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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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11. Confrontos


Fic: BEFORE THE DAWN- NC18 - Continuação de Save Me - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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 Justin Timberlake - Cry me a river


Justin Timberlake – Cry me a river


You were my sun
You were my earth
But you didn't know all the ways I loved you, no
So you took a chance
And made other plans
But I bet you didn't think that they would come crashing down
No

You don't have to say, what you did,
I already know, I found out from him,
Now there's just no chance, for you and me, there'll never be
And don't it make you sad about it

You told me you loved me
Why did you leave me all alone
Now you tell me you need me
When you call me on the phone
But girl I refuse, you must have me confused
With some other guy
Bridges were burned, now it's your turn to cry

Cry me a river
Cry me a river girl
Cry me a river
Cry me a river girl (yeah, yeah)

I know that they say
That some things are better left unsaid
It wasn't like you only talked to him and you know it
(Don't act like you don't know it)
All of these things people told me
Keep messin' with my head
(Messin' with my head)
You should've picked honesty
Then you may not have blown it
(Yeah..)

You don't have to say, what you did,
(Don't have to say, what you did)
I already know, I found out from him
(I already know, uh)
Now there's just no chance, for you and me, there'll never be
(No chance, you and me)
And don't it make you sad about it

You told me you loved me
Why did you leave me all alone
(All alone)
Now you tell me you need me
When you call me on the phone
(When you call me on the phone)
But girl I refuse, you must have me confused
With some other guy
(I'm not like them baby)
Bridges were burned, and now it's your turn
(It's your turn)
To cry

Cry me a river
(Go on and just)
Cry me a river girl
(Go on and just)
Cry me a river
(Baby go on and just)
Cry me a river girl

Oh
(Oh)
The damage is done
So I guess I be leavin'
Oh
(Oh)
The damage is done
So I guess I be leavin'
Oh
(Oh)
The damage is done
So I guess I be leavin'
Oh
(Oh)
The damage is done
So I guess I be... leavin'

You don't have to say, what you did,
(Don't have to say, what you did)
I already know, I found out from him
(I already know, uh)
Now there's just no chance, for you and me, there'll never be
(No chance, you and me)
And don't it make you sad about it

Cry me a river
(Go on and just)
Cry me a river girl
(Baby go on and just)
Cry me a river
(You can go on and just)
Cry me a river girl (yeah yeah)

Cry me a river (Baby go on and just)
Cry me a river girl
(Go on and just)
Cry me a river
(Cause I've already cried)
Cry me a river girl
(Don't wanna cry no more, yeah yeah)

Cry me a river
Cry me a river, oh
Cry me a river, oh
Cry me a river, oh

Cry me a river, oh
(Cry me, cry me)
Cry me a river, oh
(Cry me, cry me)
Cry me a river, oh
(Cry me, cry me)
Cry me a river, oh
(Cry me, cry me)

Cry me a river, oh
(Cry me, cry me)
Cry me a river, oh
(Cry me, cry me)
Cry me a river oh
(Cry me, cry me)



Justin Timberlake – Cry me a river (tradução)


Você era o meu sol
Você era a minha terra
Mas você não sabia as maneiras como eu te amava, não
Então você se arriscou
E fez outros planos
Mas eu aposto que você não pensava que iria tudo por água abaixo, não

Você não precisa dizer o que você fez
Eu já sei, eu descobri através dele
Agora você não tem mais chances, você e eu, nunca mais vai haver
E não fique triste por isso

Você me disse que me amava
Por que você me deixou sozinho?
Agora você me diz que me quer
Por que você não me ligou?
Garota, eu recuso, você deve ter me confundido
Com outro cara
Suas pontes foram queimadas, e agora é a sua vez
De chorar, chore um rio
Chore um rio inteiro por mim
Chore um rio inteiro por mim
Chore um rio inteiro por mim, yeah yeah

Eu sei o que eles dizem
Que as coisas ficam melhores quando não são ditas
Não foi como você, que só falou com ele e você sabe disso
(Não aja como se você não soubesse)
Todas essas coisas que as pessoas me contaram
Ficam bagunçando com a minha cabeça
(Bagunçando com a minha cabeça)
Você deveria ter sido honesta
Talvez você não estivesse tão nervosa
(Yeah)

Você não precisa dizer o que você fez
(Não precisa dizer o que fez)
Eu já sei, eu descobri através dele
(Eu já sei uh)
Agora não há mais chances, você e eu, nunca mais vai haver
(Sem chances, você e eu)
E não fique triste por isso

Você disse que me amava
Por que você me deixou sozinho?
(Sozinho)
Agora você me diz que me quer
Quando me telefona
(Quando me telefona)
Garota eu recuso, você deve ter me confundido
Com outro cara
(Eu não sou como eles, garota)
Suas pontes foram queimadas, e agora é a sua vez
(É a sua vez)
De chorar, chore um rio inteiro por mim

(Vá e somente)
Chore um rio
(Vá e somente)
Chore um rio
(Garota vá e somente)
Chore um rio inteiro por mim, yeah, yeah
Oh (Oh)
O estrago foi feito
Então eu acho que estou indo embora (3vzs)

Você não precisa dizer o que você fez
(Não precisa dizer o que fez)
Eu já sei, eu descobri através dele
(Eu já sei uh)
Agora não há mais chances, você e eu, nunca mais vai haver
(Sem chances, você e eu)
Eu não fique triste por isso

Chore um rio inteiro por mim
(Vá e somente)
Chore um rio inteiro por mim
(Baby, vá e somente)
Chore um rio inteiro por mim
(Você pode ir e somente)
Chore um rio inteiro por mim, yeah yeah
Chore um rio inteiro por mim
(Baby, vá e somente)
Chore um rio inteiro por mim
(Vá e somente)
Chore um rio inteiro por mim
(Porque eu já chorei)
Chore um rio inteiro por mim, yeah yeah
(Eu não vou mais chorar, yeah yeah)
Chore um rio inteiro por mim
Chore um rio inteiro por mim, oh (3 vezes)

Chore um rio inteiro por mim, oh
(Chore, chore) (repete até o final)

Capítulo 10

Confrontos

Mal amanhecera quando Hermione chegou ao Átrio do Ministério. Ela saiu depressa da lareira, grata pelo Feitiço Sem Flu que ela aprendera em Roma.

Havia uma fila razoavelmente curta e Hermione esperou pacientemente, observando a estátua de bronze de um elfo doméstico despejar água para a fonte abaixo. Seus olhos começaram a pesar enquanto o som crescia em seus ouvidos. Eram levemente hipnóticos, os pingos ecoando, substituídos por marulhos gentis.

Sentindo-se debilitada, Hermione cambaleou. O marulho da água pareceu crescer até rugir em seus ouvidos... Tornando-se quase ensurdecedor.

- Srta. Granger?

A mão áspera em seu ombro a fez abrir os olhos enquanto ela respirava ofegante. A conversa baixa daqueles que chegavam substituiu o rugido em seus ouvidos. Quando sua visão clareou, ela ergueu o olhar para o rosto de Eric Munch, o segurança-bruxo. Ele a observava com curiosidade, suas sobrancelhas negras juntas em preocupação.

- Precisa que eu chame um Curandeiro?

- Não. – Ela disse rapidamente, forçando um pequeno sorriso. Ela lhe estendeu sua varinha com as mãos trêmulas. – Só me distraí. Desculpe.

Eric tomou sua varinha, lançando-lhe outra expressão de dúvida antes de registrar a varinha e estendê-la de volta, abrindo os portões dourados e altos.

- Obrigada. – Hermione disse, o embaraço subindo às bochechas enquanto ela guardava a varinha nas vestes e adentrava os portões, imediatamnte chamando um elevador. Felizmente ele estava vazio e a porta branca e brilhante se fechou enquanto começava a descida para o primeiro andar do Ministério.

Ela não discorreu sobre o que tinha acabado de acontecer. Era claro o suficiente que ela precisava de uma noite decente de sono. As imagens de Tonks e Remo a tinham assombrado durante a noite. Os pensamentos em Rony a torturaram. Os efeitos colaterais do complexo feitiço que ela realizara tomavam o seu corpo, causando-lhe um doloroso surto de insônia e ela achara que um simples feitiço do sono não funcionaria, e ela se forçara a ler e reler os relatórios sobre Susana e as outras vítimas.

Aquilo fora o grande erro do curso, porque o peso em sua mente lhe provara que era demais e que ela perdera o resto da noite caída no banheiro. Hermione respirou fundo e correu as mãos frias em seu rosto, agradecida pelos feitiços de Glamour que algumas mulheres lhe ensinaram em Roma. Os círculos escuros sob seus olhos se foram e a pele emaciada estava macia e rosada. Se ela ao menos pudesse transferir o peso em sua mente...

O elevador começou a parar e a porta abriu. Hermione lutou para sair enquanto três bruxos, uma bruxa e quatro Elfos do Ministério forçavam a entrada. Ela tratou de puxar a capa para fora do caminho antes que a porta se fechasse e ajustou a bolsa sobre os ombros, e marchou para o Átrio, que levava ao segundo andar do Ministério. Os cubículos estavam silenciosos a não ser pela baixa conversa aqui e acolá. A porta de Sirius estava aberta e a luz acesa, indicando que ele chegara mais cedo que Hermione.

Ela acertou quando Sirius apareceu, seu cabelo emaranhado e seus olhos revelando a exaustão.

- Sirius.

Ele ergueu o olhar para ela e lhe ofereceu um pequeno sorriso:

- Você deveria ter ficado em casa hoje.

Ela encolheu o ombro e ajustou a bolsa:

- Eu não seria de muita ajuda se ficasse em casa. Pensei em descer aos Arquivos e começar por algumas pastas.

- Hermione, ao te observar noite passada... – A voz de Sirius morreu e ele esfregou uma mão no rosto antes de suspirar. – Estive pensando que talvez você deva dar uma pausa.

Hermione o encarou por um momento:

- Uma pausa? – A idéia era uma forasteira para ela.

Sirius suspirou e cruzou os braços sobre o peito enquanto se encostava ao batente da porta que conduzia ao escritório.

- Pensei, em mais de uma ocasião, que você estava se esforçando demais. Você não sabe como fico grato por ajudar Remo e Tonks noite passada, mas quando você estava terminando e tendo um colapso na cadeira, eu imaginei o quanto você agüentaria antes de se machucar.

- Sirius. – Hermione começou devagar, endireitando as costas na esperança de parecer mais forte do que se sentia. – Eu entendo os riscos de abandonar os meus estudos em Roma antes de completá-los. Também entendo os riscos do que estou tentando fazer. Mas se eu não estivesse lá noite passada, Remo teria formentado dois acônitos ao invés de um.

- Sua saúde é importante...

- Eu sei. – Ela interrompeu com um pequeno sorriso. – Prometo que te deixarei saber se isso se tornar demais.

Sirius ficou em silêncio enquanto a analisava. Ela encontrou o olhar dele e teve certeza de que ele viu a determinação que ela subitamente sentiu.

- Tudo bem. – Sirius disse, suas mãos caindo para o lado enquanto ele jogava os papéis em sua mesa. – Confio que você será honesta comigo, Hermione. Se você esconder a sua dor, vou oficialmente te suspender do caso.

Hermione meramente sorriu:

- Entendido.

Antes que ele pudesse falar, Hermione virou-se nos calcanhares e se retirou do escritório. Ela simplesmente não tinha energia ou tempo para escutar o sermão de Sirius. Ela tinha trabalho a fazer.


***

- Você parece merda.

Rony ergueu o olhar para Harry e o encarou enquanto calçava suas botas.

- Vai se foder.

- É bom ver que seu humor melhorou. – Harry arrancou a camiseta e a arremessou dentro do armário.

- Meu humor? – Rony devolveu e inclinou-se para fechar a bota. – Você era o único berrando com a minha irmã ontem à noite.

- Se sua irmã não fosse tão teimosa, eu não teria berrado com ela. – Harry contou, tirando suas vestes do armário. – Brigar com Gina é a última coisa que preciso agora.

- Oh... Certo... Porque é sempre sobre o que você precisa. – Rony discursou sarcasticamente. – Você esquece o fato de que é tão difícil para nós quanto para você, querendo ver ou não.

Os olhos verdes de Harry se estreitaram enquanto considerava Rony. Mas ele meneou a cabeça e contiunou a abotoar as vestes:

- Não vou discutir com você. Sei o que é melhor para a Gina.

- Chutar o traseiro dela do país, longe da família e do trabalho... É isso que é melhor para ela?- Rony ficou de pé.

- Você está certo. – Harry disse baixinho. Ele fechou o armário com força suficiente para fazer vários dos Aurores no vestiário ficarem quietos. – Ela está mais segura longe de mim.

- É? E se eles quiserem encontrá-la? – Rony deu um passo adiante, aproximando-se de Harry. Então baixou a voz. – Você não acha que quem quer que esteja fazendo isso sabe sobre vocês dois? O Menino- Que- Sobreviveu e a filha do Ministro? Caralho, Harry, abra os olhos. Eles a caçarão na França tão fácil quanto aqui.

O nariz de Harry se franziu com a raiva. Rony pôde vê-lo tentando desesperadamente controlar a fúria quando ele falou, entre dentes:

- Então você está me dizendo para deixá-la solta por aí?

- Não, cara. Estou te dizendo para começar a se concentrar em você. Gina não é uma garotinha, ela pode cuidar de si mesma. Mas desde que você se permita ser distraído por ela, pela necessidade de protegê-la, estará se deixando vulnerável ao ataque.

Harry riu com aspereza e meneou a cabeça:

- Talvez você precise ouvir seu próprio conselho, Rony.

- Imelda pode cuidar de si mesma.

- Não estou falando da Imelda. – Harry disse decisivamente. – Gostaria de saber o que você estava fazendo com ela no meu quarto, noite passada.

- Não sei do que está falando. – Rony disse enquanto recolhia suas vestes, que estavam sobre o banco de madeira.

- O quão perto você estava? – Harry perguntou, seus olhos se tornando escuros enquanto sua voz baixava para um sussurro. – O quão perto você estava de trepar com a Hermione enquanto sua noiva estava no quarto ao lado?

A raiva engolfou Rony enquanto ele agarrava o colarinho de Harry antes de atirá-lo contra os armários. A última das conversas no vestiário sufocou enquanto muitas pessoas ao redor os encaravam.

Respirando pesadamente, Rony encarou Harry, cujos olhos faiscavam de fúria.

- Então, eu sou o bastardo aqui.

Harry tirou a mão de Rony de sua camiseta.

- Bem, você certamente tem bancado o tipo desde que ela voltou para casa.

- Não posso acreditar que você tem peito para dizer isso. Você de todas as pessoas. – Rony cuspiu nervosamente. – Hermione é a única que foi embora e eu é que sou o cara mau porque me magoei.

- Foi há dois anos. – Harry sussurrou. – É hora de superar.

Rony achou que não conseguiria formar duas palavras coerentes enquanto ele encarava o seu melhor amigo. Culpa, raiva e mágoa o rasgaram dolorosamente enquanto ele virava-se e saía a passos largos do vestiário, ignorando os súbitos sussurros que começaram no momento em que a porta se fechou atrás dele.

Ele enfiou as mãos nos bolsos das vestes, carrancudo, enquanto seus punhos se apertavam. Pela primeira vez desde que começara a patrulhar, Rony desejou passar a tarde treinando. Isso aliviaria um pouco da tensão...

- Rony!

Imelda saltou sobre ele, seus olhos azuis arregalados e seu cabelo loiro-morango dançando atrás dela. Ela segurava um pedaço de pergaminho apertado no punho. Rony não confiava em sua voz então meramente a encarou e continuou rumando para sua mesa. Imelda parou atrás dele, sua voz ofegante com a excitação:

- Krauss vai me deixar patrulhar! Ele me disse que eu estou além dos treinees do primeiro ano e ele assinou uma recomendação minha para o Sirius...

Rony acenou uma resposta e começou a embaralhar os papéis em sua mesa. Ele não tinha idéia do que estava procurando. Imelda afastou o cabelo do rosto e ergueu o pergaminho com a assinatura de Krauss.

- Ele disse que eu posso patrulhar com você ou com o Harry antes do fim de semana...

- Que ótimo. – Rony disse brevemente. De repente ele percebeu que estava procurando por sua varinha. Rony abriu a gaveta da escrivaninha e pegou sua varinha antes de enfiá-la no bolso. – Tive uma mudança de horário em Hogsmead. A gente se vê em casa à noite.

- Oh. Ok.

Ele não viu o cenho franzido de Imelda ou seu olhar de mágoa enquanto ele passava por ela e seguia para o corredor. Na verdade ele não podia ver nada em sua confusão e dor borbulhando para a superfície. Havia apenas uma razão pela qual ele se sentia miserável agora. Uma razão em separado.

Hermione.

E era hora de ele fazer algo a respeito.


***

Um senso de importância agitou-se em Hermione quando ela viu as duas portas que conduziam aos Arquivos do Ministério. Dentro de pequenas janelas retangulares ela podia ver que, apesar da hora, havia muitas pessoas correndo pela sala, desaparecendo em uma porta para aparecer em outra.

Segurando sua bolsa no ombro, Hermione abriu a pesada porta e entrou. Uma grande fonte prateada fixava-se no meio do saguão. Uma sereia de pedra pairava acima da fonte, a água azul-clara pingava baixinho de seus dedos. Hermione atravessou o recinto, parando abruptamente enquanto o elfo do Ministro passava correndo por seus tornozelos, uma grande pilha de pergaminho balançando em sua cabeça.

Hermione observou o elfo desaparecer atrás da grande porta assinalada “Departamento das Catástrofes Mágicas”. Por um momento, ela imaginou se Arthur estava pagando decentemente os elfos, então imediatamente ralhou consigo mesma. Se ela aprendera alguma coisa com o F.A.L.E, era não acusar onde ela não era querida. A casa dos elfos em Hogwarts quase formou uma rebelião contra Dumbledore quando ela o persuadira a oferecer feriados à casa dos elfos.

Meneando a cabeça, Hermione achou a porta que levava ao Departamento de Leis Mágicas. Sacando o pergaminho que continha o código apropriado, Hermione posicionou a palma da mão contra a porta e recitou o código em sua cabeça. Imediatamente a porta destrancou e abriu.

Intrigada, Hermione entrou. O lado estudioso dela, que era o majoritário, dançou com alegria à visão da sala. Duas paredes eram cobertas de livros do chão ao teto e vigas documentando a Historia do Departamento. Ela viu os anos gravados em dourado em cada prateleira. As outras duas paredes estavam cobertas de fotos emolduradas e notícias. Encantada, Hermione sobressaltou-se levemente quando a grande porta bateu atrás de si.

Hermione caminhou lentamente pela sala, e inclinou a cabeça quando um livro errante voou sobre a sala e sua cabeça e se recolocou na fileira certa. Havia tanta informação, e séries e séries de gabinetes. Poucos minutos depois, ela encontrou a prateleira certa. Havia quatro grossas colunas com o respectivo ano e ela puxou uma, seus músculos tensionaram com o peso.

Ela murmurou um palavrão antes de colocar um Feitiço Sem Peso no livro e colocar os outros na bolsa. Enquanto sua mão envolvia as pastas dos Aurores, ela parou. Quando ela chegou na pasta de Rony, ela relanceou o olhar sobre o ombro para certificar-se de que estava sozinha antes de deslizar o polegar sobre a foto. Foi claramente tirada depois que ela partira para Roma. O cabelo dele estava bem mais curto, seus olhos mais joviais. Ele sorria também... Algo que ela não via há um bom tempo.

O ranger dos gabinetes a fizeram sobressaltar-se levemente e Hermione fechou o livro com estrondo antes de girar nos calcanhares. Ela soltou uma risada aliviada quando viu muitos papéis se encaixando sozinhos e, sentindo-se tola, Hermione agarrou o livro contra o peito antes de rumar para a saída.

O livro queimava em suas mãos enquanto ela encaminhava-se para o elevador e ela resistiu abri-lo mais uma vez quando as portas se fecharam atrás dela. Havia uma estranha curiosidade a perpassando e ela estava ávida para voltar ao escritório e trancar-se lá para olhar a foto de Rony mais uma vez.

O elevador parou subitamente no segundo andar e Hermione estava olhando para o livro enquanto saía do elevador. Ela colidiu atrapalhada com um outro corpo. Sua bolsa deslizou do seu ombro ao chão e os livros caíram de suas mãos enquanto seus braços se abriam para evitar que o elevador se fechasse nela. Ela encolheu-se enquanto os pergaminhos caíam amassados e se enrolavam com estrondo.

- Hermione, sinto muito. – Imelda gaguejou, corando embaraçada enquanto ela rapidamente se ajoelhava para recolher os livros. – Não estava olhando para onde eu ia.

Hermione retraiu-se com a dor da colisão que fluía por seu corpo, mas ela manejou um sorriso fraco e afastou-se do elevador quando as portas começaram a tremer fora de controle. Ela parou sobre os livros abertos e ajoelhou-se para ajudar Imelda.

- Foi minha culpa. Com sempre eu estava preocupada com um livro.

Hermione sentiu uma onda de desproteção quando Imelda sacudiu o Livro do Auror e correu os olhos pelo conteúdo.

- É o Tommy Shankelburg?

- Er... – Hermione relanceou o olhar sobre o nome escrito em negro perto da foto de um homem jovem com óculos grossos. - Sim. Estou só fazendo uma atualização para o Sirius.

- Oh. – Com um sorriso, Imelda fechou o livro e o estendeu para Hermione. – Parece divertido.

- Na verdade não é. – Hermione disse com uma risada curta. Seu sorriso sumiu quando Imelda virou-se para pegar o último livro. Sua camiseta de tom azul pálido içou-se em suas costas e Hermione viu uma pequena tatuagem de um feroz dragão cinzento. Ele respirava fogo ameaçadoramente; suas garras afiadas prontas para estraçalhar.

Hermione sorriu rapidamente quando Imelda virou-se e lhe estendeu o livro. Seus olhos azuis pediam desculpas.

- Novamente, acho que eu poderia competir com a Ninfadora na trapalhada.

- Tudo bem, mesmo. – Ambas ficaram de pé e Hermione jogou a bolsa sobre o ombro mais uma vez. – Essa tatuagem é realmente interessante.

Imelda corou, gaguejou e então puxou rapidamente a bainha da blusa:

- Obrigada.

- Não me diga que Carlinhos te convenceu a fazer uma. – Hermione disse em tom de brincadeira e cruzou os braços sobre o peito.

- Na verdade um antigo namorado insistiu. – Imelda disse simplesmente, colocando a capa que ela carregava sobre o braço. – Na verdade, eu queria uma serpente dourada.

- Parece uma tatuagem trouxa.

- E é. – Imelda disse, abotoando a capa. – Era permanente desse jeito, sabe, como o nosso amor. - Ela revirou os olhos. – O amor é cego, certo? Eu era uma tola. De qualquer forma, sinto muito, mas tenho que ir. Tenho que voltar à patrulha.

- Oh, então você já está patrulhando? – As sobrancelhas de Hermione levantaram com um leve interesse.

- Estou. – Imelda sorriu. – Sirius assinou a autorização há algumas horas.

- Rony deve estar eufórico. – Hermione disse com cautela. – Poder trabalhar tão perto de você.

O sorriso de Imelda ofuscou-se e ela deu de ombros.

- Para ser honesta, não acho que Rony me leve a sério como auror. Ele nem vai treinar comigo. Mas suponho que não importa, ele verá o que posso fazer, mais cedo ou mais tarde.

- Não se preocupe, acho que Rony só se intimida por mulheres fortes. – Hermione disse. Ela esperou que o sorriso suavizasse a raiva em seu tom.

- Oh, eu também acho. – Então ela parou e tirou o cabelo loiro-morango do rosto enquanto seus olhos azuis encontravam-se com os de Hermione. – Sempre tive ciúmes de você.

- O quê?

Imelda riu da expressão aparvalhada de Hermione.

- Desculpe. Suponho que fui um pouco inconveniente, considerando que acabamos de nos conhecer. Só quero dizer que você foi a bruxa mais inteligente de Hogwarts. E Harry me contou sobre os seus estudos em Roma. Muitas bruxas e muitos bruxos sabem quem você é. Eu adoraria ser conhecida por minhas habilidades um dia. Tenho mesmo que correr. Foi bom falar com você de novo.

Em um flash de cabelos vermelhos, Imelda desapareceu no elevador e deixou Hermione encarando-o, imaginado por que ela ficou tão incomodada com o fato de que a risada de Imelda era tão irritantemente perfeita quanto seu cabelo.

****

Eram sete em ponto quando Rony retornou. Ele estivera trocando os horários com Ernesto Mcmillan e deu um jeito de evitar Harry. Ele se desprezava por ainda estar magoado com o que Harry lhe dissera mais cedo, mas, honestamente, Harry não tinha que ser seu melhor amigo? Ele não percebeu que ele deveria apoiá-lo ao invés de repreendê-lo?

Rosnando, Rony rumou para os vestiários e tomou um banho rápido. Ele queria respostas. Ele precisava delas mesmo que nunca fosse idiota confiar-se à uma coisa... À uma pessoa. E parte dele quaria melhorar as coisas. Melhorar o suficiente para que ele e Hermione pudessem ao menos ficar próximos de Harry.

Ele estava aliviado em encontrá-la ainda sentada à sua escrivaninha vinte minutos depois.

- Podemos conversar?

Sua pena arranhou o pergaminho enquanto ela o encarava, seu olhar desviando para a porta. Rony viu a relutância em seus olhos antes de ela anuir.

Ele fechou a porta atrás de si e observou enquanto ela passar a mão sobre o trabalho, o rabisco entalhado desaparecendo. Rony parou, um pequeno sorriso em seus lábios.

- Muito impressionante.

- Obrigada. – Hermione disse baixinho, sem encontrar os olhos dele enquanto ela baixava a pena. – Foi só uma coisinha que aprendi em Roma.

Ignorando o gelo em sua voz, Rony parou na sala:

- Queria falar com você sobre ontem à noite. Sobre o que aconteceu na festa.

Hermione assentiu e fez menção à cadeira:

- Quer se sentar?

Sua voz estava cheia de formalidade e tinha Rony na defensiva.

- Não. Estou bem. Não vai demorar muito. – Rony cruzou os braços sobre o peito e a analisou. Ela parecia casada... Mas então novamente, todos pareciam cansados esta semana. Forçando-se a se concentrar, Rony perscrutou freneticamente em sua mente o propósito de sua visita.

- Suponho que eu quisesse me desculpar.

- De novo? – Hermione lhe perguntou com uma zombaria fria enquanto recostava-se na cadeira.

- Eu não tinha o direito de questionar seu... Seu relacionamento com o Jorge. – Merlin, aquelas palavras pareciam ácido em sua língua.

Hermione o encarou por um momento, seus olhos indecifráveis. Então suspirou e meneou a cabeça.

- Eu te disse noite passada que eu não tinha nenhum relacionamento com o Jorge, não que seja da sua conta.

- Ele é meu irmão...

- E daí? – Ela ergueu uma sobrancelha em suspeita. – Não posso ter uma amizade com um dos seus irmãos?

- Ei, eu não disse isso. Ser amigável é uma coisa...

- E transar é outra? – Hermione caiu na risada enquanto levantava-se da cadeira e espalmava as mãos na superfície lisa da mesa. – Rony, você acha que estou dormindo com o seu irmão?

Ele recuou e sentiu seu rosto queimar de vergonha ao pensamento de Jorge e Hermione entre os lençóis.

- Não... Ainda não.

Ela boquiabriu-se e ficou em silêncio antes de seus olhos brilharem com a gargalhada. O som preencheu a minúscula sala e fez Rony bufar irritado até ela erguer as mãos e cobrir a boca. A gargalhada morreu em risadinhas sem fôlego antes de ela finalmente olha-lo. Seus olhos castanhos estavam brilhantes com as lagrimas. Suas bochechas mantinham uma coloração rosada que se aprofundou quando ela sorriu e levou uma mão ao peito. Por que ela tinha que parecer tão linda?

- Olha, eu vim aqui para me desculpar...

- E você fez um ótimo trabalho, lhe asseguro. – Hermione secou os olhos. – Rony... Quando eu decidir ter uma transa selvagem e animalesca com um dos seus irmãos, te deixarei saber.

- Era para ser engraçado? – Rony perguntou, seus olhos se estreitando.

- Só estou tentando manter o tom da conversa. – Ela situou simplesmente. – É incrível que você venha aqui para se desculpar seja lá pelo que for e acabe me acusando, de novo, de namorar o Jorge, mesmo depois de eu te dizer noite passada de que não havia nada romântico entre nós.

- Ótimo. Se não há nada pelo que me desculpar, então não há razão de eu vir aqui. – Rony disse. Ele virou-se e agarrou a maçaneta antes de parar e respirar. Maldita seja por sempre estar sob a pele dele. Suspirando, ele voltou-se e a encontrou observando-o.

- Havia uma outra razão pela qual eu queria conversar com você. – Ele disse, deixando sua mão cair da maçaneta enquanto ela o esperava em expectativa. – Eu quase te beijei ontem à noite. Honestamente não sei por que fiz aquilo, então não me pergunte. Foi errado e não quero que você tenha a idéia errada do que significou. Eu estive bebendo e...

Ela bufou e revirou os olhos, mas pareceu aceitar a explicação dele enquanto ela virava-se e começava a juntar suas coisas.

- Tudo bem, Rony. Não quero uma explicação.

- Ótimo. – Ele estava a ponto de sair, mas a lembrança do quase aconteceu entre eles o parou. Ele não estava atrás de respostas?- Mas eu quero.

- O que?

- Eu quero uma explicação.

Ela colocou um livro grosso no topo de outro livro antes de olhá-lo com um suspiro cansado.

- Que tipo de explicação?

- Quando e-eu... Te toquei. Eu te machuquei.

Os olhos dela suavizaram-se enquanto ela olhava ao longe, absorvida em si mesma.

- Não, você não me machucou, Rony.

- Eu senti você se retrair. – Rony disse, dando um passo até ela. – Eu vi medo nos seus olhos. Você achou que eu fosse te machucar?

- E-eu acho que é porque eu tinha começado a sentir os efeitos do que estava acontecendo com o Remo. Não tinha nada a ver com você.

Ela estava mentindo. Rony ouviu em sua voz e, o pior, ele viu nos olhos dela:

- Eu nunca te machucaria, Hermione.

Hermione lhe deu um fraco sorriso enquanto ela meneava a cabeça devagar.

- Não consigo acreditar nisso.

Era como se ela o tivesse esbofeteado. A pontada em suas palavras queimou dentro dele e pela primeira vez Rony pôde ver a dor nos olhos dela. E ele a tinha posto ali.

- Olha, talvez não fosse o álccol. Talvez eu não tenha chegado ao fim que pensei quando você foi embora. – Ele finalmente admitiu.

- Se não chegamos ao fim, por que você vai se casar com outra pessoa?

A pergunta o pegou de surpresa e ele gaguejou por um momneto antes de uma resposta decente entrar em sua mente:

- Vou me casar porque a amo. – Seus olhares se fitaram, mas ela permaneceu em silêncio e ele continuou. – Sei que disse que o que eu senti àquela noite que passamos juntos foi o nosso fim, mas reconheço que fazer sexo provavelmente não é a melhor maneira de dizer adeus.

- Nunca dissemos adeus. – Hermione recordou-o.

- Dissemos adeus no minuto em que você embarcou naquele trem.

- Você nem estava lá. – Ela disse áspera, seus olhos faiscando. – Eu embarquei sozinha.

- Minha família estava lá. – Rony contou, a lâmina de recordação e dor cortando suas entranhas. – Harry estava lá. Você estava sorrindo e aceitando presentes da minha família. Não me diga que estava sozinha.

- Você não entendeu, não é? A única pessoa que eu queria lá... – Ela parou abruptamente, piscando duas vezes antes de seus braços penderem para os lados.

Rony observou em confusão quando os lábios dela se partiram em surpresa e um olhar de revelação correu em suas feições delicadas.

- O que foi?

- Você estava lá, não estava? – Hermione sussurrou. – Você estava na estação de trem. – Quando Rony não disse nada, Hermione caminhou até ele, seus olhos suplicantes. – Rony.

- Foi há muito tempo. – Ele contornou, seus batimentos cardíacos acelerando quando ela entortou a cabeça para um lado, para fita-lo- Não consigo me lembrar mais.

Rony tentou recuar quando ela levou uma mão à sua bochecha. As costas dele ficaram inteiramente em contato com a porta e ele apenas fechou os olhos enquanto os dedos dela deslizavam sobre sua pele até a curva de seu pescoço. O toque dela era o fogo e o inferno, fazendo com que seus punhos se cerrassem e suas calças ficassem apertadas. Quando ele a olhou, a luxúria dentro dele colidiu com a luminosidade nos olhos dela e suas mãos a enlaçaram pela cintura antes de chocar-se contra ela.

- Foda-se.

Ele comprimiu os lábios contra os dela, incapaz de resistir ao impulso natural de seu corpo. Ele a beijou com força. Ele queria ter certeza de que não era uma de suas fantasias. Um de seus sonhos malucos que o torturavam toda noite.

Hermione o assombrara por anos, a lembrança de seus lábios tateando-o nos sonhos. Ela partiu a boca e a ponta de sua língua dentro da boca dele fez seus joelhos fraquejarem. Ele tinha que provar cada centímetro dela... Ele queria lembrar de como era tê-la quente, molhada e ao redor dele.

Ela gemeu e enterrou os dedos em seu cabelo enquanto ele a empurrava adiante. Juntos, eles tropeçaram, suas mãos desesperadas e apalpando. Hermione soltou um gritinho quando a beirada de sua mesa chocou-se com suas costas e, sem desgrudar os lábios dos dela, ele a ergueu, suas mãos deslizando sobre seu traseiro até ela estar sentada na beirada de madeira e suas coxas estarem separadas o suficiente para acomodá-lo entre elas.

Segurando o rosto dela entre as mãos, Rony aspirou sua essência. Cristo, ele estava duro como o ferro. Somente Hermione o deixava pulsando. Os lábios se encontraram de novo, o desespero os perpassando. Rony grunhiu e inclinou-se sobre ela, fazendo-a deitar-se. A língua dele deslizou sobre sua mandíbula e alimentou-se dela. Os braços dela estavam ao seu redor, suas pernas em sua cintura. Incapaz de se segurar, Rony investiu com os quadris até a sua ereção refreada encontrar a pulsação convidativa dela.

Uma labareda pareceu inflamar nele quando o corpo dela contorceu-se com o dele. Ela estava arquejando, o pescoço esguio jogado de lado enquanto ela arqueava e gemia. Os dentes dele mordicaram a pele cremosa enquanto sua mão cobria um seio e o apertava possessivamente.

De repente, ela estava desgrudando seus lábios dos dele, as palmas de suas mãos firmaram-se no peito dele. Se ele tivesse forças para resistir a ela, ele teria resistido, mas seu corpo estava superaquecido e fraco com o desejo e ele tropeçou quando ela o afastou e, parecendo uma deusa com o cabelo bagunçado e os lábios inchados, sentou-se rapidamente.

- Rony. – Seus olhos estavam pesados de paixão, mas ela meneou a cabeça.

Ele a observava, sua respiração rasa na garganta, e ele deu um passo para trás par impedir-se de fazer algo que pudesse se arrepender depois.

- Não devíamos ter feito isso. – A voz dele estava submissa e ele fechou os olhos quando a humilhação o acometeu.

Hermione desceu da mesa e não se importou em desamassar as vestes enquanto caminhava até ele.

- Você me deseja.

- Não...

- Você estava a ponto de me possuir na mesa. – Ela falou ríspida, afastando o cabelo selvagem do rosto. – Não se atreva a me dizer que não estava...

Ele afastou as mãos dela antes que ela pudesse tocá-lo. Ele não podia respirar quando ela o tocava.

- Você está fazendo algo comigo.

- O que? – Ela meneou a cabeça e agarrou-o pela blusa antes que ele pudesse sair da sala. – O que quer dizer?

- Você continua me tocando e não consigo pensar... – Ele apertou o pulso dela e afastou-a de seu braço. – Não devia ter me aproximado de você.

- Rony, por favor me escute. – Hermione disse rapidamente, ignorando os protestos deles e segurando os seus braços até ele finalmente olha-la. – Você ainda me ama. Sabe que ama...

- Não! – Rony berrou, agarrando-a pelos braços e empurrando-a para longe dele. – É a minha vida, Hermione. Você não pode esperar que eu te aceite de volta nela de braços abertos...

- Não espero isso de você! Mas você também me beijou, Rony. Você teria parado se eu não tivesse?

- Não importa. – Rony berrou. – Você partiu. Partiu e me destruiu! Não entende isso? Mesmo que eu pudesse te amar de novo, Hermione, eu não quereria. E isso é tudo que importa.

Hermione recuou enquanto as lágrimas brotavam de seus olhos e se derramavam em suas bochechas. Rony virou-se e escancarou a porta. Ele ignorou-a quando ela chamou seu nome novamente e pegou sua mochila que jazia ao lado da mesa. Sua mente e seu corpo estavam amortecidos. Ele registrou sua varinha no átrio e aparatou em casa, surpreso e aliviado por não ter se destrunchado em dois.

A casa estava imersa no silêncio, com uma fraca e única luz provinda da cozinha. Provavelmente Imelda havia chegado mais cedo do trabalho e agora preparava o jantar. Rony admirava os dotes culinários de sua noiva. Poderia ser machismo, mas ele adorava sua praticidade e limpeza na cozinha e suas receitas deliciosas, que lhe lembravam vagamente os tempos na Toca, quando sua mãe lhe empanturrava com saborosos doces e salgados.

De repente, a imagem de uma mulher pequena e morena, de cabelos crespos, com as mãos na cintura, os olhos faiscando de indignação e lhe chamando de “legume insensível” ou “ trasgo machista” lhe veio à cabeça. Hermione sabia cozinhar, mas o suficiente para sobreviver e muitas vezes ele fora obrigado a experimentar suas “novas” receitas, não conseguindo disfarçar uma careta de desaprovação ou de receio. Isso sempre gerava briguinhas estúpidas que evoluíam para gritos e insultos e depois acabavam com os dois enroscados e se beijando fervorosamente.

As lembranças desses momentos fizeram seus nervos se retesarem e sua cabeça ferver. Ele não precisava lembrar-se das inúmeras brigas e dos momentos quentes que as sucediam. A raiva por não conseguir afastar tais pensamentos manisfestou-se, obstruindo sua garganta e aumentando o fluxo de seu sangue. Ele podia sentir as faces queimando, bem como as orelhas. Rony largou a mochila a um canto da sala e irrompeu para a cozinha, a passos largos e decididos.

Imelda estava descalça e usava um vestido estampado, abaixo dos joelhos, com uma das grossas alças pendendo pelo ombro sardento e pálido. Ele encostou-se à porta e a observou por curtos segundos. A maneira como ela havia prendido o cabelo flamajante no topo da cabeça e de como alguns fios se derramavam como lava por suas costas e seu pescoço despertou o seu desejo e o fez pulsar dolorosamente.

As palavras de Hermione ecoaram em sua mente: “ Você ainda me ama. Sabe que ama...” Não. Ele não deveria amá-la. Não depois de ela partir sem se importar com o que ele sentia ou precisava. Havia sido uma decisão egoísta e arbitrária. Se ela queria ter uma transa selvagem e animalesca com Jorge, como ela mesma fizera questão de lhe jogar na cara, ela estava livre para isso; mas ele tambem estava para transar insanamente com sua noiva.

Ele caminhou até a ruiva próxima à pia e lhe agarrou o antebraço com força, suas mãos se fechando como ganchos, e a girou para si; os seios dela imediatamente se chocaram contra seu tórax, provocando uma onda de arrepios em ambos.

Os olhos azul-marinhos dela se arregalaram em surpresa quando ele farejou a fragância de morango em sua pele:

- Rony, eu estava fazendo...

Mas ele não a deixou terminar, sufocando suas explicações em um beijo faminto. Ela pareceu hesitar, mas logo depois se submeteu ao poder daquela carícia urgente e ao calor dos corpos, fechando os olhos lentamente e gemendo muito baixinho. Suas mãos pequenas e ansiosas se entrançaram em seus cabelos, como se lesse os pensamentos e compreendesse as necessidades de seu noivo. Ele lhe sugava os lábios com ardor e suas mãos seguiram um rastro por cima do vestido até segurarem seu rosto, provocando marcas esbranquiçadas em suas mandíbulas, a forçarem a abrir os lábios e receber sua língua úmida e exigente. Ela não esboçou reação alguma, apenas deixou que ele saboreasse o gosto adocicado do interior de sua boca e apreciou seus movimentos insaciáveis.

Ele interrompeu o beijo de supetão e lhe agarrou os cabelos, sentindo a textura lustrosa dos fios e lhe virando de costas com violência. Ela sentiu sua respiração descompassada na nuca e seu cheiro de suor e colônia lhe invadiu as narinas, eriçando seus parcos pêlos, embora ela não soubesse se essa reação era de excitação ou medo.

Rony roçou o corpo nela, seu membro rígido roçando em suas nádegas arredondadas e lisas. Ele contornou as curvas delicadas de seu corpo pequeno e morno. Voltou a aspirar o perfume que se desprendia dos cabelos da ruiva, agora levemente mesclado com o cheiro da comida que fumegava, totalmente esquecida. Lambeu-lhe a curva do pescoço e lhe mordeu o ombro esquerdo, provocando um gemidinho de dor. Ele olhou a marca arroxeada em contraste com a pele muito branca e a beijou de leve, um pouco arrependido por sua brutalidade. Suas mãos encontraram a barra do vestido e a sutil renda da calcinha e seus dedos se embrenharam por debaixo do tecido, baixando a peça até seus tornozelos.

Ela o sentiu levantar seu vestido acima das coxas, afastando as mãos de seu corpo em seguida, e o ouviu murmurar um impropério por conta dos gestos trêmulos que lhe impediam de abrir as calças. Logo ouviu-se o rúido das calças descendo até os joelhos dele, juntamente com a cueca.

Rony grudou o corpo ao dela, a agarrando pelos cabelos e a empurrando em direção à pia, onde ela inclinou o tronco em busca de apoio, espalmou as mãos e elevou os quadris na direção dos dele, enquanto ele afastava suas pernas com um joelho. A penetração foi rápida e brutal, provocando prazer nele e um leve desconforto nela, mas Imelda não reclamou, ao contário, mordeu os lábios para impedir um gritinho.

O ruivo guiou as mãos entre as pernas dela, afagando sua intimidade úmida e intumescida. Ela suspendeu um suspiro quando ele moveu-se aos poucos, deixando que ela se acostumasse com ele e começasse a sentir prazer. Ele penetrou um dedo em seu interior e passou a movimentá-lo no mesmo ritmo, enquanto que com a outra mão alcançava um de seus seios, por debaixo do tecido, apertava-o com frimeza e depois friccionava a auréola e o mamilo com o polegar.

Seus dedos apertaram a beirada da pia e ela jogou parte de seu peso para as mãos e os braços quando ele aumentou gradativamente o ritmo e variou entre movimentos sucessivos, firmes e fundos e movimentos mais espaçados, suaves e superficiais, que ela acompanhava em sintonia.

Ele retirou a mão de seu seio, deslizando-a sobre a pele fina da barriga e pousando-a em seu quadril quando ela o percebeu deslocar-se violentamente em seu interior, murmurar palavras incongruentes e convulsionar em êxtase.

Rony não conseguiu esperar: sentiu-se livre de todas as tensões quando os primeiros espasmos regulares de prazer atravessaram seu ventre e derreteu-se dentro dela. Não demorou muito para que ele a sentisse tremer em seus braços e arfar. Ele não precisava visualizar suas feições para saber que estavam coradas e suadas, nem para saber que seus olhos estavam lacrimejantes ou que sua boca rosada pendia ligeiramente aberta.

Quando Rony desabou sobre seu corpo frágil e sem energia, esmagando-o contra a pia fria e dura, Imelda não se importou. Contentou-se apenas em ouvir as batidas aceleradas do coração dele contra suas costas e sua respiração acelerada na curva de seu pescoço. Permaneceram naquela posição, quase prostrados, por um longo período, tentando recurperar o fôlego e as forças dos músculos. Ele finalmente se moveu sobre ela, retirando-se delicadamente e a virando para si novamente, agora com menos aspereza, e para fitá-la nos olhos.

Os olhos de Rony ainda estavam cansados pelo sexo quando examinaram detidamente a ruiva descabelada e com a pele lustrosa de suor à sua frente, antes de abaixar-se, erguer as próprias calças e a cueca e auxilia-la com a calcinha.

Agora que sua mente já não era mais um turbilhão e seu corpo um condutor de eletricidade, Rony começava a se sentir relaxado e seu pensamento se formava e fluía com mais clareza, ao mesmo tempo em que a viscosa sensação de culpa se aninhava em seu estômago. Durante os momentos em que estivera com Imelda, ele esquecera parcialmente de Hermione, mas agora a idéia descabida de que talvez a estivesse traindo, ou pior, traindo a si mesmo e a sua noiva, o afligia... Suas reflexões foram interrompidas quando Imelda o abraçou, dizendo algo sobre o cheiro de queimado que infestava a cozinha e sobre ele ir tomar um gostoso banho quente enquanto ela preparava um lanche rápido para os dois. Cansado demais para replicar, Rony deu-lhe um selinho e rumou para o banheiro.



****

A noite cobria Hogsmead enquanto a brisa gelada de novembro soprava. Hermione chegara em casa muito mais tarde do que planejara. Seu incidente com Rony mexera tanto com ela que demorara quase uma hora para se recompor dentro de seu escritório antes reunir forças suficentes para carregar suas coisas e finalmente ir para casa.

O fogo crepitava na lareira e muitas velas queimavam incandescentes por sua sala de estar. Os livros jaziam abertos na mesinha e Hermione sentou-se, ainda nas vestes do Ministério. Seu corpo suplicava por descanso e sua mente estava entorpecida com o estresse e a dor. Sempre que ela tentava se concentrar em uma foto em particular, Rony lampejava em sua mente. Ela podia sentir as mãos dele acariciando sua pele, seus lábios capturando os dela.

Hermione grunhiu em derrota e fechou o livro com força antes de jogar-se nas almofadas do sofá. Era sem sentido. Mais uma vez Rony a estava destraindo. Isso tinha que parar. Se um feitiço da memória fosse o que ela precisava, então assim seria.

Ela remexeu num fio de sua blusa e fitou as chamas alaranjadas antes que seus olhos começassem a pesar. Talvez se ela apensa tirasse uma noite decente de sono, ela estaria revigorada pela manhã. Ela tiraria o dia de folga e trabalharia em casa, onde a presença de Rony não a oprimiria.

Muito cansada para se levantar, Hermione estirou-se no sofá, enquanto seus olhos se fechavam sob o peso da exaustão.

Ela não sabia que horas eram quando a dor aguda a arrancou de seus sonhos com Rony. Hermione sorveu uma respiração rasa para seus pulmões obstruídos enquanto suas mãos agarravam as almofadas e forçou-se a sentar. A sala estava escura, o fogo morrera e as brasas avermelhavam-se até desaparecerem em cinzas. Hermione estava arquejando enquanto ela levava uma mão ao peito e recitava um feitiço para se acalmar. Seus batimentos cardíacos não desaceleraram, mas continuaram a ribombar em seu peito com tanta ferocidade que ela estava arquejando por ar novamente.

Ela podia ver as árvores lá fora, balançando ao vento. O céu estava escuro a não ser pelas estrelas. A náusea perpassou Hermione quando ela tentou ficar de pé, então ela fechou os olhos, mordendo o lábio dolorosamente para tentar repelir as imagens que estavam ascendendo em sua mente. Ela precisava capturar sua respiração primeiro, acalmar-se.

Com os dedos trêmulos, Hermione alcançou sua varinha para chamar Sirius, mas ela sacudiu-se para frente e agarrou-se à mesinha, as vozes e gargalhadas a engolindo. Ela reconheceu uma voz, gritando feitiços contra as maldições. Foi então que ela viu o rosto dele. O pânico a inundou e ela tremeu através da neblina.

Ela precisava ajudá-lo.

Hermione escutou o grito, então sentiu a dor pontilhar seu estômago enquanto o cheiro de morte enchia seus sentidos. Hermione calou-se e caiu de joelhos, fechando os olhos enquanto a dor diminuía e as vozes desapareciam de sua mente.

Seus pulmões se romperam e ela soluçou antes de levar as mãos ao estômago. Ela choramingou ao ver as palmas das mãos cobertas de sangue e susteve a respiração quando ergueu a blusa para ver a pequena ferida em seu abdômen. Delineando o sangue enquanto mordia o lábio contra a dor pulsante, Hermione colocou a palma da mão sobre o corte e sentiu a pele curar-se. Ela arrastou-se e limpou o sangue da pele e das roupas. Ela queria limpar também a dor dentro dela, mas ela não tinha tempo de se preocupar com isso.

Hermione pegou sua varinha e se preparou para aparatar, esperando não chegar tarde.


N/A: Sei que demorou, mas esse capítulo foi o mais difícil de traduzir. Acho que meu cérebro vazou pelas orelhas... Mas aí está o capítulo. E tem NC! E só daqui a algum tempo teremos mais NCs, por enquanto chega. Sinto muito, mas não posso inserir uma cena assim sem mais nem menos. As NCs que vocês leram até aqui realmente fazem parte dos capítulos, mas eu apenas as reescrevi. Quanto às respostas dos comentários, elas vão ficar para uma próxima oportunidade, porque estou muito cansada e também não consegui acessar os comentários, sempre ocorre algum erro na página e eu desisti de tentar. E o capítulo ainda não está betado.


Mais uma vez agradeço a todos que lêem, antigos e novos leitores. Espero que gostem e, se não for pedir muito, comentem bastante porque eu fico muito feliz em ler o que vocês pensam sobre a fic. Beijos!



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