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3. Vampiro e Lobisomem


Fic: Herdeiros das Trevas


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Depois da festa de casamento, Harry foi dormir como os outros, no entanto, mesmo se esforçando, não conseguia adormecer ou ao menos cochilar. Desistindo, se levantou e trocou de roupa, logo depois caminhando até o jardim.

Cerca de vinte minutos se passaram desde que estava no jardim, olhando o céu negro, ouvindo os sons da noite, como se tentasse através dos sentidos, mapear aquele lugar como se fosse a primeira vez que estivesse na Toca. De repente sentiu seu coração acelerar, seus sentidos ficaram confusos como se ele estivesse zonzo, sua respiração acelerou e uma angustia que poucas vezes sentira se apossou dele.

“O que está acontecendo?” -Se pergunta olhando pros lados e pondo a mão na cicatriz, estranhando não estar sentindo a presença de Voldemort ou comensais. - “Não é um ataque... Hermione” -Como um raio, seus pensamentos lhe levaram a Hermione, de alguma forma ele soube que era dela que aqueles sentimentos estavam vindo. - “ Eu já vou Hermione, me espera!” -Harry pensa consigo mesmo, sem querer parar pra pensa no que poderia estar acontecendo com a amiga.

Correu cinco vezes mais rápido do que já correra em toda sua vida, dirigindo-se pros fundos da casa. Ao chegar, saltou cinco metros até alcançar um galho, onde tocou o pé por segundos, apenas pra pegar um novo impulso e saltar novamente, um pouco mais alto que antes, chegando assim a janela do quarto das meninas, por onde entrou agilmente.

“É só um pesadelo!” -pensa aliviado ao ver a amiga em sua cama, apesar desta estar se debatendo como se fugisse de algo.

Entrou no quarto silenciosamente para não acordar Gina e caminhou até a cama de Hermione, sentando-se ao lado dela e tocando sua face delicadamente, apesar dela mover o rosto constantemente.

“Eu estou aqui, está tudo bem! Não precisa ter medo, pode acordar.” -Harry, de modo instintivo, pensa se concentrando o máximo possível, como se quisesse que aquela mensagem chegasse a Hermione.

Alguns segundos depois, a morena levantou-se rapidamente, jogando-se nos braços do amigo, que mesmo assustado com o movimento repentino, a abraçou de volta de um modo a passar-lhe segurança. Hermione estava ofegante, trêmula, suas roupas umedecidas pelo suor e o coração muito acelerado. Sem querer acordar Gina, Harry ergueu, com facilidade, a morena e andou até a porta, a qual abriu sem qualquer explicação, mas ainda preocupado com Hermione, Harry apenas seguiu com ela até a sala, seus pés não produzindo som algum e sem que ele fizesse qualquer esforço pra isto.

Depois de acomodá-la no sofá, Harry foi à cozinha e menos de cinco minutos depois, voltou com uma bandeja com duas xícaras e chá calmante. Serviu o chá nas xícaras e deu uma a Hermione, que parecia estar melhor, sua respiração já estava quase normal e de alguma forma que não sabia explicar, sentia que ela estava bem.

-Obrigada! Eu não sei o que você estava fazendo no meu quarto, mas obrigada. –Hermione fala um pouco confusa, mas aparentando estar bem melhor.

-Eu estava no jardim, não conseguia dormir, então de repente me senti angustiado e de algum modo soube que isso vinha de você, por isso corri até o quarto e tentei te acordar. –Hermione estranha a explicação de Harry, mas depois de tudo que havia acontecido no dia anterior, não poderia achar algo impossível. –Com o que você estava sonhando? –pergunta curioso, porque deveria ter sido realmente ruim pra ela estar daquele jeito.

-Felizmente eu não lembro do sonho, mas ainda me sinto angustiada, como se estivesse sendo caçada ou algo assim. –fala mordendo o lábio inferior, movimento que fez Harry se distrair alguns instantes, mas rapidamente afastou tais pensamentos, visto que sem dúvida não era o melhor momento para isso.

-Tudo bem, não vamos tocar no assunto então. –fala de modo gentil, segurando a mão de Hermione de forma protetora.

-Então me diz, o que estava fazendo no jardim a esta hora? –pergunta mudando o assunto.

-Sentindo a noite, eu acho. –fala depois de pensar por uns instantes. –Eu não estava pensando em nada, apenas sentia o vento, olhava ao meu redor, ouvia as aves noturnas, enfim não estava fazendo nada. –fala em tom divertido, fazendo Hermione sorrir.

-Porque está me olhando assim? –pergunta ao ver que ele a fitava fixamente, mas de um modo que não conseguia identificar.

-Eu não sei explicar, mas estou feliz em saber que você está bem, não tem idéia de como fiquei preocupado com você, saí correndo como um louco. –Harry fala de modo sério, bebendo o resto do chá e pondo a xícara sobre a mesa.

-Só posso dizer que fico feliz por ter chegado, de certa forma você “me salvou”. –Hermione fala um pouco sem jeito, bebendo um pouco mais do chá, só percebendo a movimentação de Harry, quando este já estava sentado a seu lado, abraçando-a.

-Não se preocupe, eu vou cuidar de você, te proteger até de bicho-papão! –fala divertido, fazendo referência ao sentido trouxa de bicho-papão.

-Parece até que ganhei um irmão! –Hermione o provoca e Harry faz uma careta.

-Ok, esta noite eu deixo você me chamar de irmãozão. –fala abraçando-a mais forte e a beijando na testa carinhosamente.

-Irmãozão? Mas eu sou mais velha que você! –fala entrando na brincadeira.

-Mas eu sou maior e mais forte! –fala seriamente, fazendo Hermione rir e quase derramar o resto do chá no sofá, por sorte Harry pegou a xícara e a pôs sobre a mesa.

-Ok, por hoje eu vou engolir esse argumento. –fala parando de rir e se aconchegando nos braços dele.

-Eu não vou nem pensar no que você quis dizer com isso. –Harry responde tentando parecer ofendido, mas não conseguindo ao ver a expressão tranqüila que a morena tinha, completamente diferente de alguns minutos atrás.

Conversaram sobre amenidades durante algum tempo, até que adormeceram no sofá. Pela manhã, a cortina foi aberta bruscamente, fazendo a claridade de uma manhã ensolarada e quente atingir Harry no rosto, o que o fez guinchar como um gato assustado e erguer o braço, protegendo os olhos do sol. Hermione que também se sentiu incomodada, logo percebeu a movimentação de Harry e também acordou assustada.

-Está tudo bem, Harry? –logo que faz a pergunta, Hermione percebe uma sombra encobrindo parte do sol, o que faz Harry olhar pro mesmo lugar.

-O que os dois pensam que estão fazendo? –Molly pergunta com o rosto quase tão vermelho quanto os cabelos, mas a voz soando baixa o que os deixava muito mais apreensivos.

-Nada demais. –Hermione disse enquanto se sentava rapidamente, assim como Harry.

-Hermione teve um pesadelo ontem a noite, nos encontramos no corredor e eu preparei um pouco de chá para ela. –Harry fala e aponta a bandeja com as xícaras e o bule.

-Sei que parece ridículo, mas eu estava assustada e o Harry acabou ficando aqui comigo. –Hermione fala muito corada, não era bem a verdade, mas era constrangedor do mesmo modo.

-Tudo bem, mas agora é melhor subirem e se trocarem para o café da manhã. –a mulher fala parecendo mais calma, deixando os dois mais aliviados.

Sem dizer nada, até pelo sono que ainda sentiam, os dois caminham preguiçosamente até o andar de cima, indo cada um para o seu quarto. Alguns minutos depois Hermione saía do quarto dela em silêncio, pois Gina ainda dormia, quando vê Harry passando, praticamente se arrastando, com óculos escuros e semblante fechado.

-Não entendo como você pode parecer um morto vivo numa manhã como essa! –Hermione fala animada com a manhã ensolarada.

-Eu estou de mau humor, então não enche. –responde rispidamente, logo depois cobrindo a boca com as mãos, ocultando um longo bocejo.

-Está assim pela forma que fomos acordados? –Hermione fala tentando acalmá-lo.

-Não exatamente, mas eu adoraria ter sido acordado com uns beijinhos. –Harry fala mostrando um sorriso maroto e pela primeira vez olhando para ela aquela manhã.

-Incesto é pecado, maninho! –responde segurando uma risadinha e apertando um pouco o passo, no entanto, Harry faz o mesmo, logo a pressionando contra a parede a direita dela.

-Eu não sou e nem quero ser seu irmãozinho, então não me provoca. –sua voz saiu em um sussurro rouco bem perto dos lábios dela, que não conseguiu deixar de ficar nervosa com a proximidade e estremecer com o jeito como ele havia falado.

-Você enlouqueceu! –fala querendo sair dali, mas sem encontrar forças pra isso.

-Não... –fala baixando um pouco os óculos escuros, a deixando ver um pouco seus olhos intensamente verdes –Ainda não. –termina com um sorriso malicioso, mostrando um brilho em seus olhos que a fez engolir em seco. Podia ser um exagero, mas ela quase se sentia como uma presa prestes a ser devorada.

Ao ouvirem passos com suas potentes audições, afastaram rapidamente e se recompuseram, não deixando que Rony, que acabara de aparecer, notasse algo estranho na cena.

-Também já acordou, Mione? Achei que todos fossem levantar na hora do almoço hoje. –Rony fala parecendo bem disposto.

-É, eu também, a Gina mesmo ainda está dormindo. –Hermione responde aliviada, nunca estivera tão feliz por ver Rony. Já Harry se limitou a seguir os dois voltando a ficar de mau humor.

Para a surpresa dos três, assim que chegaram à cozinha, viram Lupin e Tonks, acompanhados por Arthur e Carlinhos, que pareciam preocupados ao conversar.

-Vocês dois demoraram, mas é ótimo que os três já estejam aqui, sentem-se. –Molly fala já os servindo e depois voltando ao fogão pra continuar o preparo das omeletes.

-Aconteceu alguma coisa? –Harry pergunta já pensando em um outro ataque de Voldemort e pela expressão dos amigos, eles pensavam o mesmo.

-Isso é o que nós queremos saber, Harry. –Lupin fala olhando de Harry para Hermione. –Vocês dois estão diferentes, posso sentir e todos concordam, então acho que precisamos de uma boa explicação. –o tom que ele usava era firme e mostrava que não adiantaria argumentar ou inventar alguma desculpa, o que deixava Harry com certa raiva.

-Tudo bem, mas não há exatamente uma explicação. –Harry fala resignado, depois bebendo um grande gole de café. –Ontem, quando acordei, podia enxergar perfeitamente sem os óculos, quando me vi no espelho tomei um susto, não que eu não tivesse músculos, mas eles estavam maiores e mais bem definidos. Meus sentidos também estão diferentes, minha audição e olfato, assim como minha visão noturna estão excepcionais. –Harry fala sem encarar a ninguém, concentrando-se em passar geléia em algumas torradas.

-Eu acordei me sentindo cansada, assim como Harry, quando abri o malão quase arranquei a tampa sem fazer muita força, depois quando fui me trocar percebi que minhas roupas estavam apertadas e então notei alguns centímetros a mais em uns lugares, também ganhei uma musculatura mais definida, meus sentidos estão tão bons quanto os de Harry. Ah, também temos uma velocidade, força e agilidade acima do normal. –Hermione fala também sem ter coragem de encarar os demais.

-Não olhem pra mim, eu continuo normal como sempre! –Rony fala ao ver os olhares se voltarem pra ele.

-Então vocês só acordaram diferente? Isso não tem lógica, o que andaram fazendo? –Tonks pergunta olhando-os cuidadosamente, como se estive tentando extrair informações de um prisioneiro.

-Nada! Eu já estava na Toca há dois dias, então todos aqui sabem o que andei fazendo e não foi nada além do normal. –Hermione fala olhando pros Weasley que confirmam.

-Eu cheguei bem tarde da noite, mas antes disso também não fiz nada anormal, não falei com ninguém estranho, nem ao menos saí da casa dos meus tios. –Harry fala de modo tranqüilo, mostrando que também não sabia de onde vinham aqueles “poderes”.

-Tem certeza que não conversaram com ninguém estranho nos últimos dias? –Lupin pergunta e os dois acenam que não.

-Isso é muito estranho, não tem como duas pessoas ganharem este tipo de habilidades do nada! Não andaram fazendo nenhum ritual, não é? –Carlinhos pergunta de forma mais incisiva e os dois voltaram a negar.

-Se eles fossem fazer algo assim, seria lógico eu estar junto, você não acha? Nenhum de nós vai a uma aventura sem os outros! –Rony fala tentando proteger os amigos, que sorriem para ele discretamente.

-Deixe me saber que anda aprontando, Ronald Weasley. –Molly fala de modo severo, sentando-se a mesa com os outros e olhando para o filho que rapidamente põe um bocado de torradas na boca.

-Vocês falaram de “poderes” mas além das habilidades também devem ter ganhado alguma fraqueza, não? –Lupin pergunta olhando-os como se já soubesse de algo.

-Só uma “alergia” a prata. –Hermione fala um pouco sem jeito, sabia que ser queimada por prata, símbolo da pureza, não era um bom sinal.

-Como eu imaginei. –Lupin fala com ar pesaroso, se recostando na cadeira e passando a mão pelo rosto e depois pelo cabelo, demonstrando estar diante de uma situação ruim.

-Melhor falar logo o que sabe, Remo, creio que não temos tempo a perder. –Arthur pergunta com o semblante mais sério que Harry já vira no patriarca Weasley.

-Como um lobisomem tenho alguns sentidos um pouco mais apurados, apesar de ser apenas um Lupino, e pude sentir através deles, principalmente do olfato, que Hermione havia virado uma Lycan e Harry um vampiro, ambos muito poderosos. –fala olhando a reação dos dois, que parecia um pouco confusa.

-Está dizendo que eu sou uma lobisomem? –Hermione pergunta quase rindo. –Desde o terceiro ano que eu não vejo um lobisomem, além do que Lycan’s são muito raros.

-O máximo que já cheguei perto de um vampiro, foi quando eu e o Rony fomos ao sótão e mesmo assim nem consegui vê-lo direito. –Harry também se defende achando a idéia absurda.

-Mas e essa sua repentina aversão ao Sol, Harry? –Molly pergunta se lembrando da reação de Harry aquela manhã.

-Eu sei que é duro para vocês saberem disso, mas tenho certeza de que na próxima lua cheia, daqui duas semanas, vocês entenderão. –Lupin fala de modo definitivo, fitando-os de um modo que não os fazia ter dúvidas.

Ambos sentiram o chão em baixo de seus pés sumirem, suas mentes percorriam as lembranças do último dia e faziam conexões que os lançava cada vez mais na obscura verdade.
Hermione agora entendia o porquê de sua súbita integração com a natureza e o meio, não que antes não apreciasse um dia ensolarado, mas não hesitava em trocar os jardins pela biblioteca, atitude que no momento lhe parecia absurda, havia também seu repentino gosto por carne, principalmente mal passada.
Harry também compreendia o porquê de agora ser tão complicado levantar pela manhã e o mal estar que o dia incrivelmente ensolarado o fez sentir no dia anterior, quando antes adorava aproveitar os dias ensolarados para se divertir com os amigos nos jardins da escola. De repente seu jeito confiante e ar sedutor também lhe pareceram fazer sentido, todo vampiro tem um charme a mais, pelo menos é o que vira nas histórias, no entanto eles também viviam da morte de outros, teria que em breve matar para beber o sangue de alguém e nunca mais veria o sol, estaria condenado a uma pena perpétua nas trevas.

-Não pode ser verdade! –Rony fala batendo com as mãos na mesa, rompendo o silêncio quase mortal que pairava na cozinha. –Eles não podem simplesmente acordar amaldiçoados! Há regras para isso! Além do que vejam o Harry, ele está em frente à janela e o sol não o fez evaporar, ele também está comendo torrada com geléia e não bebendo sangue! –protesta dando voz aos pensamentos do amigo.

-Ninguém aqui disse que esta é uma situação normal, além do que há vampiros que podem se alimentar com algo mais além de sangue e andar sob a luz do dia, que se transformam sem serem abraçados. –Carlinhos fala olhando para Harry como se sentisse pena, havia um traço de pesar em sua voz.

-Harry não pode ser um primogênito, ele não nasceu de um vampiro ou de um incesto, e mesmo que o fosse a transformação se iniciaria aos treze anos, assim como também seria absurdo dizer que foi amaldiçoado diretamente. Harry nunca fez mal a ninguém, não poderia ser castigado, seria completamente insano. –Hermione fala mais preocupada com ele do que com ela mesma.

-Nós sabemos de tudo isto, Hermione, também não é fácil para nós acreditar, mas veja que Voldemort tem uma ligação especial com Harry e que ninguém saberia definir, além de um conhecimento sobre magia negra que pode ser maior do que o de qualquer bruxo que já existiu, já que mesmo como espectro ele possuía condições de aprender e até de ter acesso a lugares restritos. –Arthur começa a falar tentando dar algum sentindo àquilo tudo.

-Mas porque Voldemort deixaria Harry mais poderoso? Ele quase não teria fraquezas, além de ser praticamente imortal. –Rony fala como se a idéia fosse absurda.

-A partir do momento que Harry começasse a matar, a sugar sangue e a viver como uma criatura da noite, seus valores morais iriam se perder pouco a pouco e ele poderia passar de pior inimigo a aliado de Voldemort. A realidade é dura, mas todos que viram vampiros ficam sozinhos, sem família ou amigos e são condenados pela besta interior a viver como um anjo da morte, restando apenas o suicídio ou a união aos demais seres das trevas. –Tonks fala com ar distante, girando a xícara que tinha entre as mãos.

-Mas não deixaríamos isso acontecer, eu e Hermione jamais deixaríamos de ser amigos dele, Voldemort devia saber disso. –Rony fala de modo firme, dando apoio ao amigo.

-Vampiros e lobisomens não são amigos, muito pelo contrário, me surpreende que Harry e Hermione ainda não tenham começado a brigar, eu mesmo não me sinto à-vontade perto dele. É quase certo que depois da transformação os dois passem a se odiar, por isso Voldemort deve ter arranjado um jeito de amaldiçoá-la, escolhendo-a por ser uma nascida trouxa, portanto mais frágil a ataques. Isso destruiria a ligação de vocês, já que você Rony, acabaria por escolher o lado de Hermione que apesar de tudo é a que poderá ter o mais parecido com uma vida normal, deixando assim, Harry sozinho. –Lupin fala após pensar um pouco, mas sendo direto, não era o momento de poupar ninguém.

-Só uma coisa está errada nisso tudo. –Harry se manifesta pela primeira vez, já com as idéias no lugar. –Eu acho que vocês podem ter razão e através de mim, Voldemort possa ter amaldiçoado Hermione, mas isto apenas nos uniu mais. Realmente não me sinto confortável na sua presença, Lupin, no entanto, nada me faz sentir melhor do que estar com Hermione, além desse processo também ter criado um laço muito profundo entre nós, ao ponto de eu sentir a presença dela se aproximando e se afastando ou ainda, sentir quando algo a aflige ou perturba, como nessa madrugada, onde do jardim eu senti que ela não estava bem e a acordei de um pesadelo. Talvez Voldemort mais uma vez tenha subestimado os sentimentos das pessoas e as fortes ligações que são feitas através deles. –Harry fala olhando Hermione com uma ternura bem visível a qualquer um e plenamente correspondida no olhar dela.

-Então ao invés de uma fraqueza, ele deu a gente uma enorme vantagem com essas “habilidades” de vocês. –Rony fala sorrindo como se antevisse todas as jogadas possíveis de uma partida de xadrez e todas levassem a sua vitória.

-Você disse que era possível que através de você, Voldemort houvesse a atingido. Como assim? O que vocês não nos contaram? –Tonks pergunta desconfiada e imediatamente os vê corar.

-Estávamos conversando e tomando um chá na madrugada em que Harry chegou, quando inexplicavelmente nos beijamos. Não posso afirmar que foi isso, mas senti algo diferente dentro de mim, como se algo se partisse, não sei explicar direito. –Hermione fala após alguns segundos de silêncio.

-Eu também senti isso, não só isso, foram sensações indescritíveis e que com certeza não tinham relação com o beijo em si. –Harry completa aproveitando os óculos escuros para observar a todos discretamente. Tonks, Carlinhos e Arthur os olhavam de modo divertido, Molly tinha uma expressão indecifrável, Lupin não parecia surpreso, mas Rony estava em choque, como se não pudesse acreditar no que ouvira.

-É uma possibilidade, mas não devemos pensar nisso agora. A próxima lua cheia será em duas semanas e seus poderes devem ir despertando aos poucos até explodirem nessa noite, portanto devem estar preparados porque não será nada agradável. Precisamos em um primeiro momento medir as habilidades que vocês têm agora antes de escolhermos o melhor treinamento e o melhor local para que despertem, o qual obviamente será bem distante um do outro, pois mesmo que não pareça agora, depois de serem definitivamente uma Lycan e um vampiro, tudo o que sentem e o modo como vêem as coisas poderá mudar radicalmente. –Lupin fala de modo prático, quebrando a tensão e chamando a atenção de todos.

-Então eu vou preparar as coisas no jardim. –Carlinhos fala se levantando bem disposto.

-Eu acho que todos devemos ir, assim arrumamos tudo rápido. –Tonks fala lançando um olhar aos demais que rapidamente entendem o que a bruxa quis dizer, levantando-se imediatamente.

Todos a exceção de Harry e Hermione saem na direção dos jardins, onde retirariam o que havia sobrado da decoração do casamento e preparariam o terreno para testes pesados. Os dois que restaram ficaram em silêncio por alguns instantes antes de Harry se levantar e ir até Hermione, que se levantara para receber o abraço do moreno.

-Eu nunca vou te deixar. –Harry fala se afastando o suficiente apenas para encará-la, retirando os óculos para que ela pudesse ver seus olhos. –Nem essas maldições, nem Voldemort ou qualquer outra coisa, vai me separar de você, eu prometo.

-Há coisas que são muito maiores que nós...

-Nada é maior do que os meus sentimentos por você. –fala passando tanta certeza no olhar, que quase a fez sentir que ele precisava mais dela do que do próprio ar que respirava.

- Não pode ter certeza de nada nesse momento, não quando essa avalanche de sentimentos, sensações e informação nos atingiu tão de repente. Sinto como se houvessem pegado minha vida virado de cabeça para baixo e depois sacudido violentamente. Estou tão confusa que mal sei quem eu sou...

-Mas eu sei quem eu sou, quem você é e principalmente o que eu quero... –fala tomando os olhos castanhos com os seus verdes, prendendo-a enquanto a aproximava de si. –Você. –sussurrou com seus lábios já rente aos dela, antes de beijá-la com todo amor que sentia.

O beijo que começara calmo e romântico, rapidamente se tornava urgente e apaixonado, ambos já exploravam com as mãos o corpo do outro, suas bocas moviam-se intensamente e o ar já lhes começava a faltar quando ouviram um grito assustado e o barulho de vidro se espatifando no chão. Separaram-se assustados e viraram-se para as escadas onde Gina encontrava-se pálida e com olhos arregalados, uma jarra de suco estava aos pés dela.

-Gina, eu posso explicar o que... –Hermione tentou acalmar a amiga, mas parou assim que ouviu o som de algo quebrando atrás de si, na mesa em que antes tomavam café.

-Sua traidora! Sangue-ruim, imunda! –bradou pegando sua varinha, mas logo sendo desarmada por Harry.

-Não se atreva a repetir isso, se não eu esqueço quem você é ter dou uma bela lição. –fala duramente olhando-a de modo frio e ameaçador.

-Eu odeio vocês, odeio vocês! –gritou subindo as escadas correndo, Hermione tentou ir atrás, mas foi impedida por Harry.

-Agora não adianta falar nada, ela não vai te ouvir. –fala a abraçando e amparando suas lágrimas. –É melhor dar um tempo até que ela se acostume com nosso namoro.

-Namoro? Nós não estamos namorando, o que houve foi uma carência misturada com a incerteza do nosso futuro... –Hermione falava de modo racional, mas sem a mínima paciência para voltar a argumentar, Harry voltou a beijá-la intensamente, ao que ela após uns segundos correspondeu sem qualquer resistência.

Alguns minutos depois os dois se dirigiram ao jardim onde fizeram uma corrida para testar velocidade, depois uma disputa de força, onde tentavam erguer o máximo de peso possível, que terminou com Hermione levantando uma cadeira onde Carlinhos e Lupin estavam sentados e Harry levantando uma com Carlinhos e Rony, sendo Rony um pouco mais leve que Lupin. Os testes mais interessantes vieram depois, com a medição da agilidade, da força mental, da resistência a golpes e feitiços e do poder mágico.
Como resultado obteve-se que Hermione era um pouco mais forte que Harry, que por sua vez era um pouco mais ágil que ela, as velocidades eram muito semelhantes, Hermione já tinha uma grande resistência a golpes apesar de não o ter a feitiços, ao contrário de Harry que não pôde ser estuporado, mas sentiu os golpes físicos normalmente, os níveis de magia continuavam os mesmos. O mais interessante foi ver que, como o esperado, Harry já apresentava algum poder mental podendo com esforço mover objetos e ler um ou outro pensamento, e que Hermione, que não devia possuir tais habilidades, não conseguiu ler pensamentos, mas conseguiu mover um copo sobre a mesa, apesar de ter feito maior esforço que Harry.

Depois dos resultados obtidos, os adultos se reuniram com McGonagall e outros membros, a exceção de Molly, que ficou para conversar com Gina e garantir que nenhuma briga ou atentado ocorreria. Como Gina mostrou-se irredutível, a Sra. Weasley teve que recolher as coisas de Hermione e levar para o quarto dos rapazes, onde ela ficaria com Rony e Harry, já que fora decidido que o ideal seria que os dois permanecessem na Toca e não na mansão Black, como Harry sugerira.

Aproveitando que Hermione fora tomar banho e que os três esperavam serem chamados para uma reunião onde decidiriam o que aconteceria dali em diante, Harry resolveu conversar com Rony para esclarecer as coisas, não queria se afastar do amigo, principalmente depois dele lhe ter dado tanto apoio pela manhã.

-Acho que devemos conversar, não é? –Harry começa de modo inseguro, mas chamando a atenção de Rony que se volta para ele ainda em silêncio.

-Porque não me disse que estava interessado nela? –Rony pergunta tentando soar normal, mas Harry podia ver a mágoa e o sentimento de traição nos olhos dele.

-Porque descobri isso ontem, mas e você, porque não me disse nada? –responde rapidamente, logo depois devolvendo a pergunta.

-Não sei direito, acho que tinha medo de que você risse, que me achassem maluco. –fala dando de ombros, olhando para baixo, ciente do quanto fora bobo ao pensar isso.

-Você tinha vergonha de gostar dela? –Harry pergunta incrédulo. –Você realmente vê Hermione como uma monitora feia, obcecada por regras e metida à sabe-tudo? –seu tom agora tinha um traço de irritação que fez Rony recuar um pouco em direção a parede.

-Não, claro que não! Mas todo mundo a acha uma sabe-tudo metida e apesar de não ser mais tão obcecada com regras, ainda continua bem chata com isso. –tenta explicar, mas vê nos olhos de Harry que ele não compartilhava da mesma opinião. –Não é só por isso que eu nunca disse nada, eu também não disse por que eu sabia que ela não sentia o mesmo, quer dizer, ela saiu com Vitor Krum e agora está namorando você! É meio óbvio que ela gosta de caras fortes, porque o Krum foi o campeão de Durmstrang, você é o Escolhido, até o Lockhart era tido como um grande bruxo no nosso segundo ano, já eu nunca fui bom em nada, nem no quadribol eu consigo me sair realmente bem. –fala cabisbaixo.

-Você é mesmo um grande idiota, se parasse de pensar em você e reparasse nela veria o quanto ela gostava de você! Talvez por isso eu também não tenha dito nada a você antes, porque sabia que ela ainda sentia algo por você e que eu teria que a fazer esquecê-lo de vez para conseguir conquistá-la. –fala perdendo a paciência com Rony, que o olhou aturdido.

-Você está falando isso porque acha ou ela te falou alguma coisa? –pergunta sentindo um frio lhe percorrer a espinha.

-Depois do jeito que ela ficou quando você começou a sair com a Lilá nem precisava dizer nada, mas ontem, quando eu disse a ela o que queria e ela me disse que não, que estava confusa, eu perguntei se era por sua causa e ela confirmou, disse que ainda precisava pensar no que ainda sentia por você. –Harry fala se levantando e começando a andar de um lado para outro a frente da cama. –Mas você demorou demais, a deixou escapar pelos seus dedos e eu não podia ficar me segurando, pensando em você e acabar cometendo o mesmo erro, você entende? –pergunta se voltando para ele, esperando que compreendesse o seu ponto de vista.

-Eu entendo e fico feliz por você não ser tão burro quanto eu. Mas é melhor me prometer que vai fazê-la feliz, porque senão eu te quebro a cara sendo você vampiro ou não! –Rony fala tentando soar ameaçador, mas arrancando umas boas risadas de Harry.

-Pode deixar, eu vou fazer aquela morena tão feliz que ela vai até matar aula pra ficar comigo. –Harry fala em tom convencido, estufando o peito e sorrindo cúmplice pro amigo.

-Vou escrever uma tese sobre como a maldição vampírica afeta o ego e o senso de realidade do amaldiçoado! –Hermione fala da porta do banheiro. –Porque se você acha que realmente um dia eu vou matar aula por sua causa, está muito enganado. –fala esnobando-o e fazendo Rony rir.

-Estão chamando vocês para a reunião, estão prontos? –Molly entra no quarto, impedindo Harry de responder. Os três trocam um olhar nervoso e depois seguiram a matriarca Weasley até a cozinha, onde McGonagall os esperava junto a Lupin, Tonks e Arthur. Ao chegarem à cozinha, sentam-se e observam a líder da Ordem da Fênix com apreensão.

-Em primeiro lugar, gostaria de dizer que tentaremos apurar o que aconteceu e faremos exames detalhados para termos absoluta certeza do que está acontecendo, quanto a preparação de vocês, Lupin se encarregará de Hermione e Moody de você Harry, Rony será preparado para lidar tanto com lobisomens quanto com vampiros para caso haja algum problema entre vocês, essa preparação será guiada por Tonks e Carlinhos. Tudo bem para vocês? –pergunta mostrando respeitar a opinião deles.

-Sim, não esperávamos algo muito diferente. –Harry fala expressando a opinião de todos.

-Quanto a suposta noite do despertar, já temos duas florestas onde vocês podem ficar em segurança, não haverá pessoas ou seres “inocentes” por perto, então poderão caçar à-vontade. –McGonagall fala um pouco desconfortável.

-Eu quero ir para Azkaban. –Harry fala surpreendendo todos. –Sei que ela foi tomada por Voldemort e está servindo de base pros comensais da morte, portanto se vou enlouquecer e sair matando, que pelo menos o faça com quem merece. –fala determinado e olhando-os seriamente, seus olhos verdes ficaram mais brilhantes só que de modo frio.

N/A: Olá, acho que não demorei muito, não é? Mas agora vocês ja sabem quem é quem estão menos curiosos, rsrsrsrs.

N/A²: O que acharam do relacionamento do Harry e da Hermione e da reação do Rony e da Gina?

N/A³: No próximo cap haverá a transformação do Harry e no seguinte o da Mione, quanto mais comentes, mais rápido eu escrevo!

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Comentários: 2

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Mione Jean Potter em 06/06/2015

Enxergarem* como homem e mulher
Gostei bastante das atribuições feitas a cada um, digo, forca, agilidade, etc 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Mione Jean Potter em 05/06/2015

A reação da Gina é plausível, já que ela diz sempre ter gostado do Harry, alem de que ela tinha esperanças de voltar com o Harry, né, etc
Ja o Rony foi bem calmo para o que eu esperava, mas gosto disso, aquele Rony-sempre-imaturo irrita as vezes, por mais que essa característica nele também seja igualmente plausível.
Apesar do lance dos gêmeos, eu creio que Harry e Mione tem  relacionamento muito bom desde sempre, as aventuras, segredos, companheirismo, lealdade, amor. então, apesar do lance dos gemeos, eu creio que ha chances altíssimas deles se emxergaram como homem 

Nota: 5

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