessoas naquela sala, elas estavam paralisadas algumas aterrorizadas, outras surpresas e todas com medo de morrer. Ele podia matá-las, podia sorver o seu sangue e se satisfazer, podia os fazer darem o último suspiro só por diversão, mas seu instinto o guiava para aquele cheiro familiar. Andando devagar ele chegou numa parte perto de uma janela com grades onde os raios vermelhos da lua adentravam. Logo do lado havia uma parede e encolhido lá, algo tremia, Harry foi até ele e o agarrou pelo pescoço. O trouxe para perto da luz vermelha que iluminou o rosto de um velho com grandes olhos azuis e um flash veio a mente do rapaz. Ele viu a si mesmo segurando uma varinha, então soltou o velho que estava chocado com o que viu, mas aliviado por ter sido solto.

O rapaz não se moveu por algum tempo, estava com a cabeça baixa. Ninguém naquela cela ou calabouço ousou mexer um dedo, até mesmo prendiam a respiração com medo de que aquele ser que desprendia um ar sombrio os ouvisse. Então ele levantou a cabeça, pareceu ouvir algo, ou melhor, sentir uma forte energia negra vindo de algo a frente de onde havia uma porta na parede, exatamente nesse momento ele se voltou para ela e a encarou, seus olhos verdes brilharam fazendo muitos tremerem, pois a sala era escura, mas o rapaz viu uma porta de aço puro com manchas de sangue seco, algo estava por trás dela. Harry simplesmente saíra do local, fazendo vários prisioneiros suspirarem aliviados, ele caminhou até a parede. Muitos acharam isso estranho, pois não viam nada, mas ele enxergava e então tocou a palma da mão na porta de metal frio e uma forte magia negra exalava dela, e como somente sangue podia abri-la, voltou para a cela em que estava antes e foi até o ser que antes estava morrendo, mas agora já não tinha nem um pingo de vida em seu corpo. Com uma facilidade espantosa, ele arrastou o homem alto, de aproximadamente trinta anos e cabelos loiros, até a porta de metal, o levantou com uma mão enquanto com a outra fez um corte no pulso dele e o fez tocar na porta, que fez um leve “clik” e como se não fosse nada de mais, jogou o homem com força de volta para a cela fazendo ele percorrer rapidamente toda a extensão dela e bater fortemente na parede, a fazendo tremer.

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Aqueles que assistiam a cena se surpreenderam ao ver o rapaz desaparecer através da parede. Mesmo os que já estavam familiarizados com magia. Mas essa surpresa não durou nem cinco segundos, pois todos, sem exceção, saíram correndo da cela ajudando aqueles que não podiam. Quando Olivaras passou pelos corpos sem vida de alguns comensais ele simplesmente pegou a varinha de um deles do chão e voltou rapidamente libertando os outros prisioneiros pelo caminho e em alguns minutos tornou a ir para a saída, mas antes de sair da prisão, ficou paralisado ao ver o enorme Cérbero na entrada, olhando ameaçadoramente para todos os prisioneiros. Porém logo o Cérbero pareceu farejar algo e se deitou num canto do enorme salão de entrada, ignorando completamente os prisioneiros, que não pensaram duas vezes e saíram da prisão.

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No primeiro momento que Harry adentrou na grande sala foi recepcionado por pelo menos três dúzias de dementadores que provavelmente foram mantidos muito tempo sem nenhuma emoção para se alimentar e avançavam cegamente para o rapaz, mas este estalou os dedos e os dementadores foram envoltos por chamas negras, que soltavam um leve brilho vermelho que iluminou mais ainda o aposento. Não havia muita coisa ali, nenhuma estátua ou quadro, mas ao fundo havia um altar cercado por uma certa magia, provavelmente nenhum ser vivo poderia ultrapassá-la sem morrer. Harry sorriu com isso, pois ele não estava exatamente vivo, apesar de também não estar morto. Nem o meio termo. Então atravessou a extensão da sala e quando estava perto do altar, olhou para o chão, onde se via uma linha vermelha circulando o altar. Olhou para frente e viu uma caixa retangular, não devia ter nem quarenta centímetros de altura.

-Ora, ora, Potter. - Falou uma voz zombeteira vindo de trás do rapaz, que não se virou, apenas ergueu um pouco a cabeça. -Ouvi alguns fracos falando de você, mas não creio que seja realmente verdade. - O rapaz se virou e viu o rosto pálido e magro de Rodolfo Lestrange sendo iluminado pelo brilho vermelho das chamas negras. –Afinal, eles descreveram um demônio, não um pirralhinho que acha que tem poder o suficiente para invadir a morada do Lorde das Trevas. - O rapaz sumira, mas Rodolfo olhou logo para o lado esquerdo, onde viu, com certa dificuldade, ele correndo e se movimentando rapidamente. Então apontou a varinha para o próprio corpo e murmurou algo logo depôs também sumiu. Harry parou de repente olhando para os lados e conseguiu ver os movimentos rápidos de Lestrange, ele estava se movimentando rapidamente por causa de alguma magia.

-Sabe garoto. - Falou Lestrange, parando às costas de Harry, que não se movimentou. -Eu também sei brincar do seu jeito. - O comensal encostou a palma da mão esquerda nas costas de Harry. -Você se acha muito poderoso, não é? Mas não é, pois você é apenas um fraco com sorte. Se no ministério o nosso mestre não tivesse nos dado a ordem de não matá-lo, hoje você estaria sem vida. Mas em compensação minha querida esposa Bela conseguiu tirar algo bom de você, o seu padrinho Sírius Black. - Algo dentro de Harry se mexeu, seu coração havia batido com mais força, mas depois se silenciou. As presas dele pareceram crescer mais, os sentidos dele se ampliaram com tal força, que ele podia ouvir a respiração de todos os comensais nos níveis abaixo da prisão. Sentiu algo, então rapidamente girou para esquerda a tempo de escapar de um feitiço azul escuro que saiu da palma da mão de Lestrange, que se assustou, pois por uma fração de segundos pensou que o pirralho havia lido a sua mente ou visto o futuro.

-Mas Snape fez um bom serviço mesmo. - Falou Rodolfo disfarçando a surpresa.
-Apesar de que era para o garoto Malfoy ter matado Dumbledore. - O comensal suspirou em desgosto. -Nosso mestre já tomou providências quanto a isso, mas ficou imensamente satisfeito ao saber que o velhote caduco morreu, e Severo nos contou que teve a chance de te matar, só não o fez por que o Mestre queria fazer isso pessoalmente. -O sangue de Harry pulsou. Estava quente. Algo no fundo da sua mente, algo que ignorava completamente, o instinto de matar de uma vez aquele imundo gritava com uma força estrondosa.

-Tua vida agora é minha. - Falou Harry, mas a voz dele saiu diferente, mais grave, como se um dragão falasse. Seus olhos estavam tão claros que beiravam ao branco.

-Estupore - Gritou Rodolfo antes que Harry fizesse algo, o feitiço atingiu o alvo lançando o rapaz para trás, mas este fez uma leve curva no ar, dando um mortal e caiu de pé. A espada que estava no chão também sumira.

Quando o rapaz reapareceu, ele estava grudado no teto olhando a espada de cristal. O pequeno fio negro brilhou, logo depois uma fumaça também negra saiu da espada e um leve click fez o fio negro desaparecer. Logo depois a lâmina de cristal azul foi ficando vermelha de um jeito transparente, apenas a empunhadura estava num vermelho sangue.

-Está na hora de brincar.

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Berros de agonia e dor ecoaram por todos os cantos daquela fortaleza. Fora dos imponentes muros da prisão na floresta, que cercava a ilhota, pássaros negros com olhos vermelhos brilhantes levantaram vôo. Algumas criaturas que estavam sentindo o cheiro de sangue fresco se encolheram com medo de chegar perto da prisão e os prisioneiros que já estavam libertos, ficaram aterrorizados. O Sr. Olivaras olhou para os imensos portões da prisão e teve pena dos comensais que ali estavam. Logo depois fez um aceno com a varinha e todos os prisioneiros deixaram aquela ilhota para nunca mais voltar. Quando reapareceram numa praia na costa inglesa, ao longe alguns bruxos que estavam ali puderam ver a fortaleza sumir em volta de uma neblina negra e por alguma razão sentiram que poucos veriam a prisão de novo. Uma fagulha dourada subiu ao céu. Era um sinal de emergência que era usado em caso de ataques, essa magia era detectada pelo ministério, não deu nem cinco minutos e vários aurores, obliviadores, inomináveis, repórteres e membros da Ordem da Fênix aparataram ali surpresos. Até mesmo o ministro estava lá.

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Um pouco longe dos humanos, um par de olhos vermelhos brilharam na noite, logo outros pares de olhos apareceram. Uma nuvem que havia encoberto a lua vermelha foi removida pelo vento e o brilho vermelho da lua clareou os donos dos olhos. Havia pelo menos uma dúzia de seres altos, com roupas aparentemente nobres e olhos claros olhando para um ponto no mar vermelho. Os humanos não podiam ver a ilha, mas eles podiam.

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Sangue cobria as vestes do rapaz, também havia algumas gotas em seu rosto. Segurava algo na mão esquerda e na direita empunhava a espada de cristal vermelho. O chão, antes negro, estava coberto de sangue, até a lamina da espada pingava sangue. Quando Harry começou a ir à direção da porta, chutou algo no chão. Um coração humano. Quem olhasse atentamente pela sala veria a cena mais bizarra e aterrorizante que qualquer mortal já vira. Juntamente com o sangue no chão estavam vários pedaços de corpos, o coração que fora chutado era um deles. Em algumas paredes, estava o que fora uma mão e parecia que a pele estava soltando.

Saiu da sala e começou a caminhar em direção ao cheiro de pânico, ainda segurava a espada e a sacudiu com força uma única vez, o sangue que estava em sua lâmina desapareceu, manchando a parede. Seus passos ecoavam por toda a parte, ao longe pôde sentir uma energia morta sair da ilha, provavelmente dementadores, que não encontravam mais nada que lhe interessavam na fortaleza. Mais alguns passos e estaria perto de matar sua sede. Quando venceu a distância, se viu em um enorme salão circular, havia várias portas nas paredes, levando para lugares da fortaleza que pouquíssimos ou nenhum bruxo conhecia. Ao centro do salão circular estava pelo menos cinqüenta comensais, ele podia sentir a energia de outros atrás das portas, ou se escondendo, ou ainda esperando ele chegar para lutar.

Olhou para o teto que mostrava a noite lá fora igual ao de Hogwarts. Havia algo diferente naquele teto, mas não se importou, o chão era excessivamente branco, algo incomum para um lugar como aquele. Era feito de mármore frio. As paredes pareciam também serem feitas de mármore, só que tinha algo diferente, elas eram verde escuro com detalhes dourados por toda a parte. Olhou mais uma vez para o alto e viu a lua enorme e vermelha. Lançou o que estava segurando na mão esquerda em direção aos comensais que estavam aterrorizados ao verem aquele, que um dia acharam inofensivo, coberto de sangue e com aquele olhar selvagem. Viam com espanto uma cabeça ir rolando até eles, os que estavam na frente tentaram dar alguns passos para trás, mas não conseguiram, seus temores apenas aumentaram quando viram que a cabeça pertencia a Rodolfo Lestrange e sua expressão era de sofrimento, dor e terror. Até parecia estar viva, pois seus olhos ainda abertos demonstravam algo que superava a dor da morte.

Harry avançou numa velocidade sobre humana até os comensais, que por alguma razão souberam que não havia como escapar. E então o que se seguiu foi pura carnificina. Não importava quanto os comensais resistiam, ou quantos feitiços lançavam, o rapaz não caia e não recuava. A espada vermelha “cantava” uma melodia sombria e em alguns minutos o mármore branco do chão se tornou vermelho. A cena não era muito diferente da que acontecera a pouco em outra sala. Somente um comensal estava de pé naquele salão, mas ele não sabia se fora poupado ou “guardado” para mais tarde, pois vira Potter literalmente enterrar os dentes nos seus companheiros, logo depois estes eram desmembrados com a lâmina vermelha. O sangue cobrira por completo o rapaz, deixando apenas os olhos verdes claros a mostra.

O comensal tentou respirar o menos possível, com esperança de que Potter o esquecesse, mas isso não foi possível, pois este se virou para ele, estava a apenas cinco metros e começou a caminhar com passos firmes, seus olhos analisando o comensal tremer. Pôde ver uma mancha cobrir a parte de baixo das vestes negras do comensal, quando chegou perto dele respirou fundo e fez uma careta de nojo.

-Sangue Podre. - A voz que saiu da boca do Potter foi grossa como a de uma besta falando, mas podia-se ver o nojo que tinha nela. Depois disso, Harry enterrou as duas mãos com garras no peito do comensal, que se assustou mais ainda e olhou para o próprio peito vendo o sangue escorrer pelas vestes, logo depois com um movimento forte, como se fosse abrir algo, o rapaz literalmente abriu a caixa torácica do comensal, que caiu para trás sem vida, apenas com a expressão de surpresa no rosto.

Depois disso, Harry avançou para uma das enormes portas que cercavam o salão. Ao chegar perto das portas, elas se abriram sozinhas e seu interior era escuro como o ébano, mas os olhos de Harry enxergavam com certa facilidade ali dentro, porém era diferente do normal, as cores predominantes na visão dele eram tons de vermelho, apesar dele também poder ver outras cores, como negro ou branco. Um cheiro horrível invadiu as narinas dele, um sangue pútrido estava lá dentro, mas não era exatamente humano. Atravessou as portas e elas se fecharam automaticamente, os tons vermelhos de sua visão se atiçaram e ele conseguia ver todos os detalhes do local, então do nada ele é arremessado para trás, batendo com as costas nas portas fechadas. Um tremor passou pelas paredes com o impacto, ele sentiu algo viscoso no seu peito, mas não precisou olhar para saber que era sangue. Sentiu marcas de garras em seu peito, garras muito afiadas, mas seus ferimentos cicatrizaram numa velocidade assustadora. Então ele viu o que o havia atacado, um enorme lobisomem de quase três metros. No entanto percebeu que aquele não era um Lycan, o golpe fora muito fraco.

Ele balançou a espada com gestos leves e a direcionou para a parte de dentro do sobretudo, quando a ponta encostou no tecido, ela não o rasgou, simplesmente continuou entrando sem atravessá-lo até finalmente sumir. O lobisomem estava a sua frente, o analisando, suas orelhas mexiam para os lados a fim de captar todos os sons. Logo depois mais dois lobisomens, também do tipo lupino, apareceram andando pelas paredes do corredor médio. Eles só conseguiam isso por que cravavam suas garras na pedra negra.

Sorriu com escárnio, não se importou muito com aquilo. O primeiro lupino avançou em sua direção tentando mais uma vez feri-lo com as garras, mas este não conseguiu, pois Harry dera um salto por cima da cabeça dele com tanta agilidade, que o Lobisomem demorou um pouco para perceber isso, já que o rapaz não fizera nem um ruído. Essa foi a sentença de morte do lobisomem, logo ele soltou um ganido de dor que ecoou pelos corredores da prisão até sumir na escuridão. Harry havia cravado suas garras bem no meio das costas do animal com grande facilidade, e então com um puxão, o lobisomem caiu ganindo por um tempo, o sangue dele manchava o solo, mas depois de alguns segundos ele se silenciou. Não estava morto, mas não sentia mais nada. Na mão esquerda de Harry havia um pedaço da coluna vertebral do lupino.

Não houve tempo para ele apreciar a cena, pois outro lobisomem avançou com uma velocidade alucinante, provavelmente era um mais velho, este conseguiu derrubar o rapaz de costas no chão e ficou por cima dele, tentando morder a cabeça de Harry, mas este usou as mãos para segurar a bocarra da fera aberta e com um forte movimento arrancou a mandíbula dele. O lobisomem recuou, estava sentindo dor, Harry sabia disso e estava satisfeito. Logo depois, com suas garras, o rapaz abriu o peito do lobisomem, que caiu de costas, mas ainda vivo, apesar de não ser um Lycan os lupinos ainda tinham grande resistência, mas isto acabou quando Harry se agachou e com sua mão direita perfurou o peito do lobisomem até alcançar o coração, que ainda batia, e então o esmagou sem problemas. O terceiro e último lobisomem pareceram vacilar com aquilo, mas mesmo assim avança, aproveitando que o rapaz estava agachado, e com um golpe forte das garras consegue atingi-lo no rosto, provocando quatro grandes marcas profundas no rosto de Harry, que se levantou e desviou de uma mordida de um dos lobisomem. Olhou para o alto, o teto era feito de enormes blocos de pedra negra, desviou mais uma vez da investida do lobisomem, só que dessa vez também o golpeou nas patas, o fazendo cair. Logo depois um enorme bloco de pedra negra desprendeu do teto e começou a cair na direção do lobisomem, que fechou os olhos, mas o impacto não veio. O bloco de pedra parara a poucos centímetros dele, se moveu um pouco, de modo que somente a cabeça do lobisomem ficasse de baixo dele e então caiu, esmagando a cabeça do lupino. A carne dilacerada do rosto de Harry começou a se curar lentamente até que tudo estivesse cicatrizado sem nenhuma marca.

Harry não se demorou muito, logo os três lobisomens já estavam mortos, então resolveu correr pelos corredores e fez isso por pelo menos dez minutos, até entrar numa sala grande, não tão grande quanto o salão circular, este era oval, e assim que o rapaz colocou o pé nele foi arremessado de novo para o corredor, pois uma enorme clava de madeira o atingira com força. Depois de percorrer alguns metros ele parou, caindo de pé no chão e balançou a cabeça como se estivesse tonto. Voltou para o salão oval e desviou de um segundo golpe da clava rolando para a direita e então pôde ver a quem pertencia tal ato.

Um gigante de mais ou menos nove metros balançava a clava em sua enorme mão maciça, rapidamente ele tentou atacar a Harry com a clava mais uma vez, mas ela se estilhaçou em centenas de milhares de pedaços na metade do caminho por alguma força invisível, os fragmentos maiores continuavam a flutuar no ar pela mesma força invisível que estilhaçara a clava. O Gigante ficou atordoado com aquilo, mas então resolveu investir com as próprias mãos para cima do rapaz. Os pedaços maiores e pontudos de madeira que flutuavam no ar foram arremessados com a velocidade de uma bala em direção aos olhos do gigante, os atingindo em cheio e fazendo o enorme ser urrar de dor. Seus olhos sangravam, os pedaços de madeira estavam espetados em suas retinas. O sobretudo de Harry se agitou e então das costas dele saíram as enormes azas negras, parecidas com azas de demônio, mas logo ela sumiu e se transformou em milhares de fios, tão finos quanto um fio de cabelo, mas tinham algo de diferente neles. Os fios foram em direção do gigante, que ainda urrava de dor, e perfuraram a pele dura dele, que urrou mais ainda, tentando se debater, mas não conseguia se livrar dos milhares de fios e algo estranho começou a acontecer. O gigante começou a “emagrecer” rapidamente. Logo seus músculos desapareceram, dando lugar a uma carne mole. Ele continuava a emagrecer e pouco a pouco ficava mais parecido com um esqueleto que estava vestindo uma pele. Os ossos começaram a rasgar a pele do gigante, que ainda urrava, até que os fios se desprenderam da pele e então as enormes asas negras reapareceram e se agitaram, espirrando sangue para as paredes. Logo depois elas sumiram e Harry somente observou o chão coberto com o sangue viscoso e escuro do gigante.

Depois de “brincar” com o gigante Harry olhou para o teto e viu que ele era escuro e brilhante, percebeu que as paredes eram cinzentas e o chão em certas partes, que não fora coberto pelo sangue, era amarelado. Observou as paredes e nelas também havia mais algumas portas, provavelmente ele entrara num labirinto. Ele se agachou um pouco e passou o indicador no chão coberto de sangue, depois trouxe o dedo aos lábios e fechou os olhos fazendo uma careta, imagens indistintas passaram pela mente dele e logo ele voltou a abrir os olhos e entrou por uma porta à direita da entrada do salão.

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Ao contrário do que ele fizera nos outros corredores, nesse ele não correu, apenas andou com uma calma inabalável. As paredes daquele corredor eram de um azul petróleo profundo e iluminadas por globos de luz que flutuavam rente ao teto, dando uma boa luminosidade ao local e fazendo a vista dele voltar ao “normal”, os olhos ainda espantosamente claros, mas normais. Provavelmente aquele corredor levava a algum lugar importante, pois nas paredes havia quadros de alguns humanos, provavelmente importantes. Os quadros se mexiam e se agrupavam para ver o vampiro que caminhava pelo corredor, em alguns pontos do mesmo, havia armaduras ou outros enfeites bizarros, como escultura de humanos, mas algo estava diferente ali, ele pôde sentir que aquelas esculturas um dia realmente foram humanos e ainda estavam vivos.

Ele chegou ao fim do corredor que dava para uma enorme e larga parede. No alto da parede havia estátuas de enormes monstros de pedra com asas, ou seja, gárgulas. Quando ele deu mais um passo, ouviu um barulho de pedra rachando, olhou para cima mais uma vez e viu que eram as gárgulas. Parecia que eles iam se espatifar, mas ao contrário do que ele pensava somente uma fina camada de pedra cinzenta caiu e logo todos os gárgulas estavam se mexendo.

Estas gárgulas eram diferentes das de Dumbledore. Suas formas eram humanóides e gigantescas, eles deviam ser mais ou menos da altura de Hagrid, suas pernas eram arqueadas para frente, seus pés eram como os de uma águia, as garras brilhavam na luz, o rosto deles eram variados. O maior tinha o rosto parecido com o de um humano, ou quase, já outro parecia que tinha um enorme bico.

Algumas das Gárgulas pularam do alto da parede. Eram pelo menos uns sete, três desceram rapidamente, quando estavam para tocar o chão abriram suas enormes asas, parecidas com a de morcego e planaram por alguns segundos, logo depois caíram pesadamente no chão o fazendo tremer. Naquela distância Harry percebeu que cada um deles tinha uma cor diferente, mas todas escuras.

-Não é prudente um humano caminhar por aqui. - Falou uma das gárgulas. Harry simplesmente inclinou a cabeça demonstrando curiosidade, farejou o ar e depois fez uma cara entediada. A Gárgula maior se soltou da parede e logo depois os dois últimos fizeram o mesmo.

-Ele não é um humano comum. - Falou o maior dos gárgulas. -Um andarilho das trevas. - O gárgula ficou ereto, suas asas se fecharam em volta dele formando uma espécie de capa esquisita. -Acabem com ele.

As outras cinco gárgulas avançaram em direção ao rapaz. A primeira a chegar tentou acertá-lo com as garras, mas este desviou e as garras da gárgula acertaram o chão com tanta força, que simplesmente cravaram nele. Toda a luz da sala desapareceu com uma rajada de vento. Harry voltou a ver tudo com aquele tom avermelhado, parecia que as gárgulas também enxergavam. Por dois minutos houve um som forte de luta nas sombras, os quadros estavam curiosos para saber o que estava acontecendo, mas a escuridão não permitia. Por fim todas as luzes ascenderam e os quadros estavam curiosos em saber como as esferas de energia simplesmente apagaram do nada.

A maior gárgula ainda estava parada no mesmo lugar, mas sua expressão era de pura surpresa. No chão, suas cinco companheiras já estavam caídas. Uma sangrava sem parar, o sangue era azul petróleo e viscoso. Harry apareceu ao lado dele, mas o ignorou por completo, foi em direção à parede e a analisou.

- “Abra” -Falou em uma língua estranha que o gárgula não entendeu. A parede tremeu e uma parte dela começou a sumir lentamente, dando lugar a uma enorme porta lustrosa de cor verde escura. Um brasão com um enorme M e uma Serpente enrolada apareceu nele.

-Você matou meus companheiros. - Falou a maior gárgula, abrindo as asas e pronto pra atacar Harry. Este apenas encarou a porta, mas disse num tom de voz baixo e gélido.

-Ainda então vivos. - Depois disso as portas se abriram e ele entrou sem olhar para trás. A gárgula não conseguiu se mover até que as portas se fechassem, depois disso ele desabou de joelhos no chão, ouvindo seus companheiros se mexerem rapidamente e socorrerem o que estava sangrando.

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Harry adentrou pela porta e logo elas se fecharam as suas costas. O quarto em que se encontrava era muito luxuoso, o teto alto era escuro, o quarto era maior que os dormitórios de Hogwarts. Uma cama luxuosa de dossel se encontrava ao meio do quarto, as cortinas do dossel eram verdes com detalhes pratas, assim como os lençóis, havia outros instrumentos no quarto, alguns interessantes.

-È melhor você ficar bem quietinho aí, Potter. - Alguém falou apontando a varinha para nuca do rapaz, que se remexeu incomodado. Seus olhos brilharam levemente. -Não sei como passou pelos guardas, muito menos pelos comensais, mas não passará por mim.

Em um movimento rápido, Harry havia se agachado e então com a mão esquerda pegou o braço direito do homem loiro, que agora o encarava com um misto de surpresa e pânico. Apertou o braço dele com força, um barulho às suas costas o distraiu rapidamente, logo depois um comensal adentrou no cômodo por outra porta. Harry empurrou o comensal que segurava com força, o fazendo bater na porta atrás dele e escorregar para o chão.

-Avada... - Começou a dizer o comensal que entrara no quarto, mas Harry já estava a sua frente e então desferiu um potente soco no peio dele. Foi como se tudo ficasse em câmera lenta. Harry sentiu o seu punho entrar em contato com o peito do comensal, que arregalou os olhos, também sentiu a caixa torácica do comensal ser comprimida e rachar algumas costelas, que se quebraram em seguida. Algumas pareceram se estilhaçar, outras perfuraram o pulmão do comensal e por fim era como se Harry visse tudo aquilo através da pele da vítima. O coração do comensal parou e então o tempo voltou a correr rapidamente.

O Comensal fora lançado para o outro lado do quarto, quase que atravessando a parede que se chocara. Seus olhos arregalados de surpresa já não tinham mais brilho, a vida estava se esvaindo dele rapidamente. O rapaz se voltou para o primeiro comensal, que o havia emboscado. Este já estava de pé, segurando o seu braço direito que estava inchado e roxo.

-Você me pagará Potter. - Falou o comensal loiro. -Eu juro em nome do Lorde das Trevas que farei você pagar por ter me desafiado. Nem que eu, Lucius Malfoy, tenha de morrer para isso.

-Que seja feita a tua vontade. - Falou Harry num tom sem vida, avançando para Malfoy, que fuçou rapidamente dentro das vestes até pegar algo, ele sentiu garras perfurarem seu rosto em diagonal desde o pescoço até acima dos olhos, que não foram atingidos por puro acaso. Logo depois ele desapareceu, sentindo um puxão em baixo do umbigo. O rapaz urrou furioso, mas logo parou e farejou o ar. Saiu rapidamente pela porta que havia entrado.

Ao entrar no corredor viram as seis gárgulas em pé, eretas. Ele percebeu que uma fazia isso com muito esforço, mas não ligou, apenas continuou avançando e quando estava perto das gárgulas, essas abriram o caminho ficando três a direita e três a esquerda do garoto, as seis ao mesmo tempo se ajoelharam perante o rapaz, que apenas continuou o seu caminho. Depois de estar a alguns passos das gárgulas estas se levantaram e o seguiram.

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Harry estava de volta ao Grande Salão circular. A espada de cristal vermelho estava em suas mãos, pingando sangue, assim como suas vestes. As gárgulas apenas o observavam. Harry foi para um lado do salão, um dos únicos lugares que não tinham uma porta, somente a parede, então ele tocou a parede e o chão do salão tremeu, um imenso trono em preto e prata subiu do solo, era luxuoso. Harry se sentou no trono, seu rosto coberto de sangue ainda estava impassível e seus olhos anormalmente claros. Ele apoiou o braço direito na espada, que estava ao lado do trono como se fosse um cetro. Olhou pra o alto, onde o teto encantado mostrava o céu da noite, só que ele sabia que já estava amanhecendo, e então soube o que diferenciava aquele teto do de Hogwarts. O da escola mostrava tanto o dia lá fora quanto a noite, este da prisão apenas mostrava a noite, mesmo durante o dia. Fechou os olhos e adormeceu satisfeito. Um vapor vermelho saiu do corpo dele e o sangue começou a evaporar lentamente, até suas vestes estarem secas e não haver mais vestígios de sangue nele. As gárgulas apenas saíram da sala rumo às torres da fortaleza e lá viraram estátuas de pedra quando os raios de sol bateram nelas. Quem visse aquilo saberia que eles estavam montando vigia mesmo durante o sono.

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