EPÍLOGO
Severus Snape espreguiçou-se languidamente. Abriu os olhos lentamente e suspirou, sentindo a brisa do mar acariciar-lhe o rosto. Esses dias em Florianópolis estavam fazendo maravilhas pela sua pele. Horas de descanso, caminhadas à beira mar, dias e noites de sexo selvagem, em todas as posições e em todos os... bem, digamos que sua bruxa era muito mais ousada do que qualquer um imaginaria...
O único problema era não poder usar suas costumeiras vestes negras. Seria praticamente impossível vestir sua capa esvoaçante para passear ao por do sol na praia do Costão do Santinho. Hermione, antevendo o problema, o havia presenteado com várias peças trouxas, quase todas brancas. Severus suspirou. Não podia ter tudo. Além disso, não ficava muito tempo vestido mesmo.
Ouvindo um ruído atrás de si, virou-se e viu Hermione na porta da sacada do quarto do hotel, sorrindo sensualmente para ele.
“Oi, meu bem... Onde esteve?” Ele perguntou, levantando-se e abraçando-a carinhosamente.
“Aproveitei que você despencou depois daquela cerveja trouxa que tomou no almoço e fui fazer umas comprinhas...” Ela disse, misteriosa.
“Humm... eu dormi como um testrálio...” Ele falou, beijando-lhe o pescoço. “Já estou pronto para nossas... atividades noturnas...” Ele falou, malicioso.
“Comprei um presente para você...” Ela revelou com uma risadinha.
“É mesmo, sua bruxa safadinha? E o que foi que comprou?” Ele quis saber, mordiscando a pele delicada.
Hermione correu para o quarto e Severus foi atrás.
Deitado na cama, já nu, ele esperava que Hermione lhe mostrasse seu presente. Imaginando que ela surgiria vestindo uma magnífica lingerie verde sonserina, Severus suspirou contente, acariciando lentamente o membro rígido, ansioso para entrar em ação.
Hermione saiu do banheiro maravilhosamente nua. Severus gemeu diante da visão. Ela carregava nas mãos um pequeno pacote, que estendeu para ele, sentando-se sobre suas pernas.
“Meu presente?” Ele quis saber, com a sobrancelha levantada.
Ela fez que sim com a cabeça.
Snape abriu o pacote com avidez. Pegou a peça com a ponta dos dedos indicador e polegar e levantou-a à altura dos olhos negros. Olhou para Hermione. De novo para a peça entre seus dedos.
“Hermione? O que é isso?” Ele perguntou, nervoso.
“Seu presente, meu amor... é indelicado recusar...” ela avisou, beijando-lhe o peito e pressionando o corpo contra o dele.
Severus deu uma risadinha. “ Você precisa me ajudar a vestir isso então, meu bem...”
Hermione riu deliciada. Severus Snape era um homem surpreendente. Em todos os sentidos.
THE END
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