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24. Duas esmeraldas


Fic: Harry Potter e o Confronto Final


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O RAPAZ ABRIU OS OLHOS LENTAMENTE, ofuscado pela luz do dia que invadia o ambiente pela janela, estava deitado e, a primeira imagem, ainda pouco difusa, que sintonizou à sua frente, foi a de uma menina de longos cabelos ruivos que, sentada à beira da cama, segurava distraidamente sua mão entre as dela.
Mais para não quebrar aquele momento de proximidade com a bruxinha, do que pela curiosidade de saber onde se encontrava, ele inclinou a cabeça lentamente para a direção em que a caçulinha Weasley fixava seu olhar sonhador e, como já imaginara, constatou que estava de volta à enfermaria de Madame Papoula Pomfrey e, pouco adiante, sentado num sofá estrategicamente colocado ladeando sua cama e colado a uma das paredes do salão, o Sr. Weasley, com um dos braços apoiado em uma tipóia e algumas bandagens distribuídas pelo rosto e cabeça, cochilava a sono solto, com o queixo apoiada ao ombro de Rony, que também se entregara ao mundo dos sonhos e, de braços cruzados e amparando o pai, soltava poderosos roncos que, no entanto, não pareciam incomodar o bruxo que resgatara Harry do covil do Rei dos Vampiros. Um pouco mais à frente, em pé e próximas à porta de saída, Hermione e a Sra. Weasley cochichavam, com a garota de cabelos crespos segurando-se carinhosamente em um dos braços da matrona.
Harry apertou ligeiramente a mão de Gina para chamar-lhe a atenção, no que ela, com um leve sobressalto, virou-se em sua direção, presenteando-o com um sorriso que valeria a pena enfrentar a pior das criaturas das trevas para ganhar, debruçando-se sobre ele em seguida para abraçá-lo e depositar um beijo ardente em seus lábios.
— Até que enfim, dorminhoco! – brincou ela – Pensei que preferisse mais dormir a ficar comigo! – disse com meiguice.
— Há quanto tempo estou aqui? – disse ele, enquanto se apoiava nos cotovelos para se sentar.
— Três dias! – ela respondeu, ajeitando a bandagem que ele trazia envolvendo o topo de sua cabeça e que só agora percebera – Mas, segundo a Madame Pomfrey, sua recuperação será mais rápida, agora que acordou!
O demais visitantes se aproximaram rapidamente do leito ao perceberem que ele recobrara os sentidos e o envolveram em abraços e perguntas sobre como se sentia, incluindo Rony e seu pai, ainda com os rostos amassados de dormir.
— Sinto-me aliviado em saber que você está bem, Harry! – disse o Sr. Weasley apertando sua mão efusivamente. Harry achou-o bastante abatido e visivelmente mais magro do que o habitual, perspassando-lhe pela mente os perigos que o homem deveria ter enfrentado para retirá-lo a salvo daquela cisterna.
— Obrigado, Sr. Weasley! – disse-lhe comovido – Obrigado por ter me trazido de volta! – as palavras de encorajamento que o homem lhe havia dito durante o período em que permanecera semiconsciente lhe voltaram à mente, especialmente o modo como ele o chamara de “filho”.
— Oras... nada que você não tivesse feito por mim, também! – respondeu-lhe visivelmente emocionado.
— Bem... – disse “o Eleito” apontando um dedo para a própria cabeça – O que foi desta vez?
— Crânio fraturado! – respondeu a Sra. Weasley, imitando a filha e arrumando-lhe as bandagens – Portanto, não se esforce demais nos próximos dias! Eu e Arthur vamos indo, agora que você recobrou os sentidos. – e, aproximando-se de seu ouvido completou baixinho – Estou preocupada com ele, não quis arredar pé de sua cabeceira até você se recuperar, mas está precisando de descanso e atenção também! – e, dando-lhe um beijo na testa, retirou-se com o marido.
Agora era Hermione quem estava agarrada ao pescoço do bruxo, extravasando sua alegria por ter o amigo novamente em forma e, após conversarem durante algum tempo sobre o encontro com Kazikli, sob o olhar desaprovador de Madame Pomfrey, que os vigiava de seu gabinete, o assunto principal foi finalmente abordado:
— Bem, isso resolve o problema das horcruxes, não é? – cochichou Rony – Quero dizer, a outra é a cobra... Nagine, certo? – Harry lançou-lhe um olhar enigmático, mas não respondeu.
— Mas... ainda temos um mistério para desvendar – discordou Hermione –, a criatura que Voldemort seqüestrou no Ministério da Magia!
— Errado! – interferiu Gina – Nós ainda temos um outro problemaço, além destes, para resolver...
— Qual? – indagou Rony, com expressão de desespero – Essas coisas não terminam nunca?
— A terrível revelação que o Perebas fez para o Harry, antes de morrer – respondeu a menina, quando o olhar inquisidor do namorado pairou sobre ela –, e ele insiste em esconder de nós!
O bruxinho da cicatriz permaneceu estático por um momento, enquanto sentia o olhar dos outros três demorar-se sobre ele, então, como que atendendo a um chamado mudo de socorro, Madame Pomfrey aproximou-se intimidadora, com um garrafão de uma mistura que soltava um espesso fio de fumaça esverdeada pelo gargalo.
— Agora chega! – disse ela sem admitir réplica – Mais uma noite sob meus cuidados e ele terá alta! Amanhã poderão tomar o café da manhã juntos no Salão Principal! – e entornou o líquido amargo pela garganta do garoto.
Acossado por um acesso de tosse, que quase o fez vomitar a poção, o rapaz ainda brincou, enquanto via o trio de amigos se despedir rapidamente e tomar a direção da porta:
— Daria qualquer coisa por um bom pedaço de torta de rins!


Um forte clarão de luz incidia nos olhos semicerrados de Harry, ele tentava protegê-los da intensa fonte de claridade posicionando um dos braços com a mão espalmada à sua frente, mas não era o suficiente, e ele queria olhar naquela direção, pois percebia que havia uma presença ali: uma fonte de intenso poder emanava daquela supernova e se confundia com a própria luz. Então, ele pôde definir seu contorno aproximando-se lentamente em sua direção, era feito do mais puro branco que jamais vira, tinha a forma humana, mas longas asas se desprendiam de suas costas, mantendo-se majestosamente abertas e estáticas, como quando uma ave plaina no céu, e seus cabelos longos e também alvíssimos serpeavam no ar, como se houvesse uma forte brisa a varrê-los, fazendo-os flutuar graciosamente às suas costas. Suas feições eram belíssimas e, a boca bem torneada e de um claríssimo tom de rosa, juntamente aos olhos penetrantes de um azul leitoso, eram as únicas coisas que se destacavam naquele indivíduo oriundo do paraíso, não saberia dizer, pela aparência, se era um exemplar masculino ou feminino, mas, não dizia o dito popular que os anjos não têm sexo? Sim! Seria aquela criatura um anjo? Possivelmente, pois nada lhe dava mais felicidade do que a sua presença: sentia que todo o mal que pudesse existir seria expurgado à sua simples aproximação, restando apenas a paz, o amor e a tranqüilidade.


Rony devorava seu segundo prato de sobremesa, quando Gina levantou-se da mesa da Grifinória, no Salão Principal, e pôs-se a esconder, dentro das mangas de suas vestes, uma pequena travessa, coberta por um guardanapo de pano.
— Lanchinho da meia-noite? – perguntou ele, deixando cair algumas migalhas da boca sobre o livro de Runas Antigas que Hermione, sentada ao seu lado, espiava entre uma e outra colherada de seu pudim de gengibre.
— Vou levar para o Harry, tadinho, justo hoje fizeram torta de rins!
— Madame Pomfrey não vai te deixar entrar! – advertiu Hermione, cética.
— Será mais fácil se você me der cobertura, Mione... – disse a menina, com um beicinho.
Aparentemente ciente de que discutir a idéia da amiga era pura perda de tempo, a garota levantou-se resignada, socando o livro inacabado dentro da mochila e lançando um olhar inquiridor para o namorado.
— Não vou voltar lá! – esquivou-se o ruivo, após tentar decifrar, por alguns segundos, o significado do olhar da garota – Vou voltar para a Sala Comunal!
Gina e Hermione deram-lhe as costas e saíram para o saguão de entrada, tomando em seguida as escadas que as levariam até o corredor da enfermaria e, já estavam quase alcançando a porta da Ala Hospitalar, quando foram surpreendidas por um incomum barulho vindo da escadaria da ala norte: parecia o ruído de cascos galopando sobre o piso de pedra do castelo e, quando a criatura que trotava a toda a velocidade atingiu o raio de visão das garotas, no final do corredor por onde elas vieram, as duas vislumbraram uma singular criatura, com o torso e cabeça de humano e o corpo de cavalo, e constataram que se tratava do centauro Firenze, um dos professores de Adivinhação da escola.
Ele se aproximou rapidamente do local onde elas se encontravam e, pouco antes de chegar à entrada da enfermaria, estancou as patas traseiras e derrapou habilmente até chocar-se contra a porta com as patas dianteiras erguidas, abrindo-as com violência.
Harry abriu os olhos sonolentos com o estrondo da porta se escancarando e se deparou com a imponente figura em forma de cervo, já sua conhecida, e que se inclinava sobre ele.
O Patrono ergueu-se bruscamente da posição que mantinha, debruçado sobre o leito do bruxinho e, lançando um breve olhar para o centauro e as duas meninas que haviam invadido o recinto, saltou graciosamente em direção à janela aberta e lançou-se por sua abertura, desaparecendo na noite.
Firenze avançou até a janela, debruçando-se no parapeito, como que para certificar-se de que a criatura havia realmente se evadido. Harry olhava, confuso, em todas as direções, tentando entender o que se passava.
— Que diabos era aquilo? – perguntou Gina, aturdida.
Como Harry permanecesse perplexo com a cena que acabara de ocorrer e se mantivesse mudo, Firenze resolveu responder a pergunta da menina.
— Um Patrono!
Enquanto as duas meninas se entreolhavam, pasmas com a resposta do centauro, o rapaz se recuperou:
— O que ele queria, professor Firenze? – perguntou Harry.
O centauro não respondeu a pergunta, voltou seu olhar para a vista da Floresta Proibida que se afigurava pela janela e ficou imóvel por um longo instante, perdido em meio a seus pensamentos. Aproveitando o momento para quebrar o silencio, “o Eleito” explicou sucintamente para as duas a recente descoberta que fizera sobre os Patronos e seus hábitos.
— Eles sugam a maldade? – quis certificar-se Hermione.
— Tipo um oposto de Dementador? – sugeriu Gina – Um dementador bizarro?
— Isso mesmo, crianças! – finalmente o professor se pronunciava – Patronos e Dementadores são opostos e, por conseguinte, inimigos naturais.
— Então deveria haver mais deles por aí! – opinou Harry – Acabariam rapidinho com a maldade no mundo!
— Na verdade Harry, um Patrono se alimenta de maldade até um certo ponto, e a armazena em seu organismo, quando a quantidade em seu interior se tornar muito grande, ele sofre uma metamorfose, transformando-se num Dementador!
— O QUÊ? – gritaram o três, em coro, para tornarem a se entreolhar, espantados com a informação.
— E, o que ocorre com um dementador quando absorve bondade demais? – perguntou Hermione, aparentemente já sabendo a resposta.
— Isto que mesmo que você imagina – respondeu o centauro –, ele se transforma num Patrono!
— E... o que ocorre.... num confronto entre os dois? – perguntou Gina.
— A destruição de ambos! – sentenciou o exilado da Floresta Proibida.
Madame Pomfrey, que retornava do jantar no Salão Principal, mirou os visitantes espantada.
— Que aconteceu? – perguntou ela.
— Graças aos deuses, nada! – respondeu Firenze – Seu paciente pode voltar a dormir, tenho certeza de que não haverão mais visitas hoje.


Na manhã seguinte, aproveitando o cancelamento das aulas de Herbologia e Trato das Criaturas Mágicas por conta de uma violenta tempestade que assolava os terrenos de Hogwarts, Rony, Hermione e Gina foram até os aposentos de Harry, respondendo a uma convocação que lhes havia sido entregue por Dobby. O rapaz, após rodear um pouco e, aparentemente tendo tomado uma difícil decisão, lhes disse:
— Creio que não posso mais lhes ocultar esta informação, e eu lhes mostrarei, na penseira, o segredo que o Rabicho me revelou! – disse, e Gina agarrou-se ao braço do rapaz, com um terno sorriso de compreensão e agradecimento.
Apesar de Harry sempre ter contado aos amigos sobre os pensamentos que visitara na penseira de Dumbledore, nenhum dos três, Rony, Hermione ou Gina, haviam experimentado tão singular experiência e, quando o quarteto se reuniu ao redor do objeto mágico, uma sombra de dúvida percorreu os iniciantes.
— Nós poderemos encontrar com o... V-Vol-Voldemort… aí dentro? – preocupou-se Hermione, por um instante.
— Sim, mas não há risco... é só uma lembrança! – confirmou Harry.
— Mas... você não pode simplesmente... contar para a gente o que aconteceu? – choramingou Rony, com uma expressão de terror.
— Acontece que o Harry quer que a gente veja com os próprios olhos o que aconteceu! – irritou-se Gina – E eu concordo com ele!
Hermione assentiu com a cabeça e os quatro se aproximaram da penseira, imitando gesto a gesto os movimentos de Harry e curvando-se até tocar o rosto na substancia etérea que flutuava em seu interior.
Após a desagradável sensação de estarem despencando em meio ao nada, o pequeno grupo aterrissou em uma alameda tranqüila, ladeada por frondosas árvores que tinham suas sombras começando a desaparecer pelo findar eminente do lusco-fusco, se fundindo com as sombras naturais da noite que se aproximava, um pouco mais à frente repararam na figura atarracada de Pedro Pettigrew, que andava maquinalmente de um lado a outro, roendo compulsivamente as unhas das mãos. Ele se encontrava defronte a um sobrado que se agregava perfeitamente ao estilo das demais construções da rua, exceto pela porta de entrada, estilhaçada e lançada aos pedaços em direção ao cerne da moradia, e pelos violentos estrondos que emanavam de seu interior.
Quando os jovens se aproximaram do bruxo, este, aparentando enorme ansiedade, aliada à curiosidade de saber o que se passava dentro da residência em questão, de onde também escapavam lampejos dos feitiços utilizados na verdadeira batalha que ocorria ali, transformou-se, com um estalo seco, no pequeno roedor de pêlos castanhos, já bastante conhecido dos quatro, e avançou rapidamente para dentro do cenário daquela batalha inglória. Harry fez sinal para que seus convidados seguissem o traidor, no que os acompanhou.
A cena que presenciaram era bastante forte, apesar de já não causar o mesmo impacto que das primeiras vezes no bruxo que carregava a cicatriz, que seria conjurada dali a pouco, naquela lembrança. Havia vários móveis destruídos e marcas de feitiços convocados que chamuscaram as paredes e, na escada que dava acesso ao pavimento superior, jazia o corpo de Tiago Potter, ainda desprendendo uma pequena nuvem de fumaça de seu peito. Gina e Hermione soltaram um pequeno grito de espanto ao depararem com aquela réplica quase fiel do garoto que as convencera a realizar aquela viagem ímpar, mas, a um gesto de Harry, que solicitava que se apressassem atrás da ratazana que acabara de dobrar a curva do corredor ao alto, as duas, com a garota de cabelos castanhos arrastando um Rony pálido e de olhos arregalados, seguiram em frente, saltando, de passagem, por sobre um dos braços que Pontas mantinha atravessado sobre os degraus.
No final do corredor havia outra porta destruída, onde o futuro Perebas se mantinha encolhido a um canto, observando, com o corpo excessivamente trêmulo, o desenrolar dos acontecimentos que mudariam o futuro de toda a comunidade bruxa.
O trio parou ao lado do roedor, não ousando entrar no mesmo cômodo que o terrível Lord Voldemort se encontrava, mesmo se tratando de uma lembrança, e puderam observá-lo pelas costas, o que lhes ocasionou um forte calafrio que percorreu simultaneamente o corpo dos três e os manteve presos ao chão: o homem empunhava sua varinha apontada na direção de uma bela jovem, de cabelos ruivos, que trazia um bebê ao colo, defronte a um berço de madeira, e se virava de lado para o seu futuro assassino, tentando esconder a cria do bruxo das trevas.
"Não seja tola, Lílian!" - ouviram, com desagrado, o homem dizer - "Não farei mal ao menino, pelo contrário: lhe darei o maior prêmio que mortal algum jamais recebeu!”.
"Afaste-se dele!" - afrontou-o a mulher - "A profecia é uma bobagem! Ele não pode lhe causar dano algum!”.
"Pelo contrário, Lílian!" - insistia o outro - "Graças à profecia, eu pude encontrar o que procurava há tanto tempo, e realizar o meu maior desejo!”.
"O que quer dizer?" - perguntou a mãe de Harry, com um misto de curiosidade e terror nos belos olhos verdes, o pequeno grupo mal respirava, procurando absorver o máximo do diálogo, apesar do horror e do medo que invadia seus corações, Harry havia ficado mais atrás, aparentemente já vira e revira tantas vezes aquela cena que decorara cada frase da conversa.
"Quero dizer que, graças ao velho Dumbledore, que me impediu de todas as maneiras possíveis de me apoderar de algum objeto que tivesse pertencido a Godric Gryffindor, para que eu pudesse abrigar e perpetuar uma fração de minha alma, assim como já fiz com outros pertences herdados dos outros três fundadores de Hogwarts, eu me aprofundei na pesquisa dos descendentes do antigo Leão de Grifinória e, qual não foi a minha surpresa quando descobri a família Evans como últimos remanescentes de tão importante linhagem!" - o bruxo contornou a mulher, fazendo-a ficar com a criança, ainda protegida por seu corpo, entre a cabeceira do berço e a parede, somente neste momento, os espectadores puderam vislumbrar parte do rosto daquele que um dia fora Tom Riddle.
"Família Evans?" - tentou certificar-se a mulher - "Mas... minha família é de trouxas e... minha irmã..." - interrompeu a frase, provavelmente não querendo deixar mais informações ao Lord das Trevas.
"Sua irmã apenas por parte de mãe, caso não saiba, minha querida Lílian! Mas, seu recentemente falecido pai me confessou isto, antes de eu eliminá-lo, minha garota! Sim, você era a única descendente de Gryffindor, até este menino nascer, a antigamente poderosa estirpe daquele que foi o maior inimigo de meu antepassado, terminou gerando uma longa serie de descendentes trouxas, até que todo o poder reprimido durante todos estes anos aflorou em você, Lílian: eu a admiro pelo que é, e desejo que sirva a mim de agora em diante, e eu criarei e educarei seu filho, como parte de mim, como meu herdeiro e, quem sabe um dia, imortal igual a mim!”.
“O que quer dizer com isto?” – perguntou a mulher, abandonando a criança sobre os lençóis do berço e se postando defensivamente à frente dele, apesar de não portar sua varinha, a postura da bruxa era de combate, com os olhos brilhando intensamente, como duas esmeraldas que emitissem luz própria.
“Quero dizer, minha querida Lílian,” – disse o bruxo, enquanto apontava sua mão esquerda espalmada para a mulher e a obrigava a levitar lentamente para o lado, desimpedindo a linha de visão com a criança – “que tenho que transformar seu filho na minha mais preciosa horcrux! Guardando uma parte da minha alma em seu corpo, o que fortalecerá minha imortalidade e fará com que a profecia que foi dita perca sua função, pois para me derrotar e tirar minha vida – como se isso fosse possível – ele teria antes de sacrificar a si próprio!”.
E, dito isto, Lord Voldemort apontou sua varinha para o neném Harry e começou a proferir palavras difusas, que só o Harry do presente entendia, uma vez que estava usando a linguagem das cobras. Em um dado momento, o Lord Negro se contorceu, lançando os dois braços para trás e estufando o peito, enquanto soltava um grito medonho, como se estivesse sendo rasgado ao meio, então, um tênue fio de fumaça escurecida começou a sair de sua boca e se dirigir para a boca da criança, que também se mantinha numa espécie de transe, mas com os olhos bem abertos, contemplando o feitiço do outro se apoderar dele, com seus grandes e belos olhos... azuis!
Hermione, ainda paralisada pelo pavor, conseguiu cutucar as costelas de Gina e sussurrar, enquanto apontava com o nariz, a criança no berço ligada ao seu agressor por aquele fio da maldade:
— Os olhos do bebê Harry... são azuis!
Entrementes, a mãe da criança, que havia caído ao chão ao ser liberada do feitiço que a prendia, levantou as duas mãos em direção aos dois corpos presos magicamente e delas começou a emanar uma luz branca, que parecia fazer com que a serpente de fumaça se tornasse mais e mais longa, arrancando mais do interior de Voldemort do que ele desejava, e sendo sugada avidamente pelo bebê.
“Maldita! O que está fazendo?” – disse o bruxo, com o terror espelhado no rosto.
“Você não passará apenas uma parte de sua alma para o Harry, e sim toda ela Voldemort! Inclusive seus poderes e conhecimentos... e só lhe sobrará uma carcaça vazia... e de nada adiantará em quantas partes tiver dividido sua alma nojenta, elas ficarão guardadas para sempre no meu filho e nas suas malditas horcruxes, sem função alguma: esta é a maldição que eu te rogo!”.
“Nãããããããõoooo!” – gritou o bruxo, vendo sua alma esvair-se quase por completo e sendo absorvida por aquela criança e, num esforço sobre-humano, conseguiu apontar para a mulher a varinha que mantinha presa à mão direita e exclamou: - “Avada Kedavra!”.
O jorro de luz verde atingiu Lílian Potter em cheio, elevando-a no ar por um instante e depois a atirando contra a parede, por onde seu corpo deslizou, sem vida. Voldemort cambaleou para trás, mas a ligação mágica entre ele e Harry não se desfez, a cada instante, mais e mais sua alma e, por conseguinte, seus poderes eram sugados pela criança.
“Maldita!” – xingou ele – “Quase conseguiu seu intento!” – disse, caindo de joelhos à frente do berço – “Mas sua maldição não terá efeito... você só conseguiu selar a morte do seu próprio filho!” – e, com suas últimas forças, levantou a varinha contra o bebê Harry e proferiu pela terceira vez, naquela noite, a maldição imperdoável da morte: - “Avada Kedavra!”.
O raio de luz verde atingiu o menino na testa e ricocheteou em direção ao peito de Lord Voldemort, que caiu para trás com um baque surdo, sem vida em seu corpo. Sua varinha voou para o alto e caiu quicando à frente da ratazana que observava a cena.
Os três jovens, ainda congelados pelo pânico, viram o não menos assustado Rabicho, retornar à sua forma humana e, apanhando a varinha de Voldemort, aproximar-se de seu corpo:
“Mestre! Ah, mestre!” – disse, em tom de choro, então se virou para o bebê Harry, que o encarava fixamente, agora com seus olhos verdes e brilhantes como esmeraldas... iguais aos da mãe. Então, o animago lançou um último olhar de tristeza para o corpo de Lílian e, levantando o corpo sem vida de Voldemort, lançou-o às próprias costas e passou por entre os jovens que continuavam a observar a cena da soleira da porta, desaparatando logo em seguida.
— Vamos! – disse o Harry do presente, aproximando-se deles, e os quatro se sentiram serem puxados novamente, desta vez para cima e, em seguida, estavam no quarto de Harry, ao redor da penseira.


Um longo período de silencio fez lugar na antiga masmorra de Godric Gryffindor, sendo quebrado ocasionalmente por soluços de pranto que Gina deixava escapar de tempos em tempos, enquanto se mantinha agarrada ao peito do namorado.
Hermione, que não tivera chance de deixar extravasar seus sentimentos como a amiga, pois permanecera amparando um Rony branco como cera, e que ameaçava constantemente desabar ao chão, tão abalado que ficara com a cena que presenciara, quebrou finalmente o silencio, com a voz tremula:
— Então é isso, Harry! A ultima horcrux é... você?
O garoto confirmou com a cabeça, sofrendo um novo chocalhar causado por Gina, ao ouvir as palavras da outra.
— Nada disso, Harry! – disse a ruivinha, levantando a cabeça para encarar o garoto, o rosto lavado em lágrimas – Eu não vou permitir que você se sacrifique! Não vou perder você! E, se para isso o Voldemort tiver que continuar vivo, que continue! Eu não estou nem aí!
— Calma Gina, calma! – respondeu o bruxo carinhosamente – Não tenha receio... eu também não pretendo me matar para derrotar o Voldemort, mas... não posso deixá-lo continuar vivo! Tenho tentado pensar numa saída, mas... não vejo como!
Rony se aproximou do amigo, ainda cambaleante, e abraçou-o com força, deixando finalmente para trás os acontecimentos que presenciara e tomando uma postura adulta e decidida.
— Gina tem razão, Harry! Não chegamos até aqui para sermos derrotados! Eu... nós... a Mione vai pensar em alguma coisa! – e olhou para a garota, que se afastara em direção à porta e permanecia excessivamente quieta, como sempre fazia quando estava tendo uma tempestade cerebral.
— Eu acho que encontrei a solução! – disse Hermione, com um brilho no olhar – Na verdade, acho que topamos com ela há pouco tempo!

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